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De quem é a culpa?

Brasil Post

Gaëtan Dugas, o Paciente Zero.

A culpa é dele. Gaëtan Dugas, um comissário de bordo canadense, foi o responsável por disseminar o HIV por todo o continente norte-americano. Não é à toa que ficou conhecido como o “Paciente Zero”. Seu apelido foi dado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC) em março de 1984, após uma extensa busca das autoridades médicas a partir de informações das ligações sexuais entre homens gays e bissexuais na Califórnia, Nova York e alguns outros estados. Dugas era o marco zero dentre vários parceiros.

Em 1987, uma matéria do New York Post que tinha como manchete “O homem que trouxe a aids” contou sua história: a cada cidade em que pousava, o comissário aproveitava para transar com quantos homens pudesse, mesmo ciente de que sua condição pudesse ser transmissível a outras pessoas. Depois de fazer sexo, era comum que Dugas apontasse para as lesões em sua pele, provavelmente oriundas de Sarcoma de Kaposi e outras manifestações de doenças oportunistas típicas da aids, e então dissesse para seus parceiros: “agora você também tem!”

Tudo isso é contado com mais detalhes no livro And the Band Played On, do jornalista Randy Shilts, publicado também em 1987, o qual fala do conturbado início da epidemia. Logo após terminar de escrevê-lo, Shilts foi diagnosticado positivo para o HIV. Em agosto de 1993, o livro virou filme, ao qual o jornalista assistiu pouco antes de sua morte, aos 42 anos, em decorrência de uma pneumonia. Em outras palavras, Shilts foi vítima de Dugas.

A busca pelo responsável continua. Atualmente, nos EUA, pelo menos 24 estados possuem leis específicas que consideram crime a exposição, transmissão ou a não revelação da condição sorológica a parceiros sexuais. Essas leis já foram aplicadas em 442 processos, condenando 251 indivíduos. Em estados onde não há leis específicas, muitas vezes aplicam-se acusações de agressão, tentativa de homicídio ou bioterrorismo. Vários países seguem esse modelo jurídico, ora aplicando leis específicas, ora leis mais abrangentes.

A Suíça é um exemplo bastante apropriado. O país possui duas leis diferentes e não-específicas para o HIV. Ambas foram usadas em conjunto em processos de casos de exposição ou transmissão do HIV e sequer precisam de um denunciante. Graças a elas, desde 1989 foram abertos 39 processos, dos quais resultaram 26 condenações. No entanto, em 2009, um estudo destas condenações mostrou que oito delas se deram mesmo após a divulgação voluntária do parceiro soropositivo a respeito de sua condição sorológica e sob pleno consentimento do parceiro soronegativo. É isso mesmo: um soropositivo avisou que tinha HIV, o parceiro soronegativo consentiu ao sexo e, mesmo assim, houve condenação do primeiro. Quando se deram conta disso, as autoridades daquele país perceberam que havia algo errado. E a jurisprudência suíça mudou drasticamente.

Em fevereiro de 2009, o Tribunal de Justiça de Genebra anulou uma condenação de exposição ao HIV, depois de ouvir o testemunho de especialistas autores da declaração da Comissão Nacional de Aids Suíça. Segundo esta declaração, a falta de infecciosidade em indivíduos soropositivos que estão sob tratamento antirretroviral há pelo menos seis meses, com carga viral indetectável e sem coinfecção com outra DST, torna o risco de transmissão do HIV tão baixo que ele é, nas palavras da Comissão, “hipotético”. Desde então, não há relatos de processos por exposição ou transmissão do vírus na Suíça. A declaração foi endossada por dois grandes estudos, HPTN 052 e Partner. É importante frisar que nem a declaração suíça e nem os estudos recomendam o desuso da camisinha, mas apenas apontam para a clara relação entre carga viral e transmissibilidade, a qual é muito maior em pessoas que não se cuidam e não fazem o teste de HIV.

