Todos os posts com a tag: profilaxia

Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma forma de prevenção da infecção pelo HIV usando os medicamentos que fazem parte do coquetel utilizado no tratamento da Aids, para pessoas que possam ter entrado em contato com o vírus recentemente, pelo sexo sem camisinha. Esses medicamentos, precisam ser tomados por 28 dias, sem parar, para impedir a infecção pelo vírus, sempre com orientação médica.

O atendimento inicial é de urgência: no caso de um possível contato com o vírus HIV, busque, o quanto antes, um serviço credenciado. Esse primeiro atendimento é considerado de urgência porque o uso dos medicamentos deve começar o mais cedo possível. O ideal é que você comece a tomar a medicação em até 2 horas após a exposição ao vírus HIV e no máximo após 72 horas. A eficácia da PEP pode diminuir à medida que as horas passam.

A indicação de utilização dos medicamentos para prevenção será avaliada por um médico.

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Novo protocolo brasileiro de profilaxia pós-exposição

  “Estamos unificando os protocolos para qualquer tipo de acidente com risco de exposição ao HIV.” O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, concedeu entrevista na tarde desta terça-feira (11/08) ao programa Repórter DF, da TV Brasil, sobre as mudanças no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de Risco à Infecção pelo HIV, que unificou os três tipos de PEP até então existentes (acidente ocupacional, violência sexual e falha no uso do preservativo). Segundo ele, o Ministério quer facilitar o acesso a este tipo de tratamento preventivo ao HIV. “Estamos unificando os protocolos para qualquer tipo de acidente com risco de exposição ao HIV”, afirmou Mesquita na entrevista. O tratamento com a PEP ainda deve ser iniciado em até 72h após a exposição ao vírus em mantido por 28 dias. O novo protocolo vem depois de uma consulta pública, cujo texto original assinado pelo Ministério da Saúde, além de sugerir um tratamento único para todos os tipos de exposição, também recomendava que …

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Uma aula

Uma aula da videoblogueira Jout Jout e do Gabriel, do Projeto Boa Sorte, sobre HIV/aids, como funciona a infecção, as formas de transmissão do vírus, o tratamento, a profilaxia pós-exposição (PEP), estigma e discriminação, a vida de quem tem HIV, o direito ao sigilo e o direito de falar da nossa condição.

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Arvores

O dilema do soropositivo

Foi em 2013. Faz pouco mais de dois anos. Eu estava angustiado com o dilema de contar da minha sorologia positiva para uma jovem de 26 anos, com quem o curso natural levaria ao sexo. Estirado sobre o gramado daquele parque das redondezas, arborizado e com um chafariz ao centro, eu refletia sobre isso. Quando seria o momento de contar da sorologia positiva para aqueles que queremos ter perto, que queremos beijar e transar? Como será a melhor maneira de contar que temos HIV? Esse era um assunto completamente novo para mim, do qual eu não tinha qualquer experiência. Carecia de alguma orientação. Percebendo que ainda tinha mais algumas horas livres, me dirigi ao consultório do Dr. Esper, que carinhosamente logo me recebeu. “— Você planeja contar antes ou depois da primeira relação sexual?”, perguntou o doutor. “— Antes”, respondi. “— Jovem, se você quer fazer isso, saiba que é por opção e não por obrigação”, sublinhou o doutor. “A sua obrigação é, como a de qualquer outra pessoa, soropositiva ou não, de se proteger …

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PCDT_PEP_2015

Novo protocolo brasileiro de profilaxia pós-exposição

Desde a década de 90, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a profilaxia pós-exposição (PEP), a pessoas acidentalmente expostas ao HIV, a qual consiste no uso de antirretrovirais, que devem ser iniciados em até 72 horas a contar da possível exposição ao vírus e mantidos ao longo de 28 dias, como forma de prevenir a infecção. É a “pílula do dia seguinte do HIV”. A PEP foi inicialmente implantada só para casos de acidentes de trabalho com profissionais de saúde, quando são expostos a materiais contaminados ou têm a luva perfurada por objetos cortantes no trato com paciente soropositivo ou de sorologia desconhecida. Em 2011, a PEP foi estendida para vítimas de violência sexual e, desde 2012, ampliada para qualquer acidente sexual, incluindo o não uso ou o rompimento do preservativo. Desde 2010, a oferta de PEP quase dobrou, passando de 12 mil tratamentos para 22 mil, em 2014. Agora, o Ministério da Saúde, assessorado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), colocou em consulta pública o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) …

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Camisinha

Prevenção sem preconceito

91,5% das 45 mil novas infecções em 2009, nos Estados Unidos, foram adquiridas a partir de pessoas que não sabiam ter HIV ou que não estavam em tratamento antirretroviral, de acordo com uma nova análise dos dados de transmissão daquele país, publicada no jornal JAMA Internal Medicine. Para efeito comparativo, em 2009 o Brasil teve 39.364 casos notificados de HIV/aids e acumulava aproximadamente 580 mil. Nos Estados Unidos, em 2009, havia 1.148.200 pessoas vivendo com HIV. 18,1% destas, não diagnosticadas. 45,2% eram diagnosticadas mas não estavam sob acompanhamento médico. 4,1% estavam sob cuidado médico mas não estavam em tratamento antirretroviral. 7,2% estavam sob tratamento antirretroviral mas não tinham supressão virológica, portanto tinham vírus detectável no sangue, enquanto 25,3% tinham o vírus suprimido, a carga viral indetectável — o que quer dizer que a quantidade de vírus no sangue é tão baixa que não pode ser detectada nos exames de laboratório e, consequentemente, o risco de transmissão do HIV a partir destas pessoas pode ser próximo de zero. Nesse estudo, comparadas com pessoas portadoras do HIV …

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Aids cake

Feliz aniversário, Elisa!

