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Passado, presente e futuro do HIV


A aids pode ser curada?

Cientistas cada vez mais perto de vencer o assassino.

Por em 22 de dezembro de 2014

A pesquisa atual tem como alvo a capacidade do HIV de ficar dormente nas células T de memória. Ilustração por Harry Campbell.

Era uma manhã de inverno, em 1981, e minha esposa acabara de voltar para casa, depois de seu turno no centro médico da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), quando me contou de um novo e desconcertante caso. Queenie era um garoto de programa de 18 anos de idade, com cabelos tingidos de acaju. Ele chegou ao pronto-socorro com febre alta e tosse, sintomas de uma pneumonia comum, para a qual foi tratado com antibióticos. Mas os médicos identificaram um micróbio em seus pulmões, chamado Pneumocystis carinii. Este micróbio é conhecido por causar uma rara infecção por fungos, vista em crianças sob severa desnutrição ou em adultos que passam por transplantes de órgãos e quimioterapia.

Diversos especialistas do hospital foram designados para compreender a razão de sua infecção. Queenie tinha uma contagem de plaquetas criticamente baixa, a qual o deixou susceptível à hemorragia e eu fui chamado para examiná-lo. Ele estava deitado de lado e respirava com dificuldade. Seus lençóis estavam encharcados de suor. Uma infecção de herpes tinha feito tantas bolhas sobre sua pele que os cirurgiões tiveram que cortar segmentos necrosados de suas coxas. Seus pulmões começaram a falhar e ele foi colocado num respirador. Pouco depois, Queenie faleceu, por insuficiência respiratória.

Ele era um dos muitos casos desta mesma e rara pneumonia que vinham sendo vistos por todo os Estados Unidos. Michael Gottlieb, imunologista da UCLA, estudou o sangue de alguns destes pacientes e fez uma importante observação: todos eles tinham perdido quase todas suas células T auxiliadoras, as quais protegem contra infecções e cânceres. Em junho de 1981, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) publicaram os casos de Gottlieb no Relatório Semanal sobre Morbidez e Mortalidade e, em julho, o Dr. Alvin Friedman-Kien, da Universidade de Nova York, reportou que 26 homens homossexuais em Nova York e na Califórnia tinham recebido diagnóstico de sarcoma da Kaposi, um câncer dos linfonodos e vasos sanguíneos. Estes casos também eram estranhos: o sarcoma de Kaposi afetava tipicamente homens idosos do leste europeu, de ancestrais judeus e mediterrâneos.

Todos os meus pacientes tinham um problema em comum, o qual o CDC, naquele ano, chamou de síndrome da imunodeficiência adquirida, ou AIDS. Os cientistas ainda não sabiam o que a causava.

Acabei cuidando dos pacientes com sarcoma de Kaposi. Eu era o mais jovem da equipe e não tinha qualquer expertise sobre o tumor. Entretanto, nenhum dos professores seniores queria este trabalho. Meu primeiro paciente, um bombeiro de meia-idade apelidado de Bud, era um homossexual que não “saíra do armário” e vivia em Los Angeles. Pouco antes de chegar ao hospital, ele encontrara tumores em suas pernas que mais pareciam cerejas maduras. Depois, também apareceram em seu tronco, em seu rosto e em sua boca. Apesar das fortes doses de quimioterapia, tratamento padrão para o sarcoma de Kaposi avançado, seus tumores cresciam, deixando-o desfigurado antes de matá-lo, em menos de um ano. Em 1982, homens com linfomas altamente agressivos começaram a chegar ao hospital. Eles também não respondiam à quimioterapia. Os pacientes morriam por uma variedade de doenças que venciam seus sistemas imunes devastados. Todos os meus pacientes tinham um problema em comum, o qual o CDC, naquele ano, chamou de síndrome da imunodeficiência adquirida, ou AIDS. Os cientistas ainda não sabiam o que a causava.

No ano seguinte, dois times de cientistas — um liderado por Luc Montagnier e Françoise Barré-Sinoussi, do Instituto Pasteur, em Paris, e outro liderado por Robert Gallo, do Instituto Nacional do Câncer, em Maryland — publicaram artigos na revista Science que descreviam um novo retrovírus nos nódulos linfáticos e nas células do sangue dos pacientes com aids. Este retrovírus tinha um jeito pernicioso de se reproduzir: inserindo permanentemente cópias de DNA do seu genoma dentro do núcleo da célula de seu hospedeiro, sequestrando o maquinário da célula para seu próprio propósito. Quando o retrovírus sofre mutação, o que frequentemente acontece, sua prole é mais difícil de ser afugentada pelo corpo ou por vacinas. Era amplamente aceito que doenças causadas por retrovírus fossem incuráveis. Em maio de 1986, depois de muita disputa sobre os créditos da descoberta (os franceses finalmente levaram o Nobel em 2008), um comitê internacional de cientistas concordou no nome HIV, ou vírus da imunodeficiência humana. Ao final daquele ano, cerca de 25 mil dos quase 29 mil casos de aids entre americanos haviam morrido.

O HIV foi transformado numa condição tratável, uma das grandes vitórias da medicina moderna.

Desde então, o HIV foi transformado numa condição tratável, uma das grandes vitórias da medicina moderna. Em 1987, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou o AZT, uma droga desenvolvida para tratar câncer e que acabou nunca indo para o mercado, para uso em pacientes com HIV. No começo, seu preço era exorbitantemente alto e era prescrito em altas toses, as quais se provaram tóxicas e geraram protestos na comunidade gay. Ainda assim, o AZT mostrou-se capaz de adentrar no DNA do vírus assim que este se formava e por isso continuou a ser usado, mas em doses menores. Hoje os cientistas já desenvolveram mais de 30 remédios antirretrovirais que impedem o HIV de se reproduzir nas células T auxiliadoras.

A ideia de combinar os medicamentos num “coquetel” veio em meados dos anos 90, espelhando como os oncologistas tratavam o câncer. Células cancerígenas, assim como partículas de HIV, podem mutar rápido o suficiente para escapar de medicamentos que têm um único alvo. O regime de tratamento — TARV, de terapia altamente eficaz com antirretrovirais — foi colocado em estudos clínicos por cientistas proeminentes, como David Ho, do Instituto Aaron Diamond, em Nova York. Eu prescrevi o coquetel para um de meus pacientes, David Sanford, e menos de um mês depois de iniciá-lo sua febre cessou, suas infecções desapareceram, sua energia voltou e ele começou a ganhar peso. O HIV em sua corrente sanguínea despencou para um nível indetectável, e ali ficou. Mais tarde, em um artigo vencedor do Pulitzer, Sanford escreveu: “É mais provável que eu morra atropelado por um caminhão do que de aids” — uma máxima que hoje é válida para a maioria das pessoas que vivem com HIV nos Estados Unidos. Nos últimos cinco anos, dentre as dezenas de pacientes com HIV que eu trato, nenhum deles morreu da doença.

Ainda há obstáculos enormes. 35 milhões de pessoas no mundo estão vivendo com o vírus. Na África subsaariana, onde são reportados a maioria dos novos casos, 63% das pessoas elegíveis ao tratamento não o recebem; e aqueles que recebem frequentemente não o recebem por completo. Nos Estados Unidos, um ano de TARV custa milhares de dólares por paciente e os efeitos colaterais a longo prazo podem ser debilitantes.

Hoje, os cientistas têm falado cada vez mais sobre a cura. Sabemos sobre o HIV tanto o quanto sabemos sobre alguns cânceres: seus genes foram sequenciados, seu método de infiltrar nas células do hospedeiro foi decifrado e suas proteínas foram mapeadas tridimensionalmente. Uma importante descoberta foi alcançada em 1997: o vírus consegue permanecer dormente em células de vida longa, intocável pelos medicamentos atuais. Se conseguirmos de maneira segura e financeiramente acessível eliminar este reservatório viral, nós finalmente conseguiremos derrotar o HIV.

Ward 86, o primeiro ambulatório de aids americano, foi aberto no San Francisco General Hospital em 1º de janeiro de 1983. Recentemente, fui até lá para encontrar Steven Deeks, um expert em ativação imune crônica e inflamação decorrente do HIV. Deeks, um professor da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), também é coordenador de estudo SCOPE, que acompanha um grupo de 2 mil homens e mulheres HIV positivos, nos quais ele mede os efeitos de longo prazo de viver com o vírus. A cada ano, amostras de sangue são enviadas para laboratórios de todo o mundo. A missão de Deeks é catalogar os danos que o HIV faz nos tecidos e testar novas drogas que podem ajudar.

“Os medicamentos antirretrovirais são projetados para bloquear a replicação viral do HIV e fazem isso muito bem”

Sua ala ocupa o sexto andar de um prédio art déco que fica na parte norte do campus da UCSF. Encontrei Deeks em seu escritório, vestindo uma camisa de flanela e tênis New Balance. Ele explicou suas preocupações sobre o coquetel. “Os medicamentos antirretrovirais são projetados para bloquear a replicação viral do HIV e fazem isso muito bem”, ele disse. Mas não permitem que muitos pacientes se recuperem por completo. O sistema imune se recupera o suficiente para prevenir a aids, mas, uma vez que o vírus persiste, o sistema imune precisa manter uma resposta discreta porém constante. Isso cria inflamações crônicas, as quais danificam os tecidos.

A inflamação é exacerbada pelos efeitos colaterais dos medicamentos. Os primeiros tratamentos causavam anemia, danos nos nervos e lipodistrofia — o emagrecimento dos membros e da face e depósitos de gordura em volta da barriga. A lipodistrofia ainda é um problema sério. Deeks observou que muitos pacientes do estudo SCOPE têm altos níveis de colesterol e triglicérides, o que pode levar a danos nos órgãos. Uma consequência séria são as doença cardíacas, as quais parecem ser causadas pela inflamação das paredes das artérias. Deeks também viu em seus pacientes cânceres no pulmão, no fígado e na pele. Num eco dos primeiros dias da epidemia, ele notou que muitos pacientes de meia-idade desenvolvem doenças associadas com a velhice: doenças nos ossos e nos rins e possíveis efeitos neurocognitivos. Uma melhor definição para aids, segundo Deeks, seria “doença da inflamação adquirida”.

Ele me apresentou para um de seus pacientes, a quem vou chamar de Gordon. Um homem alto, cordial e com óculos sem aro levantou-se para apertar a minha mão e eu percebi sua barriga protuberante. Ele é HIV positivo há quase 40 anos e se disse sortudo por estar vivo: “Meu parceiro de dez anos, que tinha a mesma cepa de HIV, que comia a mesma comida, visitava os mesmos médicos e tomou os mesmos remédios do começo da epidemia, morreu em junho de 1990, quase 25 anos atrás.”

Ele me disse: “Não estou mais preocupado com o vírus. Estou mais preocupado com meu organismo e com o envelhecimento precoce.” Em 1999, aos cinquenta anos de idade, ele descobriu que os depósitos de gordura tinham constrito significativamente a circulação sanguínea de uma importante artéria que alimenta o ventrículo esquerdo de seu coração. Ele começou a experimentar dores incapacitantes ao andar, pois o suprimento de sangue para seu tecido ósseo tinha diminuído — uma condição chamada de necrose avascular. Em 2002, fez sua primeira cirurgia para colocar uma prótese no quadril e, em 2010, fez a segunda. Seus músculos diminuíram e manter-se sentado pode ser desconfortável; para isso ele usa cuecas acolchoadas com espuma. A cada dois anos, recebe injeções de ácido poliláctico no rosto, o qual substitui a perda de conexão dos tecidos.

A longevidade de Gordon e as dezenas de medicamentos que ele tomou para ficar vivo exemplificam a experiência de milhões de pacientes infectados com aids. Seu tratamento custa quase 100 mil dólares por ano. Embora seja coberto por asseguradoras e pelo Estado da Califórnia, ele chama a isso de “preço do resgate: seu dinheiro ou sua vida.” Para Deeks, a pergunta é: “Será que o mundo pode encontrar recursos para criar um sistema que ofereça, diariamente, medicamentos antirretrovirais para 35 milhões de pessoas, muitas das quais em regiões muito pobres?” Ele duvida. E é por isso que está concentrado em encontrar a cura. “Nossa filosofia é que, para alcançar a cura do HIV, precisamos descobrir onde e por que o vírus persiste”, disse.

Poderiam os medicamentos certos e na combinação certa derrotar o vírus de vez?

