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Onde está a camisinha?

Acontece uma estranha sensação depois de ler “reagente” no resultado do teste de HIV. Pelo vírus incurável, a presunção de que a vida jamais será a mesma e, por sua história, a certeza do sofrimento, com um novo corpo alterado pela doença e seu tratamento. A vontade de arrancar de si um micróbio que, agora, é inarrancável e, por isso, a frustração. A nova identidade, de soropositivo.

Esse é um sentimento que só se esvai com o tempo, quando, pouco a pouco, percebemos que o tratamento não é tão terrível, que o corpo não muda por causa dele, que a doença é controlada, que, com os remédios, o vírus não mais se replica em nosso organismo. Não nos sentimos doentes. Nos olhamos no espelho e vemos alguém saudável. A história da epidemia da aids não é mais aquela que assistimos na televisão nos anos 80 e 90. É outra. Hoje, no dia a dia, podemos esquecer do vírus, tão pequeno. E a nova identidade não é mais necessária — se fosse, logo aprendemos que não importa tanto o soropositivo, mas o indetectável.

Contudo, o vírus persevera, escondido, dentro de alguma célula de memória do sistema imune que nos faz lembrar que, embora não estejamos doentes, tampouco estamos curados. Como uma pequena semente distante da terra, o vírus não germina, mas está lá, pronto para fazer o mal caso o tratamento seja abandonado. Uma lembrança distante, e forte, do torvo momento do diagnóstico e de todo o assombroso momento que experimentamos quando recebemos aquele resultado reagente do teste de HIV. O vírus, controlado, é uma fagulha de sofrimento potencial, que faísca sempre que remexemos no assunto do diagnóstico. Contar para alguém que somos HIV positivo é um desses momentos. Um dos últimos redutos do trauma que o vírus traz, ainda resistente à toda a normalidade que a vida de soropositivo e indetectável pode oferecer.

Quando chega a hora de contar, é como se o HIV deixasse de ser pequeno. Como uma memória acendida, vem à tona e cresce. Enxergamo-lo grande, como se estivesse bem de perto, como se pudéssemos avistá-lo a partir de algum olho que habita dentro daquela célula de memória do sistema imune. Então, vemos que o vírus ainda está lá. Pronto para assustar a quem contarmos que temos HIV. Pronto para despertar, no outro, a memória do pavoroso passado da epidemia de aids, seu antigo conceito de doença monstruosa que, embora não o seja mais, é revivida no estigma, discriminação e preconceito. O pesadelo do soropositivo, hoje, é este.

HIV particle, artwork

Quando na manhã seguinte acordei de sonhos intranquilos, era impossível não lembrar dos dias após o meu diagnóstico. Antes de me levantar, olhei pela janela, tentando discernir se a textura do mundo real era a mesma do pesadelo que acabava de acordar, logo depois da primeira noite em que experimentei uma rejeição amorosa por causa da minha condição sorológica, por causa do HIV. Uma negativa que encerrava bruscamente o romance, numa mensagem que dizia:

“Jovem, eu acho melhor não nos vermos mais.”

Nesses sonhos intranquilos, estava o Dr. O., meu primeiro infectologista. Em seu consultório, todo branco e com poucos objetos, ele prescrevia meus primeiros antirretrovirais: Lamivudina, AZT, o primeiro antirretroviral do mundo contra o HIV, e o potente Kaletra. Lembrei do gosto metálico destes remédios, que surgia na boca logo após as primeiras doses deglutidas. E da diarreia incessante que se sucedeu e perdurou, sem trégua, pelos quatro meses seguintes. A manhã de hospitalização por vômito incessante. A irritação na pele e o dermatologista que preferiu não tocar nelas, examinando-as à distância de sua mesa, assim que informei ser portador do vírus. As calças defecadas no meio da rua. A anemia. Os quilos sumindo na balança. As pernas finas e as nádegas murchas, pela súbita magreza.

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Um corpo novo, enfim transformado pelo forte tratamento a que o doutor insistia em me submeter, sem deixar espaço para qualquer alternativa. Amigos comentavam meu emagrecimento repentino e minha mãe, quando a encontrava, chorava escondida pelos cantos, aterrorizada pela minha nova aparência, tão semelhante aos soropositivos que viveram os anos do começo da epidemia. Me sentia desumanizado, e, agora, naquela manhã, depois de rejeitado por causa do HIV, voltava a me sentir assim, pela primeira vez desde o diagnóstico. Compreendi que, por causa do HIV, eu causava repugnância. Era como a de um inseto, sujo e contaminado. Uma barata, ou, quem sabe, uma aranha peçonhenta, tal como aquela retratada nas primeiras peças publicitárias de prevenção ao HIV.

“— Mas, quando conheceu essa menina, você já não tinha mais a aparência alterada pelos efeitos colaterais dos medicamentos, certo?”, perguntou B., a jovem jornalista de sotaque sulista que me entrevistava. “Já tinha retomado sua aparência saudável, como está hoje, não?”

“— Sim, eu estava ótimo há muito tempo. Bastou mudar de médico: meu novo infectologista, o Dr. Esper, trocou meu coquetel logo em nossa primeira consulta. De Kaletra para Efavirenz. No dia seguinte, exatamente 24 horas depois, a diarreia cessou, finalmente, depois de quatro meses. Voltei a comer. A anemia sarou. Ganhei peso. E entendi que o começo, o diagnóstico, não precisava ser nem de perto tão trágico como foi. O primeiro médico foi duro comigo por alguma razão que me escapa até hoje. Não precisava ser assim. Percebi que a vida depois do diagnóstico podia voltar a ser completamente normal, em todos os aspectos — exceto, eu aprendia àquela altura, pela rejeição amorosa por causa do HIV.”

“— Você nunca mais encontrou essa menina que o rejeitou?”, perguntou B.

“— Nos encontramos, sim, um mês depois. Ela me ligou no meio da noite. Acontecia uma festa em sua casa e ela provavelmente já tinha bebido alguns drinks. Insistia para que eu fosse visitá-la. Quando me dei conta, estava em seu quarto. Ela se despia rapidamente e dizia: ‘Vamos para a cama agora! Mas será essa a única vez que iremos transar!’, me deixando então tão nervoso que acabei broxando na nossa pouco romântica noite de núpcias”, contei, tentando trazer um pouco de humor à conversa.

Mas não foi possível: B. não sorria. A luz do pôr do sol penetrava lateralmente pela janela de vidro, acendendo ainda mais seus cabelos louros e incidindo precisamente em seus olhos azuis. Não pude deixar de notar, ali, algumas lágrimas, contidas, que se acumulavam no canto inferior das pálpebras. Ela então virou o rosto, como se tentasse disfarçar. E escreveu algo em seu bloco de notas, antes de fechá-lo.

“— Sabe, há muito tempo, eu tive um namorado com HIV”, confessou a jornalista. “Eu tinha dezoito anos e ele era um pouco mais velho. Namoramos por anos e ele nunca me contou que tinha o vírus. Descobri por acaso, porque encontrei seus remédios enquanto viajávamos juntos para praia, escondidos em sua nécessaire. Questionei pra que eram e ele disse que eram vitaminas. Mas não pareciam vitaminas. Algum tempo depois, a irmã dele acabou vindo me contar que eram remédios de HIV.”

“— Que história…”, suspirei.

“— E também não teve um final feliz, como a tua.”

“— O que você fez, quando descobriu que ele tinha HIV?”

“— Eu terminei o namoro”, disse B., num suspiro. “Mas tenho para mim que terminei porque ele mentiu”, completou. “Sabe, quando encontrei seu blog, achei que tu foste ele, este meu ex-namorado soropositivo. Depois que rompemos, ele sumiu. Ouvi dizer, por outras pessoas, que ele parou de se cuidar. E por muito tempo eu me senti culpada por isso. Foi buscando informações sobre ele e sobre o HIV que caí no teu blog.”

Sua tristeza já não se continha. B. não chorava, mas também não escondia as poucas lágrimas que começavam a escorrer de seus olhos. Ela já não mais parecia uma profissional a entrevistar seu objeto de pesquisa. E sua aparência de jornalista foi gradativamente desvanecendo.

“— B., isso não é exatamente uma entrevista, é?”, questionei.

“— Não. Me desculpe. Não é”, respondeu ela. “Mas não estou desapontada por confirmar que você não é ele. É muito bom conhecê-lo.”

Assim como num filme, o texto pode cortar para o ponto que interessa ao espectador. Em geral, isso quer dizer que, a partir do que sucede o encontro, o tempo voa na tela. Suprime-se o caminhar ao lado, quando fomos em direção ao parque, agora conversando amenidades. Deixa-se de lado que paramos sobre a ponte, que liga os dois lados daquele oásis arborizado no meio da Avenida Paulista, cortados pela retilínea alameda. A conversa sentados sobre o banco de madeira, debaixo da copa das árvores que batiam com o vento frio. E o caminhar para o bar, já à noite, aonde uma banda tocava jazz. Depois de alguma cervejas, nos beijamos. B. aproveitou para perguntar como funcionava meu tratamento, os riscos de transmissão e se a camisinha bastava para que o sexo comigo fosse seguro.

