Mês: setembro 2014

A política pode ajudar a controlar a epidemia de HIV/aids

O controle da epidemia de HIV/aids sempre esteve muito ligado — senão totalmente dependente — à duas coisas: desenvolvimento científico e vontade política. O primeiro evoluiu muito, das dezenas de pílulas diárias com terríveis efeitos colaterais para o atual único comprimido diário de baixíssima toxicidade. O segundo, por sua vez, teve seus altos e baixos. Diz-se, por exemplo, que se o ex-presidente americano Ronald Reagan tivesse sido mais enfático na resposta inicial contra a epidemia, no começo dos anos 80, é possível que esta nunca tivesse tomado proporções mundiais, tal como aconteceu. Desde a primeira publicação médica sobre a doença, em 1981, passaram-se anos até que Reagan mencionasse publicamente a aids pela primeira vez, em outubro 1987, e finalmente tomasse medidas para controlar a doença. Neste intervalo de seis longos anos, a imprensa já divulgava amplamente notícias sobre a epidemia e, mesmo assim, Reagan mantinha silêncio. Quando resolveu agir, os Estados Unidos já contava com quase 60 mil casos identificados de infecção naquele ano — 28 mil dos quais morreram. Desde então, estima-se que o …

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O que os candidatos vão fazer para conter a epidemia?

A Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids retoma as edições do Boletim ABIA num momento estratégico do combate à epidemia no Brasil. Acesse edição completa aqui. Nesse boletim, foi perguntado aos candidatos à presidência: qual a sua proposta para combater a epidemia de HIV e aids no país? Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Everaldo Pereira (PSC), Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (PSOL) não responderam à pergunta. Apenas Aécio Neves (PSDB) respondeu. Sua resposta foi resumida abaixo:

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Podemos falar de alternativas de prevenção?

Aprender sobre métodos adicionais de prevenção do HIV não diminui uso de camisinha Por Roger Pebody em 15 de setembro Campanhas de saúde podem combinar informações sobre preservativos e métodos alternativos de prevenção biomédica sem prejudicar as atitudes e as intenções de usar preservativos, de acordo com um estudo experimental publicado na edição de setembro da Aids & Behavior. “Nossos resultados são inconsistentes com a teoria da compensação de risco, que postula que o uso de uma abordagem de prevenção biomédica vai levar a atitudes e intenções menos positivas em relação ao uso de preservativos”, disseram os autores. Normalmente, as mensagens de educação em saúde incentivam as pessoas a um único curso de ação, sem considerar opções alternativas. No entanto, uma abordagem de “prevenção combinada” pode incluir a defesa quanto ao uso de mais de um método de proteção. Há poucas pesquisas sobre como receber diversas mensagens de prevenção afeta a atitude e intenção de usar preservativos. Os preservativos continuam a ser uma forma particularmente barata e eficaz de prevenção da transmissão do HIV naqueles que …

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Nova campanha do CDC

O Tratamento de HIV Funciona, diz CDC Por Mandy Oaklander em 17 de setembro de 2014 Encorajar as pessoas a buscar tratamento é a solução Com a colaboração de mais de 100 pessoas que vivem com HIV, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC, na sigla em inglês) lançou hoje uma nova campanha publicitária chamada “O Tratamento de HIV Funciona”. A mensagem: Se você é HIV positivo, comece o tratamento logo e siga com ele. Muitas pessoas não começam imediatamente o tratamento ou nele permanecem por uma variedade de razões, incluindo o custo dos medicamentos [nos Estados Unidos], falta de acesso a cuidados de saúde, falta de conhecimento sobre tratamentos eficazes e estigma sobre a doença, diz o Dr. Nick DeLuca, Chefe de Comunicação na Divisão de Prevenção ao HIV/Aids no CDC. Dos 1,1 milhões de americanos que vivem com HIV, apenas 1 em cada 4 têm carga viral indetectável, segundo o CDC, o que significa que os níveis virais no sangue são suprimidos e, assim, é muito pouco provável que seja …

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Súmula nº 78

Nos últimos dias, a Justiça Federal reconheceu que a vulnerabilidade dos portadores de HIV/aids não depende apenas de exames médicos para a concessão de benefícios. Antes disso, a concessão de benefícios, como auxílio-doença, aposentadoria, LOAS, entre outros, solicitada por pessoas que vivem com HIV, era reiteradamente enfrentada pelos Juizados Federais. Para pacificar o entendimento, a TNU (Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais, a qual consiste na reunião de alguns juízes federais, cuja função é uniformizar as decisões dos Juizados Federais) estabeleceu que não basta o exame pericial das condições físicas para negar benefícios às pessoas que vivem com HIV. No caso das pessoas que vivem com o HIV, mesmo os assintomáticos, “a incapacidade transcende a mera limitação física, e repercute na esfera social do requerente, segregando-o do mercado de trabalho”. Segundo a Juíza Kyu Soon Lee, “nessas condições – em que a doença por si só gera um estigma social –, para a caracterização da incapacidade/deficiência, faz-se necessária a avaliação dos aspectos pessoais, econômicos, sociais e culturais. Por outro lado, importante deixar claro que a doença por si só não …

