Mês: fevereiro 2015

Opostos se atraem, não se contaminam

O estudo australiano Opposites Attract, “Opostos se Atraem” em português, é um estudo “global voltado exclusivamente para explorar uma série de questões importantes relacionadas à transmissão do HIV e à carga viral em casais de homens homossexuais sorodiscordantes. Pesquisas anteriores em casais heterossexuais mostraram que, quando o parceiro soropositivo está em tratamento contra o HIV e tem carga viral indetectável, o risco de transmissão do HIV para o parceiro soronegativo é reduzido em 96%. Agora, a próxima pergunta é: até que ponto esta importante constatação se aplica aos homens gays?” A pesquisa acompanha a ideia de dois estudos anteriores, o HPTN 052, que acompanhou aproximadamente 1750 casais sorodiscordantes heterossexuais ao longo de 78 semanas, e o Partner, que acompanhou 767 casais sorodiscordantes, alguns dos quais homossexuais, entre setembro de 2010 e novembro de 2013. O HPTN 052 divulgou seus resultados em 2011. O Partner divulgou a análise preliminar de seus resultados em março de 2014. Em ambos os estudos, o casal sorodiscordante tinha o hábito de não usar camisinha consistentemente e o parceiro soropositivo estava …

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Feliz aniversário, Elisa!

Foi em março de 1985 que a Food and Drug Administration (FDA) licenciou, nos Estados Unidos, o primeiro teste de anticorpos para o HIV, o Elisa. Faz 30 anos. O nome vem do termo em inglês enzyme-linked immunosorbent assay, ou imunoensaio absorvente ligado à enzima, um procedimento que detecta anticorpos ou antígenos numa amostra. No Brasil, esse teste também é chamado de “sorologia para o HIV” ou, mais simplesmente, é o teste de HIV. No começo da epidemia, antes do desenvolvimento do Elisa para o HIV, o diagnóstico de aids se dava pelo aparecimento de doenças típicas de sistemas imunes deprimidos, senão totalmente devastados, como as lesões na pele causadas por sarcoma de Kaposi. Sem um teste que identificasse a presença do vírus no organismo, ninguém sabia se estava contaminado, se poderia transmitir a doença e se desenvolveria ou não a aids. O alívio que o teste proporciona para quem recebe resultado negativo, claro, nunca foi o mesmo de quem — assim como eu — leu “positivo” no papel do laboratório. Mas naquela época era pior. …

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Uma parte da cura

Beneficiados por incentivo do NIH conseguem matar células infectadas pelo HIV trazidas dos esconderijos Um dos principais obstáculos para a cura das pessoas infectadas pelo HIV é a forma como o vírus se esconde num reservatório formado principalmente por células imunes e dormentes, chamadas de células T CD4+ de memória. Uma potencial abordagem para curar a infecção pelo HIV é despertar essas células T CD4+ latentes para que elas comecem a produzir as proteínas do HIV. Isto iria alertar ao sistema imune que estas células são infectadas, e, em teoria, gerar uma resposta imune que as mataria. Tem sido pouco claro, no entanto, se os mecanismos imunológicos típicos para matar células infectadas com vírus iriam eliminar as células T CD4+ infectadas com HIV despertadas do reservatório. Para responder à esta pergunta, o Dr. Robert F. Siliciano, PhD do Instituto Médico Howard Hughes e da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, e seus colegas, beneficiados por apoio do NIH, extraíram células imunes e HIV dos reservatórios virais de 25 pessoas infectadas para estudá-las no laboratório …

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Quer jogar?

I’m Positive é uma narrativa interativa, intercalada com pequenos e peculiares jogos, com objetivo educacional. Você joga como se fosse um jovem, que descobriu através de uma ex-parceira que ele pode ser soropositivo. Em seguida, você é apresentado à uma séria de alternativas, entre fazer o teste, seguir com o tratamento ou ignorar as circunstâncias. Ao longo do jogo, o jogador aprende questões pertinentes a respeito do HIV, equívocos, testagem, tratamento, revelação da condição sorológca e as consequências de não aderir ao tratamento. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos, estão realizando um estudo sobre a eficácia do jogo, que foi vencedor do prêmio CDC & HHS Games for Health Game Jam 2014. O jogo funciona em Windows, Mac, Linux, iOS e Android e em breve deve ser distribuído.

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Indetectável é o novo negativo?

Ser indetectável muda a maneira como falamos sobre a condição sorológica para o HIV? Uma pessoa que vive com HIV e é indetectável pode parar de se preocupar com transmitir o vírus? Num post de Mathew Rodriguez para o The Body, ele lembra que o Dr. Joel Gallant, um médico que cuida de pacientes com HIV no Southwest Care Center, em Santa Fé, Novo México, tem respondido à essas perguntas. Em seu blog, exclusivamente voltado à pessoas que vivem com HIV, um de seus leitores perguntou: “Doutor, li num post anterior que ‘indetectável é o novo negativo’. Você concorda com essa afirmação?” “Até certo ponto, sim. Do ponto de vista da transmissibilidade, ter uma carga viral indetectável é próximo de ser negativo. E do ponto de vista do prognóstico e expectativa de vida, pessoas com carga viral indetectável e contagem normal de CD4 têm mais em comum com soronegativos do que com pessoas com uma infecção não tratada de HIV. Mas ainda há diferenças importantes entre alguém com HIV bem controlado e alguém sem HIV — …

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Candice Swanepoel + Mother

A modelo sul-africana Candice Swanepoel e a marca Mother Denim anunciaram o lançamento de uma coleção que terá parte do lucro revertido para a mothers2mothers, uma ONG que luta pela prevenção da transmissão vertical do HIV. Inspirada nos anos 90, fotografada por Russell James, conhecido como o principal fotógrafo da Victoria’s Secrect, a coleção chega nas lojas em fevereiro.

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