Seguimos juntos para seu hotel, ela cambaleando com as pernas, enquanto me ocorria que, talvez, a total abertura e divulgação da minha condição sorológica era mesmo a melhor opção. O dilema, de quando e como contar que tenho HIV, seria substituído pela praticidade de um filtro prévio, natural, através do qual só se aproximariam as pessoas em que o estigma, a memória antiga do que é o HIV/aids, já estivesse superado. Dessa maneira, não poderia haver preconceito! E muito menos rejeição amorosa! Uma nova vida de soropositivo, isenta de sofrimento por causa do HIV, se desabrocharia para mim.

“– Qual é o número do seu quarto, B.?”, perguntei, percebendo que ela já se recostava em meu ombro, ébria.

Abri a porta e depositei o cartão magnético no interruptor; as luzes se acenderam. Dei a ela dois copos d’água e a recostei na cama. Tirei seus sapatos. Puxei o lençol sobre seu corpo. Me preparava para deixar o quarto de seu hotel, depois de apagar as luzes, quando B. se levantou e virou em minha direção:

“– Onde você pensa que vai?”, perguntou ela, incisiva. “Durma comigo!”

“– B., você está bêbada”, respondi.

“– Só um pouco. Mas com a água já estou bem melhor. Fique aqui. Deite comigo.”

Depois de pouco pensar, fechei a porta.

Camisinha

Na manhã seguinte, acordamos nus e entrelaçados. Sua pele alva mesclava com seus cabelos louros. Algumas pintas. Seus seios acompanhavam o movimento de sua respiração sonolenta, erguendo-se para cima e para baixo. Lembrei de toda a noite anterior. Do tato, do cheiro e dos gemidos. O orgasmo. Foi quando B. abriu os olhos.

“– Estamos nus!”, exclamou ela, depois de recobrar a consciência por um instante.

“– Sim”, respondi.

“– Nós transamos?”

“– Sim. Você não lembra?!”, perguntei, surpreendido.

“– Não! Não lembro!”

“– B., você insistiu para que eu ficasse. Disse que não havia bebido muito e queria…”

“– Você usou camisinha?”, interrompeu ela.

“– Claro que usei camisinha.”

“– Cadê? Onde está a camisinha?”, questionou, assustada.

“– Joguei no lixo do banheiro.”

“– Então deve estar lá…”, sugeriu ela.

“– Sim, está lá”, respondi, percebendo em sua face que ainda faltava alguma comprovação.

“– Você pode ir lá pegar e me mostrar?”

O pequeno banheiro do hotel não dava muito espaço para manobras. Ali, ainda nu e de cócoras, me espremi debaixo da pia, com as costas viradas para a privada. B. plantou-se na porta, como se averiguasse meu procedimento. Tirei a tampa do pequeno cesto e me pus a procurar pela camisinha usada.

“– Enrolei dentro de um pouco de papel higiênico”, expliquei.

Um a um, desdobrava os papéis do lixo, vigiado pelos olhos de B., enquanto dali começava a exalar um cheiro de urina ressecada. Desviei as mãos dos restos de cabelo. E avistei um outro papel com um rastro de fezes. Foi quando senti algo estranho. Um incômodo. Me dei conta que, ali, agachado e remoendo pelo lixo, eu era tal e qual o jovem Gregor Samsa, o personagem de Franz Kafka, quem, depois de sonhos intranquilos, acordou transformado numa barata. Um inseto asqueroso para quem o primeiro benefício é a acusação. Para seres assim, é necessária a prova de boa conduta. Mas eu não queria ser Gregor Samsa.

“– A camisinha está no lixo, bem aqui, em algum lugar”, apontei. “Mas os excrementos do resto do lixo são seus, e eu não me sinto confortável em revirar por eles”, expliquei, depois de me levantar, lavar as mãos e por a me vestir.

Antes de fechar a porta, B. sentenciou:

“– Jovem, eu acho melhor não nos vermos mais.”

kafka

Por que somos postos em condição tão desumana? Não deveria a camisinha selar todo o medo e prevenir (também) o preconceito? É justo nos adiantar a desconfiança, só por causa da sorologia positiva? Será que as campanhas de prevenção do começado da epidemia estavam certas: somos mesmos criaturas tão asquerosas, quanto insetos peçonhentos? É assim que o mundo dos soronegativos, que por tanto tempo fiz parte, nos enxerga?

Preferi pensar que não e, meses depois — e depois de receber uma carta de B. pedindo desculpas pelo ocorrido, propondo selar as pazes e, quem sabe, voltar a nos ver — conheci R., para quem contei logo de cara que era portador do HIV. Percebi seu rosto paralisado por um instante, como se a minha revelação fosse a última coisa que pudesse passar por sua cabeça. Seus olhos arregalados e queixo levemente caído. R. então se levantou e disse que precisava dar uma volta. Retornou muitas horas depois, quase no fim do dia, com o veredito:

“– Fui ao parque, caminhei e voltei. Hora alguma pensei em não ficar com você. Ao contrário, pensei no que poderia fazer para que tudo desse certo.”

Depois, pôs-se a disparar perguntas: a origem da minha infecção, como funcionava meu tratamento, os riscos de transmissão e o que ela deveria fazer para que o sexo comigo fosse seguro. Por último, perguntou sobre como deveria fazer para ter filhos comigo.

“– Filhos?!”, retruquei, assustado, com queixo caído e os olhos arregalados. Afinal, essa era a última coisa que passava pela minha cabeça.

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134 comentários

    • Maxwell diz

      Compartilho do teu comentário. A grande maioria das pessoas não estão preparadas para se relacionarem com um positivo sem nenhuma nóia na cabeça. Torço muito mesmo para que o Jovem encontre em R a “mulher de sua vida” mas se depois de alguns meses ela vim a dizer que não dá mais não tem pq recriminar a moça, afinal quantos de nós quando negativo no passado iria se aventurar em um relacionamento com um soropositivo? Acredito que a maioria aqui não iria.
      Questiono ao Jovem: Pq sempre procurar relacionamentos sorodiscordantes? Já tentou conhecer alguma mulher positiva pra se relacionar ou tem “algo que o impeça”?
      E quando realmente tiver uma companheira firme e forte ao seu lado vc continuará sempre dando enfoque ao seu site ou nos deixará de lado, aparecendo mais raramente?

      • Brumo diz

        Espero que o JS não abondene a nós e o blog ao se acertar na vida amorosa. Só depois da cura, e olhe lá hehehe

  1. undetectable diz

    linda história. parabéns e fico muito feliz que no fim deu tudo certo.

  2. HopeAlways diz

    Tocante, sensível…sensacional!! Vc realmente nos representa. Te amo JS!!

  3. Jota, vc como um lorde ainda foi paciente de ir atrás da camisinha. Parabéns por nos brindar novamente com sua maturidade e tolerância.

    Grande abç!

  4. Paranaense no Rio! diz

    Quando eu contei para o meu namorado que mora há alguns quilometros de distância de mim, entrei num choro compulsivo. Não sabia mesmo o que fazer. Ali estava anunciado o fim. Ele, bem mais novo que eu, simplesmente disse: “Não quero mais te ver! Não quero mais saber de você! Eu tenho uma vida inteira pela frente e você destruiu a sua”, como se a culpa fosse 100% de quem acabou infectado. Eu carreguei essa culpa por dias depois do meu diagnóstico.
    Em seguida, vieram todas as perguntas: “A última vez que transamos foi com camisinha? Claro que foi! Eu estou livre!!” E outras do tipo: “Como foi que você pegou isso?”
    Porém, eu já lia o JS e mandei o link sobre a campanha para que os soropositivos busquem o grau de indetectável. Aquilo o acalmou. Me disse que se tudo ficaria normal, que a gente poderia ficar juntos.
    Pois é…alguns dias se passaram e ele simplesmente me deu um pé. Foi melhor assim. Depois desse dia decidi não mais contar. Porém, tudo que faço é 100% protegido: minhas atitudes, minhas ideias, o sexo é ainda mais seguro. Na última semana, estive no consultório da minha infectologista, a Dra. Marilia Abreu – que eu digo que é o Dr. Esper de saias – e comemoramos todos os meus resultados, inclusive o resultado que tanto esperei: indetectável. Foi ali mesmo que conheci um garoto que estava aguardando uma consulta.
    Não sei se ele mentiu pra mim, mas disse que a consulta dele era por outro motivo: medo de ter herpes por conta de várias pessoas que também na família. Ele perguntou o meu. Eu consegui usar um outro evento na minha vida para justificar a minha ida até a Dra. Marília. E não contei.
    Estou muito inseguro. Naquele dia mesmo dei carona pra ele. Fomos ao shopping, tomamos um lanche. Nos conhecemos mais. Nos encontramos outro dia. Transamos várias vezes no mesmo dia e sempre de forma saudável.
    Se o relacionamento prosperar, não sei como vai ser. Tenho medo da reação inesperada e de perder mais uma chance de ser feliz com alguém que tem feito tão bem a mim. Obrigado, JS, por mostrar que existe uma luz no fim do túnel e que cabe a cada um de nós decidir. Aliás, mais difícil decidir isso a ter que sair do tal armário que a sociedade muitas vezes nos obriga a entrar e que eu já destruí há milênios.

    • Luquinha diz

      Nossa paranaense ,a minha foi bem parecido contei e ela sumiu ,fiquei sabendo por alto que esta com um Suiço ,quem sabe que eu nas minhas consultas eu venha conhecer uma mulher que tenha herpes rsrs e que eu venha transar varias vezes durante o dia de forma saudável também .Só fico triste que estava pranejando de ter um filho

      • Vida Positiva H diz

        Luquinha quem te disse que não pode ter um filho? O HIV não te impede disso rpz. Hoje existem diversas técnicas de reprodução assistida e métodos seguros que possibilitam um soropositivo de ser pai ou mãe de filhos saudáveis. Com casais sorodiscordantes ou não. A medicina evoluiu e isso é possível. Já comece a pensar no nome dos guris e tudo de bom pra você.