Foi entendendo isso que, em 2009, o Ministério da Saúde do Brasil emitiu a Nota Técnica nº 350, ratificando a posição da Unaids. Em 2012, ao lado do governo da Noruega e de membros da sociedade civil de diferentes países, a Unaids propôs a Declaração de Oslo, a qual faz lembrar:

“A epidemia de HIV é nutrida pelas infecções por HIV não diagnosticadas, e não pelas pessoas que conhecem seu status positivo para o HIV. Devido ao elevado número de infecções não diagnosticadas, confiar na revelação do diagnóstico de HIV pelo parceiro(a) como meio de proteção — e processar as pessoas pela ausência de revelação — pode e leva a uma falsa sensação de segurança.”

A Declaração também recomenda a revogação das leis que criminalizam o HIV. No lugar delas, a construção de um ambiente sem estigma, que ofereça segurança ao indivíduo diagnosticado para escolher revelar voluntariamente a sua sorologia positiva. Afinal, como bem lembrou o Coordenador Geral da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Veriano Terto, leis que obrigam soropositivos a revelar sua condição têm precedentes:

“Essa mesma prática foi usada durante o regime nazista contra judeus e homossexuais e os que sobreviveram foram justamente os que omitiram.”

Em 2013, um tribunal da Suécia, país com maior índice de processos per capita contra soropositivos, também deu indícios de mudança de rumo. Um relatório do Centro Nacional de Controle de Doenças Transmissíveis (Smittskyddsinstitutet, SMI) foi citado para absolver um homem soropositivo condenado a um ano de prisão por ter tido relações sexuais com quatro mulheres que nunca contraíram o vírus. Reavaliando seus casos de processo contra soropositivos, outros países europeus se deram conta que grande parte das condenações se davam quando os acusados eram estrangeiros — especialmente de origem africana e asiática. Nos EUA, a maioria dos acusados são negros, latinos, gays e mulheres. E lá o processo também segue mesmo nos casos em que a transmissão do HIV não ocorreu. Muitas vezes, o soropositivo é acusado mesmo tendo feito uso do preservativo, com carga viral indetectável ou num tipo de contato sexual que não poderia ter infectado seu parceiro. Um vídeo do colega Mark S. King, autor do blog My Fabulous Desease, resume bem a situação.

Mas os americanos também resolveram rever seus conceitos. Entre 2 a 5 de junho deste ano, acontecerá nos EUA a primeira Conferência Nacional sobre Criminalização do HIV. Sob o slogan “HIV não é crime”, o objetivo é acabar com as leis estaduais que ainda criminalizam soropositivos e com os casos de agravação de outras condenações em virtude da sorologia positiva. Isso porque também percebeu-se que, muitas vezes, o fato de um acusado ser soropositivo era agravante para qualquer outra acusação. Sendo soropositivo, era mais facilmente condenado.

Dito isso, é impossível não voltar ao caso do Paciente Zero. Gaëtan Dugas nunca teve a chance de se defender das acusações feitas contra si. Ele morreu antes disso, em março de 1984, em decorrência de complicações da aids. Foi só a dois anos atrás que sua história foi reescrita, quando Michael Denneny, editor do livro And the Band Played On, confessou que o perfil do personagem de Dugas foi propositalmente deturpado:

“Nós nos rebaixamos ao sensacionalismo. Meu agente disse: ‘Sexo, morte, glamour e — o melhor de tudo — ele é um estrangeiro!’ Essa foi a única maneira que encontramos para chamar a atenção.”

Ele nunca foi de fato o primeiro portador do vírus, mas apenas um dos primeiros a receber o diagnóstico. Além disso, nenhuma das atitutes e decisões de seu personagem descritas no livro de Randy Shilts podem ser confirmadas. O próprio autor do livro, que virou best seller, teria inicialmente relutado em desenhar o perfil de vilão para Dugas. Depois de muita insistência do editor, cedeu. Talvez, sua confissão tenha vindo cifrada, numa declaração feita antes de sua morte:

“O HIV me fez ver todas as coisas superficiais às quais nos apegamos, como ego e vaidade.”

