Mês: novembro 2014

O que os médicos falam

O que os médicos têm falado sobre prevenção aos seus pacientes com HIV? Por Myles Helfand e Theo Smart para o TheBodyPRO.com No cuidado de pessoas com HIV, o foco é tratar o paciente soropositivo e garantir a sua qualidade de saúde. Entretanto, os pacientes também se preocupam a respeito do risco de infectar outras pessoas, trazendo a necessidade de também se discutir a prevenção. Pedimos a alguns dos principais médicos especializados em HIV para dizer o que eles dizem a seus pacientes sobre a prevenção do HIV. Dr. Paul Sax Dr. Sax é diretor do Programa de HIV e Divisão de Doenças Infecciosas do Brigham and Women’s Hospital, em Boston. A coisa mais importante que precisamos fazer é evitar sífilis e hepatite C. Essas duas infecções podem ser muito desagradáveis. A supressão virológica do HIV leva à uma situação próxima da ausência de infecciosidade e as pessoas não se infectam novamente pelo HIV se estão em tratamento e já são indetectáveis. Simplesmente não acontece. Mas apesar das pessoas não transmitirem se estão em terapia anti-HIV e …

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Quem são os indetectáveis?

“HIV indetectável” é a condição de todos aqueles que, um dia diagnosticados positivos para o HIV, atingiram a supressão do vírus, graças ao uso dos medicamentos antirretrovirais, o “coquetel” anti-HIV. É o meu caso e de 76% dos brasileiros que vivem com HIV e fazem uso da terapia antirretroviral; mas qualquer um que for diagnosticado positivo para o HIV pode chegar lá: basta tomar esses remédios de maneira consistente, todos os dias. Em geral, o coquetel é composto por três remédios, mas já são combinados num único comprimido que pode ser tomado apenas uma vez ao dia, geralmente antes de dormir, e com poucas chances de causar efeitos colaterais. Os antirretrovirais atuais funcionam tão bem que a quantidade de vírus presente no sangue de quem é diagnosticado positivo para o HIV é reduzida até não poder mais ser detectada, mesmo nos exames mais precisos de laboratório. Por isso, indetectável. Quem é HIV indetectável tem a sua “função imunológica não-comprometida, expectativa de vida normal e um risco negligenciável de transmitir sexualmente o vírus”, tal como explica a …

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Esqueça tudo o que você sabe sobre HIV

Meu pseudônimo, Jovem Soropositivo, acaba de fazer aniversário, em 18 de outubro. Escolhi essa data porque me pareceu lógico que ela devesse coincidir com a de meu diagnóstico, que se deu em 18 de outubro de 2010, mas levasse o ano verdadeiro do meu nascimento, 1984. Novo aniversário, mesma idade. Assim, acabo de fazer 30 anos de idade e, de acordo com a lei, deixo de ser jovem. Também deixo de ser um jovem na vida de soropositivo, pois já são quatro anos desde o diagnóstico! Não sou mais um jovem soropositivo, nem um soropositivo jovem. Mas mais importante do que jovem ou não-jovem é o soropositivo. Por alguma razão, é o que chama mais atenção no meu pseudônimo. A verdade, porém, é que não me identifico mais com esse nome também. Não, não estou curado. Infelizmente. Continuo com HIV, mas o que vejo é que essa designação não serve mais de nada. Não me sinto diferente por ter HIV. Sei que não transmito o HIV, pois, quase involuntariamente, tomo os cuidados mais que necessários …

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O consenso Sueco

Risco de transmissão do HIV em pacientes em terapia antirretroviral: uma declaração de posicionamento da Agência de Saúde Pública da Suécia e do Grupo de Referência Sueco para Terapia Antiviral Jan Albert,1,2,3 Torsten Berglund,4 Magnus Gisslén,3,5 Peter Gröön,6 Anders Sönnerborg,2,3,7,8 Anders Tegnell,4 Anders Alexandersson,9 Ingela Berggren,6 Anders Blaxhult,10 Maria Brytting,3,4 Christina Carlander,11 Johan Carlson,4 Leo Flamholc,3,12 Per Follin,13 Axana Haggar,9 Frida Hansdotter,4 Filip Josephson,3,14 Olle Karlström,3,8,14 Fredrik Liljeros,15 Lars Navér,3,16,17 Karin Pettersson,3,18 Veronica Svedhem Johansson,8,19 Bo Svennerholm,3,20 Petra Tunbäck,3,21 and Katarina Widgren4 Resumo O moderno tratamento médico para o HIV através da terapia antirretroviral (TARV) reduziu drasticamente a morbidade e mortalidade em pacientes infectados com este vírus. A TARV também tem mostrado redução no risco de transmissão a partir de pacientes individuais, bem como a redução da propagação da infecção em nível populacional. Esta declaração de posicionamento da Agência de Saúde Pública da Suécia e do Grupo de Referência Sueca para Terapia Antiviral é baseada em um seminário organizado no outono de 2012. Ela resume as últimas pesquisas e conhecimento sobre o risco de transmissão do …

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