      • paraense + diz

        Luquinha fique certo de uma coisa : O teu sonho de ser pai vai se realizar Rapaz, pois tenho certeza que com a cura total ou sem ela, isso ,inclusive, já pode sair do campo do planejamento para execução … basta estar indetectável. Então , Luquinha , mãos à obra

    • 27RJ diz

      Paranaense, difícil acreditar que alguém vai ao infecto por “medo de herpes”. Vocês estão no mesmo barco… tenho certeza que dará tudo certo. Abs e boa sorte!

    • joao pedro diz

      Você sabe se tem algum grupo dos leitores desse blog, me sinto meia a deriva, por nao conhecer ninguém na mesma situação que eu.

      • wolf diz

        Existe um grupo, aliás dois já, em um app para smartphone chamado kik com alguns dos leitores do blog. Baixe o app e add o HopeAlways6 que ele te explica como funciona e te add por lá.
        Abraço.

    • saul diz

      Em 2012 e 2013, conheci um rapaz e começamos a namorar, sempre transamos sem camisinha… 2014 já não estávamos mais juntos, ele conheceu outra pessoa e no meio relacionamento deles ele descobriu ser soro positivo… Em junho deste ano fiz o exame e deu negativo… Eu era apaixonado por ele… e ainda sim queria continuar a caminhada com ele e crescer com ele… ele não quis mais… E disse pra mim, com todas as letras que não nunca ia me procurar pra falar da doença… Já que fiquei sabendo por uma amiga ele…

  5. EGM diz

    Simplesmente sou apaixonado pelo seu blog. Cada vez que recebo uma notificação de um novo Post sou preenchido por uma sensação incrível de felicidade.
    Seu novo post, dessa vez, conseguiu descrever como eu me sentia no começo de tudo e quando preciso lidar com situações parecidas: um inseto asqueroso. Um texto triste, forte, mas extremamente importante para nós que convivemos com esse rapaz teimoso que é o hiv.
    Obrigado por compartilhar conosco suas experiências, descobertas e histórias. Saber que existem outros, tantos outros, que enfrentam o mesmo que nós, nos fortalece nessa batalha.

  6. Alexandre diz

    Meu amigo, esse é o melhor texto de todos!!!!! Estupidamente feliz aqui por vc! Filhos lindos vcs terão!

  7. Carla diz

    Sabe que? Creio ser impossível ser feliz em um relacionamento quando se omite se esconde quem de fato somos, ser positivo faz parte de nossa nova identidade, faz parte de quem somos agora. O que me deixa pensativa é em um mundo que aceita tantas situações diferentes e inusitadas por que o ser positivo carrega tantos estigmas a ponto de termos que nos esconder? JS admiro sua coragem e sinceridade, esse deve ser o começo sim, ser verdadeiro sempre! Anos atrás a maioria dos homossexuais não se assumiam por medo, a partir do momento que se aceitaram e saíram de seus “armarios” a sociedade percebeu que preciva ve-los de una manera diferente pois a questao envolvía uma parcela da populacao muito maior do que se imaginava. Assim deve ser conosco, saiamos do armario e comecemos a quebrar os muros do preconceito e da rejeiçao, oro por isso!

    • Vitória diz

      Carla, um lado meu concorda plenamente e me faz pensar na naturalidade e leveza que a bela Silvia Almeida encara o HIV. Pra quem não viu, o link: https://www.youtube.com/watch?v=hWQxwFKs0mU
      Putz, tem como ter preconceito com essa mulher? O modo que ela se porta e encara o HIV é tão sereno e sábio que transmite a mesma visão a quem está ao seu redor.

      Por outro lado, vivemos em uma sociedade em que cada vez mais o direito à privacidade se esvai. Com esses boom de redes sociais e facilidades de comunicação em geral triplicaram a quantidade de fofocas, opiniões sobre a vida alheia, olho gordo kkk
      Eu pessoalmente não gosto de ninguém bedelhando minha vida. Não contaria sobre HIV, como não contaria sobre o novo namorado da minha mãe ou a maneira como meu irmão foi demitido. As pessoas em geral não tem piedade e não vão se interessar em buscar informação só porque isso melhoraria sua vida. Isso em relação ao HIV ou qualquer outra coisa. Acho que nossas vidas e privacidade devem ser protegidas de quem só irá te fazer mal. Até porque, na verdade, ninguém vê o quadro inteiro pra poder julgar.

      Beijão

  8. interior de sp diz

    muito tocante. torço por vc. sempre que fico mal lembro que vc diz é só um vírus… e tento me conter.
    Quando contei meu ex disse que ja tinha se relacionado com um positivo se fez de bom moço e me deixou …. tb me senti como uma barata… 😦

  9. Cezar diz

    VC escolhe umas mulheres de classe média tontas, dah nisso. Teve que revirar lixo… Kk

    A propósito, saiu mês passado o novo jogo do Batman (Batman Arkam Knight). O Coringa tah mara.

    • Ahhh Cezar…quer dizer que mulheres classe média são tontas???? Que asneira isso que você disse.

      • Cezar diz

        A maioria eh tonta, sim. E o JS foi tonto em ter acatado as ordens idiotas desta mulher, era pra ter mandado-a a merda. Mas que ser amado, ter filho, cd4 acima de 500, ser normal. Mal sabe ele que ser a aranha, estar à margem eh muito mais libertador e divertido. Aliás, no caso da dermatologista escrota, era TB pra ter mandado-a a merda, mas eh muito educadinho e se estrepa. Aliás, uma dica: numa consulta, soh se assina a guia do plano DEPOIS da consulta. Se está for uma merda, o médico não recebe seu dinheiro. Ficou claro?

        • desbravador diz

          Cara, aqui eu concordo com o Cezzar. Tem de ser mais durão com a “mulherada” Jovem Positivo!!! Aliás, elas adoram!!kkkkkkkkkkkkkk

  10. Junior diz

    Excelente texto. É realmente um dos melhores que já li por aqui! Parabéns, me senti emocionado!

  11. Anonimoo diz

    Acho engraçado quando as pessoas fazem coisas, mas no fundo não sabem o motivo. O uso da camisinha é uma delas… É como se fosse um costume, algo do tipo “eu uso porque todo mundo usa”… É de uma ignorância…

  12. Junior Bello diz

    Muito bom texto, Jovem. Escreves muito bem! Encontrei o teu blog vasculhando na net informações sobre o HIV, após uma situação de risco. Fiz um teste rápido de saliva ontem, com 32 dias depois do ocorrido e, graças a Deus, deu não-reagente. Pretendo refazer em 2 meses. Mas, independentemente do resultado, não deixarei de acompanhar o blog, pois é uma boa ferramenta para se ficar informado acerca da temática.,além de conter histórias e textos ótimos. Parabéns!

  13. Lucius de Roma diz

    Para mim, a presença do genoma viral em minhas células, numa relação muita íntima com o meu genoma,tão próximos que até confundem as células do sistema imunitário, como se fossemos um só: é um aviso. Um aviso de que não devo mais ter aquela vida promíscua do passado, que eu tenho que me amar e me cuidar mais, respeitando o meu corpo e o corpo dos outros. De resto a vida é normal, e lembrar daqueles primeiros dias de diagnóstico e do tratamento com AZT, já não faz mais parte da minha rotina diária. Parece tudo tão longe e nem me lembro mais do gosto metálico e das náuseas,do corpo magro, da pele afundando nos ossos do rosto, tudo isso faz parte do passado, assim como o estilo de vida que tinha. Vida segue muito melhor que antes e hoje agradeço a oportunidade do aviso que me foi dado.

  14. Serena diz

    JS peço desculpas. Depois que li a política do site entendi porque meu comentário foi apagado. Ainda busco informações, mas entendi que não poderiam ser feitas por aqui pois são opiniões médicas. Mesmo assim, agradeço a atenção. Vou acompanhá-lo pelo blog. Sucesso.

  15. M. diz

    Eu gosto tanto de sua escrita! As vezes me sinto como um inseto também. Preciso mudar isso! Isso não está certo… ainda ontem li nos comentários a história de uma pianista idosa com Hiv que me fez tão bem… É o preconceito que vai matando aos poucos. Preciso muito me livrar dessa doença… não estou falando do Hiv e sim do meu preconceito… O Hiv eu tenho controlado com mais facilidade.

  16. desbravador diz

    você foi muito doce com ela.Na hora que ela sugeriu catar a camisinha na lixeira teria sido a hora de alterar a voz e dizer: ” nada disso, essa merda de camisinha esta aí dentro junto com a tua merda, portanto se quer catar a própria merda mãos à obra!kkkkkkkkkkk

    • Luquinha diz

      Desbravador eu não te aguento kkkkkkkkkk eu vou parar por aqui senão vou ser expulso do blog ,imaginem um banheiro muito pequeno, uma bunda branca e um jogando pro outro o coco e seu kkkkkkkkkkkkkkkkkk

  17. Lucas+ diz

    Boa noite, amigos.

