Mês: julho 2015

DOLUTEGRAVIR

Consulta Pública sobre incorporação do Dolutegravir

O Ministério da Saúde colocou o Dolutegravir, um novo medicamento para tratar o HIV, em Consulta Pública para incorporação no SUS. A consulta pública fica aberta até o dia 4 de agosto. Aprovado pela Anvisa entre 2013 e 2014, o Dolutegravir teve baixas taxas de descontinuação devido a eventos adversos (1-3%), tanto em pacientes experimentados como em pacientes virgens de tratamento, não tem restrição alimentar e pode ser tomado a qualquer hora. Clique aqui para participar da Consulta Pública Anúncios

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Myron Cohen na IAS 2015. Foto ©Steve Forrest/Workers' Photos/IAS

A palavra final do HPTN 052

Por Keith Alcorn em 21 de julho de 2015 para o Aidsmap O fim do acompanhamento do estudo HPTN 052 sobre tratamento como prevenção não mostra qualquer evidência de transmissão do HIV a partir de pessoas com carga viral indetectável a seus parceiros, quatro anos depois da divulgação dos primeiros resultados do estudo, os quais demonstraram que o tratamento antirretroviral iniciado cedo reduz o risco de transmissão do HIV em 96%. Esses resultados foram apresentados pelo professor Myron Cohen na 8ª Conferência Internacional da Aids Society sobre Patogênese do HIV, Tratamento e Prevenção (IAS 2015) em Vancouver, Canadá, nesta segunda-feira. Descrevendo estes resultados como “a palavra final” do HPTN 052, o professor Cohen, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, apresentou a análise final do estudo, o qual, em 2011, demonstrou que o tratamento antirretroviral iniciado cedo reduzia muito o risco de transmissão to HIV entre casais sorodiscordantes. A análise comparou as taxas de transmissão entre dois grupos do estudo: o grupo com tratamento deferido, no qual as pessoas diagnosticadas com HIV começaram …

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Uma aula

Uma aula da videoblogueira Jout Jout e do Gabriel, do Projeto Boa Sorte, sobre HIV/aids, como funciona a infecção, as formas de transmissão do vírus, o tratamento, a profilaxia pós-exposição (PEP), estigma e discriminação, a vida de quem tem HIV, o direito ao sigilo e o direito de falar da nossa condição.

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Um passo mais próximo da vacina contra o HIV

Em 14 de julho de 2015 por Gus Cairns para Aidsmap Uma recente vacina experimental protegeu 50% dos doze macacos rhesus da infecção pelo vírus da imunodeficiência símia (SIV). E fez isso fornecendo a chamada “imunidade esterilizante”, o que quer dizer que foi capaz de prevenir completamente a infecção nestes macacos, ao invés de oferecer a mais limitada “imunidade funcional”, onde a infecção ainda acontece, mas é inofensiva. Além disso, dois dos macacos que foram infectados parecem ter desenvolvido a imunidade funcional: embora os experimentos mostrem que suas células ainda abriguem DNA do HIV, eles se tornaram “controladores de elite”, mantendo a carga viral indetectável no sangue. Assim, em seu conjunto, esta vacina forneceu proteção contra o SIV a dois terços dos macacos vacinados. A vacina A vacina, que recentemente ganhou bastante atenção da mídia, é uma versão aperfeiçoada de sua predecessora, desenvolvida pelos mesmos pesquisadores e reportada pelo Aidsmap em 2012. Naquela altura, seis dos doze macacos expostos também não foram infectados; no entanto, apenas três se mantiveram assim, tal como noticiado depois, e …

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Sucesso dos antirretrovirais pode acabar com seu próprio mercado

Por Oliver Staley em 9 de julho de 2015 para Bloomberg Business Os medicamentos para tratar o HIV têm se mostrado tão eficazes em conter o vírus que a GlaxoSmithKline prevê um momento, dentro de uma década, em que seu negócio mais lucrativo deixará de ter razão para existir. “Os lucros com HIV são decrescentes.” “Os lucros com HIV são decrescentes”, disse David Redfern, diretor de estratégia da Glaxo e presidente da unidade de tratamento de aids da ViiV Healthcare. “A indústria fez um trabalho fantástico ao substituir o medo que havia nos 80, a sentença de morte, por um comprimido por dia.” Enquanto os medicamentos da ViiV e da Gilead Sciences, que é líder do mercado, ficam cada vez melhores em derrotar o HIV, parece não haver mais tanto espaço para qualquer aperfeiçoamento que não seja a cura, disse Redfern em uma entrevista. Os medicamentosa atuais também devem perder suas patentes a partir de 2026. Nesse meio tempo, a Glaxo planeja ganhar mercado da Gilead, com drogas que simplificam o tratamento e causam menos efeitos …

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Camisinha

Onde está a camisinha?

Acontece uma estranha sensação depois de ler “reagente” no resultado do teste de HIV. Pelo vírus incurável, a presunção de que a vida jamais será a mesma e, por sua história, a certeza do sofrimento, com um novo corpo alterado pela doença e seu tratamento. A vontade de arrancar de si um micróbio que, agora, é inarrancável e, por isso, a frustração. A nova identidade, de soropositivo. Esse é um sentimento que só se esvai com o tempo, quando, pouco a pouco, percebemos que o tratamento não é tão terrível, que o corpo não muda por causa dele, que a doença é controlada, que, com os remédios, o vírus não mais se replica em nosso organismo. Não nos sentimos doentes. Nos olhamos no espelho e vemos alguém saudável. A história da epidemia da aids não é mais aquela que assistimos na televisão nos anos 80 e 90. É outra. Hoje, no dia a dia, podemos esquecer do vírus, tão pequeno. E a nova identidade não é mais necessária — se fosse, logo aprendemos que não …

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Vacina brasileira anti-HIV será testada em macacos

Por Elton Alisson em 26 de junho de 2015 para Agência FAPESP Após os resultados animadores obtidos nos primeiros testes em macacos, realizados no ano passado, a vacina brasileira contra o HIV, que está sendo desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), do Incor e do Instituto Butantan, passará por uma nova fase de experimentos de imunização usando o mesmo tipo de animal. O objetivo dos novos testes será avaliar uma nova estratégia de administração da vacina em que, em vez de ser injetado diretamente no organismo de macacos, como foi feito nos testes anteriores, o antígeno será inserido no genoma de vírus incapazes de causar infecções (atenuados), como o da vacina da varíola e adenovírus de chimpanzé, a fim de aumentar a resposta imune à vacina. Ainda não há uma previsão, contudo, do início dos testes porque, para realizá-los, será preciso instalar uma unidade laboratorial com alto nível de biossegurança nas dependências do Instituto Butantan. “Os testes precisam ser feitos em uma instalação com alto nível de biossegurança, onde …

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