Ano: 2014

Esqueça tudo o que você sabe sobre HIV

Meu pseudônimo, Jovem Soropositivo, acaba de fazer aniversário, em 18 de outubro. Escolhi essa data porque me pareceu lógico que ela devesse coincidir com a de meu diagnóstico, que se deu em 18 de outubro de 2010, mas levasse o ano verdadeiro do meu nascimento, 1984. Novo aniversário, mesma idade. Assim, acabo de fazer 30 anos de idade e, de acordo com a lei, deixo de ser jovem. Também deixo de ser um jovem na vida de soropositivo, pois já são quatro anos desde o diagnóstico! Não sou mais um jovem soropositivo, nem um soropositivo jovem. Mas mais importante do que jovem ou não-jovem é o soropositivo. Por alguma razão, é o que chama mais atenção no meu pseudônimo. A verdade, porém, é que não me identifico mais com esse nome também. Não, não estou curado. Infelizmente. Continuo com HIV, mas o que vejo é que essa designação não serve mais de nada. Não me sinto diferente por ter HIV. Sei que não transmito o HIV, pois, quase involuntariamente, tomo os cuidados mais que necessários …

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O consenso Sueco

Risco de transmissão do HIV em pacientes em terapia antirretroviral: uma declaração de posicionamento da Agência de Saúde Pública da Suécia e do Grupo de Referência Sueco para Terapia Antiviral Jan Albert,1,2,3 Torsten Berglund,4 Magnus Gisslén,3,5 Peter Gröön,6 Anders Sönnerborg,2,3,7,8 Anders Tegnell,4 Anders Alexandersson,9 Ingela Berggren,6 Anders Blaxhult,10 Maria Brytting,3,4 Christina Carlander,11 Johan Carlson,4 Leo Flamholc,3,12 Per Follin,13 Axana Haggar,9 Frida Hansdotter,4 Filip Josephson,3,14 Olle Karlström,3,8,14 Fredrik Liljeros,15 Lars Navér,3,16,17 Karin Pettersson,3,18 Veronica Svedhem Johansson,8,19 Bo Svennerholm,3,20 Petra Tunbäck,3,21 and Katarina Widgren4 Resumo O moderno tratamento médico para o HIV através da terapia antirretroviral (TARV) reduziu drasticamente a morbidade e mortalidade em pacientes infectados com este vírus. A TARV também tem mostrado redução no risco de transmissão a partir de pacientes individuais, bem como a redução da propagação da infecção em nível populacional. Esta declaração de posicionamento da Agência de Saúde Pública da Suécia e do Grupo de Referência Sueca para Terapia Antiviral é baseada em um seminário organizado no outono de 2012. Ela resume as últimas pesquisas e conhecimento sobre o risco de transmissão do …

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A origem do HIV

Pandemia de HIV teve origem em Kinshasa em 1920, dizem cientistas Cidade próspera com várias ligações de transporte e fluxo de trabalhadores do sexo masculino se tornou incubadora perfeita para cepa pandêmica do HIV. A “tempestade perfeita” de mudança urbana que começou em 1920 em Kinshasa levou à propagação catastrófica do HIV em toda a África e no resto do mundo, de acordo com cientistas que usaram sequenciamento genético e registros históricos para traçar as origens da pandemia. Embora o vírus provavelmente tenha cruzado de chimpanzés para os seres humanos em anos anteriores na região do sul de Camarões, o HIV se manteve uma infecção regional até entrar na capital do que é hoje a República Democrática do Congo. A partir dos anos 1920 até 1960, a cepa pandêmica do HIV — outras cepas fracassaram — se propagou de Kinshasa, atravessou fronteiras para outros países e, finalmente, desembarcou em continentes distantes. Até hoje, já infectou quase 75 milhões de pessoas em todo o mundo. Quando o vírus surgiu, Kinshasa era agitada. Foi o maior e mais rápido …

