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Um debate sobre o ‘indetectável’


O resultado do estudo PARTNER é uma licença para transar sem camisinha?

Em 30 de junho de 2014 por Incidence.org

O resultado preliminar do estudo PARTNER foi uma das notícias mais comentadas na conferência CROI 2014, que aconteceu este ano em Boston. O estudo multicêntrico conduzido em 75 clínicas na Europa observou e continua observando o risco de transmissão do HIV entre casais em que há um parceiro soronegativo e outro soropositivo, o qual está em tratamento. Até agora, o estudo inscreveu mais de 1.000 casais que, com base em uma análise preliminar, praticaram 16.400 atos sexuais entre homossexuais e 28.000 entre heterossexuais. Nenhuma transmissão do HIV foi observada entre um soropositivo com carga viral inferior à 200 cópias/ml e seu parceiro soronegativo. (Leia o relatório do Aidsmap para mais detalhes e assista ao vídeo sobre o estudo).

Será que isso quer dizer que homens gays podem finalmente abandonar os preservativos com seus parceiros soropositivos em tratamento? Bom, isso não é tão simples. Precisamos entender que estes resultados do PARTNER são preliminares, mas também representam um novo passo em uma série de estudos, os quais têm demonstrado que o tratamento antirretroviral pode reduzir o risco de transmissão do HIV. A isto chamamos de “Tratamento como Prevenção” (TasP, do inglês Treatment as Prevention).

Antes do PARTNER, o estudo HPTN 052, conduzido entre casais heterossexuais na África subsaariana, já tinha mostrado uma redução de 96% no risco de transmissão. Outros estudos em KwaZulu Natal, na África do Sul, e em Malawi também mostraram risco reduzido de transmissão do HIV, mesmo em situações de recursos limitados. Antes disso, em 2008, o Swiss Statement já tinha indicado que, atendidas algumas condições, soropositivos poderiam ser considerados como não-infecciosos.

Como sempre, leva tempo para que os resultados científicos sejam difundidos da comunidade científica para o público. Quando isso acontece, pode ter certeza de que irá acionar todo o tipo de debate e discussão, muitas vezes com argumentos enraizados mais em crenças e preconceitos do que em fatos.

Um dos fatos principais do estudo PARTNER é que estar em tratamento não é o suficiente para prevenir a transmissão do HIV. A carga viral do soropositivo precisa ser inferior à 200 cópias/ml. A análise estatística excluiu pessoas com carga viral acima de 200 cópias/ml, assim como os casais em que os parceiros soronegativos tomaram PEP ou PrEP e também os casais que não frequentaram as consultas de acompanhamento. O estudo também mostrou que as infecções que ocorreram foram atribuídas às relações sexuais fora do relacionamento estável.

Considerados em conjunto, os resultados do estudo reforçam a afirmação que o Swiss Statement fez, cinco anos atrás. Então, o que podemos concluir? Enquanto a maior parte da comunidade gostou das notícias e seu potencial de afetar o curso da epidemia, outros adotaram um discurso mais crítico e prudente. Kristian Johns, representante da organização Gay Men Fighting Aids (GMFA), é um dos que acredita que estar em tratamento não é licença para transar sem camisinha:

“Rapazes, vamos controlar nossos pênis e parar de jogar as camisinhas na fogueira por um instante. O fato de nenhuma transmissão ter ocorrido não quer dizer que o risco de transmitir o HIV é zero. Só quer dizer que não ocorreram transmissões. Claro, é um resultado encorajador. Mas apenas tão encorajador quanto brincar de roleta russa com uma arma carregada e sair intacto depois de algumas tentativas. Ainda existe uma bala no revólver, meus amigos.”

Johns escreveu isso em sua coluna para a edição 141 da FS Magazine [traduzido abaixo]. Ele levantou uma questão válida: o fato de não ter sido observada nenhuma transmissão não quer dizer que não podem haver transmissões. Ele lembra que a carga viral precisa ser controlada e que algumas pessoas foram infectadas por pessoas fora do relacionamento estável, acrescentando que “até que tenhamos uma cura para o HIV, ou pelo menos uma vacina, não existe o ‘novo negativo’.”

