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É verdade ou mentira?

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Uma professora na faculdade uma vez falava sobre o impacto das legendas nas fotografias publicadas nos jornais e revistas. Era uma aula de Semiótica, a ciência que nos ajuda “a compreender que o significado das mensagens fotográficas é culturalmente determinado e sua recepção necessita de códigos de leitura”, explicava a professora. Nos slides que ela apresentava, diferentes fotos eram mostradas com e sem legenda e nós, os alunos, percebíamos a influência do texto em direcionar o olhar sobre a imagem — e vice-versa.

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Dentre todos os slides apresentados pela professora, três se destacavam: uma foto aérea, uma imagem obtida a partir de microscopia eletrônica e uma foto tirada por uma sonda espacial, em algum planeta distante. Chamou a atenção como todas essas careciam muito de alguma explicação para que fossem compreensíveis, uma legenda que indicasse do que é que se tratava. A primeira, uma vista aérea do Afeganistão, tirada por um avião militar norte-americano em busca de alvos do Taleban. A segunda, uma imagem de um vírus infectando seu hospedeiro. Por último, o planeta em questão era Marte. E, sem uma legenda, era totalmente impossível para qualquer leigo nestes assuntos compreender sobre o que eram e onde foram tiradas essas fotografias.

A você e eu, leitores comuns, leigos em tantos assuntos, nos resta acreditar na grande maioria das coisas que lemos — ou duvidar, que é a semente de um mundo sem fim de questionamentos, da imaginação que nos leva para longe, das pesquisas no Google que nos levam à páginas e páginas repletas de explicações que parecem tão fundamentadas, das teorias da conspiração que, por que não?, podem ser plenamente verdadeiras, retratadas num sem-número de filmes de ficção que, quem sabe, podem ser profundamente reais. Afinal, como já disse Peter Brook:

“Quando tudo é simulação, o teatro é real.”

Parece que é por causa dessa premissa que tem circulado pelas redes sociais, nos últimos dias, um post de um blog com mais de 20 mil seguidores, chamado Segundo Sol, e intitulado: “Bomba! ‘O HIV é um vírus inofensivo e não transmite a aids’, afirma ganhador do Nobel”. O texto gira em torno de uma entrevista de Peter Duesberg, professor de biologia molecular da Universidade da Califórnia, à revista SuperInteressante e quem, diferentemente do que sugere o título do post, nunca foi ganhador de um prêmio Nobel. Duesberg concebeu a ideia de que o HIV seria inofensivo em 1987 e concedeu essa entrevista no ano 2000.

Mas de onde vem a ideia de negar que o HIV causa da aids? “Tudo surgiu, até certo ponto, legitimamente, no início da identificação da aids, no fim dos anos 70 ao início dos anos 80”, conta o Dr. Esper Kallás, meu médico infectologista e professor associado da Disciplina de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP. “Naquela época, o conhecimento era muito restrito e carente de técnicas laboratoriais capazes de avaliar o sistema imune. A virologia era uma ciência nascente.”

Dallas Buyers Club

O decorrer da história também não ajudou. As incertezas sobre a nova doença e a disputa pela descoberta do HIV, entre Luc Montagnier e Françoise Barré-Sinoussi, do Instituto Pasteur, em Paris, e Robert Gallo, do Instituto Nacional do Câncer, em Maryland, prejudicavam o controle da epidemia, um momento bem retratado no filme E a Vida Continua (1993).  Em 1987, a Federal Drug Administration (FDA) aprovou, às pressas, o primeiro antirretroviral para tratar o HIV: o AZT, ou Zidovudina, um medicamento inicialmente desenvolvido para tratar câncer, mas que acabou nunca indo para o mercado para essa finalidade. Num estudo “duplo cego”, em que um grupo de pacientes toma o medicamento verdadeiro e outro toma placebo, sem que saibam quem está tomando o quê, os benefícios observados em quem estava tomando o AZT já se mostravam tão evidentes que pareceu injusto aguardar o término do estudo para que os pacientes sob placebo pudessem usufruir do medicamento. O AZT foi logo liberado. Afinal, naquela época, quase todos os que eram diagnosticados positivo para o HIV estavam morrendo, aos milhares, e o desespero era enorme: qualquer medicamento era bem-vindo — tal e qual mostra o filme Clube de Compras Dallas (2013).

Entretanto, o preço do AZT ainda era exorbitantemente alto e, sem um estudo mais rigoroso, acabou sendo prescrito em altas toses, as quais vieram a se provar tóxicas, causando severos efeitos colaterais e, muitas vezes, sem conseguir evitar a morte das pessoas diagnosticadas positivas para o HIV àquela altura. A teoria negacionista se nutriu disso, afirmando que quem causa a aids seriam os próprios remédios.

Nesse período, surgiram muitas terapias alternativas de tratamento e os negacionistas começaram a suspender seu tratamento convencional com antirretrovirais. A fim de convocar cada vez mais soropositivos a fazê-lo também, lançaram a revista Continuum, em 1992. Em 1999, a americana Christine Maggiore, publicou o livro “E se tudo o que você ouviu sobre a aids estiver errado?”, influenciada por um encontro que teve com Peter Duesberg, quando parou de tomar seus medicamentos e assim seguiu, mesmo durante a gestação e amamentação de sua bebê. Naquele mesmo ano, o então presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, aderiu à teoria dissidente, convocou Peter Duesberg para um encontro e reduziu o acesso aos antirretrovirais em seu país.

Fela Kuti no Senator Hotel, em Londres, em 11 de novembro de 1983.

Fela Kuti no Senator Hotel, em Londres, em 11 de novembro de 1983.

A iniciativa de Mbeki vinha dois anos depois da morte do músico nigeriano Fela Kuti, portador do HIV e um dos negacionistas de maior liderança na África. A autópsia mostrou que Fela morreu de complicações relacionadas à aids. Em 2001, ainda durante o governo de Mbeki, a revista Continuum teve de ser encerrada, porque todos seus editores haviam morrido: Karri Stokely, em 28 de abril de 2011, por conta de uma pneumonia grave; Scott Zanetti, em 6 de outubro de 2002, aos 52 anos; Tony Tompsett, aos 39 anos, em decorrência de Sarcoma de Kaposi, toxoplasmose e pneumonia; Huw Christie, de Sarcoma de Kaposi, em agosto de 2011, aos 41 anos de idade; e Jody Wells, fundadora da Continuum, em 1995. Todas, sem exceção, eram mortes decorrentes de doenças típicas da aids.

Em 2005, faleceu a filha de Christine Maggiore, aos quatro anos de idade. Em 2008, foi a vez da própria Christine, ainda negacionista, que morreu em decorrência de uma pneumonia. Nesse mesmo ano, um estudo de Harvard concluiu que a falta de acesso ao tratamento antirretroviral durante o governo de Mbeki resultou em 300 mil mortes decorrentes de aids, que poderiam ter sido evitadas com acesso aos medicamentos.

“Este é um debate extremamente perigoso”, lembra o Dr. Esper Kallás. “Os negacionistas da relação entre o HIV e a aids não fazem ideia da inconsequência de seus atos. Hoje, os que negam a relação entre o HIV e a aids se nutrem de uma teoria de conspiração. Vários vídeos na internet estimularam as fantasias de muitos e se aproveitam da ignorância de outros.” Entre estes vídeos está o documentário House of Numbers, do jovem diretor Brent W. Leung, lançado em 2009.

“Por que você acredita que o HIV causa a aids?”, pergunta o diretor a pessoas comuns. “Porque essa é a informação que eu recebi”, responde um deles, seguindo exatamente o mesmo argumento daquela aula de Semiótica: quando somos leigos em um assunto, nos resta acreditar naquilo que assistimos e lemos, ou questionar, abrindo espaço para o mundo de especulações.

“Vivemos em uma época na qual todo tipo de conhecimento científico enfrenta oposição organizada e, muitas vezes, virulenta. Acirrados por fontes de informação próprias e por interpretações peculiares de pesquisas, os contestadores declararam guerra ao consenso dos especialistas.”

A reportagem de capa da edição do mês de abril da revista National Geographic trata sobre esse assunto: o descrédito da ciência. “Vivemos em uma época na qual todo tipo de conhecimento científico — desde a segurança do flúor e das vacinas até a realidade das mudanças climáticas — enfrenta oposição organizada e, muitas vezes, virulenta. Acirrados por fontes de informação próprias e por interpretações peculiares de pesquisas, os contestadores declararam guerra ao consenso dos especialistas.” A matéria lembra que, ainda hoje, uma legião de pessoas é contra a vacinação, tem dúvidas a respeito da fluoretação da água, do aquecimento global, da viagem do homem à Lua e, no que diz respeito ao HIV/aids, questionam sua real existência. “Há um limite para o debate de ideias, especialmente quando se aplica à saúde pública”, diz o Dr. Esper Kallás. “É legítimo questionar se a vacina contra o sarampo é eficaz? Deveríamos debater o estímulo ao cigarro em escolas? Ou o uso do amianto em incubadoras de berçários? É preciso ter o mínimo de bom senso quando se fala de um assunto tão grave em saúde pública.”

“Todo mundo deveria questionar. Mas todos deveriam recorrer ao método científico, ou confiar naqueles que usam o método, para se posicionar em relação a essas questões.”

Isso quer dizer que, quando o assunto é esse, não deveríamos nunca questionar nada? “Todo mundo deveria questionar”, afirma Marcia McNutt, editora da revista Science. “Mas todos deveriam recorrer ao método científico, ou confiar naqueles que usam o método, para se posicionar em relação a essas questões.” Em relação à teoria dissidente, no entanto, há poucos cientistas que defendem essas ideias: entre os entrevistados no filme House of Numbers, Robert Gallo, Joseph Sonnabend, Robin Weiss, Niel Constantine e Daniel R. Kuritzkes reclamaram publicamente da edição das entrevistas, acusando o diretor de manipulação e distorção dos fatos. Em 2013, a mesma revista brasileira que publicou a entrevista com Duesberg divulgou uma nota de esclarecimento, na qual afirma:

“Em 2000, publicamos uma entrevista com o biólogo e químico Peter Duesberg, que defendia a tese de que a aids não era causada pelo vírus HIV. A entrevista foi conduzida por Flavio Dieguez, um dos maiores jornalistas científicos que já trabalhou conosco, e está fundamentalmente correta. Mas, ao longo dos últimos 13 anos, as teses de Duesberg caíram em descrédito e hoje temos muita clareza de que não deveríamos ter dado espaço a elas. Em parte esse descrédito se deve à tragédia de saúde pública que se abateu sobre a África do Sul, país que adotou as ideias de Duesberg em suas políticas de combate à aids. O resultado foi que o vírus se disseminou. Gostaríamos então de afirmar que, aqui na Super, não temos mais dúvidas de que a aids é causada pelo HIV e de que todo cuidado para evitar a transmissão desse vírus é fundamental para a saúde pública. Percebemos que esta entrevista foi redescoberta e está circulando nas redes sociais. Que fique claro que não concordamos com as ideias expressas nela.”

Mas existe algo que você e eu, leigos, podemos fazer para verificar a real existência do HIV e sua relação com a aids. Sem o aparato científico, podemos começar pela observação, pura e simples: o sucesso da terapia antirretroviral. Diga para alguém que descobriu ter HIV em decorrência de aids avançada, por exemplo, magro e debilitado na cama de um hospital, diagnosticado já com neurotoxoplasmose, uma doença oportunista da aids, que o HIV não é o responsável por sua condição de saúde. Faça a pergunta poucos meses depois do início do tratamento com antirretrovirais, quando pessoas assim recuperam a saúde, ganham peso e voltam a se sentir bem. Se o HIV não causa a aids, como dizem os negacionistas, como é possível que o remédio que combate vírus seja capaz de melhorar quem está doente, evitar mortes, manter a expectativa de vida quase igual a de soronegativos e de prevenir novas infecções?

Entre o AZT e o coquetel com três antirretrovirais houve um salto enorme no tratamento e na qualidade de vida. Os negacionistas parecem presos aos anos 80, tendenciosamente lembrando do que lhes convém e esquecendo do que experimentavam os pacientes bem no começo da epidemia. “Quando comecei a trabalhar com pacientes com aids, em 1989, fiquei chocado com uma brutal e triste realidade”, conta o Dr. Esper. “Vi pacientes morrerem quase todos os dias. Presenciei o sofrimento de muitos inocentes, homens, mulheres e crianças. Vi pacientes que se despediam de amigos soropositivos em leitos de morte, estes sabendo que pouco depois chegaria sua hora também. Famílias se esfacelaram. Mas nada chegou perto do que aconteceu em alguns lugares da África, onde comunidades inteiras foram dizimadas.”