    Acredito que essa é minha segunda ou terceira postagem aqui e gostaria de falar como me sinto em relação a minha condição atual,

    Bem, em janeiro de 2015 quando descobri o meu mundo acabou (naquele momento) pensava que nunca mais conseguiria ser feliz (real falta de informação sobre), daí o tempo foi passando e eu comecei meu tratamento com o 3 em 1 há 3 meses atrás, sem qualquer sintoma além de uma leve alergia nos primeiros dias eu segui com o tratamento. Minha cd4 na época era de aids clinica (menor que 350) e a alta cv, nesses 3 meses e pouco de tratamento minha cd4 quase dobrou (está quase em 700) e já estou indetectável. Hoje eu acredito na normalidade da minha vida. Ainda é difícil pensar em um relacionamento sim, mas eu acredito no amor 🙂 o único amigo que contei o fato me apoiou e me apoia muito.

    Algumas coisas eu aprendi com esse curto período de tempo e a principal delas é que minha vida é normal e nem lembro-me do vírus (exceto antes de dormir para medicar). O JS me ajudou muito, as pessoas que aqui postam me ajudaram muito, sou muito grato por isso.

    Grande abraço meus amigos. 🙂

    Lucas

    • Mister T diz

      Nossa lucas+, compartilho de uma história muito parecida com a sua. Descobri que era soropositivo em janeiro deste ano junto com meu ex namorado que também se descobriu positivo. Um mês depois ele terminou o namoro que iria completar um ano. Ja estou no terceiro mês de tratamento esperando os resultados do proximo exame de cd4 e cv. Apesar de meu cd4 não estar tão baixo, a carga viral estava muito alta no primeiro exame. Meu único efeito colateral as vezes é tontura, uso o 3 em 1 também.

      Fora meus pais, um único amigo sabe e apoia muito também. Dá forças quando eu entro naquele estado de depressão repentino. Tenho muita fé que não vai demorar a sair a cura dada a quantidade de pesquisas em andamento. Se não for a cura total, espero pelo menos por uma medicação mensal e com ainda menos efeitos colaterais. Que não permita de forma alguma passar o virus pra alguém.

      Encontrar um novo amor tem sido o que me dá mais medo. Medo da rejeição, de ser incriminado, de me sentir um lixo. Não tenho coragem de contar pra quem conheço, ainda não me relacionei sexualmente com ninguém. Apesar de sempre querer coisas como namoro sério, casamento e constituir familia, só de pensar nisso hoje eu tenho medo. Gostaria muito de conhecer um soropositivo como eu, mas é dificil, a maioria assim como eu tem medo e se esconde.

      Só precisava desabafar. Achei interessante a sua história ser parecida com a minha e desejo sorte na sua jornada. Um dia iremos sorrir disso tudo e esquecer de vez o que vai morrer no passado.

      • Lucas+ diz

        Olá Mister T,

        Obrigado, sei de todas as inseguranças, muitas vezes não estamos num dia bom e colocamos a culpa no hiv, é a culpa de tudo, mas sei que não é isso. Desejo-te toda a felicidade do mundo, é o que precisamos. Sinto-me inseguro também quando penso em relacionamento, mas.. sei que nada é por acaso então vivo o agora, sem pensar muito nisso.

        Abraço 🙂

  18. JS, seu blog é fantástico. Descobri minha soropositividade há uns 2 meses e não conheço ninguém que tenha. Sinto falta disso! Sinto falta de conversar com alguém que passa pelos mesmos problemas e encara as mesmas dificuldades que eu. Queria apoio de alguém que me entendesse.. mas quem?! Acho que está na hora de “sair do armário” e alguém vai ter que dar o primeiro passo.. mas e coragem? Eu ainda não tenho =/

    Agora uma pergunta.. estou tomando Kaletra, Lamivudina e Fumarato de Tenofovir pelo fato de não conseguir engolir o comprimido da dose única.. estou sentindo todos os efeitos que tu descreveste ali em cima.. enjoos, diarreia, vômitos.. está sendo torturante demais! Será que posso falar com meu médico pra trocar por outro apenas o Kaletra?

    • Brumo diz

      Lau
      Eu tive problemas com o comprimido único (efav+teno+lami) tendo que mudar a minha combinação. Meu infecto sugeriu o kaletra+lami+teno. Porém, tenho receio do kaletra devido a esses efeitos colaterais. Como eu já tinha pesquisado sobre outras combinações, acabei perguntando sobre o atazanavir+ritonavir+lami+teno, e depois de analisarmos decidimos por esse esquema. Converse com seu médico, e veja o que é melhor pra ti. Se algum dia eu tiver que tomar o kaletra tudo bem, mas graças a Deus estou me dando bem com o atazana/r. Boa sorte. Abs.

      • Brumo, muito obrigada querido! Já anoitei e amanhã vou levar esse esquema pro meu médico! Nossa, tu não faz ideia de como ajudou.. eu tô sofrendo demais com o Kaletra.. Quando vou engolir, ele chega na garganta e já dá vontade de vomitar! Fora os vômitos e diarreia! Muito obrigada! Abraços!

    • Paraense + diz

      Lau 25, eu tomo atazanavir ,ritonavir e o 2 em 1 tenofovir + lamivudina .Super tranquilo,sem enjôo,diarréia ou tonturas.

      • Obrigada paraense+! Como disse ao Brumo, vocês não fazem ideia de como isso ajuda! Vou levar teu esquema pro médico também! Muito obrigada! Abraços!

    • Lau, em 2009 eu estava perdida sem ter com quem conversar e foi horrível!! me sentia completamente sozinha!! Em 2011 eu encontrei este blog MARAVILHOSO e o JS e desde então eu só fui melhorando, melhorando. Você não está mais sozinho não!! Tem “nóis” aqui..rssss. Ah! o início do meu tratamento foi também com o Kaletra, lamivudina e tenofovir…afffffffffff tenho ânsia só de pensar no cheiro do kaletra…era horrível e judiava de mim!! Tomei essa combinação desde 2009 até setembro de 2014 , quando eu pedi pro meu médico mudar o kaletra por outro..então desde outubro eu tomo o 3 em 1 que é o Efavirenz, lamivudina e tenofovir. Fale com o seu médico também e pede pra ele mudar!! o “efavironha” é bem mais tranquilo!!

      Beijo

    • Pessoal, deixa eu entender.. Eu tomo o kaletra+Lami+teno = 2 líquidos e 1 comprimido.
      O que compõe essas outras fórmulas que vocês estão me passando? Quantos comprimidos ou quantos líquidos?

      • MB+ diz

        lau25
        Primeiramente , qual o motivo da rejeição do 3 em 1 , algo fisico que a impeça a tomar o comprimido?
        Existem 30 medicamentos disponiveis no SUS caso haja rejeição ou algum efeito colateral grave de alguma outra formulação.
        O Kaletra é a 2° opção para as pessoas que desenvolveram resistencia ou efeitos colaterais graves ao efavirens , e pelo que entendi não foi o seu caso né?
        A ainda a nevirapina da mesma classe mas é comprimido ou mesmo o atazanavir mas todos são comprimidos.

        • MB+, o problema é que eu não consigo engolir o comprimido. Sempre tive problemas em tomar remédios e acabei trocando para os líquidos por esse motivo.. já que não posso mastigar o comprimido =/ ele simplesmente não desce! Não tem jeito! Aí acabei trocando, porém, o gosto do kaletra é horrível e tô tendo muitos efeitos colaterais..

          • MB+ diz

            Neste caso fica difícil…mas converse com seu medico e ele poderá ajudar, pois existem ainda os injetáveis (no meu caso prefiro o Kaletra) que pode lhe ser útil.
            Mas acredito que você tem que ver o porque dessa rejeição a comprimidos e trata la…ai a coisa fica mais fácil.

  19. paraense + diz

    JS, eu descobri a minha soropositividade em novembro de 2014 e, infelizmente , não apenas estava infectado como também infectara minha esposa . Eu, diferentemente, de alguns de vcs. não estou em busca de um amor , de uma companhia, pois já convivo com minha mulher há 25 anos e, acho que todo esse tempo de convivência e sem muito diálogo ,contribuiu para que eu acabasse buscando aventuras fora do casamento e, encontrando o que encontrei : aos 50 anos, me infectei com HIV. Amigos ,lembro muito bem que em 1984 ,eu era um garoto de 20 anos, minha mãe ,já falecida, me recomendava quando eu ia sair à noite : olha tem cuidado , essa AIDS mata… não tem cura ! ,dizia ela . Pois bem , eu passei ileso ,anos 80 , anos, 90 , anos 2000 e, enfim , em 2014 , quando já pensava em descansar,em me aposentar ,com três filhos adolescentes ,em um exame de rotina, descobri que sou soropositivo.Pois bem , então, a única coisa a fazer era falar para a minha esposa e buscar tratamento.Foi o que fizemos .Hoje ,estou indetectável , ela também. Gozamos de boa saúde ,graças à Deus. JS , francamente , se eu fosse solteiro e estivesse em busca de uma pessoa e estivesse indetectável, eu somente contaria se ,realmente , sentisse que havia amor na relação,caso contrario , ia curtir mas com toda segurança, pois se ela me amasse mesmo,creio eu, não teria vírus que impedisse esse amor.O que tem te faltado é encontrar um amor de verdade, quando isso acontecer ,você vai ver, ela vai te aceitar do jeito que você é e, então, serão felizes para sempre !

