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O que os médicos falam


O que os médicos têm falado sobre prevenção aos seus pacientes com HIV?

Por Myles Helfand e Theo Smart para o TheBodyPRO.com

No cuidado de pessoas com HIV, o foco é tratar o paciente soropositivo e garantir a sua qualidade de saúde. Entretanto, os pacientes também se preocupam a respeito do risco de infectar outras pessoas, trazendo a necessidade de também se discutir a prevenção. Pedimos a alguns dos principais médicos especializados em HIV para dizer o que eles dizem a seus pacientes sobre a prevenção do HIV.

Dr. Paul Sax

Dr. Sax é diretor do Programa de HIV e Divisão de Doenças Infecciosas do Brigham and Women’s Hospital, em Boston.

A coisa mais importante que precisamos fazer é evitar sífilis e hepatite C. Essas duas infecções podem ser muito desagradáveis. A supressão virológica do HIV leva à uma situação próxima da ausência de infecciosidade e as pessoas não se infectam novamente pelo HIV se estão em tratamento e já são indetectáveis. Simplesmente não acontece. Mas apesar das pessoas não transmitirem se estão em terapia anti-HIV e com carga viral suprimida, elas certamente ainda podem pegar hepatite C e sífilis. E eu já vi isso acontecer várias vezes e não é agradável. Por isso, você tem que ter cuidado.

Eu digo: “Se você está em um relacionamento monogâmico, onde o seu parceiro é soropositivo e indetectável e é uma relação monogâmica, então vocês podem tomar a sua decisão. Você não vai contrair HIV, certo? Mas se você não tem certeza que é uma relação monogâmica, seja para você ou para ele, então você tem que ter cuidado.”

Dra. Lisa Fitzpatrick

A Dra. Fitzpatrick é professora da Escola George Washington University de Saúde Pública e membro do corpo docente adjunto na Howard University College of Medicine.

Eu digo que considerem revelar seu diagnóstico para pelo menos uma pessoa. Embora eu acho que o uso consistente do preservativo é irreal para muitas pessoas, eu falo sobre os preservativos, mesmo assim, e, para aqueles que não são indetectáveis e permanecem em relacionamentos sexualmente ativos, eu converso sobre PrEP [profilaxia pré-exposição] e peço que convidem seus parceiros para uma consulta.

Dr. David Wohl

Dr. Wohl é professor associado de medicina na University of North Carolina School of Medicine e codiretor de serviços de HIV do North Carolina Department of Corrections.

Um dos meus pacientes perguntou: “Eu só quero saber se eu tiver relações sexuais com alguém e sou indetectável — porque eu sou e eu tomo minhas pílulas todos os dias —, qual é a minha chance de transmitir o vírus a alguém?”

Eu respondo a verdade. Digo que “estudos mostram que a chance de você infectar alguém, dadas todas as coisas que nós acabamos de falar — e também se você não tem gonorreia —, que suas chances são infinitamente pequenas: uma em dezenas e dezenas e dezenas de milhares. Eu estaria mentindo para você se dissesse que havia uma grande probabilidade de você infectar alguém.” Então, eu tento ser honesto com eles.

Mas eu também digo: “Se você está tendo relações sexuais com outras pessoas e você tem uma DST inflamatória, nada disso vale. Se você não tem adesão aos remédios, nada disso vale.”

Em termos de PrEP, eu digo: “Se você está falando de um parceiro e vocês vão ter sexo desprotegido, a discussão pode se estender a ele sobre querer ou não querer e se, além de tudo o que eu disse a respeito de toda a proteção que você recebe do seu medicamento anti-HIV, ele também quer ser tratado com PrEP.”

Dra. Sharon Dian Lee

Dra. Lee é professora assistente de medicina na Universidade de Kansas e fundadora e diretora da Southwest Boulevard Family Health Care.

A maioria dos meus pacientes que estão infectados com HIV de fato não querem transmitir a doença para os outros. Nossa clínica oferece preservativos masculinos na recepção e oferecemos profilaxia pré-exposição para os parceiros de nossos pacientes. Nós também encorajamos as pessoas com HIV a falar aos seus amigos sobre a PrEP e oferecemos PrEP semanal para aqueles que não são nossos pacientes.

Dr. Theo Katsivas

Dr. Katsivas é um médico associado da Clínica Owen na Universidade da Califórnia, em San Diego.

A maioria dos pacientes que atendo são soropositivos. Mas eles podem ter parceiros, amigos, maridos ou esposas soronegativos. Então, eu recomendo o uso de preservativos e de PrEP, tanto quanto. E os recomendo juntos, pois acho que eles devem ser usado juntos. Os estudos foram feitos com esses dois componentes de prevenção e, por isso, eu acho que é como devem ser promovidos.

Por outro lado, quando as pessoas escutam que a profilaxia pré-exposição tem um grau muito alto de proteção, querem se livrar do preservativo. E eu converso sobre isso.

Dr. Pablo Tebas

Dr. Tebas é professor de medicina na Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia e o principal pesquisador da Unidade de Estudos Clínicos da Aids (ACTU) na Universidade da Pensilvânia.

Falamos sempre sobre o uso de preservativos. E falamos sobre a importância do sexo seguro, a importância da revelação aos parceiros e sobre não se envolver em comportamentos de alto risco. Nosso sucesso é variável. Eu vejo um monte de doenças sexualmente transmissíveis em pacientes com HIV. Mas tento insistir e ser muito focado na mensagem para estes pacientes, certificando-me de que eles compreendem a mensagem.

Eu também dou muita ênfase à hepatite C. Há uma epidemia de hepatite C que afeta os indivíduos infectados pelo HIV [nos Estados Unidos]. E eles têm que ter um cuidado especial por causa da imunossupressão que, apesar da terapia antirretroviral bem sucedida, os torna vulneráveis à hepatite C. Eles têm que estar cientes de que há um risco de transmissão sexual que afeta essa população específica. Eles têm que ter muito cuidado.

Dr. Roy Gulick

Dr. Gulick é professor de medicina e chefe da Divisão de Doenças Infecciosas na Weill Medical College of Cornell University e  médico assistente no Hospital Presbiteriano de Nova York.

A boa notícia é que temos muitas opções. Preservativos ainda são uma parte importante. Se sabemos que eles estão em um relacionamento sorodiscordante, em que um parceiro é positivo e o outro é negativo, sabemos que colocar o parceiro positivo em tratamento é uma ótima maneira de prevenir a infecção no parceiro negativo, supondo que eles não tenham relações sexuais fora do relacionamento — entretanto, sabemos que as pessoas fazem isso.

Então, isso traz à tona o tema da PrEP, que agora é aprovado pelo FDA e recomendado pelo CDC [mas não ainda aprovado no Brasil] para as pessoas que estão em maior risco, o que inclui praticamente todos os homens que fazem sexo com homens (HSH) sexualmente ativos e heterossexuais, homens e mulheres, em certas comunidades. Qualquer um que recentemente teve uma infecção sexualmente transmissível, é parte de um casal discordante ou está fazendo sexo em uma comunidade onde há uma alta incidência de HIV deve pensar seriamente sobre PrEP.

Dr. Henry Masur

Dr. Masur é professor clínico de medicina na Universidade George Washington e chefe do Departamento de Medicina Intensiva no centro clínico do NIH.

Eu acho que todos nós sabemos como o HIV é transmitido. Sabemos sobre o comportamento sexual. Sabemos sobre a partilha de seringas. Ainda assim, é decepcionante olhar para as doenças decorrentes de comportamento social e ver que temos feito um trabalho terrível ao longo dos últimos 40 anos no que diz respeito à mudança de comportamento. Temos tratamento barato para sífilis e gonorreia. Temos tratamento para clamídia. No entanto, somos ineficazes, especialmente nas grandes áreas urbanas, em reduzir essas doenças. E, para essas doenças, um tratamento curto, às vezes com apenas uma dose, é curativo.

Assim, para a prevenção, eu gostaria que tivéssemos uma mensagem que melhor reverberasse nos pacientes. Mais uma vez, temos que continuar enfatizando a eles a responsabilidade pessoal. Temos que ter a certeza de que eles têm o conhecimento, porque eu acho que às vezes nós superestimamos o que os pacientes entendem.

Mas, novamente, estou ansioso para ter uma melhor compreensão de como podemos mudar o comportamento social. E eu estou angustiado, como suspeito que todos nós estamos, sobre o quão pouco progresso fizemos nessa área nas últimas décadas.

Dr. Michael Saag

Dr. Saag é médico e pesquisador do HIV na Universidade do Alabama, em Birmingham.

O tratamento é a prevenção. Se você tomar o seu medicamento, alcançar o indetectável, você não precisa de maiores esforços, a não ser que esteja compartilhando seringas ou sangue. A probabilidade de transmissão por meio de atividade sexual se aproxima de zero. Eu não posso jurar que é zero, mas eu acho que é bem perto. Assim, basta apenas tomar o medicamento, por você e pelas pessoas com quem se relaciona.


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75 comentários

    • Diogo diz

      Cara, pelo que eu pude ler até agora [sou novato no assunto] é um tipo de medicação que vc toma depois de ter tido relação desprotegida. Mais ou menos como uma PDS. Mas o pessoal pode te explicar melhor como funciona…

      • Diogo, Prep é isso mesmo…vc explicou direitinho! Só que isso tem um tempo certo para ser feito (72 horas) pós exposição…

        • Putz ! acho que confundi tudooo..isso que falei é o PEP (profilaxia pós exposição) e o EX Deprimido perguntou do Prep (profilaxia pré exposição)…o tal do truvada… afff… …É isso mesmo produção???..rssss

          É isso que dá querer ser “técnica”….. 😛

          • Diogo diz

            Verdade, Vida. Também me confundi com a sigla! É isso mesmo! 🙂

  1. Diogo diz

    Para quem tem um relacionamento sorodiscordante, como eu, é bem reconfortante ver o qto estes médicos de fora estão melhor preparados para aconselhar. Quem sabe esta consciência chega aqui no Brasil em breve…
    O médico de minha namorada é bem nessa linha. Por outro lado, fui em um CTA aqui de SP esta semana e percebi o qto os ‘aconselhadores’ não têm informação sobre a atual situação do HIV e sua transmissibilidade. Ou então, consideram que as pessoas não têm a capacidade de entender os riscos e preferem logo dizer: “Use o preservativo. É a única forma que te proteje.”
    Acho que o debate deveria ser mais extenso nestes locais. Mas também concordo que se os responsáveis começarem a espalhar mto os resultados destes novos estudos [que defendem a situação de indetectável como quase zero de transmissão], as pessoas de menor discernimento podem achar que está tudo bem, que não é mais perigoso e sair fazendo bobagem por aí.
    É difícil…

    • Profilaxia PRÉ exposição, como o próprio nome diz, é uma profilaxia feita antes do coito. A pessoa toma o coquetel sabendo que daí alguns dias ela terá uma relação com um soro+ mas não usará preservativo. PRÉ primário vem antes do primário. PRÉmaturo é o bebê que nasce antes da hora. PRÉ julgar é aquele julgamento feito antes de saber os fatos. Jogo PRÉliminar é aquele jogo que vem antes do principal. PRÉver um fato é saber o que vai acontecer antes de acontecer, etc.

  2. Helen diz

    Oi pessoal,
    Essa semana a Band está exibindo um mini-documentário sobre a situação dos soropositivos e o tratamento do HIV e aids no Brasil. Está passando no jornal da band. Vocês estão acompanhando?

    • Oi Helen, eu não tenho coragem no momento de acompanhar. Diagnosticado há 5 meses, em TARV há quase um, ainda tenho alguma oscilação de humor e sensibilidade. Este ano as campanhas terão outro sentido para mim, acho que vai ser muito difícil confronta-las… Pra piorar meu dia-a-dia me joga em contato com as mídias, informação e geração de notícias. Estarei no olho do furacão… Como foi o primeiro dia primeiro de dezembro de vocês?

  3. João diz

    Meus queridos,
    Tomo efa+lami+teno há 1 ano. Não tenho nenhum efeito colateral. Mas a genética está fazendo meus cabelos caírem. Queria saber o que vocês acham de além do coquetel tomara finasterida 1mg? Minha medica disse que posso tomar normalmente, mas queria saber se alguém tem alguma experiência pra contar!
    E achei essa materia aqui… http://www.jiasociety.org/index.php/jias/article/view/18362
    Obrigado!

    • manob@uol.com diz

      eu tomo arv e finasterida. tudo normal. seus exames acompanharão isso, mas eh sussa.

    • Mutatis Mutandis diz

      João, vou te dar a resposta independente de esquema de ARV’s.

      Eu estou na pior situação que um homem com tendência à calvície pode estar: os tios por parte de mãe serem carecas…inclusive meu avô por parte de mãe também era careca, ou seja, eu não tenho saída…estou ficando careca também.

      Há alguns anos tomei finasterida, por indicação de dermatologista, com receita manipulada e tal, feita numa farmácia de referência daqui..enfim…sabe do que serviu: DE NADA….não tem jeito. O que funciona mesmo é chapéu, peruca, implante. Esse último um dia eu faço rsrsrsrs.

      Olha se te faz bem a ideia de usar o finasterida, use. Mas eu jamais ocuparia minha fisiologia/metabolismo (que já está ocupada e alterada demais pelos ARV’s) com finasterida e com nenhum outro remédio para calvície.

      Meu corpo já tem comprimidos demais para processar! Grande Abraço! Sucesso nos tratamentos!

    • Ricardo - Guarulhos diz

      João ficar careca é a melhor coisa, vc não fica o tempo todo penteando aquelas migalhas de fios de cabelos, não se preocupada com nada e já acorda arrumado ! Eu AMO ser careca, e não tem nada a ver tomar este tal de finasterida, isto só vai te deixar mais desanimado. O negócio é passar maquininha zero e curtir sua careca, e falo por experiência própria, meu “Ibope” cresceu muito depois de ter assumido minha cabeça totalmente raspada, kkkk,. Abração.

      • CARA + diz

        Grande Ricardo – Guarulhos

        posso dizer o mesmo que vc!
        tomei por anos o tal finasterida e o que consegui foi ficar com a minha libido, bem devagarinha!!!! hehehehe, ai parei de vez e hoje, só alegria.

        o negócio é máquina zero ou quase e uma boa academia para ficar sarado!

  4. Todos ligados no fantastico hj heim! Reportagem especial sobre o assunto.

    P.S: não precisa ficar com medo de ver/ler e discutir sobre o assunto. Essa é uma boa oportunidade de desmistificar alguns mitos, saber as novidades sobre o tratamento e previnir os demais. De forma conciente.

    Binhomais: entendo seu caso. Sou Jornalista, sei como é dificil enfrentar isso tudo dentro do “olho do furacão” como você. Mas acredito que você também saiba que a notícia tem sempre dois lados(ou até mais). E por isso, não dá para acreditar e tudo. Nosso dever é investigar sempre. Antes de julgar, por isso é importante encarar o problema de frente sem temer.

    Abraço

    • Davi Leão, capaz que eu veja sim. Obrigado pelos bons argumentos, realmente meu caso é medo bobo e impensado.

    • Esta matéria do Fantástico foi mais do mesmo! Mesma pauta dos últimos 10 anos… Mesma abordagem… NADA NOVO! Claro, não poderiam faltar a música triste e o personagem debilitado e sem perspectiva após perder a visão por complicações da doença.

  5. Guido diz

    Galera. Queria saber se vcs tiveram problemas com esquecimentos. Entrei em semana de provas e tenho sentido uma dificuldade insistente em memorizar termos e conceitos. Estou em tratamento com ARV’s há cinco meses, minha CV está quase zerada e to com 490 de cd-4. Queria saber se alguém passou por algo semelhante, se melhora ou se devo procurar algum paliativo pra esse problema. Abração

  6. Principiante diz

    Eu tenho um relacionamento sorodiscordante. Mas, nesse último mês, depois que fui diagnosticado e que iniciei o tratamento, tenho ficado com medo de transmitir o vírus a ele. Isso está afetando minha libido e está me impedindo de ter relação sexual, mesmo com preservativo. Talvez, as coisas melhorem após me descobrir indetectável.

  7. Para variar, as reportagens sobre a aids como sempre mostrando homossexuais afeminados e gente doente já detonada, para causar o impacto necessário. Como resultado disso, mais preconceito.

    • O que esperar de Fantástico e Drauzio?? Soh isso mesmo, neurose em cima de neurose. A classe média tonta cai.

    • S. diz

      Pensei exatamente a mesma coisa: “Nossa, que pessoas magras” … e eu aqui gordo…voltando a academia, mas ainda gordo! kkkk

  8. Felipe Rec diz

    Essa matéria do fantástico foi pra apavorar mesmo, porque tem aquele viés, se falar que todos vivem com hiv, o povo vai descuidar , mesmo com dráuzio a frente, não ficou boa, não mencionou que o número de mulheres infectadas é maior, nem jovens héteros, e o rapaz no fim da matéria bem debilitado só prejudica quem acabou de ser diagnsticado como eu, que aliás, fico com menos vontade de contar a quem quer seja de minha positividade. Não gostei,a de 2011 foi mais edificante, mas fazer o que, esperar a vacina, cura e assim vai, tentando ter uma vida, normal, porque na totalidade,nunca será.

  9. LÚCIA diz

    Vou ficar uma semana em depressão , depois de ter assistido a matéria do fantástico , pelo que vi as 11.000 mil pessoas que morrem anualmente no Brasil , são pessoas de uma cultura menos favorecidas , que não aderem ao medicamento ou não usam corretamente , a imagem daquele homem que ficou cego não sai da minha cabeça .

  10. Anônimo diz

    A prevenção por camisinha falha há 30 anos e há 30 anos não mudam o disco.
    PEP (Profilaxia pós-exposição), PrEP (Profilaxia pré-exposição) e TasP (tratamento como prevenção) são métodos mais eficientes. Não adianta continuar investindo no estigma.
    A camisinha tem de ser usada para previne uma série de doenças, mas não adianta pensar que as pessoas vão usá-lá em 100% das relações porque não vão.
    A meta deveria ser derrubar o estigma, tentar testar 100% dos brasileiros e tratar todos os infectados. Erradicaríamos a doença em 40 anos sem exigir o irrealizável.
    O Drausio é melhor que isso. Estou decepcionado.

    • Anônimo diz

      Deixe-Me fazer uma correção porque o texto está exprimindo a ideia errada de que sou contra a camisinha. Eu não sou. Apenas acho que não se pode expandir o medo do HIV porque não funciona.
      Ninguém tem medo de fazer glicemia jejum. Ninguém se desespera com diagnóstico de diabetes. Ninguém esconde de ninguém o fato de ser diabético. E diabetes é mais grave que HIV.
      Se não existisse o estigma, a pessoa que me passou poderia ter simplesmente dito, ao final da transa: eu tenho hiv, como quem diz “eu tenho pressão alta”, e eu teria tomado PEP. Não teria pego a doença.
      Vamos usar camisinha. Mas o HIV não é sentença de morte física nem deveria ser sentença de morte social.

  11. LÚCIA diz

    Tanto a globo quanto a band falaram tanto em efeitos colaterais esta semana , que pela primeira vez na vida estou sentindo uma insônia .será que e algum efeito ????

  12. Matérias sensacionalistas tanto a da Band quanto a da Globo. Vai ser uma semana dificil meu povo. Mas não desanimen na luta.

  13. Anônimo diz

    A minha infecção é recente, não tem três meses. Até pouco tempo atrás, eu me lembro de tomar minha experiência como base e mesmo de conversar com as pessoas. Ninguém, absolutamente ninguém, usa camisinha em todas as suas relações. Deveriam usar? Deveriam. Mas usam? Não. Usam na primeira, segunda, terceira transa. Depois param. Todos fazem isso.
    Quando exigem teste, exigem uma vez e, a partir disso, namoram por anos sem exigir mais, e transam sem camisinha.
    Portanto, quando falamos da eficácia preventiva da camisinha, não temos de dizer que ela protege 98% quando usada. Temos de respeitar a natureza humana e reconhecer que é irreal pensar que ela será sempre usada. Nesse contexto, a eficácia da camisinha como modo de prevenção é baixíssimo.
    O que a Globo pretende? Que marido e mulher usem camisinha em todas as relações?
    E não adianta continuar assustando as pessoas porque isso não vai mudar. Estamos há 30 anos assustando as pessoas e a doença continua progredindo.
    Test and treat. É nisso que temos de investir.
    Fiquei muito desanimado com a reportagem. Tanto esforço pra reduzir o estigma e a Globo o aumenta de novo.
    E pior: sou heterossexual, mas me solidarizo com os movimentos LGBT. A globo, de quebra, ainda vai alimentar o preconceito contra gays também.
    Tudo errado!
    Eu me lembro que no início dos anos 80 a campanha de prevenção da paralisia infantil era feita com base na disseminação do medo. Não funcionava. Inventaram o Zé Gotinha e praticamente erradicamos a doença.
    Os casos no Brasil aumentaram? Por que a gente não tenta entender por que? No mundo desenvolvido se combate o estigma. As pessoas se testam e se tratam. Por isso não transmitem.
    Senti-Me de volta nossa anos 80. Até o Cazuza eles mostraram.
    Lamentável.

  14. DoBemDF diz

    Também tive essa sensação de voltar aos anos 80, com essa reportagem do fantástico. Nem sequer deram ênfase às pesquisas que demonstram que os indetectáveis tem possibilidade mínima de transmitir, o que contribuiria com a diminuição do preconceito. O foco é sempre aterrorizar, e não educar, para prevenir novas infecções. Lamentável…

    • Tinha feito o propósito de não ligar a TV hoje, mas não resisti. A manhã inteira foi zappeando na esperança de ver algo realmente novo em relação ao tema HIV/AIDS nos canais abertos. Meu sentimento foi de decepção ao ver o assunto restrito a apenas uma matéria por telejornal/programa. Pior ainda foi esperar o Bem Estar que trouxe como pauta principal problema renais. Opa, neste momento AO VIVO DE BRASÍLIA ….. espera! Crescimento do número de casos…. Lançamento de campanha para grupos vulneráveis… Epidemia concentrada… Blá blá blá… A falta de “dramaticidade” que leva a banalização…

      O teste é rápido….da pra fazer em 20 minutos – pergunta a repórter.
      Só esquece o estado emocional da pessoa que se submete a um teste deste, né?

      Travestis…jovens gays…em frente de boates gays…. As mesmas ações de SEMPRE.

      Pronto, agora o tratamento: Estou surpreso ao falar do tratamento como prevenção.

      Para acabar com estes números “africanos” seria preciso um diálogo mais aberto?

      Faltou: novos medicamentos…. Pesquisas… Expectativa de cura… Cura funcional…. Qualidade de vida dos soropositivos…

      Sobrou: elogios a política de distribuição de remédio pelo ministério da saúde.

      E pronto, vamos voltar a falar de cálculo renal! Afinal, hoje deve ser o dia mundial de combate a pedra nos rins, né?

      • Anônimo diz

        A pauta é esta: não perca tempo pesquisando muito, fale o mesmo de sempre, substitua a expressão “grupo de risco” por “grupo vulnerável” e pronto. Você ganha carta verde pra continuar construindo a ideia de que todo gay é aidético e de que todo heterossexual que tem a doença na verdade é gay. É fantástico, não?

  15. Realmente a reportagem do Fantástico deixou muito a desejar, mas o que esperar do Dr. Dráuzio Varela e da rede Globo, né?
    Por um lado, no entanto, penso que a mídia não quer divulgar como vive hoje um soropositivo que realiza o tratamento de modo correto, por medo de incentivar o sexo desprotegido (como se fosse necessário incentivar isso, pois é notório que as pessoas não utilizam preservativo em todas as relações sexuais).
    E lá vamos nós, continuar a enfrentar o preconceito e a estigmatização…

    • O problema é o psicológico de quem se descobre “positivo” ao ver matérias neste estilo. Eu descobri este ano e ainda estou no processo de autoconvencimento. Preciso ler dez matérias positivas para eliminar as informações de uma única matéria negativa.

      • Anônimo diz

        Marcos, tão ruim quando isso – ou até pior – é o psicológico de quem não tem a doença, que vai fugir desse teste como o diabo da Cruz. Fazemos exatamente o oposto do que deveríamos.
        Incrível. A comunidade científica se esforça pra transformar o hiv em algo trivial, descobre um modo de impedir a transmissão e o governo fala em fazer a sua parte, que é simplesmente remover o medo das pessoas, testar e tratar.
        Cadê as caravanas para teste rápido que deveriam existir?
        Cadê os médicos tranquilizando as pessoas de que hoje a doença é controlável?
        Podemos erradicar o vírus e optamos por não fazê-lo!

        • Há exatas duas semanas perguntei a um amigo se já havia feito o teste. A resposta foi a seguinte: Tá maluco, eu morro de medo. Se for pra morrer que morra sem saber. Nunca tinha me tocado, mas, de certa forma, a própria mídia dificulta o controle da epidemia.

  16. Vida positiva H diz

    Pessoal sou novo no blog, mas quero trocar muitas informações com todos. Meu namorado foi recentemente diagnosticado Soro Positivo, eu estou aguardando o resultado do meu teste e estou me preparando para levar minha vida com ou sem hiv e ajudar ele principalmente. Estou precisando conversar e trocar informações e vi que esse blog tem muitas pessoas que ajudam a todos que estão no início do tratamento ou que foram diagnosticadas recentemente. Um abraço a todos.

    • Hope diz

      Oi Vida Positiva! Estamos em situação parecida. Meu marido foi diagnosticado há pouco mais de 2 meses. Meu primeiro teste deu negativo e estou aguardando para fazer o segundo. No início ficamos muito tensos… ele principalmente. Hoje, apesar de algumas crises, ele já está bem melhor, trabalhando normalmente… e eu, tentando ajudar em tudo que puder, principalmente ficando junto dele. Um abraço e conte para o que precisar!

  17. Alexandre diz

    Eu nem perco meu tempo assistindo a Globo, muito menos o Fantástico. O próprio Bonner colocou no seu Facebook a seguinte frase:” Ou a Rede Globo deixa eu falar a verdade ou eu me demito.” Ora, se ele disse isso pra que vou perder meu tempo assistindo a uma emissora que manipula a cabeça dos fracos desde com um telejornal até com uma mísera novela?
    Se vc assistir a Globonews lá as mensagens já são diferentes. É canal fechado. O nível cultural de quem assiste é diferente, logo as matérias são colocadas de formas diferentes. Lá já passou programas falando que hj o HIV não está mais estampado na cara dos portadores devido aos avanços. Já passou programa sobre o quanto estamos perto de uma cura. Já passou entrevistas com alguns infectologistas falando sobre os avanços, inclusive Dr. Amílcar Tanuri falando que estávamos, na época (2011), a 5 anos de uma revolução no tratamento, etc. Isso não passa na Globo aberta jamais. São muitos asnos assistindo ali.

  18. TS-positivo diz

    Triste é escutar algo como ” doar dinheiro pra pessoa com AIDS, melhor doar pro câncer que pelo menos tem cura! “. Porem vamos a luta! Desistir nunca rumi ao indetectável.
    Abraços de conforto em todos.

    • Felipe Rec diz

      Caramba, impactante esse texto, quase não deixa esperanças… saber q vou começar medicamento, e que eles vão sim trazer complicações a longo prazo, é o fim, pq aí vc vai ter q escancarar a doença.

      • Vida positiva H diz

        Ao longo prazo surgiram novos medicamentos com menos efeitos colaterais, mais combinações, a tendência da ciência é essa… Eu não me assusto com todos esses dados do Ministério da Saúde. Os casos estão aumentando entre os jovens isso é um fato, porém, o lado bom disso, se é que existe e tenho que ver que sim, é que muitas pessoas estão fazendo o teste e iniciando cedo o tratamento. Isso é importante para o controle de novas infecções, que ao longo de alguns anos se estabilizarão.

        • Anônimo diz

          Felipe Rec, esqueça os efeitos colaterais. Eu tenho pesquisado bastante sobre o assunto e os medicamentos que nos temos hoje não causam lipodistrofia. Preocupe-Se com colesterol, rins, coração… faça exercícios, Viva uma boa saudável e não revele pra ninguém seu diagnóstico.
          Lembre-Se: para cada pessoa a quem você conta, pelo menos duas outras ficam sabendo.

  19. Tati diz

    Também achei aterrorizante a matéria do fantástico, minha mãe estava do lado e ficou chocada, e ela nem sonha que sou positiva, em compensação hoje no jornal local, meu infecto deu entrevista, outro nível, deu até pra eu conversar e explicar o que eu sei para ela, lógico que sem contar… rs! Em resumo ele disse, vida normal, com os medicamentos de hj em dia, porém é melhor não ter…

    • Nossa, como você conseguiu não contar? deve ser difícil ter que guardar tudo pra você. Há quanto tempo você descobriu? Vivem normalmente com os remédios?

      Tudo de bom pra você, Tati!

  20. Tati diz

    Oi Pedro!! Descobri tem 4 meses, até agora a única coisa que mudou foi ter que fazer exames e tomar medicação, sempre tive uma vida saudável e pratico exercicios, então n tive que mudar mta coisa, o emocional é que as vezes me pega, então procuro ler somente depoimentos positivos, me ajudam mto…

    • CARA + diz

      Tati
      jogo no mesmo time que você. Tb não contei e não pretendo tão cedo. Justamente por isso que vimos nas matérias e que nós (que somos soropositivos) ficamos horrorizados, imagina quem não é e não tem nenhum contato com a informação correta!

      Uma pena, mas não vejo a curto prazo, uma mudança de “paradigmas” nesse sentido.

      Enquanto isso, faço a minha parte, me cuido, faço meu tratamento direitinho, busco cultivar bons pensamentos e boas atitudes para quando a cura chegar, estar com tudo encima! hehehe

    • Alex diz

      Eu concordo contigo e vou nessa também, de ficar na minha para não assustar família desnecessariamente. Força para nós todos!

    • Hope diz

      Tati, minha primeira reação quando meu marido disse que não iria contar a ninguém foi de achar um absurdo… nem para mãe nem para o pai… eu disse que se meu exame fosse reagente eu contaria para minha família… Hoje, mais de 2 meses depois, concordo com ele. Se o meu próximo exame der positivo, não vou contar a ninguém que não precise saber, ou seja, apenas aos médicos.

  21. Sim, é muito compreensível, descobriu recentemente. Mas, bola pra frente. O negócio é se dedicar e tocar a vida normalmente, aproveitando cada momento. Sinceramente, acredito que em menos de 5 anos teremos a cura pra esse problema =D

    • Anônimo diz

      Pedro,

      Eu não consigo imaginar contar pra alguém. Não quero ser estigmatizado. Sugiro que faça o mesmo, quando precisar conversar, venha a este site.

  22. CARA + diz

    Pessoal

    não vi a matéria do Fantástico por uma questão muito simples: Dia 01 de dezembro – Dia Mundial de LUTA CONTRA a Aids.

    Escrevi LUTA CONTRA, de propósito.

    Difícil seria querer ver numa matéria sobre LUTAR CONTRA, alguma coisa ou algo a favor à doença. Ainda mais na Globo!!!

    Já se utilizam de todo o estigma, medo, preconceito… existentes sobre a doença, bem como mostrar pessoas magras, em fase terminal (sem dizer que abandonaram o tratamento), ou que o tratamento traz uma série de “efeitos colaterais” a curto ou longo prazo, justamente para dar ênfase a prevenção. O mais do mesmo de sempre!

    Qual seria o interesse no dia Mundial de LUTAR CONTRA, falar sobre a eficácia dos antirretrovirais, sobre os estudos em andamento, sobre novas medicações cada vez menos nocivas, sobre uma possível cura, sobre a qualidade de vida dos soropositivos, sobre o fator indetectável, sobre pessoas que convivem com a doença por vários anos, sobre os exames periódicos que dão tempo de detectar qualquer outra situação em sua fase inicial e por ai vai? Nenhum! Pois LUTAR CONTRA é sinônimo de prevenir para não ter contato algum, nesse caso, não saber!

    Quantos de nós sabíamos o que era CD4 e carga viral antes de sermos soropositivos? Eu particularmente nem os conhecia e muito menos sabia que existia um tratamento para deixar a carga viral em níveis tão baixos que eu poderia ser desconsiderado como um “risco” para continuar a contaminação.

    Não que eu queira ser “negativo” no meu comentário, mas não esperava nada de muito novo nesse dia, caso contrário o dia seria batizado de 01 de Dezembro – Dia Mundial A FAVOR do Soropositivo. Ai sim, a pauta caberia essa que escrevi acima!

    • amigaaflita diz

      Oi Cara+,
      Eu concordo em gênero, número e grau com sua opinião sobre a abordagem da mídia com relação a vida de quem é positivo hoje.
      Usando e reforçando ainda mais o estigma, o preconceito e o medo de quem está recebendo o diagnostico e quem já convive com ele.Ao termino da matéria q me propus a ver, fiquei apavorada. Estou com um amigo d diagnóstico recente, cd4 em 48, descobrindo algumas informações agora e me deparo com uma matéria horrenda, que presta um deserviço para a saúde publica.
      Ainda bem que sou uma pessoa que questiona e tenho minhas convicções . Mais tarde refletindo sobre a matéria, percebi o quanto ela contribui pra estupidez humana.

  23. Tony diz

    quando passam essas reportagens sobre a Aids e meus pais assistem, tenho até pesadelo com isso depois, rsss. Nem sonham que eu tenho Hiv. E meus irmãos então se um dia descobrirem, capaz de me proibirem de eu brincar com os meus sobrinhos. Pior dessa doença para mim hoje, desde quando descobri, no fim de 2011, não é nem a saúde mas sim o estrago que a angústia, o medo e a depressão têm causado no meu psicológico.