“É impressionante a claríssima demonstração do benefício dos remédios que combatem o vírus. Desde o surgimento do ‘coquetel’, em 1996, a queda no número de pessoas que desenvolvem aids e que morrem da doença caíram dramaticamente.”

Hoje, basta um único comprimido por dia para tratar o HIV/aids, e com poucas chances de efeitos colaterais. “É impressionante a claríssima demonstração do benefício dos remédios que combatem o vírus. Desde o surgimento do ‘coquetel’, em 1996, a queda no número de pessoas que desenvolvem aids e que morrem da doença caíram dramaticamente. Os dados impressionam. A queda na mortalidade, inclusive no Brasil, foi uma das grandes conquistas da medicina recente. O mecanismo de cada uma dessas drogas foi claramente estabelecido, sempre interferindo com a capacidade do vírus se multiplicar em células alvo. Além dos dados impressionantes da recuperação de pessoas que vivem com o HIV, o uso dessas medicações poupou inúmeras crianças, filhas de mulheres que vivem com o vírus, de se contaminarem no momento do parto. Outra vez, os números são impressionantes: foi reduzida a transmissão do HIV de 30% para menos de 1% de mãe para filho. Enfim, com o tratamento antirretroviral, houve uma revolução. Passamos a ver o controle da multiplicação do vírus e o sistema imune se recuperando. O que parecia ser inexorável, cedeu. As longas filas de macas nos prontos-socorros foram reduzindo drasticamente. A qualidade de vida das pessoas que viviam com o vírus voltou.”

“Quais as consequências das posturas negacionistas?”, questiona o Dr. Esper. “Provavelmente os que negam não fazem qualquer ideia. Ao negar que o HIV cause a aids, estimulam o comportamento de risco. Fazem com que pessoas que vivem com o HIV abandonem o tratamento. Facilitam a transmissão de mães para seus bebês. Contribuem para o avanço da epidemia que ainda mata milhões. Os negacionistas precisam levar isso em consideração e saber até que ponto podem destilar o veneno de sua irresponsabilidade.”

Atitude Abril

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Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

133 comentários

  1. M. diz

    Perfeito! As vezes simplesmente queremos fechar os olhos para uma realidade e nos sentimos tentados a nos apegar a essa linha de raciocínio que quase parece milagrosa. Quantas pessoas também não deixam o tratamento para se “tratar espiritualmente”. É preciso ter muito cuidado! Toda essa evolução nos medicamentos é uma dádiva e não podemos desperdiça-la! Queria não ter HIV, mas ao mesmo tempo estou grato por ter contraído essa doença em 2015… com certeza graças a ciência é muito mais fácil viver com esse vírus hoje do que foi a décadas atrás. Confio muito na ciência!

    • Sam diz

      Realmente, por hora me vi tentado a parar com tudo e seguir a linha de raciocínio dos negacionistas, mas avaliando minha condição e fazendo pesquisas e pesquisas, percebi que melhor mesmo é continuar como estou, bem! Estou ótimo, trocar o certo pelo duvidoso seria meio estupido da minha parte.

    • Will diz

      Descobri em fev deste ano. Ainda é muito difícil pra mim! Obtive melhora do meu quadro de doença tomando o antiretroviral. Ainda estou em depressão, tem dias que caio mesmo na tristeza de saber que conviverei com isto pra todo sempre, mas meu médico me diz que vou conseguir a cura funcional, estou com carga viral indectavel! Neste momento preciso de amigos, pois não contei a ninguém, pego na farmácia o remédio sempre com muita cautela, tenho medo do preconceito.

  2. johnny diz

    Amigos, por favor, preciso de uma luz dos mais experientes. Estou indo para o sexto mês de tratamento com 3 em 1, tudo nos conformes: CV indetectável e CD4 beirando os 500. Não sofri nada de efeitos colaterais aparentes. Até aí, tudo bem. Faço os exames a cada 3 meses, só que minha médica só pede CV, creatinina e hemograma. Nada de verificar colesterol, TGO/TGP, glicose e afins. Meu namorado passa em outro médico, que solicitou toda essa batelada de exames no primeiro, terceiro e agora sexto mês. Questiono ela se não deveríamos fazer este checkup completo, e ela diz que ainda não… Estou muito em dúvida e com medo de estar em mãos erradas. Devo passar em outro médico? Obrigado pela atenção de vocês.

    • Tati diz

      johnny… Meu médico pediu exames de colesterol, tgo e tgp somente no sexto mês de tratamento, sendo tgo e tgp alterados, esse mês me pediu para repetir e tudo se normalizou, graças a Deus, mas acho que se você falar que quer fazer ele te passará o pedido, não? Entrei no nono mês de tratamento e como na última consulta minha carga viral tinha dado indetectável e cd4 acima de 900 esse mês ele não me pediu, c.v nem cd4, também fiquei em dúvida se não teria que fazer todo mês, mas confiei nele… Abraço!! Fiquem com Deus 🙂

        • Tati diz

          Oi Rick… Eu tomo o efavirenz, lamivudina e tenofovir, peguei a receita do 3 em 1 agora…

          • Wagner. diz

            Oi tati, minha médica não quis me passar o 3×1, tomo 3 comprimidos separados

    • HOPE diz

      As vezes é melhor que estes exames sejam pedidos com um certo tempo msm…. meus exames deram um pouco alterado e minha infecto disse que pode ser como nao pode ser do remédio. entao ela pediu pra tirarmos conclusoes mais pra frente. Porém, ela pede sempre pra acompanhar se o aumento está muito grande… eu jah fiz tres exames e nos tres ela pediu tudo.

      Abraço !!!

  3. Maravilhoso texto. Uma boa escolha de método científico transforma a realidade. Precisamos acreditar na ciência e analisá-la com profundidade. Desde que me soropositivo venho estudando razoavelmente sobre assunto dentro do meu nível de compreensão, o que não entendo pergunto ao médico Infectologista que me atende. Às vezes até pergunto de que fonte científica o meu infectologista chegou a tal conclusão. Precisamos confiar na ciência, mas sempre devemos nos questionar que ciência é esta? É séria? É ética? É compromissada em responder questões reais?

  4. Cauã + diz

    Belíssimo texto JS

    Nunca presenciei alguém dizer que o Hiv não é o causador da Aids, pois, se ouvisse eu diria a pessoa para que fizesse o teste se infectando e ficando sem tratamento vendo seu organismo se deteriorar para depois vir me dizer se achava a mesma conclusão…

      • nick diz

        Eu estou a 8 anos com hiv e nunca tomei os remedios. meu cd4 esta a 180, so que nao fico nem gripado .
        Mas vou começar com a medicaçao em breve. Nao tenho coragem de seguir em frente com esse cd4 baixo.
        Mas que tenho minhas duvidas, isso eu tenho!!!

        • paula diz

          tome os medicamentos sim, perdi meu esposo há pouco tempo porque acreditávamos que tudo era uma farsa, ele chegou a ficar com cd4 de 23 sem ter nada aparente, esteve infectado por 25 anos sem manifestar quase nada mas quando a doença se manifestou foi tarde demais …

  5. Gustavo2015 diz

    ótimo colocar e falar sobre este assunto.. Pois ainda existem pessoas q, infelizmente, acabam acreditando nisso… Meu namorado foi um deles, um dias desses, ele leu a matéria q falava sobre isto ae e ficou apavorado… com muito medo! mas eu fui obrigado a rir na cara dele srsrsrs e falei, tentei explicar sobre e tc… srsrs acho q ele entendeu depois… Mas p uma pessoa q ainda esta sem saber sobre, é dificil mesmo vc ler sobre isso… Mas parabéns pela postagem, colocando a verdade, explicando para nós leigos ate mesmo para sabermos explicar melhor p outras pessoas

    • Se o povo acredita e repassa boato de whatsapp até hoje, imagina numa matéria antiga assinada pela superinteressante. Mas o mais revoltante é esse blog além de manter a matéria desatualizada no ar, acrescentar vídeos que concordam com a tese falsa sobre hiv. Aquele do limão é doentio.

  6. J.B diz

    Olá. A todos.. Ao ver este post. Lembrei da noite em que fiquei a madrugada inteira. Na frente do PC lendo. Vendo vídeo. No YouTube.pesquisando sobre o assunto até que encontrei o blog do j.s rsrs.. No princípio acho que umas das primeiras coisas que eu me lembro. De ver visto e essa da cura pelo limão. Kkkk Tava na cara que não ia funcionar. Pelo menos não com. Hiv. Talvez pra umavgripe sim o limão. E fonte.de vitamina c. Kkkk e também tem a da autohemoterapia. Que consistia em se aplicar o próprio sangue em algum músculo. Do corpo. A essa eu não posso dizer mais pq nãoli muito.. Mas uma certeza absoluta.eu tenho os medicamentos antiretrovirais e a única forma eficaz de se combater o vírus até o presente momento.

    • GuiPR diz

      Quando fui diagnosticado também ficava horas e horas na frente do PC. Vi essa do limão e da Mutamba. Pior, cai nessa cura com mutamba. Comprei as folhas, fiz o extrato e fiquei arrasado depois. A única coisa que funciona é o TARV, não caiam nessa de teoria de conspiração, curas absurdas, etc.

  7. Ricardo - Guarulhos diz

    Hoje pela primeira vez no CTA fiquei muito triste em relação a minha atual realidade. Talvez por estar ainda em recuperação do forte efeito colateral que tive após ter tomada a Pnemo23, fui tirar sangue para os exames de rotina…meu Deus, as veias sumiram, o sangue não veio, a pressão baixou e por fim as lágrimas rolaram ! Me vi numa situação tão vulnerável, tão frágil, e ali, sozinho, sem ter ninguém para me acompanhar, me senti um lixo e no fundo pensei comigo mesmo “poxa, poderia estar livre de tudo isto…” O pessoal do CTA muito atencioso me levou para uma salinha de descanso, onde permaneci por alguns minutos…neste ínterim pensei que estando ali, estava sendo acompanhando, que estou vivendo numa outra época em relação as consequencias passadas e quantos não gostariam de poder vivenciar aquilo, mesmo que com as dificuldades daquele momento, e infelizmente não tiveram tempo. Finalmente erguir a cabeça, respirei fundo, voltei para a sala de coleta e falei, estou pronto para a retirada dos outros tubos, vamos firme ! Sou Guerreiro ! Confesso que passei o dia meio triste e agora (18:20hs) resolvi acessar o blog e leio este texto que só veio confirmar exatamente aquilo que pensei naquele momento difícil ! Graças a medicina estamos vivendo outra realidade e é bobeira desanimar, “bora” tomar nosso remedinho diário e fazer os exames para manter-nos lindos e saudáveis ! Vida que segue !!!! Abraços a todos.

  8. Gil diz

    Acabei de sair da minha infectologista.Iniciarei amanhã à noite a minha TARV. Como estou com triglicerídeos altos (430), ela não vai entrar com o 3×1. Meus exames apontaram uma mutação do virus da hepatite B, mas meu corpo reagiu, estou sem sintomas, mas terei de esperar para que o próprio corpo termine de eliminar o invasor, de meses a anos.
    Ela entrou com 3 medicações, mas não o 3×1, um análogo do inibidor de transcriptase, para preservar a função hepática, não subir o triglicérides.
    Eu fiquei assustado com relação à “mutação” (um deu não reagente, outro deu reagente, outro regaente IgG), mas ela disse que isto não preocuparia.
    O que acham, mesmo na opinião de leigos, alguém passou por isso?
    Um abraço, desculpem por me alongar… estou ansioso, apesar de ser psicólogo, sou humano e esta situação toda é nova pra mim.

    • Gustavo2015 diz

      entao meu exame tbm deu reagente para hepatite b mas a medica disse q estes mesmos remedios do 3×1 serve para o hebatite b tbm…

  9. Cezar diz

    As vezes, o blog do JS mais parece o portal oficial da indústria dos retrovirais kkk
    E acho estranho voltar a este tema que, pela relação que tem com seu médico, já deveria estar superado.

    Por partes:
    ““Vivemos em uma época na qual todo tipo de conhecimento científico enfrenta oposição organizada e, muitas vezes, virulenta. Acirrados por fontes de informação próprias e por interpretações peculiares de pesquisas, os contestadores declararam guerra ao consenso dos especialistas.”