Em 1997, em meio à euforia decorrente da TARV, as pessoas começaram a pensar seriamente sobre a cura. Mais cedo ou mais tarde, todas as células infectadas morrem por conta própria. Poderiam os medicamentos certos e na combinação certa derrotar o vírus de vez? Naquele ano, David Ho publicou um artigo na revista Nature, no qual ele previa matematicamente que um paciente sob regime de TARV poderia vencer o vírus detectável em 28 à 37 semanas. Nesta mesma edição da revista havia um artigo de opinião bastante diferente, escrito por Robert Siliciano, hoje pesquisador na Johns Hopkins School of Medicine. Usando um teste incomum e extremamente sensível, Siliciano localizou o HIV num tipo de célula T auxiliadora que provê memória para nossos sistemas imunes e que pode viver por décadas. Células T de memória são de importância ímpar: elas reconhecem os antígenos nas infecções e orquestram respostas rápidas. Mas o vírus provou ser ainda mais esperto. Ele permanece dormente nas cadeias de DNA do hospedeiro, intocado pelo coquetel de medicamentos, e, se este for interrompido, ele pula de volta à vida, degradando então o sistema imunológico.

Aos 62 anos de idade, esguio e discreto, Siliciano é muito conceituado na pequena comunidade de pesquisadores de HIV. Ele conheceu sua esposa e colaboradora, Janet, nos anos 70, quando ela ainda era estudante de graduação na Johns Hopkins, onde estudava as proteínas que as células T soltam quando se deparam com micróbios. Hoje com 59 anos de idade, cabelos ruivos cacheados e um sotaque de New Jersey, Janet se juntou ao laboratório de Bob quando seu artigo foi publicado na Nature. Ela disse que a ideia do artigo foi dele, mas Bob disse que foi Janet quem desenvolveu a ideia ao longo de sete anos, acompanhando os níveis de vírus dormente em pacientes tratados consistentemente com TARV. Os dados que ela coletou confirmaram a tese: o vírus pode sobreviver por tempo quase indeterminado. “Nós calculamos que demoraria 70 anos de TARV contínua para que todas as células T de memória morressem”, ela disse.

Siliciano me contou sobre a primeira vez em que viu um vírus latente emergir de uma célula T de memória de um paciente com HIV e em TARV. O paciente achava que estava curado. “Ele havia sido biopsiado em todos os lugares imagináveis e ninguém conseguia encontrar qualquer vírus”, disse Siliciano. Os pesquisadores colheram vinte tubos de sangue do paciente, isolaram as células T e separaram-nas em vários compartimentos. O espécime foi então misturado com células de pacientes não infectados. Se as células T saudáveis fossem infectadas, o vírus se reproduziria e seria expelido. A detecção do vírus seria sinalizada pela mudança da cor do tubo de ensaio para azul. Siliciano se lembra de estar sentado em sua mesa, conversando com um visitante, quando um estudante entrou em sua sala, num pulo: “Os tubos estão ficando azuis!” Ele disse que “foi um momento muito estranho, porque era a confirmação de uma hipótese — o que é empolgante — mas também era um desastre. Todo mundo chegou à mesma conclusão: as células persistiram infectadas apesar da terapia antirretroviral.”

O laboratório de Siliciano ocupa o oitavo andar do Miller Research Building, na Johns Hopkins School of Medicine. O time de 26 pesquisadores — entre técnicos, estudantes, colegas e professores — trabalha num espaço amplo e arejado, numa instalação de Nível 3 de Biossegurança, na ala norte do edifício. Lá, eles manipulam espécimes de seus pacientes HIV positivos e de muitos outros. Num ambiente com pressão do ar negativa, os pesquisadores colhem amostras de sangue de uma incubadora e as colocam numa capela de fluxo laminar, a qual cria uma corrente de ar. Nada sai do edifício sem ser duplamente ensacado e esterilizado.

Grande parte da pesquisa atual sobre aids parte da descoberta fundamental dos Silicianos, a respeito dos reservatórios de HIV. O mesmo acontece com o trabalho deles hoje em dia. Usando químicos potentes, os Silicianos foram capazes de atrair o HIV para fora de seu esconderijo nas células T de memória, avaliar o alcance do vírus dentro do corpo e começar a mapear onde mais ele poderia estar escondido.

Alguns anos atrás, começaram a prestar atenção aos “blips”, pequenos e repentinos aumentos na carga viral que podem acontecer de vez em quando no sangue de pacientes em TARV. Os médicos estavam preocupados que os blips pudessem ser partículas de vírus que se tornaram resistentes à TARV e assim escaparam das células. Os Silicianos pensavam diferente: as partículas virais teriam sido soltas por células infectadas de maneira latente e que agora foram ativadas. Eles analisaram o sangue de pacientes com blips a cada dois ou três dias ao longo de três ou quatro meses. Sua hipótese mostrou-se correta: o vírus não tinha se tornado resistente aos medicamentos, apenas estava dormente nos reservatórios das células T de memória. Ele poderia ser liberado do reservatório de maneira intermitente, mesmo quando o paciente tomava remédios antirretrovirais.

Embora os cientistas tenham sido castigados pela descoberta de que o regime de medicamentos sozinho não seria capaz de levar à cura, eles recentemente descobriram três casos fora do comum que os encorajaram a continuar tentando. O primeiro caso foi Timothy Ray Brown.

A cura de Brown foi espetacular, mas difícil de ser reproduzida. Seu médico teve de destruir todas as suas células do sangue duas vezes, com radiação e quimioterapia, e reconstruir seu sistema imune.

Brown é conhecido como o Paciente de Berlim, uma vez que foi nesta cidade que ele se tornou a única pessoa a ser curada do HIV. Em 2006, mais de uma década depois que descobriu ser HIV positivo, ele recebeu um diagnóstico, não relacionado com o vírus, de leucemia mielóide aguda, um câncer de medula óssea. Depois do tratamento inicial, sua leucemia voltou. Brown precisava de um transplante de medula óssea. Seu hematologista, Gero Huetter, teve a criativa ideia de usar um doador com uma mutação genética que desliga a proteína CCR5, uma porta de entrada do HIV nas células T auxiliadoras. Em 7 de fevereiro de 2007, Brown recebeu o transplante. Um ano depois, ele repetiu o procedimento. Em 2009, as biópsias de seu cérebro, nódulos linfáticos e intestino mostraram que o vírus não tinha voltado e que sua contagem de células T estava de volta ao normal.

A cura de Brown foi espetacular, mas difícil de ser reproduzida. Seu médico teve de destruir todas as suas células do sangue duas vezes, com radiação e quimioterapia, e reconstruir seu sistema imune duas vezes, com células de medula óssea transplantadas. Foi muito perigoso e dispendioso. Os pesquisadores se perguntaram se poderiam produzir uma versão simplificada deste procedimento. Em 2013, médicos do Brigham and Women’s Hospital, em Boston, reportaram o resultado de um estudo no qual dois pacientes HIV positivos sob TARV receberam transplantes de medula óssea para tratar seus linfomas. Seus doadores, diferentemente do doador de Brown, não tinham a mutação do CCR5 e a quimioterapia a que foram submetidos foi menos intensa. A TARV foi interrompida alguns anos depois dos transplantes e o vírus permaneceu indetectável por meses, para então ressurgir.

Em julho último, vieram os resultados de um terceiro caso. Em 2010, uma menina conhecida como a Bebê do Mississippi nasceu de uma mãe HIV positiva que não tomou antirretrovirais. A bebê tinha o vírus no sangue. 30 horas após o parto, a recém-nascida foi colocada sob terapia antirretroviral. Em algumas semanas, sua carga viral caiu para abaixo do limite de detecção. A bebê tinha 18 meses de idade quando o tratamento foi então interrompido, contra recomendação médica. Por dois anos, o sangue da menina não apresentou qualquer sinal do vírus e os pesquisadores especularam que o tratamento precoce com TARV poderia ter prevenido o HIV de formar um reservatório dormente. No entanto, 27 meses depois da interrupção dos medicamentos, a criança testou positivo para o vírus. Embora os pesquisadores tenham ficado impressionados que a intervenção precoce tenha banido temporariamente o HIV, ela não foi curada.

Em agosto, Janet e Robert Siliciano escreveram sobre os pacientes de Boston e a Bebê do Mississippi na revista Science, afirmando que os casos confirmavam que os pesquisadores estão no caminho certo no combate à infecção latente. O Paciente de Berlim era um exemplo ainda mais complexo. Karl Salzwedel, chefe de patogênese e pesquisa básica na Divisão de Aids do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, me contou que, até o caso de Timothy Brown, “não estava claro como é que nós iríamos nos livrar dos últimos pedaços de vírus que permanecem nos reservatórios.” O caso de Brown trouxe “uma prova de conceito: é possível erradicar o HIV latente do corpo, ainda que seja a partir de um método arriscado e tóxico. Ainda assim, é uma prova de conceito.”

A nova peça central no esforço americano de curar o HIV está no Martin Delaney Collaboratories. Financiado pelos Natiotal Institutes of Health (NIH) em 2011, esses laboratórios colaborativos foram formulados para ligar laboratórios clínicos, centros de pesquisa e empresas farmacêuticas. O apoio federal é de 70 milhões de dólares pelos primeiros cinco anos, sob a premissa de cooperação e comunicação aberta entre todas as partes. Salzwedel me contou que o NIH financiou três pedidos e que “cada um deles estava abordando uma estratégia de erradicar o HIV de maneira diferente”, melhorando o sistema imune dos pacientes, manipulando geneticamente o gene CCR5 e destruindo os reservatórios. Estas representam diferentes respostas à tese de Siliciano e das lições aprendidas com Timothy Brown.

Mike McCune, chefe da Divisão de Medicina Experimental da UCSF, pesquisa meios através dos quais o HIV pode ser erradicado do corpo pelo próprio sistema imune. Ele foi atraído por uma observação feita nos primeiros dias da epidemia: bebês nascidos de mães com HIV eram infectados no útero apenas em 5 a 10% das vezes, mesmo embora eles sejam expostos ao vírus ao longo da gestação. Mais recentemente, McCune e seus colegas observaram que o sistema imune fetal, em desenvolvimento, não reage contra as células da mãe, as quais podem facilmente atravessar a placenta e alcançar os tecidos fetais. Ao invés disso, o feto produz células T especializadas que suprimem respostas inflamatórias contra a mãe e podem também prevenir respostas inflamatórias contra o HIV, bloqueando assim o avanço rápido do vírus no útero e poupando a criança.

“Há um yin e yang no sistema imune.”

McCune trabalhou por muitos anos com Steven Deeks e o estudo SCOPE. Quando conversei com ele em São Francisco, ele disse: “Há um yin e yang no sistema imune. Estamos tentando recapitular o balanço orquestrado encontrado no feto.” McCune agora está trabalhando em intervenções que podem vir a prevenir a inflamação contra o HIV em adultos, numa tentativa de imitar parcialmente o equilíbrio encontrado no útero. Ele também está desenvolvendo métodos que podem vir a permitir que o sistema imune reconheça melhor e destrua o vírus, assim que este se manifestar. Estes estudos estão sendo conduzidos em primatas, não humanos, e podem chegar a testes em humanos entre um a dois anos.

Em Seattle, um grupo liderado por Hans-Peter Kiem e Keith Jerome está adotando uma abordagem mais futurista. Usando uma enzima chamada Dedo de Zinco, eles estão alterando geneticamente o sangue e as células da medula óssea a fim de desativar o CCR5, a porta de entrada do HIV nas células T. Os pesquisadores vão modificar as células fora do corpo e, assim, quando forem devolvidas, parte das células da corrente sanguínea serão resistentes à infecção pelo HIV. Com o tempo, eles esperam, estas células vão se propagar e o paciente vai aos poucos construir um sistema imune que é resistente ao vírus. Estes pacientes podem ainda ter um pequeno reservatório de HIV, mas seus corpos serão capazes de regular a infecção.

O maior laboratório colaborativo, com mais de 20 membros, é liderado por David Margolis, da Universidade da Carolina do Norte. Margolis, um expert em doenças infecciosas, tem como alvo os reservatórios. Sua estratégia, a qual passou a ser conhecida como “chutar e matar”, é de reativar os vírus dormentes, desmascarando as células que os carregam para que possam ser destruídas. Em 2012, ele publicou os resultados de um estudo clínico com a droga Vorinostat, a qual foi originalmente desenvolvida para tratar cânceres nas células T, agora testada no tratamento de choque contra o HIV. Em outubro último, a ideia de “chutar e matar” estava sendo amplamente discutida quando o time de colaboradores se reuniram no NIH, ao lado de centenas de outros pesquisadores, diversos acadêmicos e leigos interessados. Margolis e sua equipe falaram de novos meios de expulsar o vírus para fora da dormência.