  24. Edu30 diz

    Olá a todos do Jovem Positivo ,

    Seria melhor contar ou não contar ?
    Me sinto mal em omitir algo que agora faz parte da minha vida . Não pude me abrir com meus familiares e amigos por medo do preconceito e isto sim me angustia.
    Faz 5 meses do meu diagnóstico e percebo que nos escondermos é horrível .
    Precisamos de uma conscientização em massa . Que demonstre que sim , teremos uma vida normal só que com tratamento adequado . Espero não estar aumentando o estigma do preconceito em relação ao HIV .
    Mas sinceramente … Não tenho a resposta ou a fórmula exata do que fazer . Por enquanto …. Ficarei calado e até mais isolado , já que essa é a única saída que tenho encontrado para evitar maiores sofrimentos .
    Caso alguém queira me adicionar skype deixem o email . Abraços e vida que segue !

    • CARA + diz

      Edu

      estamos aqui para nos ajudar, para aprendermos um pouco mais um com outro, trocar idéias, enfim, nos dar forças e podermos falar abertamente sobre o tema.

      digo a você, o mesmo que digo a todo mundo que me faz essa questão e que eu faço: procure entender o que você está enfrentando, no que consiste, enfrentar a situação, se fortalecer dentro dela, fazer uso da tarv para melhorar sua condição de saúde e tornar-se indetectável…para somente depois, depois que estiver seguro e com o tratamento numa boa e se sentir necessidade, contar as pessoas mais próximas.

      Justamente para que eles te vejam bem, com saúde e de bem com a vida. Acredito que desta forma, já ajudamos a tirar um pouco daquela ideia que tanto os meios de comunicação tendem “enfiar goela abaixo” apavorando quem já não tem a informação correta.

  25. julio diz

    creo lo mas importante es ser responsable en el caso de los que estamos infectados pro el vírus, llevar una vida sana con buena alimentación buenos abitos y tomar los medicamentos todos los días sin falta alguna. de esta forma podemos vivir una vida completamente normal y tranquila. chicos nunca esta de mas protegernos pues recordemos que no solo esta el HIV, existen otros diferentes de tipos de microorganismos patógenos de venéreos o de transmisión sexual. recuerden que nos podemos contagiar de otros tipos de patógenos existentes, por eso yo personalmente recomiendo el uso del preservativo o de lo contrario si se tiene una relación estable y la otra persona es fiel y no existe infidelidad de ninguna de las dos partes esta bien. Con respecto de contar o no, siempre es bueno que las personas de gran confianza o de ( amigos o familiares ) sepan pues en algún momento podríamos necesitar de ellas, pero tiene q ser una persa de entera confianza 🙂 abrazos !!

  26. Alan diz

    Descobri em Setembro deste ano e já contei para minha mãe. Acho fundamental o apoio que recebemos tanto de amigos que sabem, quanto da própria mãe. Quando vou visitá-la ela sempre diz: Cuidado pra não esquecer de trazer os remédios hein!,rsrsrs. Mas foi um fardo que tirei das costas e vivo muito bem em saber que não preciso esconder esse segredo pelo resto da minha vida. Quanto ao emocional, após iniciar minha medicação em 31/10, percebo que ando tendo oscilações de humor, as vezes meio agressivo em minhas palavras com meu namorado por exemplo, vontade de chorar as vezes,mas quero lutar o quanto antes contra isso para que não vire uma depressão.Quanto a medicação. Graças a Deus já estou adaptado ( tomo ( Efavirenz/Lamivudina e Tenofovir) e único sintoma que tive, foi nas duas primeiras semanas uma tontura horrível e muito sono,sensação de estar ” aéreo” ,mas que agora já se foram e não sinto mais nada!

  27. Ricke82 diz

    Olá pessoal!

    Bastante confortante ler os relatos de todos vocês. Fui diagnosticado tem apenas 1 mês e confesso ainda estar em choque com tudo isso. Para ajudar descobri ao sair de uma relação bastante conturbada; agora não sei exatamente o que fazer. Chamar o ex para uma conversa e correr o risco de ser mal tratado, humilhado ou simplesmente seguir a vida e cuidar de mim? Parece óbvio contar, mas sofri tanto nessa relação que tenho receio das atitudes dele. Tudo isso é muito novo ainda, psicológico já está abaladissimo!! O contato com essa página me fez bem, não vejoa hora de alcançar carga indefectível. Me add galera, será um prazer falar com vocês. Abs
    Skype: luizadeva@hotmail.com

  28. Ana Paula diz

    Js, gostaria de saber se o indetectável em casos de acidente com sangue (pouca quantidade) contamina? Pois uma parte do texto deu a entender que sim.

    • Sim. Até onde eu sei, existe um caso confirmado de transmissão a partir de uma amostra de sangue de uma pessoa com HIV e carga viral indetectável. O contato foi sangue com sangue e a pessoa que foi contaminada não fez PEP.

  29. Ana Paula diz

    Mas então como fica uma relação anal sem preservativo, em que pode haver contato de sangue c a mucosa?

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