Todos os posts com a tag: efeitos colaterais

Como os medicamentos precisam ser muito fortes para impedir a multiplicação do HIV no organismo, podem causar alguns efeitos colaterais desagradáveis.

Entre os mais frequentes, encontram-se: diarreia, vômitos, náuseas, manchas avermelhadas pelo corpo (chamadas pelos médicos de rash cutâneo), agitação, insônia e sonhos vívidos. Há pessoas que não sentem mal-estar. Isso pode estar relacionado com características pessoais, estilo e hábitos de vida, mas não significa que o tratamento não está dando certo.

Alguns desses sintomas ocorrem no início do tratamento e tendem a desaparecer em poucos dias ou semanas. É importante saber que existem diversas alternativas para melhorá-los. Por isso, é recomendável que o soropositivo procure o serviço de saúde em que faz o acompanhamento, para que possa receber o atendimento adequado. Nesses casos, não recomenda-se a automedicação (pode piorar o mal-estar) nem o abandono do tratamento (causando a resistência do vírus ao remédio).

Além dos efeitos colaterais temporários descritos acima, os pacientes podem sofrer com alterações que ocorrem a longo prazo, resultantes da ação do HIV, somados aos efeitos tóxicos provocados pelos medicamentos. Os coquetéis antiaids podem causar danos aos rins, fígado, ossos, estômago e intestino, neuropsiquiátricas. Além disso, podem modificar o metabolismo, provocando lipodistrofia (mudança na distribuição de gordura pelo corpo), diabetes, entre outras doenças.

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Encontros com Timothy Ray Brown — o “Paciente de Berlim”

Era 28 de janeiro. Eu saía do metrô quando notei que o céu começava a clarear, depois de uma manhã de vento e chuva. O termômetro da cidade marcava 12 graus. Dobrei a segunda rua à direita, e alcancei o Culturgest, prédio da Caixa Geral de Depósitos de Lisboa. Vesti o crachá que me entregaram na recepção e atravessei o saguão de carpete vermelho-sangue. À minha volta, os stands dos fabricantes de medicamentos antirretrovirais. Bristol-Myers Squibb, Gilead, Janssen, Merck Sharp & Dohme, ViiV Healthcare e AbbVie — esta última, fazendo propaganda do Kaletra, o primeiro antirretroviral que tomei, logo após o meu diagnóstico positivo para o HIV, em outubro de 2010. Impossível não lembrar de seus terríveis efeitos colaterais, vômitos e diarreia que perduraram incessantemente pelos quatro meses seguintes e me fizeram perder um total de 15 quilos. Só vim a melhorar com meu novo médico infectologista, o Dr. Esper Kallás, que, logo em nossa primeira consulta, recomendou a imediata troca do coquetel antirretroviral para outra combinação, e os efeitos colaterais cessaram totalmente. Agarrei um …

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lipodistrofia

E a lipodistrofia?

Lipodistrofia Olá, Dr. Young. Sei que existem diversos fatores envolvidos, mas, via de regra, qual é a porcentagem de pessoas que estão em terapia antirretroviral e que desenvolvem lipodistrofia e outros efeitos colaterais que transformam o corpo nos primeiros 10 a 15 anos de tratamento? Resposta do Dr. Young Olá e obrigado pela pergunta. Atualmente, a lipodistrofia é muito menos comum, especialmente nos últimos anos, depois que deixamos de usar Estavudina (d4T) e Zidovudina (AZT) no tratamento. Em geral, nos estudos sobre as opções atuais de tratamento, a lipodistrofia é muito rara. Um dos melhores relatórios a respeito de lipodistrofia com medicamentos inibidores de integrase é baseado em análises sobre o Raltegravir. Neste estudo, o STARTMRK, não houve qualquer caso reportado de lipodistrofia ente os participantes que tomavam Raltegravir, e apenas 1% entre aqueles que tomavam Efavirenz. Entre aqueles que apresentam mais tempo de doença e histórico de tratamento, conforme reportado no estudo BENCHMRK, em torno de 5% desenvolveram lipodistrofia. Espero ter ajudado. Benjamin Young Publicado pelo TheBody em 30 de dezembro de 2015

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VACC-4x

VaCC-4x e Romidepsin reduzem reservatório e controlam carga viral

ABionor Pharma ASA, uma empresa biofarmacêutica comprometida em alcançar uma cura funcional para o HIV, anunciou resultados bem sucedidos da Parte B do estudo clínico Reduc. Nesse estudo, a combinação de VaCC-4x e Romidepsin (Istodax®, Celgene), um agente reversor de latência viral, levou ao controle do HIV reativado e à redução no reservatório viral latente, confirmando e ampliando os resultados positivos da análise interina, anunciada em 4 de maio de 2015. A Parte B do estudo Reduc inscreveu 20 pacientes. Os dados sobre a carga viral foram obtidos de 17 pacientes e 16 pacientes completaram o estudo. A Bionor sediou nesta segunda-feira, 21 de dezembro de 2015, uma conferência telefônica com CEO David Horn Solomon, que apresentou os resultados e as conclusões. Nessa conferência, os principais pontos abordados foram: O reservatório de HIV latente foi significativamente reduzido, em 40%, medido pela quantidade total de DNA de HIV e por um exame de crescimento viral quantitativo (qVOA, do inglês Quantitative Viral Outgrowth Assay) A carga viral manteve-se abaixo do nível de detecção em 11 dos 17 pacientes em terapia antirretroviral combinada, mesmo com a reativação do …