A fase de matança é mais desafiadora, uma vez que as células que receberam o “chute” trazem poucos antígenos contra o HIV, que são as bandeiras tóxicas hasteadas por partículas patogênicas antes do ataque. Uma das abordagens da estratégia de matança vem de um tipo pouco comum de HIV positivo, que pode carregar o vírus por décadas sem ser incomodado por ele. Chamados “controladores de elite”, possuem células T citotóxicas, ou células NK, de natural killer, que atacam as células produtoras de vírus. O objetivo é tornar todos os pacientes HIV positivos em controladores de elite através de “vacinação terapêutica”, a qual poderia permitir que os pacientes produzissem suas próprias células T citotóxicas.

Os cientistas também estão tentando desligar uma molécula chamada PD-1, a qual o corpo usa para restringir o sistema imune. Desativar a PD-1 tem funcionado em estudos clínicos em pacientes com melanoma e câncer de pulmão. Um paciente parece ter sido curado de hepatite C com uma única injeção de um bloqueador de PD-1 produzido pela Bristol-Myers Squibb.

Grupos fora destes laboratórios colaborativos e que também estão testando meios de alcançar a cura da aids compartilham seus resultados com as equipes do NIH. Em paralelo com o grupo de Seattle, Carl June, diretor de pesquisa translacional do Centro de Câncer de Abramson, na Universidade da Pensilvânia, e seus colegas têm usado engenharia genética para fechar a porta do CCR5. Na edição de março último do New England Journal of Medicine, eles reportaram sobre seu estudo clínico mais recente, o qual mostrou que células T modificadas podem sobreviver por anos em pessoas com HIV. Um trabalho similar em desligar o CCR5 está sendo feito pela Calimmune, uma empresa sediada na Califórnia devotada à busca da cura da aids. (Um de seus fundadores é David Baltimore, que recebeu o prêmio Nobel pela descoberta transcriptase reversa, uma enzima crucial na reprodução retroviral.) Grupos na Dinamarca e na Espanha também tiveram progresso e, em 2012, pesquisadores na França analisaram o estudo Visconti, o qual pôs a intervenção precoce recebida pela Bebê do Mississippi num estudo formal. Um pequeno grupo de 14 pacientes HIV positivos foi logo tratado, semanas após a infecção, e então a TARV foi interrompida. Eles permaneceram livres do vírus por vários anos.

Quando eu ainda era jovem, nos anos 50, a leucemia infantil era quase sempre fatal. Hoje, é curável em 9 de 10 casos.

A luta contra a aids está seguindo uma trajetória similar à luta contra vários cânceres. Quando eu ainda era jovem, nos anos 50, a leucemia infantil era quase sempre fatal. Finalmente, foram desenvolvidos medicamentos capazes de levar o câncer à remissão, em meses ou anos. Mas o câncer sempre voltava. Nos anos 70, cientistas descobriram que células leucêmicas permaneciam dormentes no sistema nervoso central e, com isso, desenvolveram tratamentos direcionados, capazes de eliminar estas células. Hoje, a leucemia infantil é curável em 9 de 10 casos.

Em julho último, na 20ª Conferência Internacional de Aids, em Melbourne, na Austrália, Sharon Lewin, um expert em doenças infecciosas da Universidade Monash, disse: “Neste momento, nós provavelmente estamos diante de alcançar remissão a longo prazo.” Muitos especialistas concordam que a remissão é factível e que, em algum momento, nós seremos capazes de desmamar nossos pacientes da atual terapia vitalícia.

Até mesmo os cientistas mais céticos a respeito da aids acreditam que a remissão é o próximo passo, que precede a cura. Robert Siliciano me disse que “O primeiro objetivo é reduzir o reservatório. E isso não apenas pelo indivíduo mas em prol da saúde pública.” Quando uma pessoa puder ficar fora da TARV, os recursos de seu tratamento poderão ser alocados para pacientes que ainda precisam de tratamento.

David Margolis acredita que sua estratégia de “chutar e matar” vai funcionar, embora possa levar 10 a 20 anos. Os Silicianos concordam que é preciso pesquisar mais. “Chutar e matar”, segundo eles, vai precisar de mais do que uma única droga, como o Vorinostat. O regime ideal não pode ser identificado até que fique claro qual o tamanho dos reservatórios de vírus latente. E os Silicianos ainda não desenvolveram um método de medição preciso para isso. Até agora, o único jeito de determinar se uma cura foi alcançada tem sido acompanhar pacientes que estão fora do tratamento por anos. “Quanto mais aprendemos, mais perguntas temos”, disse Janet.

Ainda assim, as perguntas que têm sido respondidas têm surpreendido os cientistas. Na UCLA, durante os primeiros e brutais anos da epidemia, eu nunca teria imaginado que, no futuro, os pacientes chegariam aos seus 80 anos de idade. Uma doença fatal foi domada e hoje é uma doença crônica. O próximo passo é encontrar a cura. Os cientistas são inatamente cautelosos, pois, ao longo dos anos, aprenderam com a aids que é preciso ter humildade. A ciência atua em torno de um núcleo de incertezas, no qual se encontram contratempos, mas também a esperança.

Jerome Groopman, escritor da equipe desde 1998, escreve principalmente sobre medicina e biologia.


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193 comentários

  1. Bruno diz

    Que texto ótimo, eu tinha curiosidade de ler um panorama atual das pesquisas sobre a cura, embora não me empolgue muito com tal tema é tranquilizante saber que existe esperança.

  2. Realmente, animador saber que cientistas acreditam nesta possibilidade que muitos esperam com ansiedade (sou um deles). Enquanto não aparece a cura, resta manter (ou pelo menos tentar) o equilíbrio emocional e seguir as recomendações médicas à risca. Depois de um 2014 desesperador (sim,este foi meu sentimento durante meses) por causa do diagnóstico, hoje tenho certeza que tudo vai ficar bem apesar de alguns medos persistirem. A minha incredulidade em relação ao tratamento eficaz caiu por terra no meu último exame. Iniciei as “vitaminas” há três meses aproximadamente, sempre pontualmente às onze horas da noite. Não importa o local! E para minha surpresa, está funcionando como esperado, mas que achava que era conversa de infectologista para boi dormir. A cv caiu de 47.000 para menos de 20 cópias, o que significa que sou mais um indetectável do blog e o cd4 que estava em 608 deu um salto para 1.225. Foram meus presentes para entrar 2015 confiante. E, claro, não posso esquecer da contribuição indispensável do JS e dos comentários de pessoas que estão neste caminho de superação há mais tempo como minha amiga gata Vida, meu amigo Cara+, meu “consultor técnico Sérgio” (rsrsrsrs), pequena… Mike…. e vários outros que me motivaram sempre. Para minha felicidade ser completa, falta só chegar o comprimido único aqui no Ceará. Dizem que já será agora no final de janeiro. Alguém confirmar? Dedos cruzados! Enfim, quero aproveitar o espaço para desejar a todos um atrasado Feliz Ano Novo, muita saúde, menos cv e muitos cd4 para todos nós!

    • CARA + diz

      Amigão do peito! Nosso Marcão Fortão, ops Fortal

      tão feliz por vc meu caro. Muito feliz pela msg que deixou no meu skype, tive um dia bem mais feliz ontem. Para minha surpresa, vc voltou das férias com todas essas novidades excelentes e animadoras.

      que saudades de tc contigo, meu amigo de fé, meu irmão camarada….

    • Hope diz

      Rapaz, que boa notícia! Estamos esperando os resultados do meu marido para semana que vem… Espero que também possa dar boas notícias.
      Quanto ao 3×1 aqui no Ceará, pegamos ontem a medicação para 60 dias e ninguém disse nada… Será??

      • Hoje, fique confiante que vai dar certo sim os exames do seu marido. Tô namoricada. Queria entrar em contato com você por email. Precisando de uma ajudinha em relação a infectologista. Se puder, me escreve pelo email pmota78@hotmail.com
        Bjs

        • Namoricada = na torcida. Maldito corretor ! Kkkkk. Hoje, em relação ao 3×1, foi a informação que passaram para o amigo que pega meus remedios. To com dedos cruzados para que seja verdade 🙂

            • Marcos, você e esse seu corretor ortográfico..kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
              Lembra daquela nossa conversa no zapzap sobre auto-estima? Por conta do seu corretor ortográfico eu quase chorei de tristeza…tudo por conta de uma palavrinha…..
              minha auto estima aquele dia foi reduzida a pó..kkkkkkkkkkkkkkkkk

              Beijos

    • D_Pr diz

      Parabéns Marcos!!!

      Continue assim, com CD4 pra dar e vender e CV indetectável!

    • Kaliul diz

      Marcosfortal,

      Semana passada quando fui pegar os remedios, o farmaceutico me disse que está previsto para chegar no Ceará no dia 20/01. A orientação que lhe foi repassada é a preferência por novos casos, mas ele não sabe quando de fato vai chegar na unidade e como será feita a escolha da distribuição. Eu sei que já chegou o 2×1.

      • Kaliul, Tenho conhecidos virtuais que quando foram pegar os medicamentos receberam o 3×1. Não aqui no Ceará, mas em outros estados. Porém, eram pessoas que já estavam em tratamento com os comprimidos separados. Em um fórum, obtive a informação (não sei se procede) que a dose única seria entregue também para que iniciou há menos de um ano o tratamento, como forma de garantir a adesão.

    • Paranaense do Rio de Janeiro diz

      Sabe que “ouvir” isso de você é estimulante. Minha infectologista é muito pé no chão. Eu tenho levado o tratamento muito a sério. Mas só vou fazer a nova contagem em fevereiro ou março. Estou numa curiosidade louca. Sério mesmo. Feliz por você. Feliz por todos nós. Aqui no Rio ainda não temos esse comprimido único. Mas estou tão acostumado em tomar meus quatro comprimidinhos todos os dias, que já nem reclamo mais. Feliz 2015. Feliz Ano NOSSO!!!

      • Paranaense, entendo perfeitamente esta curiosidade louca. Fiquei numa ansiedade sem noção para saber os resultados depois de iniciar a medicação. Quando a gente vê números que apontam um relativo “tá tudo bem com você”, é tranquilizador. Claro, não cem por cento, né? Porque tranquilizador mesmo era se não tivéssemos isso. Mas, como diria minha avó: agora é tarde, Inês é morta (e nem foi de hiv, aposto!).

    • vctsantos diz

      Tive um ano desesperador também, recebi meu diagnostico em junho e desde ai não tive paz. Porém assim como vc meus exames estão indo bem e me deixou feliz para começar 2015.
      Fico feliz por ler uma matéria dessa e claro que não vou negar cria esperança.

      Gostaria de conversar mais com o pessoal do blog trocar experiências se alguém se interessar, entra em contato.
      Abraço a todos !

      • vctsantos,
        O meu confirmatório saiu também em junho do ano passado, mas antes disso foi quase um mês de desespero. Em parte, por ser um completo desinformado em relação ao vírus. Alguns meses se passaram e, hoje, me sinto um pouco mais confortável com a situação. Li uma coisa que Vida postou certa vez que sempre lembro: “Assim como toda felicidade, nenhum sofrimento é eterno”. Sabe, um dia acordei e me senti cansado em manter os mesmos sentimentos negativos. Até coloquei como prioridade na minha lista de desejos para 2015, manter o pensamento positivo em 100% do tempo. E vou me esforçar para isso 🙂

          • Jonas diz

            Oi, gostaria de poder com vc (vcs) trocar informaçoes. Todos devem falar uma mesma lingua. Meu wats (88) 9307-3252

        • vctsantos diz

          Demorei para ler seu comentário, mas depois de um tempo também aceitei e hoje em dia consigo viver de forma muito melhor. Adorei a frase, vou passar a utilizá-la sempre.

    • Bruno diz

      Também soube que o 3 em 1 chega esse mês aqui em Pernambuco, ansioso desde já.

    • Minha primeira dose da Tarv foi hj, dps de 8 anos em assintomático. Fui quinta passada , dia 8/01, no Hgf e lá eles já estavam dando o 3×1. to com meu 2×1 aqui pq preferi fazer uso de outro esquema. Ah, a nova formulação do ritonavir nao vai pra geladeira.
      Notícias boas para 2015.

      • Chrome - João Pessoa diz

        Vc tá tomando o esquema Tenofovir, Lamivudina, Ritonavir e Atazanavir? E nesse esquema vc já pegou o Tenofovir e Lamivudina em uma pílula só? Uso esse esquema e na última vez q peguei (começo de dezembro) o Ritonavir já veio termoestável tb e o farmacêutico disse que em janeiro o 2 em 1 já estaria disponível. Vou pegar agora no fim do mês e tô ansioso pra diminuir a quantidade das pílulas de 5 para 3. Escolhesse este esquema pq?

        • AMIGOSPOSITIVOS diz

          Chrome blz rapaz, tbm sou de JPA, me add ai AMIGOSPOSITOVOS@OUTLOOK.COM

          Rapaz já recebi o 2 em 1 muito bom, espero que eles faço 1 comprimido só, me add blz! Faço consulta com Dr. Francisco Bernadino e vc?

