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O dilema do soropositivo

Foi em 2013. Faz pouco mais de dois anos. Eu estava angustiado com o dilema de contar da minha sorologia positiva para uma jovem de 26 anos, com quem o curso natural levaria ao sexo. Estirado sobre o gramado daquele parque das redondezas, arborizado e com um chafariz ao centro, eu refletia sobre isso. Quando seria o momento de contar da sorologia positiva para aqueles que queremos ter perto, que queremos beijar e transar? Como será a melhor maneira de contar que temos HIV? Esse era um assunto completamente novo para mim, do qual eu não tinha qualquer experiência. Carecia de alguma orientação. Percebendo que ainda tinha mais algumas horas livres, me dirigi ao consultório do Dr. Esper, que carinhosamente logo me recebeu.

“— Você planeja contar antes ou depois da primeira relação sexual?”, perguntou o doutor.

“— Antes”, respondi.

“— Jovem, se você quer fazer isso, saiba que é por opção e não por obrigação”, sublinhou o doutor. “A sua obrigação é, como a de qualquer outra pessoa, soropositiva ou não, de se proteger e, para isso, a camisinha basta. Eu penso — e defendo isso publicamente, na TV, no jornal ou diante de qualquer pessoa — que você, um soropositivo, não precisa contar para ninguém que tem HIV, desde que use camisinha”, opiniou o doutor.

“— Mas e se a camisinha estourar? Não tenho que sugerir que ela procure profilaxia pós exposição, a PEP?”

“— Esta é a atual orientação de PEP que consta no protocolo do Ministério da Saúde”, disse o médico, enquanto punha-se a imprimir uma página do site do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. “Contudo, o que não está escrito aqui é o que fazer em caso de paciente com carga viral indetectável”, explicou o doutor, rabiscando com a caneta sobre a folha impressa, acrescentando dados que não constavam no documento original.

Anotações do Dr. E.

“— Se a camisinha estourar com você, que faz tratamento antirretroviral e tem carga viral indetectável há mais de seis meses, a chance de uma transmissão acontecer é tão baixa que a PEP não precisa ser recomendada. Você não é um transmissor, porque você não tem o vírus no sangue — ele está preso, nos reservatórios. É mais seguro transar com você, que tem sorologia conhecida e carga viral indetectável, do que com um indivíduo de sorologia desconhecida ou um soropositivo que não faz tratamento e, portanto, tem carga viral detectável, passível de transmissão.”

“— Seria importante que o Ministério da Saúde atualizasse esse protocolo”, ponderei. “Isso nos ajudaria muito.”

“— É verdade, Jovem. Acho que a próxima versão já inclua essas atualizações.”

“A PEP não estará indicada quando, apesar da pessoa fonte ser infectada pelo HIV, estiver em terapia antirretroviral, com carga viral recente indetectável.”

Mal sabia eu que a nova versão do protocolo, contendo aquilo que o doutor esboçara naquele papel, levando em conta os estudos sobre a redução do risco de transmissão do HIV em quem faz tratamento antirretroviral e têm carga viral indetectável, só viria ser publicada agora, dois anos depois, no último Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Profilaxia Antirretroviral Pós Exposição de Risco para Infecção pelo HIV. Nele, consta que “a PEP não estará indicada  quando, apesar da pessoa fonte ser infectada pelo HIV, estiver em uso regular de terapia antirretroviral, com carga viral recente indetectável.” A profecia do doutor finalmente se concretizou, simplesmente amparada pelo que a ciência sabe a respeito da transmissão do HIV quando a carga viral é indetectável.

“Foi uma das maiores descobertas da ciência, quando a gente viu que se a gente conseguisse derrubar a carga de vírus que tem na pessoa, com o medicamento, essa pessoa teria menos vírus circulante — e, portanto, o vírus no sangue, o vírus no sêmen, o vírus na secreção vaginal ou o vírus no leite materno chegaria com mais dificuldade. Portanto, essa pessoa não poderia transmitir o HIV.” Foi o que disse Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, durante o X Curso Avançado de Patogênse do HIV, que aconteceu na Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, em abril de 2015.

“Derrubou a carga viral, não tem como transmitir o HIV. Esse hoje é o mecanismo mais poderoso de prevenção que existe. É mais poderoso que a camisinha.”

“Nós descobrimos isso em 1996: chegamos à conclusão que se a gente desse um medicamento para um ser, a gente protegia outro ser. Só que, naquela época, a gente achava que isso só acontecia dentro do próprio corpo. Então, a gente dava o medicamento para a mãe, para proteger o bebê. Impedir a transmissão vertical”, explicou Fábio. A transmissão vertical é o nome que se dá à transmissão do HIV da mãe para o feto. Desde que surgiu o tratamento antirretroviral, em 1996, a transmissão vertical pode ser impedida graças aos medicamentos, sempre que a mãe portadora do vírus segue o tratamento durante a gravidez. “A lógica era exatamente esta: a gente derrubava a carga viral da mãe e o bebê não nascia contaminado. A gente nunca pensou que se esse ser estivesse do lado de fora do corpo, a gente também estaria protegendo este outro ser. Anos depois — entre 1996 e 2011 — a ciência concluiu que, se esse ser estiver do lado de fora do corpo, é exatamente a mesma coisa: derrubou a carga viral, não tem como transmitir o HIV. Esse hoje é o mecanismo mais poderoso de prevenção que existe.” E conclui: “é mais poderoso que a camisinha.”

“Se valia para a transmissão materno fetal, que é dentro de um corpo só, imagina a chance de funcionar para o outro? É muito maior!”

O Dr. Drauzio Varella, que subiu ao palco logo depois, concordou com a eficácia comprovada do tratamento como prevenção. “Nós tínhamos essa sensação exata, que foi demonstrada muito mais tarde e que todos que trabalhavam na área sabiam: se a gente zerasse a carga viral, a chance de transmissão era muito menor. Isso já havia sido demonstrado nas mulheres grávidas. E, se valia para a transmissão materno fetal, que é dentro de um corpo só, imagina a chance de funcionar para o outro? É muito maior!”

Mas será que tudo isso importa? Quando vamos contar que temos HIV para um novo parceiro, soronegativo, será que todo o aparato científico é realmente suficiente para apaziguar o medo que as pessoas têm do HIV? A luz da ciência, afinal, é capaz de iluminar os cantos mais obscuros da caverna de Platão?

“— Jovem, eu não gosto do exemplo da caverna de Platão porque ele peca em esclarecer que há assuntos que, por essência, habitam dentro da caverna”, explicou o psicanalista que visitava. “Na luz, eles desaparecem. A caverna guarda as emoções. A luz que vem de fora serve para clarear a razão, e não os sentimentos. Tudo o que diz respeito às emoções é sempre incerto. É da essência de assuntos como esse o não ter certeza. Pode-se até dizer que é isso que faz deles assuntos sedutores, interessantes, misteriosos. Mas não pense que luz da ciência irá dirimir o medo dela por completo. Medo é medo. Em geral, algo que é lapidado aos poucos.”

“Eu sou HIV positivo. Toda vez que eu expresso essas palavras, lembro do meu diagnóstico e de como é difícil dizer a alguém que eu tenho HIV.”

E é por essa constatação, de que não há uma fórmula que garanta nossa aceitação no mundo dos soronegativos, que não é fácil contar da sorologia positiva. “Eu sou HIV positivo”, escreve Marvell L. Terry, ativista americano afiliado à HRC Foundation HIV/Aids. “Toda vez que eu expresso essas palavras, lembro do meu diagnóstico e de como é difícil dizer a alguém que eu tenho HIV. Cada vez que eu digo essas palavras — seja para mim mesmo ou para outra pessoa — é como se eu estivesse recebendo o diagnóstico mais uma vez. Divulgar a soropositividade nunca é fácil, não importa quantas vezes você o faça. Será que vou ser rejeitado? Será que vou ser julgado? Será que vou ser alvo de raiva ou até mesmo de violência? Mesmo praticando sexo seguro, mesmo com minha carga viral indetectável, mesmo com o hábito de divulgar meu status para meus parceiros no início de um relacionamento, o que eu posso fazer se alguém me acusar de transmitir o HIV ou de não revelar a sorologia?” São os medos que todo soropositivo experimenta antes de contar da sorologia positiva. E foi com estes medos afligindo meu peito que me postei diante de L., a linda jovem para quem decidi contar da minha condição, dois anos atrás.

Era nosso quarto encontro, este numa noite de sábado. Fazia frio. O restaurante estava cheio e nossas taças de vinho já quase vazias. Respirei. O som das pessoas conversando à nossa volta diminuiu. Mais próxima que as demais, a voz de L., sentada ao meu lado, ressonava de maneira suave e amorosa. Percebi o movimento macio dos seus lábios. Nos olhos, apaixonada. A música tocava suave. As cores vibrantes das paredes mesclavam com seu vestido jovial e colorido. Ela sorria, fazendo possível sentir seu calor. A ansiedade, que me acompanhara pelos dias anteriores, esvaiu-se, num sopro, como um passe de mágica. Minha respiração voltou ao normal e meu coração se acalmou por completo. Percebi que o momento era este.

Todos os elementos da equação de quando contar haviam convergido. Pensei que seria importante revelação se desse antes de nossa primeira relação sexual, num lugar tranquilo e a partir de uma fala segura e tranquila. Além disso, L. era estudante de medicina, o que provavelmente facilitaria sua compreensão sobre o que eu estava prestes a revelar. De mãos dadas, deixamos o restaurante. Depois, dobrarmos em alguma rua tranquila, mas bem iluminada. Foi quando interrompi a caminhada, segurei em sua mão e olhei em seus olhos.

“— Eu… Eu quero te falar uma coisa, L. Pode parecer um pouco precipitado, porque eu ainda não sei exatamente para onde isso… nós… estamos indo”, suspirei, apontando para mim e para ela. “Mas, mesmo assim, eu gostaria de falar.”

“— …”

Parada ali, olhando para mim, sua face era de ambiguidade. Não sei dizer se ela esperava uma declaração de amor ou uma frase chocante.

“— Eu sou soropositivo”, revelei, num choque de adrenalina que me fez disparar o coração.

L. ficou paralisada, por um instante. Seus braços caíram, retos e paralelos, ao lado do corpo. E franziu as sobrancelhas.

“— É mesmo?”

“— Sim, L.”, pausei.

Ela ficou quieta por mais dois instantes.

“— Mas… você está bem?”, perguntou.

“— Estou, sim”, respondi. “Já faço tratamento. Minha carga viral é indetectável desde o segundo mês, e nunca subiu. Estou muito bem, sim.”

L. então agarrou cuidadosamente minha mão e puxou para seu lado, fazendo-me aproximar dela. Em seguida, um beijo. Tal e qual nosso primeiro beijo. O mesmo beijo da noite anterior. E o mesmo beijo de minutos antes. Dele, só me escapou um sorriso.

Seguimos para um bar. Uma charmosa cantora de cabelos louros, voz aveludada, debruçava-se sobre o piano de cauda preto. Tocava jazz. Em nossa mesa, L. começou a disparar perguntas. Foram várias. Da origem da minha infecção ao momento do diagnóstico. Do sexo oral à possibilidade de ter filhos comigo. Falamos sobre PEP e descrevi a tabela mostrada pelo doutor. Expliquei tudo o que sabia. Não demorou para que L. desse seu veredito.

“— É claro que eu preferia que não fosse assim… Mas, eu penso que, se temos um problema diante de nós não fugimos e fazemos algo para superá-lo”, disse ela. Em seguida, olhando para frente, concluiu: “Quero antes conversar com alguns professores e com minha ginecologista, claro. Mas já te digo que isso não é um impedimento para mim.”

Flagrando meu sorriso estampado no rosto, ela me beijou. Ficamos ali, juntos e em silêncio, por alguns instantes. Enquanto a música continuava a tocar. Era o nirvana. Um sorriso estampado de orelha a orelha que me perseguia por todo o dia seguinte. Por onde quer que eu andasse, meus dentes à mostra denunciavam minha incontrolável felicidade. Afinal, o mundo não parecia ser tão mal assim. O HIV, hoje, não é mais o que foi no passado e essa constatação dava sinais de já ser universal. Minha alegria perdurou, intensa, por toda a tarde de domingo. Até o momento em que mandei uma mensagem a L.

“Como você está?”

“Não estou bem. Não dormi bem. Estou confusa. Não sei como vou lidar com a situação.”

Ao longo da semana seguinte, L. procurou dois de seus professores da faculdade de medicina em que ela estudava. Ambos disseram que, caso optasse por continuar comigo, ela deveria ir a todas as minhas consultas comigo, garantir que eu estivesse tomando o remédio religiosamente todos os dias e no horário certo e acompanhar de perto minha carga viral e o meu CD4. Lembraram-na de que embora o risco de transmissão fosse baixo ele não era zero. E discordaram do Dr. Esper: caso a camisinha estourasse, a PEP seria recomendada, sim — e, àquela altura, o protocolo atualizado ainda não havia sido publicado para argumentar o contrário.

Embora angustiado com a possibilidade de perdê-la, tinha certo para mim que a reviravolta ainda aconteceria, e que isso nada mais era que o processo de digestão da indigesta notícia que é esta, afinal. Acreditei nisso. Até quinta-feira, quando recebi uma carta sua em meu e-mail, bem escrita, cuja frase final era:

“Desculpe. Eu não consigo.”

Depois de responder, de maneira sincera, amorosa e bem redigida, aguardei um dia e mandei uma mensagem para seu celular.

“L., eu respeito sua decisão. Mas, para não encerrarmos isso dessa maneira, podemos pelo menos nos ver?”

“Jovem, eu acho melhor não.”

Foi em 2013. Sim, faz algum tempo. E essa história não é regra e nem exceção, apenas algo que acontece. Outras histórias tiveram desfechos diferentes. Então, por que relembrar bem aquela que não teve final feliz? Talvez, porque como disse Marvell L. Terry, “toda vez que eu expresso essas palavras, lembro de como é difícil dizer a alguém que eu tenho HIV.” Algo que eu estou prestes a fazer novamente — e o que nos leva à próxima história: Quando e como devo contar a R. que eu tenho HIV?

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176 comentários

    • joao pedro diz

      ola bia. Gostaria de saber se existe algum grupo das pessoas do blog com troca de experiencias, relatos cotidianos. M e sinto muito a deriva por nao ter contato com pessoas na mesma situacao que eu.

  1. Cauã + diz

    Parabéns pela escrita, muito bom mesmo!
    Precisamos de mais textos deste gênero.

    Desde o diagnóstico esta sempre foi minha dúvida, – contar ou não…?
    Eis q tenho comigo q se estou bem e indectável não há razão para revelar algo de tanta intimidade em um primeiro, segundo ou até terceiro encontro, contudo, se perceber um possível envolvimento amoroso, o quadro muda, passando então a ser uma questão de confiança no parceiro (a) tendo a necessidade de revelar a sorologia positiva para Hiv. Para então de fato, podermos tirar o nó da garganta e saber o resultado que desde o primeiro contato com a pessoa, aguardamos anciosos!

    • joao pedro diz

      ola, fui diagnostico recentemente, ja faço o tratamento ha 4 meses. Gostaria de conhecer pessoas na mesa situação que eu, pois sempre me sinto a deriva. Me sinto sozinho. Tem algum grupo com as pessoas do blog que trocam relatos experiencias, noticias cotidianas, duvidas e etc. Dessa forma nao me sentiria tao sozinho e isolado e estaria entre pessoa que me entenderiam. Tenho algum grupo no kik. Gostaria de participar.

      • Cauã + diz

        João Pedro,

        Há um grupo de pessoas frequentadores aqui do Blog no app ‘Kik’
        Baixe o aplicativo em seu Cel, crie uma conta, procure na barra de busca o nick “hopealways6” e o adicione, Ele é o responsável pela criação do grupo.
        Feito isto entre em contato com o mesmo e peça para participar do Grupo.

        Abraço!

