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Vacina brasileira anti-HIV será testada em macacos


Por Elton Alisson em 26 de junho de 2015 para Agência FAPESP

Fapesp

Após os resultados animadores obtidos nos primeiros testes em macacos, realizados no ano passado, a vacina brasileira contra o HIV, que está sendo desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), do Incor e do Instituto Butantan, passará por uma nova fase de experimentos de imunização usando o mesmo tipo de animal.

O objetivo dos novos testes será avaliar uma nova estratégia de administração da vacina em que, em vez de ser injetado diretamente no organismo de macacos, como foi feito nos testes anteriores, o antígeno será inserido no genoma de vírus incapazes de causar infecções (atenuados), como o da vacina da varíola e adenovírus de chimpanzé, a fim de aumentar a resposta imune à vacina. Ainda não há uma previsão, contudo, do início dos testes porque, para realizá-los, será preciso instalar uma unidade laboratorial com alto nível de biossegurança nas dependências do Instituto Butantan.

“Os testes precisam ser feitos em uma instalação com alto nível de biossegurança, onde serão adotadas uma série de medidas para impedir a saída dos vírus atenuados e de adenovírus de chimpanzé.”

“Serão necessárias instalações de biossegurança de nível 2 para realização dos testes com esses vetores virais porque, especialmente no caso do adenovírus de chimpanzé, embora não consiga replicar, há a possibilidade de esse vetor se recombinar com adenovírus selvagens, presentes na população de macacos que participarão dos experimentos, e reativar, ou seja, se tornar um vírus replicativo”, disse Edecio Cunha Neto, professor da Faculdade de Medicina da USP, à Agência FAPESP. “Por isso, os testes precisam ser feitos em uma instalação com alto nível de biossegurança, onde serão adotadas uma série de medidas para impedir a saída dos vírus atenuados e de adenovírus de chimpanzé”, explicou Cunha Neto, que é um dos principais pesquisadores do projeto, conduzido no âmbito do Instituto de Investigação em Imunologia – um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) apoiados pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em São Paulo.

O projeto das instalações, realizado por uma empresa americana e em que serão usados contêineres especialmente adaptados para alojar os animais e realizar os experimentos, foi concluído e está aguardando a aprovação dos custos para ser iniciado. “As instalações levarão cerca de seis meses para serem construídas e entregues para que possamos iniciar os testes”, afirmou Cunha Neto.

Melhor combinação

De acordo com o pesquisador, o objetivo dos novos testes será avaliar qual a melhor combinação da vacina com os vetores virais. Para isso, a vacina será testada combinada com os vetores virais tanto isoladamente como em conjunto.

Após serem imunizados com a vacina com um ou mais vetor viral, os animais também receberão doses de outra vacina que está sendo desenvolvida pelo grupo do imunologista brasileiro Michel Nussenzweig na Rockefeller University, de Nova York, feita com uma proteína recombinante do envelope do HIV – a proteína da parte externa do vírus –, chamada gp 140, que é responsável pela entrada do vírus nas células.

“Queremos saber por meio desse teste se a imunização prévia com a nossa vacina é capaz de conferir uma resposta mais potente em nível celular para os componentes da nossa vacina, como também aumentar a produção de anticorpos contra a proteína gp 140”, disse Cunha Neto. “Os anticorpos contra a proteína gp 140 podem recobrir o HIV e dificultar a entrada do vírus nas células”, explicou.

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Antígeno da vacina será inserido no genoma de vírus atenuados da vacina da varíola e adenovírus de chimpanzé com o intuito de aumentar a resposta imune (imagem: Wikimedia Commons)

Depois de definir a melhor formulação da vacina com vetor viral os pesquisadores brasileiros pretendem desenvolver, em colaboração com colegas do Comissariado de Energia Atômica e Energias Alternativas da França (CEA, na sigla em francês), uma outra vacina com um “desenho” muito semelhante ao que estão elaborando para combater o HIV, mas usando antígenos do vírus da imunodeficiência símia (SIV), que deu origem ao HIV.