O jornalista Randy Shilts, em 1987.

A verdade é que é preciso ter um vilão para que uma história prenda a nossa atenção. Autores de livros e criadores de filmes e séries de TV sabem disso. Em filmes que tratam sobre HIV, como Filadélfia (1993) e Clube de Compras Dallas (2013), os vilões são os empresários preconceituosos e o governo omisso, respectivamente. Mas e na série “Viral”, do Porta dos Fundos, quem será o vilão?

Ainda sofrendo com os efeitos colaterais comuns no início do tratamento antirretroviral, Beto, personagem vivido por Gregório Duvivier, parte para avisar suas ex-parceiras sobre o seu diagnóstico, a fim de que estas, assim como ele, façam o teste de HIV. Com um protagonista heterossexual, de aparência saudável e que rebate as acusações de que aids se pega em agulhas contaminadas deixadas na sala de cinema, de maconha ou de pombo, a série é ótima para desmistificar diversas lendas sobre a doença. E melhor ainda em fazer pensar sobre quem é o responsável por disseminar o vírus.

Como consequência do encontro com suas ex-namoradas, o protagonista acaba por supostamente encontrar o seu “Paciente Zero”, o qual não teria avisado que era soropositivo à sua esposa, com quem Beto transou. Não é possível ter certeza, no entanto, se este homem é mesmo o responsável por transmitir o vírus à sua esposa e nem mesmo se de fato ela tinha HIV. É bom lembrar que nem todas as parceiras a quem Beto visitou fizeram o teste oral de HIV oferecido por ele — uma mulher não aceitou encontrá-lo, outra é apenas mostrada chorando e três disseram que já tinham feito o teste, uma das quais aproveitou para dizer que estava grávida.

E agora, de quem é a culpa? O brilhante roteiro de Fábio Porchat deixa para o espectador imaginar e julgar. E só poderia conseguir isso um texto escrito de maneira isenta. Ou… quase isenta.

“– Obrigado, Senhor!”, diz Beto ao descobrir que não foi ele quem engravidou uma ex-namorada.

“– Foi esse mesmo Senhor que te passou aids, hein? Não agradece, não.”

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28 comentários

  1. Lucius de Roma diz

    Excelente post JS! Numa análise pessoal em relação a culpa eu diria: a culpa de eu ter contraído o vírus é exclusivamente minha. Eu não quis usar, eu optei por não me proteger, eu aceitei transar sem proteção nenhuma. Quem me transmitiu, sabedor do sua condição ou não, está isento de culpa, pois eu estava lúcido e escolhi não usar. Nunca me interessei por saber quem era e já me perdoei pela minha infeliz escolha. Sigo em frente, de cabeça erguida, livre do sentimento de culpa e procurando ser feliz a cada dia que Deus me proporciona de vida.

    • Josė diz

      Sabendo da condição é um canalha e criminoso, essa história de super responsabilidade do ofendido é muito interessante mesmo. É quase o mesmo raciocínio torpe do estuprador que diz qua vítima é culpada por está usando saia curta e nao calça, do ladrão que te rouba a casa porque deu mole, já que o muro só tem dois metros e não cinco, ou outras excrescência como essas. Cada ser humano tem para com outro um dever de solidariedade e empatia, o que você não quer para si não deseje, ou principalmente faça para o outro. É bem simples, quem não seguir esta regra deve ser afastado
      , dependendo do caso, da sociedade a prisão existe para isso mesmo.

        • Josė diz

          Se eu estivesse OK, quando todos os meus exames eram, já que rotineiramente eu fazia, bem como nao tivesse passado por uma situação de risco, tenho total de direito de exigir isso. Já que estava em total boa-fé e cumpri minha parte. Há muita gente escrota no mundo, infelizmente não é lenda urbana casos de ‘pessoas’ que passam para outra propositadamente.