Não existe. Mas existem soropositivos que estão muito próximos do “novo negativo” e alguns tipos de atos sexuais sem camisinha apresentam risco de transmissão tão próximo de zero quanto um ato com preservativo pode oferecer. Não são só os dados de estudos clínicos que provam isso, registros epidemiológicos também. O otimismo e a sua reação contrária (a qual é publicada em menor escala e, por isso, Kristian Johns deve ser reconhecido por representar a voz a esse respeito) indicam que os fatos precisam ser explicados para que homens gays possam tomar decisões substanciadas a respeito de abandonar ou não a camisinha. (…) A realidade é que, com um mínimo de educação e esforço, podemos tomar controle da nossa vida sexual e relaxar um pouco sobre a pregação a respeito da camisinha.

A mensagem do estudo PARTNER não é a de abandonar a camisinha, mas de mudar nossa compreensão e crenças sobre o risco de ser infectado pelo HIV. Enquanto a escolha de parceiros e práticas sexuais baseadas na condição sorológica falharam em mostrar sua eficácia, enquanto a PrEP não está disponível no Reino Unido e a PEP é subutilizada e enquanto o uso de camisinha está em declínio, o tratamento como prevenção tem se mostrado como um caminho de sucesso na redução da transmissão do HIV.

O estudo PARTNER deve nos fazer pensar nossa relação com a condição sorológica para o HIV. Deve nos fazer questionar nossas preferências sexuais por parceiros diagnosticados soropositivos ou soronegativos e nossa atitude discriminatória perante os soropositivos (até nos tornarmos um deles). PARTNER, HPTN 052 e outros estudos sobre tratamento como prevenção não deveriam nos fazer rebelar contra a possibilidade de uma geração livre do HIV, mas repensar nossas mensagens de prevenção e ir além das estratégias de prevenção do HIV. O estudo PARTNER não deve nos levar de volta a debates dualistas e ultrapassados sobre a prevenção do HIV.

A prevenção do HIV institucionalizada tende a ser monolítica. Por que se preocupar com ela se, conforme escreveu Kristian, “o sexo sem camisinha é gostoso e não há nenhuma campanha da saúde que convença aqueles que têm pênis do contrário?” A maioria das pessoas, gays ou não, permanecerá imune às mensagens de prevenção, incluindo aquelas sobre HIV, sempre que sentirem que não estão em risco. Veja o exemplo de Rachel Dilley, de 48 anos de idade, que se descobriu soropositiva e, antes disso, não pensava que poderia estar em risco porque acreditava o HIV só afetava os negros na África.

Para as organizações envolvidas na formulação de mensagens de prevenção, este é um sinal de que é preciso estar atualizado com a ciência e ser cauteloso em se envolver em debates unilaterais. É preciso construir um discurso baseado em evidências, engajado com pesquisas científicas desde seu início e trabalhar duro para traduzir as informações complexas em mensagens inteligíveis.

Não existe dúvida de que a transmissão do HIV pode ocorrer a partir de quem está em tratamento, com um carga viral indetectável perfeita, mesmo que não tenhamos observado isso. No entanto, dispensar essa observação de antemão não se justifica. Apenas mostra a inabilidade de seguir em frente, acompanhando os estudos clínicos. Priva os homens, particularmente aqueles que não usam preservativos, de uma opção de prevenção que poderia protegê-los de ser infectados, desde que compreendam as limitações do tratamento como prevenção. Estigmatiza gays soropositivos que não precisam ser mais lembrados de que eles ainda têm HIV, pois a(s) pílula(s) diária(s) já faz(em) isso para eles.

O tratamento como prevenção não é uma fórmula mágica. Até que haja uma vacina contra o HIV, não existe fórmula mágica. É roleta russa. No entanto, o tratamento como prevenção é a primeira intervenção de prevenção que pode fazer emperrar a arma.


O “novo negativo”? Desculpe, pessoal, mas vocês ainda têm HIV

Indetectável: o novo negativo?

Bom, os resultados preliminares do estudo PARTNER trazem notícias animadoras: nenhuma transmissão do HIV ocorreu entre o parceiro soronegativo e o soropositivo indetectável.