        • Aegon diz

          Primeiro pq meu marido toma esse também e caso ocorra acidente nas relações sexuais a chance de reinfecção (se é que ela de verdade existe) são menores.

          Segundo pq já pesquisei bastante na internet e com médicos e eles me falaram que esse esquema era o melhor para o meu caso em específico, pq tenho problemas com insônia e o Efavirenz é meio chato em relação ao sono.

    • MarcosFortal, meu amoreeee

      Creio que essa situação (HIV) eu tenha realmente superado….Só preciso superar outras coisinhas.. Mas um dia a burra aqui supera..rs
      Parabéns pelos excelentes resultados!!

      Beijosss procê!

      • Vivendo positivo diz

        Descobri no dia 13/01, e vcs tem sim sido minha alegria, me add no skype: Vivendo positivo.
        Quero saber mais sobre o vírus e remédios.

        • casalpositivo2 diz

          descobrimos precisamente no dia 23.01.2015 e até agora estamos em pÂnico assim como vc esta tb!. tmeos picos de choros de pensamentos otimistas e de pensamento pessimistas. vimos videos no youtbe a respeitod e tudo, mas ainda tmeos muitas duvidas o bom disso tudo é que nume xame de rotina descobri estar infectado e meu parceiro tb! tudo desabou!. compramos uma casa e estamos reformando tudo! e depois desse resultado as coisas perderam o sentido. temos 2 opções: parar a vida e morrer todos os dias ou seguir a vida, reagir dar prosseguimento aos nosso objetivos,. É dificil mas tem que ser assim. Mas dentro dessas ótica otimista…vem picos de desespero e choro!. choramos juntos d emadrugada juntinhos e fzemos um pacto de um ser o esteio do outro.

          • casalpositivo2 diz

            o bom que eu quis dizer é que descobrimos antes de uma infecção oportunista aparecer.

          • Casalpositivo2, quando descobri em junho passado estava desenrolando os papéis do meu primeiro imóvel próprio, e tudo continuou como deveria ser. Chorem sim, precisam passar por esta etapa, mas podem acreditar que vocês não vão morrer a cada dia, exatamente o contrário, viverão cada dia. É o único jeito que existe. Não se culpem demais, logo estarão indetectáveis e mais pra frente vem a cura.

            Abraços

          • Enquanto há vida, há esperança. diz

            Descobri a 1 mes que eu e minha esposa temos o virus, no começo realmente é muito dificil de aceitar mas isso que você disse sobre 2 opções eu aplico em minha vida todo dia e faço o maximo para minha esposa pensar do mesmo modo por que a tristesa e a depressão podem derrubar muito mais rapido a gente.
            Sou novo no blog mas sempre dou uma olhada nos artigos e comentarios.
            Abraçoss

            • Pequena + diz

              Enquanto há vida, há esperança

              Seu nick diz tudo 😉
              Sei que no início é bem complicado, todos já passamos por isso.
              Essa tempestade vai passar ❤
              Tenha fé, mantenha foco e força.
              Qualquer coisa estamos aqui, é só chamar.
              abaixinha74@gmail.com
              Um forte abraço Pequena +

              • vida diz

                obrigado pequena+ é sempre bom podemos conversar com pessoas que passaram e passam pelo mesmo problema, mas sempre fé e força para viver sempre,,,
                abraços!!

          • Jonas diz

            Lindo depoimento! Fiquei emocionado, mas nao é o fim de tudo. Tente ver pelo lado bom, é uma opçao que da pra controlar. Nao parem de planejar ou ate mesmo de viver. Gostaria de estabelecer contato. Quero poder trocar informaçoes e estabelecer amizade. Nesse momento temos que juntar forças positivas. Pois quando um fraquejar o os outros ajudam a levantar. Meu watsaap (88) 9307-3252

  3. CARA + diz

    Bruno, eu diria um panorama geral, desde o início da epidemia até agora. O que me “conforta” em ler um texto como esse é que, mesmo que não seja encontrada a tão sonhada cura – sonhada cura no sentido de deixarmos de ser soropositivos e passarmos ao status soronegativos, um melhor tratamento, cada vez mais eficiente e com menos efeitos colaterais a longo prazo, está sempre surgindo!

    Sempre peço a Deus que ilumine a mente e mãos desses profissionais em busca da cura e de um tratamento cada vez melhor. Obrigado meu Deus, por ter sido atendido!

  4. Felipe Rec diz

    Olha, não sei vcs, mas não li nada animador com relação a cura definitiva. “os efeitos colaterais podem ser debilitantes”
    “quanto mais descobrimos, mais perguntas temos”
    Ou seja, serão mais de 20 anos como diz a matéria para que o chutar e matar dê certo, fico triste, estarrecido, deprimido, em saber que tenho 32 anos, e a cura não virá para nossa geração, como disse um colega, desculpem, mas foi o que entendi do texto, que estão no caminho, mas sem saber se este caminho é o certo, ou terão q voltar a estaca zero a qualquer momento.

    • “Os primeiros tratamentos causavam anemia, danos nos nervos e lipodistrofia…”

      “Em agosto, Janet e Robert Siliciano escreveram sobre os pacientes de Boston e a Bebê do Mississippi na revista Science, afirmando que os casos confirmavam que os pesquisadores estão no caminho certo no combate à infecção latente.”

      McCune “está desenvolvendo métodos que podem vir a permitir que o sistema imune reconheça melhor e destrua o vírus, assim que este se manifestar. Estes estudos estão sendo conduzidos em primatas, não humanos, e podem chegar a testes em humanos entre um a dois anos.”

      Copo meio cheio ou meio vazio? 🙂

      • D_Pr diz

        É melhor e faz bem pra nossa saúde o “caneco (chopp de preferência) sempre meio cheio”.

          • D_Pr diz

            É isso mesmo! Li teu comentário uma vez binhomais e dizia: “…tinha depressão, acredito que foi por isso mesmo que contrai o bostinha…” justamente houve uma identificação pros lados de cá, comigo foi a mesma coisa! O que temos em comum, é hoje, uma “puta” vontade de viver!

            Gosto muito das pessoas daqui, de seus depoimentos e histórias de vida! Eu não consigo me assustar tanto assim com o HIV, sabemos que existem enfermidades bem mais graves que a nossa!

            Claro que perdemos o chão, mas a vida é cair sete vezes, levantar oito!

            • casalpositivo2 diz

              CAra perdi um tio com câncer na omoplata, fez uma cirurgia e tirou a omoplata e o ombro…meses depois apareceu na garganta o utmor maligno e nao tinha mais efeito a quimio, faleceu prostado numa cama de casa devagarzinho !, foi uma morte bem triste mano……naos ei nem oq ue pensar…..

      • desbravador diz

        JS,você achou sacanagem esse autor que publicou o livro O Segundo Armário? O cara colocou como subtitulo justamente Diário de Um Jovem Soropositivo, que era o nome original do teu Blog. Porque você não é, já que não é homossexual e nem mora no Rio.O que achou?

      • Novato Preocupado diz

        Quer dizer que com as TARV modernas um paciente pode ter vida longa sem qualquer vestígio de efeitos colaterais severos como os relatados na matéria?

    • casalpositivo2 diz

      felipe pelo que li daqui pra 2020 ja se tem uam resposta pra um começo de um tratamento eficaz para matar esse vírus, procure um video no youtube do dr. luiz pianowski famarceutico brasileiro!

    • lucianA, esta matéria é quase um choque. Mas são muitas frentes de pesquisas. Me chamem de iludido, mas para mim a cura já existe e de diversas formas, entretanto cada um de nós precisará de um tratamento personalizado com o que existe HOJE. O que estão buscando, ainda, é ter certeza de que aquilo que eles podem oferecer de cura, não possa ser perigoso (ex.: terapia genética poderia mudar nossa imunidade de algum modo ruim ou trazer algum outro efeito no corpo?), qual a segurança nas doses da terapia a utilizar (será que algum medicamento, para ser eficaz, não precisa de maior dose, ou prolongar seu uso não pode destruir alguma função do nosso corpo?), será que algum método tipo vacina já não seria capaz de, em alguns indivíduos, fazer o corpo matar ou neutralizar o vírus (eu acho que para algumas pessoas é capaz de dar certo, mas e se injetarem isso e a maioria das pessoas ao invés de cura gerarem um supervírus altamente resistente?).

      Repito, eu creio que os métodos em testes hoje dariam certo para algumas pessoas sob alguns aspectos, mas seria roleta-russa se os cientistas saíssem tratando todo mundo à revelia, sem contar que o dinheiro para isso precisaria sair de algum lugar, não se sabe a receita das dosagens nem do tempo de tratamento a ser adotado. Ou seja, para a cura só falta validar os dados e comprovar os parâmetros.

      Me assustei com a opinião de 10 a 20 anos, sou mais otimista, acho que de 5 a 10 já teremos as respostas. Enquanto isso vamos nos cuidando para estarmos bem para fazer aquela festa na cara do bostinha, só os “sangue-azul” na avenida e os cientistas e nossos entes queridos no camarote.

      Boa saúde pra todos nós!

      • Enquanto há vida, há esperança diz

        Nada como um dia após o outro, na vida há sempre tombos, mas o melhor é sempre dar a volta por cima, bola para frente sempre!!!!!
        Sou novo no blog e descobri a apenas 1 mês mas sempre tento me animar e viver como se tudo estivesse normal, só não esquecendo das minha vitaminas….rs
        abraços!!!!

    • Pequena + diz

      Marina

      Fique assim não 😦
      Jamais perca as esperanças.
      E a solidão…Todos nós temos altos e baixos.
      Essa semana mesmo estava na fase de baixo astral, me sentindo só, triste, desanimada.
      Mas já passou, pedi socorro…rs… Ao pessoal da Liga da Justiça do Blog e eles me resgataram…rs…
      Brigadu Carioca Positivo, Cris Gaúcha e Sérgio ❤
      Quando for assim chama alguém aqui do blog, desabafe, converse, chore, dê boas risadas.
      Sempre vai ter alguém disposto a te ajudar,pode ter certeza disso 😉
      Força,fé e foco sempre 🙂
      Bjus da Pequena +

      • Carioca_positivo diz

        Que nada Pequena+ amor, compaixão nem se agradece… e faz mais bem que da amor e é grato do que a quem recebe, conta sempre comigo! 😉 tmj…

      • Galia diz

        Peque +
        Acompanho este blog deste dia que fiquei informada sobre soropositividade. Não tenho um mês nesta condição. Estou muito para baixo e pensamentos feios me atormentam. Não consigo dormir e comer. Nada …gostaria de conversar com Pequena+ pois acho que tem muita positividade. Por favor escreva para mim galiajonasse@hotmail.com

    • melissa diz

      garota se apega a Deus , toma seus remédios , ame-se acima de tudo, e vai da tudo certo, se quiser alguém para conversar porque também senti a falta de alguém que tivesse passando pelo mesmo que eu, bom meu email é deboracristina,silva@gmail.com.
      abraço e boa sorte.

  5. Alex diz

    Mariana,

    Tens um problema sériíssimo de saúde – e esse problema não se chama HIV.

    Tu precisa de um terapeuta URGENTEMENTE. O que está te afligindo não é o trauma da notícia ou o emrabalhamento de ideias que temos quando nos descobrimos soropositivos. Nosso vírus é relativamente fácil de tratar. Tomamos os remédios e seguimos com nossa vida. Me parece que o teu problema é justamente isto: seguir com tua vida do jeito que ela está. Tens que ver esse teu relacionamento aí, tem que resolver o teu lado emocional, tens que talvez tratar de uma depressão. Vá buscar ajuda profissionalizada. É sério.

    O grupo aqui é muito legal, tem gente bacaníssima que nos empurra pra cima quando estamos pra baixo e nos puxa pra frente quando e a gente parece empacar. Mas esse grupo não substitui uma ajuda individualizada quando o nosso problema é mais sério, como parece ser o teu.

    (desculpe a intromissão, mas é que acompanho teus comentários e me parece que o que tens é sério).

    Abraço
    Alex

    • Alex
      Espero que voce esteja bem! Realmente tem visto os meus comentários p perceber o meu problema “seguir com a vida do jeito que está” pois p mim ainda nao é fácil e ja lá vão 6 anos mas enfim… Nada melhorou pelo contrario. Nao quero de forma alguma desmotivar aqui alguem espero que tenhamos todos a mesma força p vencer e acreditar num futuro bem melhor.

      Um abraço Alex

  6. raul diz

    Algum de vocês já sentiu vontade de abandonar o tratamento? Ultimamente ando pensando nisso demais… Ainda não tive coragem de contar pra ninguém e as vezes dá vontade de se deixar levar.

