Mês: maio 2015

NIH

Quando começar o tratamento?

Publicado pelo National Institutes of Health em 27 de maio de 2015 Um grande estudo clínico randominzado internacional concluiu que indivíduos infectados pelo HIV têm risco consideravelmente reduzido de desenvolver aids ou outras doenças graves se o tratamento antirretroviral for iniciado cedo, quando a contagem de células T CD4+ — um importante medidor da saúde do sistema imune — está mais alta, ao invés de esperar até que a contagem de CD4+ caia para níveis mais baixos. Juntando este a estudos anteriores, que mostram que o tratamento antirretroviral reduz o risco de transmissão do HIV para parceiros sexuais não infectados, estas descobertas encorajam oferecer tratamento para todas as pessoas com HIV. A nova descoberta vem do estudo Strategic Timing of Antiretroviral Treatment (START), o primeiro estudo randomizado em larga escala que concluiu que o tratamento antirretroviral iniciado cedo beneficia todos os indivíduos portadores do HIV. O National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID), parte do National Institutes of Health (NIH), proveu o financiamento inicial para o estudo START. Embora era esperado que o estudo fosse …

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O maior inimigo da Gilead Sciences

Por George Budwell para The Motley Fool em 17 de maio de 2015 Quando se trata de desenvolvimento de tratamento para doenças infecciosas, a Gilead Sciences (NASDAQ: GILD) é líder. Os regimes de medicamentos para o HIV em comprimido único, por exemplo, passaram a dominar o mercado, tanto os Estados Unidos quanto na União Europeia. Na luta contra a hepatite C, a Gilead estima que, com a Sovaldi e Harvoni, atualmente controla cerca de 90% do mercado, esmagando seus concorrentes mais próximos, como a AbbVie (NYSE: ABBV) e a Bristol-Myers Squibb (NYSE: BMY). Por causa do impressionante sucesso da Gilead em seus novos medicamentos contra doenças infecciosas, seu fluxo de caixa operacional tem voado mais alto nos últimos 12 meses: Assim, a Gilead foi capaz de premiar os acionistas com um maciço programa de recompra de ações de US$ 15 bilhões e através do pagamento do dividendo trimestral, que está definido para começar a ser repartido no segundo trimestre deste ano. Apesar de tudo, o preço de uma ação da empresa tem ficado para trás no setor …

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microscope

Acompanhando as pesquisas

Uma cura para a infecção pelo HIV é um dos objetivos finais de longo prazo da pesquisa científica atual. A ciência está progredindo, aumentando as esperanças e os desafios. Noções básicas sobre a cura O termo “cura” refere-se a uma estratégia ou um grupo de estratégias que possa eliminar o HIV do corpo de uma pessoa ou permanentemente controlar o vírus e torná-lo incapaz de causar doença. Dois tipos de “cura” estão sendo pesquisadas. Uma por “esterilização”, que possa eliminar completamente o vírus do corpo. Outra “funcional”, que possa suprimir a carga viral do HIV, mantendo-a abaixo do nível de detecção sem o uso de antirretrovirais. Nesta última, o vírus não seria eliminado do corpo, mas estaria efetivamente controlado e sem risco de transmissão. É difícil distinguir estes tipos de curas e, por isso, alguns estão usando o termo “remissão”, emprestado do campo do câncer, e que geralmente é definido como a ausência de pronta recuperação do vírus detectável por algum período de tempo após a interrupção de medicamentos. Este período de tempo ainda não está …

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É verdade ou mentira?

Uma professora na faculdade uma vez falava sobre o impacto das legendas nas fotografias publicadas nos jornais e revistas. Era uma aula de Semiótica, a ciência que nos ajuda “a compreender que o significado das mensagens fotográficas é culturalmente determinado e sua recepção necessita de códigos de leitura”, explicava a professora. Nos slides que ela apresentava, diferentes fotos eram mostradas com e sem legenda e nós, os alunos, percebíamos a influência do texto em direcionar o olhar sobre a imagem — e vice-versa. Dentre todos os slides apresentados pela professora, três se destacavam: uma foto aérea, uma imagem obtida a partir de microscopia eletrônica e uma foto tirada por uma sonda espacial, em algum planeta distante. Chamou a atenção como todas essas careciam muito de alguma explicação para que fossem compreensíveis, uma legenda que indicasse do que é que se tratava. A primeira, uma vista aérea do Afeganistão, tirada por um avião militar norte-americano em busca de alvos do Taleban. A segunda, uma imagem de um vírus infectando seu hospedeiro. Por último, o planeta em …