Com isso, já vejo um monte de gente arremessando o preservativo longe e trepando a noite inteira sem camisinha. Porém, o resultado completo do estudo não será divulgado até 2017, daqui a três anos. E vamos falar a verdade: ninguém está ligando para isso. Afinal, nenhuma transmissão! Em dois anos! Isso é como um convite por escrito para jogar fora a camisinha e sair por aí, certo?

Rapazes, vamos controlar nossos pênis e parar de jogar as camisinhas na fogueira por um instante. O fato de nenhuma transmissão ter ocorrido não quer dizer que o risco de transmitir o HIV é zero. Só quer dizer que não ocorreram transmissões. Claro, é um resultado encorajador. Mas apenas tão encorajador quanto brincar de roleta russa com uma arma carregada e sair intacto depois de algumas tentativas. Ainda existe uma bala no revólver, meus amigos.

Eu entendo. De verdade. Eu mesmo não gosto de camisinhas. São borrachudas, apertadas, esganiçadas e precisam de um monte de lubrificante. Para os passivos é como ser comido por uma salsicha em um saco de lixo, enquanto para os ativos é como tomar uma ducha com capa de chuva. Não existe um marqueteiro vivo que conseguiu fazer com que a camisinha fosse sexy. Elas simplesmente não foram feitas para fazer parte do sexo. Um pinto precisa de um buraco e esse buraco tem que ser quente e úmido. Sexo é isso. Acredite em mim, eu experimentei. Transar sem camisinha é gostoso e nenhuma campanha de saúde vai convencer quem tem pênis do contrário.

Não vou mentir. A tentação de acenar com o relatório do PARTNER na frente do rosto do meu companheiro, enquanto aponto para o meio das minhas pernas, latejante, foi enorme. Mas a realidade é que os preservativos ainda devem ser parte das compras semanais no futuro próximo.

Talvez eu esteja sendo cuidadoso demais. No entanto, para mim, não vale o risco. Como alguém que teve uma falha no tratamento nos últimos quatro anos, com minha carga viral indo para cima de 2.000 cópias no espaço de duas semanas sem que eu notasse, não poderia sair ejaculando nele com a consciência tranquila. Ainda existe risco e, embora pequeno, não vale a pena ser testado só para que eu possa gozar sem camisinha. Meu namorado e eu conversamos sobre desconsiderar a camisinha quando ele for ativo e, claro, o rostinho dele brilhou como o de uma criança vendo a árvore de natal. Porém, não decidimos nada concreto.

Aos solteiros, deixe-me ser bem claro: o estudo PARTNER mostrou que algumas pessoas se tornaram soropositivas, sim. E a contaminação veio fora da relação estável. Têm pessoas por aí que não sabem que têm HIV ou que sabem e não estão fazendo um tratamento antirretroviral decente. Isso traz um risco enorme para você que foge da camisinha. Além disso, não vamos esquecer que HIV são apenas três letras que você pode contrair de uma sopa de letrinhas de outras DSTs. Gonorreia, alguém quer? Não? Quem sabe, verrugas no ânus?

Sim, eu pareço um padre dando sermão. Então, parabéns por ter lido até aqui. Em resumo, o que importa é: somos humanos e pensamos sobre sexo. Bastante. Também temos a sorte de fazer sexo com pessoas que também pensam sobre sexo, provavelmente bastante. Mas só porque alguns casais conseguiram fazer sexo sem camisinha sem infectar um ao outro, pois suas cargas virais estavam indetectáveis, não quer dizer que devemos todos abandonar a camisinha como se ela fosse aquele ex-namorado que deletamos do Facebook. E isso só para poder sentir a umidade no pinto ou ter um ânus cheio de sêmen.

É uma ideia que excita, eu sei. Eu mesmo gostaria de enfiar minhas bolas dentro da minha cara-metade com bastante frequência. E sei que ele faria isso também. No entanto, até que tenhamos uma cura para o HIV, ou, no mínimo, uma vacina, não existe “novo negativo”. Gostem ou não, meus irmãos soropositivos, ainda temos HIV. E isso significa que ainda podemos transmiti-lo. Então não vamos ainda sair arremessando fora as camisinhas.

Kristian Johns é autor e ex editor. Quando não está conscientizando sobre as questões do HIV, está em sua solitária missão de convencer seu namorado a deixá-lo ter um cão.