        • ALEXANDRE A KATO diz

          Olá, gostaria de fazer amizades e participar de grupos de amizades com pessoas de todas os sexos, estilos, ponto de vistas, e tais. Meu kik é: adonis4adonis

          • alessandra vieira portal diz

            oi meu nome e alessandra sou soro positivo gostaria de participar de grupos de jovens soro positivo para faser amisade e conversar sobre este problema pode mandar menchagem para o hemail da minha vo que e rosa2402maria@hotmail .com desde ja eu agradeço pois estou me sentindo muito sosinha

      • Roberto diz

        Olá amigos, Boa Noite!!!
        Tenho 50 anos.
        Descobri ser portador do HIV em Novembro de 2014, mas fazia mais de um ano que vinha com pelo menos três sintomas.
        Fui a um SAE onde fui bem acolhido.
        Logo com um mês com os antiretrovirais passei a ser indetectavel e cd4 mais 800.
        Mas sinto que existe um estigma muito grande.
        Sinto tb uma barreira muito grande entre portadores.
        Graças a Deus tenho uma relação excelente com a equipe multidisciplinar e meu infectologista é uma amor de pessoa.
        Tb faço acompanhamento com uma Psiquiatra maravilhosa.
        Gostaria de manter contatos com pessoas que tb precisem conversar.
        Abraços!!!

        Contato: 85 99648 9058 zap

  2. Rachel diz

    Texto lindo Jovem….humano, consistente e orgânico.
    Quando digo orgânico, é no sentido de só quem tem algo parecido vai saber identificar exatamente o que você quer dizer. Sentir o que você sentiu….medo, esperança, conformidade, respeito, livre arbítrio (para ambos os lados).

    Recentemente me envolvi com um rapaz soronegativo, não cheguei a contar para ele sobre minha soropositividade, mas tive a intenção, sempre tenho.
    Foi um envolvimento de 40 dias, intenso, com sintonia; e tudo me levava a crer que seria bacana contar a ele.
    Já havíamos transado, sempre com camisinha. Faço tratamento antiretroviral e sou indetectável, e evito sexo oral, para não ter “medos” depois.

    Pois bem, fomos nos afastando e acabei não contando. Além de não me sentir confiante para isso, descobri que esse rapaz era noivo.

    A idéia que tirei disso tudo é o seguinte: que problemas de relacionamentos sempre vão acontecer e são independentes de minha soropositividade. Que na verdade, só eu vou saber o momento certo de contar, é que pode ser um resultado bacana, compreensivo, ou não. Não há uma fórmula, não há uma regra.
    E relacionamentos humanos, parceria, troca de verdade, está difícil hoje em dia. Quem se mostra de verdade, quem não tem vergonha de ter errado e de sua história.

    Não conto de primeira, me preservo, uso camisinha sempre, sou indetectável e faço o tratamento, essa é minha postura. Me protejo e protejo o outro.
    E sei, que qualquer reação que o outro tenha, quando souber, de bancar minha história ou, de se afastar de mim, são compreensíveis. Todos tem o direito de escolha do que farão de suas vidas.

    Que de alguma maneira meu relato seja bacana para alguém que tem os mesmos receios que eu tenho.
    Beijos e muito amor para todos.

  3. Guilherme diz

    Concordo, é o grande dilema pelo qual todos nós passamos. E sim, adotando a postura de sempre ser sincero, a cada nova experiência, um novo desafio. Muitos médicos não compreendem, principalmente aqueles que não são especializados em infectologia. E acabam assustando com tantas recomendações e exigências. Encontro-me na mesma condição, e contei. O período turbulento já passou. E hoje estou namorando (juntos há 6 meses) com total concordância.
    Como as dificuldades estão aí para serem enfrentadas, esclareço a minha: a notícia se espalhou, num desses enganos da vida, aos pais, irmã, cachorro… enfim. Agora sofro a pressão familiar. Não desisti. Nem ele. E tentamos isolar essa força, preenchendo-a com informação, nossa única arma.
    Muito amor pra todos nós..!

    • Lex diz

      Guilherme, como vocês lidam com o sexo oral? Essa é uma dúvida que paira dentro de mim.. =(

  4. R-RJ diz

    Muito bem…Boa Tarde, Jovem.

    Fui diagnosticado no dia 27/10/2014 e, como a maioria, acreditei que minha vida iria acabar. Sentia como se tivesse acabado de colidir na traseira de um caminhão de grande porte. Não tinha conhecimento sobre o HIV, sobre os estudos, as pesquisas e nem como seria minha vida daquele dia em diante. Após três dias de intenso desespero e muito choro, minha busca por informações começou justamente pelo seu blog. Foi como eu tivesse encontrado um calmante super potente para as minhas angústias. Comecei a ficar extremamente animado com todas as novidades e com esse novo mundo que acabara de descobrir. Pesquisei por alguns médicos e decidi, junto a minha família e por uma forte influência deste blog que, me fez me sentir melhor e mais tranquilo, ligar para o consultório do Dr. Esper e agendar para o mais próximo possível minha primeira visita. Em menos de 20 dias estava embarcando para São Paulo.

    Chegando no consultório do Dr. Esper Kallas senti que tinha feito a opção correta, pois rapidamente o mesmo fez o favor de me tranquilizar e repassar todas as informações até os dias de hoje. Durante o nosso papo, senti como se estivesse relendo o blog e adquirindo todas as informações outra vez. Cheguei a comentar que o encontrei pelo blog e que você, sem dúvida alguma, ajuda muitas pessoas que encontram-se na nossa situação. Comentamos também sobre a sua facilidade em descrever, de forma tão precisa, as suas consultas. Rimos quando desconfiei que você as gravava, fato que ele me confessou que também já achara mas que hoje em dia já sabia desse seu dom.

    Enfim, os dias posteriores foram dias de alegria mesclado com incertezas e momentos de tristeza. Logo iniciei minha medicação e, por sorte, não tive nenhum efeito colateral, a não ser tontura nos dois primeiros dias e uns sonhos bastante esquisitos mas que, com menos de uma semana de uso contínuo dos remédios, cessaram.

    Hoje me sinto totalmente seguro. Foram quase 6 meses para que minha CV ficasse indetectável. Hoje sou uma pessoa segura da minha condição, sem receios e com a certeza de que grandes novidades ainda estão por vir. O dilema de contar ou não contar para pessoas com quem vou me relacionar persiste mas esse não é, de fato, um problema, pois, apesar de soropositivos, somos indetectáveis. Não devemos andar por aí alarmando um fato tão íntimo e pessoal como este. Devemos, sim, ter a segurança e a certeza de que somos seguros, mais seguros do que os “sorointerrogativos” e estamos amparados por diversas pesquisas e estudos científicos.

    Este é meu primeiro post aqui desde o dia 27/10/2014, dia que comecei a acompanhar seu blog. Gostaria de agradecer, aqui fica meu muito obrigado e meus parabéns por ajudar todos que se encontram na nossa situação.

    Um abraço.

    • Paranaense no Rio! diz

      Léo,

      Fui diagnosticado no mesmo dia que você. Sabe que meu mundo caiu, passei pelas mesmas coisas: sensações, sentimentos… Também fiquei aliviado ao ler o “Jovem Soropositivo”. Aprendi um milhão de coisas aqui. Busquei na lista do meu plano de saúde uma profissional e encontrei, aqui no Rio de Janeiro mesmo, a Dra. Marilia de Abreu. Ela é o Dr. Esper de saias… e digo mais: foi com ela que tirei um peso enorme das minhas costas.

      Uma das primeiras coisas que aconteceu foi contar que da minha família – que tem cardiopatas, diabéticos e alta incidência de câncer – eu “era” o mais saudável, porque tive, no máximo, uma bronquite que foi curada. Imediatamente ela me corrigiu: “Era por que? Você continua sendo. E vamos superar isso juntos. Em breve você quase não vai se lembrar que tem o vírus”. E seguiu me explicando a eficácia do tratamento, mas deixou a decisão pra mim.

      Passaram-se seis meses desde que comecei o tratamento em novembro. Estou indetectável. E hoje, percebo que teria sido muito melhor se eu não tivesse contado para o meu ex-namorado que eu sou soropositivo. Inicialmente ele relutou e depois disse que iria viver ao meu lado até o fim dos nossos dias. Algumas semanas depois, tomei um fora e meu mundo desabou. Claro que ele jurou que o motivo era outro, mas eu sei que tudo tem a ver com a minha condição de saúde.

      Hoje eu vibro. Sei que sou tão mais “seguro” que muita gente que tem “medo” de fazer o teste. Sei que tenho uma missão a cumprir e vou cumpri-la. Sei que nada nesse mundo acontece por acaso. Mas decidi: não conto mais a ninguém sobre a minha sorologia. Assim como não saio contando que sou gay. Mas não negarei a informação caso me perguntem. Ninguém sai perguntando para os outros se tem o vírus ou não.

      Tenho um pouco de receio por ter contado para um amigo – que hoje é meu ex-amigo também – sobre o vírus. Hoje, lendo o blog, os comentários, os depoimentos, vejo que deveria ter me calado. Sofrer sozinho é algo que devemos aprender a lidar até a chegada da cura.

      Indetectável!! Um sonho que eu atingi com disciplina e com vontade de me ver bem. Posso dizer que hoje me sinto mais saudável que antes. Que tomo mais cuidado que antes. Que sou mais feliz que antes porque valorizo cada passo, cada olhar, cada segundo, cada momento que tenho na minha vida.

      Obrigado, Jovem. Você faz parte disso.

      Boa sorte, Léo. Pra gente!!!

      Beijo, gente….

    • joao pedro diz

      olá. Fui diagnosticado recentemente, tenho feito o tratamento. Gostaria de saber se existe algum grupo dos leitores desse blog, onde ha relatos, trocas de conhecimento. Me sinto muito sozinho por nao conhecer pessoas com a mesma sorologia, me sinto a deriva. Belo texto por sinal

  5. Cara+ diz

    pois é JS!
    esse texto tão bem escrito só serve para reforçar o que eu disse no post anterior ao Gledson – quando falávamos sobre a matéria que saiu no Jornal das Seis da GloboNews ontem.

    infelizmente essa orientação para o medo que a grande gama de veículos de comunicação adotou para o hiv ao longo dos anos, fez e faz isso com as pessoas – BLOQUEIA.

    Lendo o seu texto, fica claro para mim que se você não tivesse falado a respeito, certamente teriam continuado o relacionamento por um bom período. O bloqueio que uma informação incompleta gera nas pessoas é tanto que é preferível transarem, curtirem o momento a dois sem a certeza do diagnóstico (pois acredito que essa questão não seria levantada nesses primeiros momentos) do que a certeza de que nós, como soropositivos em tratamento, somos parceiros muito mais confiáveis (no que diz respeito a transmissão do vírus) do que um sorointerrogativo (o que acredito ser a realidade de 99% dos casos em uma primeira e eventual transa).

    De verdade, para mim, esse é o pior legado que o hiv traz – o medo da rejeição! Mas pior mesmo, é saber que esse medo é infundado por falta de conhecimento, por falta de clareza e objetividade na informação que é difundida para a grande massa.

    E quando vejo o que vi ontem na reportagem – a pessoa que poderia falar algo (nem que fosse mínimo para nos ajudar já que estava ao vivo – entende-se sem filtros, sem edição de imagem e fala) apenas dar mais pano para a manga do que a reportagem estava querendo transmitir, vejo que ainda temos um grande e longo caminho pela frente…

    Mas….

    a gente vai levando!!!!

      • San diz

        Infelizmente as informacoes que as pessoas tem sobre hiv sao (cazuza, renato russo e freddie mercury) czonfesso que quando recebi o diagnistico o cazuza foi a primeira pessoa que me veio a cabeca…que eu ia emagrecer…ficar careca..que as pessoas iam me apontar na rua…chorei muito no consultorio do hospital (fiqueu sabendo pq era doadora assidua de sangue) mas passou. Vivo bem…mas nao conto a ninguem…tenho medo da rejeicao…das pessoas se afastarem…ja namorei…ja transei..sempre de camisinha…mas nao tenho coragem pra contar ao parceiro. Me julguem! Parabens pela atitude e pelo carater

        • joao pedro diz

          ola, fui diagnostico recentemente, ja faço o tratamento ha 4 meses. Gostaria de conhecer pessoas na mesa situação que eu, pois sempre me sinto a deriva. Me sinto sozinho. Tem algum grupo com as pessoas do blog que trocam relatos experiencias, noticias cotidianas, duvidas e etc. Dessa forma nao me sentiria tao sozinho e isolado e estaria entre pessoa que me entenderiam.

  6. Romulo diz

    Oh, meu amigo, que triste ter sido assim.
    Mas justamente isso é um dos fatos que mais me confunde nessa nova vida de soropositivo. Mesmo que médicos renomados como o Dr. Kallás ou o Dr. Galland afirmem que o HIV é praticamente intransmissível quando se é indetectável, todos os médicos com quem me consultei dizem que o risco é muito considerável. Pergunto-me qual o origem dessa divergência?
    Percebo que os médicos com quem me consulto não tem um aparato científico para me aconselhar, sendo que tantas vezes eles afirmam não saber a respeito dos dados que trago a eles para discussão. Seria uma falta de conhecimento deles sobre as pesquisas mais recentes (nem tão recentes assim)? Um apego excessivo a práticas profiláxicas? Uma má concepção da AIDS, ainda acreditando que ela seja uma epidemia tão letal quanto foi no passado? E sabendo que até mesmo o nosso cauteloso Ministério da Saúde não mais recomenda PEP no caso de exposição ao vírus de origem de pacientes indetectáveis fico mais confuso ainda…
    Quanto aos sentimentos da pessoas, infelizmente não temos acesso, tudo o que podemos fazer é aceitar, por mais desarrazoado que possa ser….

  7. suzana diz

    Olá,JS continuo admirando vc e sua capacidade de expressar algo que faz tanto bem as pessoas que leem suas postagens.

  8. Oi JovemSoro+, também faço quase 2 anos, lembro bem como este blog me ajudou e venho seguindo desde então, acho muito interessante os textos descontraídos e sempre fundamentados em estudos, nos protocolos do Ministério da Saúde, ou opiniões dos profissionais. Hoje, como profissional da saúde, me dedico a trabalhar com paciente soro+, e recomendo seu blog muitas vezes. Grande abraço.

  9. Leo diz

    Jovem, comigo é a mesma coisa, cada vez que tenho q contar, lembro do dia do diagnostico, gostoria muito de falar que isso não vai acontecer outra vez, mas pode passar, pois estamos nos relacionando com pessoas, com ou sem HIV por muitos seremos imcompreendidos, porém como falo para todos os meus pacientes e pra mim mesmo, não deixarei que a desinformação impeça minha felicidade. Pode até ser um mecanismo de defesa como diz a psicologia, mas prefiro seguir assim, se não conseguiu ver a maravilha de pessoa que eu sou por que existe uma sigla sobreposta diante, não perco meu tempo e nem minha saúde. Devemos ter amor proprio sempre. Assim como seres humanos ser rejeitado doi e deixa marcas profundas, por isso optei por não contar, todo esse drama, as lagrimas que existe nesta noticia eu evito.
    Aproveitando pra agradecer a todos que se correspondem comigo por e-mail. Muitos que foram diagnosticado rescentemente, e que ainda estão neste momento triste. Pra vc´s sempre tenho um tempo para tirar duvidas e dar apoio emocional.
    Be happy

    • joao pedro diz

      ola. Gostaria de saber se existe algum grupo de leitores desse blog. Desde que fui diagnosticado a sensaçao de isolamento é total. Gostaria de conhecer pessoas que passam pela mesma situacao que a minha para sentir que nao estou sozinho nessa batalha.