  20. paraense + diz

    Acompanho esse Blog desde de janeiro de 2015 e gostaria de dizer uma coisa ao Luquinha : cara vc. é muito querido pelo pessoal aí , vc. tem um carisma e um bom humor que contagia a galera .Continue sempre assim , porque a nossa vida continua , estamos vivos e ,muitos, com mais saúde que muito soronegativo por aí. Grande abraço!.

    • Luquinha diz

      Obrigado Paraense , te digo que você vai viver muito com sua esposa e seus filhos e que venha netinhos para alegrar esta casa ,uma coisa é certo, logo logo estaremos livre disso tudo ,e quando estiver livre nunca se esquecer do segundo mandamento amar e ajudar o próximo.

      • paraense + diz

        Luquinha fique certo de uma coisa : O teu sonho de ser pai vai se realizar Rapaz, pois tenho certeza que com a cura total ou sem ela, isso ,inclusive, já pode sair do campo do planejamento para execução … basta estar indetectável. Então , Luquinha , mãos à obra meu mano !.

  21. Pê Erre RJ diz

    Meu primeiro comentário apesar de ler o blog desde outubro do ano passado (e não ser positivo na época!!! Louco né?)!!!!!!!!!!!
    JS! Enfim o texto que esclarece minha pergunta pra vc lá no chat do Kik!! rsrsrs
    Lindo texto. Tenho pensado muito nisso. Se eu crio esse filtro com as pessoas com quem virei a me relacionar. Ou pelo menos com quem desejaria me relacionar. É uma decisão que cada um tem a sua. Eu sigo bravamente querendo sim abrir o jogo.
    Não às baratas! Sim aos meus espermatozóides 🙂
    Bjs Jovem. Sigamos!

  22. soropositivo em crise diz

    Jovem e demais irmaos de sangue soropositivo: esquecam a ideia de convencer o mundo a nao temer o HIV. Mais do que o estigma dos outros, precisamos combater o estigma em nos. O do outro e do outro. O mundo tem 7 bilhoes de pessoas, 40 milhoes de soropositivos (e a cada ano milhares entram para a turma). Que tal se a gente procurar relacionamentos concordantes? De todo modo, acreditem: ha muito soronegativo esclarecido, que nao ira nos temer. A popularizacao da Profilaxia pre-exposicao ira ajudar muito a acabar com o medo dos soronegativos, alias. Ademais, continuo recomendando que a gente omita a soropositividade ate o relacionamento dar indicios de quem tem bases solidas, tomando todos os cuidados para nao transmitir o HIV— o que nao e dificil!

    • D_Pr diz

      Soropositivo em crise!

      Quanto à se relacionar, que tal procurar alguém que te faça feliz? Se o fato da sorologia positiva, for impeditivo, por parte do terceiro envolvido, não existe interesse real, apenas um julgamento feito no que eu “ouvi, li e dizem por ai, coisas assim…” o que inexiste é amor, interesse real, genuíno! Não é por ser de determinada raça ou credo que preciso me relacionar com pessoas da mesma credulidade e etnia, ou é?

      Não somos criminosos amigos! Já contei aqui e vou dividir um pedaço novamente, eu vivo um relacionamento sorodiscordante! Conheci mais pessoas portadoras do HIV que também vivem a mesma condição em termos de relacionamento!

      Cair 7 vezes, levantar 8!

  23. soropositivo em crise diz

    Entrei num site gringo de soropositivos e estou empolgado com a quantidade enorme de gente bonita e interessante! O mesmo estigma que nos isola dos outros nos une a outros positivos. E essa coesao faz com que um romance concordante possa dar muito certo! Pensem nisso! Temos a opcao de nos relacionarmos com pessoas na mesma, e com pessoas sem preconceitos. Para que diabos vamos dar murro em ponta de faca evitando usar esses filtros antes de nos envolvermos?!

  24. soropositivo em crise diz

    Nunca houve tantos soropositivos no mundo quanto agora. A epidemia infelizmente nao vai recuar tao cedo: a cada ano milhares serao infectados — a cada dois soropositivos postos em TARV, cinco pessoas sao infectadas. A Internet nos possibilita encontrar outros soropositivos no mundo inteiro. Entao, repito, pensem com carinho em achar um par concordante.

    • D_Pr diz

      Pode ter certeza que não são os soropositivos que estão em tratamento, cuidando da saúde, com carga viral indetectável, que estão infectando outras pessoas! Que tal as pessoas procurarem um teste de HIV, isso é o que continua com a epidemia, falta de conhecimento sobre a sua própria sorologia! E contudo, não podemos transferir a responsabilidade individual para o portador do HIV. Ambos não usaram preservativo, e aí, como fica?

    • MB+ diz

      Soropositivo em crise.

      Seu nick já diz tudo né?

      Devemos então pregar uma segregação de pessoas vivendo com HIV , e começarmos a criar guetos onde somente se convivam pessoas com a mesma sorologia?
      E ainda queremos afastar o estigma do preconceito ? Somos pessoas normais ou não?

      Eu sou …faço tratamento…sou indetectável ….uso preservativos nas minhas relações e não vou ficar atras de um PC procurando pessoas na minha condição …pois na rua ta cheio delas pessoas normais …e eu sou um ser normal.

      • Wilson diz

        Oi MB+ concordo com vc. Sou soronegativo e contra qualquer segregação. Sou também leitor assíduo do blog e outro dia fiquei triste qdo li um post da VIDA dando a entender que somente soropositivo poderia entrar no grupo do kik 😦

  25. soropositivo em crise diz

    E um conselho: lembrem-se do que disse Madre Teresa: “se voce acha que os fardos de sua vida sao pesados demais, olhe para os lados!” Quantas pessoas sao vitimas de infortunios tao maiores que o HIV? Pensemos nos infectados do passado que nao se preocupavam tanto com o estigma social por terem uma preocupacao que felizmente hoje nao precisamos ter: morrer de AIDS.

  26. Matheus diz

    Ótimo relato JS…desejo toda a sorte do mundo pra vc nesse novo relacionamento…Mudando um pouco de assunto, amanhã começa o IAS 2015 em Vancouver…essa semana vai ter muita notícias sobre inovações no tratamento e pesquisas sobre a cura!

  27. Soropositivo em crise diz

    D_Pr, menus parabéns por viver uma relação discordante. Isso indica que dois preconceitos foram vencidos: o seu próprio (eu confesso que ainda tenho receio de uma relação seria discordante por medo de ser rejeitado) e o do seu par soronegativo. A epidemia cresce e crescerá não em função de quem tem HIV e se trata, mas de quem tem e , não sabendo que tem, passa adiante por transar sem camisinha. Mas sejamos realistas: há tambem quem tem HIV , sabe disso, e não se importa em transmitir, ou mesmo transmite de propósito. Uma minoria? Sim, graças a Deus. Mas para esses, não titubeio: cadeia, como diz a legislação em vigor.

  28. Marcelaeduarda diz

    Vcs sabem se existe algum grupo de whatsapp para conversas entre soropositivos
    tipo amizades discussao ajuda
    fico grata!
    É dificil sentir se só no incio de tratamento
    duvidas etc..

  29. Pernambucano_+ diz

    Boa noite, esse é o meu primeiro post, descobri ser soropositivo em Janeiro desde ano, realmente foi um choque (como todos aqui sentiram), primeiramente JS fiquei muito emocionado com sua historia, e creio sim q devemos nos relacionar com pessoas que nos ame… por isso escolho ter uma base solida para poder falar minha condição, hoje já sou indetectável com o 3 em 1, realmente estou com dificuldades de relacionamento por ter medo de me apaixonar e a pessoa me deixar pela condição, mas creio que isso vai passar, eu escolhi ter relações sexuais seguras e não contar, até que encontre uma pessoa que realmente me ame e que possa pelo menos manear a ideia de continuar o relacionamento, até hoje não tive coragem de contar a minha família, só a três amigos e minha chefe sabem…. mas ao contrario da minha primeira noite de sono (ao qual não tive) hoje durmo tranquilo porque sei que minha vida não acabou… Parabéns pelo seu blog pois me ajudou muito mesmo, desde o segundo dia que descobri eu achei e até hoje não paro de ler…. Abraços

  30. Rachel diz

    Meu Querido Jovem, você é realmente um fã do amor 🙂
    Aposta, assume, compra, banca; é isso não é para qualquer um. Não digo apenas de soropositividade, digo de se aceitar e se amar.
    Em tempos de relações descartáveis como estamos, rs, quem realmente diz o que sente? Quem realmente assume para si seus medos? Quem sai da zona de conforto e se propõe a uma nova vida?
    Essa moça é sortuda.
    Dividir histórias de vida com pessoas como você (independente do rumo que elas tomem), já é um grande presente.
    Que o melhor sempre aconteça, para você e para todos que se manifestam por aqui.
    O amor sempre será o caminho mais doce para tudo.
    Beijo!

  31. joao pedro diz

    gente, voces sabem se tem algum grupo no whats ou no kik dos leitores desse blog, um espaço para tirar duvidas, falar sobre o cotidiano, manter essa doença em segredo e não conhecer ninguém na mesma situação que eu, me deixa numa situação isolamento

  32. soropositivo em crise diz

    O site e gay. Chama-se Volttage. Ha tambem o Radar HiV, e a secao de relacionamentos da POZ Magazine.