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58 comentários

  1. Este post é somente destinado á penetração. E sexo oral, e beijo grego? E caricias com as mãos? Tudo isso é seguro ou não no fim das condas?

    Pra não aparecer mais gente por ai dizendo que fez sexo oral em uma mulher positiva indetectavel e acabar com 100% do estudo Partner.

    Ninguem que gosta de sexo simplesmente coloca uma camisinha, transa e acaba.

    Quem gosta de sexo se revira na cama com o outro ou a outra.

    E é aí que vai a pergunta. Se tudo transmite, temos de ter cuidado onde colocamos as mãos, os dedos, os labios, a lingua. O que fazer? Robotizar?

    • Ga diz

      Amigo, independentemente de orientação sexual, hetero ou homo, devemos prezar pela relação estável e fidelidade. Também não concordo que a camisinha seja sinônimo de sexo seguro, pois a camisinha poderá romper, além de ninguém retirar a camisinha com uma luva e no sexo há contato com várias secreções do parceiro, se houver alguma ferida aberta? Bom, relação sexual tem que ser feita com responsabilidade e quanto menos parceiros a pessoa tiver, melhor.

      • Cezar diz

        Oi???? dê uma passada no Templo de Salomão do Edir Macedo. É uma boa pedida pra vc. Sem mais…

        • Ga diz

          Continuo com minha opinião e não abro. Não à promiscuidade. Próxima vez argumente sem desonestidade, pois ninguém citou religião aqui.

          • Cezar diz

            vc eh a expressao do recalque religioso. estas defesas, bregas, por sinal, sao a maior prova disso.

            • Ga diz

              Se uma pessoa que tem um relacionamento estável, pede as sorologias do parceiro, irá pegar DST? A probabilidade é baixa. É aquele negócio, acha que transar com a colega de faculdade, com a conhecida de adolescência sem camisinha não acontece nada, isso já é promíscuo. Passou de um parceiro sexual na vida já é promiscuidade. Sexo com responsabilidade é aquele que é feito sabendo a sorologia do parceiro e em uma união estável, não com a conhecida da faculdade, porque parece saudável.

        • Ga diz

          “Indivíduos sexualmente ativos, especialmente aqueles(as) com múltiplos parceiros(as), devem fazer testes de DSTs regularmente.” Trecho de um artigo retirado deste site, informações dadas pelo diretor do centro de informações de AIDS dos EUA. Claro que quanto mais promíscua a pessoa maior o risco de DSTs, não precisa ser religioso para enfatizar isso. Pessoas com relacionamentos estáveis, que tiveram poucos parceiros, a percentagem de infecção é bem menor em relação a quem tem múltiplos parceiros, ou já teve.

    • Pf diz

      Ricardo, vc tirou as palavras da minha boca! Sexo nao se resume a penetraçao’ Infelizmente é preocupante seber se podemos ou nao usar as maos, a lingua, os dedos…’E como fica isso?!
      Vc quer ver um exemplo?! Todos pregam que beijo, desde que nao haja feridas na boca, claro, nao transmite hiv, pois o vírus nao resiste às enzimas da boca e blá blá blá… Mas e os testes de detecção pela saliva usados pelo SUS??! Hanm?! Como é que isso se explica?! Será que nem podemos mais beijar na boca?!

  2. Mas numa relação sorodiscordante, não vale nenhuma recomendação? Minha namorada é positiva. E aí? 100% de minhas relações são com uma pessoa HIV positiva.

    • Ga diz

      Relação sexual é um contato muito íntimo mesmo, vá ao infectologista com ela e faça essas perguntas, amigo.

  3. Uma coisa interessante. menos de 0,025% dos textos sobre HIV mensionam transmissão hetero de mulher pra homem. E ainda mais, somente 1 estudo no Brasil MENSIONA carga viral da mulher na relação com o homem. O resto todo é relacionado ao homem e aos HSH. PRa se pensar. Mas ninguem se pergunta por que. Criaram uma geração de pessoas que não cruzam dados nem questionam. Simplesmente não percebem.

