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Novas diretrizes da OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou as Diretrizes Consolidadas para Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do HIV e Cuidado de Populações Vulneráveis.

Segundo o documento, as populações vulneráveis são grupos que “devido a comportamentos específicos de maior risco, estão sob maior risco de contrair HIV, independentemente do tipo de epidemia ou contexto local. Além disso, estes grupos muitas vezes sofrem problemas judiciais e sociais relacionados com seus comportamentos, o que aumenta sua vulnerabilidade ao HIV.” As diretrizes da OMS se concentram em cinco populações vulneráveis: 1) homens que fazem sexo com homens, 2) usuários de drogas injetáveis, 3) prisioneiros e encarcerados, 4) profissionais do sexo e 5) transexuais. Nestas populações, a OMS recomenda as seguintes intervenções:

PREVENÇÃO DO HIV

1

Uso correto e consistente de camisinha com lubrificantes compatíveis é recomendado para todas as populações vulneráveis para prevenir a transmissão sexual do HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

2

Entre homens que fazem sexo com homens, a profilaxia pré-exposição (PrEP) é recomendada como opção adicional dentro de um pacote abrangente de prevenção do HIV. (NOVA RECOMENDAÇÃO)

3

Sempre que casais sorodiscordantes puderem ser identificados e opções adicionais de prevenção do HIV forem necessárias, a PrEP oral diária (especificamente Tenofovir ou a combinação de Tenofovir e Emtricitabina) pode ser considerada como uma possível intervenção adicional para o parceiro não infectado.

4

Profilaxia pós-exposição (PEP) deve estar disponível de forma voluntária para todas as pessoas elegíveis nas populações vulneráveis depois de uma possível exposição do HIV.

5

Circuncisão masculina médica voluntária é recomendada como uma importante estratégia adicional de prevenção do HIV por transmissão heterossexual em homens, em especial em situações hiperendêmicas ou de epidemia generalizada de HIV e baixa prevalência de circuncisão masculina.

REDUÇÃO DE DANOS EM USUÁRIOS DE DROGAS

6

Todas as pessoas das populações vulneráveis que usam drogas injetáveis devem ter acesso a injeções estéreis através de programas de agulhas e seringas descartáveis.

7

Todas as pessoas de populações vulneráveis que são dependentes de opióides devem ter a possibilidade de acesso a terapia de substituição de opióides.

8

Todas as pessoas de populações vulneráveis que fazem uso prejudicial de álcool ou outras substâncias devem ter acesso a intervenções baseadas em evidências, incluindo breves intervenções psicossociais envolvendo avaliação, feedback específico e aconselhamento.

TESTAGEM DE HIV E ACONSELHAMENTO

10

Testagem voluntária de HIV e aconselhamento devem ser rotineiramente oferecidas para todas as populações vulneráveis, tanto na comunidade quanto em ambientes clínicos. Testagem de HIV e aconselhamento baseados na comunidade, ligados à prevenção, cuidado e serviços de tratamento é recomendada como complemento à testagem e aconselhamento comuns.

TRATAMENTO PARA O HIV E CUIDADO DE SAÚDE

11

Populações vulneráveis vivendo com HIV devem ter o mesmo acesso a terapia antirretroviral (TARV) e a administração de antirretrovirais (ARV) que outras populações.

12

Todas as mulheres grávidas das populações vulneráveis devem ter o mesmo acesso a serviços de prevenção da transmissão vertical e seguir as mesmas recomendações para mulheres de outras populações.

PREVENÇÃO E CUIDADO DE COINFECÇÕES E COMORBIDADES

13

Populações vulneráveis devem ter o mesmo acesso a prevenção, diagnóstico e tratamento de tuberculose que outras população sob risco ou vivendo com HIV.

14

Populações vulneráveis devem ter o mesmo acesso a prevenção, diagnóstico e tratamento de hepatites B e C que outras população sob risco ou vivendo com HIV.

15

Exames de rotina e cuidado de disfunções de saúde mental (depressão e stress) devem ser oferecidos às pessoas das populações vulneráveis que vivem com HIV, a fim de otimizar os resultados de saúde e melhorar a adesão aos ARVs. O cuidado pode ir do aconselhamento sobre HIV e depressão à terapias médicas apropriadas.

SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA

16

Exame, diagnóstico e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis devem ser oferecidos rotineiramente como parte de uma estratégia ampla de prevenção do HIV e cuidado de saúde para as populações vulneráveis.

17

Pessoas das populações vulneráveis, incluindo aqueles que vivem com HIV, devem poder ter uma experiência completa e prazerosas da vida sexual e acesso a uma gama de opções reprodutivas.

18

Leis e serviços de aborto devem proteger a saúde e os direitos humanos de todas as mulheres, incluindo as que fazem parte de populações vulneráveis.

19

É importante oferecer exames para câncer cervical à todas as mulheres das populações vulneráveis.

20

É importante que todas as mulheres das populações vulneráveis tenham o mesmo suporte e acesso ao cuidado de saúde para gravidez e parto que mulheres de outras populações.

FACILITADORES

1

Leis, políticas e práticas devem ser revistas e, quando necessário, revisadas por formuladores de políticas e líderes governamentais, com envolvimento significativo de representantes das populações vulneráveis, a fim de permitir e apoiar a implementação e ampliação de serviços de cuidado de saúde para as populações vulneráveis.

2

Os países devem trabalhar em prol da implementação e aplicação de leis protetoras e antidiscriminação, derivadas de padrões de direitos humanos, a fim de eliminar o estigma, a discriminação e a violência contra as pessoas das populações vulneráveis.

3

Serviços de saúde devem ser disponíveis, acessíveis e aceitáveis para as populações vulneráveis, baseados nos princípios de direto à saúde e ética médica, sem estigma, não discriminatórios.

4

Programas de implementação devem visar intervenções que aumentem o poder das comunidades nas populações vulneráveis.

5

A violência contra pessoas de populações vulneráveis deve ser prevenida e abordada em parceria com organizações vinculadas às populações vulneráveis. Toda violência contra pessoas de populações vulneráveis deve ser monitorada e relatada, e mecanismos de reparação devem ser estabelecidos a fim de proporcionar justiça.

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45 comentários

  1. Cezar diz

    bizarra esta recomendação. como se homem Só fizesse sexo com homem. Não existe esta fronteira. ainda mais no XXI. Se quer recomendar, recomenda pra todo mundo.

    sempre falei isso aqui. Eh complicado confiar numa turma (que quer controlar a epidemia ou encontrar a cura) que nao tem experiencia de vida sexual, uma vida sexual eclética.

  2. Anderson diz

    É so uma recomendação pelo fato do anal ser o mais perigoso. Mas qualquer pessoa, hetero , bi ou homo, podera usar o medicamento se quiser. O Truvada é para todos!

    • Eliseu diz

      Exato! O coquetel agora é para todos! Viva, que maravilha!!Todo mundo agora vai tomar remédio para HIV/AIDS mesmo não tendo! Oba!

      Você estão precisando ler Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

  3. Tony diz

    Quero ver quem vai querer queimar a cara a cada dois meses lá no cta para pegar os medicamentos.

    • Anderson diz

      Ué, tem tanta gente que vai la pegar camisinha de graça. Por que nao pode pegar os remedios tambem? Eu preferia ia la pegar o Truvada que os TARVs. Preferia me prevenir que me contaminar.

    • Eliseu diz

      Boa observação, Tony. Mas o problema não é nem se “queimar”, mas estar passando por um absurdo saído de um dos livros de Kafka !Remédios são para os que precisam; oferecê-los para os outros é plano de ministro do País das Maravilhas.

      • Pavio Curto diz

        Cara xato esse Eliseu. Aff. Se vc não tem o vírus, o que faz aqui? Se divertindo com a cara de quem enfrenta na pele? TNC!

        • Eliseu diz

          exatamente, você me desmascarou, fez a “leitura” correta! e agora? só me divirto com a cara de otários burros como tu.

          • Vida diz

            O que eh isso, Eliseu? Voce se diverte com a doenca alheia? Me nego a acreditar nisso!

            • Anderson diz

              Eliseu é mais um fake ridiculo que alguem interpreta aqui pra aumentar o numero de comentarios.