  10. Jovem solitario diz

    Olha num momento fiquei muito feliz no decorrer do texto e até ae sentir nele… Mais a gente que convivi com isto é tão difícil e as vezes temos que deparar com este tipo de rejeição. Mais se ela lhe amasse iria continuar com você e enfrentar. Mais sempre vai existi pessoas e até certos médicos para piorar a situação em que vive os portadores. Só quem sabe quem passa por isso…

  11. Soropositivo em crise diz

    Esse texto aborda aquele que, para mim, é o medo maior dos soropositivos, nestes tempos em que o HIV tornou-se uma infecção crônica que não diminui mais a expectativa de vida, e cujos efeitos colaterais do tratamento são bastante toleráveis: a rejeição sexual/amorosa. Estive num grupo de jovens portadores recentemente e o tema que mais rendeu foi justamente esse: quando contar ou se deve-se contar a soropositividade aos parceiros. Minha opinião? Não há regra fixa. Cada situação é uma situação, e cada pessoa é uma pessoa. Eu, por exemplo, sou gay. A promiscuidade é regra no meu meio, e os índices de infecção pelo HIV são bem maiores do que entre os heterossexuais. Curiosamente, contudo, a ignorância entre os gays sobre o HIV nos dias de hoje é tão grande quanto entre os héteros (inclusive no meu caso, antes do diagnóstico). Já cheguei a rejeitar um cara que me contou que era soropositivo antes do sexo. E fui contaminado por um outro que, sacanamente, sabendo-se portador, e sem tratamento, induziu-me ao sexo desprotegido sem falar nada, nem antes, e nem depois (claro, admito a minha parcela de culpa por ter confiado nele). Logo quando recebi o diagnóstico, viajei e conheci um menino num aplicativo. Modéstia às favas, sou um cara bonito, jovem, sarado, e não costumo ter dificuldades para conseguir parceiros sexuais. Rejeição era uma palavra que há muito tempo não fazia parte do meu dicionário, mas, diante da minha nova condição de soropositivo, resolvi começar a me acostumar com ela. Contei para o menino, antes do sexo, que era soropositivo. Para minha grande surpresa, ele disse não se importar. Mostrou-se conhecedor do fato de que é fácil impedir a contaminação, e transamos normalmente. Confesso que fiquei muito emocionado, pois ele teve uma reação que eu mesmo talvez não tivesse, se fosse eu o soronegativo, e ele o soropositivo. Depois conversamos mais, e eu fiquei encantado com a inteligência e a cultura do menino. Depois disso, nunca mais contei para nenhum parceiro sobre a minha sorologia. Naturalmente, tenho medo da rejeição. Só contei pro tal menino porque ele não morava na minha cidade. Já pensaram se a notícia se espalha? Melhor não. Sei que, em tratamento, com a camisinha (que sempre usei, mesmo em namoros), não ofereço riscos para meus parceiros. Por isso, prefiro não contar mesmo. Até mesmo porque, legalmente, tenho esse direito. É claro que se a relação desse indícios de ter futuro, se a pessoa desse indícios de ter uma cabeça aberta e, principalmente, se rolasse um sentimento verdadeiro, eu contaria. O medo do HIV, muitas vezes, é um medo irracional. Só um sentimento irracional como o amor para fazer alguém vencê-lo (e falo isso porque mesmo eu, que era paranoico com o HIV, se estivesse apaixonado por um soropositivo, quando soronegativo, não hesitaria em viver a relação). De todo modo, confesso que, atualmente, principalmente por saber que há muitos gays infectados e sendo infectados, eu preferiria viver uma relação concordante. Não apenas para evitar o fantasma da rejeição, como também porque acho que o HIV, via de regra, amadurece e humaniza muito a pessoa, tornando-a um parceiro muito melhor.O vírus nos dá a percepção da morte, e é essa percepção que faz com que, no mais das vezes, a gente se torne pessoas mais maduras (e maturidade, mais do que qualquer coisa, é a chave para um relacionamento de sucesso; afinal, é a maturidade que nos permite relevar os defeitos do outro, algo essencial para que a paixão se torne amor). É mais difícil achar um outro soropositivo, ainda por cima que se encaixe no nosso gosto (e vice-versa)? Sim. Mas, por outro lado, quando a gente acha um, as chances de valorizá-lo (e vice-versa) tendem a ser maiores. Outro dia mesmo, em outra viagem, conheci um menino lindo, soropositivo também. Ficamos, e a sensação foi mágica: uma cumplicidade fora do normal. O fato de termos os dois o vírus deu à nossa relação essa cumplicidade ímpar. Em suma: contar ou não contar é uma escolha do soropositivo. Temos inclusive o direito de não contar, desde que tomemos todos os cuidados para não transmitir o vírus (e isso, atualmente, não é tão difícil). Contar de primeira eu não recomendo, até mesmo para se proteger de eventuais fofocas (infelizmente, o estigma, fruto da ignorância sobre o HIV, é muito grande). Enquanto a relação for só sexual, sem dar indícios de que pode vir a ser algo sério, contar (no meu caso) está fora de cogitação. Agora, se a pessoa der indícios de ter uma cabeça aberta, se ela der indícios de que me ama, eu contaria, sim. Buda dizia que mesmo as maiores desgraças têm em si uma benção. O HIV pode ser um repelente em nossas vidas, mas pode também nos trazer pessoas evoluídas a ponto de não ligarem para a nossa sorologia. No jogo da sedução, podemos perder na quantidade, mas, sem dúvida, ganharemos na qualidade das pessoas com as quais nos relacionaremos. Isso tudo sem falar na possibilidade de uma relação concordante, que pode, como pontuei, ter uma cumplicidade belíssima, muito em função do fato de ambos terem amadurecido com o diagnóstico, e de ambos terem que enfrentar o estigma em suas vidas.

    • curioso+ diz

      Quanto a hipertrofia muscular, por ser positivo, houve estagnação nos ganhos, emagreceu muito ou algo do gênero? Ficaria grato em saber sua experiência

    • hopeee diz

      Concordo plenamente com o comentário por ti exposto. Não cheguei a revelar minha soropositividade a ninguém além de meus pais, ao qual seguem firmes ao meu lado e, curiosamente, tal revelação fez com que nos unissemos ainda mais, numa prova imensa de amor mútuo. Revelar minha orientação sexual e condição sorologica para meus pais não foi um.caminho fácil, mas com.certeza absoluta, a decisão mais acertada que tomei, claro que essa é uma questão muito pessoal e que varia enormemente caso a caso..família a família. .pessoa a pessoa..Bacana ler seu post e saber que há ideias com as quais me identifiquei tanto e que compartilho da mesma visão sobre vários pontos. Um.grande abraço!

    • joao pedro diz

      ola. Gostaria de saber se existe algum grupo de leitores desse blog. Desde que fui diagnosticado a sensaçao de isolamento é total. Gostaria de conhecer pessoas que passam pela mesma situacao que a minha para sentir que nao estou sozinho nessa batalha.

  12. Jacob diz

    CUIDADO!!!
    Eu sou médico e me envolvi com um rapaz há algum tempo (que vou chamar de T.), tivemos cerca de duas semanas nos conhecendo e depois disso tivemos algumas relações sexuais. A questão é que pouco tempo depois disso eu recebi uma ligação de uma amiga me contando que ele é HIV positivo. Eu fiquei nervoso no começo pq durante uma das relações a camisinha saiu do meu pênis. Como a exposição foi pequena, segurei a onda. fui até T. e perguntei se ele tinha alguma coisa séria pra me dizer. Já imaginando o que era, ele me revelou que era soro positivo há mais de um ano, mas que se cuidava; que não era pra eu me preocupar.
    Perguntei se ele fazia os antirretrovirais e ele disse que não, devido a família dele não saber e ele não ter como esconder os remédios em casa, mas que talvez fosse um controlador de elite, pois sua saúde era ótima e ele tinha a carga viral muito baixa.

    -Quanto é sua carga viral?
    -4000 ( quatro mil! )

    Depois disso ele ainda teve a cara de pau de me mandar esse artigo pra eu ler.
    SE SUA CARGA FOR DETECTÁVEL, NÃO TRANSEM!!!! ESSE ARTIGO TRATA DE PESSOAS COM CARGA VIRAL INDETECTAVEL APENAS, SOMENTE, EXCLUSIVAMENTE!
    Se isso não estava claro no texto (e está), que fique marcado nesse comentário.

    Eu terminei minha PEP ontem, mas durante esse tempo fiquei internado 4 dias por uma reação alérgica grave à medicação. Como eu não podia parar de tomar os remédios fiquei tomando altas doses de corticóide e fiquei todo deformado com placas que coçavam até sangrar espalhadas pelo corpo.
    Eu não sei se fui infectado até hoje, mas to passando por um dos piores momentos da minha vida. O rapaz não é um ignorante, é alguém também da área da saúde que formou na mesma faculdade que eu.
    Além da minha revolta com esse desleixo eu gostaria de deixar isso escrito em algum lugar pra que outras pessoas não cometam esse mesmo erro e fantasiem estar protegendo seu parceiro quando na verdade estão pondo em risco.

    • Rick diz

      Que absurdo, é óbvio que é arriscada a transmissão visto que ele não fazia uso da TARV! Boa sorte!

    • Jacob diz

      Obrigado, Rick.
      Muitas pessoas podem estar se sentindo atacadas com esse comentário que fiz acima, mas como médico eu entendo que a saúde é uma responsabilidade de todos.
      Iniciar a TARV e se certificar que as chances de transmissão são as menores possíveis é o MÍNIMO que pode ser feito. (Fora a testagem regular 2 ou 3 vezes no ano para os que desconhecem sua sorologia).
      O HIV pode ser extinto do nosso país e, quem sabe um dia, do mundo, mas isso não vai ser alcançado se agirmos de forma leviana deixando que ele se espalhe.
      Com certeza não é algo fácil conviver com o vírus, meu pai morreu com AIDS quando eu tinha apenas 10 anos. Eu sei de todas as dores psicológicas e morais que essa infecção gera, mas, amigos, não desejem essa dor para outras pessoas. Proteger a si mesmo e aos outros está ao alcance de todos….
      BASTA QUERER.

      • Troy diz

        complicado Jacob. tenho uma duvida, Muitos falam sobre a terapia pós exposição mas sei que o acesso não é fácil. Como foi sua experiência para conseguir e quais medicamentos fez uso?

        • Jacob diz

          Troy, a profilaxia pós exposição é de acesso gratuito e fornecida pelo ministério da Saúde.
          Você consegue se consultando numa unidade de referência para doenças infecto parasitárias (URE-DIPE). No meu caso foi indicado lopinavir+ritonavir+lamivudina+zidovudina
          Ela é utilizada basicamente em caso de exposição acidental sexual ou não e estupro. Isso tudo até no máximo 72 horas após o acidente.
          O processo é longo. São 30 dias de medicação com sorologias seriadas em 0,2,4 e 6 meses a contar do dia da exposição.
          O acesso é fácil desde que você tenha indicação pra fazer o tratamento. Eu iniciei a PEP no mesmo dia que soube que meu parceiro tinha carga viral ativa. Por sorte a relação de maior risco tinha sido em menos de 72 horas. Se ele tivesse carga indetectável eu estaria tranquilo, pois as chances são realmente baixas.
          A PEP é apenas uma arma a mais. O mais importante é sempre uso de TARV para tornar a carga indetectável e uso de preservativos por todos.

      • Vida positiva H diz

        Sim Jacob boa, mas aqui todos são soropositivos e se cuidam tomando a medicação e cuidando de seus parceiros e parceiras, sorodiscordantes ou não. Acho desnecessário você ressaltar as dores psicológicas e morais da infecção, pois o que buscamos é justamente vencê-las todos os dias, estamos nessa luta e nos culparmos por ter sido infectado no passado só nos aumentará o estigma. Boa sorte, e tente tirar a visão negativa do vírus que tem desde a infância com a morte de seu pai, não é a mesma nos tempos de hoje, mesmo que não seja o ideal viver com o vírus, pois ninguém queria isso, mas sofrer e se martirizar não é a solução.

    • joao pedro diz

      ola. Gostaria de saber se existe algum grupo de leitores desse blog. Desde que fui diagnosticado a sensaçao de isolamento é total. Gostaria de conhecer pessoas que passam pela mesma situacao que a minha para sentir que nao estou sozinho nessa batalha. Tenho sido uma batalha silenciosa, gostaria de conhecer pessoas positivas no intuito de ter certeza que nao estou só.

  13. Gustavo diz

    Realmente o preconceito existe… E é cruel as vezes. Eu nao passo por essa parte de ter q contar p alguém pelo fato que eu ja namoro e meu namorado, infelizmente, tbm é positivo. Estamos levando isso normalmente… Fazemos planos, trabalhamos cuidamos das nossas filhas (3 dogs) e somos felizes, na medida no possível. Claro, não gostaríamos de ter este vírus, mas… Ficamos um bom tempo sem transar pois esperamos os dois ficarem indetectáveis. Infelizmente meus irmãos sabem.. ( pq um deles achou o exame no meu carro) foi horrível… Me senti pior doq eu ja estava… No inicio eu me sentia incapaz de chegar perto de qualquer um deles… Hoje minha saude é ótima. cd4 994 indetectável, embora eu tenha apresentado reagente para hepatite B meu figado tbm esta ótimo.. Esta tudo indo muito bem obrigado. Hj, depois de 7 meses tomando o tarv eu estou feliz e otimista.. Nada na vida é por acaso, e talvez isso aconteceu da melhor forma… Se por acaso eu tivesse em amos erradas, poderia ser pior. É a vida que segue

  14. Jujuba diz

    Pela minha interpretação, o que atrapalhou foi o estigma de outras pessoas! L a princípio ficou tranqüila apesar de um pouco insegura. Porém, pessoas as quais ela confiava, lamentavelmente profissionais da área também, acabaram colocando caraminholas em sua cabeça ao ponto dela terminar tudo tão radicalmente. Obviamente as intenções eram boas, mas preconceituosas e ignorantes. Precisamos disceminar mais informações sobre o que é de fato VIVER com hiv. Dr Esper foi profeta, ele caminha junto com as evoluções científicas da área. Sou soronegativa mas não teria problemas em me relacionar com soropositivos indefectáveis. E quem me ofereceu as informações de que estou segura caso pratique isso foi vc Jovem Soropositivo! Descobri seus textos a pouco meses quando tive um comportamento de risco e senti necessidade de compreender melhor o fenômeno. Minhas concepções a respeito eram da minha infância, nasci em 1985, ou seja, extremamente atrasadas e esrigmatizadoras. Só tenho a agradecer seu excelente trabalho (de ativista) JS! O desafio é fazer essas informações chegar ao grande público e quem sabe um dia já fazer parte do nosso inconsciente coletivo…

  15. Fáb diz

    Boa noite ! Hoje eu recebi o resultado do meu teste , e foi positivo (28 anos ). Fiquei sem chão ! Mas não entrei em pânico , e tentei ser forte ! Mas Não é fácil de aceitar , e a sensação de culpa, me assombra .. Ainda é tudo muito novo para mim , apesar de ler , e , estudar muito sobre o assunto . Hoje talvez foi uns dos piores dias da minha vida . Sempre fui muito forte ! E continuarei sendo .. Não vai ser este maldito vírus , que irá acabar com minha vida . Hoje passei o dia no hospital , conversei com infectologistas , psicólogos , e pessoas especializadas na área . Eu pedi um tempo para eles , de no máximo 1 semana , para que eu comece com a bateria de exames , e com o tratamento . Eu quero um tempo para mim , para que eu possa colocar minha cabeça em ordem . Desde de hoje as 15h ( horário do Brasil , que tenho lido o blog , e está me ajudando muito . Estou indo dormir agora , e será minha primeira noite , após o resultado .. Estou um pouco aflito , e sem sono , e talvez com medo de acordar amanhã , e perceber que não era pesadelo . Gostaria muito de trocar contato , com pessoas , que acabaram de receber a ” má notícias ” , e também com aqueles que já passaram por tudo isto . Muito obrigado ! E um forte abraço !!

    • Vida positiva H diz

      Fáb se precisar de alguém para conversar trocar ideias, pode me add no skype (vidapositivah@outlook.com) fui diagnosticado em janeiro deste ano e tomo a medicação desde fevereiro. Imagino o que está passando, pra mim também não foi fácil, mas o mais importante agora é reorganizar a vida e pensar daqui pra frente, não se culpe e tente pensar no que passou, a sua vida vai continuar e com certeza com qualidade, pois vai iniciar o tratamento e se cuidar. O que eu sempre coloco em minha cabeça, meu futuro é mais importante do que o passado. Um forte abraço e força para seguir em frente.

    • Heitor diz

      Oi tbm recebi o resultado há pouco tempo. Também quero conversar. Eu recebi o resultado 30/05. Já estou fazendo uso da TARV. Vamos sim trocar experiências. Essa tem sido a minha maior necessidade: conversar. Abraço

    • Boa noite Fab, olha não é fácil de viver com esse momento. Os primeiros momentos são marcantes, mas por experiência seja forte, vc vai ver que é uma questão de tempo, nada vai parar na sua caminhada, e acredite que vai ficar bem dentro de si e isso em si vai repercutir mesmo. Ganhará um amigo, e sem problemas pois já estou há 6 meses com o vírus e há 5 com o tratamento. Não se culpe tanto, não se diminua, se veja como capaz de seguir com seus objetivos , vc é mais forte do que esse medo que esta por agora!