Os pesquisadores pretendem, com isso, realizar um desafio infeccioso em que avaliarão a eficácia das duas vacinas em conter a infecção do SIV em macacos. “A ideia é definir o melhor protocolo de administração da vacina e, em seguida, avaliar se esse protocolo protege, de fato, o animal. Se os resultados forem bem-sucedidos, a vacina estará pronta para ser testada em ensaios clínicos de fase 1 [em que são avaliadas a segurança e a tolerância à vacina por um pequeno grupo de pacientes]”, disse Cunha Neto.

Segundo o pesquisador, para realização de um ensaio clínico de fase 1 seria necessário concluir, apenas, a etapa de testes com vetores virais. O ensaio seguinte será feito em colaboração com pesquisadores do CEA, contudo, pode ser uma preparação para um ensaio clínico de fase 3, por exemplo, que envolve milhares de pessoas e custos da ordem de US$ 100 milhões. “Para realizar esse tipo de ensaio clínico é preciso ter evidências em modelo animal de que a vacina candidata pode funcionar”, disse Cunha Neto.

Diferencial

De acordo com o pesquisador, atualmente há cerca de 30 ensaios clínicos em humanos de candidatas a vacinas contra o HIV sendo realizados nos Estados Unidos e Europa, sendo que a maioria está em fase 1 ou 2 – à frente da vacina brasileira.

Um dos diferenciais da vacina brasileira, segundo ele, é que é a única voltada a induzir respostas de linfócitos T do tipo CD4 ou TCD4 – as células mais importantes do sistema imune e o principal alvo do HIV. “Há evidências crescentes de que essas células são responsáveis por acionar linfócitos T do tipo CD8, produtores de toxinas que matam as células infectadas pelo HIV. Além disso, também acionam linfócitos B, produtores de anticorpos”, explicou.

Os 18 fragmentos de DNA do vírus HIV que compõem a vacina desenvolvida pelos pesquisadores brasileiros são facilmente reconhecidos por linfócitos TCD4 que, por sua vez, auxiliam a ativação dos linfócitos TCD8 do sistema imune.

“Os resultados dos primeiros testes em macacos da vacina de DNA foram surpreendentes.”

Os macacos resos que participaram do primeiro teste experimental da vacina, no ano passado, por exemplo, apresentaram uma forte resposta de linfócitos TCD4, afirmou Cunha Neto. “Os resultados dos primeiros testes em macacos da vacina de DNA [pela injeção de fragmentos do vírus HIV no organismo] foram surpreendentes, porque esse tipo de vacina não costuma apresentar uma boa resposta em primatas e humanos”, afirmou. “Esperávamos uma resposta semelhante ou mais baixa do que obtivemos em testes em camundongos. Surpreendentemente, a resposta em macacos foi cinco a dez vezes maior”, comparou.


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100 comentários

      • Luquinha diz

        will , eu ainda não tive tempo , a nossa Nação esta passando por uma crise ,e um pai de família querer levar pão a mesa e não poder , me deixa triste , e minha vida esta meio corrida ,mais isso não vem ao caso , só peço que esta crise não venha afetar os nossos medicamentos , pois tudo que gera muito dinheiro esta sendo afetado .

        • HopeAlways diz

          Owww lukinha baixa esse kik, nao aguento mais o povo la pedindo pra vc entrar rsrsrs , atende aos seus suditos. Baixa e me add hopealways6 que te coloco la. abs

  1. Amanda diz

    Os resultados estão cada vez mais animadores, fico muito feliz com isso, enquanto a cura não chega vamos viver, o tempo não para.

    • Ricardo - Guarulhos diz

      Ele quer ! Este vírus já passou da hora de ser “matéria antiga” nos jornais de ontem….

    • Meb diz

      Will, estou com o mesmo pensamento que vc. Descobri que sou soropositivo ontem e já agendei minha consulta com o infecto. Quero começar isso o quanto antes e meu foco tbm é o indetectável. Estou torcendo que essa fase inicial passe logo para eu me acostumar com a rotina do tratamento.