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Ensaio sobre a cegueira

Resposta americana ao ebola faz eco dos primeiros dias da epidemia de aids Por Lucy Westcott em 5/10/14 O surto de Ebola, que se tornou uma crise humanitária na África Ocidental, finalmente alcançou os EUA na semana passada, quando um paciente em Dallas, Texas, foi diagnosticado com o vírus. Ebola não é uma doença transmitida pelo ar e só é transmitida através de contato com fluidos corporais como saliva, fezes e urina. Ainda assim, isso não impediu o surgimento de um pequeno pânico, agora que chegou à costa norte-americana. Especialistas em saúde global estão preocupados que, agora, nos EUA, a estigmatização de pessoas dos três países mais afetados da região — Serra Leoa, Guiné e Libéria — venha a seguir. “Estamos vendo uma estigmatização dos três países em grande escala”, disse Laurie Garrett, membro sênior para a saúde global no Conselho de Relações Exteriores, à Newsweek. “Há todo tipo de conversa: se o transporte naval e aéreo deveriam cessar os embarques para estes países ou nações vizinhas, recusando voos de e para esses países”. Essencialmente, isso …

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Histórias de amor

O Atitude Abril – Aids tem a honra de apresentar a vocês o projeto: “Histórias de amor em tempos de Aids”, que vai contar histórias de amor entre pessoas que vivem ou convivem com o HIV/aids. O projeto contará com histórias de casais soropositivos ou sorodiscordantes, sejam eles héteros, gays, bissexuais ou trans (travestis e transexuais). Envie pra gente a sua história de amor! O objetivo é mostrar para as pessoas que há muita vida, amor, esperança e sonhos mesmo após um diagnóstico difícil como é o HIV. Além de histórias de casais, também são muito bem-vindas histórias de famílias, filhos, adoções, amizade e tudo que mostre o amor independente do vírus. Todo mundo tem uma história de amor, todo mundo tem direito a viver uma história de amor. A aids, ou qualquer outra condição de saúde, não devem ser empecilhos para a magia e a aventura de uma paixão, um carinho, um parceiro, um companheiro de jornada. O preconceito, muito menos. O verdadeiro amor lança o medo ao abismo e abre as portas para …

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A política pode ajudar a controlar a epidemia de HIV/aids

O controle da epidemia de HIV/aids sempre esteve muito ligado — senão totalmente dependente — à duas coisas: desenvolvimento científico e vontade política. O primeiro evoluiu muito, das dezenas de pílulas diárias com terríveis efeitos colaterais para o atual único comprimido diário de baixíssima toxicidade. O segundo, por sua vez, teve seus altos e baixos. Diz-se, por exemplo, que se o ex-presidente americano Ronald Reagan tivesse sido mais enfático na resposta inicial contra a epidemia, no começo dos anos 80, é possível que esta nunca tivesse tomado proporções mundiais, tal como aconteceu. Desde a primeira publicação médica sobre a doença, em 1981, passaram-se anos até que Reagan mencionasse publicamente a aids pela primeira vez, em outubro 1987, e finalmente tomasse medidas para controlar a doença. Neste intervalo de seis longos anos, a imprensa já divulgava amplamente notícias sobre a epidemia e, mesmo assim, Reagan mantinha silêncio. Quando resolveu agir, os Estados Unidos já contava com quase 60 mil casos identificados de infecção naquele ano — 28 mil dos quais morreram. Desde então, estima-se que o …

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O que os candidatos vão fazer para conter a epidemia?

A Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids retoma as edições do Boletim ABIA num momento estratégico do combate à epidemia no Brasil. Acesse edição completa aqui. Nesse boletim, foi perguntado aos candidatos à presidência: qual a sua proposta para combater a epidemia de HIV e aids no país? Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Everaldo Pereira (PSC), Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL) não responderam à pergunta. Apenas Aécio Neves (PSDB) respondeu. Sua resposta foi resumida abaixo:

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