  33. Lukinhas diz

    Gente,

    Alguém pode me ajudar? Estava com coceira na pele e alguns glandios aumentados no inicio do ano de 2015, onde por meio de um exame descobri que sou soro positivo. Desde março/2015 tomo remédio (3×1) porém ate o momento a coceira na pele que era todos os dias aparece em media 3 em 3 dias e os glandios por baixado do pescoço continuam aumentados. Minha dúvida é se essa esse aumento até hoje é normal !? obs: já marquei consulta com a minha infecto para verificar, mas acontece que estou ficando preocupado. No ultimo exame: carga viral: 6 mil e cd4 1200.

    Abraços!!

    • Marco Souza diz

      Lukinha, não sou especialista, mas seu tratamento é recente, aguarde mais alguns meses e verá que tudo será normalizado.

  34. caradobemsampa2 diz

    Js
    Muito bom o texto.
    Mas da próxima manda ela procurar ba camisinha 😉
    Não somos insetos.
    Fica bem Abraços

  35. Soteropolitano Soropositivo diz

    Infelizmente, o preconceito é muito grande, mesmo entre a classe média esclarecida.
    Descobri minha sorologia no final de abril, creio que bem positiva, io da contaminação vez que a situação de risco, numa bobeira de bebedeira, foi em janeiroé queu chão caiu sobretudo porque já sofro de uma dor crônica por neuropatia ( imagina meu desespero ao saber tratamento causa neuropatia ). O que me equilibrou para retornar meu controle? Duas coisas, blogs como o do jovem e o fato de ter contato a minhas duas irmãs, que por seu turno, contaram a minha mãe, uma senhora de 67 anos.
    Não fui recriminado por elas em qualquer momento. Pelo contrário, recebi apoio irrestrito e muito mais carinho. Privamos de contar a meu pai, um senhor de 71 anos, vez que ja tem saude abalada e somatiza por demais o que os filhos passam, é um verdadeiro pai protetor. Sei que isso é para o bem da família, assim como sei que ele também me daria amor e apoio irrestrito, como já o faz.
    Mas, onde está o preconceito da classe média esclarecida? Pois, informado por mim e por pesquisas próprias sobre a vida de quem tem sorologia positiva atualmente, sem os horrores e os presságios de uma morte próxima, minha irmã fica sem babá para meus dois sobrinhos ( hoje, minhas duas alegrias máximas ), e a diarista da casa de meus pais arruma a irmã para o posto. Numa conduta totalmente ética e mostrando também que a informação tb é fonte de libertação de preconceito, a diarista de mainha ( olha o baianes) informa que uma vez por mês sua irmã tem de faltar para ir a um Cat por ser portadora do virus do hiv. A diarista é pessoa pobre, com malmente o nível fundamental, mas mostrou se informada, usando os termos certos ( só não falar que a irmã é aidetica), explicou a minha mãe, que já sabia de todos detalhes do hiv, que a irmã era indectavel e tudo o mais do controle do virus. O preconceito não viria de pessoas instruídas, no caso, a diarista. Veio, para minha agonia, por parte de minha mãe e minha irmã mãe dos pequenos, sendo que mainha é professora aposentada e minha irmã uma pessoa doutorando se. Meu chão caiu, porque o preconceito ainda estava instalado na minha família, naqueles que sabiam do meu novo status e já tinha conhecimento suficiente para afastar qualquer tabu. Tentei argumentar contra, mas aaí vieram as noias injustificáveis de ambas, “e se um dos meninos morder a babá”, ” e se caírem juntos e ambos se ralarem e sangrarem”, ” se houver corte na pele dela e a curiosidade infantil quiser desbravar aquele ponto avermelhado do corpo daquela”. Por mais que argumentasse contra, o preconceito de ambas continuava firme. Por fim, já chorando, fiz minha última argumentação: se vocês temem a babá por tais razões , por igual motivo eu também devo me afastar dos meus sobrinhos, já que também sou uma ameaça para eles e quem sabe para vocês também. Sai da casa da minha irmã chorando e ouvindo o choro de ambas, pois só ali deve ter caído a ficha para elas, que o preconceito, essa doença mais que maldita, estava com elas.
    Isto foi na sexta, foi o segundo pior fds pós conhecimento da sorologia, perdendo apenas para o da descoberta. Evitei contato com minha irmã e minha mãe, só falei com minha outra irmã, que falou que aquelas estavam em tristeza profunda, mas que continuavam com medo da baba e de mim, por vua reflexa ( ao meu ver ). Recebi inúmeros pedidos de desculpa via whatsapp, mensagens de caixa postal e SMS. Mas, sinto ainda meu coração dolorido PORQUE O PRECONCEITO AINDA VENCE NA MINHA FAMÍLIA, entre aqueles que tanto já informei. Creio que minha boca nunca sentiu gosto tão amargo como esse do preconceito onde você menos esperava.

  36. Matheus diz

    Lukinhas seu CD4 de 1200 está ótimo…e sua carga viral logo irá cair e vc se tornará indetectável…caso não caia provavelmente seu infecto trocará sua medicação…hj existe mais de 20 fármacos que podem ser combinados para seu tratamento…abç

    • Lukinhas diz

      Mateus,

      Mas fico preocupado com o Glanglios aumentados e a coceira na pele, acho que isso já faz muito tempo para ainda ter reação.

      Agradeço seu retorno! abç

  37. Soteropolitano Soropositivo diz

    Desculpe pelos erros, digitei via smartphone, mas precisava desabafar com alguém ou mesmo o por meio da exteriorização via escrita.

  38. Marcus Souza diz

    Cara, como você escreve bem,
    Parabéns!!!
    Tambem Tenho uma história para contar. Sou soronegativo gay e já recusei muitos relacionamentos por causa
    da soropositividade dos parceiros. Aliás, depois de um fim de namoro de 3 anos fui à luta por um novo namorado e por incrível que pareça, 90% dos candidatos a construir um relacionamento eram do time +. Havia um certo medo irracional sim, mas também havia o receio de não conseguir ser feliz sexualmente com uma camisinha no meio. Para encurtar a historia, conheci meu atual namorado e nos apaixamos há um ano e meio. Transamos com camisinha nos 2 primeiros meses e por insistência minha, que tinha testes sorológicos regulares e negativos , tiramos a borrracha. Eu perguntei a ele se ele também tinha os testes negativos, e ele silenciou. Presumi, na irracionalidade que implica uma paixão q ele era do time dos que tinha medo de fazer o teste. Somente no nono mês de namoro, descobri que meu nomorado era um soropositivo desde 1992. Foi um choque! Pensei que estaria contaminado, mas meu teste deu negativo graças à condição de indetectável dele. Depois de perdoar-lhe a grave omissão, continuamos nosso namoro e somos muito felizes! Passei a tomar o Truvada e NAO USAMOS camisinha já há um ano e quatro meses contando todo o período. Ele firme no coquetel e nos exames de rotina e eu firme no Truvada e no acompanhamento.

    • Junior diz

      Que massa! Sua historia serve de exemplo para muitos! Cara to nessa de buscar um parceiro, me preocupa minha condição mas fico mais sossegado pq sei que nao transmito por estar indetectavel.
      Essa onda de APP não me atrai, la é um saco os caras querem logo foto nu sem dizer do lance da fast foda rs… Eh trash!
      Abs

      Gpdjunior@yahoo.com.br

      • Marcus Souza diz

        Junior, antes do atual namorado, tive uma experiência muito intensa com esses Apps. No meu caso foi muito bom, eu era um “travadão” e aprendi que sexo é uma coisa boa e aprendi a não moralizar esta experiência fantástica. Mas é óbvio que ter um amor é incomparavelmente mais gratificante, porém uma coisa não invalida a outra. Saber que vc não transmite o vírus é algo que vc deve valorizar muito, pois faz você ser, neste quesito, igual a todos mundo. Boa sorte!
        mvfasouza@hotmail.com

  39. MB+ diz

    Mas nem tudo é assim.
    Gente, quando eu me descobri ser soropositivo estava iniciando um relacionamento e como sempre fiz usava camisinha em todas as relações.
    Como todos aqui no início da descoberta me sentia perdido, com medo receio e tinha decidido adiar ao máximo a revelação da minha condição de ser HIV, sempre pensava comigo amanhã contarei porem este amanhã nunca chegava e assim se passaram três meses até que numa noite:
    – MB porque você não faz sexo comigo sem a camisinha, ainda não confia em mim?
    – Não é isso, disse eu, apenas não estou preparado.
    Ela riu,
    – Não está preparado para que?
    – Nada, retruquei.
    – Então? Você me conhece, sabe que sou fiel, tomo anticoncepcional e não tenho nenhuma doença.
    Aquele “não tenho nenhuma doença” me fez gelar.
    – É que, minha voz embargou, não sei como lhe dizer pois depois do que tenho a lhe contar posso te perder e tenho medo.
    – MB, fala criatura o que tem de tão mal assim que possa me perder?
    – Bem, é que …tenho uma doença … bem não é bem uma doença, não sei como te explicar.
    – Fala meu anjo estou aqui para te ajudar.
    – Falei de uma vez, como se atirasse uma pedra para longe, “SOU HIV POSITIVO” pronto.
    – Ela riu, você tem AIDS?
    – Não, sou HIV positivo, não tenho AIDS, pois isso é outra coisa.
    ELA – me explica então!
    Comecei então a explicar a diferença de um soropositivo em acompanhamento/tratamento e uma pessoa que desenvolveu AIDS, disse a ela que sobre os indetectáveis, sobre o tratamento, sobre a perspectiva de vida, sobre tudo.
    – Porque não me contou antes MB, não confia em mim o que passou pela sua cabecinha, achou que te deixaria que sairia correndo com medo, que te desprezaria.
    Gelei, não era essa a reação que esperava dela e comecei a raciocinar como sair daquele entrave.
    – Bem, pense que tenho uma arma e com ela poderia me ferir e te ferir, agora se eu retirasse todas as balas dessa arma e jogasse fora e guardasse essa arma no fundo do baú , ela não poderia mais me fazer mal e nem a você , né? E eu não precisaria contar que tenho essa arma guardada, pois poderia lhe assustar, não é?
    Ela – É, não precisaria me contar se fosse assim.
    – Então, eu sou essa arma, porém em tratamento e usando a camisinha seria como estivesse jogado as balas fora, essa arma não teria mais como lhe causar mal, então preferi não te contar pois poderia te assustar concorda?
    Ela me abraçou e disse bem baixinho – Concordo.
    Não disse mais nada e durante mais de dois anos ficou do meu lado , me amou , me apoiou , me ajudou …até que um dia acabou .
    Mas não foi o HIV o responsável pelo fim …Pois o HIV nunca mas nunca será o FIM de algo que tem que acontecer, pois o que tem que acontecer acontecera com ou sem o BOSTINHA…chamado HIV.