    • Cris Gaucha diz

      Olá Ricardo,

      Eu não ia mais comentar aqui.. Mas não resisto…hehehehe
      Minha infecto me falou sobre a mínima possibilidade da transmissão Mulher para Homem, principalmenteeeee, quando em ARVs e com carga viral indetectável.
      Eu questionei… porque, o meu MAIOR PAVOR, é a possibilidade de transmitir para o meu namorado, mesmo agora usando preservativo em todas as relações.
      O que ela me falou, é que o caminho que a secreção vaginal percorreria, para transmitir é muito estreito e difícil, por isso o contagio é mínimo, mínimo, O que é diferente do Homem para Mulher, onde o esperma percorre um caminho bem mais fácil, aberto e receptivo…

      😉

      • Cris,

        Você pretende nos abandonar? Falou que não ia mais comentar aqui….o que houve?

        • Cris diz

          Vida e JS queridos…

          Este blog e o outro que não existe mais, são o que me dão o combustível para seguir em frente sempre… Conhecer pessoas como vocês, e todos os outros, nos bate papos, no Skype, e-mails, whats, telefone, nas gargalhadas, nos momentos tristes e até pessoalmente, me fazem sentir VIVA. Depois que os descobri , minha vida mudou… Pensei em parar sim, … mas ai pensei… “quantas pessoas chegam todos os dias na mesma situação que eu estava e encontram aqui o mesmo combustível, o carinho e o estar igual? Não vou parar não… Vou continuar, pois sei, que muitos e muitos esperam meus comentários e meu carinho. A parte cientifica deixo pro JS hehehehehe.

          Bjinhos no coração!!!

          • Ah bom Dona Cris ..rs… se vc nos abandonasse eu ia ficar muito triste!
            É muito importante ter pessoas carismáticas e acolhedoras feito você aqui no blog!
            Eu pouco entendo da parte científica do caso…e nem pretendo me aprofundar no assunto..isso nós deixamos para os gênios do blog..rs
            Nós duas podemos ser as Hostess do blog..e o Camillo o relações públicas..rs. o que acham?

        • Rivaldo diz

          cris, a secreção vaginal nao infecta o homem entrando pelo canal da uretra. Se o homem transar sem camisinha, a cabeça toda do penis fica toda ralada, cheia de micro feridas. É por ali que entra o virus. por isso que o homem nao pode deixar de usar camisinha. Infelizmente sua infecto esta muito mal informada. Se a mulher nao transmitisse para o homem, a aids contaminaria apenas os gays e isso todos sabem que nao é verdade.Há milhares de homens no mundo que pegaram hiv de mulher, e nao foi pela uretra. Nao tire a camisinha do seu namorado.

          • Rivaldo, 10% dos HSH estatisticamente estão contaminados. é um numero muito alto.
            Este numero todas as publicações dizem.

            HSH também envolvem as mulheres, uma vez que não são somente homens gays.

            Um dado que confronta tudo isso é : em 35 anos , a primeira PRIMEIRA mulher a infectar uma outra mulher ( lesbicas) foi constatado este ano.

            A primeira do mundo, assim , tem de ver tambem a infectabilidade da mulher . Este fato é real, somente nao encontra resposta.

            Meu infectologista me disse que isso ocorreu e tb que é o primeiro sim da literatura mundial.

            Uma pegou com um homem e passou pra outra
            , com sexo violento e menstruação ( entre elas) .

            Durma com isso hein.

            • Rivaldo diz

              O virus hiv é pesquisado ha mais de 30 anos e nesse tempo todo a OMS( organização Mundial de Saude) e cientistas do mundo todo confirmaram que a secreçao vaginal transmite hiv facilmente. Nunca vi a OMS dizer em lugar algum que esse risco é baixo. Tomem cuidado com o que postam aqui porque muita gente desinformada entra aqui em busca de informaçoes e pode sair acreditando em equívocos sérios. Cuidado com opinioes alheias porque opinião cada um tem a propria, mas com certeza nenhum de nós aqui sabe mais que a OMS.

              • Ninguem ta dizendo que nao passa. Somente que , em 35 anos a primeira contaminação entre mulheres foi identificada em 2014. Assim, isso fala algo sobre o sexo oral vaginal. É o primeiro caso desde o inicio da infecção, assim, nunca foi documentado e não existem dados a respeito.

                Medico que fala, fala por suposição, comprende? Documentado, foi o primeiro agora.

