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Pela Constituição brasileira, os portadores do HIV, assim como todo e qualquer cidadão brasileiro, têm obrigações e direitos garantidos. Entre eles:

“VIII – Ninguém poderá fazer referência à doença de alguém, passada ou futura, ou ao resultado de seus testes para o HIV/aids, sem o consentimento da pessoa envolvida. A privacidade do portador do vírus deverá ser assegurada por todos os serviços médicos e assistenciais.”

CDC Recommendations for HIV prevention

Prevenção com soropositivos

Orientações americanas sobre prevenção com pessoas vivendo com HIV agora enfatizam o envolvimento com cuidado da saúde, tratamento do HIV e fatores sociais Por Roger Pebody em 5 de janeiro de 2015 A agência de saúde pública norte-americana e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) publicaram novas recomendações sobre as intervenções de prevenção do HIV e conselhos que devem ser oferecidos à pessoas que são HIV positivo. As últimas orientações publicadas pelo CDC a respeito do que às vezes é chamado de “prevenção com positivos” se deram em 2003. Essas diretrizes tinham 24 páginas e enfatizavam a triagem para fatores de risco comportamentais e doenças sexualmente transmissíveis, aconselhamento sobre prevenção junto com médicos, intervenções comportamentais e notificação de parceiros. Todos esses elementos permanecem, mas o escopo de aplicação das novas diretrizes agora é muito mais amplo, com as recomendações aumentando para 240 páginas. Enquanto as orientações anteriores eram claramente focadas no conhecimento e comportamento do indivíduo, as novas recomendações levam mais em conta fatores sociais e estruturais, bem como o impacto profundo …

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Aides

Esqueça tudo o que você sabe sobre HIV

Meu pseudônimo, Jovem Soropositivo, acaba de fazer aniversário, em 18 de outubro. Escolhi essa data porque me pareceu lógico que ela devesse coincidir com a de meu diagnóstico, que se deu em 18 de outubro de 2010, mas levasse o ano verdadeiro do meu nascimento, 1984. Novo aniversário, mesma idade. Assim, acabo de fazer 30 anos de idade e, de acordo com a lei, deixo de ser jovem. Também deixo de ser um jovem na vida de soropositivo, pois já são quatro anos desde o diagnóstico! Não sou mais um jovem soropositivo, nem um soropositivo jovem. Mas mais importante do que jovem ou não-jovem é o soropositivo. Por alguma razão, é o que chama mais atenção no meu pseudônimo. A verdade, porém, é que não me identifico mais com esse nome também. Não, não estou curado. Infelizmente. Continuo com HIV, mas o que vejo é que essa designação não serve mais de nada. Não me sinto diferente por ter HIV. Sei que não transmito o HIV, pois, quase involuntariamente, tomo os cuidados mais que necessários …

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Mais testagem, menos incidência

Segundo estudo comparativo, HIV cresce entre gays em Londres por causa da falta de testagem Por Gus Cairns, em 24 de julho de 2014 para o Aidsmap Números sugerem que em São Francisco a testagem está aumentando a revelação da condição sorológica e a escolha dos parceiros com base na condição sorológica Um estudo apresentado na 20ª Conferência Internacional de Aids (Aids 2014), em Melbourne, comparou a epidemia de HIV entre homens gays em São Francisco, nos EUA, a Londres, no Reino Unido, e confirmou que, enquanto a incidência de novos casos de infecção pelo HIV em São Francisco está caindo, ela está estática e até mesmo subindo em Londres. A razão principal parece disso ser o fato de que homens gays em Londres não só fazem testes de HIV com menos frequência do que em São Francisco, mas fazem menos testes do que dizem fazer. A diferença é gritante: na última pesquisa sobre saúde sexual masculina, em 2011, 58% dos homens gays pesquisados disseram ter feito teste de HIV no último ano, enquanto os …

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De quem é a culpa?

A culpa é dele. Gaëtan Dugas, um comissário de bordo canadense, foi o responsável por disseminar o HIV por todo o continente norte-americano. Não é à toa que ficou conhecido como o “Paciente Zero”. Seu apelido foi dado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC) em março de 1984, após uma extensa busca das autoridades médicas a partir de informações das ligações sexuais entre homens gays e bissexuais na Califórnia, Nova York e alguns outros estados. Dugas era o marco zero dentre vários parceiros. Em 1987, uma matéria do New York Post que tinha como manchete “O homem que trouxe a aids” contou sua história: a cada cidade em que pousava, o comissário aproveitava para transar com quantos homens pudesse, mesmo ciente de que sua condição pudesse ser transmissível a outras pessoas. Depois de fazer sexo, era comum que Dugas apontasse para as lesões em sua pele, provavelmente oriundas de Sarcoma de Kaposi e outras manifestações de doenças oportunistas típicas da aids, e então dissesse para seus parceiros: “agora você também tem!” …

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