Todos os posts com a tag: efeitos colaterais

Como os medicamentos precisam ser muito fortes para impedir a multiplicação do HIV no organismo, podem causar alguns efeitos colaterais desagradáveis.

Entre os mais frequentes, encontram-se: diarreia, vômitos, náuseas, manchas avermelhadas pelo corpo (chamadas pelos médicos de rash cutâneo), agitação, insônia e sonhos vívidos. Há pessoas que não sentem mal-estar. Isso pode estar relacionado com características pessoais, estilo e hábitos de vida, mas não significa que o tratamento não está dando certo.

Alguns desses sintomas ocorrem no início do tratamento e tendem a desaparecer em poucos dias ou semanas. É importante saber que existem diversas alternativas para melhorá-los. Por isso, é recomendável que o soropositivo procure o serviço de saúde em que faz o acompanhamento, para que possa receber o atendimento adequado. Nesses casos, não recomenda-se a automedicação (pode piorar o mal-estar) nem o abandono do tratamento (causando a resistência do vírus ao remédio).

Além dos efeitos colaterais temporários descritos acima, os pacientes podem sofrer com alterações que ocorrem a longo prazo, resultantes da ação do HIV, somados aos efeitos tóxicos provocados pelos medicamentos. Os coquetéis antiaids podem causar danos aos rins, fígado, ossos, estômago e intestino, neuropsiquiátricas. Além disso, podem modificar o metabolismo, provocando lipodistrofia (mudança na distribuição de gordura pelo corpo), diabetes, entre outras doenças.

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Drogas com antirretrovirais

Por Roger Pebody em 24 de agosto de 2015 para o Aidsmap Os dois medicamentos envolvidos no tratamento do HIV que têm mais chances de apresentar interação com drogas recreativas e estimulantes sexuais não têm diretamente efeito anti-HIV: são os medicamentos de reforço, usados para impulsionar os antirretrovirais — Ritonavir e Cobicistat. [Segundo o Dr. Esper Kallás, professor associado da Disciplina de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP, os medicamentos de reforço inibem a enzima do sistema citocromo P450, ou CYP3A4, e podem aumentar o nível de toxicidade com outras drogas.] O Cobicistat é um dos componentes do Stribild (com Elvitegravir, Tenofovir e Emtricitabina), Darunavir e Atazanavir. Em geral, o Ritonavir é prescrito junto com inibidores de protease. É parte do Kaletra, junto com Lopinavir, e do tratamento para hepatite C, Viekira Pak. As chances de interação entre os medicamentos de ação direta anti-HIV com drogas recreativas também pode potencialmente existir, mas não é objeto de tanta preocupação, se comparado aos medicamentos de reforço. Além disso, nem todas as drogas têm …

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SporTV

Esporte Positivo

O Sportv Repórter voltou ao ar neste domingo, 2 de agosto de 2015, falando sobre o papel fundamental da prática de esportes no tratamento de portadores do HIV. Depois de 4 meses de pesquisa e pré-produção, a repórter Bruna Gosling e o repórter cinematográfico Julio Bittencourt reuniram depoimentos corajosos de soropositivos que encontraram no esporte um grande aliado ao tratamento e à qualidade de vida. Segundo Bruna, que em abril deste ano convidou os leitores do Diário de um Jovem Soropositivo a participar desta edição do Sportv Repórter, a produção do programa foi um enorme aprendizado. “Me sinto realizada: tenho certeza de que vamos passar uma mensagem muito bacana e inspiradora para nossos telespectadores.” Entre os entrevistados, o Sportv Repórter conta a história de Salomão, um ex-usuário de drogas e portador do HIV há 16 anos, que se tornou maratonista aquático e sonha em completar a travessia do canal da mancha. Ele treina diariamente no Tijuca Tênis Clube. O programa também mostra Givaldo, um maratonista apaixonado por corridas de rua de longa distância, que vive …

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Uma aula

Uma aula da videoblogueira Jout Jout e do Gabriel, do Projeto Boa Sorte, sobre HIV/aids, como funciona a infecção, as formas de transmissão do vírus, o tratamento, a profilaxia pós-exposição (PEP), estigma e discriminação, a vida de quem tem HIV, o direito ao sigilo e o direito de falar da nossa condição.

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Camisinha

Onde está a camisinha?

Acontece uma estranha sensação depois de ler “reagente” no resultado do teste de HIV. Pelo vírus incurável, a presunção de que a vida jamais será a mesma e, por sua história, a certeza do sofrimento, com um novo corpo alterado pela doença e seu tratamento. A vontade de arrancar de si um micróbio que, agora, é inarrancável e, por isso, a frustração. A nova identidade, de soropositivo. Esse é um sentimento que só se esvai com o tempo, quando, pouco a pouco, percebemos que o tratamento não é tão terrível, que o corpo não muda por causa dele, que a doença é controlada, que, com os remédios, o vírus não mais se replica em nosso organismo. Não nos sentimos doentes. Nos olhamos no espelho e vemos alguém saudável. A história da epidemia da aids não é mais aquela que assistimos na televisão nos anos 80 e 90. É outra. Hoje, no dia a dia, podemos esquecer do vírus, tão pequeno. E a nova identidade não é mais necessária — se fosse, logo aprendemos que não …