      • Vida diz

        Meb, boa sorte a você neste sua nova etapa. Não desanime por mais difícil que pareça estar as coisas. Tudo se ajeita. Foco no indetectável.

  2. Ricardo - Guarulhos diz

    Confesso que me emociono quando leio estas matérias a ponto sentir um arrepio na pele e lágrimas escorrerem na face por saber que estamos tão perto e vamos viver ainda nesta geração a tão sonhada cura do HIV/Aids ! Falo não só por mim, mas também por muitos que ainda passarão pelo “choque” inicial da descoberta (todo aquele “protocolo” chato que sabemos desde a suspeita, confirmação, iniciação da TARV e o alivio quando finalmente atingimos o Indetectável)! Almejo o dia de viver a cura e saber que todos nós estaremos finalmente protegidos deste vírus chato que ainda nos causa muita estranheza…

  3. Está no ar um tumblr que mostra dúvidas respondidas pelo Dr Joel Gallant, especialista que trata de HIV/AIDS nos EUA desde os anos 1980.

    Vale a pena conferir, principalmente pela acessibilidade das respostas e praticidade do Dr Joel: hivforumbr.tumblr.com

    • HopeAlways diz

      Excelente Carlos, sempre acompanho. Excelente referencia !! 😉

  4. Hj iniciarei meu tratamento,com seriedade após ter descoberto esse mês de maio a infecção,to procurando ficar com a cabeça no lugar,tenho fé que ainda nessa gearão a cura vai existir, por enquanto vou viver o mais saudável possível,treino musculação e natação, não deixarei o vírus me por pra baixo,vou viver com mais responsabilidade e agora focar no indetecavel.🙏🍀

    • Ricardo - Guarulhos diz

      Will, mantenha o foco no tratamento e num curto espaço de tempo vc estará indetectável e perceberá q tudo não passou de um grande susto ! Manter-se com a mente e corpo ocupados para não pensar muito no estigma HIV/Aids e seguir a vida adiante, quase que dentro de uma normalidade. Faço votos que vc, assim como eu, não sinta nenhum efeito colateral e que acrescente na sua agenda diária apenas mais um comprimido para tomar a noite, rsss. Forte abraço

      • Ezequuiel diz

        Pois eh tambem descobri que sou soropositivo em abril por fraqueza minha nao comecei o tratamento na data certa pelo susto que tomei e hoje é meu 1°dia de tomar o remedio estou so acanhado ccom os efeitos colaterais mais vamos la encarar essa !.

        • casalpositivo diz

          Querido amigo..tenha força nunca desanime, passei pela fase de adaptação que foi muito ruim pra mim, e ainda hj sinto um pouco, eu poderia não começar pela cv esta muito baixa, mas resolvi começar logo. Se tiver afim de conversar casalpositivo2@hotmail.com

  5. Marco Mendez diz

    Pessoal, to correndo contra o tempo. Pouco mais de 48h atrás, em um sexo casual, a pessoa acabou tendo contato na boca com meu esperma (em tratamento, mas acho que CV não zerou). Enfim, isso oferece risco a ele? Eu deveria avisa-lo quanto ao uso de PEP?

    • Cauã + diz

      Marco está em uso da Tarv há qnto tempo? Ql sua carga viral antes do tratamento?
      Eu em seu lugar, por não saber se já estou indectavel, avisaria sim ao meu parceiro (a) e o levaria até algum CTA e explicaria a situação, e insistiria para que o mesmo fizesse uso da Pep.
      Melhor prevenir do q remediar para o resto da vida!

    • Ricardo Guarulhos diz

      Marco ate onde eu sei a possibilidade de contrair hiv via sexo oral e baixa, so se da caso a pessoa tenha ferida na boca ou rupturas, caso contrario a possibilidade de transmiçao eh nula.