    Isso é um sintoma do XXI, ou seja, as pessoas sacaram que ciência é consenso de patota, tanto que os remédios trabalham na lógica yin/yang. Há os efeitos benéficos, mas há os colaterais. Qualquer remédio tem isso. Sacaram também que há, na verdade, uma guerra entre indústrias. Industria da canre x industria vegetal. Precisa-se fazer mercado e como se faz mercado? Nenhuma indústria surge para fazer o bem ou porque ama o paciente (o problema do neurótico, ser amado. E o impacto psicológico do hiv eh muito maior em quem quer ser amado, ser aceito, fazer parte de alguma patota), o que ela quer é lucro e mais nada. Isso está cada vez mais claro em relação, por exemplo, aos alimentos, um hora fazem bem, outra hora, fazem mal. Carne, ovo, soja, café. De vilões, transformaram-se em heróis. Ateh quando? Depende do $$$

    O que as pessoas mais gostam de fazer é criar sentimento de inadimplência no sujeito e ele, assim, se sentir um merda para que alguém possa…. Ora, estender a mão pra ele, dizer que tem a Solução, que é O caminho e, assim, faturar muito, mas bota MUITO nisso. Não há falta alguma e ninguém precisa se sentir em falta, nem mesmo com hiv.

    Temos que tomar cuidado com os ataques histéricos. A gente não conhece a vida das pessoas e não podemos colocar toda a culpa no hiv.Se alimentam direito, praticam exercícios, se infectam mais e mais com varios tipos de hiv, exageram no uso de drogas, nao botam limite na porra do tesão? (que tende à morte mesmo?). O vírus provoca o colapso, mas muitas vezes ele recebe uma ajuda considerável da pessoa. Isso é claro. Duvidam disso?

    A culpa médica!

    No filme Clube de Compras Dallas, deram um mês de vida para o personagem principal. Ora, ele já era viciado em bebida e cocaína. Um mês de vida? Vou arregaçar (com seus maiores tesões, incluindo o pó) e foi o que ele fez. Poderia ter morrido, vítima de overdose. Se acontecesse, a conta cairia sobre o hiv. Foi o vírus. E, não, porque ele exagerou no uso da cocaína. Ora, pra mim, nao tenho dúvida que há uma culpa na comunidade médica, já que muitos médicos, na época, mandaram pessoas para a cova e aí o retroviral se transforma num alívio, uma expiação dessa culpa.

    O problema é que a comunidade médica não sabe direito das coisas. A ciência como tudo não é exata. Ate hj fala-se muito mal das tais putas que não se contaminam com o virus ou sobre os controladores de elite, embora haja matérias, dizendo que sabem o que o ocorre com eles. Pra mim, não sabem. Se a coisa fica sem rigor, é claro que as especulações vão aparecer e um louco desses pode acabar acertando, escolhe um caminho diferente, procura X e acaba achando Y.

    A riqueza do filme Clube de Compras Dallas eh que o cara desenvolveu a ideia (vejam bem, estou falando de ideia) de coquetel antes de isso se oficialmente aceito. E o mais escroto é a censura que FDA fez a ele. Ele foi esperto e quis faturar, criou um mercado e foi sacaneado, ou seja, que eh meda eh essa que só as grandes indústrias podem faturar em cima do sintoma alheio?

    O soropositivos têm que encher o saco, perguntar sobre cura a toda hora, sem parar, infernizar a vida do próprio médico. Ninguem precisa viver de doença (embora a gente sabe que há o ganho secundário da doença, as pessoas gostam de doenças, porque se sentem amadas, movimentam mercados, as pessoas ficam preocupadas), ninguem precisa pagar juros sem necessidade.

      • Diego Fortaleza diz

        Texto perfeito,esse blog é o mais top,sensato e ético de todos,parabéns pela matéria.Só acho que meu organismo deve se adaptar o mais breve ao 3×1 rsrs,acordo bebãozão velho,apesar de saber que vai passar!!

        • Marcell diz

          O bacana é que nao tive efeito colateral nenhum em quase dois anos de tratamento com 3×1. O que sinto falta mesmo é de grupos de amigos para conversar e partilhar experiencias. Grupos de menssagens rápidas, como whatssAp, que nao precisem se comunicar por e-mail.

    • Pra mim é mais simples, Cezar…

      Por enquanto, infelizmente, só os antirretrovirais é que salvam. É o produto que funciona, com ou sem culpa, com alívio ou efeito colateral, festejando a vida ou não… Vida saudável, controle do tesão na cocaína, etc… tudo isso é importante e pode prolongar a vida, mas não salva.

      Sobre o mercado, são sempre dois e só querem dinheiro, concordo. Mas ninguém sacou nada sobre ciência ser consenso de patota. Doce ilusão. O que as pessoas fazem é comprar um produto do segundo mercado, porque gostam mais da ideia cool que ele vende, incluindo o de passar a ideia para os outros de que elas perceberam alguma coisa a respeito do mundo, incluindo sacar a Big Pharma, e porque outros compram também.

      • Cezar diz

        Veja, quem trouxe este tipo de post foi você. Eu pensei que este assunto já estava resolvido na sua cabeça. O título, inclusive, é meio sensacionalista. Já que está com opinião formada, pergunta pra quê? Te incomoda estas pessoas aventureiras que dão uma banana para industria tradicional? Se uma pessoa quer se tratar com o Pajé Ashaninka, que vc tem a ver com isso?

        Tudo é mercado. Todo nosso corpo tem um preço. Todos nossos órgãos estão atrelados a uma indústria. Se você quer preservar um órgão, você estará automaticamente desativando uma indústria e ativando outra. Exemplo: coração. Vamos preservá-lo, logo vou comer menos carne, menos batata-frita, ir com menos frequencia ao McDonald’s. Estas industrias vão perder dinheiro; pro outro lado, a academia (e coisas similares, além de outros tipos de alimentos) vai ganhar. As empresas ficaram espertas com isso e, no processo histórico, criaram holdings, porque querem ganhar de qualquer lado, qualquer jeito. Mas mesmo com tanta fusão, podemos ainda escolher, afinal Pepsi, Coca e Guaraná não pertencem ao mesmo dono. Ainda dá pra escolher, não se fidelizar.

        A industria do retroviral, como todas, quer fidelidade, mas pode surgir um louco e lhe aplicar uma rasteira, nunca se sabe….

        O que eu defendo são mercados, que haja mercados que a gente possa escolher o que for mais interessante pra gente. No filme Clube de Compras Dallas, o FDA foi escroto com o cara, sobretudo, porque, naquela época, a indústria farmacêutica não tinha nada melhor pra oferecer. O AZT era uma piada. A implicância foi justamente porque o texano criou um mercado, ganhou dinheiro com o hiv. Como pode isso? A briga sempre é por dinheiro.

        Não tenha nada contra o retroviral (embora haja um messianismo aí), o que me interessa é a pressão dos soropositivos por uma cura. Chega deste vírus e os preconceitos ridículos, atrelados a ele. Esta pressão tem que ser constante, implacável, sem interrupção, não pode haver acomodação. Ainda espero ver uma Rebelião dos Soropositivos.. Uma Rebelião tão forte que não vai ter jeito e vão ter que desativar de vez este vírus. As vezes, a espécie funciona, revira, só sob o chicote.

        • Cauã + diz

          Uma curiosidade Cezar…

          Vc é Soropositivo?

          Se sim, vc gosta o fato de estar infectado?

          “As pessoas Gostam de doença”?

          Diga isto por vc, não me inclua nesta sua generalização absurda!

          • Cezar diz

            A minha experiencia clinica não deixa mentir. E eu não estou generalizando.
            Basta inserir no google a frase- ganho secundário da doença – que dah pra entender do que estou falando.

          • vivendopositivo diz

            Caua, se vc não entendeu direito, ele só esta repetindo a cartilha da psicanalise. São termos como: “Histeria, neurose, falta, culpa, necessidade, libido, ganhos secundários. ” pra falar bonito. Pegue qualquer texto psicanalítico e veja se não apresenta todos estes termos ao mesmo tempo.
            Sobre o FDA implicar com o personagem, fez isso quando descobriu que ele estava fazendo comercio com um medicamento sem testes, sem controle de qualidade, feito em fundo de quintal (mexico) , sem registro, importado ilegalmente e sem representante legal naquele pais para responder sobre ele. As pessoas usaram no desespero porque não tinham outra opção. Ate ser descoberto que ele fazia comercio daquilo ilegalmente e também sem pagar impostos , visando principalmente o lucro, ele não teve problema algum em buscar no méxico. Tanto é que depois de aprovado o Ddl passou a ser coquetel com Azt. As coisas não podem ser aprovadas a troco de caixa como muitos querem, podendo causar danos irreversíveis como muitos remédios já fizeram. Ou você prefere mesmo que o remédio lá que deu encefalite no macaco seja jogado no mercado porque teve um certo sucesso a primeiro momento? FDA não é uma mera Anvisa, que só agiliza com propina.
            Por mais que os testes demorem 3, 4 anos prefiro algo testado e me traz muito mais confiança ver o selo approved by FDA. Ah e diferente dos Eua, a medicação aqui eh 100% distribuída, lá você paga integralmente por ela , paga plano caro, ou co participação do valor. O 3×1 pro brasil custa 0,88 r$/ cp nos Eua custa mais de mil dólares a caixa. Não digo com isso que não devemos cobrar pela cura ou melhores tratamentos. Mas tanto é interesse dos governos quanto dos médicos. Médicos também são pessoas e sofrem ver seus pacientes definhando perdendo a batalha da doença.

            • Cezar diz

              Meu caro, as pessoas são responsáveis pela própria vida, não o Estado. O FDA não tinha nada melhor para oferecer. Se hj alguem quiser se tratar com o Pajé Ashaninka eh problema dela e não seu. Se VC quer esperar resultado de um consenso de patota oficial, eh problema teu. Fato que o personagem teve sobrevida, jah que o mundo oficial deu a ele um mês de vida. Se todos os soropositivos tivessem a ousadia e inteligencia deste cara, a situação era outra. E se bobear, tem A gente que não tem acesso.

        • Mais curioso é como esse assunto te incomoda… Deve ser a fantasia de ter um Ron Woodroof.
          Eu não tenho nada contra alguém se tratar com o Pajé Ashaninka. Se ele curar mesmo o HIV, me chama que eu vou junto. Mas Peter Duesberg é burrada.
          Então você defende mercados e não é contra os antirretrovirais, tudo bem. Mas, acompanhando teu raciocínio, não entendi porque com antirretrovirais é diferente do refrigerante: Gilead, GSK, Pfizer… 3 em 1, Maraviroc, Kaletra…

          • Mutatis Mutandis diz

            JS, mais uma vez: BELO TEXTO! Todo dia tem gente nova nesse blog e nessa vida de portador de HIV…passando por todas aquelas mazelas psicológicas e patológicas que todos nós passamos: uma FRAGILIDADE INDESCRITÍVEL…

            E esses novatos vão ficar vendo coisas negacionistas e se iludindo e pondo a vida em risco. Eu fui um, que já confessei aqui, que era usuário da hemoterapia. NÃO SERVE PRA NADA!
            Quando comecei tinha carga viral de 42.000 copias e CD4 de 495, o médico pediu mais um tempo para começar a TARV. Tres meses depois tinha CV 240.000 cópias e CD4 400, resultado: TARV imediatamente. Em 08 meses fiquei indetectável.
            Vamos acabar com essa idiotice de Big Farma, de basear nossas vidas por filmes de Hollywood.
            Olha, sabe aquele cara do filme pornográfico que tem o pênis enorme que faz aquela mulher gostosíssima gemer de prazer? Pois é, na verdade ela está gemendo porque é paga pra isso, não é o pênis do bossal! Sabe aquelas verdades dos filmes hollywoodianos? Pois é, num é bem uma verdade é o interesse do diretor e dos patrocinadores…
            Minha gente, o laboratório que descobrir a cura do HIV vai lucrar muito mais do que décadas de antiretrovirais…Achar a cura do HIV é colocar o câncer sob cura poucos anos depois…Olhem para tuberculose: Sempre teve cura? Olhem para Sífilis: ainda hoje não é uma doença fácil de curar…e matou muitos até os anos 50…. Porque com o HIV vai ser diferente? A Bigfarma antes era mais caridosa? Creio que o dinheiro sempre foi o objetivo de quem produz algo…e com remédios nao é diferente.

            Testes e mais testes, anos de pesquisa, macacos, cientistas, produtos….puxa vida, é muito custo pra se descobrir uma substancia e envasá-la numa capsula ou frasco. As exigências são severas por parte dos órgãos reguladores. Então, isso tem que dar dinheiro ou não?!
            Não sei que dia fui procurar no youtube a linda canção do Quenn (Bohemian Rhapsody, acho que é assim que se escreve) dei de cara com uma matéria do JN falando da morte de Fredye Mercury: Deixou uma fortuna de 50.000.000 de dólares…Meu Deus, imagina se esse cara tem tido acesso aos antiretrovirais, imagina o que ele não daria para ter tido acesso aos antiretrovirais…e nós aqui ficamos reclamando de efeito tal, olhos amarelados (os meus..kkk)…tem hora que deveríamos ter nascido sem falar pra não pronunciar tanta besteira….

            Não estou pregando um conformismo, mas uma análise um pouco mais criteriosa sobre o que essa Bigfarma tem nos feito de mal….se é que podemos chamar assim!

            A propósito, já tomou seus remédios hoje?!

            • Cezar diz

              E eh de morrer de rir tamanha ingenuidade. Mas nao volto mais esse assunto. Repito: as pessoas amam a doença.

              • mutatis mutandis diz

                Cezar, sabe o que humildemente acho? Que vc está falando de vc mesmo…quem na verdade deve amar essa doença é vc, meu caro amigo! Eu peguei essa porcaria de doença e quase destruo o melhor de minha vida que é o meu casamento. Por sorte tenho uma esposa esplêndida que apesar dos pesares tem entendido o que aconteceu…Não seja tão minimalista diante de algo tão sério, meu caro amigo…não acredito, sinceramente que vc seja tão idiota assim.

                • Cezar diz

                  E o HIV não conseguiu acabar com seu casamento? Que virus ineficiente! Por estas e outras que a cura virá…

              • D.O.A. diz

                Cara você não sabe o que diz nesse comentário extremamente desnecessário e leviano! Procure um blog no qual possa ajudar alguém com suas idéias e textos, aqui este tipo de opinião é ofensiva pra pessoas que nem sempre estão equilibradas emocionalmente.

          • Cezar diz

            Ou a sua inveja e incapacidade de ser um cara como Ron. Tem pessoas que tem coragem na vida, outros, nao. Faz parte. E mais uma vez: quem trouxe este post foi vc. Vai pra seu analista tentar saber o motivo.

    • GuiPR diz

      “O soropositivos têm que encher o saco, perguntar sobre cura a toda hora, sem parar, infernizar a vida do próprio médico. Ninguem precisa viver de doença (embora a gente sabe que há o ganho secundário da doença, as pessoas gostam de doenças, porque se sentem amadas, movimentam mercados, as pessoas ficam preocupadas), ninguém precisa pagar juros sem necessidade”.

      Pessoas gostam de doenças? Vou dormir depois dessa.

      • GuiPR, sobre o que ele fala de as pessoas “gostarem de estar doente” não é exatamente da doença, mas da atenção, preocupação e dos cuidados que os outros vão direcionar ao doente (ganho secundário). Isso não é uma coisa consciente. Ele tá repetindo o que eu disse, a cartilha da psicanálise, uma abordagem da psicologia.

        “As pessoas são responsáveis por sua vida”, mais um clichê da psicologia.
        Talvez você conheça esse ” o problema da psicologia é tentar psicologizar tudo”.

        Essa sua análise é bastante reducionista. Óbvio que todos gostam de atenção, sentirem-se desejados, amados, enciumados. Saia desse casulo da psicanálise, deixe isso pra dentro do seu consultório.

        Eu queria saber é onde se encaixa isso aqui, a maioria só teve/tem sofrimento em relação ao HIV, para muitos inclusive, ninguém próximo sabe desse diagnóstico, se vive no medo, e escondem a identidade no blog, alguns tiveram pessoas que se afastaram quando souberam, quero saber ONDE É que entra esse ganho secundário. Nessa situação não existe, portanto sua experiência clínica não se encaixa aqui. ( Sentir pena de si mesmo? Será que é ter de estar trimestralmente colhendo sangue com olhar de pena das enfermeiras? Será que se fazendo de coitadinho pro médico?). Ninguém aqui deixa de tomar o TARV pra piorar a saúde ou posterga o máximo possível pra com as doenças oportunistas chamar atenção dos outros.

        Você pode dizer sim de um obeso mórbido, de um fumante com pré enfisema, de alguém com dor de dente. Que sabem do que os espera se não se cuidarem, vão adoecendo aos poucos e deixando os outros preocupados, e isso gera um ganho secundário. A maioria aqui em relação ao HIV entrou de gaiato nessa história, e foi um baque o diagnóstico. Neurótico, histérico, necessidade… Nos poupe, essa conversinha psicanalítica, aqui não cola.

        Sobre o filme mais uma vez, ali é um personagem, não é nenhum herói, ao receber o diagnóstico ele abusou sim das drogas como válvula de escape, mas foi correndo atrás de subornar o enfermeiro por AZT, foi correndo pro méxico e japão atrás do coquetel. Com CD4 de 20, ele não ficou parado esperando a morte! O médico falou em 1 mês de vida porque era isso que acontecia e acontece à maioria que estava no estado dele, e sem tratamento.

        Qual é seu objetivo afinal? Criticar a indústria? Criticar o comércio? Criticar a postura médica? Criticar a medicação? Criticar a passividade dos usuários? Criticar os que abusaram do tesão? Criticar os “ganhos secundários”? Mandar cada um cuidar da sua vida? Até agora não entendi afinal em que você tá atirando e qual seu real objetivo.

        • Cezar diz

          Porque existe uma coisa, chamada masoquismo, meu caro. E não eh invenção da psicanalise. Se VC tem uma coisa melhor que a cartilha da psicanalise ou psicologia, ofereça. Gosto de novidades. Tem algo melhor? Estou comprando… Ou soh sabe dah pinta?

          Com raras exceções, ninguém entra de gaiato na industria do HIV. Sabe muito bem, pq contraiu o virus. Não adianta jogar tudo pra cima do virus

          A minha questão aqui não eh questionar retroviral, pelo jeito, eh um problema de vcs. A minha questão eh mostrar porque ha ainda esta corrente negacionista.

          Falei por acaso que ele eh herói? Ele eh um cara foda, sim, tanto que virou filme. Por acaso sua vida dah um filme? Então, pare de inveja e observa o movimento foda dele, pesquisou, foi atras, descobriu o perigo do AZT, procurou alternativa, criou um negocio, foi a luta, não ficou, chorando pelos cantos. Foi guerreiro e recebeu a devida homenagem. VC não faz um decimo disso e quer falar o que?

          Tem muita gente que tem HIV e se expõe. Cada caso eh um caso. Agora, se tem gente que fica muito preocupada com a opinião alheia, eh problema dela.

    • Cara+ diz

      Sabe Cezar

      entendo o seu ponto de vista e te digo que concordo com vários aspectos que você colocou no seu post. Porém, ao mesmo tempo, me vem o outro lado. E se eu não tivesse a disposição a tarv? o que efetivamente seria de mim? até quando poderia viver bem e com saúde? ou melhor, até quando estaria aqui, para poder questionar tais condutas da indústria farmacêutica?

      particularmente acredito nas estatísticas, nos números que são exatos. Se nos dias de hoje, com tarv, as pessoas tem a possibilidade de viverem bem e terem uma durabilidade de vida equiparada a quem é soronegativo, claro, tendo a consciência e a lucidez de que a indústria movimenta milhões e pensa apenas no seu lucro, e este ainda é o “único” caminho sabido, testado, aprovado e que tem se mostrado o mais eficaz, eu seria louco de não o querer fazer….

      não quero parecer conformista, mas também não quero virar um questionador de tudo. Se este tem se mostrado o melhor caminho ao longo de toda a história da humanidadexhiv, por que não o fazer?

      O hiv, assim como qualquer doença que o cara terá que conviver com ela por toda a vida é um caminho sem volta e enquanto a tarv se mostrar o “garantidor” de uma vida longa e de qualidade, o melhor a fazer é se cuidar.

      O que não tem remédio, remediado está!

      • Cezar diz

        Mas eu não sou contra a tarv. Sou a favor da cura e da desativação desta industria. Mas parece que tem gente que não quer isso, mais uma vez: o ganho secundário da doença.

        • Cara+ diz

          entendo Cezar
          tb sou contra a indústria. Na realidade, sou contra tudo o que, de uma certa forma, se utiliza da fragilidade de um outro alguém para se ter um certo benefício sobre isso, mas como diria Elis Regina: “vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, vivendo e aprendendo a jogar”.

          Agora, se a tarv é a garantia para uma vida longa e de qualidade, tenha certeza que quero estar bem vivinho para ver as “cenas dos próximos capítulos” dessa novela!

  10. Gil diz

    Agora que terminei meu trabalho, vi o que a médica receitou, levando em conta meus triglicerídeos altos e uma mutação da Hepatite B, já, segundo ela, em remissão…
    ritonavir, atazanavir e TDF +3TC.
    Alguém já toma essa combinação, ou tomou?
    Um abraço a todos.

    • Rick diz

      Olá Gil mudei minha medicação para essa! Porque estava usando o AZT e achei que meu rosto estava afinando, minha bunda murchado, e ainda percebi que minhas veias das pernas ficaram mais evidentes e eu só tenho 2 anos e 9 meses de terapia, e hoje fui ao médico e pedi para mudar, ainda começo mês que vem… Vi aqui que algumas pessoas usam esse esquema… ! O tenofovir pode sobrecarregar os rins mas meu médico falou que é muito raro as pessoas terem problemas com ele! Grande abraço, saúde e sucesso!

    • FG-PR diz

      Gil eu tomo essa combinação, fique tranquilo que é de boa, praticamente sem nenhum efeito colateral.

  11. fernandescarioca diz

    Boa Noite, vou postar meus resultados:

    Antes da terapia: CD4 488 CV 16546

    Com 32 dias de tratamento do 3×1: CD 558 CV 808

    Ainda não estou zerado. Mas fiquei feliz com o resultado do exame.

    Graças a Deus.

    • caradobemsampa2 diz

      otima noticia, ja passei dos 30 dias de tarv, mas só vou fazer novos exames em junho
      eu to tranquilao… .rs
      parabens pelos resultados
      abraçao

  12. Olem diz

    Que maravilha de texto JS! Parabéns.

    Acho que devemos fazer a análise histórica do HIV e nos colocar na condição de “alegria”. Alegria não no sentido de estarmos convivendo com o vírus, mas alegria na perspectiva de que já evoluímos muito, no quesito terapia, do início da epidemia até aqui.
    Pensemos… já se imaginaram tendo que se despedir de alguém que você ama profundamente por causa de uma infecção pelo HIV? A dor da despedida, coisas do tipo: “com quem vão ficar os filhos, o cachorro?” ou ainda: “O que farei com aquele resto de perfume seu? com suas roupas no guarda-roupa? seus sapatos? seus livros?” “Como ficará sua mãe? seu pai? tendo que conviver com a dor da perda de um filho?”
    Para além disso, fico imaginando também se eu teria condições fisiológicas e psicológicas de tomar mais de 40 comprimidos por dia como outros tomaram. Há tanto a se refletir e a se comparar! Não dá para fazer de conta que nada mudou e quando leio um post como esse eu me sinto muito mais alimentado e disposto a lutar pela minha, pelas nossas vidas, e acredito muito que a potência da alegria é mais forte do que a rigidez e frieza da tristeza, da apatia, do cinza, prefiramos o verde, a esperança!
    Não estou colocando que a alegria deve ser a palavra de ordem da convivência com o vírus, pois sabemos que por mais que alguns de nós não tenhamos apresentado efeitos colaterais, há ainda um enorme número de pessoas que não conseguem se adaptar de forma tranquila à TARV, e para mim, enquanto houver pessoas sofrendo com esse tratamento, a gente não deve fazer de conta que está “tudo bem”, devemos lutar para que possamos conseguir através de políticas públicas, através da militância, e através dos Direitos Humanos, estudos, pesquisas e tratamentos mais humanizados, menos tóxicos, como muitos já colocaram aqui. (por mais que possa parecer utópico, precisamos fomentar isso.)
    Olhemos, cuidemos e nos preocupemos também uns com os outros. Sem querer dar uma de bom samaritano, mas é que, acreditem, é aqui nesse blog que eu desabo, que eu desabafo, que eu pergunto, que choro baixinho, que tenho medo, que tenho luz, que me emociono e que tenho coragem para seguir dia a dia como se a minha vida fosse realmente um “para sempre”.
    Quando falo em “Alegria” eu falo da alegria que me dá de poder – depois de ter recebido o diagnóstico de positivo para HIV e enfrentado uma sífilis – vir aqui, ler vossos relatos, dividir os meus, receber, partilhar e seguir a vida com a possibilidade de plenitude, bonança e coragem para enfrentar os pormenores desse tratamento, coisa que algumas pessoas não tiveram “tempo” de fazer, pois ao chegarem ao diagnóstico, como chegamos, talvez tenham vivido pouco mais de três meses.
    Fiquei bastante emocionado com o post, fiquei até mesmo envergonhado por achar que o que tenho é “pouco”, estou fazendo minha reflexão aqui com vocês, pois é aqui, SOMENTE AQUI, que sou o que realmente sou, um inteiro, aqui não sabem meu nome mas sabem o que sou e o que me afastaria ou me afasta dos que sabem meu nome mas não conseguiriam viver com o que há dentro de mim, dentro do meu sangue, essa coisinha tão irrisória, que está se acabando e que se acabará em seu tempo de desistência. Pois eu escolhi não desistir e estarei até o fim travando uma luta para manter viva a minha alegria, pois com ela “quase” tudo é possível! Em um dia sensível beijo a todos, meus queridos e minhas queridas, meus confidentes!

    • Gil diz

      Chorei, me vi assim!
      Um mês hoje que soube do HIV e é a primeira vez que choro. Precisei!
      Hoje será o meu primeiro dia com a TARV.
      Vou lutar por minha vida, porque sei que faço a diferença para muita gente próxima a mim, me sinto amado e respeitado. Tenho medo, estou com muito medo!
      Medo que meus filhos descubram, que me julguem, medo da reação de pessoas de minha família, que são mais frágeis.
      Medo de adoecer, de ficar mal e não poder trabalhar, de não ver meus filhos crescerem…
      Por mais que a razão diga o contrário, fazer parte de um grupo que tem um virus que ainda não sai do corpo é estranho.
      Vou à luta, mesmo assim, preciso do apoio de vocês, me sinto bem lendo o que vocês escrevem, mesmo quando me emociono e choro.

      • Cara+ diz

        Gil
        de verdade mesmo, tomar qualquer medicação com medo, já é, de uma certa forma, dar chance para o azar. Qualquer coisa que a gente faça na vida, pensando no “efeito colateral”, já está dando uma margem maior para os 50% de não dar certo. Se um empreendedor for montar um negócio pensando, ou melhor, dando mais enfase ao fracasso, tem grandes chances de não deslanchar no seu empreendimento.

        Acredite no seu tratamento. Entenda que a tarv é a forma de você estar no controle da situação. Até então o hiv estava no comando, agora é você. A tarv é sua aliada e não o contrário. Com ela vc poderá ver seus filhos crescer, sua família junto a você, ter momentos de felicidade e amor, como qualquer pessoa. Se houver, veja bem, se houver algum efeito colateral, tenha certeza de que ele é passageiro e some logo.

        Há muita vida lá fora e seus filhos, amigos, parentes, familiares esperam o melhor de você! Logo, logo estarás relatando aqui que está tudo bem e que a vida segue, “como manda o figurino”.

        • Gil diz

          É verdade, Cara+. Eu vim do hospital agora, peguei os remédios, me instruí com o pessoal de lá, os efeitos, se aparecerem, serão mínimos! E mesmo assim, melhor que ver o virus me destruir, né?
          OUTRA COISA LEGAL: Nos exames que fiz no dia 12 de maio, a carga viral despencou e minhas CD4 subiram!!! SEM TOMAR NADA, AINDA!!
          Fiz os exames no final de abril, assim que descobri:
          Estavam assim:
          CD4: 593
          carga viral 211 mil
          Na semana passada, após eu entrar em dieta, reduzir álcool, voltar a correr e bater bola, me acalmar e “acostumar”:
          CD4: 792
          Carga Viral: 133 mil.

          Eu sei que a margem de erro é grande, mas mesmo assim, eu vi progressos, ou não?

          • Cara+ diz

            grandes progressos Gil
            em tarv então, só vai ver a cv ficar indetectável e o seu cd4 continuar a subir.

            vida que segue! vá em frente!

  13. Tati diz

    Gente… Alguém me ajudar? Marquei uma endoscopia para sexta feira, devido a dores de estômago,nda relacionado ao hiv, mas n contei ao médico minha sorologia, vcs acham que devo avisar? To meio angustiada, as coisas ainda são novas pra mim…

  14. desbravador diz

    O Cezar aí em baixo alcançou bem uma parte da insuficiência do palavrório autenticado no cartório da medicina oficial. O retrovirais são como a Nova York descrita naquela piada do Tom Jobim: “NY é bom,mas é uma merda…”. Os coquetéis são isso: são bons,mas são uma bosta.Vira e mexe aparecem essas reportagens para tentar pôr panos quentes diante da percepção dos clínicos e agentes de saúde de que há uma onda de descontentamento e insatisfação.Isso foi discutido muitas vezes, até aqui neste recinto virtual mesmo. Não há como convencer as pessoas a ignorarem, por exemplo, a assimetria de tratamento dado aos remédios que já nascem aparentemente destinados a aprovação célere numa comparação com propostas longamente estudadas,mas perigosas ao estatuto de cronicidade que o HIV adquiriu.
    O que me intriga é que o assunto “cura”,nos meios e páginas governamentais ou para-governamentais, parece ser sempre algo meio lateral e apenas “obrigatório”, quando evidentemente toda a estrada da AIDS só achará sua pavimentação definitiva seguindo a via de mão única cujo destino é a resolução final dessa doença. Então surgem essas operações tampão, para dizer o mínimo, como recomendações de uso preventivo, e a total cooptação da comunidade HIV a uma abordagem ultra-politizante, como se os soropositivos fossem partícipes de um “movimento”, bem ao gosto pra lá de horizontal do latino-americano desses dias que correm.

    Para não ficar sem exemplos, leiam esse link abaixo e tomem ciência de que já há um renitente desconforto sendo detectado, principalmente nos EUA. É desse ano, de março de 2015.
    http://www.poz.com/articles/gmhc_spring_gala_401_26991.shtml

    Nele, lemos:
    “I am troubled by how little activism there is challenging the systems to drive innovation rather than simply fund more programs. The systems in place are not incentivizing innovation, and we are not demanding better treatments. Today’s treatments are great advances. They are, however, yesterday’s advances …

    “Complacency has set in. ‘Advocates’ have sided with insurers, policy makers and industry to agree that ‘this’ is good enough. When, for instance, did HIV organizations start agreeing that treatment decisions should be made by insurers and expert panels, not by patients and their doctors? When did preferred drug lists, high co-pays and specialty tiers become acceptable?

    “Our aspirations must go well beyond a menu of expanded programs. The aspiration must go beyond mathematical models that calculate when we will ‘bend the curve’ on new transmissions. Our collective aspiration should be nothing short of a cure.”

    E olhe que isso foi noticiado num site como o POZ, frequentemente associado à ala mais oficialesca das políticas relacionadas a HIV/AIDS. Um dia essa explosão vai precisar acontecer; um dia os HIV+ terão de entender que não podem mais aceitar essas injeções de amansa boi periodicamente instiladas nos seus dorsos. É preciso assoprar com força todas as cortinas de fumaça, rejeitá-las todas, e exigir não só o fim da simulação, mas a total destruição do sádico teatro que ousa substituir a realidade.

    • Gustavo2015 diz

      alguém me explica melhor oq ele quis dizer? Eu estou boiando com vcs kkkk. Então estes remédios q tomamos nao salva nossas vidas? claro que nao deveríamos aceitar viver p sempre tomando medicação e deveríamos sim fazer barulho para q possamos ter a cura logo pois ja sabem como curar este virus, é isso?!

  15. hmax+ diz

    Acho que temos que nos atentar aos fatos. Esses irresponsáveis que ainda veiculam que o HIV não causam a AIDS são seres que chegam a ser desprezíveis. Outra coisa que devemos para de pensar. É legal vender antirretrovirais para uso contínuo? Claro que é. Teremos sempre uma demanda constante pelos medicamentos. Agora outro fato que não pode deixar de ser evidenciado é que quem descobrir a cura do HIV não vai guardar isso não, vai lançar isso o quanto antes. Pessoal o mercado esta em constante mudança, e para nos mantermos competivos nesse mercado devemos lançar novos produtos. Isso vale para qualquer mercado. Acredito nesses novos estudos, a cura pode não chegar amanhã, mas somos a geração da cura. Não temos certeza, mas acreditamos, precisamos acreditar. Quem descobrir a cura hoje, estara podre de rico amanhã.

  16. hmax+ diz

    Gente, não sou economista mas pensem comigo.

    Com o sucesso do tratamento, ele prolonga a vida e EVITA A TRANSMISSÃO do virus, com o passar do tempo a DEMANDA por antirretrovirais naturalmente irá diminuir. Não teremos mais aumento de numero de infectados, não mais como nos dias de hoje.
    A tendência a LONGO PRAZO (de 10 a 20 anos) é que a demanda por antirretrovirais seja tão pequena que não vale mais a pena ter esse medicamento no mercado, logico ele existirá, mas economicamente falando não irei estar lucrando com isso.
    O que eu farei agora?

    Nós ja estamos vendo algumas pesquisas aí, seja na vacina, que com certeza ira dar muito dinheiro a essa industria, e consequentemente com a cura.

    Melhor do que dar medicamento a 30 milhões, infelizmente esse numero é menor, nem todo mundo tem acesso a essa medicação, vide continente Africano, é poder vacinar a TODA A POPULAÇÃO DESSE VIRUS QUE JA FOI COMPROVADO DESDE OS ANOS 80 QUE CAUSA A AIDS, ou seja, 7bilhões de PESSOAS.

    O QUE VOCÊ QUER? FORNECER MEDICAÇÃO A TRINTA MILHÕES DE SOROPOSITIVOS E ESPERAR ESSE NUMERO CAIR, OU IR ATRÁS DA CURA E DA VACINA PARA 7 BILHÕES DE PESSOAS NO PLANETA.

    Gente, por favor, posso ter falado besteira, mas se eu tivesse GRANA, EU INVESTIRIA NA CURA E NA VACINA, todo mundo iria querer se livrar do HIV/AIDS.

    Ia ser igual vacina da gripe, todos tomam, ou pelo menor boa parte. IMAGINE QUANTO EU POSSO FATURAR COM ISSO?

    EM RESUMO, não existe nenhum grupo que queira esconder a cura, porque a CURA é para TODA A POPULAÇÃO, não só para nós soropositivos, que obviamente seremos OS PRIMEIROS BENECIADOS.

    O INDUSTRIA DA AIDS TEM MERCADO, E O MERCADO DA AIDS PEDE CURA.
    O MERCADO ESTA SEMPRE MUDANDO, POR ISSO, O DA AIDS JA MUDOU PEDINDO A DESCOBERTA DA CURA A MUITO TEMPO.

    • Cezar diz

      A questão não é só o medicamento. São todas as indústrias secundárias e terciárias que se alimentam do hiv. O sonho seria colocar todo mundo em tarv, mas isso é impossível e, algumas pesquisas, até apontam o aumento de infecções pelo vírus em certos segmentos da população recentemente, fora os que infectam de propósito seus parceiros.. Não dá pra fazer este tipo de previsão.

      • hmax+ diz

        Cezar,
        Sim, seria mais facil colocar todos em TARV. Mas a grande maioria dos infectados, ate mesmo aqui no Brasil daqui a alguns anos, estará em TARV, vide o novo protocolo de tratamento no Brasil.
        Se a grande maioria, mesmo aqueles com CD4 acima de 500 estiverem em tratamento, e ficarem com a carga viral indetectavel, ela não mais transmitirá o virus. Com o passar to tempo, teremos menos pessoas sendo infectada pelo virus. A demanda naturalmente, irá cair, a tendencia é a demanda por TARV diminuir. Por isso a industria necessita nova medicação e encontrar até mesmo a cura. Todo mundo quer aumentar seus lucros, e se a tendencia for essa, eles tem que mover os pauzinhos deles para mudarem esse quadro. Porque la na frente, se logico, a grande maioria estiver em tratamento é os novos casos de caso de hiv erradicarem.

        • hmax+ diz

          Cezar, gostei do seu comentário sobre a indústria secundaria e terciaria, mas acho que a cura é mais forte que eles. Eu não consigo ver um mundo onde uma indústria não procure a cura por essa doença. Todos nos antes ja tinhamos medo de pegar essa doença, e eles sabem disso, por isso eles sabem que se criarem uma vacina que impeça a infecção pelo hiv, consequentemente encontrem a cura, eles encontram um novo mercado muito maior. O daqueles que querem ter relações sem nenhum medo dessa doença. Eles sabem que a população de modo geral associal hiv a morte. Isso é muito mais lucrativo do que qualquer mercado. A ciencia não esta procurando a cura porque ela é boazinha, o mercado dela exige isso.

          • D_Pr diz

            Bom dia senhores!

            Eu acredito que será desenvolvida uma vacina preventiva em breve, segundo cientistas é mais fácil do que curar o HIV impedir a infecção (veja a PrEP e o avanço que representa). Quanto a cura UM DIA teremos, não no tempo que gostaríamos, hoje, mas um dia!