    • Nana diz

      Sei muito bem o que vc estar passandoo..qual seu email…tb descobrir tem apenas 3 meses..

    • Phellipe diz

      Também recebi meu diagnóstico a pouquíssimo tempo. Só consegui médico para o dia 20/01. Até o momento só sei que deu positivo e nada mais…. Não sei de nada ainda a respeito da carga viral e cd4

  16. FG-PR diz

    Desde que tive meu diagnóstico acompanho o blog e direto vejo essa conversa de que é feito um “terrorismo” com a verdade sobre o tratamento é sobre a não contaminação pelos indetectáveis. Eu concordo que o tratamento é muito eficiente e que hoje não é a mesma coisa da década de 80 e que realmente quem está indetectável não transmite o vírus, porém eu estou nesta condição justamente por ser uma pessoas bem informada, pois se eu fosse um desinformado e tivesse medo do vírus não teria me descuidado e me contaminado. Eu acho que se fazendo o suposto “terrorismo” temos índices alarmantes de novas infecções, imagina se todo mundo achar que o HIV é uma simples doença?
    Ter HIV não é o fim da vida, porém a infecção vai muito além de bem estar físico, o estresse psicológico, desgaste nas relações, inseguranças dentre outras diversas dificuldades que enfrentamos e não é nada agradável.
    Me desculpem mas mesmo sendo soropositivo acho que o ministério da saúde está certo em não ficar espalhando aos quatro cantos que ter HIV é normal, primeiro porque não é e segundo porque já pararam pra pensar até quando o governo vai conseguir manter os tratamentos se tivermos uma curva exponencial de contaminações?

    Quem faz sua vida e você e não o que a mídia ou o ministério da saúde diz ser, eu procuro viver minha vida normalmente e venho conseguindo muito bem, e sugiro que todo mundo faça o mesmo, pois independente do HIV a vida é curta.

  17. Soropositivo em crise diz

    Até onde eu sei, Curioso +, a hipertrofia pode ser comprometida se o soropositivo desenvolver AIDS e a chamada síndrome de wasting, quando 10% da massa corporal é perdida em média. Já ouvi falar também que o vírus pode influenciar no metabolismo, tornando mais difícil a hipertrofia. Mas há vários soropositivos (infectados há anos) que estão com corpos saradíssimos (vide o Jack Mackenroth). Por isso, meu caro, saiba que se você malhar, comer e suplementar direito, não é o HIV que fará você deixar de ter o corpo sarado que deseja!

    • Positividade diz

      Soropositivo em crise, tens algum contato que possa passar!? 😉

    • Troy diz

      Exatamente o que ia comentar… esse inclusive foi uma das primeiras coisas que me preocupou ao saber que era positivo, sempre fui muito preocupado com o corpo e a ideia de ficar magro me assutou muito. Jack Mackenroth me ajudou muito até mesmo descobrindo a rede social volttage.com onde conheci varios outros caras positivos super em forma e hoje não é algo que me assusta mais. =)

  18. kven diz

    olá a todos , primeira vez que posto aqui , recebi a péssima notícia de ser soropositivo semana passada , e desde então procuro ler ao máximo e me informar , fiz alguns exames para poder voltar para minha infectologista e la deu o cd4 440 e o meu cv de 3.040 , n sei bem o que isso significa ,tou esperando o resultado dos outros exames para poder voltar para ela , fisicamente eu n tenho nenhum sintoma , descobri pq fui doar sangue para minha prima , alguém poderia me ajudar a dizer como esta ? se esta muito ruim ? se eu devo correr em voltar a infecto , na verdade eu tou bem perdido em relação a tudo desde a descoberta , meu pai ta com câncer e minha mãe depressão ,mas eles sabem e estão me apoiando no que for necessário , mas sinto muito horrível ,sem vontade nenhuma de sair de casa ,meus amigos ja estranharam pq normalmente sou muito alegre mas nem falando no whats com eles tou, tenho medo de contar para eles e sofrer preconceito deles , alguém poderia me ajudar , n sei o que faço, como faço …. estou realmente perdido 😦

    • Secret Guy diz

      Kven!

      Como vc já deve ter lido aqui o momento da descoberta é o pior de todos! Agora vc precisa ter calma e esperar essa tempestade de emoções passar!

      Você está bem, sim! Porém, já é hora de iniciar o tratamento para garantir que não haverá futuras complicações!!

      um abraço!

      • kven diz

        obrigado secret , realmente esse momento da descoberta é extremamente horrível , e só gera medo e incerteza , mas tou tentando ficar mais forte para seguir com coragem e saudável , ja quero começar os tratamentos vou voltar para infecto para saber a opinião dela

    • Vida positiva H diz

      Kven sua carga viral não é alta, parece-me que é uma infecção recente, no entanto, é sempre bom estar com o cd4 acima de 500. O meu primeiro exame deu cd4 650 e carga viral de 20 mil. Sempre fiz atividades físicas e cuidei da minha alimentação, mesmo com a carga viral um pouco alta mantive o cd4 bom, acima de 500, antes do inicio do tratamento. Estou em tratamento há 5 meses, e vou refazer os exames, acredito que já estou indetectável e meu cd4 deve ter aumentado consideravelmente. Quanto a seus amigos, não conte, eu mesmo não contei para ninguém, só meu namorado, que também é soropositivo e meu médico sabe de minha condição e vivo bem assim sem contar, acho desnecessário, já que a maioria das pessoas não têm conhecimento sobre o assunto e carregam muito preconceito por conta disso. O momento agora é de tranquilidade, a vida segue e dependendo de você com muita saúde e felicidade, acredite que tudo vai normalizando e voltando aos eixos. Tudo de bom pra você.

      • kven diz

        muito obrigado mesmo , hj vou pegar o resto dos exames e ja vou correr para minha infecto, começar o tratamento e se deus quiser chegar agora ao indetectável, foi recente sim, provavelmente menos de um ano , como era doador de sangue descobri cedo e espero que isso me ajude tbm , tentando ter mais confiança ,e esperança de que a cura ta chegando !

  19. HopeAlways diz

    Excelente texto como sempre JS , cada dia mais seu fã ! Reflexão , informação…. parabens !! 🙂

  20. M. diz

    Muito difícil essa situação. Eu não consegui nem contar para minha família ainda. Acho que nem vou. É difícil levar essa sozinho, eu e meu namorado só abrimos o caso para um casal de amigas. Acho que assim é melhor… é complicado… sofremos por guardar esse segredo, mas se contamos sofremos por contar. Quando a situação se passa para um relacionamento amoroso fica ainda mais difícil, não sei se eu conseguiria transar com alguém sem contar. É estranho isso… mas sabendo que não existe risco de contaminação realmente as coisas estão ficando mais fácil para nós. A midia precisa fazer um trabalho educativo em relação a essa situação, urgentemente, pois seria um estimulo a mais para as pessoas se cuidarem.

  21. Diogo diz

    Quando aconteceu essa história comigo, eu estava do outro lado. El vez de recriminar, eu procurei me informar. Curiosamente [ou não], as melhores informações eu tirei da internet, em sites especializados e estudos como o PARTNER. Perguntando a médicos [2, sendo um da área de prevençaõ de HIV da prefeitura], a informação foi a mesma: Nunca, jamais transe sem camisinha. E será um relacionamento de risco sempre.
    Sabe, o problema não é a informação que me passaram e sim a forma como disseram. A forma como me olharam. Uma reação tipicamente preconceituosa e medrosa. E olha que eram médicos! Se eu tivesse uma mente um pouco mais fechada, teria feito como L. Mas eu procurei me informar melhor, inclusive aqui neste Blog, e não me arrependo. Estamos juntos até hj.

    • joao pedro diz

      olá. fui diagnosticado recentemente e a sensaçao de completo isolamento é total. Gostaria de saber se há algum grupo das pessoas do blog com troca de experiencias, relatos cotidianos. Dessa forma nao me sentiria tao isolado e conheceria pessoas na mesma situacao que eu.

  22. Vacina experimental gera anticorpos do HIV em ratos

    Descoberta pode contribuir com informações cruciais para a elaboração de uma vacina efetiva contra a Aids

    Washington – Um grupo de cientistas desenvolveu uma vacina experimental que pode gerar em ratos os anticorpos necessários para neutralizar o vírus da imunodeficiência humana (HIV), causadora da Aids.

    Essa inovação foi publicada nesta quinta-feira nas revistas especializadas “Cell” e “Science” em três estudos elaborados por cientistas de duas instituições dos Estados Unidos, o Instituto de Pesquisas Scripps (TSRI) e a Universidade Rockefeller, assim como pela Iniciativa Internacional da Vacina da Aids (IAVI).

    A descoberta pode contribuir com informações cruciais para a elaboração de uma vacina efetiva contra a Aids, segundo os autores.

    A natureza do HIV para sofrer mutação tão logo entra em um corpo representou uma grande frustração para os pesquisadores da vacina contra o vírus, que tiveram dificuldades para decifrar esse comportamento.

    Historicamente, os esforços se centraram em criar uma vacina que permita desenvolver anticorpos que protejam contra diferentes versões do vírus, mas sempre culminaram em tentativas fracassadas nos testes pré-clínicos e clínicos.

    Nos últimos anos, no entanto, os cientistas se deram conta de que uma pequena fração das pessoas que vivem com o HIV desenvolvem anticorpos amplamente neutralizantes, e estes são muito potentes contra diferentes variantes do vírus.

    Agora, a inovação publicada na “Cell” e na “Science” mostra que é possível gerar estes anticorpos em ratos através de uma sucessão de vacinas.

    Os ratos não recebem o HIV ou uma infecção equivalente, por isso os cientistas ressaltam a necessidade de provar se este novo enfoque oferece proteção aos seres humanos.

    “Os resultados são muito espetaculares”, afirmou um dos pesquisadores, Dennis Burton, presidente de Departamento de Imunologia e Ciência Microbiológica do TSRI e colíder de uma das pesquisas divulgadas na “Science”.

    “A vacina parece funcionar bem em nosso modelo de rato para provocar a resposta anticorpos”, ressaltou seu colega do TSRI, o professor David Nemazee,

    A equipe de Burton usou uma proteína, o imunógeno eOD-GT8 60mer, que é uma nanopartícula criada para ativar células necessárias na luta contra o HIV.

    No estudo publicado na “Cell”, codirigido pelo professor William Schief, da IAVI, os especialistas usaram também a eOD-GT8 60mer, mas com um modelo de rato diferente.

    Essa proteína “de novo impulsionou o sistema imunológico”, indicou Schief.

    Em um terceiro estudo divulgado na “Science”, os cientistas utilizaram outros imunógenos que também provocaram uma reação de imunidade em coelhos e primatas.

    http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/vacina-experimental-gera-anticorpos-do-hiv-em-ratos

  23. Digo diz

    Sou positivo há cinco anos… guardo só para mim essa condição.
    Às vezes sinto uma falta absurda de alguém para poder compartilhar o que sinto, mas não tenho coragem. Tentei a psicoterapia, mas os resultados foram péssimos.
    Sou um heterossexual dentro do armário.

    • joao pedro diz

      olá. fui diagnosticado recentemente e a sensaçao de completo isolamento é total. Gostaria de saber se há algum grupo das pessoas do blog com troca de experiencias, relatos cotidianos. Dessa forma nao me sentiria tao isolado e conheceria pessoas na mesma situacao que eu.

  24. Hope diz

    Ontem recebemos o exame de CV do meu marido e ele está indetectável após 8 meses de tratamento! Ficamos felizes apesar de seu CD4 ainda estar baixo.
    Ele se consulta em SP com o Dr. Esper e em nossa cidade com outra médica. Aqui, ela disse que tenho continuar fazendo exames de acompanhamento a cada 6 meses, Dr. Ésper disse que eu esquecesse isso. Até porque se não peguei em 7 anos de exposição ele estando sem tratamento e com CV altíssima, agora, como pegaria de uma fonte indetectável?
    Realmente ainda há desencontro de informações e orientações, mas o fato é que o vírus não nos impede de ficar juntos e ser um casal feliz!
    Boa sorte e saúde a todos.

    • Pequena + diz

      Hope querida ❤

      Feliz por vc e por seu marido 🙂
      Saudades de ti querida.
      Em agosto faço minha coleta pra ver se depois de 3 meses de tratamento fiquei indetectável.
      Torço para estar, pois a cv já estava em 900 antes mesmo de iniciar o tratamento.
      Ah, e sem nenhum efeito colateral.
      Como meu infecto disse, o psicológico estando bem influi muito em não ter efeitos colaterais.
      Um forte abraço da sua amiga
      Pequena +

      • Hope diz

        Oi Pequena,
        Que bom que não tiveste nenhum efeito colateral! Com certeza já vai estar indetectável!!!
        Por aqui estamos bem… a saúde dele esta ótima apesar do CD4 baixo, repeti meu exame como a médica pediu: sempre negativo. Nosso maior problema agora são as notas do nosso mais velho na escola… vida normal, vida que segue!!
        Bjs e manda notícias!

    • Soteropolitano Soropositivo diz

      Hope, quero ir à dr.esper e estarei em sampa início de julho, mas não conseguir achar o telefone dele, nem no doctorlia, teria como me passar por email? Eu não sentir muita”hhumanidade com meu infecto” apesar de ser tido como o melhor do meu estado. Meu email: dedalusab@hotmail.com. Grato.

  25. DD+ diz

    19/06/2015 Coreia do Norte diz ter cura de Aids, Ebola, Mers e Sars | EXAME.com

    http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/coreiadonortediztercuradeaidsebolaemersesars

    São Paulo – A Coreia do Norte (http://www.exame.com.br/topicos/coreia-do-norte)
    afirma ter conseguido algo que os principais nomes da ciência mundial não chegaram
    nem perto de fazer nas últimas décadas.

    O regime de Kim Jong-un anunciou nesta sexta-feira (19) ter descoberto uma droga que
    pode prevenir e curar doenças como Aids (http://www.exame.com.br/topicos/aids),
    Ebola, Mers e Sars.
    Porém, o governo da norte-coreano preferiu não mostrar nenhuma prova científica ou
    estudo que comprove a eficácia do medicamento.
    Segundo a agência notícias oficial do país, os cientistas locais desenvolveram a droga,
    chamada de Kumdang-2, a partir da planta medicinal ginseng obtida de fertilizantes
    misturados com elementos de “terra rara” (óxidos que tem esse nome por serem de
    difícil separação).

    “Infecções de vírus malignos como Sars, Ebola e Mers são doenças relacionadas ao
    sistema imunológico, então podem ser facilmente tratadas por uma injeção do
    Kumdang-2”, afirma a Korean Central News Agency.

    O anúncio da Coreia do Norte acontece ao mesmo tempo em que sua vizinha e rival
    Coreia do Sul luta contra uma epidemia do coronavírus Mers, que já matou 20 pessoas
    e infectou mais de 160 pacientes no último mês.

  26. Mauro dj diz

    Passeando pelas informações achei esse vídeo e gostaria da opinião de vcs…

    É um vídeo do dr Lair Ribeiro

    Abraço e Deus abençoe a todos!!!

  27. Sempre que entro em contato com esse dilema, me lembro de uma vez que fiz sexo com uma pessoa que por alguns descuidos achou melhor me alertar que era HIV positivo alguns dias depois do sexo. Não foi nesse momento que me contaminei, mas senti um duplo sentimento que me ainda me persegue as vezes. Por um lado, gostei dela ter tido a atitude responsável de me avisar, por outro, por que não o fez antes podendo me dar a escolha de cuidar me cuidar melhor ou não? Lembro também que no EUA, o simples fato de fazer sexo com uma pessoa sem contar primeiro que é portador do HIV pode ser considerado um crime (ou seria contravenção?). Se a pessoa perguntar, em alguns estados é inclusive obrigatório que ela revele sua sorologia, cabendo medidas legais caso não conte. É um dilema que vai além das bases científicas. É um dilema ético. Isso significa, que mesmo que você tenha 0% de chance de transmissão e se proteja cientificamente, algumas pessoas ainda sentiram que você deveria efetivamente contar. O que fazer? Minha opinião: Não estamos nos EUA. E temos que ser responsáveis por nossas próprias decisões. Então, desde que tenhamos o cuidado necessário com o próximo, não temos que contar se não acontecer uma fatalidade como a de uma camisinha estourar ou coisa parecida. Quantas camisinhas de qualidade já estourou com você? Mesmo que tenha um pênis enorme, existe os modelos grande que dão conta do recado. Agora, se o relacionamento ficar sério ao ponto de você ter que contar sobre a sorologia e outras coisas, a regra é como para outros problemas e características que qualquer pessoa tem, se for impeditivo para viverem juntos, então talvez ele ou ela não mereça estar com você. Bola para frente…

    • joao pedro diz

      olá. fui diagnosticado recentemente e a sensaçao de completo isolamento é total. Gostaria de saber se há algum grupo das pessoas do blog com troca de experiencias, relatos cotidianos. Dessa forma nao me sentiria tao isolado e conheceria pessoas na mesma situacao que eu.