    • HopeAlways diz

      Eu fiz , eh importante sim, a principal função da vitamina D no organismo é a absorção de cálcio pelo organismo, que é determinante para o desenvolvimento saudável dos ossos e dos dentes. Ela é uma vitamina que atua no sistema imunológico protegendo órgãos como coração e o cérebro. Essa coisa de não tomar sol ta deixando meio mundo deficiente dela. Tomem sol nos horarios corretos, sem precisar torrar rsrs que da tudo certo, ou caso precisem suplementem. Conversem com seus infectos. 😉

  6. Heitor diz

    Will, eu fui diagnosticado em maio passado 30/05. Iniciei minha tarv em 17/06 e, felizmente, não tive nenhum efeito colateral. Fica sussa e não encana com a possibilidade dos efeitos colaterais. Forte abraço

      • HopeAlways diz

        Comecei a quase um mes com o 3×1 e nao sinto absolutamente nada, nem no primeiro nem em dia nenhum. Estou super disposto e me sentindo muito bem !! Vai pra cima que da tudo certoo !! 😀

    • Matheus diz

      Luquinha muito bom esse texto sobre a evolução do tratamento do HIV desde a morte do Cazuza…mostra q evoluímos muito no tratamento e que o próximo passo após conseguimos controlar uma doença é a sua cura!

  7. HopeAlways diz

    Excelentes noticias! Tenhamos fé e acima de tudo sejamos FELIZES ! Um belo dia quando estivermos “distraídos” a surpresa acontece. TUDO vai dar certo !! Ja deu ! 🙂

  8. muitafe diz

    Galera, recebi resultados de novos exames e deu positivo para Toxoplasmose e Citomegalovirus . Li algumas coisas na internet e fiquei muito preocupado, principalmente para quem é soropositvo. Alguém sabe algo sobre? ou viveu algo parecido? Tenho retorno dia 14/07 apenas.

    • Lukinhas diz

      Muitafe,

      Tmb tenho Toxoplasmose e Citomegalovírus.

      1 – Toxoplasmose 1/3 da população mundial possui
      2 – Citomegalovírus cerca de 1/3 tmb

      Também fiquei preocupado quando minha infecto disse que deu reagente, porém ela explicou que a Toxo e Cito não há muito problema para que tem a imunidade alta, o problema é quando você tem a imunidade enfraquecida. Para você ter uma noção para esses vírus “fazer mal” ao organismo você precisa está em media com a contagem do seu CD4 menos de 100, ou seja com AIDS e não com HIV. Segue estudo falando sobre isso:

      http://www.medicinapratica.com.br/tag/linfocitos-cd4/

      A infecção pelo Pneumocystis carinii ocorre quando os paciente apresentam contagem de linfócito CD4 é de menos 200 células/ml. Nas doenças por citomegalovírus, complexo Mycobacterium avium disseminado e toxoplasmose ocorrem quando a contagem de linfócito CD4 encontram-se abaixo de 100 células/ml.

  9. rafa diz

    Fui diagnosticado recentemente… Ainda não me acostumei… Fiquei bastante abalado com o resultado mas to levando a vida… Estou fazendo os últimos exames para mostrar para a Infecto… Encontrei esse blog e pelo que leio fico mais confiante e não me sinto sozinho. Obrigado.

  10. pedro diz

    Venho acompanhando esse site desde o dia que fui diagnosticado e ele vem sendo o meu refugio para algumas informações. Em abril de 2015 fui diagnosticado e gerou uma grande dúvida sobre o tempo que houve a infecção, pois a cada 6 meses faço exames de rotina e o último foi em agosto 2014 e o mesmo deu não reagente. Porém ao receber o resultado dos exames esse mês o cd4 estava em 320 e a carga viral em 140.000. A infecto me informou que estaria nessa situação a aproximadamente a 3 anos, porém nesses 3 anos eu era doador a cada 8 meses e sempre ocorria tudo ok no resultado. Algum de vocês passaram por essa situação? é possível após 8 meses essas taxas caírem dessa maneira? Abraços a todos.