          • Cris Gaucha diz

            Olá Rivaldo,

            Sim, a mulher pode transmitir para o homem sim, eu não disse que não, mas em porcentagem beeem menor, principalmente quando a CV está muito alta e sem uso dos ARVs
            Obrigada por informar sobre as micro feridas… Não tinha me dado conta disso.
            E pode deixar… sem camisinha nuncaaaa maisss.

            Beijoooss!!!

            • Rivaldo diz

              o JS mesmo pegou hiv com mulher. Foi penetração sem camisinha ou no sexo oral, JS? o oral também é muito arriscado ou só a penetração?

          • Rivaldo diz

            e é por isso tambem que se recomenda a circuncisão. assim a pele da cabeca do penis fica mais resistente e lesiona menos com a fricção. mas mesmo os circuncidados devem usar camisinha sempre.

            • Rivaldo, sabe o que o médico do meu ex falou?
              Falou que é muito estranho ele ter me contaminado….que é não é muito comum…. é mole?? fiquei pasma!
              Em que mundo será que esse médico vive?? Deve estar gagá!!

              • Viviane diz

                Ei vida quanto tempo!? Nossa que saudades tem muito tempo que não entro no site…

      • Cris, é tao , mas tao tao tao dificil achar info sobre discordantes hetero…. gostaria tanto de conversar mais sobre. Cada infecto fala diferente nisso. Faz sentido o que falou, mesmo pelo retrato social que temos das infecções.

      • CB SUL diz

        Complementando…..
        O esperma tem uma proteção no espermatozoide, e é ali que o vírus anda junto, também por isso a transmissão do homem para mulher é facilitada. Enquanto mulheres tem apenas o muco (ácido), os homens tem o espermazóide protegido por anticorpos para teoricamente passarem por esse ácido. Nessa proteção de espermatozoide é onde se concentra o vírus…..

  4. JS

    Eu fiquei a semana toda me lembrando e aí chega o dia eu esqueço…não me perdoo por isso viu..

    Saiba que você é muito especial para mim e mora em meu coração!

    Um forte abraço e um grande beijo.

    Vida

  5. Cris Gaucha diz

    Ahhhhh esqueci que agora coloquei mais um nominho…. hahahaha — Cris Gaucha

      • CB SUL diz

        Ricardo, deves comparecer ao infecto junto da tua namorada para ver o que ele tem a dizer.
        O meu namorado também é soronegativo, no inicio ficou cheio de duvidas, as quais eu expliquei e depois fomos confirmar com o infecto, vocês tem de ter um dialogo aberto sobre isso.
        Mas vai uma forcinha aí pra ti, se ela faz os exames no período certinho, toma a TARV, na MINHA OPINIÃO pode sim, fazer sexo oral, ela também deve estar em dia com os exames ginecológicos pra saber se não existe outra DST, ou bactéria e os dois com seus dentistas. Dedos: pode usá-los também, desde que não estejam com aquelas cutículas esfareladas sabe…..
        Bom, é isso, vão juntos ao infecto, frequentem o dentista e ela o gineco pra estar tudo certinho no dia a adia…. 😉

  6. E seguindo tudo isso, se um homem pega com sexo oral em uma mulher, seria o segundo caso do mundo a ocorrer somente com sexo oral em mulher. Isso é o que é documentado pela medicina. É só cruzar os dados.

  7. Guilherme diz

    Oi gente, Bom Dia!
    Transei com um rapaz de carga viral indetectavel a 7 anos, ele se cuida muito e nossa penetração sem camisinha somado o tempo de todas as relações não ultrapassa 3 minutos e meio, somando. Fiz a PEP no tempo errado, ou seja um dia depois do prazo final e uma semana depois do primeiro contato, lembrando que no primeiro contato eu estava fazendo sexo oral nele e percebi que minha boca estava sangrando muito, ele até se assustou, mas foi um contato muito rápido, ele não tinha secreção, enfim, depois disso vem a noticia, “EU SOU SOROPOSITIVO” o mundo cai, queremos morrer, mas ai vem o tal do indetectavel, fui a três infectologista, encontrei vcs que me ajudaram muito e por ultimo as pesquisas mundiais, então depois de 4 meses fiz já três exames e todos NÃO REAGENTE” pergunto a vocês, até quando vou ter que fazer exames pra me convencer de que não tenho HIV ou eu posso seguir minha vida e me cuidar como sempre fiz?
    Vocês são as pessoas que tem o maior conhecimento, tiro isso pela pessoa que conheci, ela se cuida muito e sabe de muita coisa, depois disso nós iniciamos um namoro e a vida segue com preservativos, mas da uma vontade de abandonar mesmo que seja rápido como das outras vezes, mas agora existe o receio.