  28. HOPE diz

    O post é simplesmente sensacional….
    emocionado!!!

    Acredito ser esta a maior das angustias de um soropositivo…

  29. Soropositiva 22 diz

    Linda e triste história. Acredito que independente da carga viral, somos iludidos pela idéia que indectavel não contamina o outro. Isso é uma forma de consolar o soropositivo. Conversei com um pesquisador que estuda o hiv, disse que os médicos acabam iludindo seus pacientes para continuar usar os “venenos de laboratório”. Sou da seguinte opinião usa quem quer e morre quem quer escolhi outra forma de me cuidar e olha só estou indectavel e cd4 melhor que muita gente que faz uso da medicação. A sinceridade e a verdade os médicos não falam sobre a real situação da epidemia. Sobre a limitações que todo soropositivo vai ter. Ilusões acabam criando pessoas alienadas e cada vez mais a contaminação do vírus. Minha médica é péssima tentou um milhão de combinações e nada dar certo. Fiquei muito feliz e aliviada quando descobri que tinha outras opções de tratamento que faria o mesmo efeito. Como não tomar a medicação isso me fez bem, não quero que ninguém siga meu exemplo. Pois estamos vivendo um dos piores momentos da aids, o CONFORMISMO. O hiv é uma doença grave e ninguém quer pegar e com descuido e por acreditar nas pessoas acabamos por contrair. Não importa sua opção sexual, o vírus ele não escolhe a pessoa ele não tem preconceito. Wu nunca vou me relacionar com pessoas que não tenha o vírus, minha obrigação é não contaminar o próximo. A pessoa com aids acaba sendo rotulada e banalizada com comentários ofensivos. Trabalho com médicos em um centro cirúrgico quando chega um paciente com hiv a primeira coisa que dizem “menina cuidado esse daí esta contaminado, use todos os epis e sua fé para não pegar”. Se eles descobrirem minha condição sorológica, eu não estaria mais empregada. Resumindo essa história veio mostrar se você é ou não indectavel a maioria das pessoas vão querer ficar bem longe da gente.

  30. paraense + diz

    Com sua permissão J.S , gostaria de uma orientação de vocês . Descobri minha soropositividade em 11/2014 e desde então que não tomava uma cervejinha, mas ontem não resisti e acabei por tomar três cervejas grandes e duas latinhas . tomo medicação desde janeiro . Posso ter prejudicado meu tratamento com essa atitude ? .

    • Dere diz

      Não mesmo, só não beba no momento que você for tomar o remédio, está perto da medicação fica na agua por algumas horas toma a medicação fica mais um pouco e depois beba, mas não pode beber de mais, vai acabar com o figado.

      • paraense + diz

        obrigado Dere ,não bebi junto com amedicação , pois tomo os ARV às 07:00 Hs. da manhã e bebi depois do almoço . Abraço !.

    • Rick diz

      ….quem foi que disse que não pode beber uma cervejinha? Eu as vezes bebo! E o que não pode é esquecer de tomar o remédio, é óbvio que a pessoa não vai beber todo dia né, nem todos os finais de semana, sexta, sábado e domingo… Mas de vez em quando? Nunca ouvi falar que faz mal… E eu bem que tomo umas cervejinhas, vinho …. Enfim, abraço!

  31. Dere diz

    Sou + desde fevereiro e indetectável desde abril, este mês fiz sexo pela primeira vez depois da sorologia, o medo que ainda me atormenta… mesmo com camisinha não consigo ejacular no ato.. talvez seja um receio e/ou medo….. depois sumi…. pensando seriamente em me envolver só com sorologia igual a minha mas a grande dificuldade é saber quem é?! ninguém sai falando ….. estou meio isolado, na minha e evitando pessoas que possa rolar algo a mais.. talvez seja uma defesa… assim espero… não tive problema com o anti retroviral, sempre fiz esporte e ainda faço, não me atrapalhou em nada só a insegurança que bate e o estresse que tive e ainda tenho um pouco porque as vezes pate uma solidão. Sou ex fisiculturista, porque ex? por que fiz esta escolha, não tenho problema de imunidade, não tenho problema de alergia, sei que isso não acontece com todos.. sei que tem pessoas internadas em hospitais e até morrendo por conta da doença. Mas para mim o que esta sendo pior é a insegurança e o medo… no resto minha vida está NORMAL… E meus médicos dizem: não conte para ninguém sua condição, só conte se você for ter algo mais sério. Esta é a cruz que carrego pelo resto da minha vida ou até sair a cura. Bom F.D.S a todos.

  32. Gabriel diz

    DÚVIDA: Pessoal, alguém pode me ajudar?

    Eu tomava o Efavirenz, Lamuvidina e Tenofovir separados. Semana passada eu recebi o 3 em 1 e notei muita diferença… Estou acordando mais disposto e sem fadiga.
    POREM tbm estou fazendo o uso da vitamina D conforme receitada pelo meu médico.
    Devo atribuir essa melhora a vitamina ou a medicação? O 3 em 1 é menos tóxico?

  33. Patrick diz

    Olá!

    Será que alguém pode me ajudar? Estou com a garganta inflamada e também tive febre e dor de cabeça. Tomei penicilina, e estou tomando mais três medicamentos (quando fui ao médico n disse que era soropositivo). Estou achando que a TARV cortou o efeito da medicação, pois a penicilina é ” tiro e queda “. No meu último, a carga viral estava em 50 e cd4 720.

    O que posso fazer?

  34. vivendoposit diz

    Fiz um kik, agradeço se puderem me colocar nos grupos, é – vivendoposit
    Obrigado!

  35. Pois é, Jovem…

    Eu ainda tenho a política de sempre contar antes de fazer sexo, quando existe possibilidade de envolvimento afetivo. Numa única vez, eu não tive coragem de contar antes. E, sinceramente, pra mim, foi horrível ter que contar depois. Eu senti como se tivesse traído a confiança de alguém com quem eu ainda nem tinha começado um relacionamento. Depois que contei, o rapaz me deu um belo puxão de orelha, mas depois até que levou numa boa. Ainda assim, não faço isso de novo.

    O engraçado é que, apesar de não ter tido grandes rejeições por causa do HIV, parece que a coisa em vez de melhorar está ficando cada vez mais cansativa pra mim. Eu tive sorte ao longo desses anos. As pessoas que eu conto, em geral, são bem receptivas e até têm boas noções sobre o assunto. Mas ainda assim… É sempre aquela ansiedade e sempre uma sensação desconfortável de ter que estar preparado para fazer uma eventual defesa em causa própria (“Olha, minha carga viral é indetectável, o que significa que… etc, etc”). E depois, responder a chuva de perguntas que sempre vem, que é normal e que eu também faria… “Eu sou soropositivo”. Nunca é fácil mesmo.

    É claro que levar um toco por ser soropositivo ou por qualquer outro motivo, quando a gente está interessado, não é fácil. Apesar disso, companheiro, a situação toda é instável até que a gente conte… Enfim, Jovem, ninguém pode te dizer como e quando, mas te desejo toda a sorte e toda a coragem do mundo quando for contar à R. 😉

    Grande abraço!

  36. Ian diz

    Essa história começa com o fim de uma outra: me relacionei durante anos com um cara que me ajudou a crescer muito, mas que quando eu estava maior, se descontrolou com o meu tamanho e começou a querer me diminuir novamente. Entrando no jogo, me vi diante de uma vida destrutiva e de um amor-mentira que impõe condições para existir quando já não existe.

    Foram alguns meses para que eu entendesse que é preciso um nível de esforço muito maior do que eu tinha feito, para poder aprender que o amor não derruba barreiras, mas ele aprende como conviver com elas. Como fazer dos muros, paredes para construir lares cada vez maiores, para abrigar cada vez mais amor.

    E parece que quando se amadurece, a vida vai te trazendo muros mais compridos e mais altos e obstáculos mais difíceis, para que você se mostre apto no seu propósito de amar, de mostrar a si mesmo que “eu te amo” não é só um discurso emocionado que se pronuncia à outra pessoa. Que é sobretudo uma atitude aplicada dia após dia, nas mais diversas situações de alegria e de tristeza.

    Há algum tempo eu venho acompanhando o blog e minha história por aqui começa no dia em que meu namorado descobriu sua sorologia positiva e a partir dali nos tornamos um casal sorodiscordante. Eu me lembro claramente nossa expectativa em buscar o exame, nossa ansiedade (a minha velada, pois eu estava ali pra dar suporte qualquer que fosse o resultado, então não poderia demonstrar fraqueza. O amor se faz no equilíbrio, um sempre deve ser o contraponto do outro), o momento em que recebemos a notícia, o emudecimento do mundo lá fora. Nenhum som, nada ecoava aos meus ouvidos ou coração a não ser uma voz que me dizia o que eu deveria fazer: amá-lo.

    Eu o conhecia há poucos meses. Não sei se acredito em amor à primeira vista, mas acredito na minha sensibilidade com o mundo, e ela foi muito clara no primeiro momento em que vi sua foto. Meu coração realmente respondeu de um jeito muito diferente e eu sabia que era hora de começar a deixar que a vida seguisse o rumo que a intuição estava apontando.

    De volta ao momento da descoberta, por mais confusa que toda a situação se apresentava, o desencadeamento de uma tristeza impotente, de não saber realmente o que fazer, ainda sim havia dentro de mim uma profunda, quase que enraizada vontade de abraçá-lo pra sempre, de segurar suas mãos geladas e trêmulas e colocá-las dentro do meu peito para aquecê-las e tirar a dor que eu jamais conseguiria mensurar que ele sentia naquele momento.

    Qualquer pessoa que já amou sabe o que é não conseguir tomar para si o sofrimento do outro, e o quanto é doloroso não ter muitos recursos para mudar a situação. No meu peito, facadas pareciam rasgar meus pulmões e o ar parecia palpável de tão denso. Mas ainda sim, a voz que eu ouvia era: ame-o.

    Eu conhecia, até então, muito pouco sobre HIV, mas eu sabia que eu não poderia considerar que o amava se eu simplesmente o abandonasse por achar que ele não correspondia aos “padrões” do que é considerado “normal” para um relacionamento. E eu decidi no mesmo dia que esse aspecto seria apenas uma característica dentre todas, que teríamos que olhar com um pouco mais de cautela. Mas que ele não era e nem será jamais essas três siglas. Ele é quatro letras: amor.

    Desde então, tenho vivido dentro da filosofia de amá-lo e de enxergar o que ele é na soma de todas as suas qualidades e defeitos, de suas características que confirmaram minha intuição em amá-lo e que o único lado positivo a se considerar nessa história era que a vida havia me trazido um homem diferente de todos os que conheci, para testar se eu realmente faria o que eu me dizia saber fazer: amar.

    E cá estou, acompanhando as informações que surgem, os depoimentos e desejando do fundo do meu coração que as pessoas passem a amar sem se perguntar porque amam. Alguns de vocês por e-mail têm me apoiado nessa fase e temos uma troca de experiência bem enriquecedora.

    Sei o quanto meu namorado tem lutado (por mim também) para seguir dia após dia na esperança de que tudo isso um dia irá se tornar uma lembrança distante. Mas eu prometi pra mim mesmo que essa lembrança não viria apenas com a cura, mas com a nossa construção diária de vida.

    Porque por enquanto a gente se denomina um casal sorodiscordante, mas nosso nível de concordância, nossa carga viral de afeto muito alta e nossos CD4 de incompatibilidade baixos, temos um diagnóstico de dar inveja em muitos casais. Estamos completamente infectados pelo amor e não pretendemos nos curar nunca.

    Com amor, ao homem que me trouxe vida!

    • Mike + diz

      Olá Ian,
      Cara, me emocionei lendo o seu depoimento. Você expressa claramente, o que é acreditar de verdade no amor e estar junto da pessoa amada com todo o coração. Pra mim, um dos grandes problemas nos relacionamentos hoje em dia é encontrar e ser alguém que acredite no amor. Eu acho que independente do HIV, as pessoas não se permitem amar e muitas vezes não permitem que o outro a ame. Na maioria das vezes os defeitos são supervalorizados e as qualidades deixadas um pouco de lado, e assim não é possível notar que a chave dos bons relacionamentos é saber respeitar e amar os defeitos um do outro, saber valorizar as pequanas coisas e perceber que não é uma condição sorológica que definirá a essência de alguêm, mas sim seu coração. Parabéns por acreditar na sua relação! Torço para que você e o seu companheiro continuem sempre caminhando juntos, unindo forças e enfrentando os desafios da vida com muito amor.

      • Ian diz

        Ei Mike +, tudo bem?
        Fico feliz que minha história e relato tenham te emocionado. Todo dia é uma oportunidade nova para refazer alguma coisa ou tentar uma nova. É cliché mas é tão verdade. E sim, independente dessa questão, as pessoas estão tão imersas em autosatisfação que não enxergam que amar é entregar-se, e aqui destaco entrega como uma condição em que se sente prazer em fazer pelo outro e não em aceitar tudo que o outro impõe ou deseja. Porque amar também significa (principalmente isso) dizer não.
        Quem ama pra satisfazer apenas um desejo de si mesmo está fadado ao fracasso, amor é partilha, divisão. Se você não sabe dividir a sua vida (e abrir mão de metade de muita coisa é difícil mesmo), você não está pronto para que dividam também com você.
        Não há um só dia em que eu não durma e acorde pensando que hoje é mais um dia em que eu preciso fazê-lo se sentir mais forte e melhor. E fazê-lo viver o dia sem lembrar que existe um detalhe que às vezes o deixa pra baixo e, claro, eu também.
        Isso significa que eu abri mão de vários problemas pessoais para dar mais atenção ao dele, porque os meus, de uma forma ou de outra, podem esperar um pouco para serem resolvidos. Enquanto faço isso, acaba que vou madurecendo a forma de resolvê-los e isso entra como uma situação muito positiva pra mim.
        Por força do destino, não estou com ele todos os dias e às vezes passamos muito tempo longe um do outro, o que faz com que tenha ainda mais cuidado e carinho diário em estar próximo mesmo estando distante. Mas como diria Fabrício Carpinejar em duas frases que completam esse comentário: “amor é aquilo que você faz quando o outro não está vendo”, e sempre que ele vai embora “não perco o chão quando ele sai, perco o céu”.

        Abraços e muito obrigado pela força! Força pra você também!

        • joao pedro diz

          ola, fui diagnostico recentemente, ja faço o tratamento ha 4 meses. Gostaria de conhecer pessoas na mesa situação que eu, pois sempre me sinto a deriva. Me sinto sozinho. Tem algum grupo com as pessoas do blog que trocam relatos experiencias, noticias cotidianas, duvidas e etc. Dessa forma nao me sentiria tao sozinho e isolado e estaria entre pessoas que me entenderiam.

