Mês: março 2014

O profundo desconhecimento da epidemia

É razoável existir algum descompasso entre o conhecimento leigo e o que os médicos e cientistas sabem. Eu mesmo era um completo ignorante a respeito de HIV e aids e, quando recebi o diagnóstico positivo, morri de medo de meu futuro. Foram preciso horas e mais horas de conversa com meu médico e tantas outras de pesquisa em fontes confiáveis para que esse medo diminuísse ou fosse delimitado ao seu devido lugar. No entanto, com o que aprendi desde então, percebi que no que diz respeito ao HIV e aids o descompasso do conhecimento leigo entre o médico e científico é gigantesco. Melhor dizendo, é abissal. E é aqui que nasce o medo injustificado, responsável pelo estigma, o preconceito e a discriminação. Agora, já é tempo disso tudo acabar. Na última semana, esteve bastante em pauta uma conversa entre os participantes do “BBB14”, na qual ficou claro o profundo desconhecimento a respeito da epidemia, da vida de um soropositivo nos dias de hoje e do risco de transmissão do vírus. Um dos participantes disse que …

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Aids com humor

Porta dos Fundos lança sua primeira série, que fala de aids com humor Com apoio de ativistas, grupo une cenas cômicas com informações sobre os soropositivos João Fernando – O Estado de S. Paulo “Eu tenho aids, p… Sou soropositivo, entendeu?”, grita Beto, personagem vivido por Gregório Duvivier, para uma de suas ex-parceiras sexuais. É assim, direto ao assunto, que o Porta dos Fundos vai tratar da doença em Viral, série de quatro episódios, com 15 minutos cada um, que o canal de humor da internet lançará no dia 4 de abril. [Continue lendo.]

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Risco próximo de zero

A semana do Carnaval foi de festa para quem vive com HIV, mesmo longe dos desfiles e dos bloquinhos. Entre os dias 3 a 6 de março, aconteceu a Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, CROI 2014, em Boston, uma das mais importantes conferências de HIV e aids do mundo. Cientistas de todo o globo se reuniram para apresentar os avanços obtidos em suas pesquisas. Para começar, temos um possível caminho para a cura que tem se mostrado muito promissor. Conforme matéria do New York Times, 12 voluntários que vivem com o vírus tiveram suas células CD4+ do sistema imunológico, as mais afetadas pelo HIV, retiradas, modificadas em laboratório e reintroduzidas nestes mesmos indivíduos. Nesse processo, o conector CCR5, que é o mais usado pelo HIV para se infiltrar na célula CD4+, foi suprimido. Como consequência, as células modificadas se tornaram imunes ao vírus, tal como acontece naturalmente nos indivíduos portadores da mutação CCR5 Delta 32, encontrados em geral no norte da Europa. O estudo se mostrou seguro e eficiente em manter a carga viral …

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A expectativa de vida

Antes de publicar esse post, encaminhei-o para meu médico infectologista, o Dr. Esper Kallás. Segundo ele: A base da informação é verdadeira. No entanto, este é um assunto em evolução, já que os avanços vêm se acumulando ano após ano. Isso significa que teremos que constantemente rever os dados de expectativa de vida, cuja tendência é a de se equiparar com os que não vivem com HIV. Maior expectativa de vida para as pessoas pessoas vivendo com HIV na América do Norte Por Sean R. Hosein para o Canadian Aids Treatment Information Exchange Estudos grandes, primeiramente na Europa Ocidental, EUA e Austrália, mostraram que a potente combinação da terapia antirretroviral (comumente chamada de ARV ou TARV) trouxe uma enorme melhora na saúde das pessoas soropositivas. No Canadá e em outros países de renda alta, as infecções relacionadas com a aids são incomuns em pessoas com HIV que estão sob cuidados de antirretrovirais. Como resultado, os pesquisadores esperam, cada vez mais, que um jovem adulto infectado pelo HIV e que começa o tratamento logo após a …

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Ele descobriu ter HIV há 3 anos, aprendeu que errar é humano e seu sentido da vida é ‘curtir a trajetória’

Publicado originalmente em Vidaria:
Foi aos 26 anos que ele, hoje com 29, descobriu ser portador do vírus HIV, causador da Aids. “Eram 9h do dia 18 de outubro de 2010”, recorda, com aquela facilidade que as pessoas costumam se lembrar de tudo que marca muito na vida. O jovem publicitário ia trabalhar e viu o resultado do exame pela internet. Até então, não fazia a menor ideia de que era soropositivo – o teste foi feito numa bateria de exames de rotina, para aproveitar um novo plano de saúde. “Eu nunca tinha feito nada antes. Só ia no médico quando estava doente.” Naquele dia, obviamente, ele não foi trabalhar. Nem nas semanas seguintes. Fazia “freelas” em produção de comerciais para a TV, mas os interrompeu para começar o tratamento. “No dia do que recebi o diagnóstico, fiquei mal, foi horrível. Eu chorei dia inteiro. Não dormi”, revela. “A ideia que eu tinha… Eu achava que eu ia morrer, achava que a minha vida ia mudar.” Cheguei até o publicitário após ele escrever um texto sobre o HIV no Brasil Post…

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Discriminação Zero

Hoje é primeiro Dia da Discriminação Zero. Essa nova data inaugurada pela Unaids vem de encontro com o objetivo da organização de zerar o número de novas infecções pelo HIV e de mortes em decorrência da aids. E isso só será possível sem discriminação. Neste 1º de Março de 2014, você já pode contribuir com a campanha. É só dar um like na página Facebook.com/ZeroDiscrimination ou escolher uma das borboletas símbolo da campanha e usá-la na sua foto de perfil no Facebook. Você também pode entrar na conversa no Twitter, com a hashtag #zerodiscrimination. Faça alguma coisa! Sem transformação, a discriminação não vai acabar.

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