          • Cezar diz

            Lamento, mas nenhuma cura eh mais lucrativa que uma doença cronica. O HIV provoca um lucro gigante, inclusive para companhias aéreas, recepcionistas, tradutores, agencias de publicidade, gráficas, rede hoteleira, buffet (afinal, ha os Congressos, não eh mesmo?), médicos de diversas especialidades, laboratórios de diagnostico, industria alimentícia, academia, industria religiosa, mercado alternativo e assim vai…

            A cura virah por exigência de seculo e por vaidade de uma pessoa ou de um grupo, perpetuar seu nome na historia. Ganhar Nobel, essas coisas…

            • D_Pr diz

              Cezar, você sabe quanto custou pro governo brasileiro o tratamento mensal com o 3×1?

              • hmax+ diz

                Cezar, desculpe, não é minha intenção te ofender. Acredito que sua opinião seja oriunda da descrença da cura e da ciência.Tenha calma com o tempo teremos novidades, como já estamos tendo.
                D_Pr, estima-se que o gasto médio anual com antirretrovirais seja em torno de US$ 3.000,00, ou seja R$ 9.000,00 por ano. E esse preço tem diminuído com a quebra de patentes, desde 2007 pelo então Presidente Lula. É muito mais econômico para o governo nos fornecer tratamento gratuito, pelo SUS, pois o custo com internação é muito maior. Nos mantemos saudáveis, trabalhamos, geramos renda para a nação como todos, e principalmente, não transmitimos o vírus e temos maior qualidade de vida.
                Estava conversando com minha professora de Macroeconomia sobre este assunto de mercado de HIV e a mesma compartilha a minha opinião.
                Com o tratamento disponível a grande maioria da população soropositiva, com o numero de infectados serão cada vez menores, esse é o projeto Mundial e compartilhado pelo Brasil vide noticia no link. “http://www.aids.gov.br/noticia/2015/brasil-reafirma-compromisso-pelo-fim-de-epidemias-ate-2030”
                As empresas naturalmente vão procurar uma solução para solucionar a redução de seus lucros devido a queda de demanda de seus medicamentos e vão procurar desenvolver novos medicamentos para tratamento, a criação de uma vacina, a cura para os ja infectados, para se realocarem no mercado e garantirem seu futuro.

                Se livrar do estigma de não contrair o hiv é de modo geral de praticamente toda a população mundial, esse potencial mercado é muito maior que o de contaminados.

                Toda empresa procura desenvolver novos produtos afim de buscar lucros, aumentar seu mercado, seu capital. Nobel, conferências são consequências de todo esse processo.

                O HIV está sendo cercado, se existia mercado para manter ele, este já esta em concordata. Vamos ficar tranquilos, e nos tratar, nos mantermos saudáveis, e continuar a vida. Como eu já comentei, o mercado e a ciência está a nosso favor.

                • Hmax+, O custo do 3×1 a última compra de 90 milhões de doses foi 80 milhões de reais.
                  R$26,40/pote. Mas cada kit tem preço diferente, acredito o raltegravir ser o mais caro.

                  Ia falar sobre o desejo de qualquer governo em manter seus cidadãos saudáveis e produzindo riquezas (por isso a preferência pela cura), mas pensei… Pra mim já chega.

                  • hmax+ diz

                    vivendopositivo. obrigado. se esperarmos o governo para alguma coisa…

  17. hmax+ diz

    É mais gente, vamos ficar calmos. Acreditem A CIÊNCIA E O MERCADO está a nosso favor.

    E mais, ja AMO VOCES! Desde setembro de 2014 quando descobrir minha sorologia. Parabens Jovem Soropositivo, por nos proporcionar este espaço. para alegrias, tristezas, saude e doença rsrs.

  18. Cara+ diz

    Não que eu seja um “defensor” da rede Globo (que existe teoria de conspiração até para isso, aliás, para que mesmo não existe?), mas acompanhei essa semana as reportagens sobre os voluntários para testagem de vacinas para várias doenças. Enfim, pessoas sadias que se colocam a disposição da ciência para ajudar no entendimento de como as vacinas, remédios e tal, irão funcionar no corpo de um paciente. Os mais radicais chamam de “cobaias”.

    A merda foi ver que praticamente todos os voluntários que apareceram nas notícias, mostraram seus rostos, sua identidade e estavam felizes por estar ali, fazendo a diferença para futuras gerações, apenas a voluntária com hiv, que deseja engravidar, apareceu com seu rosto e voz modificados, pois quis ter sua identidade preservada.

    Foda ter que conviver com esse estigma, com esse medo avassalador que nos corrompe, mas quem sabe um dia, com muita informação correta, clara e objetiva a gente possa mudar isso! Um passo de cada vez!!!!!

  19. ALves diz

    Não me entendam mal no que eu vou comentar: mas assim como tipo de notícias dessas são veiculadas e muitos acreditam e outros desacreditam, há informações daqui mesmo desse blog que muitos não acreditam. A questão, por exemplo, da não-transmissão do indetectável. Já falei com meu médico sobre isso (e creio que muitos aqui já devem tb ter falado) e o mesmo disse que isso não é comprovado e que teve casos de pacientes seus que o parceiro pegou (mesmo o cara estando indetectável). Ele disse que indetectável não significa que o vírus não está correndo no nosso organismo, mas que em um pequeno número que não pode ser detectado. Que o vírus é microscópico. E que se essa informação fosse certeza já estaria sendo usada pelo Ministério Público como forma das pessoas que tem medo de se descobrirem portadores fazerem seus exames e começar o quanto antes na medicação. Que são apenas ESTUDOS mas que AINDA não foram dados como certeza absoluta.
    Outro amigo meu até mencionou: mas cara é claro que um blog onde só tem soropositivo irá trazer informações assim, todos positivos não querem ter suas vidas amorosas cerceadas e ter que restringir ainda mais suas escolhas afetivas.
    Então, pra nós, 96% de não transmissão é ótimo, mas pros negativos que não vivem nossa sorologia, não vive buscando essas informações, eles muitas vezes vão se prenderem nos 4% e ficarem com medo de serem contaminados também.
    Outra informação que muitos aqui levantam é que o oral não transmite. Sendo que sabemos desde sempre que pode sim transmitir. Pode ser baixo a possibilidade, mas existe n fatores que podem levar uma pessoa a se contaminar pelo oral.

    • Richard diz

      alves.. vou te contar um segredo: seu médico é um bosta… não me leve a mal pela sinceridade, mas ele é bem desatualizado e não sabe interpretar estudos. manda ele ver esse dois videos, um com o Drauzio Varela e o outro com o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, falando sobre o indetectável… assim que sabe seu médico para de falar merda: https://jovemsoropositivo.com/2015/04/11/medicamento-um-protecao-outro/

    • D_Pr diz

      Informações médicas…

      Unless you’ve been living in a cave for the last few years, you should know that someone with an undetectable viral load does not transmit HIV…”Dr. Joel Gallant…

      A menos que você esteja vivendo em uma caverna nos últimos anos, você deveria saber que alguém com carga viral indetectável NÃO TRANSMITE HIV…”Dr. Joel Gallant

      Pergunta pro teu médico se ele conhece esse cara…

      http://hivforum.tumblr.com/page/9

      • Alves diz

        Mas é isso que estou querendo trazer à discussão: assim como o Dr. Joel Gallant é pros positivos “o cara”. O ganhador do prêmio Nobel. Duesberg da referida nota que o jovem postou também parece ter crédito para outros.
        Se o Dráuzio Varella compartilha dessa mesma idéia pq não vem a TV e informa isso? Sabemos que o nome dele é referência aqui no Brasil e que se ele trouxesse essa informação seria o fim desse medo que cerca a todos.
        Não basta uma gravação feita num simpósio postada no youtube. Essas informações devem ser arguidas pelo Ministério da Saúde, levadas aos grandes noticiários (mas não são).
        Todas essas informações de indetectáveis só vemos sendo defendidas AQUI num blog voltado aos próprios +.

        • D_Pr diz

          Alves

          Antes de frequentar o blog e logo após a descoberta, passei no médico e tudo mais…Uma das primeiras informações que tive foi sobre a não transmissibilidade de um paciente em tratamento e com carga viral indetectável por mais de 6 meses…

          Confiamos no meu médico (eu e minha parceira, pois logo após a descoberta fomos juntos fazer todos os tipos de exame) inclusive meu relacionamento é sorodiscordante…Até agora, sempre deu certo e minha companheira permanece não reagente. Lógico que usamos preservativo muito mais do que antes, mas as vezes não e tudo permanece como antes nos exames anuais dela e trimestrais meus (eu positivo com carga viral indetectável e ela com amostra não reagente para HIV). Assumimos a responsabilidade por viver assim, e compartilho a minha realidade…não digo pra fazer isso, é o que eu vivo e estou dividindo com vocês!

          Quanto ao Joel Gallant, ele não arriscaria sua carreira colocando informações que o fizessem perder seu diploma médico, e o colocariam na cadeia! O fato é que carga viral indetectável não transmite HIV, respeitando ausência de outras DST’s e os seis meses.

          Quanto as informações transmitidas em rede nacional e pública de televisão, não espere isso do Dr. Drauzio… Já teve inclusive um quebra pau com grandes médicos por causa desse assunto – carga viral indetectável: não transmissor ou transmissor.

        • Richard diz

          Duesberg NÃO LEVOU o Nobel, Alves… Lê direito o texto do jovem, clica nos links…
          Tb acho que poderia ser melhor divulgado no Brasil a questão do indetectável, mas isso nem de perto invalida os estudos… e não é “só” aqui no blog que se fala sobre isso… segue os links, acompanha as notícias antes de falar besteira… vários países reconhecem oficialmente as qualidades do indetectável, publicam sobre em sites oficiais internacionais.. nos congressos de HIV/aids sempre se fala disso… pra nenhuma dessas pessoas e organizações se trata “só” estudos… Só pro teu médico.
          Sobre o Drauzio… vale lembrar que ele não é a TV…. é contratado pela rede Globo, editado pelo Fantástico… Quem decide a pauta não é ele… Na melhor das hipóteses ele concorda com a pauta e faz o programa.. E a Globo é cagona, assim como teu médico…

        • Alves, veja o vídeo dessa postagem aos 2:19 – O ganhador do nobel fala, já tivemos contato com o HIV inúmeras vezes sem sermos infectados, porque o próprio sistema imunológico consegue eliminar. Talvez seja o caso dos indetectáveis não serem transmissíveis. É muito diferente uma ejaculação com 200, 400 mil, 1 milhão de cópias, e uma com 20 ou 5 cópias. A probabilidade que “se cita” de 96% se refere a sexo sem preservativo durante um ano (e que nenhum dos 8 mil casais do estudo foi contaminado); Você fala que o blog é voltado para os soropositivos, mas os soronegativos não se informam através dele (aliás, nem se informam), e inclusive a maioria dos médicos nem sabe sobre “indetectáveis”. O que meu amigo sabia sobre infectologia, disse que estudou na graduação em uma matéria apenas e achava o mesmo que eu, assim que descobri, “HIV era pena de morte e que os remédios só tinham poucos anos de validade antes de perderem o efeito, levando à AIDS.”
          Se duvidar, na saliva de um soropositivo sem tratamento, tem a mesma quantidade ou mais de vírus que do sêmen de um indetectável.
          Outra coisa, já mencionada aqui, nem todos indetectáveis são 100% do tempo indetectáveis, há momentos em que ocorrem BLIPS, e a carga viral se transpõe a um limite detectável pelo exame, posteriormente voltando ao indetectável novamente. Porém há pessoas também que nunca tem BLIPS. Os exames estão ficando cada vez mais precisos, já tem sensibilidade mínima de 20 cópias/mL.

    • Cara+ diz

      Alves

      pergunta que eu te faço: antes de você saber da sua sorologia, qual era o seu pensamento real sobre hiv? e por que vc tinha tal pensamento? talvez, respondendo a essas duas perguntas, vc consiga uma melhor resposta para essa sua colocação.

      Mudar uma idéia pré concebida leva tempo. O ser humano, por natureza tem uma leve tendência (uns mais outros menos) a serem resistentes a mudanças, por uma questão de paradigmas, de mudança do que até então era adotado como certo e porque não dizer, até uma certa comodidade e isso, só se agrava com a idade. Agora, multiplique essa “sensação humana” por bilhões, trilhões, quadrilhões de pessoas x interesses (entendendo-se aqui, tb o que é mais lucrativo), fora outras coisas que envolvem o comportamento humano que levaria não um comentário, mas vários posts aqui do blog e você terá a resposta do porque ser tão demorado, do porque não darem a mão a palmatória e do porque seu médico e amigos ainda terem tal posicionamento.

      É mais fácil e cômodo para seus amigos e porque não dizer, seu médico, segregar e colocar soropositivos em uma “vala comum”, em um “gueto”, dizendo que é lógico que iremos nos defender assim, aqui dentro de um blog frequentado praticamente por soropositivos (até pq esse espaço se destina muito mais a isso), do que estudar sobre os fatos.