Foi em março de 1985 que a Food and Drug Administration (FDA) licenciou, nos Estados Unidos, o primeiro teste de anticorpos para o HIV, o Elisa. Faz 30 anos. O nome vem do termo em inglês enzyme-linked immunosorbent assay, ou imunoensaio absorvente ligado à enzima, um procedimento que detecta anticorpos ou antígenos numa amostra. No Brasil, esse teste também é chamado de “sorologia para o HIV” ou, mais simplesmente, é o teste de HIV. No começo da epidemia, antes do desenvolvimento do Elisa para o HIV, o diagnóstico de aids se dava pelo aparecimento de doenças típicas de sistemas imunes deprimidos, senão totalmente devastados, como as lesões na pele causadas por sarcoma de Kaposi. Sem um teste que identificasse a presença do vírus no organismo, ninguém sabia se estava contaminado, se poderia transmitir a doença e se desenvolveria ou não a aids. O alívio que o teste proporciona para quem recebe resultado negativo, claro, nunca foi o mesmo de quem — assim como eu — leu “positivo” no papel do laboratório. Mas naquela época era pior. …

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HIV

Hoje, basta um comprimido por dia

Os primeiros comprimidos do remédio 3 em 1 começam a chegar este mês às farmácias do SUS, onde os antirretrovirais são distribuídos gratuitamente no Brasil. Não se trata tanto de um avanço tecnológico, uma vez que os três medicamentos que compõem o 3 em 1  já existiam, mas de um avanço prático e simbólico muito importante no tratamento de HIV/aids. Das dezenas de comprimidos nos anos 90, que precisavam ser tomados rigorosamente em diversos e precisos horários, para apenas um único e pequeno comprimido, que pode ser tomado antes de dormir, uma vez ao dia. A combinação de três medicamentos num único comprimido acompanha a ideia do Atripla, aprovado nos Estados Unidos pela Food And Drug Administration (FDA) em julho de 2006. Mas a ideia de tratar pacientes com HIV/aids com múltiplos medicamentos vem de muito antes. O primeiro antirretroviral usado no tratamento de HIV/aids foi o AZT, ou Zidovudina, um medicamento inicialmente desenvolvido para tratar câncer, mas que acabou nunca indo para o mercado para essa finalidade, conforme lembra uma recente matéria publicada pelo …

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CDC Recommendations for HIV prevention

Prevenção com soropositivos

Orientações americanas sobre prevenção com pessoas vivendo com HIV agora enfatizam o envolvimento com cuidado da saúde, tratamento do HIV e fatores sociais Por Roger Pebody em 5 de janeiro de 2015 A agência de saúde pública norte-americana e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) publicaram novas recomendações sobre as intervenções de prevenção do HIV e conselhos que devem ser oferecidos à pessoas que são HIV positivo. As últimas orientações publicadas pelo CDC a respeito do que às vezes é chamado de “prevenção com positivos” se deram em 2003. Essas diretrizes tinham 24 páginas e enfatizavam a triagem para fatores de risco comportamentais e doenças sexualmente transmissíveis, aconselhamento sobre prevenção junto com médicos, intervenções comportamentais e notificação de parceiros. Todos esses elementos permanecem, mas o escopo de aplicação das novas diretrizes agora é muito mais amplo, com as recomendações aumentando para 240 páginas. Enquanto as orientações anteriores eram claramente focadas no conhecimento e comportamento do indivíduo, as novas recomendações levam mais em conta fatores sociais e estruturais, bem como o impacto profundo …

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British HIV Association-logo

Indetectável? Não precisa de PEP

Mudança na recomendação para o regime de profilaxia pós-exposição (PEP) O Expert Advisory Group on Aids (EAGA) sugeriu uma mudança na recomendação para o regime de profilaxia pós-exposição de Tenofovir/Emtricitabina com Kaletra para Tenofovir/Emtricitabina com Raltegravir. Além disso, a PEP não é mais recomendada após exposição ocupacional a uma fonte com carga viral indetectável. Atualização da recomendação de profilaxia pós-exposição (PEP) para o HIV após exposição ocupacional à uma fonte com carga viral indetectável Na reunião de 23 de outubro de 2013 (EAGA95), o Expert Advisory Group on Aids (EAGA) revisou as evidências sobre o risco de transmissão do HIV a partir de uma fonte sem nível detectável de RNA do HIV em seu plasma sanguíneo. O EAGA já tinha anteriormente aconselhado que a PEP para o HIV não fosse recomendada nestas circunstâncias. No entanto, diretrizes publicadas pelo US Public Health Service, em setembro de 2013, recomendavam que a PEP ainda devesse ser oferecida. Todos os detalhes da discussão no EAGA estão disponíveis aqui. O conselho do EAGA está resumido a seguir: situação: exposição ocupacional de …

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