  4. Anderson diz

    O Truvada seria muito util para proteger no sexo oral tambem.
    Ser chupado com camisinha é horrivel e colocar camisinha na lingua pra chupar a mulher é impossivel. Com o Truvada as pessoas fariam sexo oral tranquilas, com a sensação de segurança.

  5. ROCK UDSON diz

    Confesso que ainda não entendi esse truvada em combinação com camisinha. Não é um contrasenso? pois se todas as campanhas até então enfatizam que a camisinha é segura, qual a necessidade de se “combinar” a camisinha com o truvada? Acho que está faltando honestidade aí. Não se trata de “combinar” nada, mas sim de admitir que existe uma grande população, inclusive muitos gays, que não usam camisinha de jeito nenhum. Daí faria sentido a existência desse remédio, para pessoas que não querem usar a camisinha. Por que a OMS não pode simplesmente admitir isso?

    • Lydia Maia diz

      A ideia é essa, Rock. Muita gente usa camisinha, mas acaba de descuidando por conta de bebida, droga etc em algumas situações, ou por pura empolgação e confiança. Então, tendo essa medicação como aliada, aumenta a chance de não se tornar soropositivo.
      Infelizmente as pessoas não conseguem entender que isso é uma recomendação e não uma imposição. Acredito que se a pessoas é aderente 100% a camisinha, não necessite. Agora, se vez por outra escorrega, por quê não tomar? Abs.

  6. ROCK HUDSON diz

    Ah sim , acho que entendi. Mas será que dá pra tomar somente quando houve o escorregão?

    • Anderson diz

      Tomar apenas um na hora nao funciona. Tem que tomar todo dia para proteger 100% .

  7. ROCK HUDSON diz

    Alguém sabe quando esse remédio estará disponível nas farmácias brasileiras ?

    • Anderson diz

      Ele ainda esta sendo discutido. Provavelmente vai ser distribuido pelo Ministerio da Saude nos hospitais e postos de saude.

  8. Barney diz

    Boa noite, e saudações de um novo soropositivo. Ainda cheio de medos, angustias e procurando me informar, pois como diz o velho ditado e melhor prevenir que remediar e como não me preveni, ao menos tanto quanto seria necessário, não resta outra alternativa, agora e me tratar pois a outra opção não passa pela minha cabeça que seria me entregar a esse virus. Bom, Um belo dia acordo com uma dor no pescoço, vou ao médico e como faço quando sinto ser necessário para me confirmar que realmente estou bem e “limpo” solicitei a médica os exames de DST, salientando que já havia feito em outubro e tudo estava bem, só mesmo de rotina, mas para minha surpresa no dia em que vou buscar meus resultados uma pequena noticia até então pouco assustadora mas que mexeu completamente com meu emocional, meu namorado me aguardava do lado de fora e preferi não comentar nada até que tivesse algo mais concreto, até então algo que para mim estava longe de acontecer; Foi quando a senhora me diz, seu resultado de hiv deu indeterminado acredito que seja alguma infeccao mas devemos fazer um teste para ter certeza do resultado, perguntei se nao poderia repetir o exame e ela disse que nem cobraria de mim, que mulher gentil, pensei; só depois eu tomaria uma atitude se faria o wester blot ou não caso persistisse como indeterminado. Me preocupei, mas não levei muito a serio e continuei confiante em alguma reação adversa do meu corpo, etc, afinal eu tinha feito exame em outubro e tudo estava bem. Era inicio de férias pós jogo de copo, ultimo fina lde semana com meu namorado antes que ele fosse para casa dos pais tudo festa. Segunda feira acordo cedo e vou colher sangue convicto que tudo não passou de um engano, a tarde vou pegar resultado, persiste indeterminado, pego o resultado desesperado e procuro um medico que me diz: Por esse exame não posso lhe dizer nada so com o wester blot para dirarmos essa duvida, fazer ou nao fazer eis a questao, deixo a poeira abaixar, até em uma conversa me namorado perguntar pelos exames fiquei aflito e desde então o que responder começou atormentar, no outro dia a tarde vou ao laboratorio,procurar saber se e comum os resultados darem indeterminados, a recepcionista que criei aversao pela cara, me diz: Vou ser sincera com voce, não é comum, inclusive mandamos para outro laboratorio e eles solicitaram que fosse feito um exame mais especifico, acredito que la tenha sido positivo. Mais que desesperado marco para colher o sangue na segunda feira, ainda em duvida se continuaria com a duvida ou confirmaria algo que comecei a pressentir. Dias de angustia, aflição que nunca esquecerei, limitei contar a tres pessoas que entenderiam a situaçao, Inclusive um ex namorado que na hora por ser médico poderia me socorrer, foi quem chamo hoje de anjo que me acolheu com palavras de tranquilização. Sangue colhido, seu resultado de wester blot sai na sexta feira. Nessa mesma semana meu namorado viria a cidade resolver questoes da faculdade, foi quando resolvi lhe contar sobre o que eu estava passando, a primeira coisa que fiz quando o vi de tanta angustia, ficamos aflitos juntos, e sempre em mente um resultado negativo; Até que naquela sexta-feira 27 de junho 2014 recebo uma ligação bem cedo, entretido no trabalho, atendo, bom dia, Jackson? Seu exame chegou!! vou convicto pensando em até comprar um champagne para comemorar o fim da aflição, chego no lab aqui está seu resultado, foi quando senti o mundo desabando sobre mim, me esmagando, no momento não tive reação, nao chorava simplesmente nao passava nada na minha cabeça eu nao acreditava no que estava vendo. REAGENTE!!!