    • paraense + diz

      MB+ , Gostei muito da analogia entre ser portador do vírus , estar indetectável e transar com segurança e uma arma de fogo sem as balas . muito massa a comparação !.

  40. Daniel diz

    Maravilhoso seu texto. Eu não tenho vergonha nenhuma de contar pra ninguém, nem para meus parentes conservadores, sobre minha sexualidade, sou gay e foda-se o mundo, minha família me ama e é o que importa. Mas eu tenho medo de contar que sou soropositivo. Não por que isso faria diferença alguma na aceitação que recebo. Apenas por que, já carregando uma bandeira tão pesada, dizer que fui infectado marcaria minha testa com outro clichê, esse sim vergonhoso, o da promiscuidade.

  41. Fandangos diz

    Parabéns JS, você é um espelho pra mim. Um exemplo… Obrigado pelo blog!

  42. Lord diz

    Uma vez estava conhecendo alguém, onde havia conhecido em um desses apps da vida. Não nos conhecemos pessoalmente, fui enrolando porque estava ainda em dúvida sobre estar ou não indetectável, então ia postergando os encontros até o infinito. Pois um dia não deu mais, o encontro deveria acontecer e me senti na obrigação de sumir no dia, e foi o que fiz. Nesse dia, o mesmo acabou indo pra uma boite e sofreu um acidente e pasmem, depois ele disse que se eu tivesse ido vê-lo, isso não teria acontecido. Ok, fui visitá-lo no hospital, levei umas frutas, conheci os pais e podemos ficar no quarto, ele todo enfaixado recém saído de uma cirurgia. O mesmo pediu um beijo, no rosto, simbólico e que não pude rejeitar. Dias depois, em um dos momentos complicados dele, já que o carro havia tido perda quase que total, o mesmo pedindo para que eu fosse visitá-lo em casa, dei o “leap of fate” e contei a minha sorologia. O menino, alguns anos mais novo que eu, não soube como lidar com isso, contou uma história de ter pego sífilis de um antigo namorado e que poderíamos ser amigos, mas que eu deveria encontrar alguém que fosse como eu. Senti como se eu fosse um E.T., chorei, me reergui e parei de falar com o mesmo. Conheci outras pessoas, que na verdade eram pessoas que conhecia antes, que vieram com o discurso que ser soropositivo não me definia como pessoa, mas era evidente o medo em seus olhares. Decidi que não era hora de buscar alguém, até que um rapaz que conversava comigo a um bom tempo, pediu minha companhia para um lanche. Hoje estou com ele, onde acabei contando por peso na consciência. Aparentemente, para pessoas que não vieram dos anos 80 e não pegaram o grosso do estigma, aceitar o hiv é mais fácil, mas o medo ainda existe, onde é evidenciado nas escassas relações sexuais que tivemos, ou o fato de haver tão pouco toque quando estamos juntos. Talvez o medo um dia passe, talvez eu chute o balde e termine por encontrar outro. O futuro é bem incerto, mas sei que agora eu me sinto mais sozinho do que acompanhado de alguém. Isso me levou a buscar alternativas para melhorar meu humor, como os games que estavam encostados na prateleira esperando uma atenção, os inúmeros livros que eu tenho na fila. O namoro vai indo, sendo levado pela barriga, mas poderia ser diferente. Talvez seja mais fácil realmente estar com alguém que entenda o que se passa e que vive o nosso drama, mas tenho esperança. Quem sabe um dia dá realmente certo!

    • Vitória diz

      Lord, eu acho que a gente até consegue uma hora dar certo com um soronegativo bem esclarecido, que tenha conhecimento sobre o trio indetectável, preservativo e Truvada. Mas acho que a gente vai quebrar tanto a cara até encontrar esse cidadão que deve ser bem mais simples se relacionar entre nós, mesmo. E sinceramente, de dor de cabeça já me basta nessa vida.

  43. Felip diz

    Eu sou soro+ mais de 8 anos, e nunca contei para ninguém, tenho dois grandes amigos, um é um pouco preconceituoso em relação ao hiv, já ouvi comentários dele em relação a pessoas portadoras e que me deixou bem triste, e por esta razão nunca falei para ele, e eu tenho outro grande amigo, que com certeza ele me apoiaria muito, mas tenho receio ou medo de algo mudar… É muito sufocador guardar este segredo, às vezes quero contar para minha mãe, sei que ela me ajudaria muito, mas seria dar um peso para ela carregar, ela é uma super mae , mas muito preocupada. Entao preferi guardar este segredo, que às vezes me sufoca…

      • Junior diz

        Ola carlos como funciona esse APP kik e para soropositivo? Tentei achar mas nao vi fazendo referencia… Pode dar uma luz ? Rs…. Vlw!!

  44. Hope diz

    Desde setembro passado, quando comecei a acompanhar esse Blog, notei que as pessoas que aqui escrevem quase nunca se queixam de seu estado de saúde. Graças a Deus, a maioria parece bem, e confirmo empiricamente essa impressão olhando para o meu marido, absolutamente saudável.
    Por ouro lado, sofro com cada história envolvendo isolamento, solidão, desilusões ou rejeições, como essa absurda da menina que bebe e depois fica surtando de maneira absolutamente desarrazoada deselegante (desculpe se ofendo alguém, mas essa foi minha impressão.). Onde já se viu uma atitude dessas??
    Vejo que a grande verdade desse texto é a de que o grande problema dos soropositivos – ao menos os que se tratam, nada mais tem a ver com a doença em si, e muito com algum tipo de solidão que se impõem ou que se lhes é imposta.
    O texto é lindo. Emocionante. Boa sorte com a sua R. Que tudo dê certo e que você possa ser tão feliz como eu e o meu J.

  45. Confiante diz

    Lendo a maioria dos comentários, concluo que o ser humano acredita que para viver e ser feliz estar relacionado a o sexo, fazer amor, ter um relacionamento, e blah, blah, eu nunca me relacionei com ninguém, nunca fui prosmicuo, sempre tive uma postura normal com o homossexualismo, minha aventurava sempre com homens heteros/casados e só. Até que fui contaminado! Ok, aconteceu, agora continuo com a mesma postura, e acredito que precisamos trabalhar, ser feliz, viver com saúde, mas sexo é a última coisa que me passa pela cabeça, nao preciso de ninguém para me sentir feliz, muito menos sexo.

  46. Conrado diz

    Olá, boa tarde!
    Descobri esse blog por acaso e estou adorando.
    Sou soronegativo e a 15 dias a pessoa q estou me relacionando me falou ser portador do vírus, mas q está tomando a medicação.
    Busco mais informações sobre tudo.
    Vcs teriam algum grupo de watzap ou uma outra maneira para q eu possa me comunicar com vcs? Desde já agradeço!

