Ano: 2014

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Indetectável? Não precisa de PEP

Mudança na recomendação para o regime de profilaxia pós-exposição (PEP) O Expert Advisory Group on Aids (EAGA) sugeriu uma mudança na recomendação para o regime de profilaxia pós-exposição de Tenofovir/Emtricitabina com Kaletra para Tenofovir/Emtricitabina com Raltegravir. Além disso, a PEP não é mais recomendada após exposição ocupacional a uma fonte com carga viral indetectável. Atualização da recomendação de profilaxia pós-exposição (PEP) para o HIV após exposição ocupacional à uma fonte com carga viral indetectável Na reunião de 23 de outubro de 2013 (EAGA95), o Expert Advisory Group on Aids (EAGA) revisou as evidências sobre o risco de transmissão do HIV a partir de uma fonte sem nível detectável de RNA do HIV em seu plasma sanguíneo. O EAGA já tinha anteriormente aconselhado que a PEP para o HIV não fosse recomendada nestas circunstâncias. No entanto, diretrizes publicadas pelo US Public Health Service, em setembro de 2013, recomendavam que a PEP ainda devesse ser oferecida. Todos os detalhes da discussão no EAGA estão disponíveis aqui. O conselho do EAGA está resumido a seguir: situação: exposição ocupacional de …

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Como sempre

Como sempre, o hábito nos deixa menos impactados pelas coisas habituais. Eu, desde o meu diagnóstico, lutava para recuperar o meu sistema de defesa, a fim de aumentar o número de linfócitos CD4 para níveis saudáveis. Por muito tempo, ficava feliz com bons resultados e incomodado com resultados ruins. “– Não se preocupe tanto com isso”, já me disse o Dr. Esper. “Hoje sabemos que, mais importante que a contagem de linfócitos, é a relação CD4/CD8. Um número saudável dessa relação já demonstra que sua saúde está recuperada.” A relação CD4/CD8 é estabelecida pelo número de linfócitos CD4 divido pelo número de linfócitos CD8. E, de fato, há alguns meses, minha relação CD4/CD8 vem se mantendo em 0,9, que é o mínimo considerado saudável. Mesmo assim, é curioso como qualquer valor de referência que vêm junto com o exame do laboratório têm algum impacto. É como se fosse a nota que professora nos dava no primário. Se vem abaixo, é insuficiente e reprova de ano! Desde o começo, isto é, desde o meu diagnóstico, minha …

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Carta de um leitor

“Esta é a segunda vez que te escrevo. A primeira, logo após o meu diagnóstico. E hoje, algum tempo depois, percebo que você tinha razão: a minha vida tem sim voltado ao normal. Seu blog é um espaço distinto em que as pessoas que estão infectadas com o HIV podem respirar um pouco mais tranquilas, graças aos seus valiosos textos e compartilhamentos de informações que nos são muito úteis. As conversas que você tem com o Dr. Esper Kallás são sempre cheias de esperança e trazem conforto para quem está se iniciando nessa nova semântica, de CD4, carga viral, antirretrovirais… Leio o que você escreve e também tenho, como você relata ter tido, uma voz interna que questiona a validade de todas as pesquisas científicas. Saber disso — que você também sente assim — me fez respirar em alívio. Jovem, eu sei que você não é médico e imagino as limitações que você tem na compreensão da dinâmica do vírus em nossos corpos. Sei também que você se esforça para divulgar e compartilhar essas maravilhosas …

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MTE

Empregador não pode exigir teste de HIV

Foi publicada ontem no Diário Oficial da União a Portaria nº 1.927, de 10 de dezembro de 2014, pelo Ministério do Trabalho. “Considerando que a Portaria Interministerial nº 869, de 12 de agosto de 1992, proíbe, no âmbito do Serviço Público Federal, a exigência de teste para detecção do vírus de imunodeficiência adquirida – HIV, nos exames pré-admissionais e periódicos de saúde. Considerando a Portaria nº 1.246, de 28 de maio de 2010, do Ministério do Trabalho e Emprego, que proíbe a realização de testes sorológicos de HIV nos exames ocupacionais… a) todos os trabalhadores que atuem sob todas as formas ou modalidades, e em todos os locais de trabalho, incluindo: I – as pessoas que exercem qualquer emprego ou ocupação; II – as pessoas em formação, incluindo estagiários e aprendizes; III – os voluntários; IV – as pessoas que estão à procura de um emprego e os candidatos a um emprego; e, V – os trabalhadores despedidos e suspensos do trabalho; b) todos os setores da atividade econômica, incluindo os setores privado e público …