    • Ane diz

      Ian… Seu relato é lindo, você é uma pessoa especial que sabe viver com amor, eu tive a grande dádiva, sorte, ou como puderes imaginar de encontrar um homem maravilhoso que me amparou, me afagou em seus braços, me amou mesmo depois do diagnóstico, eu sou o outro lado da moeda na sua linda história, e tenho certeza que seu companheiro continuará fazendo de tudo para te fazer feliz e te apoiar nos seus sonhos, na sua vida e construir uma linda história juntos! Me vi dentro dos seus dias de aflição, quando o ar torna-se denso, as palavras borbulham sem saber como usá-las, meu namorado e agora marido está totalmente entregue a me fazar vencer esta luta, e eu em continuar fazê lo feliz… As vezes sinto-o tentando pegar minhas dores, tristezas e declives de perspectivas para minimizar minha tensão, vejo em seu semblante a força em me amar, mesmo com os olhos tristes e cansados, e isso me mantém com a alma viva em fazer que cada dia esse peso suma de nossas vidas. Recebi o diagnóstico dia 27/07/2016, um mês antes dos meus 22 anos e no meu utimo dia da Graduação, só não foi pior por que tinha esta pessoa sensacional ao meu lado, é bem recente e imediatamente inicie o tratamento, fiquei muito aliviada ao saber que não o contaminei, mesmo após um ano de relacionamento…

      “Vida longa a todos nós, e que transborde amor onde surgir pesar e dor”

  37. Culpado diz

    Esse post chega em um momento em que vivo um grande dilema…. desde quando me vi s+ decidi não mais namorar com ninguém e ter um vida solitária e me manter longe de qq comportamento de risco, até mesmo para nao repassar o vírus a ninguem… mas a vida me trouxe alguém (ou mesmo culpa minha) e venho me relacionando com ele há 100 dias…. Ele sempre insistiu em termos relações sem camisinha….. Eu sempre relutei, até que transamos sem proteção…. agora ele me apareceu gripado…. estou desesperado com a possibilidade de ele ter contraído!!!! Ainda não sou indetectável ….
    obs: o tratamento iniciei depois de 30 dias que estava com ele…. Sempre quis ocultar minha condição do mundo e agora com essa tortura psicológica de ter transmito a ele a doença…. estou sem chão e sem rumo…

    • Rick diz

      Eu acho que você não deveria ter transado sem ser indetectável, pois é arriscado! Até porque já ouvi dizer por aqui que é a partir de de 6 meses de indetectável a transmissão é praticamente impossível! …Mas enfim boa sorte, abraço!

  38. Dayana :D diz

    Olá, tenho 25 anos, quando eu descobri ter HIV e foi horrível contar pra meu noivo (23 anos)… pois só tinhamos 4 meses juntos. E eu tinha pegado em relacionamentos passados.
    No dia que eu soube e contei, ( 5 mil cópias) foi muito sofrimento para nós dois…Muitas lágrimas, e falei que ele tinha todo direito do mundo de ir embora, terminar e não me ver mais… Que eu não iria atrás, porque tudo o que eu queria e quero é a felicidade e saúde dele.
    Resumo: Ele não é soropositivo, e mesmo assim ficou comigo.
    Minha familia não sabe da minha situação, só ele … e sempre me acompanha nas consultas.
    E tem algumas estagiárias do hospital que até se assustam por eu dizer que ele é sorodiscordante, e ver a preocupação do mesmo comigo, sendo um rapaz tão sereno e bonito.
    Acredito que maior que todos virús do mundo, se chama Amor ❤ Que vence tudo.
    Se a pessoa te ama de verdade, não importa hiv, nem cem pias de louças pra lavar…
    Quem ama cuida… já acordei com ele chorando por preocupação comigo, e as vezes ainda me pergunta se quero uma prova de amor…
    Sempre digo que a maior prova , ele já me deu estando comigo.
    Estou me cuidando direitinho porque queremos ser pais. Acredito que o carinho do próximo nos faz superar qualquer barreira.
    O tempo vai passando, e a pessoa se medicando, percebe que na vida não muda quase nada…
    Obs: Pra tudo ficar até mais tranquilo, e ter menos impacto com o termo ”HIV”, elaboramos a nossa própria maneira de chamar, o nome é ”RESFRIADO”. 😀

  39. Lucas diz

    Jovem você deveria escrever um texto sobre relacionamentos concordantes também. Porque da mesma forma que há medos e incertezas em relacionamentos sorodiscordantes existem também muitos medos e incertezas em entrar numa relação concordante.
    Pq me restringir a alguém que tenha a mesma condição sorológica? Será que a outra pessoa é paranóica e só está procurando se juntar com alguém independente de química?
    Quantas pessoas POSITIVAS vocês também se permitiram conhecer e começar um relacionamento concordante? E pq não deu certo?

  40. GuiPR diz

    Olá amigos, boa tarde!
    Criei minha conta no Kik, meu user é gundetectable . Se alguém puder me add no grupo ou por na fila eu agredeço. Quem quiser me add pra conversar também, basta chamar. Bom domingo a todos! 😊

  41. Sou Vencedor diz

    Olá, amigos. Fui diagnosticado há exatamente um mês. Confesso que lembrei por acaso, mas não pretendo ficar fazendo o aniversário disso por muito tempo.
    Durante este período, as emoções já oscilaram bastante: já estive muito bem, já estive mal. No entanto, posso assegurar que a angústia entre um “resultado indeterminado” e o diagnóstico foi bem pior.
    Procuro fazer o que me deixa bem: estudar, malhar, jogar; procuro ter em mente que continuo o mesmo ser humano, com os mesmos princípios e os mesmos valores. Os medos também me acompanham, claro, mas é o normal da fase. A capacidade de suportar e de continuar sonhando tem prevalecido.
    Uma das angústias diz respeito justamente a futuros relacionamentos: contar ou não contar? Se for contar, quando contar? Numa sociedade onde o preconceito impera, não pretendo perder o anonimato. Ademais, vivo uma peculiar situação em que não posso contar para ninguém. Estou enfrentando tudo sozinho.
    O apoio mútuo proporcionado pelo blog é fundamental. Arrisco dizer que é a principal ferramenta de alto nível de compartilhamento de informações entre soropositivos no Brasil, uma vez que, além do bom nível das informações, possibilita anonimato e é de fácil acesso.
    Sigamos, amigos, com fé em Deus, autovalorização e muito esforço para nos tornarmos, diariamente, pessoas melhores. A única fórmula é viver. Se fizermos nossa parte, semearmos o bem ao próximo e a nós mesmos, a vida se encarrega de revelar os melhores métodos. E isso é uma inferência que vale para seres humanos, positivos ou não.
    Grande abraço.
    Estou no email souvencedor92@r7.com, criado somente com o fim de falar com vcs.

  42. Andre diz

    Jovem

    Acho que nada na vida é por acaso, no momento sou um sorointerrigativo ou sorodesesperado como alguns gostam de dizer. Simplesmente não sei se tenho HIV ou não por ter medo de fazer o teste. Só que calhou de eu conhecer uma mulher e eu ter uma boa sintonia com ela e estamos nos falando direto pelo WhatsApp e nos encontraremos em breve, e a dúvida e o peso de estar nessa situação está me deixando muito aflito, e em meio a toda essa situação eu me deparo com o seu texto, parece que é a vida me convocando para resolver uma situação. E eu vou ter de tirar forças de não sei aonde para resolver isso, eu não posso começar uma relação já traindo a confiança dela. Se eu tiver vou ter que saber e ter que contá-la.

    Forte abraço

  43. Excelente blog. Embora eu não seja soropositivo, desde que namorei alguém que era, me preocupo em me manter sempre informado e hoje se tornou uma paixão acompanhar esse assunto. Acredito que a informação é a molo propulsora para a quebra de paradigmas e tabus. Infelizmente meu relacionamento acabou por escolha dele… Mas ele plantou em mim a semente da quebra do preconceito e aqui estou eu. Sou graduando em Direito pela Universidade Federal de Lavras, caso haja alguém para contato: enviar.marcos@gmail.com

  44. Marcio diz

    Boa noite galera, estou fazendo uso da PEP sexual. Amanha será o ultimo dia! Não foi fácil para eu conseguir ingerir estes remédios, pois sinto muita ansia e enjoo, Depois de 20 dias descobri por conta propria que quando começa os sintomas, é só comer um pedaço de pão francês que aliviam as crises. Minha preocupação maior esta se a PEP funciona ou não, pois se nesses 28 dias eu sofri muito, imagine ingerir para o resto da vida estes antiretrovirais, Abraços e Prosperidade a todos

  45. curioso+ diz

    Acredito que falar antes é sempre a melhor saída, se a pessoa tivesse me falo antes, seria tudo diferente, e não me infectaria, mas é a vida!

    Sempre contarei, ou no minino me protegerei ao máximo, visando sempre pela segurança das parceiras.

  46. Madamemin diz

    Saudades desses posts!

    É a maior dilema, com certeza!
    Decidir se vale a pena contar, qual o momento ideal, o local, quais as palavras usar….que coisa bem difícil!

    Eu só contei uma vez, depois de já estar namorando. A reação do rapaz foi ficando pior com o tempo, embora ele tenha feito de tudo para ficar tranquilo: ele fez o teste, conversou com meu infecto com uma lista de perguntas que eu mesma redigi, viu meus exames, recebeu informação…
    Nada surtiu efeito!

    Mas eu assumo minha parcela de responsabilidade por ter contado um pouco tarde. Aliás, ele me cobrou isso! Talvez eu devesse ter contado antes. Talvez a abordagem devesse ter sido diferente.
    Não tinha como eu saber, até passar por isso!

    Hoje eu faria diferente! Contudo só pretendo contar antes de qualquer coisa quando sentir que realmente vale a pena tentar! Dar certo ou errado é do jogo, mas não custa ter um pouco de cautela para não sofrer com preconceito indiscriminado.
    Além disso, estou indetectável há muitos anos e não tenho mais medo de contaminar ninguém, inclusive, em razão das diversas histórias de casais sorodiscordantes que leio aqui!
    E estou bem amparada por cientistas, pesquisadores, médicos!

    Ah, só para deixar bem claro, o meu ex não foi contaminado por mim, não!

    Bjos para todos e uma ótima semana!

  47. vanessa diz

    Olha jovem esse mês vivi a experiência de contar pra um rapaz que estava perdidamente apaixonada, e é bem isso é viver o dia do diagnóstico novamente! Ele foi carinhoso, ficou a princípio tranquilo, fez exames que confirmarmaram tudo que eu tinha dito, fez mil perguntas, eu só contei a ele pq senti que era algo verdadeiro e intenso, detalhe ele não era leigo me perguntou se eu tava indetectavel, a quanto tempo, tudo isso pq ele tinha dois amigos que tem por isso sabia, eu escolhi contar depois de um mês já tendo relação sexual mas mesmo assim no início do relacionamento, a compreensão dele só durou uma semana mais, nos falamos pelo telefone após mas ele falou olha nao vai da mais!!
    Só de lembrar doi e doi muito cheguei a pensar que é impossível alguém aceitar!! Ele agora está namorando uma outra pessoa de caráter duvidoso mas pra ele e pra muitos qualquer defeito é mínimo perto desse!
    Esse já é o segundo que conto e agiu da mesma forma que o primeiro!!
    Eu sinceramente não sei qual o melhor momento de contar! Uma coisa é certa pra mim acho que tem que contar e pq? Pq que amor é esse que sentimos por alguém que priva esse alguém de saber de algo??? Não é amor!! Simples!! É meu ponto de vista!!
    Bjs

  48. vanessa diz

    Quero de coração que com o JS aconteça de uma forma diferente até mesmo pq depois dessa experiência tão traumática gostaria muito de continuar acreditando que é possível sim o contrário acontecer!!
    Tenho pedido a Deus que eu encontre alguém que também tenha disposto a ter um relacionamento, pq nesse período só consegui me questionar como só encontrei alguém que não sabia da sorologia e eu contrai o vírus como pode nessa busca só ter encontrado um??!!
    Noites de choro e questionamentos sem resposta sem poder dividir com ninguém…
    E meus amigos falam nossa o que aconteceu com esse último achei que fossem casar estavam tão bem??
    A resposta entalada na garganta…..

  49. André diz

    Eu já me decidi: quando a vacina contra o hiv começar a ser implantada e chegar aqui ao país esse segredo morrerá comigo. Não irei contar, já que como o próprio Dr .Esper diz nesse seu texto que o CONTAR não é uma obrigação, é uma opção e que eu estando indetectável eu não transmito não vou mais viver essa problemática e viverei feliz. O que adiantaria eu contar algo que por desconhecimento e pré-conceito da outra pessoa e a mesma vim me abandonar? Não. Chega. Tenho que pensar na minha felicidade também.

    • André diz

      Acho que no dia que houver a vacina, o contar ou não, não fará mais diferença pois o que impera é o medo coletivo de se contrair o vírus ou não, com a população imunizada e indetectável, esse medo irá se esvair.

      • Andre diz

        Estou falando da vacina TAT que serviria somente pras pessoas positivas, como um substituto a longo prazo dos antiretrovirais. Que não precisaríamos tomar todo dia comprimido, mas essa injeção a cada três meses (se não me engano).

  50. Mike + diz

    Muiti bonito texto, Jovem SP. Emocionante! Adimiro a sua coragem e a coragem de tantos outros que já contaram ou cogitaram a possibilidade de confiar a sua condição sorológica em um relacionamento. Acredito que grande parte dessa decisão venha um pouco do eu interior de cada um. Infelizmente, a possibilidade de me abrir para alguém está longe de ser uma opção. O medo de confiar essa informação, me leva para o mais profundo do meu pensamento, onde me privo da possível decepção de me machucar por acreditar em alguém e poder ser sincero, algo que sempre coloquei em primeiro lugar em qualquer relacionamento meu. Talvez, seja por isso, que por enquanto, ainda não consigo me relacionar com ninguém, não me reconheço mais sabendo que o que eu mais valorizei possuir é algo hoje, muito mais difícil para mim. Espero que com o tempo, eu consigo trabalhar isso, e que o futuro me mostre qual a melhor decisão a tomar.

  51. Anderson Luiz diz

    Acho que cada um de nós aqui em alguma parte do texto se identificou com ele. Também já passei por rejeições e sinceramente não é fácil, tudo vai muito bem até o momento da revelação . E não culpo as pessoas , não é fácil ter estrutura psicológica principalmente para tanto. Chorei ao ler agora.

  52. M. diz

    Pessoal tinha um outro Post aqui depois desse ou eu estou ficando doido? rss

    Acho que eu tinha feito um comentário lá contando as boas novas. 40 dias de tratamento e estou indetectável. Very Happy!

  53. Mutatis Mutandis diz

    Caríssimos, boa tarde a todos!

    JS, mais uma demonstração desse talento ímpar para narrativas…devias escrever um romance envolvendo um soropositivo, ias vender um trilhão de exemplares….Hollywood não iria titubiar diante da chance de fazer 50 tons de cinza virarem cinza…KKKKKKKKKKKKKKKK, desculpe o bom humor, mas é que vc é bom mesmo!

    Queridos, imaginem vcs – ou melhor: SE IMAGINEM DIANTE DE UMA PESSOA SOROPOSITIVA QUE QUER NAMORAR COM VC, SENDO VC UM SORONEGATIVO (sabidamente vc sempre se cuidou e tal…..essas coisas…) Qual sua reação? Hã?! Não escutei direito…qual seria sua reação mesmo?!

    Tenho certeza que inicialmente todos nós (OK, 98% de nós…) iríamos agir como essa garota agiu.
    Só sabe o mundo de quem tem HIV, quem tem HIV! Não adianta exigir das pessoas uma compreensão que nós não teríamos se não fôssemos portadores! Aqui, acolá, acha-se uma pessoa que vive o fulgor de uma paixão, faz uma mistura de sentimentos (não sou da área de psicologia…sou das finanças..) e inicia um processo mais racional perante o caso e quem sabe até dalí saia um romance…

    No meu caso, já era casado e vivi e vivo essa adapatação com minha esposa (uma mulher nota….desculpe: os zeros não cabem neste blog!!!!) talvez por isso ela me entendeu: pelo fato de já termos uma história e não estarmos começando uma vida, já tínhamos uma vida juntos.

    Mas a regra é essa que ocorreu no relato de JS! Se achar um companheiro (a) está difícil hoje em dia, imagine sendo portador do HIV. Não é fácil, mas também não é impossível.

    O protocolo do MS vai fazer mudar as orientações nos consultórios, e indubitavelmente, chegará às TV’s, quem sabe com o amado e odiado Dráuzio Varela, ele tem certo prestígio perante a população…e tudo isso vai mudando aos poucos a cabeça das pessoas…

    Torço por cada um aqui que queira essa pessoa em sua vida! Não desanime, o Amor sempre vence!

    Para os que crêem, peçam a Deus a pessoa ideal! Foi assim que fiz e olhem a mulher que ele colocou em minha vida!!!!

    Para os que não creem, não tem problema: o Amor vence do mesmo jeito!

    PS: Esse blog é extraordinário!!