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Em desenvolvimento

Novos medicamentos em desenvolvimento trazem esperança a pacientes com HIV/aids Washington, DC (10 de setembro de 2014) — as empresas de pesquisa biofarmacêutica dos Estados Unidos estão atualmente desenvolvendo 44 medicamentos e vacinas para o tratamento e prevenção do HIV/aids, de acordo com os mais recente relatório Medicamentos em Desenvolvimento, feito pelo Pharmaceutical Research and Manufacturers of America (PhRMA). Um segundo relatório, um informe oficial da Boston Healthcare Associates, Inc. (BHA), patrocinado pela PhRMA , “O Valor da Inovação na Terapia de HIV/aids”, destaca os progressos no tratamento de HIV/aids e seu impacto sobre os pacientes que sofrem com a doença. Ambos os relatórios estão sendo lançados em conjunto com o Prêmio de Pesquisa e Esperança 2014 da PhRMA, que irá homenagear os pesquisadores e defensores dos pacientes pelo seu papel na melhoria da pesquisa e do tratamento de HIV/aids. Vários avanços médicos têm ocorrido desde 1981, quando os Centros de Controle e Prevenção de Doenças identificou os cinco primeiros casos de HIV/aids. Desde que o tratamento antirretroviral (ARV) foi aprovado, em 1995, mortes relacionadas com …

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Novos anticorpos e vacinas

Um time de cientistas do NIH descobriu um anticorpo contra o HIV que se liga a um novo alvo no vírus Uma equipe de cientistas liderada pelo NIH  descobriu uma nova vulnerabilidade na armadura do HIV, a qual uma vacina, outro regime ou tratamento preventivo poderia explorar. O local fica entre duas proteínas, gp41 e gp120, que se projetam para fora do vírus, aumentando o número de lugares conhecidos onde anticorpos amplamente neutralizantes (bNAbs) se ligam ao HIV. Este novo local recentemente identificado no vírus é onde um novo anticorpo encontrado pelos cientistas em uma pessoa infectada pelo HIV liga-se ao vírus. Chamado 35O22, o anticorpo é extremamente potente: impediu 62% das cepas conhecidas de HIV de infectar as células em laboratório, o que quer dizer que mesmo uma quantidade relativamente pequena foi capaz de neutralizar o vírus. Em seguida, os cientistas descobriram que anticorpos semelhantes ao 35O22 são comuns em um grupo de pessoas infectadas pelo HIV, cujo sangue continha anticorpos que neutralizaram potencialmente uma ampla gama de cepas de HIV. Segundo os pesquisadores, …

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Um dia com HIV

Hoje é UM DIA COM HIV. Pegue seu smarphone ou câmera digital e tire sua melhor foto contra o estigma. Capture o momento do dia hoje e compartilhe a sua história. Seja você positivo ou negativo, somos todos afetados pelo HIV. Faça parte deste movimento em UM DIA COM HIV, a campanha de conscientização contra o estigma da revista POSITIVELY AWARE. As fotos enviadas serão apresentadas no website da revista e as fotos selecionadas farão parte da edição Novembro+Dezembro da POSITIVELY AWARE. ENVIE SUA FOTO PREENCHA O FORMULÁRIO

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Chimamanda Adichie

Não é sofrido viver com HIV?

Há algumas semanas, fui abordado, por e-mail, por dois jornalistas da mais conhecida emissora de TV do país. Eles me convidavam a participar de um programa, no qual tratariam do tema da “aids nos dias de hoje”. Para isso, diziam, gostariam de entrevistar jovens que sofrem com os efeitos colaterais dos medicamentos antirretrovirais. Segundo eles, mesmo com os avanços no tratamento e uma vida normal, ainda existiria esta consequência do uso dos remédios contra o HIV. Mostrar isso, contar essa história de sofrimento constante após o diagnóstico, seria uma maneira de fazer um alerta para que as pessoas se cuidem, se previnam mais. Embora eu tenha sofrido com efeitos colaterais no passado, recusei a entrevista, pois eu não mais sofro com isso. Quando fui diagnosticado positivo para o HIV, em outubro de 2010, eu tinha pouco conhecimento sobre o HIV e da vida de quem toma antirretrovirais. Sobre o HIV e aids, lembro que aprendi na escola, ouvi de meus pais e assisti na extinta MTV Brasil que era preciso usar camisinha, camisinha e camisinha. …

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