    • Pedro, CV alta e cd4 baixa, geralmente indicam infecção já a algum tempo, ou infecção muuuito recente (infecção aguda). Geralmente dá pra se saber se a infecção é muito recente tb pelo exame western blog: quanto mais proteínas reagentes, mais tempo de infecção, mas sem nada muito exato.
      Mesmo assim, vai depender muito de cada organismo.No meu caso também aconteceu algo parecido: eu sempre doava sangue e fazia checkups, e, num intervalo máximo de um ano e meio, contraí o vírus e meu cd4 baixou pra 149, com carga viral de 467mil. Foi tudo muito rápido, mas em dois meses eu já estava com CV em 1600 e cd4 em 232. Com 5 meses, cv em 61 e CD4 em 410. Com 9 meses, CV enfim indetectável e CD4 em 421.
      É tomar a medicação, cuidar da saúde no geral, que tudo se resolve.

    • Ah, Pedro, e esse site é bem interessante pra buscar informações precisas e bem práticas: hivforumbr.tumblr.com

  11. Paulof diz

    Pedro!

    Impossivel estimar com certeza a contaminacao so com base na CV e CD4.

  12. Thiago diz

    Sempre fiz exames, sendo os penultimos em marco/2015 e outubro/2014, todos negativos. Ate que fui diagnosticado positivo em maio. Achava improvavel a contaminacao, sendo ate entao o sexo oral a unica via possivel. Feito os cd4 e cv, deram, para minha surpresa, visto que minha medica imaginava ter acabado de passar pela infeccao aguda, cd4 298 e CV 105.000, valores ate entao incompativeis para infeccao recente. Ao menos nao tive nenhum efeito negativo com a medicacao, a qual quase ja completa 1 mes, mas ainda tenho receio se a mesma esta sendo efetiva.

    • Ricardo Guarulhos diz

      Ola Thiago seu contato foi somente via oral ? Caramba, como eu disse é raro, mas pode ocorrer… Qto aos seus numeros, fique sussa, veja bem apos o contato com o virus em questao de 05 meses a minha carga viral ultrapassou 1 milhao de copias (isto mesmo!!!) e meu Cd4 em 362…fiquei em choque. Depois de 09 meses com a TARV atingi o indetectavel e meu Cd4 708, so tenho a agradecer a Deus e a medicina. Estar aqui para encorajar a todos e garantir que a medicacao é eficiente me faz mais forte dia apos dia.

      • cariocarj diz

        Eu também me contaminei pelo contato do sexo oral. Nunca transei sem camisinha.

          • Anonimoo diz

            Insertivo significa que voce introduziu seu penis na boca dela e voce ejaculou dentro da boca dela… foi dessa forma que se contaminou?

              • Anonimoo diz

                Valeu Thiagão .. Gente, há anos acompanho a história de muitos aqui, e só o que posso desejar é Deus e o universo na vida de cada um… Acredito que na vida só acontece o que tem que acontecer! Desejo Deus, força a cada um e superação tbm… Um dia conto pra vcs a minha história… Vlw

    • cariocarj diz

      O meu risco também foi no oral, nunca transei sem camisinha na vida. Sempre usei e contrai o hiv.

    • cariocarj diz

      Eu também fui contaminado pelo contato oral, nunca transei sem camisinha.

      • desbravador diz

        Não diga isso, Luquinha! Isso irá ferir sensibilidades! Aqui nessa página quase todo mundo pegou o HIV na manicure, na chupetinha sem capote ,ou até,pasme,fazendo exame de laboratório!!!!!!!!

        • cariocarj diz

          O risco do oral é baixo, mais quando tem um problema na boca contrai sim, Conheço algumas pessoas que também foram pelo oral e o próprio infecto confirmou isso.

      • cariocarj diz

        Não foi. Eu tinha uma porta de entrada uma carie de um dente que quebrou.