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HIV

Hoje, basta um comprimido por dia

Os primeiros comprimidos do remédio 3 em 1 começam a chegar este mês às farmácias do SUS, onde os antirretrovirais são distribuídos gratuitamente no Brasil. Não se trata tanto de um avanço tecnológico, uma vez que os três medicamentos que compõem o 3 em 1  já existiam, mas de um avanço prático e simbólico muito importante no tratamento de HIV/aids. Das dezenas de comprimidos nos anos 90, que precisavam ser tomados rigorosamente em diversos e precisos horários, para apenas um único e pequeno comprimido, que pode ser tomado antes de dormir, uma vez ao dia. A combinação de três medicamentos num único comprimido acompanha a ideia do Atripla, aprovado nos Estados Unidos pela Food And Drug Administration (FDA) em julho de 2006. Mas a ideia de tratar pacientes com HIV/aids com múltiplos medicamentos vem de muito antes. O primeiro antirretroviral usado no tratamento de HIV/aids foi o AZT, ou Zidovudina, um medicamento inicialmente desenvolvido para tratar câncer, mas que acabou nunca indo para o mercado para essa finalidade, conforme lembra uma recente matéria publicada pelo …

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Passado, presente e futuro do HIV

A aids pode ser curada? Cientistas cada vez mais perto de vencer o assassino. Por Jerome Groopman em 22 de dezembro de 2014 Era uma manhã de inverno, em 1981, e minha esposa acabara de voltar para casa, depois de seu turno no centro médico da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), quando me contou de um novo e desconcertante caso. Queenie era um garoto de programa de 18 anos de idade, com cabelos tingidos de acaju. Ele chegou ao pronto-socorro com febre alta e tosse, sintomas de uma pneumonia comum, para a qual foi tratado com antibióticos. Mas os médicos identificaram um micróbio em seus pulmões, chamado Pneumocystis carinii. Este micróbio é conhecido por causar uma rara infecção por fungos, vista em crianças sob severa desnutrição ou em adultos que passam por transplantes de órgãos e quimioterapia. Diversos especialistas do hospital foram designados para compreender a razão de sua infecção. Queenie tinha uma contagem de plaquetas criticamente baixa, a qual o deixou susceptível à hemorragia e eu fui chamado para examiná-lo. Ele estava …

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CDC Recommendations for HIV prevention

Prevenção com soropositivos

Orientações americanas sobre prevenção com pessoas vivendo com HIV agora enfatizam o envolvimento com cuidado da saúde, tratamento do HIV e fatores sociais Por Roger Pebody em 5 de janeiro de 2015 A agência de saúde pública norte-americana e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) publicaram novas recomendações sobre as intervenções de prevenção do HIV e conselhos que devem ser oferecidos à pessoas que são HIV positivo. As últimas orientações publicadas pelo CDC a respeito do que às vezes é chamado de “prevenção com positivos” se deram em 2003. Essas diretrizes tinham 24 páginas e enfatizavam a triagem para fatores de risco comportamentais e doenças sexualmente transmissíveis, aconselhamento sobre prevenção junto com médicos, intervenções comportamentais e notificação de parceiros. Todos esses elementos permanecem, mas o escopo de aplicação das novas diretrizes agora é muito mais amplo, com as recomendações aumentando para 240 páginas. Enquanto as orientações anteriores eram claramente focadas no conhecimento e comportamento do indivíduo, as novas recomendações levam mais em conta fatores sociais e estruturais, bem como o impacto profundo …

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British HIV Association-logo

Indetectável? Não precisa de PEP

Mudança na recomendação para o regime de profilaxia pós-exposição (PEP) O Expert Advisory Group on Aids (EAGA) sugeriu uma mudança na recomendação para o regime de profilaxia pós-exposição de Tenofovir/Emtricitabina com Kaletra para Tenofovir/Emtricitabina com Raltegravir. Além disso, a PEP não é mais recomendada após exposição ocupacional a uma fonte com carga viral indetectável. Atualização da recomendação de profilaxia pós-exposição (PEP) para o HIV após exposição ocupacional à uma fonte com carga viral indetectável Na reunião de 23 de outubro de 2013 (EAGA95), o Expert Advisory Group on Aids (EAGA) revisou as evidências sobre o risco de transmissão do HIV a partir de uma fonte sem nível detectável de RNA do HIV em seu plasma sanguíneo. O EAGA já tinha anteriormente aconselhado que a PEP para o HIV não fosse recomendada nestas circunstâncias. No entanto, diretrizes publicadas pelo US Public Health Service, em setembro de 2013, recomendavam que a PEP ainda devesse ser oferecida. Todos os detalhes da discussão no EAGA estão disponíveis aqui. O conselho do EAGA está resumido a seguir: situação: exposição ocupacional de …

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Como sempre

Como sempre, o hábito nos deixa menos impactados pelas coisas habituais. Eu, desde o meu diagnóstico, lutava para recuperar o meu sistema de defesa, a fim de aumentar o número de linfócitos CD4 para níveis saudáveis. Por muito tempo, ficava feliz com bons resultados e incomodado com resultados ruins. “– Não se preocupe tanto com isso”, já me disse o Dr. Esper. “Hoje sabemos que, mais importante que a contagem de linfócitos, é a relação CD4/CD8. Um número saudável dessa relação já demonstra que sua saúde está recuperada.” A relação CD4/CD8 é estabelecida pelo número de linfócitos CD4 divido pelo número de linfócitos CD8. E, de fato, há alguns meses, minha relação CD4/CD8 vem se mantendo em 0,9, que é o mínimo considerado saudável. Mesmo assim, é curioso como qualquer valor de referência que vêm junto com o exame do laboratório têm algum impacto. É como se fosse a nota que professora nos dava no primário. Se vem abaixo, é insuficiente e reprova de ano! Desde o começo, isto é, desde o meu diagnóstico, minha …

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