    • Hope diz

      Você tem razão, é mais fácil quando já se tem uma história juntos…no meu caso, 7 anos já lá se iam quando veio a surpresa…
      O choque inicial passa e a vida continua na mesma.

    • joao pedro diz

      ola, fui diagnostico recentemente, ja faço o tratamento ha 4 meses. Gostaria de conhecer pessoas na mesa situação que eu, pois sempre me sinto a deriva. Me sinto sozinho. Tem algum grupo com as pessoas do blog que trocam relatos experiencias, noticias cotidianas, duvidas e etc. Dessa forma nao me sentiria tao sozinho e isolado e estaria entre pessoa que me entenderiam.

    • Andeson diz

      Estou na mesma situação do rapaz do relato. Sou positivo desde 2015 e estava solteiro desde então. Conheci uma mulher bonita no auge dos seus 30 anos, que é do meu trabalho, e isso me causa mais receio de falar algo sobre minha condição sorológica para ela. Eu já tentei fugir dela, mas ela como não sabe de nada, ela fica me olhando e tentando algo comigo. Como sentamos no trabalho quase de frente ao outro, fica difícil fugir dos olhares dela e de uns tempos para cá já estou até me deixando levar por isso e correspondendo também. Só que quando chego em casa, vem na cabeça realidade de ser portador do HIV e e necessidade de ter que contar para ela, caso a relação se concretize. Perguntei a minha médica infectologista sobre o que fazer nesse caso, salientando que ela e do meu trabalho e caso ela não aceite, eu teria que contar com o sigilo dela para me preservar nesse ambiente. A minha médica deu a maior força e disse para que eu não desista dela por causa desse motivo. Ele chegou a dizer para eu contar depois do iniciar o relacionamento, mas aí eu acho que eu seria mentiroso, traidor com ela por não contar isso. Eu queria ser honesto com ela antes de qualquer coisa. A minha médica concordou, mas disse que eu tenho que me preparar, talvez, para um não dela. Eu na verdade estou preparado para isso, mas meu maior medo é contar para alguém do meu trabalho algo tão íntimo e depois isso virar um grande problema para mim, com fofocas. A minha médica disse que estou amparado por lei e se isso acontecer posso processar a pessoa que me difamar ou me caluniar para os outros. Também disse para eu observar o comportamento dela, para ver se ela gosta de fazer comentários sobre a vida dos outros. Na verdade, eu não queria confusão com ninguém, eu só queria uma namorada, uma menina que como ela gostasse de mim. Eu estou pagadndo o preço da solidão desde 2015, quando descobri que era soropositivo. Às vezes, vem na minha cabeça de não contar para ela e iniciar o relacionamento, mas eu sei que vai ficar muito difícil para contar depois no decorrer desse relacionamento se der certo e o pior que ela é do meu trabalho e isso porde gerar aí sim uma grande confusão, por isso que eu queria contar antes, para ser honesto com ela e evitar problemas com alguém do meu trabalho. A vida me colocou nesse dilema. Não sei exatamente o que fazer.

  54. Boa noite.
    Tenho 28 anos e descobri há mais ou menos 1 mês a minha soropositividade. Ainda estou perplexa, pois tive todos os cuidados e usei camisinha sempre. Não sei como contraí o vírus e estou na fase de aceitação ainda. Já estou fazendo o tratamento com os antirretrovirais há 2 semanas.. não consegui me adaptar ao comprimido pois não consigo engolir e tive que partir pros líquidos.. está bem difícil, estou tendo bastante enjoos.. moro sozinha e está bem complicado. Só queria dizer que ler esta página está sendo reconfortante pra mim.. saber que mais pessoas passam pelas mesmas coisas que eu é reconfortante. Não conheço ninguém que tem HIV.. gostaria muito de conversar com alguém pelo skype, até porque sou muito sozinha. Obrigada..

    • Marcio diz

      Ola Lau25, não sei se estou contaminado, se a PEP realmente funcionar eu não estou, pois tomei certinho e no prazo indicado. Passei muito mau com os comprimidos tbm e descobri que para aliviar os sintomas de enjoo, não deixava meu estomago vazio. O pão francês seco sem margarina aliviava o sintoma de enjoo. No seu caso peça uma outra combinação de ARVs para o infectologista, ele está acostumados com o problema e saberá o que é melhor para sua adaptação.

    • Toni diz

      Olá Lau, Tive muita dificuldade com a aceitação, e o fato de viver sozinho dificulta um pouco. Caso queira manter contato, me envie um e-mail, meu e-mail msndotone@hotmail.com. Você não está sozinha. Um grande abraço!

  55. H27 diz

    Sou soropositivo a 1 ano aproximadamente.
    Já tinha visto seu blog antigamente, mas hoje o li com tempo.
    Muito bom saber que tem pessoas que passam pelo mesmo que eu passo.
    Grande Abraço

    • joao pedro diz

      olá. fui diagnosticado recentemente e a sensaçao de completo isolamento é total. Gostaria de saber se há algum grupo das pessoas do blog com troca de experiencias, relatos cotidianos. Dessa forma nao me sentiria tao isolado e conheceria pessoas na mesma situacao que eu.

  56. Hope diz

    Sabem aquelas conversas bobas que todos os casais têm às voltas com uma garrafa de vinho? Pois é, eu e meu marido ontem, nessa situação, estávamos especulando o que faríamos se ganhássemos na mega sena… entre meu pragmatismo e os sonhos megalomaníacos dele ouvi o seguinte: na verdade o que eu faria era contar para todos que tenho HIV… no Facebook, em todos os grupos de Whatsapp… Fiquei chateada porque achei que contar ou não seria indiferente para ele… mas vejo que faz diferença… bom, só um desabafo! Boa noite e bons sonhos a todos!

  57. Muleque diz

    Gente, esqueci que já tinha tomado o remédio ( que é o 3 em 1) e tomei de novo. O que eu faço? Corro e provoco vômito? Tô nervoso!!! 😱😱

  58. Dayana :] diz

    Olá de novo pessoal.
    Por acaso vcs tem movimento involuntário nas mãos?
    Comecei a ter quase todos dias… Alguns sites falam q é falta de vitaminas, se for caso de medicação tem q parar. Procurar neurologista …
    Estou com medo, alguém tem isso? Pra eu saber se é normal…

  59. Boa noite gente. Tive contato de risco a quase 4 semanas e na segunda semana minha lingua ficou meio branca e meu intestino ficou meio preso. Não tive febre. Amanha vou fazer o exame,mas tenho quase certeza que me contaminei.

    Abraço a todos

    • Infelizmente hoje não consegui fazer o exame. Mas por esses sintomas em um curto espaço de tempo pode ser que eu tenha me infectado pelo hiv?

      Por favor me ajudem,nem durmo mais direito

      • Bom dia caca!
        Calma, praa tudo tem um jeito!
        Porque tu tem certeza que se contaminou? Não usou camisinha?
        Espera o resultado dos exames.. qualquer coisa que precisar estamos aqui.
        Normalmente esses não são sintomas de quem tem contato com o vírus, mas como “sou nova no assunto” não posso afirmar.
        Beijos

  60. Renato diz

    Primeira vez que escrevo aqui, após descobrir há um mês que sou soropositivo. Fazia dois meses que namorava um rapaz e, num certo ato de coragem, contei a ele que meu teste rápido tinha dado positivo. Pensei logo que ele me largaria, mas pelo contrário, nos unimos ainda mais, ele foi comigo fazer o teste laboratorial! O dele deu negativo e o meu positivo no primeiro e no segundo testes, atestando minha condição. Foi difícil aceitar e ainda fico pensativo às vezes, sem saber se vou conseguir enfrentar essa barra, mesmo com ele. Só que até agora eu venho aceitando bem a situação. Já fui ao infectologista, ja fiz os exames que ele pediu e aguardo os laudos para ver se eu necessito iniciar o tratamento logo. Independente disso, fico na expectativa de ver se minha saúde ainda é boa, como até então era, já que o máximo de doença que eu pegava era uma gripe!

    Sobre o post em questão, eu penso que só a confiança geraria esse ato de contar. Não creio que seja necessário que o mundo inteiro saiba, ainda que se isso acontecesse deveria ser considerado normal, já que existem tantas doenças crônicas, essa é só mais uma, por enquanto. Eu contei ao meu namorado porque adquiri uma confiança, um apego gigantesco, um amor incondicional que cresce a cada segundo. É um anjo que apareceu na minha vida, na hora certa e depois de tantas tentativas frustradas! Só o amor é capaz de romper essas barreiras! E espero dias melhores nessa luta diária pela sobrevivência, acima de tudo, contra o preconceito e os estigmas praticados contra quem é hiv+.

    • joao pedro diz

      olá. fui diagnosticado recentemente e a sensaçao de completo isolamento é total. Gostaria de saber se há algum grupo das pessoas do blog com troca de experiencias, relatos cotidianos. Dessa forma nao me sentiria tao isolado e conheceria pessoas na mesma situacao que eu.

  61. Entrar aqui no Blog é se reanimar com as mesmas situações que ambos já passamos, ou vamos reviver mais uma vez.
    Não sei como descrever o medo que passa ao contar para quem realmente queremos do nosso lado, mas fiz o melhor que pude para transmitir paz para o rapaz. Procurei tranquilizar, falar olhando nos olhos, num dia calmo onde tomamos café e eu sabia que não iria conseguir comer, pois vem tudo na sua cabeça, menos a certeza que essa pessoa que esta ao seu lado vai lhe compreender, assim como vc se põe no lugar dela. Confesso que tremia por dentro, e mesmo assim não deixei de sorrir e transparecer que estava bem, saímos da padaria e ele por costume me deixaria no trabalho, mas falei que queria saber se ele realmente gostava de mim, e como tudo que ouvimos é um sim, sem ninguém saber a parte B.

    E mesmo após essa resposta, procurei dividir, falar o que precisava. Paramos o carro e conversamos, e logo em seguida ele me olhou com medo, com tristeza, mas mesmo assim disse que não iria se separar de mim. Muitos já ouviram essa frase, mas o que eu estava pronto era pra ouvir tudo menos isso, entendi seu lado e sabia que de um modo quando sua ficha caísse tudo viria a tona.

    Hoje já se faz em média 6 meses, amo muito essa pessoa e por incrível que pareça não estamos juntos mas nos mantemos nos falando, e não sei como tudo vai terminar mas como disse para a pessoa: Mais uma vez estarei pronto para seguir meu caminho, mesmo que não tenhamos mais contato algum. Cuido da minha saúde, e sei que logo estarei INDETECTÁVEL e vamos seguindo.

    Os mesmos medos e sentimentos sempre virão, assim como consta no artigo, mas devemos ser fortes e levantar a cabeça, e procurar agir certo assim como seus pais lhe ensinaram, não faça com os outros o que não gostaria que fizesse contigo.

    E sobre o amor, há sempre uma chance de achar alguém que não vai olhar o HIV como um problema ou ter preconceito, devemos apenas nos permitir essa esperança em nós. E como eu digo todo dia ao acordar, vamos viver e resgatar dentro de mim todo dia o meu melhor.

    Boa Noite…

  62. Lex diz

    Pessoal, limitando-se à transmissão do HIV, como vocês lidam com o sexo oral no seu parceiro sorodiscordante? Sou HIV positivo, com carga viral indetectável, mas sempre fico com uma pulga atrás da orelha quando faço ou recebo sexo horal do meu parceiro. Estamos entrando no 11° mês de relacionamento e ainda não contei a ele. Sinto que estou vivendo numa relação bomba-relógio: estará tudo perfeito até eu contar pra ele..
    Enfim, é um caos, mas uma decisão minha não contar agora. No sexo sempre utilizamos camisinha. Mas nas preliminares, que envolve o oral, fico tão receoso.. =(
    Queria que você pudessem me dar uma luz…

    Casais sorodiscordantes, poderiam dar seus depoimentos de convivência?

    Amigos, poderiam esclarecer essas dúvidas?

  63. Lex, descobri minha soropositividade há cerca de um mês. Tenho as mesmas dúvidas que tu tens.. Espero que alguém esclareça.. abraços!

  64. Beta diz

    Olá, estou acompanhado o blog tem poucos dias, não sou soropositivo, mas um amigo que convivia muito com ele e que sempre nutri uma paixão secreta, depois de uma noite maravilhosa, porém sem sexo, me revelou que era soropositvo, estou cheia de perguntas, mas a primeira reação foi dizer ” e daí? colocamos uma camisinha e tá´tudo bem, mas percebo q ele tem um pouco de autodiscriminação, me falou q não consegue, mas q tem mmuita vontade de ter filhos, eu me coloquei a disposição, estou decidida a levar essa relação em frente, a enfrentar mais esse desafio na minha vida, eu o amo!

  65. Thiago diz

    Sinto muito, acabei de descobrir que sou soropositivo e não sei ao certo o quê fazer a respeito, em contra proposta sei quase de tudo sobre a infecção.
    Obrigado pelo blog.

  66. sarah diz

    Eu sou a sarah tenho 23 anos e meio. Gente ,quero contar a minha historia pra vcs ,eu quando tinha dos 17 aos 20 anos eu fazia muito sexo e tive 4 parceiros que eu não usei a camisinha e isso foi varias vezes , fiz coisas absurdas na minha vida sexual no passado, jovem cheia de energia acha que nada vai acontecer , que dsts não existem , que tudo é maravilha na vida, não escutava conselhos de ninguém, a maioria dos jovens são assim cabeça de vento. Pois bem mudei da minha cidade natal e fui para o estado de sp, tentar a vida acabei conhecendo 2 homens no qual fiz sexo um a camisinha saiu e o outro eu fiz sem por que eu quis. Depois eu conheci o meu marido num churrasco e dai agente começou a namorar .Ele mais velho que eu 10 anos Nisso eu estava com 20 anos , com ele aprendi o que eh amar e ser amada , ele eh lindo o homem dos meus sonhos , com 3 meses de namoro eu casei , ontem fizemos 3 anos de casados , 3 anos que larguei a vida de risco que eu tinha , meu marido me fez amadurecer muito, amadureci tanto que comecei a pensar no hiv por que a 3 anos e meio atras tive muitas exposições de risco , então a 3 meses atras comecei a colocar na cabeça que estava com o hiv , pq saiu um( pano branco) em minha pele) e passei remédio e nao sumiu ,eu chorava ,lembrava do meu passado e começava a chorar , pq eu tinha pego de alguém e que era tudo culpa minha , li varias coisas coisas sobre o hiv , os sintomas tudo, se sentia culpada de contaminar o meu marido , fiquei em choque , eu nem tinha coragem de fazer o exame. vi pessoas morrerem da doença quando eu era pequena. e pensei agora que casei tenho o meu marido que somos somente um do outro e estou bem de verdade, posso estar soropositiva e não sei ,por causa de meu passado , acabei encontrando o este blog ,li alguns depoimentos de vcs ,vi que vcs são pessoas muito legais e todo dia eu entrava no blog pq comecei a gostar do blog era jeito de compartilhar o meu medo de fazer o exame , e li depoimentos que falavam do exame, que se descoberto a tempo a vida flui normalmente , que a qualidade de vida ,melhorou muito nos últimos anos vi a superação de vcs , ai foi quando eu decidi fazer o exame, meu marido achou estranho mas ele também teve risco no passado , fui no melhor laboratório da cidade paguei o exame de hemograma , (hiv 1 e 2 Elisa e Imunocromatográfico), hepatites a,b,c e sífilis .Colheram vários tubos grandes de sangue depois de 2 dias de muito sofrimento o resultado chegou , pedi que o meu marido buscasse ai ele ligou pra mim, e disse amor os resultados deram todos não reagentes. Nossa eu fiquei tao feliz eu nem acreditei ai eu vi os exames já sabendo do resultado e ontem dia 04 de julho teve uma campanha e eu refiz os mesmos exames só que gratuito na campanha do sus, o teste rápido de hiv hepatites a,b,c e sífilis com janela de 30 dias e deram novamente negativos meu marido fez também e deram negativos . quero agradecer a vocês por me darem coragem de enfrentar o exame , muito bom ser soronegativo, mas era horrível ser soro interrogação. fiquem com deus e eu sempre virei visitar este blog pois ele eh muito importante pra minha vida posso confiar nos resultados ne. Recomendo que pesquisem sobre a escritora Valéria Piassa Polizzi ela tem hiv desde os 16 anos na sua primeira relação sexual dela convive com o hiv a mais de 27 anos e escreveu o livro muito bom depois daquela viajem recomendo este livro . bjus a todos e amo vcs .