          • cariocarj diz

            Não. Creio que a pessoa estava com uma alta carga viral e eu tinha um dente que quebrou e (fez uma cárie) próximo a língua para fazer um canal e ficando postergando para o plano autorizar. Numa outra vez também tive contato com um pouco de sangue da glande no lábio do meu parceiro (que está com CV ZERADA, indetectável) , não sei se e possível esse sangue ter contaminado com contato do meu lábio. Sempre tive imunidade baixa, em 2007 tive toxoplasmose e não era portador e perdi uma visão, onde a doença fez um descolamento na retina, digo rasgou e perdi um olho. Quando soube do diagnóstico corri para meu oftamo por hoje em dia só tenho 1 olho, Mas graças a Deus a CV deu 16546 e CD4 488 (início de tratamento) e só melhorado a cada dia.

  13. Matheus diz

    Lucas será q esse artigo é sobre o estudo da vacina terapêutica francesa da Biosantech?

  14. Lucas diz

    Acredito que não Matheus,

    Na matéria não relaciona nada a Biosantech, veja só…
    http://www.eurekalert.org/pub_releases/2015-07/sri-srd070815.php

    Mas ainda assim é mais um avanço.

    Aliás pessoal, novidades da Biosantech ou de outras pesquisas?
    Me lembro de já ter visto aqui ou em outro blog uma espécie de tabela de todos os estudos atuais e as fases, alguém sabe o link desse “controle”?

  15. Matheus diz

    Realmente Lucas é outro estudo,porém ele também se baseia numa vacina terapêutica inibidora de TAT, igualmente a vacina da Biosantech…só q nesse estudo o composto foi extraído de uma esponja marinha…a cura funcional está muito próxima 🙂

  16. Junior diz

    Mudando um pouco a síntese da matéria, mas se fizessem os testes no cachorros beagles será qual reação dos protetores de cães? pq macacos, gatos, pombos, galinhas podem, mas nos cães, não!!! só estou me desabafando, pois achei um absurdo terem destruído aquela empresa pesquisadora em sp, pq descobriram que faziam testes para fins medicinais em cães.

  17. Matheus diz

    Estou ansioso pelo IAS 2015 que inicia dia 13 de julho no Canadá…tenho certeza que vem novidade muito boa nesse congresso!

  18. Pedro diz

    Então meu último exame foi em abril de 2013 negativo. Porém quando descobri 1 ano e meio depois meu cd4 era de 200 e cv 23000. Mas tenho duvidas TB sobre quando me contaminei.

    • D_Pr diz

      Fala Luquinha, meu caro!!! Tudo bem comigo, e com você??? Estou esperando teu email!! Do Alexandre também!

      Que saudades de prosear com você! Abraços

  19. Ricardo diz

    Jovem e leitores, boa noite.

    Fazia tempo que não lia nada sobre o assunto, resolvi dar um tempo porque está tudo bem comigo desde que fui diagnosticado há 4 anos. Hoje, resolvi entrar aqui e em outros sites ou blogs a respeito desse tema e uma coisa começou a me deixar meio preocupado. Faço uso da combinação: Efavirenz, Tenofovir e lamivudina. Agora tomo o 3×1, como acho eu quase todo mundo. No entanto, pude verificar na internet através de algumas mensagens que muitas pessoas que fazem uso dessa combinação, e agora estão tomando o 3×1, estão ficando detectáveis. Isso precede? Será que alguém tem alguma informação sobre o assunto? Vou fazer o exame apenas em outubro, mas comecei a ficar preocupado. Esse 3×1 funciona da mesma forma que os outros? Abraços.

    • Johnny diz

      Ricardo, onde você leu isso? Tecnicamente, não faz o menor sentido. Tomo o 3 em 1 há seis meses (comecei tomando separadamente, como todo mundo) e me mantenho indetectável desde sempre. Minha médica aqui em SP, super experiente, diz que a gente só tem a ganhar tomando menos comprimidos… Até pelos rins e estômago, é menos material para digerir, “quebrar”, etc. De qualquer forma, fiquei curioso sobre esses relatos…

    • Ricardo Guarulhos diz

      Historia maravilhosa desta pianista…que alto astral…

  20. Matheus diz

    Um exemplo de superação dessa pianista…conheço tbm uma pessoa com a história muito semelhante a dela…hoje essa pessoa tem 76 anos e goza de uma boa saúde!