      • raul diz

        As vezes fico pensando na reação da minha família quando souber (se souberem um dia), eles não são tão legais com isso, já dei uma sondada. Não queria ser um peso pra eles… sei lá. Além de que meu cd4 não está aumentando apesar de estar indetectável e minha infecto cogitou a hipótese de internar por causa de um exame reagente pra citomegalovírus, não estou preparado pra isso, nem teria como justificar uma internação. Enfim…

        • CARA + diz

          Poxa Raul

          acredito que grande parte do pessoal que faz parte desse blog, vive a mesma situação que você. Ninguém sabe!!!

          Muito pelo contrário, ser um peso para a família, vc se tornará se não fazer uso da medicação. Citomegalovírus, praticamente todo mundo tem e não tem nada haver com ter ou não hiv. Agora imagina vc numa cama de hospital totalmente debilitado por não ter defesas no seu organismo e ai sim, todo mundo sabendo do seu quadro clínico? Acho que é bem pior né?

          Bora lá, tomar sua medicação direitinho, que logo, logo estará relatando que está tudo bem por ai. Bora viver…

          Sabe Raul, tenho conhecidos com diabetes, outros com fibromialgia. Precisam de medicação diária para não agravarem seu quadro clínico. Doenças incuráveis e remédios para toda a vida. Ambos com perdas! Os diabéticos, além dos remédios, restrições alimentares e os com fibromialgia, dores musculares que os fazem mudar totalmente de humor, quando estão em crise (mesmo com os remédios)!

          Vendo-os, percebo que nossa enfermidade apenas nos exige uso da tarv, de forma correta, sem restrições alimentares, sem dores pelo corpo, sem algo, relativamente concreto (apenas a consciência) que nos faça lembrar a toda hora de que somos doentes.

          Então meu caro, bora viver, bora fazer por você, bora cuidar da saúde para estar bem assim que a cura chegar!

          • raul diz

            Eu imagino que existam doenças piores, meu maior problema é com estigma do hiv, principalmente pelo que ouço das pessoas próximas. Mas é bola pra frente e tentar me manter saudável!

            • casalpositivo2 diz

              Raul, acabeide descobrir ser soropositivo, nao falei e nem vou falar pra meus pais pois isso é uma coisa minha, ainda nem fiz a consulta no infectologista, ainda esotu muito chocado com toda essa noticia, agora vou cuidar do corpo e da mente! tudo mudou em minah vida ate o jeito de cortejar a antureza a vida, tudo tem um significado diferente ate meu tom de voz ficou mais calmo, nos netido de que a vida tme que ser vivida, e aproveitada! choro todos os dias com meu companheiro choramos que nem duas crianças quando perdem os pais, enxugamos as lagrimas e seguimos em frente. força amigo. Se quiser mande um email casalpositivo2@hotmail.com. abraços!

            • Paulo diz

              Raul sobre essa doença cuja a ciência ou cientistas, que são a favor da existencia do tal virus HIV que até hoje nunca foi fotografado(isso que já existe tecnologia para tal). por isso combinado com a fome financeira da industria farmaceutica em continuar a disseminar ao mundo de que essa tal doença,(AIDS) não tem cura no momento, ora, vamos aceitar isso até quando? Isso é uma invenção dos iluminattis em se perpetuar no poder e continuar a mandar no Mundo. Essa doença nada mais é do que um stresse oxidativo do próprio corpo humano, que destroi as defesas do organismo, e depois vem a medicina empurrar guela abaixo esses medicamentos que nada fazem e ainda mantem a imunidade sempre baixa. Por isso Raul pesquise um pouco mais e voce vai descobrir a verdade sobre essa suposta doença dos tempos modernos.

        • D_Pr diz

          Raul, qual a contagem CD4? Assista muita comédia meu amigo, rir cura as enfermidades da alma!!! E faz o CD4 subir, parece brincadeira, mas é verdade!

          Eu tive uma reação contrária a sua, minha família ficou sabendo assim que eu soube! Meu pai foi junto comigo no infectologista na primeira consulta e quando estou meio aborrecido ele diz: “ahh, tá com medo do que…esse problema é controlável, lembra o que médico falou, é mais fácil que tratar uma diabetes hoje, por exemplo… (jamais desmerecendo o poder destrutivo do HIV, caso não nos cuidemos e os diabéticos por favor entendam que não quero ofender ninguém)

          Lembre-se, por mais difícil que seja dividir esse diagnóstico (eu tenho um relacionamento sorodiscordante, minha namorada não tem HIV, esse ano é quase certo que iremos nos casar, daqui uns 6 anos ter uns filhos, tudo normal meu amigo) Lembre: um fardo carregado em dois, três é sempre mais leve!

          Uma que eu sempre gosto de lembrar as pessoas é: Os laços de sangue, são sempre mais forte que quaisquer adversidades!

          • raul diz

            Meu cd4 estava em 17 há 8 meses e agora está em 170. Ainda estou sondando as pessoas pra quem eu poderia contar sem causar grandes problemas, até agora só um dos meus irmãos que é também um grande amigo, mas ainda não tive coragem. Vou tentar seguir sua dica e parar de pensar nisso.

    • cavalcante feitosa diz

      Pelo amor de Deus Faz isso não rapaz!!! Existe doença pior que AIDS vc sabia?

  7. margô diz

    Já tive essa vontade, Raul, e… me estrepei. Demorou uns meses, mas a CV voltou. Tive que tocar medicamentos e e tive efeitos colaterais muito ruins. Isso levou a uma nova troca e agora deu certo de novo, porém são possibilidades de medicação que vão sendo descartadas e, consequentemente, possibilidades a menos para um futuro…..
    se está dando certo, não pare. Não tem ideia do que é deparar-se com uma CV diferente de indetectável novamente depois de anos…..
    Hoje, tomo meus remédios em nome daqueles que queriam tanto viver e não tiveram essa possibilidade nos anos anteriores aos TARVs. Abraços.

    • Paranaense do Rio de Janeiro diz

      Eu não vejo a hora de me tornar indetectável. Mas isso não quer dizer que vou parar com o tratamento. O que eu não entendo é: os remédios que tomo agora podem se tornar inficazes em alguns anos? Não, né? Porque eles são ótimos pra mim.

      Eu tive apenas uma ou outra vez a sensação de estar no Titanic… Morro de rir hoje. Foi horrível eu sei, mas faz parte. Minha infecto me avisou disso. Fora isso, me sinto um privilegiado por viver como vivo e só me lembrar da minha condição quando tomo os remédios. Mas me lembro e não choro mais.

      Essa semana contei para o garoto com quem gostaria de passar o resto da minha vida com ele. Foi um choque inicialmente. Depois que ele deu uma passada por aqui e viu uns vídeos, ele passou a me dar mais incentivos para seguir. Hoje não tenho mais medo…

      Sim!! Serei indetectável. Eu sinto que sou uma pessoa normal… “saudável até demais”, como diz minha infecto. Porém, a minha condição para me sentir assim é ser disciplinado, coerente e condizente com a minha situação e me preservar para preservar a vida de quem eu amo.

      Força a todos!!!

    • raul diz

      Eu nunca tive coragem de parar com os remédio, principalmente por que estou indetectável e sem nenhum problema grave de saúde. Realmente não quero adoecer, mas as vezes bate esses pensamentos negativos.

  8. vanessa diz

    Oi JS,
    Lembro que em algum dos seus posts não sei qual vc disse que pensava escrever um livro, minha dúvida é o segundo armário é um livro seu?? É um livro recente pelo que vi e na capa tb tá diário de um jovem soropositivo, por isso minha dúvida..
    Beijos

  9. Junior diz

    Mariana,
    Tome uma atitude, pelo que expôs, seu problema não é hiv mas seu relacionamento como o colega acima falou.
    Procure um psiquiatra ou psicólogo, arrume suas coisas, e procure alguém que possa momentaneamente te amparar.
    Busque tratamento, pois com ele o vírus é tirado de circulação.
    Pense nisso.

  10. Jovem+ diz

    Galera, começo hoje a TARV, confesso que estou morrendo de medo!

    Muito mais medo do Efavirenz, socorro! 😦
    Alguém tem alguma dica?

    • Também morria de medo do efavirenz. Só senti umas tonteiras nos primeiros dias quando acordava a noite. Nada assustador! A única coisa que fiz foi baixar umas musicas que acho a cara da “viagem” e escutar até voltar a dormir. Na minha set list 2014 tem:
      Summer – Calvin Harris
      A sky full of stars (não sei de quem é)
      Am i wrong – Nico e Vinz (esta tu pode escutar várias e várias vezes)
      Rude – Magic! (Tem uma batida que eu acho a vibe do efa)
      Chandelier – Sia
      Maps – Moroon 5

      Indico! Rsrsrsrsrs

      • Hope diz

        Curti, MarcosFortal! Vou baixar mesmo sem Efavirenz!
        Jovem+, meu marido não sentiu nada… só sonhos com patos de neon na cama… mas apenas uma vez. Hoje, a única coisa que ele tem são algumas manchas avermelhadas de vez em quando no peito e braços… nem sei se é por conta dos remédios ou alergia a alguma coisa. Aparecem e desaparecem…
        Vai com fé!

        • Hope, essas manchas vermelhas são elevadas? Como se fossem picadas de inseto só que mais extensas?

          Meu marido tem isso é n sei se é alergia a algum bicho ou se são os remédios. A infecto disse q as vezes é a formulação dos comprimidos, não o princípio ativo, mas o veículo.

          • Esta manchinhas vermelhas também apareciam em mim com uma certa frequência nos primeiros dois meses. Pareciam picadas de inseto, um pouco elevadas. As vezes, uma ou outra ainda aparecem…. Minha infecto disse que não me preocupasse com isso.

          • Hope diz

            São exatamente assim… às vezes acho que ele foi atacado por um enxame de muriçocas… mas, como moramos no 14o andar, pouco provável.
            Eu tenho muito isso, mas sou alérgica desde criança. Qualquer picadinha fico parecida com um integrante da família Dinossauro…
            Pelos comentários, vejo que muitos têm… na segunda vamos na infecto e perguntamos!
            Obrigadinha pelas respostas.

    • Novato Preocupado diz

      Começamos juntos, meu caro! Tive apenas uma chapação que durou uma 12 horas. E você?

      • Jovem+ diz

        Novato Preocupado

        Ja estou no terceiro dia da TARV, e tive apenas sonhos vívidos, pesadelos no primeiro dia.
        Essa noite eu já tive um sono com uma qualidade melhor, menos pesadelos e tontura muito fraca!
        Tá tranquilo por enquanto. Só se acostumar com o rigor de tomar a medicação religiosamente.

    • cavalcante feitosa diz

      Talvez vc sinta uma tonturinhas nos primeiros dias mas nada que seja DE MORTE. Boa sorte amigo!!!

  11. GENTE, tenho uma dúvida sobre a medicação.

    Seguinte: faz 8 meses que iniciei a TARV e nunca me descuidei sobre os horários e a forma de tomar (escolhi tomar os três juntos(Lamiv. Efiv. Tenof) sempre as 22h).
    Porém, hj terminei mais uma caixinha dos três. Mas faltou dois comprimidos de Lamivudina. Pode ser que eu tenha esquecido(mas acho dificil).
    A pergunta é, preciso me preocupar pq não tomei esses dois últimos? Ou será que fui sorteado com um bonus extra? Rs
    Devo avisar ao infecto? Descarto esses últimos? Me ajudem, por favor.

    Não vejo a hora de começar com a pilula única. AFFFF. Foi prometido desde janeiro de 2013 para o RN e nada.

    Abraço

    • Eu sempre pego meus remédios uns cinco dias antes de quando peguei pela última vez. Desta forma, vou criando uma margem de segurança para nunca faltar. Tenho tratamento garantido para um mês extra. Minha dica é não deixar para pegar só quando acabar.

  12. Alisson diz

    Jovem + …eu tb fiquei morrendo de medo quando trocaram meu esquema para o atual que tem Efavirenz…fiquei super ansioso…pensando nos efeitos colaterais, resultado: senti apenas uma leve tontura quando acordei no outro dia…e só!!! Tente ficar calmo, vai dar tudo certo!!!

    Força !!!

  13. Olem diz

    Jovem +

    Eu inicio a minha medicação amanhã! Eu desejo que tudo dê certo para vc assim como desejo que tudo dê certo para mim também… confesso que diante de tantos relatos heróicos por aqui eu já diminui o medo da medicação em 50%.

  14. Olem diz

    Marcos Fortal…

    Que notícia maravilhosa.

    Desejo que tudo seja mais leve daqui pra frente.

    Mudei de skype. Me adiciona no olem.fortal

    Forte abraço!