    • joao pedro diz

      olá. fui diagnosticado recentemente e a sensaçao de completo isolamento é total. Gostaria de saber se há algum grupo das pessoas do blog com troca de experiencias, relatos cotidianos. Dessa forma nao me sentiria tao isolado e conheceria pessoas na mesma situacao que eu.

  67. Phoenix Recife diz

    Ainda farei 01 ano do diagnóstico, será em 25/09…Esse blog tem me ajudado bastante, mas em relação ao relato do ocorrido, esse é o meu maior medo…a ponto de estar em depressão pesada e com vida social quase zero…e olhe que sou médico, mesmo assim, o medo da rejeição impera. Infelizmente pela minha idade (38), ainda peguei, quando adolescente, a fase dantesca do HIV/AIDS, quer na realidade – como pessoas famosas, quanto no cinema, e até nas peças publicitárias que eram, ao me ver, de fazer terror!. Ainda espero muito que campanhas maiores, do governo e das sociedades médicas possam mostrar que os indetectáveis são tão seguros quanto os negativos e obviamente muito mais seguros que os soroindeterminados…O texto foi lindo, bem escrito, e quando vi a resposta da garota, parecia que tinha ocorrido comigo…
    Não sei muito mais o que fazer… Espero melhorar eventualmente.

  68. diz

    Olá, estou pesquisando sobre o HIV e encontrei o site, tive confirmação de sorologia positiva a uns 10 dias, estou angustiado, curioso e perdido. Não tenho ninguém.para eu falar, o medo da recriminação e discriminação me assustam muito, está é a mi há pior fazê, levar isso apenas comigo. Eu Fumo, eu Tomo cerveja e já tive orientação para parar c tudo, ainda não fiz exame de CD4, não estou medicado e estou completamente perdido. Meus exames serão realizados em 14/07 e o Meu retorno está para 30/07. Outra coisa que me assusta é eu estar desempregado e não ter uma rotina e nem tanta condição para as dietas. A Psicóloga do SUS me pediu p procurar uma ONG. Mas confesso estar bem assustado, não queria estar tão sozinho.

  69. soro- lua diz

    O que vai mudar é que vc tera que tomar a medicaçao e tera uma vida normal , podendo ficar indetectavel, quase sem o hiv no organismo …as pessoas hoje em dia vivem bem mesmo com o virus. Os remedios sao muito bons tem efeitos colaterais mais passa , vc tem o hiv no corpo e tem que tomar remedios para nao desenvolver a aids , pq a aids ela sim é perigosa. Tenho um tio que tem o hiv a 20 anos e nao desenvolveu a aids , ele se trata tomando a medicaçao e vive normal , estudou em 2 faculdades , trabalha , fez mestrado , pratica esportes e ta feliz .Nos da familia amamos muito ele. E ele arrumou uma namorada e ta todo sonhador rs….Ele foi infectado pela ex mulher dele que traia ele , mas agora ele ta feliz com o novo amor, e a vida segue . vc nao ta sozinho vc tem este blog . bjus

  70. joao pedro diz

    ola. Fui diagnosticado recentemente. Tenho 23 anos. Tem sido uma batalha. Sao muitas as duvidas. O fato é que me sinto sozinho, minha família sabe, meu melhor amigo sabe e me dão apoio. Mas não conhecer pessoas com a mesma sorologia que a minha, não conhecer pessoas na mesma situação me dá uma sensação de isolamento. Gostaria de saber se existe algum grupo em que há troca de experiencias, relatos, coisas cotidianas entre pessoas soropositivas. Dessa maneira nao me sentiria tao longe e conheceria pessoas que de fato entendem o que estou passando.

    • Rachel diz

      Joao Pedro, tudo bem?
      Se você for de São Paulo, capital, há o GIV, na Vila Mariana, que é muito bacana e possuem vários tipos de grupo de apoio.
      Espero ter ajudado.
      Fica em paz…nada como o tempo 🙂
      Beijos!

    • Phoenix Recife diz

      bem complicado no começo. Mas tenha fé, se preserve, escolha os amigos a dedo, eles em sido fundamental para mim :), tem sido meu porto seguro. Estou pensando em fazer uma conta no Kik não sei que aplicativo é esse. Você é de onde? sou de Recife (o nick já diz ehehhe)

  71. J.J Natal diz

    Olá, Sou JJ tenho 28a ,sou casado e resido em Natal RN.fui diagnosticado com HIV a exatos um ano,por acaso.Sempre tive uma condiçāo de saúde muito boa.No final de 2014 tive uma sequência de resfriados que culminaram em uma forte gripe,e inflamações na garganta.Fui por diversas vezes ao médico,fazia exames e diziam que era “virose”.O quadro começou se agravar,tive crises horríveis de sinusite inflamações nos ouvidos e uma forte pneumonia.Comecei a perder bastante peso , pesava 71k ,ao final pesava 57k.Passei 8 dias em tratamento em casa até que o quadro respiratório agravou-se a tal ponto que não conseguia respirar.Fui internado de emergência,e após uma série de interrogatório dos mėdicos e diversos exames descobriram que havia adquirido uma pneumonia fungica ocasionando pneumocistose.Recebi os exames e foi um choque !Estava com HIV.A primeira pergunta q me veio na cabeça..por quê eu? Segunda :Será que iria sair dessa?.. bem ,quando conversei com o médico,estava bastante debilitado.Meu CD4 estava em 13,meu CD8 em 42 e cv 110000.Fiquei internado 15 dias.Quando cheguei em casa contei para minha esposa,que me apoiou.Após 1 mês,iniciei os ARV’s com lamivudina,tenofovir e efavirez.No inicio foi terrivel.Não dormia,tinha bastante pesadelos,muito enjôo.Não aceitava a condição.Fiquei perturbado com tudo.Aos poucos passei da condição de profunda ignorância sobre a doença a outra em que priorizo as oportunidade e coisas boas da vida tirando lição dos próprios erros.Me aprofundando sobre o passado descobri que fui infectado por meio de um relacionamento com uma ex namorada a aprox. 8 anos,que descobriu posteriormente ser s+ pois engravidou de outro parceiro ,confirmando durante os exames de rotina.Atualmente,só a minha esposa e uma amiga sabem.Nestes 12 meses passei por muita coisa,principalmente problemas psicológicos:O medo de outros saberem a condição,o trabalho a família..Consegui superar esta faze,recuperei minha saúde,meu bem estar,estou com 77k cd4 de 550 e cv indetectável.Infelizmente o preconceito é enorme,mas temos que primeiro tirar o preconceito de nós mesmos e encarar tudo isso numa boa..E a primeira vez que vejo o blog ,e nem imaginava que que havia um blog do tema neste nível!Parabéns JS.

  72. Lucas diz

    Gente, gostei muito dessa matéria, falando dos indetectáveis…

    Meu namorado é soropositivo e eu, soronegativo, logo, somos um desses casais sorodiscordantes… Mas nem eu nem ele nos sentimos a vontade em não usar a camisinha no sexo oral, mesmo ele estando em tratamento continuo há anos, é ser indetectável há pelo menos uns 3 anos direto…

    Ele querendo me proteger, exige a camisinha mas não sente prazer no oral, eu querendo me proteger, Tb não abro mão da camisinha e Tb não sinto muito…

    Minha dúvida é a seguinte: se lá em cima disseram na matéria que o próprio ministério da saúde vai colocar agora o aviso de que se vc transou com alguém indetectável que esteja fazendo tratamento regular mesmo tendo estourado a camisinha. Por exemplo, não há a necessidade de tomar a Prep por prevenção, será que eu poderia fazer oral no meu namorado sem o uso da camisinha, (SEM DEIXAR QUE ELE GOZE NA MINHA BOCA, CLARO) sem problemas?

    Pq se não há risco de transmissão de um indetectável mesmo estourando a camisinha e não precisando tomar essa Prep, no oral então menos ainda né? Ou eu estou errado? Me ajudem! Beijos!

  73. lucas diz

    Boa tarde
    Sempre leio este blog, a 2 anos fiz o teste rápido porque a pessoa com quem me relacionava estava emagrecendo rápido e tinha sido diagnosticada com tuberculose, pra minha surpresa o meu deu reagente. Descobri antes mesmo da pessoa que estava com hiv!!!
    Descobri em maio de 2013 e em outubro de 2013 a pessoa veio a falecer pois ñ suportou o fato e se entrego.
    Estávamos 4 anos juntos e ñ usávamos preservativo, mais quando descobriu disse pra irmã dela que havia transado com outro cara sem camisinha. Meu mundo literalmente caiu.
    E o que mais dói nisso tudo é que as pessoas tacham os hiv+ como pessoas promíscuas e que nem sempre é verdade.
    Muitas das vezes contraimos de pessoas que só pensam no prazer momentâneo e não pensam na consequência desses atos na vida dos outros!!!

  74. Derick diz

    Descobri semana passada que sou soropositivo, ao mesmo tempo em que estou forte para enfrentar o tratamento, as vezes me sinto vulnerável se realmente vai ser do jeito que espero.
    Ainda não comecei o tratamente que está tudo muito recente espero me sair bem.

  75. Votos de um dia saudável para tos que visitam esse blog, que tenha ajudado muita gente nessas condições.

    17-Nov-2015 descobri que a minha companheira contraiu a doença, fiquei abalado sem saber oque fazer choramos choramos e choramos so. oque me deixou mas chateado é que a mesma ja sabia segundo ela, ficou a saber no momento em que estava gravida a fazer as consultas pré-natais de rotina e que tinha medo de me contar ela presumia que eu avia de lhe abandonar.

    acompanhei ela até ao um centro de infeciologia mas próximo de nós e ela começou o tratamento, mas segundo o médico ela tinha que ser internada de imediato prq as células CD4 estavam muito abaixo do nível. ela ficou internada durante 3 meses, perdeu tanto peso que eu não acreditei ela pesava 61kg ficou apesar 28kg não acreditei juro mesmo. eu me perguntava oque fzr agora. depois dela sair do hospital ficou em casa e começou ter uma recuperação boa, o peso aumentou e começou a ter ja um outro autoestima. de repente ela começou a piorar perca de ar, dor intensa nas articulações principalmente na pata e nas pernas, segundo ela a dor era co se fosse fogo sentia que alguém estava a lhe queimar as pernas todos santos dias. depois de 3 meses ela faleceu. deixou-me muita dor e sofrimento.

    agora a pergunta que vem é a seguinte eu ja fiz o teste rápido d HV 2 vezes em 6 meses o resultado sempre negativo, esperando para fazer mas um ainda no mês corrente. será que é possível eu não estar infetado com virus de HV ou então o mesmo encontra-se incubado no meu organismo esperando uma oportunidade para desenvolver a AIDS tendo em conta que eu me relacionei com ela durante 2 anos se preservativos?

    Isso foi o resumo de uma historia triste que aconteceu.

    Preciso de uma resposta concisa.

    Obrigado

  76. Talita diz

    Ola
    Alguem poderia fazer um grupo de Whats APP para pessoas em nossa condição.
    Vejo que muitos como eu se sentem sozinhos em relação a isso.

  77. Andeson diz

    Estou na mesma situação do rapaz do relato. Sou positivo desde 2015 e estava solteiro desde então. Conheci uma mulher bonita no auge dos seus 30 anos, que é do meu trabalho, e isso me causa mais receio de falar algo sobre minha condição sorológica para ela. Eu já tentei fugir dela, mas ela como não sabe de nada, ela fica me olhando e tentando algo comigo. Como sentamos no trabalho quase de frente ao outro, fica difícil fugir dos olhares dela e de uns tempos para cá já estou até me deixando levar por isso e correspondendo também. Só que quando chego em casa, vem na cabeça realidade de ser portador do HIV e e necessidade de ter que contar para ela, caso a relação se concretize. Perguntei a minha médica infectologista sobre o que fazer nesse caso, salientando que ela e do meu trabalho e caso ela não aceite, eu teria que contar com o sigilo dela para me preservar nesse ambiente. A minha médica deu a maior força e disse para que eu não desista dela por causa desse motivo. Ele chegou a dizer para eu contar depois do iniciar o relacionamento, mas aí eu acho que eu seria mentiroso, traidor com ela por não contar isso. Eu queria ser honesto com ela antes de qualquer coisa. A minha médica concordou, mas disse que eu tenho que me preparar, talvez, para um não dela. Eu na verdade estou preparado para isso, mas meu maior medo é contar para alguém do meu trabalho algo tão íntimo e depois isso virar um grande problema para mim, com fofocas. A minha médica disse que estou amparado por lei e se isso acontecer posso processar a pessoa que me difamar ou me caluniar para os outros. Também disse para eu observar o comportamento dela, para ver se ela gosta de fazer comentários sobre a vida dos outros. Na verdade, eu não queria confusão com ninguém, eu só queria uma namorada, uma menina que como ela gostasse de mim. Eu estou pagando o preço da solidão desde maio de 2015, quando descobri que era soropositivo. Às vezes, vem na minha cabeça de não contar para ela e iniciar o relacionamento, mas eu sei que vai ficar muito difícil para contar depois no decorrer desse relacionamento se der certo e o pior que ela é do meu trabalho e sei que isso pode gerar aí sim uma grande confusão, por isso que eu queria contar antes, para ser honesto com ela e evitar problemas com alguém do meu trabalho. A vida me colocou nesse dilema. Não sei exatamente o que fazer.

  78. Paulo diz

    Gostaria de comentar meu dilema com vocês. Hoje dia 20/06/2017 provavelmente será o dia que vou me descobrir positivo. Há quatro anos atrás eu tive ao todo umas 7 relações sem proteção, e desde o começo essa dúvida se eu era positivo ou não me corroeu aos poucos, sempre que eu me lembrava. Eu sempre morri de medo do teste porque moro numa cidade do interior, então na verdade meu medo foi ser visto no local, pois ninguém iria falar que eu estava lá fazendo um teste de rotina, já sairiam falando que eu tinha Aids. Até ai ok, trouxe todos esses anos pensando que poderia não ser e etc, porém comecei a ter uns resfriados relacionados com garganta, o que é bem característico na fase aguda, até onde pesquisei, e no último mês fiquei gripado 2 vezes em menos de um mês, e em uma delas me deu febre, apesar de geral ao meu redor ter começado a ter esses sintomas decorrente ao tempo, eu me senti com um medo maior ainda, porque pensei que poderia estar positivo sim, e talvez indo pra fase crônica, tardia, o que seria muito pior. Diante disse resolvi que não havia mais tempo pra esperar, e que devia ir no CTA fazer meu teste, Eis que fui morrendo de medo e vergonha, e todos os sentimentos ruins, e por ironia do destino depois que entrei no local, disse que queria fazer o teste, a moça disse que não teria o teste do dedo para fazer naquele dia que fui, que se não me engano era numa quinta-feira, e a mesma disse que só no dia 20, terça teria, ai marquei pra fazer hoje as 13, agora são 11:27 e daqui a pouco irei fazer, Eu me preparei muito psicologicamente falando para aceitar o ”Reagente” pois eu realmente sinto que pelas relações sem proteção, é bem óbvio que tenha pego. até ai tudo bem pois principalmente esse blogm me ajudou muito a pensar assim, o meu medo ainda continua sendo ser visto lá no local por conhecidos, eu não sei o que farei caso alguém me veja, no teste tudo bem, pode ser um teste de rotina, pois quem vai provar o contrário? mas e quando eu tiver que ir nas consultas, pegar o remédio. Isso sim é como um tiro no peito, penso em me mudar de cidade para que isso não seja meu pesadelo, mas no momento não posso, pois preciso terminar a faculdade. Enfim, pretendo voltar a escrever depois do teste que provavelmente será confirmatório. Enfim, obrigado ao blog pela ajuda, sintam se abraçados por mim, assim como me senti com tantos relatos de pessoas que apesar de conseguir levar a vida a diante normal, ainda sofre pelo preconceito que é ser positivo.

    • Marcos diz

      Cara, sei o que é isso, mas não existe nada que supere as vantagens do tratamento. Se der positivo relaxe, preconceito é algo que a gente aprende a lidar, ate hoje sinto receio de encontrar alguem conhecido ao ir buscar medicamento, mas aos poucos você se acostuma, vai num horario mais vazio, enfim. Relaxa que vai dar tudo certo.

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