    • Ola Conrado,

      Tb sou soronegativo e me relaciono com um soropositivo há um ano e meio.
      Se seu parceiro se trata e tiver resultado de carga viral indetectavel, a chance de transmissao do vírus é proxima do ZERO. Conforme publicaco aqui mesmo neste blog, não foi ainda documentado pela ciência nenhuma transmissao de soropositovo indetectavel para parceiros.
      Eu comprovei este fato na experiência, pois transei sem camisinha
      C meu parceiro por 8 meses, pois nao sabia da condição dele.
      Hoje faço parte da Pesquisa no CRT/SP e tomo um comprimido por dia chamado Truvada, o q me dá ainda mais garantias.
      Não tenho nenhum efeito colateral, a nao ser a liberdade de transar sem medo.
      Se quiser me contate por e-mail: marsouza@uol.com.br ok? Marcus

  47. William + diz

    Descobri ter o vírus HIV há dois meses. Eu era um cara promíscuo, e burro. Meu primeiro relacionamento durou quatro anos, iniciado quando eu tinha 17 anos (hoje tenho 25), e “aprendi” com um cara – o namorado – mais experiente a transar sem camisinha e a não conseguir transar com ela. Uma “mania”, melhor dizendo. Ele, bissexual, hoje casado com uma mulher, tem um filho. Eu, homossexual, porém ainda não saí do armário por medo do preconceito e discriminação por parte família. Pois bem… Ao fim do relacionamento, decidi ficar solteiro por um bom tempo, dedicar-me aos estudos, ao meu futuro. Mas…eu não soube diferenciar “estar solteiro” de “promiscuidade”. Nas minhas seleções, escolhia os, digamos, “semelhantes”: caras boa pinta, com peitoral e abdômen definidos, e por aí vai. Nessa seleção, eu acreditava estar ficando com pessoas “saudáveis”, sem algum tipo de doença sexualmente transmissível. Eu me considerava rigoroso, pois olhava bem o pênis e o ânus antes de colocar a boca neles, ou antes de fazer penetração. Burrice, né? E transava quase sempre sem proteção, sem a bendita camisinha… (Suspirei aqui). Quando via as resportagens na TV sobre o índice de AIDS no Brasil, eu sentia um temor, mas logo em seguida vinha um pensamento de que as pessoas com as quais fiquei não aparentavam tal doença, e mesmo que tivessem, elas teriam dito, alertado-me. Ignorância minha, né? Ou seria falta de informação? Ou falta de orientação. Quando completei 25 anos, eu já estava mais maduro com relação ao sexo “fast food”. Eu precisava ter alguém comigo, um novo amor, um relacionamento fixo. Num dia comum, senti um leve inchaço no pescoço, como um caroço por debaixo da epiderme, indolor. Depois, outro do outro lado. Pesquisei na net sobre esse sintoma e aparecia relacionado a muitas doenças, além da AIDS. Mas, no fundo, eu previa ser causado pelo HIV; eu sentia isso profundamente. E ao passar dos dias, eu sonhava estar infectado e isso me atormentava, mas não tinha coragem suficiente de fazer o exame. Até que veio a fase aguda… Foi decisivo para surgir coragem e ir a um CTA. Feito o exame, saí pedindo a Deus que as minhas premunições fossem somente medo. Infelizmente, não foi. Nossa… O mundo desabou sobre mim. Não irei descrever o que senti, o que pensei, o que agi, por que acredito que a maioria dos soropositivos tiveram a mesma sensação. Hoje, aguardo o resultado do exame da carga viral. Tive a sorte de ter sido atendido por uma assistente social que me deu muito apoio, deu-me muitos conselhos. Ainda não tenho coragem de compartilhar essa minha dor com alguém. Minha mãe entraria em depressão. Eu tenho amigos, mas não confio o bastante para contar-lhes sobre isso, tenho medo de outras pessoas saberem, e isso se transformar num tormento maior do que já está sendo. Eu não durmo bem, não tenho vontade de transar, mas a minha tristeza eu consigo esconder das pessoas… MEDO é a palavra que posso resumir dos sentimentos que eu sinto agora.

  48. Heisenberg diz

    Pessoal, sou novo na área e soronegativo e estou em inicio de namoro com um soropositivo. Nosso sexo sempre usamos camisinha. Porém, sempre rola antes um esquenta com direito a carícias e sexo oral (sem camisinha). No programa altas horas, a sexóloga comentou que sexo SEMPRE com camisinha, inclusive o oral. Isto me deixou um pouco bolado. Aí vai minha dúvida: o que pode e o que não pode no sexo com um soropositivo?
    Agora, qualquer mal estar que eu sinto, já fico pensando besteiras…

    • Junior diz

      Cara, se o seu namorado estiver fazendo tratamento certinho e ja estiver indetectavel, o risco é quase zero, ele não transmite nada pra vc. A midia não divulga isso prefere tocar o terror. Cara, curta seu boy e vai ser feliz.

      • Amigo, o portador hiv que é soroindetectável não transmite o vírus , isso é fato científico comprovado por estudos publicados aqui mesmo neste Blog. Tive um relacionamento de 7 meses com um rapaz indetectável sem uso de preservativo e não fui contaminado. Hj continuo o relacionamento sem uso de preservativo, mas pra reforçar a segurança, tomo o Truvada.

  49. Embrigado diz

    Gente, me recém descobri soropositivo e estou bem quanto a isso psicologicamente. Queria compartilhar experiências com outros soropositivos que não ameacassem o meu ciclo social, então achei esse espaço que não sei se vou ser respondid.
    Estou tomando o 3 em 1 vai fazer 3 semanas na próxima segunda feira e ainda me sinto muito embriagado duas horas depois de tomar o medicamento. Esse efeito embriaguez dura por mais algumas duas horas. Quanto tempo pra desaparecer esse efeito colateral? Ou não some? Existe alguma coisa que eu possa fazer pra diminuir a “embriaguez”? É a única coisa que estou sentindo a curto prazo.

    Grato!

  50. Soldado superando diz

    Este é meu primeiro comentário sou policial militar a cerca de 3 semanas eu e minha esposa descobrimos que ela está grávida e finos dar início ao pré natal um momento de enorme felicidade a a aproximadamente 2 semanas foi realizado os testes rápidos para sífilis, hepatite c, e HIV nela o qual deu uma pequena interferência no de hepatite c sendo os outros dos negativos motivo pelo qual eu também me submeti aos testes censo que todos estariam negativos já que o dela muito provavelmente seria reação as vacinas tomadas por ela para hepatite (oque veio a se confirmar) eu e ela estamos juntos a cerca de 2 anos e meio e sou extremamente monogâmico e tenho exames do meio do ano passado como negativo motivo da minha surpresa ao ver oo meu teste ter dado positivo para hiv(devido a natureza do meu serviço em novembro do ano passado estiver exposto a sangue em uma ocorrência) meu primeiro impulso foi a negação e buscar outras explicações como por exemplo a interferência da psoríase no exame já a tenho está doença auto imune, porém passei a ler bastante sobre o HIV e a todo o momento minha esposa está comigo porém hoje recebi a notícia que não queria houve aos vários exames o médico me informou não fariam mais um reteste mas a deveria me preparar pois o resultado é realmente positivo no atual momento meu maior medo e de transmitir a ela, segundo ela sempre estará comigo mas após le vários dos comentários e em outros sites/ blogs meu meio é o fim do meu relacionamento e afastamento dela de mim e consequentemente do meu filho ou filha ( não sabemos o sexo ainda) porém após ler este texto me trouxe um pouco de alívio.
    Sei que meu comentário não vem a acessar nada porém estava precisando desabafar um pouco e agradeço aos outros comentários por compartilharem suas experiências Sri que isso está me ajudando a aceitar oque venho passando e oque terei de passar.

    • Marcos diz

      Força amigo, não tenha medo! Concentre-se agora no seu tratamento antiretroviral, pois uma vida normal lhe espera, acredite!! Sou casado com um soropositivo que se trata e tem carga viral indetectável há dois anos. Nem camisinha nos usamos, e sinto-me seguro e meus testes sempre negativos, pois também tomo uma medicação
      Chamada Truvada ( um
      Comprimido por dia) q reforça essa segurança!
      Boa sorte e olhe pra frente, e pense: o medo e as dúvidas vão sumir, vida normal te espera do outro lado! Sucesso e parabéns pelo filhote q vai chegar!

  51. Deivid diz

    Eu consegui um rapaz no parque. Ele era todo gentil, carinhoso e atencioso. Nos abraçamos no parque e ficamos um tampão conversando. Como já estava tarde (ou cedo do dia seguindo, na realidade) decidimos trocar contatos. Me mandava mensagens até do trabalho, e um dia me convidou para o visitá-lo no apartamento em que morava. Inventei de ir de bicicleta, e foram longos 40 minutos que valeram a pena. Pizza, filme, vinho, a vista linda da torre da cidade, que já foi o maior prédio do mundo. Dormimos abraçados naquela noite tão boa. Na manhã seguinte, acordamos cedinho, café da manhã foi o restante da pizza já totalmente fria e mais 40 minutos de bicicleta, que nessa altura do campeonato foram como estar no céu. Mais mensagens iam e viam, e como as coisas pareciam estar seguindo seu rumo, chegou a hora da verdade, aquela onde a lembrança mata na unha, e então a garganta secou e provavelmente algumas lágrimas acompanharam a notícia fatal. Infelizmente, mensagens apenas iam depois da notícia, muitas na realidade. Até que uma pequena mensagenzinha veio em resposta… Desculpa, mas acho que não dá.

  52. Diin diz

    Todos estão de parabéns , otimo blog Sr Jovem soro positivo , caros leitores desejo saúde , fé e força a todos nós portadores eu com 23 anos descobrir días 03/06/2015 . Confesso q fácil não em mas Deus nos mantém de pé .
    E qnto ao preconceito eleve ; sempre existirá
    Assim como tmb existe pessoas boas como vcs leitores , Deus nosso pai e esse cara maravilhoso que é o dono do blog . Obrigado

  53. Eliel Cardoso Vieira diz

    Olá, bom dia Jovem.
    Me chamo Eliel, tenho 18 anos e namoro um rapaz que descobri agora ser soropositivo. EU AMO MUITO ELE e quero viver o resto da vida com ele.
    Mas tenho dúvidas de como e se eu posso tocar no assunto e dizer logo que eu sei é que não importa pra mim ou se eu espero ele tocar no assunto. Por favor, me responde e me ajuda.

    • Eliel,
      No seu lugar, eu diria pra ele exatamente o que você disse agora: que o ama muito, quer passar o resto da vida com ele e que o HIV não faz diferença alguma pra você.

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