  8. Guilherme diz

    Lembrando que: Fui o ativo, nosso contanto somando sem camisinha foi de até 3 minutos e meio, fui a três infectologistas e todos foram unanimes em dizer que o risco era muito baixo, um deles se auto denominava um especialista no assunto, disse até que não me indicaria a PEP pq o contato tinha sido muito curto para se ter uma infecção, mesmo assim eu mentir e tomei. Fui errado mas era a única forma que eu tinha de tentar me livrar de algo, mesmo que fosse o medo que naquele momento me dominava.

    • CB SUL diz

      Olá Guilherme, sou soropositiva há sete anos, me cuido há dois e pouco. Namoro um rapaz soronegativo há quase um ano, já nos aconteceu de estourar a camisinha em algumas ocasiões. O procedimento é o seguinte:
      Na hora, lavar as partes que estão envolvidas. Após, fazer o teste rápido de hiv, onde é feita uma entrevista, e dentro dela, são avaliadas suas possibilidades do uso de PEP. Refaz o teste dentro de um mês para tirar a dúvida final. Deu NÃO REAGENTE no primeiro e segundo, ótimo, perfeito.
      Se você tem um relacionamento sério com um soro+, procure sempre ir com a pessoa no infectologista e fazer os testes também. É assim que meu namorado e eu fazemos. Nenhum bicho de sete cabeças….. 😉

  9. Bela diz

    Olá CB Sul, você mora no sul do país? Estou soropositiva há poucos meses. Gostaria muito de conversar sobre essa nova vida com outras pessoas, por isso entrei no blog. Falando nisso, abençoado seja quem o criou, ideia mais genial, estou adorando as discussões. O blog tem me ajudado muito.

    • CB SUL diz

      Oi Bela, sim moro em Porto Alegre, me manda seu e-mail, podemos conversar sem problemas…. Bjo

        • Viviane diz

          Ola bela, sou soropositiva tem 5 anos e ainda nao tomo nenhum medicamentos, gosto de fazer amizades com pessoas que não preciso esconder oque tenho, perdi uma filha ja faz 2 anos e 9 meses, em decorrencia do hiv, descobrir ser portadora no dia do parto ,e fui contaminada na minha gestaçao ,minha filha veio falece quando ja tinha 2 anos e 8 meses e isso me doi muito, alguns aqui ja conhece a minha historia como a Vida e Js se quiser entrar em contato comigo pelo Whatsapp ficaria muito feliz. 027.995176144

          • Bela diz

            Olá Viviane

            Desculpe não ter respondido antes. Só hoje vi sua mensagem. Se quiser pode escrever pra mim. Meu email é bela_sul14@yahoo.com.br. Vou gostar muito de conversar com você. Ou você me manda seu endereço que te escrevo.

  10. Marcia Gonçalves diz

    gostaria do seu contato. sou editora de um programa jornalístico de TV, em SP. deixarei meu email abaixo. muito obrigada.

  11. Théo diz

    Olá pessoas!!!