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Fapesp-2

Pesquisa brasileira sobre HIV e HTLV

Por Diego Freire para Agência FAPESP em 11 de maio de 2015 Uma pesquisa realizada no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, integrou uma iniciativa de divulgação científica internacional em plataforma multimídia promovida pelo American Journal Experts, serviço que auxilia pesquisadores na revisão e no preparo de manuscritos para publicação em periódicos científicos. A iniciativa consiste em apresentar o conteúdo dos manuscritos em vídeo, com linguagem simplificada e buscando despertar o interesse pelos resultados apresentados nos artigos. Os primeiros vídeos produzidos tratam da pesquisa Vigilância e diagnóstico de infecção por HTLV-1 e HTLV-2 em indivíduos infectados pelo HIV (vidiHIV/HTLV), coordenada por Adele Caterino-de-Araujo, do Centro de Imunologia do Instituto Adolfo Lutz, com apoio da FAPESP por meio do Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS). Os resultados apresentados pelos vídeos foram publicados em artigos na revista Aids Research and Human Retroviruses e trazem importantes contribuições para o entendimento da dinâmica das coinfecções por HIV, o vírus da aids, e os vírus HTLV-1 e HTLV-2, da mesma família, sendo o HTLV-1 associado …

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Reuters-2

Caçada pela cura acelera com união de cientistas

Por Ben Hirschler para Reuters em 11 de maio de 2015 A britânica GlaxoSmithKline, que na semana decidiu continuar produzindo medicamentos para tratar o HIV, vai colaborar com cientistas norte-americanos no desenvolvimento da cura da aids. Até recentemente, muitos cientistas ainda eram relutantes em discutir a possibilidade de curar a doença causada pelo HIV, que infecta 35 milhões de pessoas em todo o mundo, uma vez que os obstáculos pareciam ser insuperáveis. Mas depois de uma batalha de 30 anos para manter o HIV sob controle com medicamentos antirretrovirais de uso vitalício, há um crescente otimismo de que a cura é possível. O caso de Timothy Brown, o chamado “Paciente de Berlim”, cujo HIV foi erradicado através de um complexo tratamento de leucemia, em 2007, foi o primeiro caso de cura. Desde então, a ciência tem avançado ainda mais. A GlaxoSmithKline está inaugurando o Centro de Cura do HIV, em parceria com a University of North Carolina (UNC), em Chapel Hill, nos Estados Unidos, e criando uma empresa conjunta com a universidade. Nesta segunda-feira, a farmacêutica afirmou que …

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montreal

Abrindo o vírus

4 de maio de 2015 para a Université de Montréal Se o vírus da imunodeficiência humana, o HIV, é parecido com uma lata de refrigerante, hermeticamente fechada, que ninguém ainda foi capaz de abrir, a boa notícia é que os cientistas do Centro de Pesquisas CHUM, afiliado com a Universidade de Montreal, identificaram uma maneira de usar um “abridor de lata” para forçar o vírus a abrir e expor suas partes mais vulneráveis, permitindo que as células do sistema imune matem as células infectadas. Esta descoberta, publicada hoje na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, abre um novo caminho na luta contra o HIV e pode levar à criação de uma vacina para prevenir a transmissão do vírus. Pode também ser parte da solução para um dia erradicar o vírus. Apesar dos recentes avanços, 35 milhões de pessoas estão infectadas com o HIV-1 em todo o mundo. “Descobrimos que as pessoas infectadas com o HIV-1 possuem anticorpos naturais que têm o potencial de matar as células infectadas. Nós só temos que lhes dar um pequeno empurrão.” “Descobrimos que as pessoas infectadas com o HIV-1 possuem anticorpos naturais que têm o …

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Exercito

Exército brasileiro não pode mais discriminar

De acordo com a Revista Consultor Jurídico, a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu que a exclusão de candidatos em processos seletivos para o Exército em razão de limite de altura, saúde bucal ou diagnóstico positivo para HIV configura uma conduta discriminatória. A decisão exige que a União deixe de impor as restrições nos procedimentos de ingresso nas carreiras do Comando Militar do Exército. Na avaliação do Ministério Público Federal, as exigências “violam o mandamento constitucional da legalidade, assim como da isonomia, da proporcionalidade e da dignidade da pessoa humana”. Assim, requereu tutela antecipada para que a União deixe de praticar tal conduta. Em primeira instância, o juízo da 22ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal julgou o pedido parcialmente procedente e declarou nulas apenas as restrições de altura. A sentença rejeitou, contudo, o pedido contra o veto a candidatos com HIV ou sífilis, ou a quem tem menos de 20 dentes.  

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