  21. ola gente descobri a pouco tempo que sou soropositivo to meia deprimida mais vamos que vamos né achei interessante poder comentar aqui ouvi historias e ver que tem outras pessoas como eu..

    • Ezequuiel diz

      Gente eu fiz meu primeiro exame CV e estava constando virus muito alto porem a minha imunidade estava alta tmb agora ccommecei o tratamento ontem e me senti um pouco tonto com os efeitos colaterais sera que ela tende aa aumentar minha CD conforme eu for fazendo tratamento estou muito assustado eu tava com cerca de 677 CD . Alguem me responde estou com duvidas

      • MB+ diz

        Ezequuiel.

        A finalidade do tratamento é diminuir a quantidade do vírus ao ponto deste se tornar indetectável e com isso há a tendencia do aumento do CD4 , 677 é um numero bom de CD4 , pois uma pessoa negativa e saudável tende a ter entre 500 a 1200 de CD.
        Quanto a tontura esta é normal no inicio do tratamento e tende a desaparecer com o passar do tempo.

  22. Belo diz

    Ola pessoal, estou com um problema, omo o 3×1 (tenofovir, lamivudina e efavirens) tinha comprimido até semana que vem, mais hoje pela manhã pegaram minha mochila no banco com os 7 comprimidos que ainda tinha, fui ao centro da Loefegreen que é aonde pego mais o mesmo esta fechado, já fui em outros mais devido ao feriado estão todos fechados, não sei o que faço, pois ficar até segunda sem tomar a medicação pode gerar complicações, vcs saberiam me informar se tem algum outro local que posso pegar, ou algum de vcs poderia me dar (ou até vender) 3 comprimidos e reponho na segunda-feira sem falta, pegaria com total descrição, agradeço o retorno !!

  23. oie belo o meu medicamento não e´ um só e sim tomo três pois o de um comprimido me deu reação alérgica, se não eu tentava te dar o remédio mas como pegaram sua mochila????

  24. Candidato a Fármaco Reduz Significativamente a Taxa de Reativação do HIV
    Pacientes infectados pelo HIV permanecem em terapia anti-retroviral para a vida toda porque o vírus sobrevive ao longo prazo em células latentes infectadas. A interrupção dos tipos atuais de terapia anti-retroviral resultam em um rebote do vírus e na progressão clínica de AIDS.

    Mas agora, os cientistas do campus da Florida The Scripps Research Institute (TSRI) mostraram que, ao contrário de outras terapias anti-retrovirais, um composto natural chamado Cortistatin A reduz os níveis residuais de vírus a partir destas células latentes infectadas, estabelecendo um estado quase permanente de latência e diminuindo consideravelmente a capacidade do vírus para a reativação.
    “Nossos resultados destacam uma abordagem alternativa para as estratégias atuais anti-HIV”, disse Susana Valente, uma professora associada TSRI que liderou o estudo. “O tratamento prévio com Cortistatin A inibe significativamente a recuperação dos vírus na ausência de qualquer fármaco. Os nossos resultados sugerem que os tratamentos anti-retrovirais atuais poderia ser suplementado com um inibidor de Tat, tais como Cortistatin A para atingir uma cura funcional do HIV-1, reduzindo os níveis de vírus e prevenindo a reativação dos reservatórios latentes “.
    O estudo foi publicado esta semana na revista mBio.
    Cortistatin A foi isolado de uma esponja marinha, Corticium simplex, em 2006, e em 2008, o químico TSRI Phil Baran venceu a corrida global para sintetizar o composto. Uma configuração do composto, di-dehidro-Cortistatin A, foi demonstrada em estudos anteriores que têm como alvo a proteína Tat, o que aumenta exponencialmente a produção viral.
    O novo estudo mostra que didesidro-Cortistatin A inibe a replicação em células infectadas pelo HIV, reduzindo significativamente os níveis de RNA mensageiro viral – os planos para as proteínas que produzem mais infecção.
    “Em células T primárias infectadas de forma latente isoladas de nove indivíduos infectados pelo HIV em tratamento com medicamentos anti-retrovirais, didesidro-Cortistatin A, a reativação viral foi reduzida para uma média de 92,3 por cento”, disse Guillaume Mousseau, o primeiro autor do estudo e membro do laboratório Valente.
    Os resultados sugerem uma alternativa a uma estratégia amplamente estudada para a erradicação do HIV latente, conhecida como “chutar e matar”, que tenta purgar reservatórios virais por “chutar”-los para fora de sua latência com agentes e parar novos ciclos de infecção com um agente de imunoterapia, para aumentar a resposta do sistema imunológico próprio do corpo durante o tratamento anti-retroviral.
    “Em nosso modelo proposto, didesidro-Cortistatin A inibe o activador da transcrição viral, Tat, muito mais completamente, atrasando ou mesmo suspendendo a replicação viral, a reativação e o reabastecimento do reservatório viral latente”, disse Valente.