      Infelizmente, como seres humanos, só sabemos o todo, ou melhor, sabemos mais sobre tal situação, quando esta bate a nossa porta. Sabemos melhor sobre hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e até assuntos do cotidiano, quando alguém próximo a nós, ou nós mesmos, estamos passando pela situação. Caso contrário, sabemos aquela máxima: para não ter diabetes, deve-se controlar a ingestão de açúcar, para controlar a pressão sanguínea, deve-se comer tal e tal alimento, para não se contrair hiv, tem que transar com camisinha.

      Uma pena, que nesse mar de “desinformação total” ou informações desencontradas, quem sofre e “paga o pato” somos nós, que em tratamento adequado, não representamos risco algum como parceiros sexualmente ativos, ou melhor, arrisco a dizer, somos até mais seguros do que a população em geral (no que diz respeito a hiv/aids), tão bem dito pelo D_Pr em seu comentário!

      Aliás, obrigado D_Pr pelo brilhante depoimento!!!

  20. Junior diz

    Pessoal me desejem sorte! Pensamentos positivos. Livrei – me do efavirenz que meu corpo não suportava. A fadiga sem fim, o desânimo , a insônia e a depressão não vão mais persistir. Vai dar tudo certo com o atanazavir/ritona. Assim espero. Felicidades para todos! Devo começar hoje!

  21. Fernando Posses diz

    Boa tarde,
    Gostaria de compartilhar com todos aqui os meus primeiros resultados.
    Descobri a minha condição soropositiva há dois meses, há 40 dias tomo o 3 x 1, há 13 dias fiz meus primeiros exames, hoje fui recebê-los.
    CV : Indetectável
    CD4: 386
    Fiquei muito feliz e vi que o tratamento é realmente eficaz, tive muito problema nos primeiros dias para me adaptar, tive reação alérgica, e estou praticamente acostumado com o medicamento, sinto apenas uma leve confusão no raciocínio as vezes.
    Estou muito feliz, as mensagens de todos aqui tem me ajudado muito a superar toda essa fase. Obrigado …

  22. Dan diz

    Pra entender melhor o começo da epidemia, sugiro o filme The Normal Heart, com o ator Mark Ruffalo e Julia Roberts. Ótimo.

  23. Pessoal alguem me informe se estes resultados estao bons

    EXAME em 06-02-2015
    CD4 – 382 23,3%
    CD-8 – 912 55,6%
    RELAÇÃO CD4 e CD8 0,42%
    CARGA VIRAL – 13.860

    INICIO DO TARV 28-02-2015

    EXAME em 06-05-2015
    CD4 – 490 25,1%
    CD8 – 1006 51,6%
    RELAÇÃO CD4 e CD8 0,49%
    CARGA VIRAL – 51

    SERA QUE ESTA BOM DOIS MESES DE TARV E ESSE RESULTADO ALGUEM SABE INTERPRETAR ESTES RESULTADOS.

    • D_Pr diz

      Está tudo normal com seus exames EGC! O que importa nesse primeiro momento com relação ao CD4 é ele apresentar uma curva de crescimento, como seu caso! Isso é ótimo.

      Seu vírus não é resistente a medicação…Fique tranquilo! Na próxima coleta não existirá vestígios desse intruso!

      • D_Pr

        Obrigado vou fazer outro exame dia 16-06-2015 espero nao detectar intruso, valeu
        Apesar de minha mulher não ter fico muito preocupado, valeu mesmo vamos esperar,

        ha ouvi falar que na Espanha em 2016 vão iniciar o teste com 200 pessoas para vacina contra o HIV, tomara que esta de certo, com animais ja deu agora vamos ver em humanos

        site: http://www.irsicaixa.es

        e ainda a unaids pede compromisso para uma vacina

        vamos aguardar

        abraço a todos

    • Herivaldo Virulato diz

      Estão muito bons seus resultados, parabéns. Seu organismo está respondendo bem ao tratamento. Provavelmente, sua carga viral hoje é indetectável.
      O CD 4 demora mais pra se restabelecer totalmente, mas o seu está bom. Tranquilize-se.
      As outras taxas estão boas? Colesterol como está?

  24. É NORMAL O CD4 SUBIR TÃO POUCO EM DOIS MESES E A CARGA VIRAL NÃO ESTA INDETECTAVEL, SERA QUE ESTES 51 COPIAS É RESISTENTE AO TARV E A RELAÇÃO CD4 CD8 NÃO TINHA QUE AUMENTAR

    • Luiz Carlos diz

      É normal, varia muito de pessoa para pessoa, e o CD4 também varia muito. Ele pode estar alto de manhã e baixo no final da tarde, ou ter uma redução por conta de alguma infecção por vírus, como um resfriado. O que importa mesmo é acompanhar a porcentagem de CD4. No próximo exame sua CV vai estar indetectável com certeza.

      No meu caso o CD4 caiu depois de 2 meses de TARV, de 600 para 500, porém a porcentagem subiu. É o que importa, e é um processo lento.

  25. Instituto espanhol testará vacina contra a Aids em 200 pessoas em 2016
    Vacina foi desenvolvida por pesquisadores do IrsiCaixa, de Barcelona, e se mostrou eficaz em testes com animais

    Espanha – O Instituto de Pesquisa da Aids (IrsiCaixa) começou a preparar os testes clínicos de sua vacina terapêutica contra a doença, que será usada em um grupo de 150 e 200 voluntários a partir do próximo ano, segundo informações divulgadas pela instituição nesta segunda-feira. A vacina foi desenvolvida por pesquisadores do IrsiCaixa, de Barcelona, se mostrou eficaz em testes com animais e é a primeira desenvolvida com base na resposta imunológica apresentada por um grupo reduzido de pessoas capazes de controlar a infecção por HIV sem tratamento antirretroviral.

    Segundo o centro, atualmente estão sendo produzidos os lotes clínicos que serão administrados para os voluntários, assim como desenvolvidos os testes para a aprovação pela Agência Espanhola de Remédios e Produtos Sanitários. A pesquisadora Beatrix Mothe explicou que os tratamentos antirretrovirais atuais conseguem conter a progressão da infecção por HIV, mas não podem eliminar a totalidade de vírus do organismo.

    Instituto na Espanha testará vacina contra a Aids em 200 pessoas em 2016

    Por esse motivo, a estratégia mais realista para terminar com o HIV e a Aids passa pelo desenvolvimento de uma vacina efetiva, segundo Mothe, que acrescentou que os testes de fase I e II serão iniciados graças aos bons resultados obtidos com ratos e macacos. “Estudamos em profundidade como se comporta o HIV em milhares de pessoas infectadas e aprendemos qual é a resposta imunológica necessária para controlar a replicação do vírus à revelia de tratamento antirretroviral. Essa resposta é a que incorporamos ao projeto de nossa vacina HTI”, detalhou Beatrix.

    Os médicos esperam poder iniciar os testes em humanos ao longo de 2016. A primeira fase durará um ano e terá como objetivo deixar em experimentação a segurança e a capacidade do candidato a ser vacinado de induzir uma resposta imunológica forte e duradoura. A segunda fase terá uma duração de entre um ano e um ano e meio e avaliará a eficácia das vacinas para conseguir uma cura funcional, que consiste na capacidade da vacina de impedir que o vírus atue após a retirada da medicação antirretroviral

  26. OLHA O BARULHO QUE VOCES ESTAVAM FALANDO QUE PRECISAMOS FAZER

    Chefe da Unaids pede compromisso mundial por vacina contra HIV

    19/05/15

    O diretor executivo do Programa Conjunto da ONU sobre o HIV/Aids, Unaids, citou “avanços científicos encorajadores” que dão esperança de um futuro desenvolvimento de uma vacina contra o vírus causador da doença.

    Michel Sidibé fez as declarações para marcar o Dia da Conscientização sobre a Necessidade de uma Vacina contra o HIV, nesta segunda-feira, 18 de maio.

    Compromisso Mundial

    O apelo do responsável é que seja renovado um compromisso mundial para encontrar uma vacina eficaz contra o vírus.

    Para Michel Sidibé, uma vacina seria um “grande passo” para acabar com a epidemia da Aids. Em nota, ele reiterou o empenho da agência da ONU para que ninguém seja deixado para trás na resposta ao HIV.

    Uma grande vantagem da vacina, segundo o chefe do Unaids, é promover o equilíbrio e que ela pode ser utilizada de forma eficaz em todas as comunidades e grupos, incluindo onde seja mais difícil prestar muitos outros serviços de saúde.

    Esperança

    Após apontar a existência de estudos que demonstram que uma vacina contra o HIV é possível, Sidibé destacou o ensaio de produto denominado RV144, em 2009. A candidata a vacina reduziu a taxa de infeção por HIV em 31%.

    O chefe do Unaids disse haver muita esperança de que a pesquisa em curso possa se basear nessa investigação para obter resultados. Ele disse que novas candidatas a vacinas e anticorpos neutralizantes também estão em estudo.

    Financiamento

    Entretanto, o responsável destacou que em 2013 houve o maior declínio no investimento nainvestigação e desenvolvimento de vacinas para Aids desde 2008.

    Sidibé considera fundamental aumentar o financiamento para “transformar conceitos promissores numa vacina eficaz e acessível” .

  27. O PROBLEMA E QUE SOMOS FRACOS E PRECISAMOS DE INICIATIVAS DAS AUTORIDADES DO BRASIL E DO MUNDO

  28. gustavo diz

    Gente, eu tenho uma duvida… eu peguei meu 3×1 mas ainda n comecei a tomar pois faltam dois dias dos meus separados q eu tomo 10 da manha um c d tenofovir e dois de lamivudina e as 22 da noite tomo o efavirenz…. acontece q o efavirenz termina primeiro q o outro… daqui tres dias so vai ter os q tomo pela manha…. oq eu faço? Eu n tomo os de 10 hrs e começo a tomar os 3×1 as 22 hrs? Tipo, n vai ficar muito tempo sem os da manha?

    • Gustavo o 3X1 ja tem todos esses comprimidos ou seja 1 de tenofovir, dois de lamivudina e 1 de efavirenz, então tome somente o 3×1 a noite e esqueça o comprimido da manhã, blz.

    • D_Pr diz

      Gustavo,

      No lugar de tomar só o comprimido de efavirenz a noite, deixe que ele sobre e tome um comprimido do 3×1 e no dia seguinte tome os outros 4! Assim você não vai desperdiçar nenhuma dose da medicação e tudo vai entrar no lugar…A dose “a mais de tenofovir e lamivudina” no mesmo dia não vai te prejudicar.

      • gustavo diz

        Entao, eu tenho somente + um comprimido d efavirenz, q no caso p amanha, e tenho tres do tenofovir e lamivudina….. ou seja, p amanha eu tenho completo mas vao sobrar dois dos doq eu tomo pela manha… sexta e sabado eu n vou ter o efavirenz. … tipo, eu posso fazer d amanha meu ultimo dia dos separados e na sexta n tomar nada pela manha e começar a tomar o 3×1 a noite deixando p la dois comprimidos? To confuso kkkkkk n sei oq fazer…

        • Qual horário você vai decidir tomar o 3×1? Eu optaria tomar os separados até chegar na manhã que não vai ter mais o efavirenz separado pra tomar a noite, nesse dia você começa o 3×1 as 22h. Vai sobrar 1 TDF e 2 3TC no final, descarta estes. Neste dia da mudança você vai ter uma posologia dobrada de tenofovir e lamivudina com um intervalo de 10h entre elas, mas vai ser essa única vez.

          • Gustavo2015 diz

            vou continuar no horário de 22 hrs da noite igual tomo o efavirenz… pra hj eu ainda tenho os tres, p agora de manha e + um p de noite… ae vai sobrar TDF e 3tc p mais dois dias, ou seja, manha de manha eu tomo o TDF e 3TC e anoite eu ja começo no 3×1 ( pq n vai ter mais o efavirenz) é isso? ae vai sobrar + um dia de tdf e 3tc mas ae eu ja nao tomo eles.. descarto.. e continuo com o 3×1 d noite… Né? srssrs me desculpem é pq fico apreensivo mesmo

          • Gustavo diz

            vivendopositivo entao eu liguei la p farmacia do cta ae o cara da farmacia me disse q amanha eu nao tomo o da manha deixo eles p la e espero da as 22 hrs da noite q começar a tomar o 3×1… Mas ainda fico doido sem saber oq fazer… pq segundo ele vai ter uma superdosagem se eu tomar de manha e o 3×1 anoite… ae eu entregar os dois comprimidos da manha p ele srsrs enfim. agora tenho q escolher oq fazer pq n consigo falar com a medica.. kkkkkkkkk

            • vivendopositivo diz

              Gustavo, pois faça o que ele disse!
              A meia vida desses medicamentos é entre 12 e 17h. (durando de 24 a 34h no corpo).
              a do efavirenz 55h. Um ÚNICO dia (atrasado) dos dois mais fracos não vai te fazer mal, realmente preferível a tomar dobrado e sobrecarregar seu corpo.