  15. Alex diz

    Amigos,

    A revista “AIDS Research and Human Retroviruses” lançou, em seu primeiro número deste ano, uma edição especial sobre as Pesquisas da Cura do HIV – reflexo de um rápido crescimento no número de pesquisas neste campo nos últimos anos.

    Podemos ter acesso a todos os artigos escritos porque eles abriram a edição aos interessados. Não precisa ser assinante para ler. Infelizmente só está disponível em ingrêis. Aqui: http://online.liebertpub.com/toc/aid/31/1

    Destaque para os artigos que falam sobre as vacinas terapêuticas sendo desenvolvidas, os estudos com os monocloidais, um compilado do encontro mundial ocorrido no ano passado na Austrália e um depoimento em primeira pessoa de Timothy Brown, o único paciente curado no mundo.

    Diz o editor, na introdução dos artigos: “Ninguém pode dizer com certeza que a cura da AIDS não é possível e os esforços ilustrados aqui mostram que nós já começamos a trilhar o caminho em direção à cura”.

    Mais um indicativo de que o copo está, sim, metade cheio. De cerveja.

    Boa leitura!

    Abraços
    Alex

      • Bruno diz

        Marcos, uma dúvida, tu continua ingerindo álcool mesmo tomando a medicação? Não prejudica o tratamento? Pergunto pq parei de beber assim que fui diagnosticado, recomendação da infecto, mas sinto falta de um chop no fim de semana.

        • Olha, a minha infecto disse para eu não beber no primeiro mês por causa do efavirenz. Depois, era vida normal. Foi justamente o que fiz. Mas depois, continuei com minhas saídas normais. Geralmente, uma vez no fds. E nesta saidinha, bebo como antes minha cervejinha gelada ou umas doses de Absolut. Claro, nunca bebi durante a semana, só quando saiu mesmo para barzinhos com amigos. Tomo medicamento as onze da noite. Quando dá a hora, vou ao banheiro, coloco os quatro comprimidos (efa, teno e lam) debaixo da língua, volto para a mesa e engulo com o que estiver bebendo. Segundo a infectologista, o álcool não “corta” o efeito. Porém, é importante tanto quanto os exames de cd4 e cv, os exames que monitoram as funções hepáticas. Os meus estão ok. E o tratamento funcionou perfeitamente, zerando cv é praticamente duplicando meu cd4 de 608 p 1225. Claro, não é bom exagerar, né?

  16. Luca diz

    Em abril completo um ano de TARV. Tô ótimo, indetectável. Minha preopaçao imediata é com relaçao ao 3 em 1. Tomo a combinaçao tenofovirlamivudinaefavirebz. Quero tomar só um comprimido, é mais simples. Moro no Paraná, alguem sabe qdo chega? As vezes bate a deprê, me sinto atingido pelo preconceito social. Imagino como será a reaçao de um futuro parceiro ao contar que sou positivo. Me sinto inseguro, como se nao tivesse mais capacidade para perseguir meus objetivos. Mas sei que é tudo besteira, creio no avanço da medicina, do tratamento, em uma cura próxima. Fico imaginando minha reaçao ao ler nos sites de noticias A CURA FOI ENCONTRADA. Tenho consciencia que devo viver o presente, mas nao consigo nao pensar no futuro.

    • Luca, sugiro que leia o livro Ansiedade do Augusto Cury. Assim como eu e mais de noventa por cento da população mundial, você deve sofrer de SPA! Ah! E antes que fale, o livro não é auto ajuda é ciência aplicada. Rsrsrsr

      • Luca diz

        Já li. Tenho transtorno de ansiedade, já tive crises de pânico. uhauahuahauh

    • CARA + diz

      Luca

      ontem fui buscar minha medicação e perguntei se havia alguma orientação quanto ao 3×1 para outros estados do Brasil. O que a farmaceutica me disse é que está previsto agora para fevereiro, porém começará “aos poucos” a ser distribuída e me deu o exemplo aqui do RS. Nem todos fazem uso do 3×1, geralmente a “preferencia” é para os novos diagnosticados e na sequencia (aos poucos) aos demais que fazem uso da mesma combinação do 3×1. Que chegue logo né?

      Quanto ao futuro, dia mais abençoado esse de que a cura chegou!!!
      Não vejo a hora de marcarmos a nossa mega festa para comemorar esse dia!

    • Vicente+ diz

      Eii Luca, sou do interior do Rio de Janeiro e pra questão do 3×1 meu infecto disse em dois anos chega aqui, será que moro tão no interior assim?
      Mediante a tantos comentários que já li sobre alguns estados já terem o 3×1 fiquei confuso.
      Essa sua preocupação em se relacionar não é única, também me pego pensando nisso diariamente. Bate insegurança de contar e a pessoa não aceitar e acabar repassando a história, bate medo do preconceito.
      Mas, se o parceiro for cabeça aberta vai entender e nos apoiar.
      Pense Positivo!

    • D_Pr diz

      Oi, sou do Paraná tbm, em ctba está previsto para abril…

      É de qual cidade?

  17. Jovem+ diz

    Pessoal, ontem foi meu primeiro dia de TARV

    Pensa numa noite diferente.
    Vários sonhos muito vívidos, um mal-estar geral que eu não saberia explicar se é enjoo, dor de estômago ou outra coisa.
    Acordei super bem, com um leve, bem leve tonturinha.

    Rumo ao segundo dia!
    Que dê tudo certo. Rumo ao INDETECTÁVEL!

    • CARA + diz

      Jovem+

      já parou para pensar que essa noite diferente, provavelmente, tenha sido causada, nem tanto pela tarv em si, mas pela expectativa e ansiedade que você gerou em relação a ela?

      Se foi assim já no primeiro dia, te prepara que agora, só vai lembrar mesmo na hora de tomar seus remédios. No mais, rumo ao indetectável e vida que segue!

      • Jovem+ diz

        É vida que segue, Cara +

        Planos, sonhos, metas, tudo continua!
        Estou ressignificando essa minha nova identidade. Vai dar tudo certo pra todos!

        • CARA + diz

          Isso ai Jovem+

          conselho de amigo: não cria o monstro, assim não vai ter que conviver com ele.

          É tudo muito tranquilo, basta a gente ficar tranquilo e fazer tudo certinho!

    • Vicente+ diz

      Jovem+,
      Tive exatamente isso que você relatou. Estou há uma semana tomando a medicação e desde então procuro manter uma alimentação tranquila (no meu ponto de vista … rsrs), nessa primeira semana cortei o álcool e tento dormir não muito tarde. Nos primeiros dias o Efavirenz me deixava grogue meia hora após tomar. Agora já estou acostumado. Depois de ler tantos relatos estou ansioso pro exame e ter certeza que a adesão aos medicamentos está sendo eficaz.

      E vamos todos juntos RUMO ao INDETECTAVEL!

    • Rubik Poz diz

      Comecei ontem na combinação tenofovir+lamivudina+efavirenz também, tive uma tontura que não me atrapalhou a andar de forma alguma, só que ela durou umas 12 hs. Tomei por volta das 23:30 hs. Gostaria de corresponder comigo por e-mail para trocarmos experiência? Meu e-mail é rubikpoz@outlook.com Abração!

    • Jovem+ hj foi meu primeiro dia de tarv e de blog do JS tb rss.

      To até surpreso que Meu esquema é bem diferente da maioria daqui, é ritonavir/atazanavir/lamivudina/tenofovir. Tomei 23h e agr são 3h e Não senti nada, a não ser ansiedade kkk

      Estou que nem você, ressignificando uma nova identidade. Depois que eu casei engordei 15 quilos e vou perder tudo esse ano, pq se por acaso tiver efeito colateral a longo prazo não foi por descaso com a minha saúde.

      rumo ao indetectável 😀

  18. Artigo muito interessante, e bem factual. Eu sei que não se tem uma previsão de quando vai vir a cura, mas o meu instinto diz que não falta muito.
    E eu também quero deixar um Feliz Ano Novo para todos. Eu comecei 2015 indetectável! Estou bem feliz. E agora, vida normal e bola pra frente!
    Abraço a todos.

  19. MB+ diz

    Gente. ..

    Acabei de receber um email do ministerio da saude onde se confirmou o cronograma para distribuição do 3 em 1 para todo território nacional ate meados deste ano.
    Parece que estão queimando os estoques dos medicamentos efa..teno e lami pois é nitida a distribuição destes pois antes davam para um mes …hoje estão distribuindo para dois , tres meses de uma só vez.

    Mesmo fora do Brasil estou acompanhando.

  20. Olem diz

    Pessoal…

    Algumas coisas:

    1. Hoje fui ao CTA para pegar a medicação que iniciarei hoje. Ao passar pelo consultório da enfermagem pedi para ver se a minha CV havia chegado, até então eu só sabia do meu cd4 que está em 560. daí que a enfermeira me mostrou a CV que está em 4,567.
    2. Olhando os outros exames ela me mostrou tb o VDRL que está 1/16, isso é estranho e me amedrontou porque eu havia tratado esse mesmo número em junho do ano passado, em novembro refiz e deu 1/8… agora voltou ao início 1/16. estou assustado. alguém tem algo que possa me ajudar a entender?
    3. Minha pergunta: Será que estou evoluindo para Neurossífilis? Estou um pouco assustado.
      4 A Farmacêutica me recebeu muito bem, conversamos durante 35min. me tirou muitas dúvidas, me ajudou a traçar o esquema de topmar uma cerveja durante o carnaval sem comprometer a minha adesão.
    4. Me ajudem a entender o que houve com o meu VDRL. Alguém tem uma história parecida?

    Muito obrigado.

    • D_Pr diz

      Olem, para verificar a existência/ocorrência de Neurossífilis é preciso fazer um exame do liquor cefalorraquidiano (LCR). O valor considerado positivo se eu não me engano é 1/32. Os melhores entendidos me corrijam se falei besteira…

    • Alessandro diz

      Bom eu tbm estou na luta contra a sífilis além do HIV… quando fiz meu exame inicial que deu hiv positivo meu vdrl estava em 1/64 e tirei liquor da coluna que é o liquido que leva ao cérebro e deu limpo, é só isso ele da limpo ou com presença da sífilis, fiquei internado 23 dias nos quais tomei penicilina cristalina por 8 dias ai suspenderam n sei por que motivo, acharam que n fosse o meu caso etc, fiquei por 6 dias andando pelo hospital sem medicação alguma, ai retomaram meu tratamento e fiquei la mais 7 dias… resumo da ópera, depois de 60 dias fiz um novo exame para VDRL e deu 1/128… fiz denovo remoção do liquor e deu limpo novamente, tomei 4 injeções de penicilina benzatina 2 de cada vez com diferença de prazo de aplicação de uma semana, isso tudo pq tive acometimento da minha visão, ainda estou em observação, parece que minha sífilis mesmo depois de tudo isso ainda n se rendeu, fui para ser internado mas me liberaram, disseram que essa subida na escala de 1/64 para 1/128 pode ser pq depois do tratamento morreu muitas treponemas que é o nome do maldito bicho da sífilis rsrsrs e estavam/estão circulando pela corrente sanguínea ai farei outro teste daqui uns 20 dias mais ou menos e caso o numero n começar a abaixar ai terei de refazer o tratamento com internação e tudo mais, tenso !!! mas voltando ao seu caso, o VDRL n é apenas demonstrativo para sífilis e sim tbm doenças reumáticas e etc, e quem já teve sífilis um dia e tratou sempre vai ter um VDRL positivo e com quantificações de 1/2 , 1/4 isso significa que ela esta curada, pode ser que vc se infectou novamente e se este número continuar a crescer com o tempo terá que se tratar novamente.

  21. Demarco diz

    Olá! Fico feliz em ver que há bastante gente do Paraná comentando aqui, quem sabe alguém possa me ajudar. Fui diagnosticado ontem, mas não houve choque algum, pois com os sintomas já tinha certeza que estava passando pela infecção aguda e já houve tempo de chorar bastante, sofrer um monte antecipadamente, e pensar “bola pra frente”!
    Enfim, quero a dica de vocês para um ótimo infecto em Curitiba, pela Unimed ou pela rede pública… alguém?

  22. Jovem+ diz

    Galera, queria saber de pessoas que moram com a família, tem o vírus e não contou aos pais/irmãos/etc.
    Passo por essa situação, e resolvi quw enquanto eu puder irei guardar isso apenas para mim. Acredito que eles não merecem essa notícia, apesar de as vezes me bater uma vontade de contar, tenho medo da reação. Medo de mandarem embora, do choque, do preconceito, mesmo que velado, medo do desconhecido.
    Alguém passa por isso? Como é viver assim? Como fazem com as medicaçôes?

    • Rubik Poz diz

      Eu passo. Iniciei meu tratamento 13.1.15. Sinto solidão, tomo os remédios no meu quarto escondido, mas conto com o apoio de amigos pra desabafar. Qualquer coisa to no rubikpoz@outlook.com. Abração!