  2. Ricardo diz

    seu texto é IMPRESSIONANTE. as conclusões as quais você chega e os esclarecimentos que você aponta para nós são altamente relevantes, fazem uma diferença tremenda. obrigado pela ajuda. sempre! 😀

  3. Luz diz

    Brilhante post,js!eu já tive essa onda de procurar quem me infectou mas,realmente,vi que era desnecessário pois a culpa foi exclusivamente minha!ñ fui obrigado a transar sem camisinha!e o pior é q eu transei sem camisinha com várias gatas pra comemorar um resultado negativo!
    Imbecil é pouco pra mim!!!nem hommer simpsom seria tão burro!!!

  4. Já havia lido sobre o paciente zero quando fiz minha busca frenética a respeito de HIV depois do meu diagnóstico…Como sempre foi muito feliz na escolha do tema JS.
    Por incrível que pareça a ultima coisa que me passou depois do diagnóstico foi saber quem me contaminou…eu não me interessei, saber quem foi não mudaria o fato de eu estar infectada, pra que saber? Pra saber quem culpar? Não, não preciso.
    Meus possíveis contaminadores entre o ultimo negativo e o positivo que teve um espaço de 2 anos ou pouco mais envolve 3 parceiros sexuais, um deles é o meu “carrasco”…e honestamente…eu não quero saber qual deles é.

    Beijos a todos.

  5. wmarciano diz

    Eu tb ão me preocupei em saber quem me infectou,e sempre tive claro na minha cabeça que a culpa era minha e somente minha!!E isso me ajudou bastante na época do diagnóstico,e hoje 4 anos depois e uma vida quase normal é assunto encerrado,abração JS excelente post!

  6. pedro diz

    Confundir culpa com responsabilidade individual é um erro. Cada pessoa é sim responsável por seus atos, não há desculpa para isso. Se você não é capaz de assumir sua responsabilidade, não faça sexo. Usar o argumento dos nazistas é ridículo, ad hitlerium é uma falácia catalogada.

  7. Pri. diz

    Concordo que a responsabilidade é individual,mas eu coloco uma questão e quando você está num relacionamento sério de mais de 5 anos e sabe que o teu parceiro contraiu o vírus e te contaminou?

    • pedro diz

      Você assume responsabilidade a partir do momento em que escolheu o parceiro. Isso é a vida: você escolhe e paga por isso. Aí fica ao critérios da pessoa processar ou não o parceiro por esse crime.

  8. Riccardo diz

    saber quem transmitiu o virus nao muda em nada a condição de infectado, optamos por nao nos prevenir, contudo, quem sabe que tem o virus, tem o dever de se proteger e proteger o proximo…questao de coerencia e bom senso, respeito a si e ao proximo,
    …repito aqui que essa doença veio nos ensinar o alto-amor, alto-respeito…em algum momento de nossa jornada evolutiva fomos negligentes..a partir de agora, temos que ter noção disso, seguir em fente de cabeça erguida, sem culpas, mas com extrema dose de responsabilidade…
    logo logo vem a cura..

    agora reflitam comigo e sejam honestos…se hoje ja tivesse a cura, sera que nós nao transariamos sem camisinha de novo? se a resposta ainda é sim, entao, ainda é necessário caminharmos com essa doença-amiga.

    ate que tenhamos aprendidos a nos amar e nos proteger, precisamos dessa amiga que nos protege de outras pessoas..

    bjo no coração de vcs..

    • De acordo com o artigo, beber, mesmo casualmente, aumenta muito o risco de doenças hepáticas avançadas em pacientes com HIV/Hepatite C.
      Independente do paciente ser HIV ou HCV positivo o consumo de álcool aumenta a ocorrência de doenças hepáticas.
      Nesta pesquisa participaram pessoas infectados por HIV, HCV (Hepatite C), HIV e HCV e também pessoa que não eram infectadas por nenhum dos dois vírus.
      Não precisa surtar “beber ou não beber?” pode dar umas biritadas de vez em quando mas pega leve!…rs

