Mês: abril 2015

Protocolo clínico no smartphone

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da saúde lançou um app para auxiliar profissionais de saúde na assistência de pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA). São dois aplicativos. O primeiro contém o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos, disponível em iOS e Android, e o outro contém o PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes, também disponível em iOS e Android, para smartphones e tablets. PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes iOS Android Os PCDT são protocolos clínicos do Ministério da Saúde que trazem as recomendações para o tratamento da infecção pelo HIV no Brasil em adultos e em crianças e adolescentes. Para Marcelo Freitas, Gerente da Coordenação-Geral de Assistência e Tratamento do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, os aplicativos permitem que os profissionais médicos tenham à mão a versão mais recente dos protocolos clínicos para leitura ou consulta rápida no dia a dia e …

Avalie isto:

Mesmo com outra DST

Por Roger Pebody para o Aidsmap em 24 de abril de 2015. Um pequeno estudo sobre a avaliação da infecciosidade de homens homossexuais soropositivos em terapia antirretroviral descobriu que todos os participantes do estudo tinham uma carga viral indetectável no reto. Homens que tiveram gonorreia retal ou clamídia também não tem o vírus detectável, o que sugere que as preocupações sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST) como fator de aumento no risco de transmissão do HIV pode ser infundado, quando as pessoas estão sob tratamento eficaz contra o HIV. Os dados foram apresentados na Conferência da Associação Britânica de HIV, ontem, em Brighton, na Inglaterra. Há muito tempo se pensou que as DST não tratadas poderiam fazer aumentar a carga viral do HIV. A Declaração Suíça e seu equivalente britânico, por exemplo, avisavam que o efeito protetor do tratamento do HIV em evitar a transmissão poderia não se aplicar no caso de um dos parceiros ter alguma outra infecção sexualmente transmissível. No entanto, nos resultados provisórios do estudo Partner, não foram encontradas transmissões de HIV em …

Avalie isto:

É hora de nos comunicarmos melhor

Quando fui diagnosticado soropositivo para o HIV, em outubro de 2010, percebi que passei a fazer parte de um novo grupo, das pessoas que vivem com o vírus e, também, de alguns médicos, enfermeiros e cientistas que estão próximos de nós. Uma vez parte desse grupo e sendo impossível dele me separar até que descubram a cura, me pareceu natural procurar entender meu novo meio, compreender essa nova realidade à minha volta. Percebi que ela é muito sustentada e amparada pela ciência. Precisamos dela. A minha vida e a vida de todas as pessoas que vivem com HIV depende dela. Cada novo medicamento, cada descoberta, cada passo em direção à sonhada cura, é acompanhado por muitos de nós. Com isso, aprendi um pouco sobre as pesquisas e a metodologia científica. Percebi o quão defasado era o meu conhecimento sobre HIV/aids antes do diagnóstico e que hoje, quatro anos depois de receber o resultado positivo, as coisas continuam assim para a maioria das pessoas soronegativas, aquelas que não vivem com HIV. Muitos não têm ideia dos avanços …

Avalie isto:

Carta de um leitor: a cura e seus problemas

“Caro Jovem Soropositivo, Como vai? Espero que tudo esteja bem. Te escrevi há algum tempo e, agora, volto a te mandar mais uma carta para tentar aprender um pouco mais contigo. Espero que você tenha se tornado confortável com esse tipo de assédio, uma vez que a atmosfera dos teus textos, sempre tão tranquila e sedutora, nos ajudam a tomar o HIV por aquilo que ele é: uma condição crônica de saúde administrável. Quanto mais o tempo passa, menos eu desejo nele voltar e desfazer os infortúnios que me levaram até o diagnóstico. Como qualquer pessoa que vive uma condição crônica de saúde, certamente preferiria não tê-la. Mas, quanto mais o tempo passa, menos eu desejo nele voltar e desfazer os infortúnios que me levaram até o diagnóstico. Como leitor do seu blog, desde o começo do meu diagnóstico, eu, assim como você, procuro me inteirar acerca das novidades nos campos da farmacologia e da microbiologia. Seja a respeito de novas formulações mais seguras, com doses espaçadas ou não, seja pra falarmos sobre a possibilidade …

Avalie isto:

Procura-se: esportistas

O SporTV Repórter, programa do canal esportivo por assinatura SporTV, quer tratar dos benefícios do esporte para as pessoas que vivem com HIV. O argumento será explicar como a atividade física combate a lipodistrofia, favorece as funções neurocognitivas, evita o aumento de colesterol e açúcar no sangue, entre outras questões. O programa também quer aproveitar para dar um panorama geral de como estão as pesquisas de combate ao vírus e a sua propagação. Entretanto, o programa se sustenta com histórias e personagens, não apenas com dados e pesquisas. Por isso, está em busca de pessoas ou iniciativas que se enquadrem no perfil do programa — não apenas soropositivos, mas médicos, infectologistas, terapeutas, famílias que de alguma forma incentivem a prática esportiva para os portadores do vírus. Se você se enquadra neste perfil, entre em contato: Bruna Gosling bruna.gosling@tvglobo.com.br (21) 2145-7000 – ramal 8550 O programa: o SporTV Repórter é um programa de 52 minutos de duração em formato de documentário, com entrevistas, imagens bem trabalhadas e arquivos, exibido semanalmente pelo SporTV, canal por assinatura da TV …

Avalie isto:

Medicamento para um, proteção para outro

“Foi uma das maiores descobertas da ciência, quando a gente viu que se a gente conseguisse derrubar a carga de vírus que tem na pessoa, com o medicamento, essa pessoa teria menos vírus circulante — e, portanto, o vírus no sangue, o vírus no sêmen, o vírus na secreção vaginal ou o vírus no leite materno chegaria com mais dificuldade. Portanto, essa pessoa não poderia transmitir o HIV.” Essa foi a fala de Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, durante o X Curso Avançado de Patogênse do HIV, que acontece até o dia 15 de abril, na Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. “Derrubou a carga viral, não tem como transmitir o HIV. Esse hoje é o mecanismo mais poderoso de prevenção que existe. É mais poderoso que a camisinha.” “Nós descobrimos isso em 1996: chegamos à conclusão que, se a gente desse um medicamento para um ser, a gente protegia outro ser. Só que, naquela época, a gente achava que isso só acontecia …

Avalie isto:

Tratamento antirretroviral tem a bênção do Vaticano

 Por Mike Hager para o The Globe and Mail em 19 de março de 2015 Julio Montaner, diretor do Centro de Excelência em HIV/Aids da Columbia Britânica, no Canadá, já recebeu vários prêmios e títulos honorários em todo o mundo por sua missão de vencer o HIV/aids e tem ganhado força ao juntar líderes políticos. No entanto, apertar a mão do Papa e se reunir com autoridades do Vaticano, na semana passada, para tratar de um programa piloto em massa usando o tratamento antirretroviral, deve ter sido uma honra ainda maior para o médico de Vancouver — que nasceu em Buenos Aires, a mesma cidade natal do pontífice, e foi criado como católico. “Foi um momento muito emocionante.” “É surpreendente. Devo dizer que foi um momento muito emocionante”, disse o Dr. Montaner, que esta semana está em Genebra, na Suíça, onde está trabalhando com a ONU sobre o plano global de redução do HIV/aids. “Minha mãe ficaria muito feliz comigo. É impossível não pensar nisso: não importa quantos anos você tem, sua mãe está sempre com …

Avalie isto:

Meter medo ou encorajar?

Em 2008, Nick Rhoades, um homem soropositivo do estado de Iowa, nos Estados Unidos, foi preso sob a lei de “Transmissão Criminosa do HIV” porque não contou a um parceiro, com quem transou uma única noite, que era portador do HIV. Rhoades usou camisinha, tinha carga viral indetectável — o que quer dizer que não é possível detectar o vírus em seu sangue mesmo nos exames mais precisos de laboratório — e não transmitiu o vírus. Ele foi condenado a 25 anos de prisão. Nos Estados Unidos, 33 estados possuem leis específicas que consideram criminosos os soropositivos que, conscientes de sua condição, não revelam a condição sorológica positiva antes do sexo, compartilham seringas, doam órgãos ou sangue ou cuspam em outras pessoas — muito embora seja amplamente sabido que a saliva não transmite HIV. Essas leis já foram aplicadas em 442 processos, condenando 251 indivíduos. Em estados americanos onde não há leis específicas, muitas vezes aplicam-se acusações de agressão, tentativa de homicídio ou bioterrorismo. Vários países seguiram esse mesmo modelo jurídico, ora aplicando leis específicas, …

Avalie isto: