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O consenso Sueco


Risco de transmissão do HIV em pacientes em terapia antirretroviral: uma declaração de posicionamento da Agência de Saúde Pública da Suécia e do Grupo de Referência Sueco para Terapia Antiviral

Resumo

O moderno tratamento médico para o HIV através da terapia antirretroviral (TARV) reduziu drasticamente a morbidade e mortalidade em pacientes infectados com este vírus. A TARV também tem mostrado redução no risco de transmissão a partir de pacientes individuais, bem como a redução da propagação da infecção em nível populacional. Esta declaração de posicionamento da Agência de Saúde Pública da Suécia e do Grupo de Referência Sueca para Terapia Antiviral é baseada em um seminário organizado no outono de 2012. Ela resume as últimas pesquisas e conhecimento sobre o risco de transmissão do HIV em pacientes em TARV, com foco no risco de transmissão sexual. O risco de transmissão via uso de seringa compartilhada entre usuários de drogas injetáveis também é analisado, assim como o risco de transmissão de mãe para filho. Com base no conhecimento atual, o risco de transmissão através de relações sexuais vaginais ou anais que envolvem a utilização de um preservativo têm sido julgadas como mínimo, desde que a pessoa infectada com o HIV preencha os critérios de TARV eficaz. Isso provavelmente também se aplica a relações sexuais desprotegidas, desde que não haja outras infecções sexualmente transmissíveis, embora até o momento não seja possível apoiar plenamente esta conclusão com evidência científica direta. Julga-se que a TARV reduza acentuadamente o risco de transmissão por via sanguínea entre pessoas que compartilham seringas. Por fim, o risco de transmissão de mãe para filho é muito baixo, desde que a TARV seja iniciada bem antes do parto.

Introdução

Em 2008, a Comissão Suíça de Aids anunciou que as pessoas infectadas com o HIV que estão em terapia antirretroviral eficaz (TARV) não devem ser consideradas infecciosas através do contato sexual, desde que certos critérios sejam preenchidos [1]. Isso chamou atenção considerável para a evidência científica para o risco de transmissão de pacientes em TARV. O assunto tornou-se tópico novamente em 2011, com o lançamento dos resultados do estudo HPTN 052 [2]. Este estudo acompanhou 1.763 casais discordantes em que um dos parceiros era HIV positivo e outro negativo para o HIV no início do estudo. Os casais foram inscritos entre 2007 a 2010 e randomizados em dois grupos de estudo: um no qual o parceiro soropositivo recebia TARV imediatamente, independentemente de seu estado imunológico, e um segundo no qual a TARV era iniciada mais tarde, se houvesse alguma indicação para o tratamento antirretroviral (ou seja, contagem de CD4 <250 células/ml de sangue). Todos os participantes receberam aconselhamento sobre o uso de preservativos. O estudo demonstrou que a TARV precoce foi associada com uma redução de 96% no risco de transmissão através do contato sexual, em comparação com o grupo que começaram TARV mais tarde. Isso confirmou os resultados de vários estudos observacionais anteriores. Estas descobertas levaram à amplas discussões científicas sobre como a TARV pode ser usada na prevenção da transmissão do HIV (o chamado tratamento como prevenção, TasP, do inglês treatment as prevention).

Num contexto de recentes descobertas científicas e discursos, vários grupos de especialistas, além dos suíços, publicaram suas opiniões. No Reino Unido, a Associação Britânica de HIV (BHIVA) e o Grupo Consultivo de Especialistas sobre Aids (EAGA) afirmaram que existe um risco extremamente baixo de transmissão por contato sexual em pessoas que estão com o vírus continuamente e totalmente suprimido por TARV, desde que nenhuma outra infecção sexualmente transmissível esteja presente [3].

Há também uma discussão paralela sobre a possibilidade de prevenir o HIV através da utilização em larga escala de profilaxia pós exposição (PEP) e profilaxia pré exposição (PrEP). A PEP descreve o início de TARV imediatamente após uma exposição ao HIV, com o objetivo de prevenir a transmissão, enquanto a PrEP envolve o tratamento preventivo de pessoas HIV negativas que têm um risco permanente ou recorrente de infecção.

O registro nacional sueco de qualidade, InfCare HIV, inclui mais de 99% de todos os casos de HIV conhecidos na Suécia. De acordo com o registro, 87% de todos os pacientes HIV positivos na Suécia recebiam TARV em 2012 (http://infcare.com/hiv/sv/resultat/2012-arsrapport/, em sueco). Destes, 92% tinham TARV eficaz, ou seja, uma carga viral plasmática <50 cópias de RNA do HIV/ml. À luz desta e das conclusões do estudo HPTN 052, há uma grande demanda por informações completas sobre as evidências mais atuais sobre o risco de transmissão de pacientes que estão em TARV eficaz. Há também uma necessidade de conhecimento sobre o risco de transmissão do HIV de pessoas que não estão em TARV e sobre as consequências médicas de longo prazo para as pessoas que vivem com a infecção pelo HIV.

Esta declaração de posicionamento Agência de Saúde Pública da Suécia e do Grupo de Referência Sueco para Terapia Antiviral é baseada em um seminário organizado no outono de 2012. Ela resume as últimas pesquisas e o conhecimento sobre o risco de transmissão do HIV de pacientes em TARV, com foco sobre o risco de transmissão sexual. O risco de transmissão via compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis também é analisado, assim como o risco de transmissão de mãe para filho. O texto foi publicado online em sueco no site da Agência de Saúde Pública da Suécia, em Outubro de 2013, juntamente com os 9 artigos complementares (também em sueco).

Consequências médicas da infecção pelo HIV

  • A infecção pelo HIV ainda é uma doença séria e incurável que requer tratamento vitalício.
  • A expectativa de vida das pessoas infectadas pelo HIV nos países industrializados aumentou consideravelmente e está se tornando comparável às pessoas não infectadas.
  • Na Suécia, a infecção pelo HIV agora muito raramente leva à morte, se a infecção for diagnosticada a tempo de começar a TARV antes que qualquer imunodeficiência grave tenha desenvolvido.

A TARV moderna foi introduzida em 1996 e rapidamente levou à uma redução drástica, tanto na morbidade quanto na mortalidade causada pela infecção pelo HIV. Outras melhorias já foram obtidas, tanto no efeito antiviral e na redução de efeitos adversos, com implicações positivas para a experiência do paciente em TARV, quanto no impacto sobre a saúde relacionados com qualidade de vida [4].

Resistência aos medicamentos antirretrovirais podem surgir, mas, com poucas exceções, isso pode ser gerenciado através da troca de todas ou de algumas das drogas. Vários estudos têm mostrado que a esperança de vida dos doentes com HIV em países industrializados está aumentando e é agora próxima a do resto da população [5-7]. Uma razão importante para o remanescente de expectativa de vida encurtada é que, além de fatores ligados ao estilo de vida e status socioeconômico, alguns pacientes são diagnosticados numa fase tão tardia que a TARV não pode ser iniciada a tempo de ter um efeito [8]. Dados da InfCare HIV mostram que a mortalidade entre os pacientes HIV na Suécia é atualmente inferior a 1% ao ano (http://infcare.com/hiv/sv/resultat/2012-arsrapport/, em sueco). No entanto, a mortalidade é significativamente maior entre aqueles diagnosticados tarde na progressão da doença, ou seja, com imunodeficiência grave, e aqueles que foram infectados por meio do uso de drogas intravenosas.

Definição de terapia antirretroviral eficaz

Os seguintes critérios devem ser cumpridos para que a terapia antirretroviral da infecção pelo HIV possa ser considerada eficaz:

  • A carga viral de RNA do HIV no plasma sanguíneo deve ser continuamente <50 cópias/ml, verificada em duas medições sucessivas realizadas em um intervalo de 3-6 meses.
  • O paciente deve manter contínua alta adesão ao tratamento.
  • Monitoramento da carga viral e adesão ao tratamento devem ocorrer regularmente, de acordo com as diretrizes Referensgruppen för Antiviral Terapi (RAV), ou seja, 2-4 vezes por ano [9].

Além disso, não deve haver qualquer razão clínica ou epidemiológica para suspeitar da presença de qualquer outra infecção sexualmente transmissível em curso, uma vez que esta, teoricamente, poderia aumentar o risco de transmissão do mesmo quando a TARV é eficaz.

Carga viral plasmática baixa ainda detectáveis de até 500 cópias/ml é vista em um número limitado de pacientes com boa adesão ao tratamento e TARV eficaz. Quando a carga viral até este nível é detectada em uma única ocasião, ela é referida como “blip”. As causas de um blip podem ser tanto biológicas como relacionadas com a técnica de medição, mas geralmente não são uma indicação de aumento da replicação viral. Blips são vistos na maior parte dos pacientes com TARV eficaz nos quais a carga viral é medida frequentemente. Isso vale também para os pacientes que foram envolvidos no estudo HPTN 052 e outros estudos que formam a base para a avaliação do risco de transmissão do HIV durante TARV. Não há indicação de que os pacientes que receberam terapia eficaz que têm blips são mais infecciosos do que pacientes sem blips documentados. Uma pequena proporção de pacientes em TARV apresenta viremia de baixo nível continuamente identificável, ou seja, uma baixa presença de vírus no plasma (50-500 cópias/ml). Não há ainda dados suficientes para avaliar com toda a certeza o risco de transmissão desses pacientes, mas os dados disponíveis indicam que é muito baixo [10].

Avaliação do risco de transmissão por contato sexual

Os riscos de transmissão por meio de relação sexual vaginal e anal em casos de TARV eficaz são os seguintes:

  • Existe um risco mínimo de transmissão através de relações sexuais vaginais e anais, se o parceiro infectado pelo HIV está em TARV eficaz e um preservativo é usado durante toda a relação.
  • Há também um risco muito baixo de transmissão através do coito vaginal e anal, se o parceiro infectado pelo HIV está em TARV eficaz e um preservativo não é usado.
  • O disposto acima se aplica para cada contato sexual individual e em casos de contacto repetido ao longo de períodos mais longos (anos), independentemente de o parceiro infectado pelo HIV ser mulher ou um homem e independentemente de o parceiro infectado pelo HIV ser penetrante ou receptivo durante o ato sexual.

Com relação ao risco de transmissão através de relações sexuais vaginais, a avaliação acima é suportada principalmente pelo estudo prospectivo HPTN 052 [2], mas também por vários estudos observacionais. Uma meta-análise publicada recentemente com os resultados de seis estudos diferentes, que abrangem um total de 6.070 heterossexuais casais sorodiscordantes quando o parceiro HIV positivo mantinha TARV eficaz, calculou o risco de transmissão como sendo <0,01 para cada 100 pessoas-ano [11].

No grupo de tratamento do estudo HPTN 052 houve uma transmissão observada em, aproximadamente, 1.500 pessoas-ano, o que corresponde a um risco de transmissão de cerca de 1 por 150.000 contatos sexuais. Além disso, foi relatado que essa única transmissão observada ocorreu antes ou logo após o parceiro infectado pelo HIV iniciar TARV. Isto significa que os dados disponíveis não contradizem a Declaração Suíça, que diz que pode haver um risco inexistente (zero) de transmissão através de relações sexuais vaginais quando um paciente está em TARV eficaz. No entanto, o risco zero é impossível de ser demonstrado cientificamente. É provável que o risco de transmissão também seja mínimo em casos de TARV eficaz, mesmo quando um preservativo não é utilizado. No entanto, como o uso de preservativos foi incentivado no estudo HPTN 052, as evidências científicas disponíveis são insuficientes para suportar tal conclusão. Além disso, os preservativos são recomendados devido ao risco de transmissão de outras infecções sexualmente transmissíveis, as quais podem estar presentes na ausência de sintomas. Existe uma falta de conhecimento sobre o potencial de outros métodos de barreira para reduzir o risco de transmissão.

Além disso, o risco de transmissão é avaliado como muito baixo, mesmo se o tratamento não satisfaça inteiramente os critérios acima de TARV eficaz. Este baseia-se na redução do risco de transmissão de pelo menos 96% visto no estudo HPTN 052, embora a TARV eficaz tenha sido definida como uma carga viral <1000 cópias/ml, em vez de <50 cópias/ml. Além disso, 5% dos pacientes no estudo HPTN 052 tinham níveis de vírus >1000 cópias / ml. Esta conclusão também é apoiada por uma meta-análise dos resultados de vários estudos, abrangendo um total de 5.021 casais heterossexuais e 461 eventos de transmissão, em que não havia transmissões observadas em pacientes com carga viral abaixo de 400 cópias/ml [10].

Não existem estudos prospectivos que abordam diretamente o risco de transmissão através de sexo anal desprotegido de pacientes em TARV eficaz. A avaliação acima é, portanto, extrapolada de riscos que são melhor compreendidos. Por exemplo, em casos de infecção não tratada de HIV, o risco de transmissão por contato sexual é, em média, cerca de 10 vezes maior para o parceiro receptivo no sexo anal do que na relação sexual vaginal. O risco de transmissão é menor para o parceiro de penetração do que para o parceiro receptor. É provável que a TARV eficaz reduza o risco de transmissão através de relações sexuais anais com aproximadamente o mesmo grau visto através de relação sexual vaginal. Esta também foi a conclusão tirada recentemente por um comitê de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) [12]. Houve apenas um caso descrito na literatura em que a transmissão teria ocorrido entre dois homens, apesar do parceiro infectado pelo HIV estar em TARV eficaz [13]. A ausência de casos semelhantes na literatura médica internacional indica que a transmissão através de relações sexuais vaginais ou anais de pacientes em TARV eficaz é altamente incomum, já que, nestes casos, seria de grande interesse acadêmico, epidemiológico e clínico. Além disso, não há casos conhecidos na Suécia de transmissão sexual de pacientes que preenchem os critérios para TARV eficaz.

Risco de transmissão através do contato sexual oral em casos de TARV eficaz

  • O risco de transmissão através do contato sexual oral é avaliado como mínimo, se o parceiro infectado pelo HIV está em TARV eficaz.
  • Isto aplica-se independentemente do sexo ou tipo de contato sexual (heterossexual ou homossexual).

Não existem estudos sobre o risco de transmissão através do contato sexual oral, em que o parceiro infectado pelo HIV está sob TARV eficaz. No entanto, em casos de infecção não tratada do HIV, o risco de transmissão através do contato sexual oral é menor do que através de relações sexuais vaginais, o que fornece suporte para a avaliação acima.

O significado do RNA do HIV nas secreções genitais em casos de TARV eficaz

  • Baixos níveis de RNA do HIV são muitas vezes detectados nas secreções genitais de pacientes em TARV eficaz. No entanto, isto não foi demonstrado como sendo de significância para o risco de transmissão.

Vários estudos têm relatado encontrar níveis baixos, mas detectáveis, de RNA do HIV no sêmen e nas secreções cervicais de pacientes tratados com TARV que não têm níveis detectáveis de RNA do HIV em seu plasma sanguíneo [14,15]. No entanto, não foi estabelecido se estas pacientes são contagiosos. Cohen e seus colegas afirmam que os baixos níveis de RNA do HIV nas secreções genitais não são susceptíveis de afetar significativamente a capacidade de contágio, argumentando que alguns participantes do estudo HPTN 052 e estudos observacionais, provavelmente, também tinham baixos níveis de RNA do HIV em suas secreções genitais, mas a TARV ainda foi associada a um risco drasticamente reduzido de transmissão [16].

Avaliação do risco de transmissão de usuários de drogas injetáveis sob TARV eficaz

  • Com base nos dados disponíveis indiretos, acredita-se que o risco de transmissão do HIV entre usuários de drogas injetáveis é muito reduzido se a pessoa infectada pelo HIV está sob TARV eficaz.

Não existem estudos que fornecem uma resposta direta sobre o risco de transmissão através de equipamento de injeção, que é compartilhado entre usuários de drogas injetáveis, quando a pessoa infectada pelo HIV está em TARV eficaz. No entanto, dois estudos observacionais de British Columbia, no Canadá e Baltimore, EUA, indicam que a redução da carga viral a nível populacional, como resultado do aumento do uso de TARV, está associada a uma redução da incidência de infecções pelo HIV entre usuários de drogas injetáveis [17, 18]. Com base nestes resultados, Madeira e colegas concluíram recentemente que a TARV também é relevante para a prevenção da transmissão do HIV através de agulhas compartilhadas [19]. O risco de transmissão de outras infecções transmissíveis pelo sangue, tais como hepatite C, mantém-se inalterado, mesmo em casos de sucesso do tratamento do HIV.

Em resumo, é altamente provável que o risco de transmissão por via sanguínea do HIV entre usuários de drogas injetáveis seja reduzido significativamente se a pessoa infectada pelo HIV está sob TARV eficaz, mas a magnitude da redução ainda é incerta.

Avaliação do risco de transmissão do HIV de mãe para filho durante a gravidez e o parto

  • O risco de transmissão do HIV de mãe para filho é inferior a 0,5%, se a mulher grávida começar a TARV eficaz bem antes do parto [20].

O baixo risco de transmissão de mãe para filho e os recentes avanços no tratamento do HIV que estenderam a expectativa de vida e a melhoria da qualidade de vida fizeram com que mais mulheres infectadas pelo HIV estejam planejando ter filhos.

Embora a redução da fertilidade é provavelmente mais comum entre as mulheres infectadas pelo HIV, não são oferecidas atualmente a fertilização in vitro na Suécia, de acordo com as normas que regem a doação e utilização de órgãos, tecidos e células. A oportunidade para a fertilização in vitro já está disponível para as mulheres HIV positivas na Dinamarca e em vários outros países dentro e fora da União Europeia.

Referências

1. Vernazza P, Hirschel B, Bernasconi E, Flepp M. HIV-infizierte Menschen ohne andere STD sind unter wirksamer antiretroviraler Therapie sexuell nicht infektiös [HIV-infected people free of other STDs are sexually not infectious on effective antiretroviral therapy] Schweizerische Ärztezeitung. 2008;89:165–9.
2. Cohen MS, Chen YQ, McCauley M, Gamble T, Hosseinipour MC, Kumarasamy N, et al. Prevention of HIV-1 infection with early antiretroviral therapy. N Engl J Med. 2011;365:493–505. [PMC free article] [PubMed]
3. Filder S, Anderson J, Azad Y, Delpech V, Evans C, Fisher M, et al. Position statement on the use of antiretroviral therapy to reduce HIV transmission, January 2013: the British HIV Association (BHIVA) and the Expert Advisory Group on AIDS (EAGA) HIV Medicine. 2013;5:259–62. [PubMed]
4. Eriksson LE. Positivt liv. En internationell kunskapsöversikt om att undersöka livskvalitet och livssituation hos personer som lever med hiv. Sweden: Smittskyddsinstitutet; 2012.
5. Lohse N, Hansen AB, Pedersen G, Kronborg G, Gerstoft J, Sorensen HT, et al. Survival of persons with and without HIV infection in Denmark, 1995–2005. Ann Intern Med. 2007;146:87–95. [PubMed]
6. Antiretroviral Therapy Cohort Collaboration. Life expectancy of individuals on combination antiretroviral therapy in high-income countries: a collaborative analysis of 14 cohort studies. Lancet. 2008;372:293–9. [PMC free article] [PubMed]
7. van Sighem AI, Gras LA, Reiss P, Brinkman K, de Wolf F. Life expectancy of recently diagnosed asymptomatic HIV-infected patients approaches that of uninfected individuals. AIDS. 2010;24:1527–35. [PubMed]
8. Nakagawa F, Lodwick RK, Smith CJ, Smith R, Cambiano V, Lundgren JD, et al. Projected life expectancy of people with HIV according to timing of diagnosis. AIDS. 2012;26:335–43. [PubMed]
9. Referensgruppen för Antiviral Terapi (RAV) Lippincott Williams: Wilkins; Antiretroviral behandling av HIV-infektion 2013.http://folkhalsomyndigheten.se/documents/projektwebbar/rav/rekommendationer/antiretroviral-behandling-hiv-v140210.pdf
10. Attia S, Egger M, Muller M, Zwahlen M, Low N. Sexual transmission of HIV according to viral load and antiretroviral therapy: systematic review and meta-analysis. AIDS. 2009;23:1397–404. [PubMed]
11. Loutfy M, Wu W, Letchumanan M, Bondy L, Antoniou T, Margolese S, et al. Systematic review of HIV transmission between heterosexual serodiscordant couples where the HIV-positive partner is fully suppressed on antiretroviral therapy. PLoS One. 2013;8:e55747. [PMC free article] [PubMed]
12. WHO and US NIH Working Group Meeting on Treatment for HIV Prevention among MSM. What additional evidence is required? Geneva, 26–27 October 2011.
13. Sturmer M, Doerr HW, Berger A, Gute P. Is transmission of HIV-1 in non-viraemic serodiscordant couples possible? Antivir Ther. 2008;13:729–32. [PubMed]
14. Politch JA, Mayer KH, Welles SL, O’Brien WX, Xu C, Bowman FP, et al. Highly active antiretroviral therapy does not completely suppress HIV in semen of sexually active HIV-infected men who have sex with men. AIDS. 2012; 26:1535–43. [PMC free article] [PubMed]
15. Lambert-Niclot S, Tubiana R, Beaudoux C, Lefebvre G, Caby F, Bonmarchand M, et al. Detection of HIV-1 RNA in seminal plasma samples from treated patients with undetectable HIV-1 RNA in blood plasma on a 2002–2011 survey. AIDS. 2012;26:971–5. [PubMed]
16. Cohen MS, Muessig KE, Smith MK, Powers KA, Kashuba AD. Antiviral agents and HIV prevention: controversies, conflicts, and consensus. AIDS. 2012;26:1585–98. [PMC free article] [PubMed]
17. Wood E, Kerr T, Marshall BD, Li K, Zhang R, Hogg RS, et al. Longitudinal community plasma HIV-1 RNA concentrations and incidence of HIV-1 among injecting drug users: prospective cohort study. BMJ. 2009;338:1649. [PMC free article] [PubMed]
18. Kirk G, Galai N, Astemborski J, Linas B, Celentano D, Mehta S, et al. Decline in community viral load strongly associated with declining HIV incidence among IDU. Proceedings of the 18th Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, 27 February–2 March 2011, Boston, MA, USA; 2011.
19. Wood E, Milloy MJ, Montaner JS. HIV treatment as prevention among injection drug users. Curr Opin HIV AIDS. 2012;7:151–6. [PubMed]
20. Referensgruppen för Antiviral Terapi (RAV) Lippincott Williams: Wilkins; Profylax och behandling vid graviditet hos HIV-1 infekterade kvinnor, 2013.http://folkhalsomyndigheten.se/documents/projektwebbar/rav/rekommendationer/profylax-behandling-graviditet-hiv1-infekterade-kvinnor.pdf

 

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150 comentários

  1. Junior diz

    Que maravilha!!!! Isso significa que eu posso chupar bala sem papel!!!! Kkkkkkk

  2. 1° de dezembro de 2014
    CHEGA DE LAMENTAÇÃO!

    Já até consigo imaginar os comentários pessimistas como: “ah! Mas isso é na Suécia”… “No Brasil é pior por isso ou por aquilo”… “Nossas medicações são ultrapassadas”…. “Tem arvs melhores em todo mundo e aqui nada”…. Que tal aproveitar o dia mundial de combate à doença e fazer alguma coisa?

    Muitos vão achar que tive uma overdose de efavirenz enquanto escrevia este texto. Sei que é mais fácil criticar que agir. Portanto, estou aberto a julgamentos. O pior já atingiu, não só a mim, mas a todos nós. Nestes últimos seis meses, acompanho quase que diariamente as postagens e comentários de vários blogs voltados ao tema HIV/AIDS. Encontro depoimentos motivadores, porém muitas lamentações. Hoje, me pergunto: e a AÇÃO?

    Entendo perfeitamente o anonimato que escolhemos viver. Sim, estou incluído nisso! Pagamos um preço alto, nos tornando reféns da boa vontade de quem faz política pública voltada para quem carrega o estigma do + sorológico. Não cobramos pelo que gostaríamos por causa do medo. Medo de sermos apontados. Medo da discriminação. Medo da solidão. Medo do julgamento. Medo… Medo… Medo… atormentador. Enfim, a partir do dia do diagnóstico tive que estudar o vírus e, principalmente, enfrentar todos os fantasma, já que não existe outra alternativa.

    Não incentivo mostrarmos a cara! Mas pergunto: Quantos membros desta “sociedade secreta” (particularmente me sinto vivendo em uma) cobrou dos nossos representantes medidas que tornem nossa vida um pouco mais leve (se isso for possível)? Perdemos tempo com muito mimimimimimimimi que não leva a soluções. Muitos esperam a pílula única, anunciada desde 2013, e que até agora, final de 2014, apenas soropositivos de dois estados brasileiros recebem.

    Passamos pelo outubro rosa, estamos no novembro azul e logo chegaremos ao mês do laço vermelho que, ao meu ver, pouco tem contribuído para nossos anseios. Até mesmo por culpa nossa. Queremos a cura? CLARO. Sonho com isso! Porém, se nós brasileiros não conseguimos lutar nem por medicações melhores, nem um 3×1 que já é realidade em vários países, imagina a remissão total do vírus.

    Eu nunca enviei um e-mail para o Ministério da Saúde cobrando respostas. Quantos daqui já fizeram isso? Acredito que poucos. Quem nos representa percebe o nosso conformismo e limitação em reclamar para outros que estão na mesma situação. Está na hora de mudarmos isso e um bom começo seria o dia 1° de dezembro de 2014 – DIA MUNDIAL DE COMBATE AO HIV/AIDS.

    Eu farei minha parte. Neste dia, não colocarei o famoso laço “cool” no face… no crachá da empresa… não me deslumbrarei com prédios públicos iluminados de vermelho… muito menos darei crédito às matérias sensacionalistas que vão insistir em apontar o BRASIL como referência no combate e tratamento da doença… CANSEI DESTA PIADA! Mesmo que anonimamente, com a proteção que a virtualidade me oferece, vou dedicar alguns minutos para ESCREVER e COBRAR pelo que tanto espero: TRATAMENTO MELHOR. O 3×1 seria um bom começo.

    Temos menos de um mês pela frente. Temos inteligência. Precisamos ter VONTADE. Neste dia, podemos lotar as caixas de e-mail do Ministério da Saúde, de nossas secretarias de saúde estadual e municipal. Cada um de nós trocando as LAMENTAÇÕES por COBRANÇAS. Se vai dar resultado ou não? Difícil responder. Mas vou fazer minha parte… E você?

    • CARA + diz

      Esse é meu amigo Marcos Fortal!!! orgulho de vc! Já vou preparar meu texto aqui tb. Numa dessas, como vc disse, uma overdose de solicitações, podem pelo menos, virar notícia!!!

      O que acham de nos mobilizarmos nesse dia? quem souber mais informações de onde, quando, porque, para que e para quem, ajude!

      Poderíamos até combinar um período/dia, em que todos mandem essa solicitação nesse mesmo dia. Encher a caixa de email dos caras!

      Será que é muito efavironha?

      • Cara +,
        A ideia é justamente esta. Todos escrevem e todos enviam suas demandas para o MS no primeiro de dezembro. Seis meses de diagnóstico foram suficientes para eu ter certeza que não me conformarei apenas com um cv indetectável ou um cd4 acima dos valores padrões.

    • Marcos A. Goulart diz

      Boa Tarde Marcos Fortal.
      Eu gostei muito do seu comentário achei muito elegante e muito bem explicativo, na verdade muitos de nós nem sabemos onde recorrer” Apenas fazemos a nossa consulta e acompanhamos a nossa carga viral e a CD4 e tudo bem” . Seria interessante nos recolhermos assinaturas por todo o país para pressionarmos nossas autoridade ha serem mais ágeis em relação para acompanhar a evolução mundial nos medicamentos não só do HIV, mas em todas as áreas da saúde.
      Será que o próprio blog não faria isso.
      Se caso conseguirem já tem uma assinatura de muitas que viram.
      Espero que você entenda o meu comentário e possamos somar forças para mudar pelo menos para uma única pilula isso já seria muito bom.

      Grato

      marcos goulart

      • Obrigado, Marcos A.

        Acho muito bacana quando fala “em todas as áreas da saúde”. Afinal, temos doenças tão sérias e com tratamentos melhores que não são realidade ainda no Brasil.

        Porém, neste momento, com a proximidade do dia de combate à doença, o foco seria o HIV. Gosto da ideia das assinaturas, mas tenho muitas ressalvas em relação a isso. Primeiro, a maioria de nós prefere o anonimato (eu sou um deles). Segundo, a logística de colher tantas assinaturas que nos garantam alguma representatividade. U

      • Sergio, você que merece meus parabéns por nos manter sempre atualizados das novidades. Você parece escrever com propriedade, passando uma certa segurança para todos os leitores do JS. Abraços

          • Pequena + diz

            Sérgio

            Vc merece mesmo moço carioca, muito esclarecedores seus posts 😉
            Tenha certeza de uma coisa, vc está ajudando muitas pessoas que leem esse blog 🙂
            Bjus da Pequena +

            • Sérgio diz

              Pequena + , obrigado pelas palavras , saber que posso estar ajudando alguém já é o mais importante pra mim , tudo de bom pra vc. Beijos.

    • Pequena + diz

      Marcos Fortal

      Muito bom seu post!!!
      De fato, infelizmente vivemos no anonimato, mas como vc mesmo disse temos obrigação de lutar por nossos direitos e gostei muito dessa ideia que vc propôs.
      Seria legal se o JS ou vc mesmo postasse algo nos dando coordenadas de como fazer isso.
      Porque tenho certeza que o número de leitores desse blog é muito grande.
      Eu mesma fiquei por meses observando e lendo até tomar coragem de escrever.
      Vou preparar meu texto 😉
      #ESTAMOSTODOSJUNTOS
      Bjus da Pequena +

      • Pequena,
        Vamos preparando nossos textos que vou descobrir um canal para enviarmos nossas solicitações!
        #estamosMAISjuntos
        Rsrsrsrsrsr

        Bj

      • Não sei como andam as pesquisas, por isso não posso falar com propriedade. Mas, pelo que tenho lido, algumas iniciativas brasileiras se perdem no meio do caminho por falta de investimento. Poderia ser mais uma demanda nossa, mais investimentos em pesquisas. Me corrija se eu estiver errado. Afinal, este meu argumento é apenas um achismo!

  3. Ótima iniciativa marcosfortal.. Vamos cobrar sim!!! Já vou preparar o
    Meu texto! Temos que fazer algo! Não podemos mais ficar na inércia!

  4. Luz diz

    Isso aí,concordo plenamente!!!tb vou preparar meu texto!!!se nós que estamos nessa ñ fazemos nada,imagina se o ministério da saúde que só tem burocrata vai fazer!

  5. gaúcha diz

    Olá MarcosFortal! Moro no RS e já faço uso da pílula única fazem uns 2 meses! E te digo: que maravilha!!!!! Espero do fundo do meu coração que todos vcs tenham acesso. Tomo 1 comprimidinho antes de dormir e pronto! Estou com cv indetectável desde qndo iniciei o tratamento em 2009 e CD4 sempre na faixa dos 600! Gente, vida normal!

    • LÚCIA diz

      Gaúcha boa noite , você toma um só comprimido ao dia ? ou 1 só comprimido de 12 em 12 horas , pois alguém poderá explicar como vai ser ?

      • Cara + diz

        OI Lucia

        aqui no RS, desde junho, julho/2014, os novos diagnosticados já começam a tarv com o 3×1. Teno, Efa, Lami em um único comprimido, que deve ser tomado a noite, preferencialmente perto do horário de ir para a cama.

        é muito prático e simples. Praticamente livre de efeitos colaterais.

        Como sempre digo, que esta seja a realidade para todo o Brasil e que logo possamos ter outros recursos tão bons quanto o que é feito em outros países e acompanhamos por aqui.

      • gaúcha diz

        Lúcia,
        Sim, eu tomo só 1 comprimido ao dia, sempre antes de dormir! É a combinação do Efavirenz + Tenofovir + Lamivudina…. estou neste mesmo tratamento desde 2005 e indo muito bem!

      • gaúcha diz

        Obrigada Sérgio! Vamos que vamos e sempre em frente! Sucesso e saúde para todos!

  6. Ricardo - Guarulhos diz

    Marcos Fortal, to dentro tb ! Eu particularmente tb estou nesta de ir ver minha carga viral e CD4 e pensar “nossa que bom que baixou”. Mas como vc disse não é só isto, temos que nos mobilizar para tentar algo melhor, senão, estaremos “ad eternum” esquecidos. Enfim, tenho meu texto ! Seria interessante o blog disponibilizar alguma tema neste sentido, bem como informar o endereço (email) correto para envio da solicitação/providências. Conte comigo no for preciso. Forte abraço.

    • Gaúcha, é justamente esta “comodidade” que muitos esperam.

      Ricardo, ainda não sei o email para quem vou enviar. Seria interessante que os participantes que já entraram em contato com o MS passassem o canal de comunicação. Acredito que no próprio porta deva ter algo tipo “fale conosco”. Enfim, vou verificar e passo esta informação em breve.

  7. MB+ diz

    Gente,

    Que bom ouvir de voces essas coisas ….Marcos Fortal Virei seu fã.
    Bem eu cobro sempre e as vezes consigo algumas coisas como estas noticias:

    http://www.aids.gov.br/noticia/2014/2-em-1-e-ritonavir-termoestavel-comecam-ser-distribuidos-na-proxima-semana

    http://www.aids.gov.br/noticia/2014/diretor-apresenta-acoes-do-departamento-e-perspectivas-para-2015-na-expoepi

    Bem o Ministerio da saude disponibiliza uma pagina na internet :

    http://www.aids.gov.br/

    Espero ter ajudado…

      • MB+ diz

        Pedro.

        Não, rsrs , não consegui isto… o que consegui são as informaçoes referente a distribuição e novos medicamentos.

    • MB +,

      Também sou seu fã 🙂 Acompanho sempre seus comentários antes mesmo de começar a me pronunciar por aqui.

      Valeu pela ajuda. Então, TURMA, no link enviado pelo MB+, cheguei a ouvidoria do Ministério da Saúde. No link que vou colar abaixo temos o espaço para enviarmos nossas demandas de forma anônima ou não. Poderíamos concentrar nossos esforços neste link, o que acham?

      http://ouvprod01.saude.gov.br/ouvidor/CadastroDemandaPortal.do

      Tem ainda o link FALE COM A PRESIDENTA (estou colocando presidenTA apenas porque consta assim no site….kkkkk). As mensagens são lidas, claro, por assessores. Apesar de não me passar muita credibilidade, segue o link para avaliação:

      http://www.brasil.gov.br/servicos/fale-com-a-presidenta

      #01/12/2014juntossomosMAIS

      Poderíamos colocar uma abertura padrão, para que o MS saiba que não somos apenas uma estatística. Minha sugestão:

      Marcos – CEARÁ (podemos colocar o nome fake das redes sociais)
      33 Anos
      Profissional Liberal
      Positivo: Maio 2014

      • Pequena + diz

        Marcos Fortal

        Gostei 🙂
        Será que o JS poderia ajudar divulgando no face book?
        Até mesmo o Atitude Abril e outras pessoas que lutam pela causa?
        Vc não montaria algo apresentável ( Arte,motivo,data,etc) de fácil compreensão para quem quiser ajudar divulgar?
        O que vc acha?
        Mesmo sem querermos aparecer, as redes sociais nos abrem muitas portas e nos dão essa oportunidade.
        De gota em gota podemos encher um oceano 😉

        Bjus da Pequena +

  8. ex ex ex Deprimido diz

    Ola Marcos Fortal, eu sou gaucho, mas nao moro no Brasil. Aqui onde estou, faco uso da pilula unica. Concordo com a “gaucha” que eh uma maravilha usar apenas uma pilula, super eficaz (fiquei indetectavel apos 24 dias de uso da pilula!). Evita muitos outros efeitos coletareis que poderiam ser diagnosticados.
    Nao sei se entendo bem a colocacao do texto, mas aqui onde vivo pelo menos, a pilula unica so eh liberada para quem eh recentemente diagnosticado, como foi meu caso. Os pacientes antigos que fazem uso de outras combinacoes, continuam a tomar o medicamento antigo.
    Eh sobre isto que tu te referes ao dizer “uma cobranca” do ministerio da saude? Eu entendo que no Brasil apenas no AM e RS estao distribuindo a pilula unica, mas novamente, somente para os recem diagnosticados (se eu estiver errado, me corrige por favor).
    Eu acho que realmente o Brasil eh uma piada quando se pronuncia como “referencia mundial ao tratamento da AIDS”. Isto nao existe ai. A distribuicao gratuita do remedio nao quer dizer que o Brasil esta a frente de outros paises. Tem que haver SIM uma cobranca ao governo, aos laboratorios e aos ministros. Eh impossivel viver com algo que “parece” ser facil de lidar.
    Estou longe de voces, mas com voces.
    Me da o endereco que eu mando email tambem!

    • gaúcha diz

      Eu faço uso da pílula única aqui no RS mas estou em tratamento desde 2005….acredito que essa informação não procede quando a liberação só dos recém diagnosticados. Não tive nenhum problema em alterar a medicação…ainda bem!!

      • ex ex ex Deprimido diz

        Oi Gaucha, eu so comentei o que eu escutei do meu infecto aqui. Mas que otimo que tu podes trocar o medicamento. Aqui eles sao mais reticentes quanto a isto. Acho que por preucacao.

        • gaúcha diz

          Claro Claroo! Vc tbém está fazendo uso de Efavirenz+Tenofovir+Lamivudina? Eu estou nesse tratamento desde 2005, então não precisei alterar a medicação, apenas só tomo 1 comprimidinho…que maravilha! Ano que vem completo Bodas (15 anos) com essa medicação e espero continuar assim até a cura! Oxalá!
          Tudo de bom pra vc, gaúcho!
          (obs: para um residente no exterior, tu carregas bem o nosso sotaque tchê.rsrsrsr)
          Sucesso e saúde eterna!
          Um abraço quebra costela

          • ex ex ex Deprimido diz

            Eu fui diagnosticado no dia 26/05 deste ano. E somente tomo o Stribild. Nunca tomei outros remedios. Ja comecei com a pilula unica. Por isto que eu falo o que meu infecto me conta e me guia.
            As vezes bate um baixo astral, mas de uma certa forma temos que manter a vida adiante!
            Nao eh mesmo?
            Eu espero nunca perder meu sotaque. O sotaque da Republica Federativa do RS! heheheh
            Adoro Porto Alegre e o RS.
            Abracos

            • gaúcha diz

              Tu és um recém diagnosticado! Bahh, estás no olho do furação…rsrsrs! E só te digo uma coisa: tudo isso vai passar!
              Todos nós aqui passamos pelo trauma pós diagnóstico, por muitas inseguranças, arrependimentos e medo…muito medo do que nos espera lá na frente! Mas acredite, TUDO ISSO PASSA! Verás que levamos uma vida absolutamente normal e digo mais: a nossa qualidade de vida melhora muito pq nos cuidamos mais!
              Te deixo 3 conselhos para toda a vida: toma a medicação à risca, faça exercícios físicos e relaxe! Não leve a vida tão a sério, desencana, manda o baixo astral se f….!!!!
              Qndo descobri a soro+ eu achava que era o HIV que ia determinar minha vida, mas hj eu vejo que não…é a minha vida que determina o curso do HIV!!!!
              Qquer coisa que precisar estou à disposição! Estamos aqui para nos ajudar!
              Abraços da República Federativa dos Pampas que continua linda como sempre!!!!

              • ex ex ex Deprimido diz

                Poxa gaucha, gostei muito do teu comentario “eh a minha vida que determina o curso do HIV!!!”. Vou aplicar isto para sempre no meu dia a dia.
                Eu tomo minha pilula religiosamente todos os dias as 9:30 da manha! Meu infecto disse que tenho que comer algo junto, pois a gordura eh que faz a pilula funcionar. Se eh verdade ou nao, eu nao sei, mas sigo a risca o que ele fala.
                Quanto aos outros items que tu falastes: relaxar e fazer exercicios fisicos, acho que vou chegar la, mas por enquanto ta F….. !!!!
                De certa forma eu sou desencanado das coisas e nao levo a vida tao a serio (talvez por isto estou na condicao de +), mas tem dias que da vontade de se aposentar e ir morar numa ilha do Caribe!!!! Tem outras coisas que inundam o pensamento da gente, como nao poder contar a ninguem. Viver em segredo. ODEIO isto. Eh como se tivesse vida dupla.
                Tu ehs de onde ai na Republica? 🙂

                • gaúcha diz

                  ex ex ex Deprimido!

                  Todos esses teus medos e devaneios eu já tive tbém…exatamente esses!
                  De achar que esse “problema” só acontece com a gente, que é melhor fugir do que enfrentar a realidade…e o anonimato então? puuutz! Sofri horrores com isso! Sempre me martirizei por não contar nada para ninguém e nem para a minha família, achando que se eu contasse ao menos eles sentiriam pena de mim e quem sabe assim o “peso” do HIV seria menor! Grande engano!
                  Tchê, quer trocar uma ideia comigo por e-mail? Acho q será proveitoso e útil para ambos…trocamos experiências, medos, anseios e quem sabe um pouco de esperança?
                  Estamos aqui para nos conhecer e compartilhar ideias…e quem sabe reconfortar o próximo que esteja precisando. Quando eu estive na fossa (aquele olho do furacão, sabe?), fiz grandes amigos aqui que foram essenciais….isso ajuda, vai por mim! rsrsrs
                  Quer meu e-mail?
                  Achei vc um ex ex ex Deprimido triiii legal tchê!
                  Abraços

              • Tati diz

                Vc é uma fofa gaúcha… Mto bom ler seu depoimento, tb sou gaúcha, mas estou fora dos pampas há algum tempo, hj moro em Goiás, amoooo meu Rio Grande!!!

                • gaúcha diz

                  Tati querida! Fofa somos nós todas que aguentamos esse tranco aí né? srsrs
                  És uma gaúcha de alma e coração!!!
                  Conte sempre com o meu apoio, estamos aqui para nos ajudar!
                  Beijãooo

              • Pequena + diz

                Gaúcha

                Muito legal seu post amei ❤
                Penso assim também 😉
                Mesmo quando passo por aquelas fases nubladas,trato logo de fazer o sol brilhar novamente.
                Boa noite, bjus da Pequena +

              • CARA + diz

                Gaúcha, muito bom ler o seu relato. Tb estou no olho do furacão. Muito bom saber que tudo passa e a vida volta ao seu curso normal.

                Tb sou gaúcho e faço uso do 3×1 e torço para que todo o Brasil logo possa ter acesso a essa medicação.

                No mais, se quiser manter contato, meu skype é: carapositivo@outlook.com

                • gaúcha diz

                  Olá CARA+!!!

                  ô gaúcho, aguenta firme aí que o olho do furacão vai passar!
                  Sou soro+ desde 2000 e hj vejo o qnto a minha vida é mais leve e bem vivida depois que descobri o tal do HIV!
                  Vivo com amor e vivo com vontade, entendes???
                  Não tenho skype, mas tenho e-mail…irei te mandar um para mantermos contato!
                  Beijão

          • Príncipe Sangue Azul diz

            Gaúcha!

            tá na brisa do efavirenz??? 2005 à 2015 = 10 anos. Ou vc se refere a 15 anos sendo positiva??

            Eu também estou no olho do furação mas o pior é que não poderei fazer o uso desse 3 x 1 porque meu vírus já é resistente ao efavirenz!!!

            O sonho da pílula única por enquanto continuará sendo sonho!!!

            Beijos!

                • MB+ diz

                  O que posso dizer…uma fórmula 3 em 1 sem o efa…sonho não muito distante…rsrs.
                  a farmanguinhos a todo vapor….vixe ja falei demais.

                    • MB+ diz

                      MarcosFortal

                      Síndrome do Pensamento Acelerado?????

                      Relaxa…KKKKKKK

                  • Matt diz

                    O que a Farmanguinhos está produzindo ?
                    MB+ e complera ? Stribild ? Triumeq ? Tem noticias ?

                    • MB+ diz

                      Matt,

                      Calma lá , ainda não estão produzindo nenhum desses , mas já há movimentação para produção de medicações que agregam mais de uma formulação .
                      Iniciou seno Brasil com o

                      Biovir: lamivudina150 mg; zidovudina 300 mg.

                      Depois o 3 em 1: lamivudina , efavirens e tenofovir.

                      Agora o 2 em 1 : lamivudina e tenofovir.

                      O Ritonavir termo estavel já é uma realidade.

                      Com a quebra das patentes acho que em 2017 será cada vez mais comum a inserção de medicações contendo na sua formulação mais de um medicamento.

                      Citei a Farmanguinhos para exemplo mais há outros laboratorios que também poderão estar fabricando medicações para o combate ao HIV.

                      Mas temos que ter paciencia não será do dia para a noite que isso ira acontecer.

                • Príncipe Sangue Azul diz

                  Siiiim! Mas essas pílulas não são disponibilizadas pelo SUS.

                  Me resta fazer umas combinações meio chatas com Biovir (que tem AZT – o medo da famosa lipodistrofia) Kaletra que todo mundo reclama de desconforto intestinal ou ainda um outro que não lembro o nome mas dá ictericia.

                  Sendo assim, sobra os mais avançados Inibidores de integrase que necessitam de aprovação especial para uso devido ao custo. Esses remédios, eu acredito, ainda não tiveram a quebra de patentes.

            • vanessa diz

              Oi Príncipe sangue azul, como vc sabe que seu vírus é resistente a essa medicação??
              Bjs

              • Príncipe Sangue Azul diz

                Oi Vanessa!!

                Eu tive a sorte de ser convidado a fazer uma pesquisa de genotipagem quando eu recebi o diagnóstico.

                Isso foi um tremendo presente do universo porque senão eu iria começar um tratamento ineficiente!!

            • gaúcha diz

              Principe Sangue Azul!

              Sou soro+ há 15 anos e estou em tratamento há quase 10 anos e tenho apenas 33 anos de idade!

              Saiba que o olho do furacão irá passar…basta ter paciência e calma! As coisas se ajeitam e tenho certeza que vai conseguir driblar esse vírus aí! Hj eu só lembro q tenho o HIV quando vou dormir, pq sei q é a hora de tomar a minha “pílula” da sobrevivência…de resto, a vida segue norma!

              Qquer coisa que precisar, estou sempre por aqui….escrevo pouco, mas sempre leio tudo e estou antenada em todos os comentários de vcs!

              Beijãoo!

              • Príncipe Sangue Azul diz

                Gaúcha!

                que história!! vc descobriu ser soropositiva logo no inicio da vida adulta. Pelos seus comentários anteriores eu achava que você fosse mais velha que eu. E, na verdade, você é um ano mais nova ainda!

                Que belo exemplo para todos que estão chegando agora!

                Deixa eu te perguntar: Porque você começou o tratamento cinco anos depois? Foi quando você teve o diagnóstico ou foi devido ao antigo protocolo do MS que indicava tratamento devido ao limite da queda de CD4?

                beijão!

                • gaúcha diz

                  Príncipe Sangue Azul!!!

                  éééé, já temos história para contar, e olha que estamos na flooor da idade…rsrsrs!!!
                  Com a soro+ ainda garota, amadureci cedo demais, mas hj vejo o quanto sou forte e preparada para o que vier pela frente!!!

                  Infelizmente eu tive que seguir o antigo protocolo que determinava um limite mínimo de CD4 em 250 (acho q era isso!!), aí eu fazia aquele acompanhamento de 3 em 3 meses, mas de uma hora para outra meu CD4 despencou para 80….isso mesmo, 80!!!!!! e a carga viral para mais de 100 mil!! Eu estava morrendo! Batalhei muito e em 3 meses com a medicação fiquei com cv indetectável e meu CD4 sempre na casa dos 800!
                  Assim sigo até hoje, depois de taaaantos anos! Não sei quando peguei o último resfriado! rsrss

                  Se eu tivesse iniciado o tratamento logo, eu não teria sofrido tanto…mas enfim, protocolos são protocolos! hehe

                  Abração

            • gaúcha diz

              Olá Príncipe Sangue Azul!

              Sou soro+ desde 2000 e estou em tratamento com a medicação desde 2005. Agora tive a oportunidade de substituir por 1 comprimido! uma tranquilidade só!

              Oxalá que todos tenham essa possibilidade!

              Abraçãooo e saúde sempre!

    • Ex ex ex deprimido,
      O 3×1 brasileiro é uma combinação de efavirenz, lamivudina e tenofovir. Estes três comprimidos são fornecidos separadamente aos soropositivos. Este é o esquema de primeira linha (palavras da minha infectologista) receitado na maioria dos casos de início de diagnóstico. Se não me engano, mais de 50% dos soroBR’s utilizam esta combinação. Desta forma, substituiríamos quatro comprimidos diários por um único contendo as três substâncias.

      Tem ainda o 2×1 (que não sei de ninguém que toma) que combina a lamivudina e o tenofovir. O efavirenz fica fora porque muitas pessoas não se adaptam bem a ele. Neste caso, a pessoa tomaria o 2×1 mais outra medicação. Assim que tiver o endereço, eu publico aqui 🙂

      • ex ex ex Deprimido diz

        Oi Marcos Fortal,

        Obrigado pela explicacao, mas eu apenas transcrevi o que meu infecto falou. Nao sei se a formula eh aplicada igualmente em todos os paises, mas inclusive no site oficial do Stribild tu podes ler que o medicamento eh indicado apenas para novos pacientes.

        http://www.stribild.com

        A pilula que eu tomo eh a combinacao de 4 outros medicamentos (a unica diferenca no meu frasco para o site, eh que o Tenofovirdisoproxil eh 245mg e nao 300mg)

        150mg Elvitegravir
        150mg Cobicistat
        200mg Emtricitalvine
        245mg Tenofovir disoproxil

        Nao me pergunta como eles fazem a matematica aqui, porque nao fecha 100% 🙂

        Isto quer dizer entao que eu tomo 4 “comprimidos” de uma vez so, mas combinados em uma pilula.

        Realmente nao sei como funciona isto, porque a Gaucha tambem esta tomando Sribild, e pelo que ela fala a combinacao dela eh de 3 comprimidos. As formulas sao entao diferentes de um para outro.

        Se eu puder contribuir com mais alguma informacao, eh so avisar.

        • MB+ diz

          ex ex ex Deprimido

          Pera lá….a Gaucha não toma o Stribild ela toma o 3 em 1 que é simplesmente a combinação de 3 medicações (efavirens, Tenofovir e lamivudina) em um só comprimido , no Brasil não tem o Stribild.
          O Ministério da Saúde me garantiu que o 3 em 1 estará sendo distribuído em todo território nacional até março de 2015.

          Então teremos no Brasil:

          3 em 1 , 2 em 1 para pessoas resistentes ao efavirens , o Ritonavir termo estável ( não vai mais precisar ir para a geladeira).

          • ex ex ex Deprimido diz

            MB+ e Marcos Fortal e Gaucha!
            Mil perdoes pela minha ma leitura no post da Gaucha. No meu humilde entendimento, eu achava que o Stribild era o unico comprimido de 3×1. Agora acho que entendi tudo, no momento que tu falastes que no Brasil nao tem Stribild.
            Peco desculpas.

            • Ex ex ex deprê 🙂 Não precisa pedir perdão, estamos aqui para trocar ideia mesmo!
              Enfim, no planeta terra, já tem bem umas cinco combinações que são de comprimido único, não só o stribild.

            • gaúcha diz

              ex ex ex Deprimido!

              Exato, o que eu tomo não é o Stribild…é a combinação de 3 (efa+lamiv+tenof) num só comprimido. Olhei agora no frasco para ver qual é o “nome fantasia” e não diz nada, somente o nome dos 3 medicamentos….

  9. ex ex ex Deprimido diz

    Sabes o que eh engracado? O texto eh de onde eu moro, e nunca tinha escutado falar deles… 🙂

  10. Oi pessoal, tudo bem? Meu nome é Leo, tenho 19 anos e estou na melhor fase da vida, creio eu. Vestibulares, conversas fiadas com os amigos, sair pra tocar com a galera, defender o socialismo e ficar em dúvida sobre o futuro. Ah… e a pegação, que não pode faltar, não é? Pois é… só que nesse último eu exagerei e transei sem camisinha. Transei consciente do que é HIV, do que é Aids, do que é CD4, carga viral, indetectável e todos esses termos que fazem parte do cotidiano HIV/Aids. Estava no grupo do qual achava que o HIV está nos grandes centros, na casa do vizinho, no amigo do amigo da prima, mas nunca em nós. Achamos que somos seres superpoderosos, que nunca acontecerá com a gente, e coisa e tal. Porém não. Estou há uma semana com uma diarréia moderada e tive febre por 1 dias. Apenas. O suficiente para pesar na cabeça. Pensei várias coisas: pensei em não ir fazer o teste, em não saber e deixar a vida levar, mas seria injusto. Injusto com vocês, amigos soropositivos (por enquanto) que dão esse incentivo à vida quando chega um desconhecido, como eu, que existe vida pós-HIV. Seria injusto com os meus pais, que me amam e me querem bem. Seria injusto com os meus amigos e, principalmente, comigo mesmo, que vim à este planeta cumprir algo. Por isso decidi fazer o teste e ficar sabendo. Torço pelo diagnóstico negativo, mas caso venha o contrário estarei ciente que o HIV não irá acabar com a minha vida; que existe vida de muuuuuuita qualidade pós-HIV, e vocês são exemplos disso. JS, Vida, MB+, adoro os seus posts. Amanhã a tarde irei ao CTA da minha cidade fazer o teste rápido. Torçam por mim galera, e me enviem boas energias. JS, você não sabe o quão importante é esse blog, esta troca. Meus parabéns por, diariamente, salvar vidas. Peço que me add no skype: leo.doliveira ! Gente, muito obrigado por me lerem aqui, e amanhã a tarde compartilho aqui com vocês o resultado do meu teste. Sorte e saúde pra nós!

    • Pequena + diz

      Leonardo Domingues

      Na torcida para dar negativo ;).
      Foco, força e fé ❤
      #TAMUJUNTOS
      Bjus da Pequena +

    • Leonardo,

      Torço de coração para que seu resultado seja negativo. Apesar dos avanços, o HIV hoje apesar de controlado por medicamentos, tem um enorme poder de nós tirar do centro. Mas passa! O que me intriga em seu comentário é o fato de ter conhecimento sobre Cd4, CV, INDETECTÁVEL e não ter procurado uma PREP após a relação de risco. Eu, particularmente, nem sabia que isso existia antes de receber meu diagnóstico. Com os seus conhecimentos, deve saber ainda que existe uma janela imunológica, né? Deixe para fazer o teste após este período, ok?

      No mais, boa sorte! E depois informe o resultado que ficaremos felizes em saber que deu um não reagente 🙂

    • Pessoal, vocês sempre muito solícitos. Meu resultado para HIV deu negativo. Agora é a prevenção para que eu permaneça negativo. Acompanharei sempre esse blog; as pessoas aqui são demais! Muito obrigado Pequena e Marcos. Vamos, juntos, educar quem não tem educação e esperar pela cura, que convenhamos, virá. E em um dia, mês ou ano próximo olharemos para trás e vamos dizer que vencemos o HIV… ou melhor, vencer a maioria aqui já venceu. A frase certa é: TCHAU HIV, ATÉ NUNCA MAIS! Valeu pessoal.

      • MB+ diz

        Cara que bom…Fico muito feliz quando tenho essas noticias.

        Agora pode até voltar a ser a geração coca cola mas usando camisinha sempre.

      • andersonbsb diz

        Que bom Leo que deu negativo, tava torcendo. Passei por isso e esse momento é muito complicado, mas foi bom por um lado, pois tive a oportunidade de encontrar esse espaço e entender mais sobre esse virús e conchecer pessoas maravilhosas como você mesmo viu. Agora estou sempre aqui, torcendo pela evolução dos tratamentos e a busca pela cura. Boa sorte.

  11. Anai diz

    Gaúcha,
    Você escreveu o que estava precisando ler, tem horas que eu penso que essa “avalanche” não vai passar, então évsempre confortante ler comentários positivos, como seu, e outros tão bem articulados como do MarcosFortal.
    Valeu amigos anônimos!!!
    Valeu Js pela boa informação!!!
    Abs, Anai

  12. Príncipe Sangue Azul diz

    Vamos sair das sombras e invadir a sala desses parlamentares!

  13. Alguém tem ideia de quanto custa cada medicação para o governo? No meu contato ao Min Saúde quero falar de quantos tratamentos só o imposto de renda me leva. Quero o atripla!!!

    • MB+ diz

      Binho,

      sei que o 3 em 1 sai para o governo em torno de 1 .200 reais por mês para cada paciente.

      Uma pergunta por que você quer o Atripla?

        • MB+ diz

          Binho…seu esquema nao é teno. Efa.lami?
          Então é o 3 em 1 e não o atripla.

            • MB+ diz

              Negativo….O Atripla é uma medicação distinta do 3 em 1 Brasileiro pois em sua formula contem emtricitabina e não a Lamivudina ou seja:

              3 em 1 : Tenofovir – Lamivuldina – Efavirens.
              Atripla : Tenofovir – Emtricitabina – Efavirens.

              • MB+, então corrijo, quero o 3×1. Desculpem minha ignorância/precipitação de comentar sem tanta base. Agora, 1200 por mês é dureza… Trabalhei em empresa farmacêutica que produzia para a Farmanguinhos e aquele produto específico tinha o custo de fabricação muito pequeno em comparação ao preço de venda. Acho que o 3×1 de repente poderia custar a metade ou menos para o governo.
                Boa saúde a todos!

                • Não é uma questão de custo. É uma questão de lucro. Enquanto a patente ainda é válida, a Gilead pode cobrar o qto quiser. E o governo pode fazer pouco. No fim, os governos que tem alguma política de distribuição gratuita de medicamentos como o Brasil só tem duas opções: esperar a patente vencer ou quebrar a patente. A segunda opção pode parecer mais justa pra nós, mas pro governo acaba criando alguns efeitos colaterais económicos. Até onde eu sei, só a patente do efavirenz foi quebrada até Hj. No resto, os governos preferem esperar a patente vencer.

  14. Madara diz

    Marcos. Tenho acmpanhadp p blog, das sombras e faco uma aparicao so para responder a teu comentario ao leonardo. Acho que por mais noia que a pessoa seja poucos sao os que transam sem camisinha e vao tomar pep no dia seguinte, mas depois a cabeca pode ficar martelando bovagens. Mas o principsl eh que infelizmente nuitas vezes nem conseguimos acesso a um teste rapido so para ter um atendimento himanizado no cta quanto mai receber pep.

  15. James diz

    Eu moro num dos 2 estados que distribuem a pílula unica e minha médica até quis mudar minha medicação pra facilitar minha vida, mas infelizmente meu organismo não tolerou o tenotório (fez mal aos rins), e o efavirenz quase me coloca no hospício, resultado, de nada adianta o 3 em 1 pra mim. Tomo 4 comprimidos por dia. O que quero dizer com isso, gente, é que temos que lutar por muito mais e não nos conformar com pílula unica, temos que lutar por pesquisas pra cura, ou pelo menos medicações novas, sem tantos efeitos colaterais. A indústria da aids quer nos manter tomando remédios que as enriqueçam, a luta, repito, tem que ser pela cura, ou um tratamento menos dependente, uma injeção semanal, ou mensal, sei lá. Agradeço pelo que já temos, mas podemos melhorar sim.

  16. James diz

    Desculpem, no meu comentário acima, onde se lê: tentório, quis escrever TENOFOVIR, foi falha do teclado.

    • Cara bh diz

      Oi james, quais sintomas que teve por apresentar problema no rins?? Eu estou tomando tb mas accho tambem wue esta me dando problema!
      Abraco

      • James diz

        Cara bh
        O TENOFOVIR, que tomei por uns dez dias me deu dores nos rins e urgência urinária, depois disso não aguentei e voltei na medica que logo retornou com a velha zidovudina-lamivudina. A outra troca foi o efavirenz pela dupla atazanavir-ritonavir, é o que tomo hoje em dia. Minha médica bem quis me passar a pílula unica, mas como você vê, eu é que não suportei, uma pena pois seria um conforto tomar um só comprimido na hora de dormir, em vez disso tomo 3 a noite e 1 pela manhã. Detalhe, assim que descontinuei o TENOFOVIR os sintomas desagradáveis nos rins cessaram.

        • Cara + diz

          James

          concordo com vc e acredito que esta poderia ser uma das “veias” de nossas solicitações. Um tratamento melhor, uma medicação melhor com menos efeitos colaterais e tal.

          Porém, democracia é isso. O que faz bem a grande maioria para uma determinada situação é o que efetivamente acaba acontecendo. Não sou nenhum expert no assunto, acredito que tenham pessoas bem mais “qualificadas” para falar sobre medicação que eu, mas me baseio por fatos.

          Um exemplo é o próprio blog: se fossemos colocar em porcentagem o número de pessoas que postam algo aqui e que sofrem efeitos colaterais fortes x os que não sofrem e “vivem relativamente bem” com a medicação, acredito que já teríamos uma boa amostragem dessa minha colocação e entendimento de como os órgãos públicos se comportam frente a situação.

          Ainda usando o blog como referencia, o número de posts relatando efeitos colaterais graves, dores insuportáveis, ou medicação que não funciona é muito menor do que aqueles que tem uma vida normal com sua tarv. Querendo ou não, para mim, isso já é um insumo para uma tomada de decisão quanto ao tratamento. Diga-se de passagem, como foi um ponto determinante para eu começar o tratamento sem medo.

          Longe de mim querer defender este ou aquele órgão/laboratório e bla, blá, blá, mas administrativamente, acredito que as coisas funcionem assim. e se a gente não solicitar por algo melhor, corremos o risco de continuar na mesma.

          Então, bora lá escrever!

        • Cara + diz

          James, eu de novo!
          cara, para vc ver a importância deste espaço. Vi que vc solicitou ao Carabh sobre quais sintomas ele sentia nos rins. Essa semana senti um leve, levíssimo desconforto nas costas, próximo aos rins e já liguei a tarv.

          Só tinha me esquecido que no fim de semana, passei o dia esfregando parede da casa da praia para as merecidas férias que chegam no mês que vem. Bem isso cara, lerê, lerê…

          Vi que o que sentia era apenas uma dorzinha por esforço físico que nada tem haver com o organismo não suportar a medicação e ter que trocar!

          obrigado pela troca de informações!

  17. Hope diz

    Parabéns novamente pelo blog e por essa postagem em especial. Sou casada com um soropositivo (ainda não tenho minha sorologia definitiva, apenas um primeiro exame negativo pois descobrimos há pouco tempo). Muito bom sabermos que podemos ter uma vida amorosa normal, independentemente de minha sorologia definitiva, que só deve sair em 2 meses. Assim, ainda sendo “soroindeterminada”ou “sorodesesperada” como vi por aqui, quero apenas ajudar meu marido que passa por um momento de aceitação.
    Muito legal ouvir pessoas com bons pensamentos, boas ideias e boas palavras. Precisaria apenas de algumas dicas pois acho que estou sendo um pouco exagerada com os cuidados dele… tenho medo de invadir demais pois prezo muito sua liberdade… passo o tempo todo que estamos juntos com um termômetro na mão e perguntando como ele está… ele já iniciou a terapia com Efavirez, Lamivudina e Tenofovir e não sente quase nada, mas eu fico muito triste quando penso que ele está infeliz e às vezes chora muito. Qual o melhor jeito de ajudar? Respeitando seu momento e me afastando ou abraçando e fincando junto? Caso meu exame seja reagente, também não sei qual será minha reação, por isso peço ajuda…. de qualquer maneira, acho que estamos todos no mesmo barco, pois pretendo envelhecer ao lado do meu marido. Abraços, saúde e alegrias a todos.

    • ex ex ex Deprimido diz

      Hope, que belo amor! Eu diria que tu tens que fazer o que teu coracao mandar. Se ehs para abracar e ficar junto, faca isto. Que presente divino ele tem em contar com o apoio da esposa dele num momento dificil. Acho que tu deves ficar junto e ao mesmo tempo respeitar o momento dele/de voces!
      Afastar, jamais!

    • CARA + diz

      Hope
      belo post. Concordo com o ex(3x) Deprimido, hehehe. Tem que fazer o que o seu coração mandar. Se der vontade de abraçar, abrace. Se der vontade de ficar junto, fique, se der vontade de beijar, beije. Enfim, ser natural. Muitas vezes só o fato de estar junto, sem falar nada, já é uma baita ajuda.

      Quanto aos cuidados, entendo a sua preocupação, mas na boa, nada exagerado. Estou indo para o terceiro mês de medicação e te digo que a vida é muito normal, o que difere minha vida agora de antes, é tomar o remédio antes de deitar.

      No mais, não parei com a minha vida, com meu trabalho, com as coisas que estava fazendo. Sei que a vida social fica um pouco comprometida nesses primeiros momentos, mas pelo o que percebo pelos post de pessoas com mais tempo de tarv, é que essas preocupações passam.

      Percebo de verdade, que muitos dos “fantasmas” são criações de nossa cabeça. Nessas horas me lembro muito de uma música da Marina Lima que diz: “sonhos são como deuses, quando não se acredita neles, eles deixam de existir”. Então bem por isso, xô tristeza, xô melancolia, xô o que pode te colocar para baixo!!!

      Vida que segue!

    • Mutatis Mutandis diz

      Hope, tb sou casado. E minha esposa é negativa (graças a Deus) o que eu torço muito para que ocorra com vc tb.

      Olha vou te dizer qual a melhor forma de vc ajudar seu esposo, baseado no que eu vivo com minha esposa.

      1) Esqueça o termômetro. Aqui em casa tem um cheio de poeira, nem nas minhas filhas pequenas estou usando. Se ele gripar…ahhh…arrume um lenço, uns limões e pronto.

      2) Deixe ele chorar, eu chorei muito, mas muito mesmo. Daqui a pouco isso passa. É só ele perceber o quanto vc o ama de verdade, e ao perceber isso ele vai internalizar a coisa mais transcedental e mágica que há no mundo: O PERDÃO que alguem pode nos dar e que vc deu pra ele.

      3) Você, na sensibilidade inerente à alma da mulher, vai perceber quando ele quiser ficar sozinho. E quando ele quiser ficar perto de vc, assim…bem normal…como se nada tivesse acontecido.

      4) Pergunte se ele gostaria de que vc fosse, ou não, ao médico com ele, dialogue a esse respeito. É bom saber antes de ser invasivo.

      5) Imagino que um dos seus medos seja perdê-lo (minha mulher vive horrorizada com essa possibilidade). Mas num vai não, pelo menos não dessa causa.

      6) Se o seu der positivo….ah isso não vai acontecer, se acontecer a gente fala depois, sofrer antecipadamente não vale a pena.

      Linda sua atitude. Quem perdoa imita Deus. Quem imita Deus faz o mundo melhor!

      Seu esposo e eu somos sem dúvida homens de sorte por ter esposas que literalmente seguiram à risca: “na saúde e na doença, na alegria e na tristeza”.

      Grande abraço!

        • Mutatis Mutandis diz

          Querido, Sérgio! Sou teu fã, rapaz…de muitos aqui nesse blog.. Estamos todos em mútua ajuda e isso é de uma grandeza incalculável…na boa, independente desse virus, é bom estar aqui com vocês. Nossa colega Hope será muito bem vinda, pode nos ensinar muito.

      • Cris Gaucha diz

        Mutatis,

        Hoje estou saindo da moita (sai da moita capivara kkkkk)para elogiar sua publicação. Parabéns pela ótima colocação.
        Um dos motivos que não falei pra ninguém até hoje sobre minha sorologia, é pq sei, que a cada respiração diferente, terá alguém com medo.

        Parabéns a vcs e felicidades sempre!!

        • Mutatis Mutandis diz

          Cris Gaucha,

          Obrigado pelos votos de felicidade. Te desejo muita também.

        • Crisssssssssss…ultimamente ando usando muito a sua frase…(SAI DA MOITA CAPIVARA)..KKKK

      • Mutatis Mutandis, perfeitas as suas colocações! Me emocionei… Ai meu Deus! ando tão emotiva ultimamente…..

        Abraços, beijos e queijos de sua fã chorona

        Vida

        • Mutatis Mutandis diz

          Você não existe….definitivamente! Especial demais!

          Abraço, Vida!

  18. Fernando Viana diz

    Parabéns pelo Blog. Esse assunto muito me interessa, meu Grande amor é soropositivo, ficamos juntos por 1 ano e 7 meses e aprendi muito com ele, hoje somos grandes amigos e sofremos muito preconceito, principalmente por parte de meus amigos, mas juntos superamos embora hoje não estamos mais juntos. Muito bom esse Blog.

  19. Floripa Sr M diz

    Oi pessoal é a primeira vez que escrevo sobre o assunto descobri a 1 mês , e estou totalmente perdido ja estou com os medicamentos os 3 teno + lami + efa … vou essa semana na medica ela vai me dar orientações de como tomar , mais estou super preocupado como sera minha vida daqui para frente, no momento estou no seguro desemprego tive que sair do meu trabalho meu emocional ficou super abalado e daqui 5 meses terei que voltar ao trabalho, tenho varias duvidas mais tbm não tenho as perguntas , as vezes me pego com nojo de mim mesmo as vezes tenho medo de sair de casa para nao correr o risco de me contaminar com alguma coisa .
    Ja tive vontade de desistir e deixar tudo como estar, mais amo muito a vida e resolvi lutar. espero que em breve tenha boas notícia para publicar aqui no blog , valeu e muita luz a todos

    • CARA + diz

      Floripa Sr M

      entendemos sua situação e te digo, todos nós, uns sofrendo mais outros menos, passamos por isso. Esse momento de aceitação é turbulento mesmo.

      Aqui vc vai perceber que tem pessoas que tomam a medicação há anos e nem lembram da sua condição sorológica, apenas quando tomam seus remédios. Te digo que fazem 3 meses que estou nessa e ainda quero chegar a esse patamar.

      Dê tempo ao tempo e comece sua tarv sem medo. Lembre-se que ela é sua aliada para controlar o vírus dentro de você. Bem por isso, ela vem para o seu bem, não para o mal.

      Procure ler os depoimentos aqui do blog e vai ver que a grande maioria, tem uma vida muito normal. Inclusive com gestações, compra de apartamentos, planos futuros… Enfim, vida que segue!

      Se quiser conversar via skype, anota ai: carapositivo@outlook.com

      força e fé!

    • Mutatis Mutandis diz

      Floripa, tudo bem?!

      Vou responder por vc: ” – Claro que sim, ora!!!”

      Floripa, acredite, está tudo bem com vc. Essa peça que nosso emocional nos prega é realmente forte, todos aqui sentiram isso: a falta de chão, se auto acusar de burro/idiota, se sentir infeliz e inferior, desejar nunca ter pego isso…enfim não gosto nem de lembrar de quando eu estava desse mesmo jeito, cheio de dúvidas.

      Olha, tem um post do Jovem Soropositivo (o nosso JS) intitulado “Esqueça tudo que você sabe sobre HIV”, está lá no site do Brasi Post. Leia assim que puder, é muito esclarecedor e de fácil compreensão.

      Mas antes que você leia, se é que não já leu, eu queria te dizer que vc não é um condenado à morte, nem ao exílio em si mesmo, nem cometeu crime algum. Você não é nenhum lixo social, não é um ser desprezível.

      Você, e eu, e quase 99% das pessoas que vêm a esse blog, somos pessoas que contraimos um virus, fazendo sexo sem preservativo, e só! Mas apenas isso!

      Esqueça a culpa. Aprenda mais sobre sua nova condição, pode ser aqui mesmo nesse blog. Tem uns caras aqui que deixam meu médico “no chinelo” de tanto que eles sabem sobre novidades.

      Esqueça os velhos jargões sobre essa infecção, eles são 99% mentira hoje em dia, desde que se siga o tratamento corretamente, coisa que está longe de merecer o adjetivo de ser uma tarefa hercúlea.

      Esqueça a ruína de um corpo esquelético ( a não ser que vc seja um cara bem esbelto, rsrsrs, tipo eu…).

      Tudo isso passou.

      Floripa, aprendi uma coisa com meus filhos pequenos: a criança só divide um brinquedo quando ela tem a noção da propriedade dela sobre aquele brinquedo. Então, desse momento em diante, ela está apta para dividir com o coleguinha.

      O mesmo ocorre com essa nova condição: enquanto você não tiver internalizado isso dentro de vc, eu, particularmente, te aconselho a não sair contando desesperadamente a quem vc pensa que seja seus amigos. Aguarde um pouco. Depois vc conta pra alguem que de fato vc conclua que mereça saber de algo que mexe ou mexeu tanto com vc.

      Floripa, fica com Deus (mesmo que vc seja ateu ou professe outra crença). Um abraço enorme, fraterno, cheio de vida, que aliás vc deve ter um monte também.

      Abraço!

    • Pequena + diz

      Floripa

      Se acalme, respire fundo que tudo vai dar certo.
      Quando passei por isso a 7 meses atrás, tive esses mesmos pensamentos seus 😦
      Me senti no olho de um furacão, destruída.
      Mas todo furacão se dissipa.
      E hoje sei que posso fazer planos futuros, viver normalmente e ser feliz.
      Enfim…
      Fé, força e foco 🙂
      Um abraço da Pequena +

  20. MB+ diz

    Gente,

    Temos que reinvindicar sim , mas temos que saber o que reinvindicar né? E onde reinvindicar.

    Digamos que as farmacias nos postos de saude não estão em local adequado expondo os pacientes quando vão retirar suas medicações.
    Onde reclamar?
    No proprio posto uma carta formal junto a gerencia ou na secretaria de saude do municipio já resolve.
    O medico não atendeu bem?
    Uma reclamação no Conselho de Medicina , tambem resolve.
    Quanto a medicações?
    Bem ai o buraco é mais em baixo…se for reclamar da falta de medicamentos já existente e que estajam na lista de distribuição no Brasil …no Site do SUS.
    Mas se forem cobrar a entregua de novos medicamentos ainda não fornecidos pela rede publica fica dificil…e vou explicar por que:

    Imagina voce soropositivo que nesse momento uma farmaceutica lança no mercado um novo medicamento para combate ao HIV , esse medicamento seria carissimo e para baratea lo o Governo entra numa negociacão junto ao fabricante e este por sua vez concorda em baixar o preço mas mediante a um contrato de fornecimento de 05 , 10 até 15 anos…Bem o governo fecha o acordo e todos comemoram a distribuição deste novo medicamento , Eu , Voce e Todos…Mas passado 01 ano do acordo uma outra empresa lança um outro medicamento um pouco melhor do que o que já esta sendo distribuido…o governo não pode simplesmente ignorar o acordo com a outra empresa e fechar um novo …precisa esperar um tempo para tentar uma nova negociação para tentar romper o contrato sem onus …Ai nos reclamamos …pois queremos a nova medicação imediatamente…esquecemos na vitoria do passado.

    Hoje no Brasil é ofertado 21 tipos de medicações diferente o que possibilita varias combinações diminuindo a mortalidade dos pacientes com HIV/AIDS.
    Todos os medicamentos citados por muitos como ATRIPLA, COMPLERA,STRIBILD,TRIUMEQ não são medicações assim tão diferentes das que são oferecidas no Brasil o diferencial é que são drogas combinadas num só comprimido e nem todas são de dose unica.

    Portanto reinvindiquem , cobrem , peça , lutem , mas sempre com razão e sabedoria , pois para o Justo não há luta perdida.

    • CARA + diz

      MB+, boa colocação.
      Tb concordo quanto a o que questionarmos. Bem como todos esses emails serem enviados a esses locais (que podemos definir aqui) no dia marcado. Justamente para que gerem um maior peso, maior número. Como disse anteriormente, no mínimo, uma pressãozinha poderia ao menos virar notícia, mostrando que não estamos simplesmente na inércia e que queremos e contribuimos para um melhor tratamento.

      Acredito até que poderia ser “criado” uma espécie de “roteiro” para esses textos que serão enviados para os órgãos públicos, para que todos “reinvindiquem” mais ou menos, pelas mesmas coisas. Lembrem-se juntos somos mais fortes.

      Ou mesmo, fazer uma separação por assuntos e órgãos competentes, como você mesmo colocou no seu post, mas ainda acredito que concentrar todos os esforços em um único canal de ouvidoria, seria o mais adequado a nós.

      Por isso a sugestão do tal “roteiro”, para falarmos todos, a mesma língua, caso contrário, corremos o risco de a coisa se perder, pois cada um falará e solicitará uma coisa diferente.

      O que acham?

      • Cara +,
        Estou pensando aqui numa estratégia para todos os interessados em escrever para o MS participarem de forma organizada. Em breve passo as coordenadas para entramos em um acordo coletivo 🙂 To cheio de ideia ultimamente! Kkkkkk ….Ah! Acabei de tomar minha dose de efa 🙂

        • Cara + diz

          amigão!
          saudades de tc contigo!
          Eu sou bem dessa opinião, já que é para “protestar” que seja algo organizado, senão vira zona (ex: o que houve no Brasil no ano passado, uns protestavam contra o aumento da passagem de ônibus, outros pela falta de segurança, outros pela corrupção, outros nem sabiam o que estavam protestando… e no que deu?) e cada um solicitará por uma demanda diferente. Inclusive acredito que o roteiro, formato do ofício/carta/solicitação deveria ser o mesmo para todos nós. Isso demonstra uma certa “organização”, ainda mais se receberem várias, solicitando a mesma coisa, de todas as partes do país.

          Corremos o risco de chamar a atenção.

          Já que para sermos soropositivos o nosso lema é aprender a viver (e dar valor) um dia de cada vez, quem sabe não esteja ai, o nosso grande legado ao solicitar coisas ao MS, uma solicitação de cada vez!

          Como li aqui, acho até que foi vc que postou: de grão em grão a galinha enche o papo!!! hehehe

    • Matt diz

      Bom, este cara MB com estas postagens tipo fiquem calmos, já tivemos conquistas e bla bla bla.
      Cara, tu ainda nem usa ARVS.
      E inadimissivel soropositivos brasileiros ainda usarem AZT cara !!! Ou Efavirenz que é dos anos 2000.

      As novas medicações tem diferencias grandes sim. Haja visto o dolutegravir, o quanto é dito maravilhas a respeito. A nova formulação do Tenofovir, TAF, que tera muito menos danos aos rins.

      E vem o cara, que nem ta em ARV tentar acalmar a luta dizer que não há diferenças.

      Abs

      • MB+ diz

        Matt,

        Quer pedir por novas medicações vai lá.
        Não quero acalmar luta nenhuma ..rsrs.

        Agora inadimissivel seria se no Brasil não fosse distribuido 21 das 30 medicações disponiveis no mundo …incluindo o AZT, DDI o tenofovir e até o Efavirens…

  21. Bem esquisitas algumas partes do texto… diz “em tarv e com camisinha o risco é minimo”… ( JUNTOS)… e com camisinha o risco é minimo… seria entao dizer que a camisinha sozinha nao é mais segura??

  22. Hope diz

    Cara +, Ex Ex Ex Deprimido, Mutatis Mutandis,
    Obrigada. Não sabem o quanto é bacana para mim, ouvir alguma coisa sobre o que fazer… meu marido escolheu não contar para seus pais e assim, estou meio só com ele. Tenho medo de parecer mãe e querer cuidar demais e tento a todo momento mostrar o quanto o amo (e talvez às vezes encha o saco dele…). Temos alarmes de celular juntos para seus remédios e ele graças a Deus se adaptou muito bem. Como você falou, Mutatis, meu maior medo é perdê-lo e descobrimos agora há pouco e ele já estava com CD4 muito baixo e doente… espero que isso possa se reverter, já que ele está muito melhor agora! Nossa família está unida como sempre. (assim como você Mutatis, temos crianças em casa, do meu primeiro casamento, que ele trata como filhos).
    meu primeiro exame deu negativo com 34 dias da última exposição e farei outro em janeiro… dou notícias, mas independente do resultado, estamos no mesmo barco!! Alegrias e saúde a todos!!

    • Mutatis Mutandis diz

      Hope, mais uma vez faço votos e rogo a Deus que vc permaneça negativa.

      Olha tem dois grandes pilares nessa nova caminhada: o EMOCIONAL e o CLÍNICO. No emocional, acredite é o mais difícil, vcs estão muito bem,pelo que se percebe. O clínico é questão de tempo. É fazer tudo direitinho.

      Vai de cada um, mas se vcs têm um ao outro, não vejo necessidade de outras pessoas ficarem sabendo. Lógico que depende muito da pessoa, mas é uma decisão de foro íntimo.

      Olha, pra vc ter uma ideia, não gosto nem de tomar os remédios na frente de minha esposa. Não quero essas lembranças em nosso futuro, quando tudo isso acabar. De tão chocante que isso foi. Vivo como se não fosse portador desse virus, isso vai passar em alguns anos, poucos tenho certeza.

      Daqui a pouco tudo volta ao normal. Os dias de sol voltam, sempre voltam. Até lá estou muito ocupado sendo Feliz…e torço para que vcs sejam tb.

      Abraços!

      • Hope diz

        Mutatis,
        Estamos tentando agir da mesma forma! Ele está trabalhando normalmente, seguindo o tratamento à risca e ganhei de presente dele uma viagem romântica no final do ano!!!
        Graças à Deus as coisas estão se acomodando!
        Deus abençoe você e sua família!
        Saúde e alegrias a todos por aqui!

    • ricardo diz

      Hope,
      Gostaria de compartilhar minha experiência com vc e dizer que torço muito sua situação de desenrole como a minha.
      Fui diagnosticado em abril 2013, sendo casado e com um filho que amamentava. Imagina como me senti achando que minha esposa também estava contaminada e por transmissão vertical meu filho também, porém com a graça de Deus, o primeiro exame de minha esposa com 30 dias de janela deu NEGATIVO, foi a maior vitória de minha vida. Depois de 8 meses refiz o exame dela e continuou NEGATIVO. Espero que com meu exemplo te deixe otimista com relação ao seu segundo exame e que se lembre que os exames atuais a sua janela tá muito segura.
      Abraço e vida que segue

      • Hope diz

        Ricardo,
        Muito obrigada! Estou, claro, preocupada com meu exame, mas sei que as maiores chances é de ser negativo.
        De qualquer maneira, estou me adaptando, junto a meu amado marido à essa nova situação, que, espero, seja cada vez menos determinante de nossas rotinas!

        Interessante que, por ignorância, achava que como eu fazia exames de rotina de HIV todo ano a pedido da ginecologista, seria impossível ele estar infectado… na verdade, de acordo com a infectologista, sua infecção é provavelmente bem antiga… nem sabia que seria possível eu não ter pego. Aprendi muito por aqui…

        Deus abençoe a você e sua família, especialmente seu bebê! Os meus já estão quase na adolescência… tempo de educar e ensinar sobre prevenção e preconceito!
        Saúde e alegria a todos!

  23. Carlos diz

    Bom Dia me Chamo Carlos e a 3 meses descobri ser também portador do vírus da Aids,iniciei o tratamento logo a princípio mais algo Hj me Incomoda,sinto muitas Dores Nas Pernas com Fadiga e um Cansaço enorme,passo A maior Parte Do Tempo deitado como forma de amenizar Estou preocupado e temível ficar paralítico.

    Enviado do meu iPhone

    >

    • Ricardo Azevedo diz

      Carlos estranho estes sintomas, tb descobri minha sorologia há 06 meses e iniciei meus tratamentos há 3 meses e não sinto absolutamente nada, no máximo uma ansiedade que parecia não ter fim, partir para o diazepan e hoje não tomo mais. Converse com seu médico, isto pode ser excesso ansiedade ou alguma doença psicossomática que infelizmente tendem a mexer conosco nesta fase em que deparamos com alguma coisa que com certeza modificará nossa rotina habitual. Mesmo que alguns reclamam dos ARTVs ainda temos que ter em mente que eles são nossos principais aliados e não abrir mão do uso. Enfim, precisando conversar meu e-mail é rick_vade@hotmail.com. Ah,e desencana, nada disto “ficar paralitico” irá acontecer com você, pare de pensar bobeira, rssss. Abração.

    • ex ex ex Deprimido diz

      Oi Carlos, bom, eu nao tenho medo de ficar paralitico, alias nem passa pela minha cabeca tal coisa. Mas eu tambem tenho muitas dores nas articulacoes. O polegar da mao esquerda quase nao mexe mais. As pernas incham na panturrilha e ficam o tempo todo dormente. Eh complicado viver com isto. Mas eu nao atribuo isto ao virus. Deve ser outro problema que tenho.
      Quanto a fadiga e cansaco, eu tinha antes de iniciar o tratamento. De acordo com meu infecto, meu corpo brigava com o virus, e assim pedia mais energia de mim. No momento que comecei com a medicacao, tudo passou. Hoje me sinto mais disposto, durmo melhor, e estou ate pensando em fazer uma academia…. (nossa, deu um cansaco agora! heheheh)
      Fica tranquilo que nem tudo que acontece conosco eh por causa do virus! Continue o tratamento correto e refaca os exames em seguida.

      Abracos

  24. James diz

    Gente, eu tava lendo umas postagens do Matt e do Cara+ e não resisti a comentar. Falo por mim, mas sei que a maioria de nós que está neste “barco” pensa, no fundo no fundo, da mesma forma: jamais vou pensar em contratos que o governo faz com quem fornece medicamentos pra nosso problema, nenhuma formalidade vai jamais entender a angústia e o sofrimento que é conviver com a doença e todas as suas consequencias, estigma, sintomas, efeitos colaterais das medicações, etc e etc. Pra mim pouco me importa contratos, tem muitos de nós que não estão a mil maravilhas com os ARVs, muitos que sofrem querendo tomar e não conseguem pois o organismo rejeita, muitos que adoecem pois acabam abandonando o tratamento por não aguentarem as formulações tóxicas. Se existe um Arv no mundo que tenha toxicidade mínima, então que o governo faça o impossível, estamos falando de Vidas. Não tenho a intenção de trazer a velha polêmica das más intenções da milhonaria indústria farmaceutica, mas creio que a cura ou pelo menos um tratamento menos sofrido já era pra estar acontecendo. Não dá pra descartar teoria de conspiração diante de uma indústria de bilhões de dólares.
    Desculpem pelo tom meio deprê, esses dias não estou lá muito paciente…sorry.

    • MB+ diz

      James,

      Entendo o que quer dizer …mas então o problema não é de medicações e sim psicológico…volto a dizer são 21 dos 30 disponíveis e em 2017 possivelmente teremos mais 3 ou 4 novos medicamentos( estamos negociando a liberação da tal emtricitabine).

      vixe já falei de mais de novo…..

      • James diz

        Que bom que teremos mais opções, gostaria de ler mais sobre esse assunto por aqui.

      • Matt diz

        Opa,

        MB+ e quais seriam estes medicamentos ?
        Voce sempre posta, posta, posta, fala, fala, fala e não vemos acontecer. Caminhamos já pra dezembro, a pilula unica foi lançada no RS,AM em julho.

        É tenso viu

        Abraços

  25. Ai gente, pelo amor de Deus!

    Qual a diferença de tomar 7 comprimidos, 4 ou 1? A composição é a mesma e a toxicidade também! Estamos trocando 6 por meia dúzia! tsc tsc tsc
    Eu quero por enquanto, um remédio menos tóxico (se é que existe), uma vacina…

    Na realidade eu quero me curar! Ultimamente parece que minha felicidade depende disso…..snif.

    • Sérgio diz

      Sim Vida , nessa tecla que tenho batido nos outros posts , precisa que tratamentos inovadores , menos tóxicos cheguem ao mercado. Como pode um medicamento está a 10 anos em testes e não obter a liberação? Concordo com vc , para mim 3 medicamentos ou um , dá no mesmo , na verdade vc estará tomando os mesmos três medicamentos , só que gastará 2 segundos a menos.

  26. Isaías diz

    Olá, pessoal! acho muito bacana ler os comentários de todos e tal. Isso me alegra, me distrai e me renova.

  27. Bruno diz

    Sem dúvida a chegada dessa pílula única é um avanço! Torço para que no futuro cheguem mais combinações de 3 em 1, ou 2 em 1, além de outras drogas. Fui diagnosticado em abril, iniciei o tratamento com tenofovir + lamivudina+ efav; mas depois que um exame de densitometria mostrou que estou com osteoporose, o meu infecto achou melhor trocar o tenofovir pelo abacavir.

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