    Leia mais: Identificação de combinações de drogas que invertem a latência do HIV-1

    Mais informações: “O Tat Inhibitor didesidro-Cortistatin A previne HIV-1 Reativação de latência,” mbio.asm.org/content/6/4/e00465-15.abstract
    Jornal de referência: mBio
    Oferecido pela The Scripps Research Institute

    Segue o link original:
    http://medicalxpress.com/news/2015-07-drug-candidate-significantly-hiv-reactivation.html

  25. Belo diz

    Ola Jessica boa tarde e obrigado pelo retorno, pegaram hoje no itaú em pinheiros (Teodoro Sampaio), tentei junto a segurança do banco ver vídeo, mais não conseguiram, deixei naquela gaveta, só que estava sem a chave, também foi um pouco de descuido meu, tomava os 4 comprimidos até 40 dias atrás (quando passei a tomar o 3×1), agora estou preocupado em ficar 3 dias sem a medicação !!

        • Johnny diz

          Amigo, vá no Hospital Emílio Ribas. Lá tem infectologistas de plantão, farmácia sempre aberta, etc. Explique a situação. Você não pode ficar sem tomar. Pode comprometer todo seu tratamento. Não deixe passar! Abs

  26. Sérgio diz

    Excelente post JS , andei sumido mas voltarei a postar coisas interessantes.
    Abraço a todos do Blog

  27. luquinha diz

    ´Sérgio a casa é sua , hoje fui ao laboratório fazer coleta ,já que no mês seguinte tenho consulta ,como as coisas mudam no inicio ficava muito apreensivo , com medo, vergonha ,preconceito de mim mesmo , hoje quando a profissional colheu 3 ensaios de sangue pensei , um dia estará aplicando a bendita vacina , dei um sorriso para a profissional que olhava dentro dos meus olhos ,hoje a única coisa que vem me incomodando são dores nas pernas .

  28. Andre felipe fonseca diz

    Bom dia… Sou novo no grupo, gostaria de saber se alguém pode me ajudar com uma questão de planos de saúde. A questão é que estou querendo fazer um plano de saúde, sou S+ mais de 7 anos, tenho medo deles me negarem ou aumentarem muito o preço da mensalidade( mesmo sabendo que por lei eles não podem me negar), devo dizer logo de início que sou S+? sei que a verdade é a melhor opção, outra coisa, alguém tem um plano bom para indicar, que não seja tão rigoroso com carências para hiv +. Obrigado a todos

  29. Pedro diz

    Andre felipe fonseca, tudo na paz?

    Eu não falaria nada. Até porque, você vai marcar consultas com qualquer especialista, ou seja, apenas o infecto que você escolher saberá da sua condição.

    Um portador de HIV em tratamento já deixou de ser uma ameaça há MUITO tempo. E outra, os remédios você continuará pegando pelo SUS.

    • Felipe diz

      O meu receio é precisar me internar por alguma razão secundários ao hiv, e eles descobrirem que eu omiti minha real situação de ser s+. E por mentir, eles podem cancelar meu plano ou até mesmo me processar por omitir este petit detail.

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