  9. gauchopositivo diz

    Já estive algumas outras vezes no blog, comentando sobre os efeitos do Efavirenz, e também sobre o papo de beber e ser HIV+. Eu andei bebendo um pouco e os meus triglicerídeos e colesterol, vieram um pouco acima do normal. Trglicerídeos – 305 e colesterol 207. Estou tomando o Kaletra (lopinavir+ritonavir), dei uma pesquisada e acredito que pode ser devido ao kaletra. Tomo os ARVS exatamente a dois meses. Quando descobri que era HIV+, foi horrível e meu Cd4 estava em 23. Porém, sem muitas delongas, hoje venho aqui comemorar que peguei o exame de Cd4 e estou em 153. Ainda estou abaixo dos 200, mas foi um alívio pra mim saber que estou melhorando. É impressionando como tudo na vida pode ser um número, já sabia que estava bem, mas estava ansioso por um número. Obrigado por todos os comentários e textos, esse blog é maravilhoso. o JS é ótimo, escreve muito bem. Fiquem em paz, galera. =)

    • Matteus78 diz

      Kaletra aumenta Triglicerideos pois antes de começar a tomar o meu dava numero menor que 150, e agora sempre mais que 300. Tem de praticar exercicio de forte impacto para melhorar isso.

  10. gauchopositivo diz

    Gente a minha creatinina deu 1,2 e apesar de estar dentro do normal, o meu médico mandou eu realizar outro exame, se tiver subido vamos abandonar o tenofovir. Tomo Kaletra+lamivudina+tenofovir. Eu gostaria de ser tomando o mesmo esquema, mas vi que o Ritonavir+Tenofovir podem juntos aumentar bastante a creatinina. Estou com medo que ele me mande tomar Biovir (lamivudina + Zovdovudina). Só de pensar em ter que tomar AZT já fico mal. O que voces acham? Por qual poderia substituir o tenofovir? Esse biovir+kaletra será que vale a pena?

  11. Gauchopositivo diz

    Não precisei trocar de esquema, só estou meio chateado que estou engordando um monte. Engordei cinco kg já. Isso que malho todos os dias e estou tentando fazer aeróbico sempre agora. Que inferno isso, às vezes fico pensando que terei a saúde de um velho pra sempre. Colesterol alto, triglicerideos alto e futuras hipertensões e diabetes. Alguém sabe me dizer se com o tempo os níveis de gordura no sangue voltam ao normal? Pois antes de começar a terapia antirretroviral, meus exames eram perfeitos. Mesmo “comido” da Cida, com cd4 em 23, apenas o meu cd4 estava afetado, tudo estava perfeitamente bem. Estou com medo de engordar mais, tomo o Kaletra e sinto que é deste medicamento. O meu médico diz que não, que é em torno de 5kg que o paciente ganha no começo de tratamento. Mas não vou ser hipócrita, nunca gostei da classe médica, conheço muitos arrogantes e prepotentes. Porém, pelo que percebi, os infectos parecem ser mais humanos. Eu adoro o meu médico, ele é um exemplo de ser humano para mim. Só que fico meio assim, estou com medo de engordar mais. Me cuido muito, não sou nenhum fisiculturista nem nada, mas é bom estar em forma, não quero que esses remédios me deixem com uma saúde de velho. Estou com colesterol mais alto que o da minha vó de 70 anos, sabe? Enfim, sei que vocês possuem opiniões leigas, mas vi que alguns estudantes de medicinas andaram postando aí sobre a sua história. Só gostaria de saber, do fundo do meu coração angustiado, o que vocês acham? Aceito opiniões leigas. Obrigado é saúde a todos.

  12. Christiana diz

    Estou a 16 anos com este hóspede indesejavel dentro do meu corpo !ja fiquei muito irritado com ele ,mais como insiste em ficar vou sacaneando ele,tomando kaletra tenofovir e laminovuldina as vezes tento esquecê-lo mais é só da um vácilo não tomar os remédios direito que o canto da minha boca doe! Ele só me lembra se eu vacilar o bicho pega

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