    • raul diz

      Eu não contei pra ninguém, nem família, nem amigos, só meus médicos sabem. Para tomar as medicações eu geralmente tomo no meu quarto ou no banheiro e tiro os rótulos dos frascos pra não correr o risco. Minha mãe as vezes pergunta, mas logo ela esquece, meu maior problema são os exames de sangue que são de dois em dois meses, deixa ela meio desconfiada as vezes.

    • Alessandro diz

      Bom eu n sei a condição sexual de vcs, talvez por esse motivo vcs já n queiram compartilhar com a família de vcs, bom eu sou heterossexual e falei sim para minha mãe, e dois irmãos que tenho, só meu pai que eu n disse pq n tenho uma relação tão boa com ele, e ele faz uso de bebidas alcoólicas e e fala demais… já até cogitei a falar para algumas pessoas próximas, mas preferi depois manter apenas essas pessoas mesmo a saber, e fiz bem, família é família e eles estão comigo nessa é claro que na hora pensam putz meu que tipo de garota vc saiu para pegar uma coisa dessas… etc mas meu caso teve explicação e foi de uma ex e tal mas n vem ao caso, mas caso vcs querem permanecer totalmente anônimos em relação a isso preparem bem o psicológico e mantenha mesmo contato com o pessoal aqui do blog, meu irmão mais velho mesmo já fica puto comigo, sempre que vejo algo novo sobre um tratamento novo ou sinal de cura etc que anunciam já procuro ele e compartilho kkkkk ou meu irmão do meio esse já se empolga comigo ai pronto kkkkk, sou o caçula ai já viu… mas admiro vcs de segurar a barra e n contar, eu nem tive como não contar, fui internado, quase perdi a visão de um dos olhos e precisei deles e me apoiaram e assim que vai ser, abraço para vcs e tudo de bom no tratamento e vamos que vamos, de inicio é chato tomar todo dia os remédios eu tenho alguns meses que me trato e hj já estou acostumando até penso que assim que a cura for alcançada vou é sentir falta da rotina kkkkkkk.

    • Bruno diz

      Jovem+, fui diagnosticado em julho do ano passado e comecei o tratamento em setembro, passado o impacto da notícia hoje eu posso dizer que tá tudo bem. No dia que eu recebi o diagnóstico eu contei para dois amigos, depois contei para o meu psicólogo e para outra amiga, eles são a minha rede de apoio, é com eles que eu divido as angustias e as alegrias relacionadas a minha sorologia. Preferi não contar nada aqui em casa pra não deixar meus pais, que já são idosos, preocupados.
      Quando comecei a tomar a medicação foi difícil por causa dos efeitos colaterais, quando eu acordava tonto, por exemplo, não podia comentar nada com eles e isso me deixava mal, mas depois que os efeitos colaterais diminuíram foi ficando tranquilo.
      É chato ter que esconder a medicação, mas me acostumei com isso. Fui em uma farmácia de manipulação e pedi um porta comprimidos, daqueles que você separa os comprimidos pelo dia da semana, então no final de semana eu reabasteço o porta comprimidos com as doses da semana e guardo as três embalagens (efavirenz + lamivudina + tenofovir). Até agora ninguém percebeu que eu tô tomando a medicação.
      Soube que no próximo mês eu já vou receber o 3 em 1, o que vai tornar as coisas mais fáceis, pois posso colocar os comprimidos em uma embalagem de polivitamínico e dizer que são simples vitaminas.
      Quanto a contar pra sua família, você só precisa fazer isso se sentir necessidade e quando se sentir mais seguro.

      Abraço.

      • Jovem+ diz

        Bruno, eu deixo os meus dentro da sapateira do meu quarto, porque sei que lá ng mexe! A noite eu separo os 4cps( que logo será apenas 1) e guardo os frascos novamente. Vamos tocando a vida né?

    • TheKing diz

      Jovem+
      Comecei meu tratamento em setembro de 2014. É um peso enorme carregar isso sozinho, mas acho q vai de cada um. Os medicamentos é fácil, só retirar os rótulos e colocar num lugar de difícil acesso (coloco os meus na mochila da faculdade). Percebi q quanto menos pessoas souberem, melhor pra mim, por isso, além do grupo do CTA, apenas uma amiga sabe, e vou levando…
      Existem vários perfis de pessoas q tem hiv. Na minha cidade tem reuniões mensais pra debater temas entre os soropositivos, e percebi q tem pessoas com anos convivendo com a doença e ainda sofrem esses devaneios q sofremos no início. O jeito é se fortalecer sempre, seguir a vida e pensar menos no hiv.
      Espero ter ajudado.
      Abçs

    • Jovem+ e os demais rss

      Eu contrai hiv com 17 anos de idade, dai vcs imaginam o caos que foi a minha vida. Tive que amadurecer na marra, pq até hj meus pais não sabem. Acho que pesa mais por conta disso, pq se pararmos pra pensar hiv se resume a tomar um remédio e se cuidar. Não é um bicho de 7 cabeças. O que pesa mais é o preconceito. Eu jamais falarei pra minha família, talvez pro meu irmão, um dia… Estou há 8 anos muito bem, apesar das neuras hehehe. Alguns amigos sabem e falo abertamente sobre isso com eles. São meu porto seguro.

      Aconselho confiar em alguém, mas contar pros pais vai muito do relacionamento q vcs tem com eles.

    • Hope diz

      Nosso caso é delicado pois temos dois filhos pre-adolescentes. Um dele já teve aulas sobre HIV na escola. Não somos tão cuidadosos e deixamos os remédios nas gavetas da mesa de cabeceira.
      Sei que os adolescentes hoje têm muito acesso a informação, então não duvido nada que um dia tenhamos que esclarecer para eles o por que de tanto remédio. Acho que meu marido entraria em pânico…
      Alguns com os pais, nós já com os filhos… seria bom não precisar esconder nada….mas, infelizmente, hoje ainda é a melhor pedida.
      Abraços a todos!

      • Jovem+ diz

        Hope, tenho certeza que seus filhos vão entender.
        Quando estiverem mais crescidos, saberão lidar com a situação.

    • FG-PR diz

      Hope minha filha tem 10 anos e uma coisa que sempre pensei foi como eu irei contar pra ela, mas já decidi que o dia que ela me questionar sobre meus remédios irei sentar com ela e ser bem claro sobre o que tenho pois a única pessoa com que posso compartilhar minha situação é minha esposa e não quero viver me esgueirando pelos cantos da casa para tomar meus remédios, não seria justo esconder isso de meus filhos e também não seria justo comigo viver como uma pessoa que está cometendo um crime e tem que ficar se escondendo. Só estarei preparando ela para que ela não cresça com preconceitos que vivenciamos em nosso dia a dia.

      • Jovem+ diz

        FG-PR,

        Sua filha vai entender quando chegar o momento que ela questionará os medicamentos. Força aí!

      • Hope diz

        Penso da mesma forma! tenho uma menino de 12 e uma menina de 9… apenas pondero que a decisão não é só minha, já que meu marido tem o vírus e eu não…

  23. Rubik Poz diz

    Jovem Soropositivo e demais companheiros(as), vocês fazem uso ou conhecem algum app para Android que ajude no controle do horário de tomar a medicação, possa servir de diário pra efeitos colaterais, etc? Alguma rede social na qual se possa trocar experiências também? Grato!

    • Bruno diz

      Rubik Poz, eu uso o Medisafe, ele oferece lembretes dos horários dos medicamentos e lembretes para ir buscar a medicação, é bastante útil.

  24. Olá, boa tarde. Gostaria de saber se alguns de vocês sabem me informar sobre o ingresso de sorospositivos na carreira militar ( marinha ). Pois lendo alguns artigos no google não soube ter uma resposta definitiva. Hoje me alistei e tá no papel como um fos exames o de HIV – Elisa, caso dei positivo eu serei eliminado ?
    Desde já muitíssimo obrigado.

  25. Jovem+ diz

    Deep six, a lei sancionada ano passado ficou clara que não deve exigir exame anti-HIV dos futuros trabalhadores.
    E na lei também fala das forças armadas.
    Então, estranho ainda pedirem exame de HIV. Acho que você pode recusar. Só poderia com o seu consentimento!
    Alguém sabe se to certo ou errado?

    • Pois é jovem+, eu acho que não sou soro+, mas tive um contato de risco e 28 dias após eu fui a um CTA e o resultado deu não reagente. E a enfermeira me pediu para que repetisse o exame novamente agora dia 22 jeneiro. Ando um pouco apreensivo rs, e tenho que me apresentar no quartel dia 15 de março.. Onde serão feitos os exames. Espero que dei tudo certo. Obrigado pela atenção!

  26. Olem diz

    Alessandro…

    Como é feito a retirada do Liquor? é doloroso o processo de coleta? Você tem skype?

    Grato.

    • Alessandro diz

      Não doeu nada nas vezes que fiz, vc fica deitado em posição fetal a médica faz assepsia do local e vai sentir uma picadinha da anestesia apenas, assim que fizer efeito, introduz a agulha e fica ali por uns 15 minutos enquanto o liquido é drenado, da até para tirar um cochilo kkkkkk, mas n é bom pq pode se mover né, mas nas vezes que fiz quase que eu durmo !!! kkkkk relaxa que n dói nada e assim que passa anestesia tbm dói nada é bem tranquilo, só é recomendado depois da retirada vc beber muito liquido mas muito mesmo para evitar dor de cabeça, pois como foi removido o liquido pode dar uma certa falta.

  27. Cezar diz

    Há um yin, yang no sistema imune. Que constatacao fantástica. Adorei.

  28. Recente diz

    Ótima matéria!!! Neste contexto fui à base de dados da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), onde encontramos textos científicos frutos de pesquisas e só a partir de 2011 foram publicados mais de 9.000 textos a respeito de “Vacina para HIV”. Agora uma pergunta: por que não temos acesso a todas essas informações?

    Abraço a todos

    • Fênix diz

      São informacoes acadêmicas, ou seja só sao publicadas em sites específicos, normalmente acessado apenas por pessoas diretamente interessadas, não espere que isso saia na globo. Rs

  29. Diogo diz

    Pessoal, claro que a cura não é fácil. Mto menos rápida. Porém, nada, absolutamente NADA impede que uma descoberta revolucionária mude o rumo das coisas. Em ciência, o normal seria levar cerca de 5 a 20 anos de testes até que um problema de saúde humano possa ser bem controlado ou curado. Mas na história sempre existiram casos de uma descoberta que encurta este período para 2-5 anos. Tudo depende do que ainda não sabemos. Mas que podemos vir a saber de uma hora para outra.
    Também exise esta hipótese. Não desanimem!

  30. Anna Ivanova diz

    Oi gente…a
    Eu sempre vejo as postagens aqui, nunca comentei…
    Essa página me confortou bastante em um momento de desespero…vou contar pra vcs..

    Eu sou garota de programa, e NUNCA na minha profissão fui descuidada…O que me preocupava era a minha vida pessoal mesmo. Nunca fui descuidada na minha pessoal, mas sabem como é, você sai com um cara, vc pede que ele use camisinha, ele até usa, mas dá uma choradinha aqui, outra choradinha ali, faz uma pressão e vc acaba cedendo….Passei por isso algumas vezes….fiquei MUITO arrependida, porque as pessoas que eu saía não tinham a MINIMA preocupação com DSTs…tomei coragem e fui fazer exames….fiquei uma semana chorando, lamentando, rezando….Graças a Deus os exames foram negativos, fiquei aliviada.
    Depois de uma semana aliviada e com a alma limpa, vem um palhaço e me tira a camisinha no meio da relação! Que ódiooooooo que eu fiquei….e novamente tudo outra vez, só que dessa vez eu fui ao médico antes de 72 horas, e pela minha relação não ter sido por muito tempo (eu percebi que ele tirou a camisinha) e não ter tido a ejaculação, a médica me passou a profilaxia, mas disse que eu corria um risco pequeno em comparação à uma relação com ejaculação e outros fatores…
    O que eu gostaria de dizer pra vcs é que eu estou muito revoltada com o idiota que fez isso comigo, eu achei uma coisa muito injusta…Estava tudo limpinho, agora vou ter que passar por todo o estresse novamente por causa desse imbecil.
    Eu comecei a ler a página e me tranquilizei um pouco, de ver todo mundo feliz, vivendo a vida e comentando….Não sei se posso estar infectada ou não, mas pelo menos estou mais tranquila, vendo que há vida com hiv!

  31. Anna Ivanova diz

    Desculpe-me a agressividade do comentário, mas eu estou bem revoltada e não tenho com quem dividir esse sentimento…Achei o pessoal aqui da página bem acolhedor, por isso resolvi contar meu caso..