    Eu estou namorando há um ano um rapaz soropositivo, do qual gosto muito, e sou soronegativo e tenho algumas preocupações, como por exemplo sexo oral, “esfrega esfrega” do pênis no ânus. Meu namorado faz o tratamento corretamente, e tem CV indetectável, abaixo de 200 cópias. Eu fiquei numa relação por 8 anos, e como ativo gostava de fazer digamos loucuras no sexo, do tipo ejacular dentro, até ejacular no sexo oral, mas porém, contudo, todavia, eu e meu ex-namorado confiava muito um no outro, e nos amavamos, e jamais desconfiava um do outro, construímos uma relação sólida e estável. Agora com esse meu atual, vire e mexe nas brincadeiras preliminares, antes da penetração, tem o esfrega esfrega, e como ele sempre gostou de sexo oral, fizemos uma fez com camisinha, é para mim fazer nele foi horrível, e acredito que ele não deve ter gostado muito não… Ele fala direto sobre esse lance de carga viral indetectável e a transmissão ser quase zero, já por umas duas vezes fiz sexo oral nele sem camisinha, mas eu fico tão receoso, e TENTO não engolir nada, digo nada no sentido de saliva, mas sei que o risco existe. Meu relacionamento está caminhando para o fim muito por conta disso, por eu gostar muito de sexo, e talvez por lembrar de como era com o meu ex. Já pedi para acompanha-lo em sua infectologista, mas ele diz sentir vergonha, e faz questão de mostrar os resultados de seus exames. Ele não gosta muito de eu ficar preocupado dele me contaminar, mas eu tento fazê-lo entender de que o que pudermos fazer para evitar ou minimizar o contagio seria importante.
    Eu as vezes faço-lhe perguntas sobre a saúde dele, inclusive a saúde bocal, mas algumas vezes ele se mostra arredio e irritadiço…E eu explico que ele também tem que cuidar de mim, buscar me proteger, pois é diferente de como ele se contaminou, por não saber que o rapaz tinha HIV,,, agora é outra situação, ele sabe que tem, e eu tb sei… seria muito irresponsabilidade e egoísmo da parte dele não pensar em mim…

    O que vocês me aconselham…

    • Théo,

      Seu namorado te contou sobre o diagnóstico, te explicou sobre carga viral indetectável e o risco próximo de zero, toma os remédios dele, vai ao infectologista, faz os exames e os mostra a você. Ele já faz tudo isso e você, ainda assim, acha que ele deve “te proteger” e “cuidar de você”: é claro que ele fica “arredio e irritadiço”! Você não ficaria?

      É legal que você tenha vindo buscar informações sozinho. Por que você não vai além e mostra para seu namorado que sabe se proteger e cuidar de si mesmo? Você também pode agendar uma consulta com um (outro) infectologista, só você e o médico, para tirar todas as suas dúvidas sobre transmissibilidade e, assim, mostrar para seu namorado que você se preocupa em manter o relacionamento de forma segura, dividindo a responsabilidade de proteção no sexo — que ao meu ver é mútua, afinal: como está a sua saúde? Você fez e faz sempre seus exames? Sabe qual é a sua sorologia para HIV, herpes, hepatites? E a sua saúde bucal? Você está protegendo ele tanto quanto ele a você?

      • Ricardo diz

        Boa tarde JS e pessoal do Blog. É o seguinte,estou mega preocupado com minha situação e talvez alguém aqui possa me esclarecer e voltar minhas “esperanças”. Tive o diagnóstico em final de 2011 e comecei aTarv em janeiro de 2012, desde então tive que trocar o esquema por 4 vezes. Em janeiro deste ano comecei com NEVIRAPINA E BIOVIR,só que depois de 2 anos com CV indetectável, o resultado foi de CV 1985,o infecto resolveu então voltar ao KALETRA E BIOVIR,que comecei em maio,só que minha CV nunca mais “zerou” ou melhor ficou indetectável. Sexta estive novamente no médico e o resultado foi CV 114.estou sentindo que ele está meio perdido,sem saber o que fazer e isto me assustou,eu que sugeri um exame de Genotipagem,nem sei se é caro,mas vou fazer amanhã,enquanto isso ele acrescentou o TENOFOVIR . Será que minha CV nunca mais voltará a ficar indetectável? Agi certo em fazer o exame de genotipagem em laboratório particular? Já pensei em ir a São Paulo e “tentar” um recomeço com um infectologista mais experiente. Por favor,alguém pode me dar sua opinião,estou ansioso e chateado com essa situação,mal consigo trabalhar. Obrigado. Abraços.

  12. Ivan diz

    Olá, Ricardo eu TB tomo kaletra e até então minha cv está indetectável, só que eu estou Fazendo por conta própria uma mudança na quantidade, odeio engolir o kaletra não sei se isso ocorre com VC me da náuseas só de ver o comprimido, eu agora só timo uma vez vou fazer os exames agora em dezembro e vou ver se continuou indetectável ainda com o kaletra tomando só duas drágeas a noite,
    Mais o kaletra sempre me fez bem a baixou minha cv e aumentou o meu cd4.

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