              • gustavo diz

                Obrigado pela sua atenção em ajudar…. Grato mesmo.. Feliz pela gente pois estamos bem e ainda iremos ficar ainda mais e mais.. :))

    • hmax+ diz

      Quando acabar o efavirenz, troca para o 3×1. Melhor do que tomar errado.

  29. Julia diz

    Olá,descobri ser soro+ a menos de 1 mes e quero conversar com todos vcs,sou curiosa sobre o assunto… Respondam me se puderem,grande abraços a todos.

  30. Guilherme diz

    Tenho 22 anos e Fui diagnosticado a 5 dias, sem dúvida está sendo a pior semana da minha vida, ainda não contei para ninguém (familia) além do meu melhor amigo… (que esta me ajudando bastante)

    Espero que dentro do possível a vida siga bem

    Esse blog está me ajudando nesses primeiros dias difíceis

    • caradobemsampa2 diz

      Oi Guilherme
      descobri em fev desse ano, realmente esse inicio é bem dificil…
      aqui existem muitas pessoas bacanas e muita informação.
      muitos dos colegas do blog, sao estudiosos no assunto e poderão te apoiar.
      Busque informação, vá a um infectologista e tenha um bom acompanhamento.
      Tem muita vida pela frente meu caro.
      Se precisar papear, conte comigo, as vezes to no skype
      caradobemsampa2@hotmail.com
      abraçaos

  31. Gil diz

    PESSOAL, PESSOAL,
    Comecei ontem o tratamento com a TARV. Tomei às 23h, foi um ritual interessante, pensei muito, mas vi que só terei a ganhar com a adesão!
    É o primeiro dia de 3 amigos inseparáveis, ao menos nos próximos anos, até novos progressos darem lucro às empresas criadoras, até todo um esquema político influenciar a ponto de se preferir a eliminação do virus das pessoas do que o seu controle.
    Não senti efeitos colaterais, apetite, sono, banheiro… uma leve dorzinha, estilo início de gastrite no início da tarde, durou meia hora… nem sei se é efeito.
    Mas, estou feliz e sem apreensão. Afinal, no meu trabalho, vejo o que a desesperança faz nas pessoas. E vejo que há problemas muito maiores que este que arrumei.
    Ah, e uma dica: provavelmente fui infectado em laboratório. Uma colega está com sintomas. Fizemos coleta para hemograma admissional na mesma época, no mesmo laboratório e mais uma criança de 10 anos também, na mesma época. E fecha com o que senti (reação ao virus, síndrome retroviral, parecida com gripe) duas semanas após a coleta, a não-infecção de minha esposa…Então, todo cuidado é pouco.
    PS: Já acionei Vigilância Sanitária (e pediram para encaminhar denúncia ao MP)

  32. Rafael diz

    Eu acredito na cura sim, aliás, acho que em pouco tempo teremos ótimas noticias! Tenhamos Fé.

  33. 21.05.2013 foi quando minha sorologia confirmou-se positiva…

    Aniversário não desejado, nem festejado.

    Mas eu não vou ficar triste por causa disso, de jeito nenhum.
    Aprendi muito nesses dois anos!

    • Barasa, logo eu farei o primeiro aniversário. E tão logo, teremos uma nova data, esta sim para comemorar: creio na cura. Até meu médico, que ontem criei coragem de perguntar, também está otimista com as pesquisas.

      Por enquanto parabéns pela sua determinação e apoio que vira e mexe você nos traz.

    • Andre diz

      Barasa, você que é médico, você sabe dizer se aquele exame PCRUS (Proteína C Reativa Ultrasensível), se mantém com valores mais elevados em quem é Soropositivo ou isso é história que o povo conta?

      • Kidalhes diz

        Barasa nao te respondeu e onde diz q ele é medico : só pq tem um avatar de um boneco com um estetoscopio pendurado?

  34. Dayana :) diz

    …Por enquanto a minha dúvida é só uma: quando eu for Indetectável… Se vou transar com meu noivo a vontade sem camisinha…
    rsrsrsrs 😀

  35. Renato diz

    Pessoal,

    depois de 3 meses tomando o 3 em 1 (tenof, efav e lamiv) de um laboratório, fui pegar as ‘vitaminas’ e o laboratório mudou. Existe risco de ter algum problema (falha, rejeição, etc), por ter trocado o laboratório? O medicamento é o mesmo!

    Não lembro o nome do antigo laboratório, o de agora é “Mylan”. Não sei se acabou o estoque do outro aqui no meu estado, sei que esse (Mylan) também faz parte da importação pelo governo brasileiro.

    Abraço.

  36. Gustavo diz

    bom dia… Pensa em uma pessoa q esta achando estranho nao tomar o remedio agora 10 hrs da manha kkkkkkk q estranho!!!!!!!! pq hj começo meu 3×1 e deixo estes separados… Muito estranho.. sensação por um lado alivio né… Ae q vc ve o avanço… Q continue assim, sempre melhorando cada vez mais… Muito feliz por poder ter esta chance, continuar minha vida normalmente… com meus sonhos, objetivos! 😉 Q Deus possa iluminar cada dia mais a cabeça de todos os cientistas e pessoas ligadas as melhoras do nosso tratamento

  37. nayara26 diz

    Oi gente!
    Meu nome é Nayara e estou me formando no final do ano em Jornalismo na UFSC. Estou produzindo o meu TCC e ele será um livro-reportagem sobre Aids. A proposta é contar quatro histórias de pessoas que, de alguma maneira, interagem com o HIV. Acompanho o blog e acho um trabalho sensacional.

     Uma dessas histórias que pretendo contar é a de um casal sorodiscordante, pois acredito que é um tópico bem interessante e que ainda é tabu para muita gente. Lendo os comentários aqui vi vários casos de pessoas que vivem relacionamentos sorodiscordantes, porém não consigo contactá-las. Gostaria de saber se algum casal aqui teria interesse em participar do projeto e compartilhar sua história.

    Fiquem a vontade para me procurar em caso de qualquer dúvida. Assim, posso explicar melhor a proposta do livro e os detalhes para a realização desse projeto. Meu facebook é Nayara Batschke e meu e-mail é nayara.oliveira23@gmail.com. Eu sei que esse é um assunto delicado para ser tratado, mas também sei que ainda existem muitas barreiras e preconceitos a serem quebrados, por isso preciso da ajuda de vocês.

    Muito obrigada!
    Nayara.

  38. Daniel diz

    Olá pessoal, minhas dúvidas eu tendo a carga viral indectavel qual o risco eu tenho de transmitir o HIV?
    E a minha médica me disse que agora mais que nunca tenho que me prevenir para não me contaminar novamente com um vírus digamos já imune a alguns retrovirais, alguém aqui já aconteceu de se Contaminar novamente com o HIV?

  39. MK diz

    otima materia, esclarecedora. ja perdi muito tempo acreditando nisso tudo também e lendo tudo isso em semparado, foi otimo ler tudo junto e entender a progressao historica. obrigado…

  40. Kidalhes diz

    Bom Dia !!
    estou lendo os comentários deste blog ou site enfim, como queiram chamar. Talvez vcs sejam uma comunidade fechada para apenas portadores do HIV , eu só sei que cheguei aqui através da materia da supertinteressantes de 2000 de Peter Duesberg. que foi repetida aqui com datas recentes http://valeagoraweb.com.br/mundo/bomba-o-hiv-e-um-virus-inofensivo-e-nao-transmite-a-aids-afirma-ganhador-do-nobel/
    agora eu me pergunto se vcs só pensam nos portadores , ou também naqueles que acompanham os portadores durantes décadas ,soâmente pelo amor destinado para outrem.
    quanto ao Cezar na minhanopnião foi o mais franco aqui. nao interessa se secudariamente ou terciaramente.
    Forte abraço a Todos e q Deus abençoe.

  41. Oi pessoal, sou soro positivo, descobri ao final do ano passado na campanha, ainda me recuperando da noticia, não faço o tratamento oferecida pela rede publica de saúde, alguém pode me falar algo sobre um remédio alternativo chamado mutamba.

    • Mineiro de BH 1964 diz

      Mutamba? Foge! Ou você conhece alguém que tenha se curado com limão, água de prata, homeopatia ou Canova?

  42. Márcio Gusttamont diz

    sou um “recém-nascido” nessa questão HIV.Ainda terei a minha primeira consulta. É assustador, porém, é preciso encarar de frente.Elementar que queremos nos apoiar em alguma verdade que nos apraz, nos agarrar a elas.Muitas perguntas surgem.1) Se o HIV não é um vírus isolado como se define estar com ele? 2) Sabe-se que nosso sistema de saúde tem suas falhas acentuadas e que nem sempre esses remédios estarão a nosso dispor, obviamente existirão dias em que o haverá o desespero , pelo remédio não tomado. O que me leva a seguinte conclusão: Uma vez iniciado o tratamento que deve ser ininterrupto e por alguma razão, há a interrupção, acredito eu que o fator psicológico associado ao metabolismo do hábito de ingerir o remédio diariamente,causa muito mal-estar colocando a enfermidade como doença psicossomática do que a doença em si. 3) Uma vez iniciado o tratamento não se deve interromper, isso é fato, e se não houver o início desse tratamento, os danos seriam piores? Relembro que a violência hoje tem matado mais do que as doenças.De um jeito ou de outro somos condenados a morte todos os dias,pois os bandidos parecem ter ganho esses “direitos” à vida das pessoas Tenho lido em vossos comentários e assim adquirindo maiores esclarecimentos a respeito desse assunto, visto eu, estar sem saber como proceder,
    Observa-se também que pessoas ” vivem bem” com cãncer ou outras quando não são descobertas, isto é, quando não sabem que estão com elas.Quando são informadas de suas situações o fator psicológico/emocional as mata rapidamente ou definhando-as. às vezes é melhor viver bem sem preocupações se não souber que está enfermo/doente..
    Eu, a princípio, não sinto nada, a não ser um vulcão dentro de mim, o corpo quente..isso em mim sempre existiu, tenho labirintite e sou daqueles que sentem desconfortos em ônibus, desde menino. Tenho lido a respeito de doenças auto imunes como o lupus, até mesmo a hipotireoidismo, e pelo que li a sintomatologia parece ser a mesma.Volto a peguntar: Se o vírus HIV não é isolado, isto caracteriza-se que a imunodeficiência adquirida pode ser por outros fatores, principalmente por estresses? Esse coquetel pode prolongar a vida ou encurtá-la?
    O que fazer? Arriscar com ou sem o “tratamento para HIV”.?

  43. Dplima26 diz

    Bom dia, acabei de voltar do CTA, e tive a confirmação de que sou soropositivo tbm… Estou sem chão, com meus sonhos indo por água abaixo… Estaria fazendo minha primeira luta de MMA daqui a alguns meses, já sou lutador de Muay Thai… e vejo esse sonho se acabando… Vou continuar acompanhando o site, pra me dar um força com os comentários que leio aqui…

    • Will diz

      Caro amigo. Calma. Sua vida não vai acabar por isso. E nem seus sonhos deixaram de ser realizados. Este momento é difícil. Mas comece o tratamento. Siga tudo direitinho. Em alguns meses vc verá que ao longo de seu dia nem lembrará mais sua condição. Confie. Força.

    • Mineiro de BH 1964 diz

      Dplima26. Vá por mim, mas esta soropositividade não vai lhe tirar o sono, nem lhe roubar o sonho.

      Veja que há atletas portadores, e nem por isso, se deixaram vencer.

      Quanto a ficar sem chão, o mesmo aconteceu comigo, sendo que até hoje, eu não passo pela rua do laboratório sem lembrar-me do céu cinzento naquele dia em que recebi o resultado.

      E demorei a tomar o 3×1 ( sou positivo deste 2014 ). Durante este período de negação, gastei muita energia em negar a questão, como se esperasse vir um anjo até mim, e me curasse. Nesse meio tempo, o que eu senti foi perda de vitalidade (o que para um atleta, não seria adequado).

      Continuando, somente no início de 2017, iniciei o tratamento 3×1 e então, percebi o tempo que perdi, a energia que gastei e o dinheiro que utilizei tentando métodos esdrúxulos: limão, água de prata, homeopatia, pensamento positivo…..

      Por fim, quando meu CD4 despencou para 70, eu tomei vergonha na cara e aderi ao tratamento científico.

      O resultado foi poder ver cor na vida, novamente! Sentir vitalidade e passar a sonhar novamente.

      Torço do você. Abs.

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