    • Fênix diz

      Se cuide, mas não fique com neura. E faça um favor a si mesma e cuide de outros assuntos, lembre-se disso só quando for tomar os remédios, mesmo na hipótese de ele estar infectado suas chances seriam de quatro para dez mil, ou até menos considerando que só teve contato com o líquido pre seminal e não com o semem propriamente dito, como vc Ta tomando a pep eh mais facil vc morrer levando um choque no seu pc do que pegar hiv.

  32. Plick+ diz

    Oii gente , ja estou no meu segundo dia de medicação , o único efeito colateral leves tonturas , mas minha preocupação sao com alguns caroços que apareceu na nuca e virilha , vcs sabem me dizer se com a medicação eles para de aparecer ? Estou com muito medo . Acho que uns dos motivos pode ser minha cv 61.300 esta relativamente alta e estou com cd4 680 .

    • margô diz

      Bem vindo, calouro! Não fique com medo. Provavelmente não seja nada, mas sei que na nossa situação, qualquer pipoca que apareça no corpo já nos deixa em estado de alerta…. tipo gato que gruda no teto? E, o que quer que seja, nós enfrentamos e damos conta, afinal, tem outra maneira?!! Não se preocupe antes da hora, tome seus remedinhos e vai ver que estará indetectável rapidinho….

  33. Milord diz

    Oi
    como estão, pessoal?
    não sei nem por onde começar…
    fora o detalhe insólito de que o diagnóstico saiu em 1°/dez e confirmado mês depois na véspera de meu aniversário, até que to lidando bem com a situação, na medida do possível
    casado 2 vezes em 10 anos, e solteiro nos últimos 2, várias namoradas
    o fato é que sempre tive medo e me cuidei, e solteiro então, descuidei
    mas o que me assustou mesmo foi a estimativa do médico, de que, se não foi um azar recente, já tenha entre 5 à 10 anos, de quando era então casado!
    após o susto inicial, ele até brincou que já sei mais sobre do que ele
    de qualquer modo, o que me mais me abala atualmente é saber disso ao mesmo tempo que entrei numa relação com a mulher da minha vida
    está sendo o terror imaginar qual será a reação dela, quando a coragem de contar aparecer.
    obrigado
    abraço à todos

    • CARA + diz

      e ai Milord

      bom, no seu caso, não tem muito o que inventar. O jeito é encarar os fatos e fazer acontecer. Não tem outra forma. Se ela é a mulher de sua vida, conte a ela, até porque vcs dividem toda a intimidade juntos. Complicado não contar.

      Procure se informar. Saber como anda sua saúde, seu CD4 e carga viral, até para ter uma certa “certeza” de quanto tempo já convive com o vírus sem saber (sorointerrogativo que a gente chama aqui) e sobre o tratamento. Em tratamento (tarv), assim que sua carga viral chegar ao indetectável (geralmente em poucos meses de tratamento), você não é mais considerado um risco de contaminação para outras pessoas. Veja textos sobre indetectável aqui nesse blog mesmo.

      E a partir de agora, preservativo sempre, para se proteger e proteger a quem você ama!

  34. casalpositivo2 diz

    hj foi nossa primeira consulta com a infectologista, mutias duvidas um poucod e choro!…. ela nos acalmou e repsondeu quase todas as perguntas , mas pediu uma bateria de testes pra nortear nosso tratamento, uma verdadeira mãezona. Voltamos um pouco mais calmo, enfim vamos que vamos saude hj e sempre!!!!

  35. moça + diz

    Gente tenho acompanha o blogue a algum tempo e fui diagnosticada com hiv a 1 ano quase morri de desgosto … já estou bem e indetectavel … E já me acostumei com a idéia o problema é que ando meio carente rsrsrs desde o diagnóstico não sai com mais ninguém 😥😥

  36. Guerreira diz

    Olá, bom dia a todos !
    Fui diagnosticada a 2 dias e somente uma pessoa sabe disso: meu melhor amigo !
    Eu tenho mta coisa a desabafar e gostaria das palavras de vcs ! Li os comentários e me senti confortada, msm não sendodirecionado a mim….
    Pra mim será difícil acompanhar o blog, pois só acesso a internet pelo celular… mas gostaria de sugerir um grupo no whatsapp pra podermos nos comunicar diariamente…
    Aliás, caso alguém possa me ouvir, pois preciso mto desabafar e mtas dúvidas a esclarecer, por favor, me responda !
    Ainda estou confusa, me culpando e perco o sono com isso…

  37. casalpositivo2 diz

    Começamos o tratamento e no sétimo dia meu companheiro apresentou reação alérgica ao remedio, fomos a infecto passou um antialergico mas ate agora nada de recuar, estou muito triste e as vezes choro num momento de desespero escondido dele, pois ele esta todo empolado e com coceira e ardência, sem eu poder fazer nada!. Acordo na noite pra passar pomada o tmepo todo. são 5;53 da manha e estamos inquietos com essa situação toda mas fazer oque?!……

    • margô diz

      Procurem ficar calmos, ser condenado a tomar remédios para o resto da vida não é a melhor das expectativas, porém procuro pensar naqueles que nem essa opção tiveram.. imagino com que alegria talentos como Renato Russo, Cazuza e muitos que vcs podem elencar, não se submeteriam a isso. Como não se alegrariam ao optarem pela vida, ! mesmo sendo uma vida presa pelo fio da condição de tomarem remédio diariamente. Uma terapia ocupacional pode ajudar bastante neste início de tratamento para poder liberar um pouco a cabeça de tanto estresse.. Boa sorte e todo meu carinho a vocês..

      • casalpositivo2 diz

        Obrigado Margô meu watss 95 99168 0657 me chama la ta?, esssa noite nao durmimos além de coçar ardeu muito e pomada pra ca pomada pra lá tentei nao me desesperar, mas chorei escondido dele!. O nosso medo é ele nao responder aos medicamentos e ter que para com os tarvs, mas estamos confiantes e vamos em frente, ele pensou que não iria reagir a alergia no snetido de procurar outros remdios!. O pior e que não sabemos onde isso vai parar, nessa hora nos seguramos a Deus pedimos muito!.abraços!

    • binhomais diz

      Tem um gel pós sol de aloe vera, eu passava no corpo todo e diminuía bem a coceira. Da Johnson este gel.

  38. pedro diz

    boas noites gostaria saber como me cuidar agora que sei que sou positivo. obrigado

    • D_Pr diz

      Bom dia Pedro!

      Primeiro passo é um infectologista, quanto antes melhor! Ele irá solicitar alguns exames pra ver como está sua saúde no geral e outros específicos sobre o HIV!

      Uma coisa pra você lembrar nesse primeiro momento e ter certeza: A VIDA CONTINUA, COM QUALIDADE E LONGEVIDADE!

      Fique bem!

      • pedro diz

        Obrigado por sua resposta eu já tenho marcado exame para ver minha carga viral é para agora o dia 14 deste mês ,espero poder seguir firme nesta caminhada com bons conselhos que eu vi aqui todos colocam para todos ,Obrigado D-Pr e a todos !!

  39. pedro diz

    Boas noites a todos alguém tem mais noticias sobre o progresso do tratamento ?? ou comentários animadores !! ? eu em 4 dias mais farei meu exame para saber de minha carga viral será meu primeiro exame .Estou por enquanto tranquilo .Valeu a todos e abraços !!

    • casalpositivo diz

      Vi na tv, um trtamento liderado por 2 brasileiros (um medico e uma medica) que reduziu em 99% o vírus no corpo e que agora estão pesquisando como aplicar esse tratamento e se podem associar a outros tarvs, tendo em vista que após pararem o tratamento a carga viral voltou o que era antes, mas concluíram a eficácia dessas drogas, isso foi animador!!!

  40. B. diz

    Foi em fevereiro q descobrimos, meu marido e eu, q ele está com o hiv. Ele vinha apresentando uma série de problemas de saúde e nenhum médico pedia qq exame, só prescrevia remédios. Achei q ele estava perdendo mt peso em pouco tempo e como sou tecnica de laboratório, colhi o sangue dele em casa e levei pra fazer o teste rápido no meu trabalho. Nem sei dizer o q senti na hora, só chorei. Até a minha amiga q estava comigo no plantão pegar o soro e repetir, pq eu estava mt nervosa. Iniciamos o tratamento na mesma semana, acho q é esse tal de 3 em 1, pq é só uma cx q a infectologista passou. Ainda ñ tenho mt conhecimento sobre isso, to começando agora, por isso gostei mt desse blog e das notícias q li aqui. Espero em Deus q tão logo encontrem a cura e desejo uma ótima semana à todos. Bjs

  41. Denis diz

    Bom dia a todos! Sou soronegativo,mas gostaria de lhes dizer q tudo vai da certo na vida de vcs,e q em breve existirá a cura,pois nossa medicina tem evoluído a cada dia e nos surpreendendo!!! Amigos gostaria de fazer novas amizades com pessoas soropositivas,sempre q precisarem de alguém pra conversar estou eu aqui! Sou de São Luis-MA meu whatsapp: 98400-2206 bjus…a todos.

  42. legu diz

    Ola pessoal boa noite. É muito animador ler comentarios que enchem a gente de esperança e saber que um dia pode haver uma cura pra essa terrível doença. Sou do rj tenho 29 anos e tem 1 ano que descobri a doença. Estava grávida fui fazer os exames de rotina e o hiv deu positivo. Meu mundo caiu na hora, pra mim não tinha sido um resultado de exame e sim um atestado de óbito. A gente nunca acha que essas coisas vão acontecer com a gente. Minha mãe estava do lado de fora do consultório e não tive coragem de contar pra ela. A única pessoa que consegui falar foi o meu marido até porque não tinha muita opção. Mandei logo ele fazer o exame que graças a Deus deu negativo. Comecei imediatamente o tarv para a segurança do meu bebê que era a minha maior preocupação no momento. Eu fiquei tão mal quando descobri ser soropositiva que até cogitei a hipótese de um aborto mesmo sendo contra. Até que iniciei o tratamento com a psicóloga e vi que haviam muitas gestantes na mesma situação que eu, e muitas delas já era segunda ou terceira gestação com o hiv em que os bebês nasceram saudáveis sem o vírus. Isso me deixou mas animada e com a ajuda do meu marido resolvemos levar adiante. Não foi fácil a gravidez combinada com todos os sintomas dela e dos remédios me deixaram muito mal durante os 9 meses. Durante todo esse tempo sondei minha família falando um pouco a respeito da doença, mas de cara vi o preconceito. Enfim resumindo a história. Meu bebê nasceu em janeiro /15, fizemos o primeiro teste que graças a Deus deu negativo. Continuo com o tarv, confiante que um dia haverá uma cura. E muito triste por ainda haver tanto preconceito. Minha família até hoje não sabe da minha situação. tenho que esconder meus remédios. E continuo sentindo uma dor imensa quando minha própria família se refere a alguém com hiv como aidético, que tem medo de chegar perto ou encostar pra não pegar a doença e outras coisas que prefiro não comentar. Parece que tirei um peso das minhas costas podendo desabafar com vocês, sem ser criticada ou discriminada. Saber que me entendem, infelizmente passamos pela mesma situação. Espero manter contato com todos pois essas conversas animam mas a gente que não tem muito com quem conversar sobre essa situação. Mesmo que não seja com atos, mas o carinho das palavras fazem a gente se sentir um pouco melhor. Um abraço e tenham todos uma boa noite.

  43. Novosoro+ diz

    Descobrir a minha soropositividade a dois dias. Desde então minha “visão de mundo” mudou radicalmente. Não para lado negativo, mas sim para a confiança e fé que a evolução na medicina irá levar-nos a cura em breve, mesmo que este breve seja daqui a 15 ou 20 anos. Não importa! sigo confiante e animado. Claro que receber os resultados médicos abalaram-me por completo, mas não será a tristeza e ou depressão quem contribuirão para a minha qualidade de vida. Mas sim a esperança de que tudo irá ficar bem. A todos digo que entrei na luta diária pela vida e não irei retroceder nos meus pensamentos e perceptivas. Continuo firme nos meus estudos e metas, afinal, não será uma doença quem irá me derrubar tão facilmente. Abraço a todos!

  44. Lendas Amazônicas diz

    As vezes esqueço o que tenho, as vezes queria ser mais atento ao que vivo, tenho uma história e não dou importância. Vou buscar, vou agir, 2016 será o começo de tudo.

  45. Rodrigo diz

    cheguei ate aqui pq li uma reportagem da Superinteressante sobre uma possivel cura. sou soronegativo, mas desejo toda a sorte do mundo a voces, e que a cura venha em breve!
    se alguem precisar conversar me chame por email
    jucachaves2@yahoo.com.br

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