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A idade chega para todos

Adultos infectados pelo HIV têm doenças relacionadas a0 envelhecimento em idades semelhantes aos adultos não infectados Uma nova pesquisa da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health sugere que adultos infectados pelo HIV estão sob maior risco de sofrer ataques cardíacos, insuficiência renal e câncer. Entretanto, ao contrário do que muitos acreditavam, os pesquisadores dizem que estas doenças estão ocorrendo em idades semelhantes aos adultos que não estão infectados pelo HIV. Os resultados foram divulgados no mês passado no site da revista Clinical Infectious Diseases. Os pesquisadores dizem que essas descobertas podem ajudar a tranquilizar os pacientes infectados pelo HIV e seus respectivos médicos. “Nós não encontramos provas conclusivas que sugerem que, em infectados pelo HIV, a triagem para essas doenças deva ocorrer em idades mais jovens em comparação com os adultos não infectados”, diz a Dra. Keri N. Althoff, PhD, professora assistente no Departamento de Epidemiologia da Bloomberg School e principal autora do estudo. Usando dados de 98.687 adultos infectados pelo HIV e não infectados do Veterans Aging Cohort Study entre 1º de abril de 2003 …

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Isso não vai acontecer comigo

Isso Não Vai Acontecer Comigo é o nome de um espetáculo teatral com estreia marcada para abril de 2015. O objetivo magno deste projeto é divulgar, através da linguagem poética da cena, a situação de mulheres – e seus filhos – que se contaminaram com o vírus da aids. Muitos pensam: isso não vai acontecer comigo, mas poucos sabem que basta uma única atitude de risco para que a contaminação aconteça e venha a mudar radicalmente o curso de suas vidas. O projeto é de Marcelo Braga, ator e diretor formado pela EAD – Escola de Arte Dramática, mestre em teatro pela UNESP e doutorando na ECA USP. Por que é preciso falar de aids? A prevalência da aids no Brasil vem aumentando, em grupos específicos, como o de jovens homossexuais e de mulheres de 13 a 19 anos, o que é motivo de preocupação, como mostram os dados do Boletim Epidemiológico Aids/DST. Outro dado alarmante é que a tendência do crescimento da doença entre o público jovem é mundial. O Relatório do Programa Conjunto …

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Nós não estamos sendo objetivos a respeito de HIV/aids

Você já parou para se perguntar: por que a epidemia de HIV/aids continua a crescer? Uns dizem que o principal motivo é o comportamento sexual dos jovens, que acham que ninguém mais morre de aids e que, se pegar o vírus, basta tomar “um remédio”. Outros acreditam que o problema é confiar nos parceiros. A imprensa nos lembra dos maquiavélicos soropositivos, que contaminam propositalmente seus parceiros sexuais e, depois, avisam por SMS. Ou os que não avisam e, depois de mortos, fazem mulheres sair correndo de um funeral para fazer o teste de HIV, quando descobriram que o falecido, um jovem “mulherengo”, era portador do vírus. E ainda acham surpreendente o marido que não se infectou ao  “arriscar contrair o vírus HIV” depois de transar com sua esposa, portadora do vírus. Passaram-se mais de três décadas desde o início da epidemia e, de lá pra cá, muita coisa mudou. A principal mudança veio graças à ciência e à medicina, que desenvolveu e aprimorou os medicamentos antirretrovirais. No começo, eles eram muito tóxicos e causavam severos …

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O que os médicos falam

O que os médicos têm falado sobre prevenção aos seus pacientes com HIV? Por Myles Helfand e Theo Smart para o TheBodyPRO.com No cuidado de pessoas com HIV, o foco é tratar o paciente soropositivo e garantir a sua qualidade de saúde. Entretanto, os pacientes também se preocupam a respeito do risco de infectar outras pessoas, trazendo a necessidade de também se discutir a prevenção. Pedimos a alguns dos principais médicos especializados em HIV para dizer o que eles dizem a seus pacientes sobre a prevenção do HIV. Dr. Paul Sax Dr. Sax é diretor do Programa de HIV e Divisão de Doenças Infecciosas do Brigham and Women’s Hospital, em Boston. A coisa mais importante que precisamos fazer é evitar sífilis e hepatite C. Essas duas infecções podem ser muito desagradáveis. A supressão virológica do HIV leva à uma situação próxima da ausência de infecciosidade e as pessoas não se infectam novamente pelo HIV se estão em tratamento e já são indetectáveis. Simplesmente não acontece. Mas apesar das pessoas não transmitirem se estão em terapia anti-HIV e …

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Os_Indetectaveis

Quem são os indetectáveis?

“HIV indetectável” é a condição de todos aqueles que, um dia diagnosticados positivos para o HIV, atingiram a supressão do vírus, graças ao uso dos medicamentos antirretrovirais, o “coquetel” anti-HIV. É o meu caso e de 76% dos brasileiros que vivem com HIV e fazem uso da terapia antirretroviral; mas qualquer um que for diagnosticado positivo para o HIV pode chegar lá: basta tomar esses remédios de maneira consistente, todos os dias. Em geral, o coquetel é composto por três remédios, mas já são combinados num único comprimido que pode ser tomado apenas uma vez ao dia, geralmente antes de dormir, e com poucas chances de causar efeitos colaterais. Os antirretrovirais atuais funcionam tão bem que a quantidade de vírus presente no sangue de quem é diagnosticado positivo para o HIV é reduzida até não poder mais ser detectada, mesmo nos exames mais precisos de laboratório. Por isso, indetectável. Quem é HIV indetectável tem a sua “função imunológica não-comprometida, expectativa de vida normal e um risco negligenciável de transmitir sexualmente o vírus”, tal como explica a …

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