  9. Barney diz

    Hoje procuro me informar, e saber como foram outras experiencias, em todos os sentidos. Meu namorado deu negativo, graças a Deus, continuamos juntos, agora sorodiscordantes, até quando? Espero que até a morte nos separe. Ainda não acredito e quando a ficha cai me desespero um pouco, com todas a implicacões que isso me trara, penso em não tratar na minha cidade para não me expor e nem expor meu namor, tive uma primeira orientação de uma infecto para esperar um pouco a poeira abaixar passar o susto e ver como vou dar prosseguimento ao tratamento e mesmo sem ver os exames de cv e cd4 disse q eu poderia iniciar o tratamento quando eu quisesse. Então peguei meu resultado hoje de cd4 e cv.

    CV 25010 copias/ml
    cd4 557/mm3

    Até hoje tinha a esperança de ter sido alguma alteração nos exames, aos poucos a ficha esta caindo, ainda não sei como farei meu tratamento, procurando não me expor.

    • Itaney Veras diz

      faça o mas rapdo possível, quanto mas cedo começar o tratamento melhor,para evitar que doenças oportunistas apareçam e compliqui mas a sua vida

  10. MarceloVida diz

    JS meu querido!!!
    Obrigado por voltar com esse formato do blog.
    Estava fazendo falta para geral.

    Abçs

  11. DoBemDF diz

    Isso ai JS, concordo com o Marcelo. Estava me sentido limitado pelo formato que vc tinha adotado, rs!

      • Barasaaaa….. sou eu sim a legítima! Igual aos chinelos havaianas..kkkkkkkkkk. Estou “ótemaaaaa” meu Doutor mais que preferido… E vc está bão? Já casou? ou continua me esperando?,rs Conte-me tuuuuudo menino.

        Beijoss

        Vida

        • Larissa diz

          kkkkkk vocês são engraçados, vivem por aqui, isso é legal…estou de folga esses dias e aproveitando para ficar o dia na internet e lendo quase tudo do blog, até coloquei como meus favoritos na barra de tarefas.

    • Larissa diz

      Truvada é a combinação de antirretrovirais para a profilaxia pré-exposição. Seria o medicamento recomendado para quem se relaciona com soropositivos, ou para aqueles que têm comportamento de risco. É um medicamento tomado todos os dias, com efeitos colaterais como na TARV, etc. Acredito que trata-se de mais um pretexto de mercado para a indústria farmacêutica, haja vista que, a prevenção efetiva seria a conscientização/propaganda acerca do assunto, não um tratamento medicamentoso para quem não é portador do vírus. Enfim, eles farão essa campanha, quem for soronegativo e quiser tomar o medicamento para evitar infecção, assim o faz.

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