Esqueça tudo o que você sabe sobre HIV

Brasil Post

Meu pseudônimo, Jovem Soropositivo, acaba de fazer aniversário, em 18 de outubro. Escolhi essa data porque me pareceu lógico que ela devesse coincidir com a de meu diagnóstico, que se deu em 18 de outubro de 2010, mas levasse o ano verdadeiro do meu nascimento, 1984. Novo aniversário, mesma idade. Assim, acabo de fazer 30 anos de idade e, de acordo com a lei, deixo de ser jovem. Também deixo de ser um jovem na vida de soropositivo, pois já são quatro anos desde o diagnóstico! Não sou mais um jovem soropositivo, nem um soropositivo jovem.

Mas mais importante do que jovem ou não-jovem é o soropositivo. Por alguma razão, é o que chama mais atenção no meu pseudônimo. A verdade, porém, é que não me identifico mais com esse nome também. Não, não estou curado. Infelizmente. Continuo com HIV, mas o que vejo é que essa designação não serve mais de nada. Não me sinto diferente por ter HIV. Sei que não transmito o HIV, pois, quase involuntariamente, tomo os cuidados mais que necessários para não ser um transmissor. Não me incomodo mais em fazer os exames trimestrais. Sequer me lembro do vírus, mesmo na hora de tomar os antirretrovirais de cada dia. É tudo automático, simples e sem efeitos colaterais. Por isso, também, não me reconheço como uma “pessoa vivendo com HIV/aids”, ou PVHA, termo outorgado pelos ativistas para fazer lembrar que estamos vivendo, e o mais apropriado a ser usado em publicações, pelo governo e pela imprensa, a fim de que não nos ofendam ao se referir a nós.

Mas eu não sou ativista. E posso dizer que acho essa conversa sobre termos corretos uma grande balela. Preto ou negro, caucasiano ou branco, puta, prostituta ou profissional do sexo, gay ou homossexual, soropositivo, portador de HIV ou PVHA, não muda nada. São, sim, um grande engodo da era do politicamente correto, que tenta mascarar o estigma e o preconceito velados em diversas áreas por detrás de títulos que são nada além de mais bonitos. Nomes devem ser usados para fazer distinções úteis e nenhum desses acima é hoje eficiente nessa matéria.

Em algum momento no passado, PVHA foi útil. Fez lembrar às pessoas que quem tem HIV não está mais morrendo, tal como ocorria no início da epidemia, quando todos acabavam descriminados como “aidéticos”, pois inevitavelmente terminavam desenvolvendo a aids. Entretanto, há algumas décadas este não é mais o caso. Estamos, todos nós que nos cuidamos com antirretrovirais, vivendo muito bem, obrigado, e de forma saudável, já há algum tempo.

Hoje, quatro anos depois do meu diagnóstico, percebo que a trajetória de quem recebe o diagnóstico positivo para o HIV não é mais uma trajetória de superação do vírus — este, já está controlado. Ao invés disso, quem recebe agora o diagnóstico positivo para o HIV, encara uma trajetória de superação de um medo, o qual sequer precisaria existir mais. Esse medo não está diretamente ligado ao que o vírus é capaz de fazer, biologicamente, mas à representação imaginária que ele ganhou.

O HIV nos é apresentado com uma aura terrível, cruel e negativa. Um fardo a ser carregado pelo resto da vida. Um vírus de culpa e vergonha, por ter falhado, por ter feito sexo, pouco ou muito, vaginal ou anal, sem camisinha. Pior, quando nós, soropositivos, tomamos consciência da nossa transmissibilidade, percebemos que este é um vírus que tem o poder de trazer rejeição social ao seu portador. Também aprendemos que a camisinha previne totalmente o HIV, mas não por isso é capaz de evitar a discriminação.

Com isso tudo, quem é diagnosticado positivo para o HIV tem medo de ter diante de si uma inescapável vida de suplício. Medo de ser visto como diferente. Indo mais além, medo de que se esqueçam que são humanos. De onde vem tamanho peso?

Desde o século XIV, quando um navio se aproxima da costa trazendo pessoas com alguma doença que apresenta risco de transmissão, hastea-se uma bandeira amarela, que sinaliza o risco de contágio à bordo. É declarada a quarentena. Esse nome não tem origem na sua caixa postal de e-mail, onde ficam guardadas as mensagens spam, mas de quaranta giorni, que em italiano quer dizer 40 dias; embora hoje refira-se também ao isolamento imposto a portadores de algumas doenças transmissíveis durante qualquer que seja o período de transmissibilidade desta.

É o que vem sendo feito no caso do ebola. Enquanto você lê esse texto, pelo menos um bairro inteiro está sob quarentena na Libéria, assegurada pelo exército daquele país, que tem autorização para matar a tiros quem violar o perímetro demarcado por portões, barricadas e fios de arame enfarpado. Ali dentro, a comida e a higiene são escassas e os corpos dos defuntos, altamente transmissores do vírus, são empilhados lado a lado. Separar os doentes, mesmo que em condições desumanas, parece ser o mais humano a se fazer. Tal e qual Ensaio sobre a Cegueira.

Essa mesma prática se deu no século XVII, com os infectados pela peste na Europa, e no século passado, com os portadores de hanseníase, isolados por anos e anos em leprosários. Em Vigiar e Punir, Michel Foucault lembra que quem estava lá dentro era “excluído, separado e estigmatizado. Jogado, juntamente com seus irmãos sofredores, numa massa indiferenciada”. O Dr. Esper Kallás, meu médico, explica que “no caso do ebola, isolar uma região inteira parece não funcionar. Ao contrário, pode piorar a situação, pois as pessoas começam a deixar o local ‘ilegalmente’, tornando o controle da epidemia ainda mais difícil.”

Mesmo que a quarentena coletiva não seja eficaz, nem útil e até contraprodutiva em alguns casos, ela tem um apelo imaginário muito forte. Traz a sensação de poder e controle sobre a doença — e sobre o doente — e também um sentimento de segurança para a população, completamente ignorante a respeito de controle epidemiológico e riscos de transmissão. Libéria, Guiné e Serra Leoa são os únicos países do mundo que atualmente sofrem com a epidemia de ebola e, por isso, viajantes oriundos destes três pequenos países do oeste africano já estão sujeitos à restrição de entrada nos Estados Unidos e em alguns países latino-americanos. No Brasil, onde não foi imposta a restrição de viajantes, a Anvisa mantém estado de alerta em portos e aeroportos.

Ainda que a epidemia de ebola esteja geograficamente delimitada e sejam bem conhecidas as formas de contágio deste vírus, o medo, mesmo infundado, prevalece: qualquer um que viaje para qualquer país da África ou que se pareça fisicamente com um africano pode sofrer discriminação, como tem acontecido nos Estados Unidos e no Brasil. Apesar dos enormes avanços na prevenção, controle e tratamento, o mesmo ainda se dá com o HIV, infinitamente mais estudado e conhecido do que o ebola. Desde meados dos anos 80, vários países ainda mantém leis segregatórias contra soropositivos, impedindo nossa entrada para turismo e residência.

É como se houvesse uma imposição velada de quarentena. É verdade, o isolamento de portadores de HIV nunca foi de fato imposto, mas também nunca foi de fato revogado. Nós, soropositivos, experimentamos algo mais sutil e constante. Inclui alguma semelhança com o requisito básico para a aceitação social do isolamento: as primeiras campanhas de prevenção ao HIV cumpriam a função de transferir o medo da doença para o medo dos portadores do vírus, retratados em peças publicitárias como animais peçonhentos. Não-humanos, mas bichos.

Talvez, essas assustadoras campanhas tenham mesmo tido um profundo impacto no imaginário coletivo, e até hoje nele permanecem, mais fortes do que a camisinha. Ou, quem sabe, o imaginário coletivo é que seja naturalmente predisposto a transferir o medo da doença para o doente, de forma automática. Medo que o mundo vire como o seriado Walking Dead. Seja como for, o que o mundo esquece é de olhar para o lado de quem está sob quarentena. Se o fizesse, talvez se sentisse mais seguro.

Um dos principais anseios experimentados por quem recebe o diagnóstico positivo para o HIV é o medo de transmitir. É o maior de todos os medos. Faz com que muitos soropositivos voluntariamente se isolem, proclamando suas próprias quarentenas, abandonando seus parceiros de sorologia discordante, soronegativos. Faz com que muitos redefinam sua identidade como eternos solteiros e solteiras. E faz com que passem a acompanhar de perto as notícias a respeito da pesquisa da cura, como se esta fosse a única salvação para seu isolamento.

Em algum momento, também pensei que ia ser assim comigo. Também tive medo da minha transmissibilidade e, por isso, não entendia porque meu médico insistia no contrário.

“— Você é um parceiro sexual seguro”, dizia ele.

Ainda assim, essa ideia me parecia mirabolante. Como é que eu poderia ser seguro o suficiente para não ter que hastear nem uma bandeirinha de quarentena? Algum risco, pensei, deve haver! E existe, precisamente quantificado: quem toma antirretrovirais e mantém carga viral, que é a quantidade de vírus no sangue, reduzida a níveis indetectáveis, tem o risco de transmissão reduzido em pelo menos 96%. Esta estimativa foi obtida em dois diferentes estudos, HPTN 052 e Partner, conduzidos em diversos países e endossada por consensos médicos americano, britânico, canadense e, mais recentemente, sueco.

Esses consensos traduzem essa estimativa matemática de risco de transmissão a partir de um soropositivo em tratamento e com carga viral indetectável como “negligenciável”, “mínimo” e “muito baixo”, de acordo com o tipo de sexo, oral, vaginal ou anal, e, no caso do consenso sueco, como “bastante reduzido” para o compartilhamento de seringas durante o uso de drogas injetáveis. Com camisinha e carga viral indetectável, os americanos afirmam que a redução no risco de transmissão é de 99,2%. Parece bastante! Mas será que isso é suficiente para poder me sentir totalmente seguro a respeito da minha transmissibilidade? Para responder à essa pergunta, me pareceu coerente fazer a comparação mais natural de todas; aquela que eu faria, se ainda fosse soronegativo:

“— Um parceiro sexual que faz o teste de HIV e tem resultado negativo é mais seguro do que eu”, disse eu ao Dr. Esper. “É o que dizem esses estudos, HPTN 052 e Partner.”

Nesse momento, o doutor fez que não com a cabeça.

“— Não, Jovem”, disse ele. “Acho que você entendeu errado a mensagem desses estudos. Você é mais seguro do que isso”, corrigiu o doutor. “Vou tentar explicar melhor. Em primeiro lugar, em ciência não existe nada 100% seguro. Em segundo, a margem de redução na transmissibilidade que observamos em pessoas como você, que têm HIV e cuidam da saúde, tomando antirretrovirais e mantendo a carga viral indetectável, é muito alta. Mais alta do que outros métodos de prevenção já observados. Por isso, sabemos que pessoas como você não transmitem o HIV, mesmo em caso de falha no uso da camisinha.”

“— Ainda assim, doutor, soronegativos não tem HIV…”

“— É verdade. Entretanto, eles correm um risco que você não corre mais: o de se tornar uma ‘pessoa de sorologia desconhecida’, um sorointerrogativo, que é um parceiro sexual potencialmente portador do HIV sem saber e, nesse caso, altamente transmissor do vírus. Sempre que um soronegativo fizer sexo desprotegido e, em seguida, não realizar o teste de HIV respeitando o período da janela imunológica, ele é um sorointerrogativo.

Você, por outro lado, é um indivíduo que sabe da sua sorologia positiva e que cuida da saúde, tomando antirretrovirais consistentemente. Por isso, mesmo em caso de falha no uso da camisinha, você está protegido de ser contaminado novamente pelo HIV, pois os mesmos remédios que você toma para controlar o vírus também funcionam como prevenção, e de transmitir o vírus, pois tem sua carga viral indetectável.

Nesse sentido, considerando o risco que os soronegativos têm, de se tornar sorointerrogativos, é, sim, mais seguro manter um relacionamento estável com uma pessoa como você, que vive com HIV, ciente da sua condição, diagnosticado e que se cuida, tomando os antirretrovirais, fazendo exames trimestrais e mantendo carga viral indetectável, do que com uma pessoa soronegativa, que eventualmente pode ‘pular a cerca’ sem camisinha e contrair HIV.

É importante salientar esse risco em soronegativos porque, nestes estudos que você mencionou, infecções ocorreram, sim. Em nenhuma delas a origem da transmissão veio do parceiro soropositivo que estava indetectável: todas se deram em situações em que o parceiro soronegativo teve uma relação desprotegida fora do relacionamento estável, provavelmente com alguém que este presumia ser ‘seguro’.”

“— O que esses estudos descobriram é impressionante!”

“— De novo, não é bem assim, Jovem. Ninguém descobriu nada. Quando saiu o resultado do HPTN 052, falei com o médico que coordenou o estudo, a fim de parabenizá-lo por sua fascinante descoberta. Afinal, este é um dos trabalhos na área de HIV mais citados e comentados desde sua publicação. Ele imediatamente me corrigiu e disse: ‘Esper, nós não descobrimos nada. Apenas confirmamos o que já era observado desde o início da epidemia'”.

Depois de uma breve pausa para que eu assimilasse o conteúdo, o doutor continuou:

“— Jovem, não existe, na história da epidemia, um único caso registrado de transmissão do HIV a partir de quem foi diagnosticado, faz tratamento e tem carga viral indetectável. Simplesmente isso não foi documentado na literatura médica até hoje. Ou seja: o controle da carga viral no sangue também controla a carga viral nas secreções genitais.”

“— Eu não apresento risco algum de transmitir HIV?”

“— Não. Só teria se parasse de tomar seus remédios.”

“— Então, doutor”, prossegui, depois de refletir por um instante. “O maior problema do HIV é um problema de imagem?”

O doutor assentiu com a cabeça.

“— Sim. A imagem que o HIV carrega é muito negativa, grave, pesada. E é isso o que mantém vivos o preconceito e a discriminação.”

Saí de seu consultório me sentindo feliz, mais leve. Certo de que não havia razão para manter hasteada em mim qualquer bandeira de quarentena. Mas foi nesse mesmo instante que uma voz ecoou na minha cabeça. Se era o advogado do diabo ou inconsciente coletivo, eu não sei. O fato é que, cada vez mais alta, ela questionava tudo o que eu acabara de aprender. “E se os estudos que concluíram tudo isso estiverem errados?”, dizia. “E se o doutor estiver errado?”

Diante disso, isto é, diante da constatada alforria do risco de transmissão ainda questionar irracionalmente tudo o que acabara de aprender, percebi que eu mesmo sofria com o imaginário temeroso do HIV. Concluí, triste, que ter HIV é viver enfrentando essa imagem negativa, mesmo que total e comprovadamente insubstanciada. Uma batalha constante, sempre que quem tem HIV contar para o outro, o que quase sempre quer dizer ter de convencê-lo de que não somos repugnantes, que não somos um monstro.

Apesar disso, o desejo de contar e ser compreendido prevalece. Queremos muito mudar a ideia das pessoas a respeito do HIV! Queremos poder falar sobre o vírus sem, com isso, causar medo, espanto e pânico. Sem assustar as pessoas e fazer com que nos olhem com dó ou desprezo. Queremos poder contar que temos HIV numa conversa normal, na mesa de um bar ou no café do trabalho, assim como um diabético conta que tem diabetes. O fim da quarentena de quem tem HIV e toma antirretrovirais já é cientificamente possível e, agora, é hora de ser socialmente aceito. Mesmo sabendo que não representamos perigo, é preciso que os outros reconheçam isso também. Mas alcançar essa mudança toda, certamente, é um obstáculo difícil!

Talvez, exatamente por conta dessa dificuldade, acompanhar de perto as notícias da pesquisa da cura seja tão importante para muitas das pessoas que vivem com HIV. É a única saída no horizonte. É como se o fim do vírus fosse mais provável do que o fim do estigma. Para estes, o verdadeiro dia da alforria será o dia cura, quando deixaremos para trás de vez o asqueroso vírus. Aliás, nem basta que seja qualquer cura: a cura “funcional”, em que o vírus continua no organismo, mas em quantidade tão pequena que é incapaz de se multiplicar e de ser infeccioso, não é suficiente. Embora a cura funcional do HIV já tenha sido alcançada em estudos com alguns pacientes, e, inclusive, referida como já sendo o nosso caso atual, o caso de todos os que tomam antirretrovirais consistentemente, ela não extirpa o responsável pelo imaginário aterrorizante. Portanto, não serve! É preciso que a cura seja “esterilizante”, quando cada pedacinho do micróbio é expurgado de cada uma das células, tal como obtido com o “Paciente de Berlim”, Timothy Ray Brown. Apesar de mais difícil para a ciência, e por mais que outros patógenos, como citomegalovírus, toxoplasmose e tantos outros, sigam na contramão dessa premissa, o sonho continua sendo esse: não ter mais nenhum sinal do vírus no organismo.

Os menos radicais, como eu, embora não deixem de desejar a cura também, estão satisfeitos com menos. Primeiro, com novas e inteligentes campanhas de prevenção do HIV e controle da epidemia, como a Help Stop the Virus, da Gilead Sciences.

Em segundo, mas não menos importante, com amplo reconhecimento e divulgação da análise dos resultados de estudos como HPTN 052 e Partner, ou mesmo outros estudos similares, onde, até agora, já foram analisados mais de 6 mil casais sorodiscordantes e a amostragem de transmissão a partir dos parceiros em tratamento e indetectáveis foi, literalmente, zero. Mas será que é possível explicar tudo isso à toda uma população?

Fazer alguém entender tudo isso parece algo distante demais. Me parece tal como afirmar que algumas das complexas teorias de Albert Einstein são hoje fatos comprovados: falar que o tempo é relativo, convenhamos, é quase compreendido como entretenimento! No fundo, quase ninguém vê a aplicação prática em suas vidas. Na mesma medida, o conhecimento leigo ainda está anos-luz atrás do que os médicos mais bem informados sabem sobre transmissibilidade do HIV. De tão distante, a própria campanha Help Stop the Virus prefere começar a explicar do zero e anuncia: “esqueça tudo o que você sabe sobre HIV”.

Então, comecemos do zero. E busquemos por algo mais simples. Quem sabe, algo capaz de resumir todo esse conhecimento num único termo, tal como PVHA fez no passado. No fim, a solução dos ativistas parece ser a melhor mesmo! Entretanto, será que é possível encontrar um termo capaz de contemplar a substanciada sensação de segurança que as pessoas já podem sentir diante de quem tem HIV e se cuida com antirretrovirais, na mesma medida – senão maior – do que a segurança que sentem com seus parceiros e parceiras de sorologia sabidamente negativa? Será que podemos difundir algo que os jornais, governos, blogs e, principalmente, as pessoas passem a usar, de maneira ampla e corriqueira, como o termo mais correto quando se referirem ao nosso caso: pessoas diagnosticadas com HIV e que cuidam da saúde? Será que é possível contar que tenho HIV e, ao mesmo tempo, não despertar medo e fazer entender que não represento um risco porque sou alguém que cuida da saúde e faz tratamento antirretroviral?

Pesquisando, descobri que não estou sozinho nessa busca. Pelo menos três campanhas já tentaram fazer isso. Uma delas, liderada pela organização canadense Aids Vancouver, chegou lá.

Nela, ao invés de procurar algo novo e revolucionário, usou um termo simples, comum e já conhecido por muita gente: indetectável, a nova face do HIV, a terceira condição sorológica. A condição de quem não transmite o vírus, porque cuida da própria saúde, tomando corretamente seus antirretrovirais. A condição de quem pode ser tratado por outros médicos a partir das mesmas premissas de um soronegativo, em quase todos os aspectos. A condição de quem tem expectativa de vida igual a de soronegativos. A meta de qualquer um que for diagnosticado positivo para o HIV. A condição de quem não precisa ser visto como perigoso. A condição de quem não precisa lembrar do vírus no seu dia-a-dia, pois sabe que este é apenas um vírus, e nada mais.

“— É bom esquecer o HIV?”, perguntou o Dr. Esper, em nossa última consulta.

“— É ótimo!”

O doutor, que me escutava enquanto prescrevia a receita de meus próximos exames, interrompeu o que fazia. Parou, olhou para mim por um instante, e disse:

“— Nos faz sentir humanos novamente. Não faz?”

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Publicado por

Jovem Soropositivo

Jovem paulistano nascido em 1984, que descobriu ser portador do HIV em outubro de 2010. É colaborador do HuffPost Brasil e autor do blog Diário de um Jovem Soropositivo.

607 comentários em “Esqueça tudo o que você sabe sobre HIV”

  1. que bom que você nos escreve com simplicidade e eficiência, isto tem me ajudado muito a sair da minha “quarentena” de 8 anos… quanto mais informação, melhores vivemos e deixamos os que estão juntos de nós tranquilos!!!!

  2. Tão magico tudo isso, me sinto tão bem em ler e reler essas informações. obrigado por indiretamente me fazer mais forte e acreditar que eu posso ser uma pessoa feliz, sair da minha propria quarentena é o primeiro passo.

    1. Descobri que estava com hiv em maio do ano de 2015, de inicio vi meu mundo desabar e só pensava quando iria morrer, minha filha pequena e tal. Mas, atraves deste blog e de outros mais, me fortaleceu a esperança de viver sem problemas nem neura, se desejaria não ter o virus! com certeza. .. Quase um ano após o inicio do tratamento, ESTOU INDETECTAVEL A TRES MESES. Familia ate hoje não sabem, não que tenha medo de contar, mais porque não me vejo obrigado a isso, emprego tambem.as vezes ate brinco dizendo que ha males que vem pra bem, pois com isso consegui sacar meu fgts e saudar dividas pendentes. sim! porque o portador positivo, tem por lei o direito ao saque do fgts. e aqui estou eu na expectativa da cura tão esperada…

  3. Deus te abençoe por suas publicações. Me trouxe paz e tranquilidade, além de muita (muita mesmo) informação. Fui diagnosticado hoje e ainda hoje foi marcado exame confirmatório, mas confesso que assim que recebí a notícia, um desespero e mal estar tomou conta do meu ser. Eu achei que minha vida havia acabado.. Meu tio tinha HIV positivo e cuidou até o fim, mas isso sempre me gerou dúvidas. Desde que ele faleceu à cerca de 10 anos nunca mais pesquisei, mas sempre me cuidei, o que ainda me causa dúvidas de como contraí… Mas depois de suas publicações, já não é mais importante pra mim que eu encontre o porque, mas sim, que eu cuide e não transmita o vírus pra mais ninguém e possa seguir minha vida de forma tranquila e feliz como qualquer outra pessoa. Agora vejo que não será mais necessário espalhar para o mundo que possivelmente eu tenha o HIV, mas que mais importante que isso, é que devo me medicar e cuidar para ser um “indetectável”. Deus te abençoe por suas publicações tão esclarecedoras e tão tranquilizantes, e parabéns, por dedicar o seu tempo em fazer matérias tão reconfortantes e, mais uma vez, esclarecedoras. Agora vejo que posso continuar sendo feliz e continuar fazendo história, me amando mais, passando adiante o conhecimento cedido por você, agora mais do que nunca. Sempre orei pela cura da AIDS e Câncer, dois males que já afetaram minha família com tristes óbitos, e agora orarei ainda mais para que em breve esses vírus sejam apenas algo tão comum e tratável quanto a gripe.
    De todo o meu coração, o meu mais sincero,
    MUITO OBRIGADO!

  4. Boa noite a todos, gostaria da ajuda dos leitores. Sou soropositivo e estou fazendo o processo para estudar no exterior, na Holanda. Pelo os menus contatos com estudantes estrangeiros na Holanda, parece que não é complicado fazer as consultas e conseguir a medicação. A minha questão é que essas pessoas fazem parte da união européia, e não estrangeiros como eu serei. Queria saber de outras pessoas que passaram por isso se existe alguma dificuldade ou supresa que não esteja sabendo. Agradeço desde já a ajuda de vocês.

  5. Você é exceção, de um modo geral a maioria dos soro positivos continuam irresponsáveis, em pleno 2015, conheço soro positivos que sob a desculpa de não ter sintomas sai contaminando sem um pingo de peso na consciência, e seus alvos parecem assumir a mesma postura após descobrir a contaminação, é complicado avaliar o mundo alheio, mas desde a década de 80 pra cá somente pessoas inteligentes conseguem assimilar e se adaptar a um padrão de vida que seja seguro pra si e para quem não é soropositivo. Alguns recebem um vírus e algo mais, criam uma revolta e buscam uma vingança por algo que nem ela mesmo sabe o que é, parabéns pela postura responsável, é assim que se deve conviver com um problema que a meu ver foi criado em laboratórios (tentativa de criar um multiplicador de anticorpos através da duplicação do DNA, mas que acabou dando errado, multiplica o DNA porém destrói a célula) e disseminado pela vacinação em massa com o uso de pistolas para vacinar gado(método utilizado na década de 70/80).

    1. Percebi que, de um modo geral as pessoas mantém os mesmos hábitos sexuais que já tinham antes de se tornarem ou descobrirem ser soropositivo. “Se alguém não tem preocupação com a própria saúde, porque se preocuparia com a dos outros”

  6. Confesso que quando li o poste não sei como mas que luz sobrenatural para discorrer sobre o assunto , informações são poderosamente transformadoras, espero ter contato com a sua leitura cada vez mais, sempre me chamou a atenção esse assunto. Deus te abençoe. Humano espécie que ainda existe. Transmitir para terceiros uma empatia dar valor as pessoas.

  7. Sensacional suas colocações! Com certeza fruto de muita informação e estudo que compartilha conosco de forma simples e clara, ajudando a nos dar conforto e paz a nosso coração.
    Meu filho querido e amado acabou de receber a notícia de ser soro positivo e o estigma sobre a doença me desesperou…..
    Muito obrigada
    Ana

  8. Parabéns pelo texto. Ainda estou na minha fase de quarentena e querendo sair dela. Desde que fui diagnosticado me fechei mais ao mundo e até para família e amigos. Estou conseguindo aos poucos superar. Até certo dia não queria nem ler sobre o vírus, tampouco ler a bula dos remédios que tomo. Apenas me comprometi a ir ao médico, tomar medicação e tentar seguir…Agora estou encarando a realidade de frente e não ficar me olhando no espelho apenas como o HIV em pessoa.

  9. Sei lá… lendo mais uma página desse diário me senti “confortável”… acho que todos nós os Soropositivos se identificamos com essas diversas situações pela qual você passou. Dói, dói muito, receber um diagnostico desse, virar escravo de medicação – mesmo que simples mas diária – ter uma nova “identidade”, passar por um turbilhão de pensamentos quase que diário sobre essa nova condição, e etc… Sou forte, sempre fui, mas não é fácil JS… Rezo sempre pela cura, e estou confiante que esse dia vai chegar! Se Deus Quiser e em nome de Jesus!.. Porém JS até lá, o preconceito continua sendo o maior problema… Faz quase um ano que guardo esse diagnostico apenas entre minha “infecto” e eu, isso graças ao preconceito…
    Parabéns pelo blog…
    Ass: K

  10. Mais uma vez aqui, lendo, relendo, e novamente relendo todas as posts do blog, algo que já virou rotina… Acreditar que do outro lado da tela existem pessoas que vivem a mesma situação, mesmos pontos de vista, mesmos desejos, mesmos sentimentos e a mesma esperança, que isso tudo chegue ao fim de fato é animador. Fui diagnosticado em 01/06/2015, nasci denovo? Não !!! Acredito que apartir de então parei pra ver realmente que o mais importante de tudo e sim, a minha vida. Eu diria que essa notícia simplesmente veio para eu de fato olhar pra dentro de mim e me cuidar. Me relaciono com um soropositivo que já sabia de sua sorologia a dois anos. Com 8 meses de relação aí que contrai, descuido? Prova de amor? Loucura? Excesso de confiança? Não sei! Aconteceu. Hoje, o ombro que eu dava para ele continua intacto e isso se faz recíproco, mesmo ele ainda tendo sua quarentena arquivada, mesmo assim cuido dele como sempre e agora ele cuida de mim, na sua medida, não fazemos o uso de ARV’s pois para nosso infecto, (antes dele, agora nosso ) ainda não há necessidades, pois estão “normais” os nossos números de CD4 e CV baixa, palavras do médico, graças a Deus, mas o mais importante de tudo agora pra mim é gostar mais de mim e me amar mais ainda. Foi bombástico ?? Como para qualquer um, mas o fato de eu ser soronegativo antes e aceitar ele, me deu base para me aceitar e seguir adiante com força e fé, a luta não deve ser fácil, ainda é tudo muito novo pra mim, sonhos que será que vamos conseguir agora? Segredo pra sempre, cumplicidade eterna, medo do anonimato … mas ainda bem que existem pessoas como todos vocês aqui no blog, pessoas que mais do que tudo querem apenas, viver e viver bem em paz! Obrigado por cada publicação, e por cada comentário, acreditem, a força está dentro de nós. Jesus ama cada um de vocês e nos quer sorrindo, sintam todos, o meu imenso carinho, de coração .. De alguém que aceitou ser companheiro de um soropositivo e hoje vive a mesma realidade!!!! O amor supera, o amor uns pelos outros cura. Acreditem… Amém …

  11. Acabei de saber hoje, hoje mesmo (17 de agosto de 2015) estou preocupado, tenso. Mas procurarei ficar calmo. Podia ser pior. Podíamos estar em 1985. Mas, terei de esperar uns dias para pegar meu encaminhamento porque o lugar que me mandaram é do lado da minha casa. Isso iria me expor. Tentarei outro local. No momento não sinto nada. Mas, estou preocupado demais!

    1. “Eu do Rio”, quando fiquei sabendo que eu era soro positivo, meu mundo caíu!
      Se vc cuidar da sua saúde direitinho…, tudo ocorrerá a mil maravilhas.
      Quando eu descobri, meu CD4 (3 anos atrás) estava super baixo, hoje eu estou muito bem de saúde.
      Sorte para vc amigo…., e tenha fé!!!

  12. Descobri há 1 mês e fiquei sem forças.
    Minha família soube junto comigo, me apoia e fortalece. Sou muito agradecido a eles.

    Mas mesmo assim. Eu não me sinto bem. Me sinto pra baixo sempre, sem vontade de fazer nada. Eu sei que a vida continua, mas…

    Comecei meu tratamento dia 11/08 com tenofovir, efavirenz e atazanavir.
    Tive algumas reações de tontura e enjôo, mas tudo bem. O que “pegou” foi que fiquei bem amarelado, e com isso troquei de remédios.
    Agora tomo o 3 em 1 e aguardo o resultado da genotipagem.

    Meu resultado de CV foi de 180.000 e CD4 250.

    Agora estou com herpes zoster na mão e braço direito já medicado.

    Fui informado que tomando os arv’s a CV baixa muito mais rápido que o CD4 sobe.

    Minhas duividas são, você tem +/- uma noção de quanto tempo o CD4 aumenta consideravelmente? E quanto tempo tomando os arv’s a CV já chega a indetectável?

    Tem algum grupo, ou lugar onde seja possível essa interação entre os soropositivos? Ou por aqui seria o melhor local?

    Seu blog é muito bom! Eu me sinto mais tranquilo. Mais “normal” lendo seu site.

    Muito obrigado.

    1. Tomo o 3 em 1 há 1 ano, muito bom não sinto nada. Minha carga viral mantém indetectável, vivo uma vida saudável como qq soronegativo, porém me cuidando.
      Até me casei, minha esposa encontrasse grávida de uma menina e somos sorodiscordantes…

      1. Martins estou em uma relação soro discordante, vou me casar e meu noivo tbm tem carga indetectavel, sua esposa engravidou de forma natural ou com lavagem de esperma? Ela fez exames e continua negativo mesmo depois da gravidez?

  13. Gostei muito do seu diário. Muito esclarecedor e humano. Bem.Vou contar um pouco de minha história..espero q ajude alguém. Sou casado há 6 anos. Minha esposa veio adoecendo de uma tal maneira..q até achávamos q ela estava c câncer…pois. Os sintomas q ela estava tendo..eram devastadores. Cabelo caindo, unhas enfraquecidas., emagrecimento brusco., feridas nas pernas., fraquezas., dores., musculares., dor de cabeça.,tosse., furúnculos., herpes.,e feridas na boca etc..
    Fui c ela ao médico fazer uns exames: A enfermeira sugeriu q fizéssemos o teste do hiv. Deu positivo para nós dois. Pronto. O mundo desabou em nossas cabeças..Foi a pior sensação do mundo. Me senti sem chão. Me deu vontade de sair correndo de lá. Vieram as piores coisas na minha cabeça. Pois. Eu n queria acreditar e nem aceitar. Saímos de lá arrasados!
    Fomos para casa. Chegando em casa nos abraçamos… Choramos… E logo depois..sentimos q estávamos juntos. Que tínhamos um ao outro. Para apoiar.,proteger. Enfim
    Seguir em frente., afinal..n era o fim do mundo., muito menos da vida. Era o recomeço de uma nova vida. E
    do nosso relacionamento q juramos., amor eterno: Na alegria.,na tristeza., no amor e na doença.
    Resumindo: já fazem 2 anos., essa nossa descoberta. Que tiramos como lição de vida!
    Nos cuidamos mais., sem cobrança de culpa.
    Trabalhamos., nos divertimos., levamos a vida numa boa. E é assim q deve ser. E nós amamos cada vez mais.
    Claro! Q no começo foi um choque!!!
    Mas.primeiramente tenha Deus no coração. E se ame…
    E cerquece de amigos verdadeiros. Quem te ama de vdd irá entender. E n terá nenhum preconceito. E os q tiverem.. Deixe -os. Pois., se eles n amam o próximo.. Quem eles poderiam amar?
    Mas. Ninguém eh obrigado a contar sua soropositividade. Ok.?
    Sejam felizes do jeito q quiserem.
    E quem for solteiro! N fique c medo ou vergonha de se relacionar. Com certeza irá encontrar alguém muito bacana e com uma alma verdadeira. Não desista nunca de buscar a sua felicidade!!!
    A gente nasce sem pedir
    Morre sem querer
    Viva o intervalo.
    Estamos aqui nesse mundo só de passagem. N deixe o tempo passar. Passe junto c ele
    Vivendo e aprendendo
    Um abraço.
    Amigo.

  14. Acabei de descobrir estava meio perdido , terça foi minha primeira consulta com o infecto , ontem já comecei a tomar o retroviral, estava numa pilha mas vejo que posso ser uma pessoa normal , viver normalmente , quero entender e aqui já encontrei algumas respostas .

  15. Descobri dia 16/9/15 ou seja a menos de um mês, que meu esposo que vive comigo a 18 anos é soropositivo, no mesmo dia ele me conta da traição, que fez o teste por acaso que deu positivo , que eu poderia ter e o pior que meu filho que faz três anos dia 10/10 podia também ter pois eu ainda
    Amamentava , Deus estava lá pois deu negativo pra mim e meu filho, e quando digo graças a DEUS , não digo por achar que somos melhor que ninguém, mas porque clamamos pela misericórdia de Deus a noite toda e ele sabia que não suportariamos o fardo de saber q nosso filho inocente mamando no peito, por eu conciderar ser o melhor pra ele ,passar por isto, eu perdoei meu esposo, ainda tem a tal janela mas creio no milagre, e peço a DEUS todo dia que mostre aos cientistas a cura.

  16. Parabéns! Muito bacana e tenhamos fé nos cientistas para a cura. Mas enquanto isso não acontece peço do fundo do coração que possamos viver em paz e sem preconceitos. Existem também muitos médicos excelentes que além de tudo são muito humanos e capazes de ajudar!

  17. Só quero deixar o meu muito obrigado! Descobri sexta feira dia 09/10/15, que sou soropositivo, e tenho minhas consultas marcadas para a próxima semana. Pelo menos um pouquinho de todo o medo me tirou dos ombros. Posso ir mais confiante às consultas, e encarar o tratamento ainda mais firmemente! Novamente, muito obrigado!

  18. Você, não tem noção do bem que me fez ao ler este texto. Chorei. Espero que todos um dia chegam a esse conhecimento. Parabéns e muito obrigado.

  19. Gostaria de orientacao. Sou soro ha 5 anos e desde que descobri namoro um sorodiscordante. Terminamos o namoro a um tempo e estou perdida. Nunca me relacionei apos a descoberta e nao sei se conto minha sorologia ja de cara,se vou ficando e deixo rolar. To mto insegura e com muito medo. Por favor quem passou por essa situacao me mande email. Preciso mto de ajuda. Obrigado. Email versao20112011@hotmail.com

  20. Ontem fui pegar o exame confirmatório e, como imaginava, foi reagente para HIV. Nesse período em que estive aguardando o resultado li algumas vezes o seu blog. Quase foi em 18/10 o meu resultado também. Agradeco pelo compartilhamento de informações úteis pra evitar que pessoas que, como eu, tenha tomado conhecimento de sua sorologia positiva a pouco tempo não acabe se sabotando. Sobretuto num momento em que isso é o que menos precisamos. Obrigado!

  21. tenho a certeza de que tudo isso passará um dia,breve estaremos vivendo em um mundo no qual esses problemas não mais existirão,são promessas de nosso criador… eu sou soronegativo mas comecei a me interessar pelo assunto quando fiquei muito doente,pois eu bebia muito e vivia transando sem camisinha,adoeci e quando fui me consultar a médica disse que eu estava com sintomas de quem poderia está com HIV,quase eu morro de susto,não dormia de preocupação,mas tomei coragem e fiz os exames e graças a DEUS todos os 8 exames deram negativos. esse acontecimento serviu de exemplo,pois agora me preocupo mais com minha saúde e sempre me previno…minha companheira também fez,pois eu estava muito preocupado com a saúde dela,e também negativo. sempre que eu puder estarei aqui pra conversarmos meus amigos…

  22. ha + ou – 5 meses atras vi uma reportagem no jornal hoje sobre um pesquisador brasileiro que descobriu em sojas modificadas um tipo de gel capaz de neutralizar o virus e a doença não se desenvolver,segundo ele só faltava uma indústria farmaceutica interessada em produzi-lo ou seja financiamento. não ouvi mais falar sobre o mesmo,mas seria bom se aprofudarem mais no assunto. abraço a todos…

  23. Olá, pessoal;

    Tenho lido o blog desde 14 de outubro de 2015, sim, duas semanas atrás. As palavras do Jovem Soropositivo me acalmaram desde o primeiro dia, sempre que eu me desesperava, vinha aqui ler mais algumas matérias e comentários de pessoas vivendo com HIV. E sendo felizes.
    Antes eu tinha medo, agora, com 23 anos, terei que encarar de cabeça erguida.

    Uma das minhas maiores preocupações era mesmo com a lipodistrofia. Pois foge do controle, não é mais só você lutando contra o vírus mas também todos os que começariam a se compadecer da minha situação.

    Quero lutar minha luta sem pena. Sou humano, cometi um erro que muitos cometem, mas carregarei a evidência para sempre até que se prove o contrário (cura).

    Ainda não fiz o teste de carga viral e CD4, portanto ainda não estou tomando qualquer medicamento. Mas acredito que assim como a maioria, tomarei o 3×1 (Atripla). E fico imensamente aliviado de saber que lipodistrofia não tem mais o poder destrutivo que tinha nos medicamentos mais antigos.
    Eu me julgava um rapaz inteligente, sem preconceitos e um ávido pesquisador. Mas agora vejo o quanto eu era ignorante perante o HIV. Até porque antes de contrair o vírus, a única coisa com a qual eu me preocupava eram os sintomas da fase aguda. Tolo que sou.

    Enfim, resolvi lutar esta luta e aos poucos deixar que o HIV me permita apreciar a vida de maneiras mais sutis, ter menos pressa de viver e me amar bem mais.
    No primeiro dia eu me senti um vírus gigante com um pequeno ser humano dentro. Agora começo a me reconhecer como um grande ser humano e um respeitosamente poderoso vírus no meu corpo.

    Aqui meu primeiro desabafo online.
    E meu contato, sendo que nunca conversei com nenhum soropositivo sobre o assunto.
    derek.discoverer@gmail.com

  24. ola, sou soropositivo a nada menos 25 anos, carga viral indectavel, posso ajuda los
    quem quiser me add ni zap 19 9 9694 4545

  25. Ler isso me deixou muito feliz
    Descobri que sou soropositivo há dois dias atrás
    E esses dois dias estão sendo os piores da minha vida
    Aonde eu não aceito
    Penso só em suicídio
    Não como, não durmo
    Só choro
    Parece que a minha vida acabou.
    Hoje eu lendo isso
    Estou me sentindo melhor
    Abriu minha mente
    Vai me ajudar abrir a mente do meu próximo parceiro.

    Agora percebi
    Que posso viver uma vida Normal
    E eu cuidando da minha Saúde
    Não corro o risco de passar pra ngm

  26. DEscobri a um mes..mas não tive coragem de me mexer….ontem após ver uma campanha na tv onde o rapaz ta na corda bamba e de repente poe uma venda e cai…Resolvi perder o medo…cheguei a queimar o resultado… agora nao sei oq fazer ? nao posso contar a ninguem minha mae e cardiaca …acabou de se recuperar de um infarto. TENHO um relacionamento estavel a 3 anos e NUNCA transamos sem camisinha….Só posso concluir que eu ja estava e não sabia. So sei que qro me tratar longe de casa se possivel fora do RJ ..nao sei se procuro um medico particular ou não? pq tenho pavor da exposiçao do sus. alguém me ajuda ..tenho 31 anos.

    1. Atualmente no Rio de Janeiro, qualquer clínico geral nas clinicas da familia pode dar o primeiro atendimento, com exames e se preciso com medicação Você só será encaminhado para um infectologista caso precise de maiores cuidados. Dessa forma se encontrar algum conhecido não precisa ficar com receio. Nos primeiros 6 meses as consultas são frequentes. Depois passam a ser a cada 2 ou 3 meses somente para pegar receita da medição. Espero ter ajudado. E não se preocupe essa sensação de agora vai passar e com o tempo só vai ficar o inconveniente de ter de ir ao médico regularmente.

  27. Ola, primeiro gostaria de parabenizar pelo texto, me ajudou bastante, eu me descobrir soropositivo tem uma semana, estou pirando as vezes eu acho que Aceito e vou tentar me controlar , mas as vezes vem uma culpa uma revolta porque eu sempre me cuidei, mas to tentando, ja fui no Cedhap fiz o exame de carga viral, e a consulta com infectologista está marcado para 14 de janeiro, meu medo e que eu tenha alguma coisa ate la, tirando linfodos inchados e a garganta infalamada, nao to sentindo nada so uma leve resfriado, mas como ja li na internet das doenças oportunistas eu estou apavorado, de até a consulta eu ficar doente, sei la eu tinha muitos sonhos, estou estudando e as vezes nao sei se conseguirei realizar mesus sonhos, minha famila não sabe,apenas dois amigos que vem me ajudando , prefiro que minha familia não saiba, não quero fazer eles sofrerem, mas espero que consiga ficar bem ate a data da consulta , e ler os depoimentos vem me ajudando bastante , obrigado pelas palavras de todos.

    1. sua família ão precisa saber, coloque sua cabeça no lugar , pois de agora atéo dia da sua consulta, vc não ficara pior, coma bem, beba muita água, e durma bem, comece a tratar seu psicologico, você esta bem, e não vai acontecer nada ate a consulta, tome a medicação necessária que sua infecto falar, e conte tudo a ela. Como vc sabe, o que vc esta sentido são ja sintomas do que vc pegou, mas tbm pode ser um simples resfriado. Vc nao terá doenças oprtunistas , se cuide ! e tudo voltara ao normal, o Hiv é algo tratável, é so seguir o tratamento e vc estara bem.

  28. Lucas

    Te acalma. Tudo vai dar certo. No início é assim mesmo, parece que até quando espirramos é culpa do vírus. Bota a cabeça no lugar, o aspecto psicológico é fundamental.
    Não é o fim do mundo. Fiquei sabendo que era + em fevereiro 2015. Difícil é, mas decidi que psicologicamente não iria sofrer. Fiz todos exames, fui a consultas, comecei o 3×1, tomei várias vacinas e a vida seguiu normalmente.
    Abraço.

  29. Oi, Pessoal!!Gostei muito do texto, muito esclarecedor, descobrir que sou soropositivo no dia 15.12.2015, essa semana,eu sei que parte foi culpa minha, estou desolado, vivendo pelas margens literalmente, minha família não sabe, meus pais nem podem desconfiar se não vai ser mais noites mal dormidas, eu não paro de me culpar, raiva e ódio, que sinto de mim mesmo, e o pior eu nunca tinha feito o exame, a outra pessoa que me passou tbm não sabia, ou sabia e mentiu, essa semana inteira estou fazendo os procedimentos, estou cansado, e rezando para que a minha CD4 esteja baixa, pelo menos, vou saber só daqui a 30 dias, que deus me der forças, e que todos fazemos uma corrente de orações, uns pelos outros, porque sinceramente, eu não consigo esperar nada do amanhã, minha mente ta vaga, eu não sei o que pensar, só consigo pensar no medo, apenas no medo. Obrigado!!

  30. Prezados. Li cada um dos comentários e acabei de ter mais uma grande lição de vida. Não sou soro positivo mas sou humano como todos vcs. O poder da mente tem que ser o maior aliado. Com fé em Deus a cura absoluta chegará com brevidade. Que Deus abençoe a todos.

  31. Bom dia a todos hoje quinta-feira dia 24/12/2015 descobrir que sou soropositivo 1,601 reagente, estarei fazendo outro para concretizar o exame, estou muito preocupado com a minha esposa, porque também não sei como peguei, fizemos um exame no meio do ano e estava tudo ok, agora recebo esta noticia, estou muito triste, não paro de chorar, minha esposa falava que eu era uma pessoa que não chorava, pois estou chorando a todo tempo, rezando que o segundo exame seja diferente, já assistir vários videos alguns me deixaram tranquilo outros não!! não tenho sintomas de nada, não tenho gripe, garganta inflamada , não sinto nada, pois estou com medo de não aproveitar esta época maravilhosa do ano.

  32. porque existe pessoas que tem coragem de passar isso para outra pessoa, sabendo que e algo que ninguém deseja, mais ainda existe ser humano que tem coragem de fazer isso com outro !!
    gostaria de uma ajuda de alguém que tem isso e tem uma vida normal, filhos, passeios, festas, viagens, porque estou ficando com muito medo de não chegar aos 70 anos velho com a minha esposa em uma cadeira de balanco, ainda estou na fase que os medicos estão vendo como está e se tem, mesmo assim a palavra e muito forte e penso nela a todo estante. vou ao banheiro penso que e por causa do sintoma. posso beber cerveja??? obrigado a todos e força porque e bem difícil.

    1. Não tenho HIV, mas você vai ter tudo isso sim! Meu ex-namorado descobriu que tinha a doença e namoramos por longos anos. Por outros motivos nos separamos mas continuamos bons amigos. Muitas pessoas entendem que isso não muda nada. Caso você tenha a doença, saiba que você vai ter sim uma vida normal e vai poder envelhecer como qualquer outra pessoa. Não existem sintomas reais da doença e a não ser que você não se trate, nada vai te atrapalhar a ser saudável! E sim, pode tomar cerveja à vontade! Não faz diferença alguma!

      1. obrigado Claudio!! ainda estou na espera porque os médicos não me deram os exames confirmatório western blot. porque ficaram na duvida já que a porcentagens era baixa, começou 1.678 e depois foi para 1,600 e minhas taxas todas normais. então estou no aguardo, minha esposa já fez o dela e deu negativo. então sofrendo um pouco com ansiedade. mais agradeço as suas palavras de conforto.

  33. Antes de qq coisa, parabéns pelo site, que é um serviço de utilidade pública, importantíssimo. Tenho uma dúvida e gostaria de saber se os amigos podem saná-la. Quem está cumprindo regiamente o programa da TARV (tomando o 3×1 todo dia) ainda assim corre risco de superinfecção, ou seja, de se contaminar com outra modalidade do HIV? OU a TARV funciona mais ou menos como o PrEP? Digo isso a propósito do seguinte trecho do post:

    “Você, por outro lado, é um indivíduo que sabe da sua sorologia positiva e que cuida da saúde, tomando antirretrovirais consistentemente. Por isso, mesmo em caso de falha no uso da camisinha, você está protegido de ser contaminado novamente pelo HIV, pois os mesmos remédios que você toma para controlar o vírus também funcionam como prevenção, e de transmitir o vírus, pois tem sua carga viral indetectável.”

  34. Oi gente, em 25/05/2013 fui a um bar e passei a noite e madrugada bebendo e acabei me embriagando, no ínterim uma mulher apareceu e acabamos no motel, perguntei se ela tinha camisinha e ela respondeu: “que camisinha que nada”. Mesmo bêbado eu estava resistindo a transar sem camisinha mas ela acabou me convencendo e alem fo mais eu estava excitado mas, quando fiz a primeira penetração, me bateu um desespero tão grande – eu tirei o pênis rapidamente, nem sei se ejaculei ou não depois de ralhar com a safada saí desesperado do motel e passei os piores momentos psicológicos de minha vida medo de ter pego hiv. Logo no começo tive uma diarreia que durou mas de duas semanas e, por saber que é um dos sintomas agudos do hiv, fiquei louco de desespero. Fiz 2 exames mais não tive coragem de pegar os resultados. Rejeitava as mulheres que se interessavam pois se estivesse + jamais revelaria. Não me relacionava com ninguem.Foram mais de 2 anos de puro sofrimento, tentava fingir que estava tudo bem. Quando falavam em hiv sentia como se tivessem falando de mim. Finalmente decidi que tinha de fazer o exame para resolver minha vida. Soube que os exames antigos ainda constavam no sistema e os peguei – estavam negativos mas foram feitos no período da janela imunológica, assim, precisava fazer outro. Fiz em nov/15 e graças a Deus deu não reagente.Vivi 2 anos e meio como se eu fosse soropositivo sem ser. Por isso eu acho que compreendo os que sofrem por estar nessa situação. Hoje o fato de uma pessoa ser soropositiva não seria impecilho para namorar e ou casar com ela. Um abraço e um beijo a todos.

  35. Este blog e uma luz para muitas pessoas!! Nao sou portadora do virus , mas tenho um grande amigo q me se dignosticou e quando ele me disse eu me senti na pele dele, como seria se fosse comigo? Fikei depressiva , fora do ar por alguns dias , de pensar como deve ser , q eu perderia ele a qualquer momento, mas dps conversamos e ele sim confirmou tudo q foi descrito aki, q se pode viver e ser feliz como uma pessoa normal, e o melhor e q vc se torna mais responsavel consigo msm obrigatoriamente ja q cometeu uma negligencia com sua saude no passado, ja confiei em varios ex namorados no passado , e hj penso q poderia ter acontecido comigo tbm!
    Desejo muita força pra vcs q estao se tratando e torço para q um dia as pessoas passem a ver a vida do soropositivo com outros olhos, assim como eu hj vejo!
    Um abraço a vcs! Força e fé

  36. Ótima matéria e bastante explicativa!
    Descobri que tenho HIV em 2015, num primeiro momento sofri ao imaginar em como contar para as demais pessoas do meu convívio social, foi quando percebi que não se faz tão necessário.
    Após os meus exames completos, fui ao CTA para a minha primeira consulta, os resultados foram surpreendentes, eu estou com a carga viral indetectável.
    Foi uma surpresa, não entendi direito, já estava me preparando para iniciar o tratamento com os remédios e assim controlar minha carga viral.
    A médica não me receitou nada e pediu novos exames.
    Passados dois meses, estava eu novamente ao CTA, no qual ela me confirmou estar indetectável novamente, esboçou um sorriso de ponta a ponta e ainda me disse que são casos como o meu que ela tem esperança.
    Confesso que fiquei feliz num primeiro momento, mas por razão das emoções, não consegui retirar muitas informações sobre assunto.
    Hoje me sinto indetectável, sem sintomas, mas com a insegurança de poder estar sendo um paciente de risco, justamente porque eu não estou fazendo “nada” para cuidar da minha saúde.
    Para piorar, estou a iniciar um relacionamento que apareceu de repente e estou na dúvida, já que se sou indetectável, não corro risco de transmitir, e mesmo com o uso da camisinha, estou protegendo o meu parceiro em dobro.
    Gostaria de maiores informações sobre pacientes indetectáveis naturalmente e qual o grau de risco que podem trazer ao próximo, caso haja uma situação de risco.

  37. Olá sou namorada de um portador e não vejo a hora de nos casarmos para termos nossa lua de mel, sou cristã e muito cheia de fé, creio que serei mãe de um lindo menino dessa relação de amor que Luciano e eu construimos. Não me importo com o pensamento alheio a vida é minha em tenho uma família que me apoia na minha decisão, de inicio todos se assustam mas depois compreendem, mesmo porque a medicina é 90% mas Deus 100%💑

  38. Jovem descobri seu blog hoje buscando um bálsamo para mais un dilema que atravesso, pois estou me envolvendo com um homem soro discordante e buscava um meio de contar a ele e não ter que passar (novamente) por esse momento de segregação que nos fere toda vez que o hiv é visto como uma diferença que nos impede de ter uma relação com quem gostamos. Depois de ler este post, fiquei mais certa de que não tem nada que me impeça de viver isso e que se ele não for capaz de entender isso, então não vale a pena. Obrigada por descrever o sentimento que nos acomete de forma tão clara e parabéns por falar com tanta lucidez sobre esse assunto “proibido” ainda, justamente pela ignorância. Espero realmente que essa realidade mude, assim como nosso prognóstico e nossas perspectivas de vida. Parabéns e continue por favor, escrevendo, suas palavras são importantes para a conscientização de mentes enferrujadas que ainda não têm essa compreensão.

  39. Parabéns pra vc!
    E só pra vc saber, sou portadora de uma DII. Doença crônica e sofro os mesmos e outros preconceitos e o meu sentimento é o mesmo também.
    Vc consegue e é mais forte q tudo isso!

  40. Achei incrível ler esse texto, acredito que ele abra a mente de várias pessoas, para que com isso não criem um pré – julgamento!
    Não tenho HIV mas procuro me informar muito e estar aberto sempre à tudo é todos!

  41. Bom dia.
    Sou técnica de saúde e segurança do trabalho, em uma transportadora de petróleo
    faço DSS para os motorista, gostaria de saber mais sobre AIDS/HIV.

    Primeiramente quero parabenizar-lo por seu blog, que sei que ajuda muita gente em desespero ao saber que é portador. Porém ainda tenho muitas duvidas com caso de um conhecido meu, que manteve relações sexuais, sem camisinha com minha amiga, sabendo ser portador do vírus HIV. Ele está cometendo crime? ele sabe que é portador do vírus e mesmo assim faz sexo sem camisinha com outras mulheres. Com minha amiga foi por varias vezes,eles namoravam e terminaram o relacionamento, graças a DEUS ela não se contaminou, ela fez o exame, já fazia mais de 90 dias que eles tinham se relacionado sexualmente, ela iniciou um novo relacionamento, e engravidou, deu pra ver que a mocinha não liga muito em se prevenir. Eu acho um absurdo ele saber que portador e não se preocupar em usar camisinha, Eu conheço algumas das mulheres que ele se relaciona sexualmente, Ele está colocando em risco a saúde e vida dessas mulheres? Eu comecei a pesquisar sobre HIV quando soube do caso dela, e também por causa da minha profissão, em meio minhas pesquisas na internet caiu no seu blog. O pouco que compreendi , sei que ele é um indetectável mais porém é portador. Ele pode transmitir a doença? ou está imune?
    Fiquei muito feliz ao saber que á essa nova face do HIV (indetectável)
    atenciosamente
    tec. de segurança do trabalho

    Geucilene Lima

  42. Meus parabéns ao autor do blog , tenho 15 anos , hj fez 8 dias que tive relações sexuais com uma pessoa, deis do primeiro dia , depois do sexo veio a minha mente , que ele poderia ter HIV , perguntei se ela tinha o vírus, ela disse que não mas mesmo assim , fiquei tão desesperado que comecei a ter dores na barriga, comecei a suar durante a noite , e hj vi que eu estava com uma coisa que talvez seja a úlcera, fiquei com tudo isso após ler sobre alguns sintomas, fiquei muito preocupado em pensar que eu poderia ser portador do vírus, isso mexeu com a minha cabeça , mas depois de ler este artigo fiquei mais tranquilo, literalmente mais tranquilo, e é totalmente ao contrario do que eu pensava, vc me ajudou muito , mesmo que quando eu for fazer o teste e o teste der negativo, eu irei concientizar as pessoas , que ter o vírus não é uma coisa digamos que ruim , mas que não é o fim , e que não acabou suas chances , pelo contrário, que ela pode ser uma pessoa mais tranquila do que os que têm o soro negativo, mas obrigado por tudo mesmo , se vc precisar de alguma coisa como divulgação algo do tipo pode contar comigo , o mundo precisa de mais pessoas como vc !!! Deus te abençoe, e que a Aids não seja mais um problema….

  43. Descobri o HIV em 1996, na época fiquei sem chão, tive um período de rebeldia quanto ao tratamento ( assim que tomava o DDI vomitava), hoje com 43 anos, tenho uma vida normal, vejo quanta coisa mudou. Faço uso do 3 em 1, minha carga viral é indetectável há anos e CD4 ótimo.
    Tenho um filho de 21 anos.

    1. ola! Existe um email que eu possa entrar em contato com voce? Sou filha de uma portadora de hiv. Minha mãe não sabe que eu sei da sua sorologia. Tenho muitos medos pois so tenho ela no mundo. Ela significa o mundo pra mim, e literalmente eu nao conseguiria viver num mundo em que ela nao exista. Talvez fosse reconfortante conversar com voce, ja que nao quero confrontar minha mae e causar alguma angustia a ela. Desde ja obrigada!

      1. Que lindo, Ju. Tenho certeza de que a sua mãe fez um ótimo trabalho na sua criação. Não tenho experiência com questões familiares, mas te aconselho a tentar se aproximar aos poucos, quem sabe mencionando o assunto como quem não quer nada (mas com todo o cuidado e pontualmente). Acho que, percebendo que vc tem a cabeça aberta no assunto, um dia, mais confiante, ela vai abrir o jogo com você. Boa sorte!

        1. Muito obrigada! Na verdade não faço questao que ela se abra, minha unica preocupaçao e se ela toma os medicamentos certinho, mas como ela esconde, não tenho como saber. Tenho, na verdade, são muitas angustias, em relaçao ao futuro e tudo mais, tenho varios problemas psicologicos e muitas angustias, portanto acredito que seria muito bom poder trocar experiencias e talvez desabafar com outros filhos de soroposotivos e ate os pais soropositivos e como eles imaginam e suas expectativas pro futuro junto a seus filhos. Eu amei conhecer essa “comunidade” que se formou nesse blog, nunca vi tanta solidariedade e sensatez num unico lugar! Muitos momentos de angustia em relaçao a minha mae e essa doença foram sanados pelos depoimentos que voces colocam aqui! Muito obrigada!

  44. Descobri que tinha HIV a cerca de 8 meses atrás…pra mim foi um choque, no início, pensei muito se iniciaria a terapia antirretroviral ou não, fiquei destruído no momento, um jovem de 20 anos, acadêmico de medicina com toda uma vida pela frente e ainda contaminado com os preconceitos das pessoas ao meu redor… Escondi durante cinco meses da minha família, minha carga viral se encontrava por volta de 609.000 cópias e o cd4 por volta de 309, com leucoplasia pilosa(sintoma que me ajudou a chegar ao diagnóstico) e com a ajuda de alguns sites como esse, do meu infectologista e alguns professores que me acompanharam no início do tratamento vou conseguindo vencer a cada dia… Meu corpo vem respondendo bem a medicação, fiquei indetectavel em um tempo de 4 meses, meu cd4 hoje se encontra por volta de 986, voltei a ganhar peso, voltei a fazer atividade física e por fim contei a minha família…Desde então venho tendo bastante apoio, me dedicando muito na área, participando de alguns trabalhos de divulgação e pesquisa e graças a Deus me livrei da minha maior contaminação, a visão borrada que a sociedade ainda tem de um soropositivo.Penso muito em constituir uma família, leio muito sobre os métodos para evitar a transmissão vertical do vírus e penso seriamente em prestar residência para área de infectologia em busca de diminuir o risco de um soropositivo recém diagnosticado ser atendido por um médico preconceituoso e despreparado, como muitos que vejo dentro dos ambulatórios.gostaria de dar os parabéns ao autor do blog… Deus abençoe todos nós e continuemos na luta… 👍🏻👍🏻👍🏻

    1. E como existem médicos preconceituosos ainda…mas tb existem aqueles que são anjos em nossa vida, portanto se possível torne-se um desse anjos. Boa sorte!

    2. Davi!!!! Continue firme na caminhada, estamos todos lutando e que futuramente o brasil possa ter profissionais como vc, e que deus possa iluminar teus caminhos e de todos que se encontram na mesma situação, e que nas horas de dificuldade, possamos orar uns pelos outros, deus te abençoe, e sucesso meu querido!!

  45. Oi sou novo na “área”
    Descobri que estava com HIV a um ano…
    Des de entao venho tomando os remédios…meu virus ficou indetectável,mas meu cd4 ta 380 eh normal?

  46. Pessoal, em primeiro lugar quero desejar a todos força e perseverança em todos os momentos! Vocês são pessoas esclarecidas e conscientes! Se todos fossem assim, em todas as áreas da nossa sociedade, com certeza estaríamos vivendo num mundo melhor. Gostaria da ajuda de vocês, principalmente, dos colegas que passam ou já passaram pela minha situação atual. Estou iniciando um relacionamento com uma pessoa que me afeiçoa e encanta, contudo, ela é soropositiva e eu soronegativo, ou seja, somos sorodiscordantes! O que eu faço? Que providências devo tomar? Como esses relacionamentos “caminham”… Estou tão confuso! Estou procurando estudar e me informar ao máximo sobre isso, mas gostaria de que compartilhassem comigo situações semelhantes! Um abraço

  47. Outra observação:

    Talvez eu já tenha adquirido o HIV a muito anos atrás.
    Neste período, vez ou outra eu passava mal, minha pressão baixava e algumas vezes chegava aos vômitos. mas, passava e eu voltava a viver normalmente.

    Só um amigo meu sabe o que estou passando realmente, meio que estou ancorado na palavras de apoio dele que é uma pessoa excepcional.

    Obrigado!

  48. Boa noite amigos.
    Estou aguardando os resultados dos exames.

    Mas confesso que estou com muito medo.
    Sinto que estou sumindo e emagrecendo.

    Tenho medo de ka estar num grau avançado da doença.

    Apesar de não ter nenhuma doença oportunista, estou muito preocupado em achar que estou demorando demais para ja entrar no tratamento.

    Me ajudem.

  49. Boa noite meus irmãos!!!
    Hoje é um dia muito importante para mim.

    Fiz os exames…aliás muitos exames e também inclusive hemograma completo.
    HIV – Amostra não reagente para honra e glória do senhor.

    Deus é pai….nunca duvidem disso.
    Coloquem todas as sua esperanças em cristo…pois, ele estará sempre conosco.

    Hoje é um marca para a minha vida, pois, depois de tanto sofrimento abri os olhos e vejo tudo muito diferente..Família, Deus, Caráter, a gente vive para nós mesmos e esquecemos do verdadeiro significado de nossa vida…DEUS PAI.

    Estou verdadeiramente feliz…muito feliz, pois minha agonia estava estampado em meu rosto,
    Estava vendo tudo que conquistei se desfazendo por um simples ato de fraqueza.

    Hoje, hoje estou bastante feliz e vejo que nada, nada mesmo tem sentido sem a presença de Deus Pai e Jesus Cristo.

    Mas, lendo muito sobre o assunto que aqui é abordado, sei o que hoje quem tem o Vírus está passando.
    Mas, quero deixar um recado:
    – Nunca desistam de Deus. Ele sempre estará ao seu lado.

    Se o moderador achar melhor não publicar este pequeno texto, tudo bem.
    Mas, só queria que soubessem que de agora pra frente, meu pensamento em relação a quem tem o HIV mudou. E vou sempre tentar dar meu apoio às pessoas que necessitam

    Fiquem com Deus!
    Acreditem e alcançarão a glória.

  50. Um sopro de vida.
    Descobri em exame de rotina q sou portador do HIV. Um amigo que trabalha em posto de saúde conseguiu agendar alguns exames de sangue e resolvemos fazer os demais, de dsts, e ele me trouxe uma placa de exame com duas listras, sendo a segunda bem fraca. Acho que ele ficou pasmo e sem ter palavras para me falar sugeriu que eu fizesse outros testes no posto de saúde da minha região. Mas não adiantou. A ficha caiu como uma bomba. E dalhe gooe, bateria de celar acaba, até q consegui com outro amigo, que dirigia pra mim, a foto do exame em questão é vi que a chance de erro de diagnóstico era de 0,01%.
    Acredito que quem passou por isso sabe como é se sentir. Não preciso narrar essa dor, já sabemos como é. Na hora torci pra que tivesse um câncer ou uma das doenças que causam erro no western blot. Que decepção. Eu era saudável e havia me descuidado. Erro única e exclusivamente meu. Morrer? É o pensamento certo que passa na mente de muitos. Principalmente um cara como eu, gay enrustido, do tipo homem que faz sexo com outros homens. Me relacionava com um cara assim, porém casado e com filhos, dediquei anos da minha vida a essa relação maluca e não estava feliz. Depois de anos de briga…. Deixamos de nos ver. No período q estávamos juntos eu já não tinha mais amigos, por que ele não aprovava ou tinha ciúmes. Era uma relação maluca…. Ele estava comigo no momento do exame, e o resultado dele não reagente, amém.
    Tentei me jogar do carro em movimento mas fui contudo por um abraço e muito choro. Ainda lido com a rejeição dele, que não vai passar. Dia seguinte eu estava trabalhando, fim de semana, sou militar, e cheguei a sentir o cheiro e o gosto da pólvora. Bom.. Isso tudo no início de abril. Não tem duas semanas. Ainda estou digerindo tudo isso. Me dói mais é o fato de que eu, já depressivo e sozinho, passe o resto da vida nesta quarentena auto imposta que narra o artigo. Obrigado por esse texto. Me dá alívio. Mesmo querendo morrer.

    1. Poxa, Nome. Um momento extremamente delicado para se passar sozinho. Venha sempre aqui compartilhar suas emoções e pensamentos conosco. Temos um grupo no Kik Messenger (app para celular). Apesar de ser novata lá, venho aprendendo e melhorando muito. Se você criar um perfil, deixa aqui seu nick pra ser adicionado. Sinta-se abraçado e fique bem (aguenta firme!).

      1. Oi Ju, como vai? Lendo o texto e os mentários, vi o teu. Tem um mês que descobri que sou soropositivo, estou aguardando resultado do meu primeiro exame de CD$ e quantificação do RNA do vírus…. Gostaria de participar desse grupo que vc mencionou, tenho medos, dúvidas e até agora só conversei com o médico que pediu os exames… Sinto que preciso de ajuda….

    2. Deus esteja contigo!!!

      Naão se desespere, Sou soro Negativo e sei bem o que você está falando…
      Pois, algumas semanas atrás também passei por esta tormenta por me descuidar…

      Gerou dúvida, fiz exames completos de Hemograma e também HVI.

      Não queria saber dos outros exames no dia que peguei os resultados.
      Quando vi escrito Não reagente nas duas análises Método ABBOTT e ROCHE…

      Os dois deram não reagente.
      Minha dúvida era por causa da minha perda de peso e massa muscular.

      Fiquei feliz e dei um grito de JESUS logo ali mesmo…e daí por diante não larguei a mão se JESUS mais.

      Hoje olho a vida muito diferente e respeito muitíssimo minha esposa e filhas.
      Fiz outros exames agora por outras causas…Provalmelmente estou com problema de TIREOIDE (Hipertireoidismo).

      Mas não sei ainda se realmente é isso…Pode ser tbm distúrbios piscologicos ou depressão profunda ou mesmo Estresse.

      Semana que vem vou pegar os exames.
      Mas, voltando ao assunto, seja forte. De agora em diante seus pensamentos refretem muito no seu estado emocional que poderá te ajudar muito.

      Se tem mente boa, seu corpo agradecerá.
      Quanto aos remédios, comece o quanto antes.

      Mas, fica uma dica para todos:
      – OLEO DE COCO EXTRA VIRGEM…dizem que é otimo para a himunidade do organismo.
      Se não me engano li algo sobre tratamento de HIV nas FILIPINAS com OLEO DE COCO EXTRA VIRGEM.

      Procure a respeito na NET (Dê Preferência ao (ORGÂNICO).

      Abraço,
      Deus esteja convosco!!!!

  51. Hoje faz 1semana que meu marido teve a confirmação da sorologia. E eu estou perdida, tentando entender o porquê, procurando uma explicação e tentando me manter forte. Mas não está fácil, até pq nem ele sabe como isso aconteceu, uma vez que ele diz que não me traiu com ninguém e não é usuário de drogas nem álcool. E não saber o como é muito ruim. Sei que tenho q me manter forte, mas só tenho vontade de chorar a cada vez que me pego pensando que ele está com HIV. Isso pesa muito. São quase 12 anos juntos, temos uma filha que acaba de completar 2anos e ainda mama no peito, e diante dessa descoberta a minha principal preocupação foi e é ela, mas no mesmo dia da confirmação do exame fomos num CTA e repetimos o exame dele que infelizmente deu positivo de novo, mas o meu não, não que o fato do meu ter dado negativo me faça me sentir melhor pq não faz, mas pela nossa filha sim. Eu ainda estou na janela imunológica, mesmo sem saber desde quando ele está com o vírus, afinal se não tivesse feito os exames de rotina talvez nunca descobríssemos. Mas não está fácil. Essa matéria me ajudou um pouco pois o meu medo maior acho que é da incerteza, se daqui a 10,15 anos ele vai estar aqui, se vai ver nossa filha crescer, se teremos outro filho, se de repente de uma hora pra outra pode começar a ficar mal,q essas coisas de futuro sabe?! As vezes penso q isso aconteceu justamente para que não pensemos no amanhã e aproveitemos o hoje. Mesmo sabendo que hoje há os remédios e que a qualidade de vida pode ser tão normal quanto a de quem não tem o vírus, talvez o fato de nao haver cura, do cuidado para a vida toda, sei la, talvez isso assuste tanto. Ele está bem, não tem nada,só uma dor de garganta e ja estamos preocupados se ele ficar doente, com medo de a partir daí, ele passar a ter algum sintoma, ou até mesmo uma doença oportunista mais séria. Ainda não passamos no infectologista, só em meados de junho, pois fará os exames semana na proxima semana e demoram para ficar prontos. Sei q não sei o q pensar, o q esperar, como encarar essa nova realidade que dói muito.

  52. Olá, recebi hoje (22/04/2016) meu diagnóstico conclusivo de Hiv positivo, estou desorientado e sem saber como será daqui pra frente, tenho 52 anos, divorciado, hétero. Apesar de saber que sou o único culpado do acontecido, pois meu comportamento descuidado por algumas vezes me fez chegar a isso, e apesar de não ser promíscuo ou irresponsável, confesso que meu erro foi passar a relaxar após uma terceira ou quarta transa, após já obter uma falsa confiança na parceira, um erro. Conheci hoje esse blog navegando sem rumo aqui na internet, vou levar os exames ao clínico geral na segunda feira e aguardar que me encaminhe ao especialista..enfim, achamos que nunca acontecerá com a gente, mas acontece. Espero conseguir continuar tocando minha vida normalmente sem me deixa abater ou me privar de viver a vida, não pretendo contar para ninguém, exceto uma amiga que é soropositivo há muitos anos, acho que ela poderá me orientar e me confortar com sua experiência.
    Fiz agora um perfil no KIK na intenção de conversar com pessoas na mesma situação e trocar palavras de conforto, se puderem me add no grupo, meu nick: mpm_2016
    Moro no Rio de Janeiro.
    Desde já agradeço ao criador deste blog, JS.
    Deus nos abençoe !

    1. Tenha a cabeça no lugar.

      Sou Soro Negativo e também por descuido, pensei estar com o Vírus por causa de emagrecimento repentino e perda de massa muscular. Felizmente não era nada e nem problema de Tireoide que o médico suspeitava. A causa, nunca vou saber. Mas, poderia ser Depressão, Estresse profundo ou coisa Tal.

      Uma coisa eu sei, Deus esteve comigo o tempo todo e falo mais, ele me resgatou, me tirou das trevas.

      Hoje, tempo me aprofundar mais sobre o assunto HIV e tento dar meu apoio.
      Tenha calma, seu estado emocional é muito importante nesse início.

      Ninguém morre mais com o VIRUS.
      Sei que a rotina muda muito. Porèm, já estão falando muito sobre uma possível cura.

      Que acho, aparecerá em meados de 2017.
      Existe uma equipe enorme no mundo todo em conjunto para a descoberta da cura.

      Mas, mencionei acima sobre o poder do Óleo de Coco e me parece que ninguém deu muita importãncia para o assunto.

      Saibam que é um poderosíssimo aliado em defesa do organismo.

  53. oii, galera, leio cada comentários aqui, e sinto a dor de alguns, sei que nao é fácil… enfim… tive uma relacao com uma pessoa soropositiva, realizei testes com 30, 60, 90, 120 dias negativo, e uma pcr quantitativo negativo tbm… mais nao seii, ainda sinto estar na janela imunoligica e positivar a qualquer momento.

    mais a vida que segue né….

  54. Olá Bom dia gente tudo bem. Achei a matéria mto esclarecedora. Hoje faz 3 dias que descobri que sou soroposito e não está sendo nada fácil para mim e minha família. Queria poder conversar com alguém sobre. Trocar experiências fazer amizades porque não está sendo nada fácil acordar e saber que mtas coisas vão mudar na minha vida amorosa, social no meu círculo de amizades. Porque ainda temos mtas pessoas preconceituosas e não estou preparado para tal preconceito. Já passo por isso pelo fato de ser Gay mais enfim gostaria de entrar em algum grupo de amizades no whats ou em outro aplicativo para trocarmos experiências ideias e fazer amizades. Desde ja agradeço ao jovem que nos esclareceu mtas dúvidas obrigado meu mto obrigado a vc JOVEM…..

  55. Boa tarde, acabei de descobrir que sou soro positivo, sou doador de sangue anos, Sempre cuidei da minha saúde, Sempre usei camisinha, o meu maior medo era ter o vírus, no dia 25/05/2016 quando fui doar sangue novamente, fui informado que eu teria que fazer novamente os exames pq o último não teve resultado, já achei muito estranho pq isso nunca tinha acontecido, mais nem me preocupei pq sempre me cuidei e usei camisinha, refiz os exames, hj fui buscá-lo, quando recebi o resultado meu mundo caiu, fiquei desesperado, queria morrer, fui encaminhado para o Centro de excelência da minha cidade, para onde eu fui no mesmo minuto, chegando la em prantos, ja me surpreendi com a rapidez e excelência no atendimento, oq não tirou o meu medo, muito menos o meu desespero, mais me conformou um pouco, fiz outro exame para confirmação o resultado saiu em 30 min, E confirmou que eu realmente estou com vírus, minha consulta com o infecto foi marcada e eu voltei para cada, chorando, ainda desesperado e sem saber oq fazer, cheguei aqui em casa a primeira coisa que fiz foi procurar na Internet esclarecimentos sobre o assunto, esse foi o primeiro site que entrei, E posso afirmar que agora estou aliviado e super conformado, agora acredito que minha vida vai continuar a mesma, que posso continuar com todos os meus projetos, a única coisa que vai mudar provavelmente e os remédios! Muito obrigado por me confortar! E gostaria de saber se pelo fato de ter descoberto o vírus no início (a menos de 4 meses tinha feito exame e dado negativo), o meu risco e menor! Muito obrigado pela a ajuda!

    1. Bom dia Edu. Fica tranquilo. Eu tbem fui diagnosticado com 3 meses logo após ter sido infectado. Lógico que eu gostaria q o quadro fossse outro. Mas agora basta aceitar a doença e fazer dela nossa aliada e não inimiga. Continua tua vida normalmente. Faz tudo oq fazia. E segue vivendo. Boa sorte e saúde pra todos nós. 🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻

  56. Edu

    Fica calmo. Passado o susto você vai ver que o HIV não é todo esse mostro que achamos que ele é. É um sacaninha esperto e covarde com p tratamento fica escondido no nosso corpo. Também sou recém diagnosticado. Comecei o tratamento e até então nenhum efeito colateral. Vida que se segue.

    Se quiser trocar idéia kik bahiuno

  57. Pessoal Hj descobri ser portador meu mundo caiu..carreira promissora pela frente …vou ter essa vida normal mesmo ?adoro esportes a médica me pediu muito exames até de tórax é normal isso?ela comentou q precisa ver meu quadro para tratar tudo certinho…mas achei q já ia receitar o remédio …me sinto desprotegido sem tomar nada..como vai ser efeitos colaterais etc…decidi que não vou contar a ninguém pois minha família depende muito d mim(mãe e irmãos) vou encarar tudo sozinho…fiz exames pelo meu plano de saúde sera q empresa vai saber?

    1. MR, tenha paciência, embora seja difícil nesse momento, procure manter a calma e a paciência. Eu demorei 50 dias do dia que descobri até o dia que comecei a tomar o remédio, por conta de resultados de exames. Você deve se cuidar: alimentação, manter exercício e, acima de tudo, procurar teu estado emocional/ psicológico o menos abalado do possível. Dê tempo para você mesmo se situar e ir tirando dúvidas sobre essa condição que chegou em sua vida. Um passo de cada vez. Há sim quem viva bem com o vírus, se cuidando. Existem sim pessoa que já convivem com o vírus há 20, 25 anos. Efeitos colaterais dos remédios existirão sim, por isso a necessidade de se procurar ter e manter qualidade de vida. Mas, efeitos colaterais teríamos com ou sem HIV, sob efeito do tempo, da idade, de outros remédios… Lembre-se: todos um dia iremos morrer de uma coisa ou de outra, então siga sua carreira e mantenha-se firme e determinado em se cuidar, um passo de cada vez, resolver um problema de cada vez. Estamos juntos nessa.

  58. Oi gente
    Não sei se sou positiva, estava namorando sério um cara aqueles namoros com familia e tudo sabe.
    Poisé acontece que ele não morava a alguns anos em minha cidade então não tinha conhecimento de sua vida antes . Ocorreram uns problemas terminamos… Após o término choveu pessoas falando de que ele era maior sem vergonha e andava com muitas meninas ao mesmo tempo.
    Tcham tcham começou o pânico.
    Isso faz uns 3 meses. Agora apareceu herpes em mim e algumas aftas recorrentes intervalos de 2 a 3 semanas e estou muuuito aflita.
    Sei q o vírus em sí não é horrivel da pra ter uma vida saudavel e tudo mais. O que pesa é a minha vida de menina do interior sonhadora com familia e tudo mais. Meus pais não sei se aceitariam se me apoiariam .
    Estou com medo.
    Amei amei o seu trabalho
    Me fez sentir menos medo

  59. Eh muito obrigado pela resposta,estou tentando me controlar Qro encara isso,mas tenho muitas e muitas dúvidas…ex aparência muda muito?vou parecer uma pessoa doente?

  60. Oi, MR, eu descobri faz 2 meses e 11 dias e acredite, já parece que faz um ano. No dia que eu descobri eu não conseguia sentir que existia mais, que o chão tava ali. Achei que abdicaria do amor, de relações, exilaria da minha família e seria escravos de remédios, vários por dia e seria doente cheio de efeitos colaterais. Logo de imediato tive a sorte de estar num CTA onde as pessoas eram humanas e me acolheram, foram 3 horas de conversas que me acalmaram, mas assim como você, não estava convencido. O mais duro é que eu sempre tive fobia do HIV por conta da imagem que eu tinha dele, a cada transa, mesmo usando camisinha, achava que tinha me contaminado e sofria um mês até o alívio do ‘não reagente’. Ocorre que por uma vez eu descuidei só no sexo oral e deixei a pessoa ejacular, diziam que sexo oral era quase impossível, então descobri o que o “quase” significava. Protelei 4 meses pra fazer o exame, parece que eu tinha certeza e sempre tive muito preconceito com HIV, achei que seria impuro e intocável e inferior por toda a vida. Chorei muito na primeira semana, no dia seguinte do diagnóstico já fiz o teste de carga viral e cd4. Optei por não contar pra minha família o que foi fácil por morar sozinho, mas me isolei demais. Contudo contei coma ajuda e apoio de 3 amigas de muita confiança e uma delas como se fosse uma irmã. A medida que as semanas foram passando pesquisei muito, conversei com muita gente, e fui me esclarecendo e esclarecendo essas amigas. O primeiro mês é dificíl porque vc fica esperando a consulta, os remédios e sabe que tem um vírus ali e não começou a combate-lo. Um mês depois veio a consulta, soube que tinha só 2400 virus de carga e meu cd4 tava 900, recebendo a informação de que em 20 dias estaria INDETECTÁVEL. O médico, DR Yan, maravilhoso começou já com a medicação de cara e me fez crer que eu não infectaria ninguém. Comecei então no dia 01/05 com o 3 em 1, um único comprimido que tomo todo dia a noite, sempre no mesmo horário, mas nem precisa ser tão religiosamente assim, pode ser antes de dormir. Foi difícil 8 dias, pq tinha muito enjoo e sonolência e cabeça zonza, mas com 10 dias os efeitos passaram e nunca mais tive. A vida tem sido normal e vc começa a esquecer que tem hiv, eu tomo o remedio certinho, nao preciso mais ter medo de pegar nem contaminar ninguém, me cuido mais e os exames são normais, todos deveriam fazer. Fica tranquilo, vc volta a rir, a vida volta ao normal e ninguém precisa saber. É tudo verdade, e só o que mudou é que tenho que tomar um remédio todo dia, fiquei mais maduro, menos preconceituoso, ajudo as pessoas a perderem o preconceito, hoje me vendo minhas amigas dizem que namorariam um positivo de boa, e só faz dois meses. Fica em paz, as primeiras semanas sao a morte, depois a vida volta de onde parou e segue normal. Pede força pra Deus e fica nesse blog que aqui tem muito luz! Marcus.

  61. O monstro não é o vírus, o monstro é o preconceito, a desinformação e a imagem arcaica e destorcida que carrega o HIV. Lembra que anos atrás, que a tuberculose não tinha cura que tinha era tisico, doença ruim, intocável, dai tudo evolui, a cura vem e as pessoas seguem pensando “doença ruim”. Basta vc dizer HIV e todos pensam em Cazuza, Fred, Renato, mas se fosse hoje estariam mais gordos e saudáveis que nós. Gloria a Deus pela evolução e que haja a cura do preconceito!

  62. Marcus Vinicius nem sei p que dizer d suas palavras estava. O fundo do posso Tbm moro Soh e não contri a ninguém,isse of é um amigo virtual q pegou meu kkk aqui tem me dado luz!!estava pensando em fazer o pior mas agora vou lutar com todas minhás forças !!!segunda e minha segunda consulta já com todos exames prontos….MR!!!Vivia muito d imagem e status e creio q vou aprender muito com essa Doença …inclusive voltando p minha fe

  63. olá gente! estou olhando os cometários de vocês. eu vivi um relacionamento sorodiscordante, com uma pessoa linda, e que foi super sincera comigo. o engraçado que durante o meu relacionamento, estávamos nos preparando para transar, ele tinha carga viral indectável. aconteceu um sangramento que supostamente foi da minha boca, quando a gente tava se beijando. entrei em pânico. mas mesmo assim, ficamos juntos, porque ele me agregava valores, era um príncipe. logo depois do nosso término, entrei em depressão,emagreci horrores, tive um declínio na faculdade imenso, e fiz exames com 30(4 geração), 45(4 geração), 60(cta), 80(cta) dias todos não reagentes(diante do meu fator de risco), o infectologista e aconselhadora mandou encerrar o caso. chorei muito em cada resultado, me senti cruel, é como se cada exame que eu fizesse tinha que vim reagente, e eu provar a mim mesmo que não era possível. só que esse exame nunca existiu. Até hoje estou me recuperando da minha depressão, fiz textos sobre ele, poesia sobre ele, para desabafar os meus sentimentos em uma folha de papel. rezo por ele, e agradeço por ter conhecido um anjo na minha vida, que acrescentou e me agregou valores . hoje em dia virei um militante do hiv, mesmo não sendo portador, e tenho feitos trabalhos e conhecido muita gente de são paulo, que é militante do assunto. o meu tcc de faculdade será sobre o hiv, sobre relacionamento sorodiscordante, quero fazer um trabalho lindo sobre isso.

    1. PMA parabéns pelo aprendizado e exemplo que hoje você nos dá. Teu ex está bem de saúde hoje? O mundo precisa de gente iguais a você. Fui rejeitado 3 vezes já por pessoas que não são positivas, ao saberem da minha sorologia se afastaram….

  64. Pessoal,estou com duas dúvidas sobre como tomar o remédio 3×1. Li que ele pode gerar insônia ou excesso de sono. É recomendado tomá-lo na hora do almoço pra evitar problemas à noite? ou o melhor seria tomar antes de dormir ? Minha segunda dúvida é: caso seja necessário, pode mudar a hora de tomar o 3×1 da noite para o dia (ou vice versa) sem prejudicar o tratamento ?
    Moro na Ásia e por isso ando confuso sobre o assunto, pois em uma eventual ida ao Brasil, precisarei adaptar o horário que é totalmente oposto ao daqui.

  65. Boa tarde!Quero contar um pouco da um história! Sou casada há 14 anos,meu marido é um homem maravilhoso, lutamos quase 10 anos para ter um filho,pois eu tinha problemas de infertilidade, hoje nosso filho tem 4 anos!Porém dia 31/05/2016,através de uma doação de sangue,recebemos a notícia que tirou nosso chão, ELE É SOROPOSITIVO,cd4 149,quer dizer que já faz anos que tem o vírus, e nunca ficou doente,mas bateu um desespero tão grande,mil dúvidas, incertezas, enfim nos apegamos na nossa fé e apesar do estado de choque continuamos lutando,eu também doei sangue e sou soronegativa,refiz mais 2 exames respeitando a janela imunológica e continuo negativa,inclusive no pré natal deu tudo perfeito os exames.A pergunta é? Como isso é possível? Eu sou imune ao vírus?Logo pensei no nosso filho,mas logo descobri que a transmissão é na vertical. Deus é maravilhoso,vai fazer um mês que meu esposo está tomando o coquetel e sem nenhum efeito colateral, graças à Deus. Jamais percam a fé, pois para Deus nada é impossível!

    1. Minha cara Vitória de Deus, sei qual a sua angústia, suas dúvidas porque sao também as minhas. Deixei meu relato aqui há 5meses quando tinha 1semana que tínhamos descoberto a sorologia do meu marido, o qual estou junto ha nada menos que 12 anos e temos uma filha de 2 anos, e também me vi com esse medo, ainda mais porque nossa filha ainda mama no peito, e não usavamos protecao, entao até que passasse o período da janela imunológica foi um medo sem fim, mas com a graça de Deus meus exames deram negativo e pude ficar tranquila com relação a ela. Mas os pensamentos em como aconteceu com ele, há quanto tempo ele é positivo, como eu não peguei o vírus e mil outras perguntas ainda continuam sem resposta e vez ou outra me pego pensando. Ele iniciou o tratamento há cerca de 3 meses e com a graca de Deus, com excessão dos 2primeiros dias, sem reação, e aos poucos ele vai aprendendo algins truques para continuar assim, como não dormir muito a tarde para não perder o sono a noite, ou ter uma boa noite de sono. Enfim, os primeiros dias não foram nada fáceis, e embora tenha apenas 5 meses, parece uma eternidade. E se não fosse a nossa fé, se não fosse Deus, eu não sei o que seria de nós. Decidimos que não vamos contar a ninguém a menos que seja realmente necessário, e vamos levando dia após dia. Mas o medo acho que sempre vai existir, e fico pensando se realmente é possível ser feliz de novo. Sei que não é o fim do mundo, as vezes leio um pouco a respeito, tento me manter informada sobre o assunto, e no mais tentado não pensar muito, apenas tentando viver aproveitando cada dia.

  66. Sou soropositiva des de 2008, no começo foi muito difícil, foi o meu parceiro quem transmitiu pra mim, fizemos o tratamento ele começou com a medicação eu no começo não precisei. Aí a gente quis ter um filho, engravidei fiz o acompanhamento direitinho, tenho uma filha linda e abençoada por Deus. Ela não tem nada graças a Deus.
    Deixei o tratamento depois que tive minha filha, depois de 06 anos sem ter nada, em 2014 tive uma recaída, voltei a procurar o médico, estava com minha imunidade muito baixa, o médico olhou pra mim, e mim falou que não sabia como eu não tinha pegando uma infecção grave.
    Hoje graças a Deus depois de três meses usado o 3 em 1 sou indetectável, com o meu CD4 173
    E vida que segui, e esperando que venha a cura.

  67. Convivo com o HIV faz 5 anos. Sou portador de uma variedade pouco comum no Brasil ( tipo 2), desde uma transfusão realizada de forma negligente no Egito, em 2009. Quando descobri a doença, já estava com AIDS avançada, quase morrendo, e minha mulher estava grávida. Foi o momento mais difícil que passei na minha vida. Do quase morte, consegui renascer e agora, após a adaptação com o novo coquetel, tenho uma vida saudável e muito feliz. Minha mulher e filhas não contraíram a doença e não temos quaisquer problemas em relação à isso na nossa casa. Não pareço doente, não me sinto doente, me sinto muito bem e agradeço todos os dias a oportunidade de continuar vivendo.
    Não costumamos falar sobre o assunto fora da nossa casa, mas pouco tempo depois de descobrir a doença, minha mulher contou para aquela que era sua melhor amiga na época. O nome dela é ironicamente Carla Amável de Fátima Xavier Ferreira. Digo ironicamente, pois não há nada de AMÁVEL nessa mulher.
    Logo após o relato emocionado da situação na qual nos encontrávamos, Carla AMÁVEL disse :
    ” Como você pode fazer isso comigo ? Pessoas aidéticas passam AIDS pela saliva, pela lágrima, até com um abraço !”
    Minha mulher ficou em choque e Carla AMÁVEL continuou :
    ” Eu estou grávida, você quer matar o meu filho ? Vocês são assassinos! Eu sou fisioterapeuta e sei como esses doentes promíscuos podem passar essa maldita doença facilmente ! Temos que tratar com luvas e máscara! Vocês são dois desgraçados, pois mentiram pra gente ! Daqui a pouco ele vai estar morto e provavelmente você também ! Agora quer matar todos nós ?”
    Aos berros expulsou a minha mulher da casa dela e nunca mais voltamos a ter contato. Espalhou alguma história do gênero para todas as amigas de infância da minha mulher. Todas se afastaram.
    Carla AMÁVEL e o marido eram presença constante na nossa casa, fomos padrinhos do casamento deles e tínhamos uma convivência muito frequente, bem mais do que eu gostaria na época.
    A ignorância, preconceito e atitudes horríveis dessa pessoa desagradável são o reflexo de muitos na nossa sociedade. Não temos mais contato com ela e pode parecer estranho, mas desde que não falamos mais com a Carla AMÁVEL, nossa vida decolou financeiramente, nos tornamos mais felizes e unidos. Deus sempre reserva maravilhosas surpresas para nós. E extirpa os que não nos fazem bem !

    1. Caro Anônimo, com todos os motivos expostos e direitos de privacidade assegurado por lei, deveria ter processado a mesma. Contudo, sua atitude de colocar o nome e sobrenome dela em público, diz muito sobre você também.

      Relatar um preconceito, ruptura de amizade e laços fraternos não é novidade pra ninguém na nossa condição e dizer que ela fez pior ou melhor que muitos outros, também não (isso acontece todo dia) e novamente deixa claro como até mesmo vocês eram antes da infecção, semelhante atrai semelhante meu querido.

    2. Por isso que não vou contar a mais ninguém. Já basta a pessoa que eu estava que disse que se mataria se estivesse… quase não tenho amigos. .. se mais alguém souber é que ficarei mais excluída ainda. Vejo o medo e o preconceito nas pessoas.

  68. Quero entrar nesse grupo aí. Nem sabia que tinha esse programa… Tive que baixar e me cadastrar: botafoguense76

  69. “— Eu não apresento risco algum de transmitir HIV?”

    “— Não. Só teria se parasse de tomar seus remédios.”
    Não podemos esquecer que na falha do uso do preservativo existe também o risco de uma nova contaminação por vírus resistentes aos medicamentos que estão sendo tomados.

  70. Boa noite. Acabo de descobrir que tenho HIV. Tenho 23 anos e não estou com estrutura psicológica para aceitar e conviver com isso. Fui a um médico fazer uma bateria de exames antes que meu plano de saúde vencesse, consultando resultados pela internet vi que está reagente. Já marquei retorno com o médio amanhã. Estou desesperado. Gostaria de conversar com pessoas na mesma situação.

    1. Creio que essa sua primeira reação seja normal. Não ter estrutura, perder o chão, pensar em coisas que não se deve pensar muito menos fazer. Isso tudo é parte de um grande processo de amadurecimento!

      O mais importante é o que estás já fazendo, já tem o retorno marcado no médico e terás que fazer exames confirmatórios. Nesse meio tempo, aproveite para amadurecer a ideia, não pesquisa pela cura, não pesquisa pelos efeitos colaterais, como diz Pedro Bial em “Filtro Solar”: “Não leia revistas de beleza, ela só vai fazer você se sentir feio”. Tirando esse “Reagente” que apareceu ali, sua vida JÁ mudou? Não. Então pra que pensar no que “Pode mudar” ou “Que tudo acabou?”.

      A vida é feita de ciclos e um novo ciclo iniciou na sua vida, algumas mudanças podem vir a ser necessárias mas nenhuma mudança que você vai fazer será para pior SE você seguir o tratamento.

      Então… respire fundo, várias vezes. Chore um pouquinho, coloque pra fora e apesar de tudo, é fim de ano, época de festas eu sei como tudo parece cinza nesse momento mas as cores voltam pra isso tu precisa estar disposto a apenas enxergar, porque ninguém tirou as cores de nada e agora cabe a ti adicionar novas cores nessa vida!

      Rapaz, eu vou bater em uma tecla que todos batem: A vida continua.
      Não dá pra mentir dizendo que não muda ou que se perde o medo. Mas vou dar um exemplo BIZARRO ontem minha mãe estava conversando comigo sobre uma moça para quem ela fazia faxina, a tal moça foi passar as férias em Maresia (SP acho) e nadando na piscina a moça ‘simplesmente’ morreu. O marido na beira da piscina notou que ela tinha parado mas continuou virada para baixo foi resgata-la mas ela já estava sem vida, com 40 anos de idade, deixando o marido e uma filha de 9. Causa: Desconhecida ou como dizem “ataque fulminante”.

      Somos frágeis DEMAIS não existe super proteção, não ter HIV dá uma sensação que somos imbatíveis mas estamos TODOS no mesmo barco com ou sem. Pra morrer basta estar vivo. E enquanto estiver vivo não esqueça de viver! Você pode ter HIV mas não vai morrer disso, pode morrer como ela, nadando em uma piscina desfrutando das férias. A vida é uma surpresa, surpreenda-se!

      Desejo muita força pra ti, não é fácil, amadurecer essa ideia é o cão chupando manga rapaz. Mas vá atrás do seu tratamento, inicie o mais rápido possível e VIVA! Você tem hiv e não um caixão a sua espera.

      Keep your head up!
      Fim de ano tá aí, vai sair, dançar, beber, beijar na boca, esquece isso um pouco.
      Um grande abraço, não suma, estamos aqui.

      1. Nossa .iD_, que palavras confortadoras. Difícil lidar com isso nessas 24hs que descobri, mas estou tentando. Hoje tive o retorno com o médico, o vírus foi confirmado nos dois exames realizados. Pediu outros dois para confirmar carga viral. Saí do consultório chorando muito, fui desabafar com um amigo sobre, o único que sabe. E adivinha, ele também tem HIV, nunca imaginei isso. Após eu contar, chorar e ser confortado, foi a vez dele me contar. Convive alguns anos com o virus. Tenho só 23 anos, uma vida inteira pela frente e me deixa profundamente triste a idéia de conviver o resto da vida com isso.

      2. Obrigado pelas palavras! Me fizeram muito bem! Hoje dia 05/01/17 faz exatos 15 dias que estou tomando o 3×1… Ainda tentando superar às paranoias e medos de efeitos colaterais. Força e saúde pra todos nós. Abração

    2. Belas palavras ditas pelo .iD_.
      Temos que tocar o barco e não deixar o medo nos dominar. Tudo nessa vida tem o lado positivo e negativo e estamos aqui para aprender e crescer como seres humanos, bem como tirar o melhor de tudo em todas as situações.
      E lembre-se dessa frase que vi no filme cloud atlas (a viagem): Nossas vidas e encontros, cada escolha sugere uma nova direção possível…Acredito que ontem eu jamais teria feio o que eu fiz hoje.
      Se reinvente!!!!!!!!

  71. Texto maravilhoso assim como todo conteúdo disponível, num mundo tão cheio de fobias, sermos tratados com igualdade é o mínimo! Parabéns pelas espetacular construção e uso das palavras! Com total certeza um texto de que deveria ser lido por todos, soropositivos ou não! Lindo trabalho!

  72. Caro(a), parabéns pelo seu blog. faz algum tempo que um amicíssimo meu cometeu suicídio por conta do pré-conceito que a sociedade em si nos oferece a respeito do HIV, por conta da intolerância e da depressão. Seus textos me tocaram muito e espero que estes mesmos toquem centenas de pessoas. As pessoas soropositivas podem e devem viver bem, com tranquilidade, sem pressão e sem culpa, pois o problema está na forma como o HIV é apresentado aos indivíduos, como você disse. Camisinha infelizmente não previne o preconceito, PRÉ-conceito e a discriminação (antes prevenisse, não é mesmo).

    Você faz um belo trabalho! Parabéns

  73. Dias_Melhores
    Nossa que texto singelo e revigorando…
    Faz 15 dias que fui diagnosticado… Posso te dizer que quando fiz o teste rápido e recebi o resultado foi como se o chão tivesse sido retirado de sob meus pés, os olhos banharam de lágrimas… Saí sem rumo e sem prumo… Chorei muito em casa, veio um turbilhão de pensamentos em minha cabeça: e agora? Como foi acontecer comigo? Logo eu que sempre zelei por minha saúde? Não, bebo, não fumo, não como porcarias na rua. É mais por confiar demais descuidei no sexo e fui infectado… Nos primeiros momentos me senti um lixo, coração quebrou-se dentro de mim, desespero tomou conta, pensamentos a mil… Sono? Quê isso? Noites em claro… Porém, fui ao CTA dar prosseguimento aos exames de CV e CD4… Nos dias seguintes a ansiedade tomou conta: sudores noturnos, tremedeira, e pensamentos a mil por hora… Então voltei ao CTA para aplicação do exame PPD… Pedi para conversar com a psicóloga… Descrevi tudo que tava sentindo… Para minha surpresa os sintomas era apenas por causa da ansiedade… Voltei para casa mais aliviado… Porém, passados alguns dias: entrei em desespero devido ao pouco conhecimento, como uma pessoa como eu: Coordenador de Pessoas, com muitas responsabilidades no trabalho iria dar continuidade aos serviços? Ansiedade retorcendo por dentro… Tudo que pensava era: como será meu amanhã? Tenho apenas 28 anos e tantos sonhos, o que serão deles? E a minha família como contar? Em fim tava surtando… Criei coragem e comecei a pesquisar sobre o HIV… Me encontrei lendo esse texto que me ajudou muito a ver um outros olhos e a encarar o diagnóstico… Amanhã irei passar pelo infectologista… Com mais atitude vou mudando minha visão dos acontecimentos, reestabelecendo os pensamentos e controlando a ansiedade… Bom a todos desejo de Coração Paz, amor, saúde…
    Que Deus lhes conceda da Vossa Graça e não deixes vacilarem os vossos pensamentos… Crendo da parte de Deus um Milagre…
    Um forte abraço, viva o hoje pois é chamado PRESENTE, crê que tudo tem um propósito!

  74. Boa tarde. Preciso muito de ajuda. Meus testes deram positivos na data de hoje. Já chorei como nunca antes nos meus 30 anos de vida… Está tudo muito confuso ainda. Mas as palavras deste blog me trouxeram algum alento…

    1. Oi Thiago. Então, importante manter a calma e ler muito sobre o assunto. Hoje estava lembrando quando fui diagnosticado, também chorei muito. Hoje três anos passados estou super bem, casado, trabalhando, seguindo uma vida normal. Forte abraço!

  75. Eu gostaria de agradecer por este post. É maravilhoso como escreve e esclarece a situação, diluindo medos, trazendo dignidade! Procurava tanto por isso! Sinto alívio, sinto liberdade. Sou indetectável e quero voltar a amar alguém porque acredito demais no amor!

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