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Não envelhecemos mais cedo

O ritmo do envelhecimento das pessoas que vivem com HIV tem sido um importante tópico de discussão entre os pesquisadores de HIV e, assim, uma das principais causas de preocupação para muitos pacientes soropositivos. Relatórios concluindo que a infecção pelo HIV provoca uma aceleração da nossa caducidade levaram a uma crença de que as pessoas que vivem com o vírus são bombas-relógio metabólicas, com risco acrescido de ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, fraturas, demência, fraqueza e outros aspectos ruins do envelhecimentos. Grande parte do trabalho sobre as relações entre a infecção pelo HIV e os resultados adversos vieram de estudos de coorte, onde a confusão pode ser difícil de se evitar ou de levar em conta. Por exemplo: fatores de risco tradicionais, como tabagismo, uso de crack, ferimentos na cabeça e depressão são mais prevalentes entre as pessoas infectadas pelo HIV e, assim, aumentam as taxas de eventos típicos do envelhecimento. Existem métodos estatísticos para corrigir fatores de confusão conhecidos, contudo alguns desses fatores são menos óbvios e, assim, não são capturado nos inquéritos usados nos estudo e em registros médicos. A identificação destes fatores de confusão …

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2015

O que aprendemos em 2015?

Foi nesse ano de 2015 que Kim Jong-un, o líder supremo da Coreia do Norte, afirmou ter descoberto a cura do HIV, ebola, diabetes, alguns tipos de câncer e uma série de outras condições médicas, com um único novo medicamento revolucionário que ele quer vender para o mundo todo. As instruções de dosagem são incrivelmente confusas e discorrem em mais de 2.500 palavras, mas, com muito esforço, é possível deduzir que, teoricamente, para prevenir o HIV seria preciso algo entre 40 a 56 injeções — ao custo de 50 dólares por injeção. Ainda bem, a comunidade científica não se convenceu e continuou a pesquisar! E, nesse ano, aprendemos muita coisa sobre o HIV. Aprendemos que, em geral, mulheres portadoras do HIV combatem naturalmente o vírus melhor do que os homens. Aprendemos que anticorpos amplamente neutralizantes podem vir a ser a solução para a prevenção do HIV no futuro. Outros estudos com vacinas preventivas também tiveram resultados promissores, incluindo uma vacina brasileira. E a Fiocruz deve em breve começar a testar seu próprio medicamento para prevenir …

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Remédio para alcoolismo pode acordar HIV latente

Cientistas que buscam uma cura para o HIV/aids disseram que um medicamento destinado a agir contra o alcoolismo pode ser capaz de acordar o vírus dormente escondido no corpo e permitir que ele seja morto. A droga, da marca Antabuse, mas também vendida no formato genérico como Dissulfiram, foi dada a 30 pacientes soropositivos nos EUA e na Austrália, que já estavam tomando terapia antirretroviral. “O HIV dormente foi ativado.” Na maior dose dada houve evidências de que “o HIV dormente foi ativado”, disseram os pesquisadores, em um estudo publicado na revista The Lancet HIV, na segunda-feira, acrescentando que não encontraram quaisquer efeitos colaterais nocivos. Julian Elliott, do departamento de doenças infecciosas do hospital Alfred, em Melbourne, que trabalhou com Lewin, disse que acordar o vírus é apenas o primeiro passo para eliminá-lo. “O próximo passo é fazer com que essas células morram”, disse ele. A latência do HIV, estado em que o vírus permanece dormente no corpo de pessoas que tomam antirretrovirais, é um dos maiores obstáculos para alcançar uma cura para a infecção …

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EMA

Europa atualiza avisos sobre efeitos colaterais nas bulas dos antirretrovirais

Publicado em 23 de outubro de 2015 pela European Medicines Agency A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, do inglês European Medicines Agency) atualizou as recomendações sobre o risco de alterações da gordura corporal e de acidose láctica com medicamentos para o tratamento da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Assim, medicamentos para o HIV deixarão de requerer uma advertência relativa a redistribuição de gordura nas informações sobre os produtos, e uma série de medicamentos da classe nucleosídeos e dos nucleosídeos análogos deixarão de exigir um aviso sobre acidose láctica. Alterações na gordura corporal: O aviso sobre as alterações de gordura corporal (lipodistrofia) foi introduzido no início do ano 2000, à luz dos achados clínicos em pacientes que tomavam as combinações de medicamentos disponíveis naquele momento. O termo “lipodistrofia”, neste contexto, refere-se às alterações na quantidade de gordura corporal, bem como a distribuição de gordura no organismo. As análises mais recentes sugerem que apenas alguns medicamentos provocam alterações de gordura — Zidovudina (AZT), Estavudina (d4T) e Didanosina (DDI), provavelmente — e estas alterações dizem respeito à …

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Há um ano indetectáveis com Pro 140

A CytoDyn Inc., uma empresa de biotecnologia focada no desenvolvimento de novas terapias para combater o vírus da imunodeficiência humana, o HIV, anunciou agora que o primeiro grupo de pacientes que recebem semanalmente doses de Pro 140 em monoterapia atingiram um ano de carga viral indetectável, num estudo de extensão. A Fase 2B do estudo com o Pro 140 foi concluída em janeiro de 2015. Após o período inicial de tratamento de 13 semanas, os pacientes com supressão da carga viral poderiam continuar a receber semanalmente o Pro 140 em monoterapia, num estudo de extensão. Os pacientes incluídos neste estudo estão infectados com cepas de HIV que utilizam o receptor CCR5. O Pro 140 é um anticorpo monoclonal que tem com grande afinidade com seu alvo, o CCR5, e potencialmente bloqueia a infecção pelo HIV. Esses pacientes substituíram a terapia antirretroviral diária por injeções subcutâneas semanais (uma dose de 350mg) de Pro 140 em monoterapia durante o estudo experimental e de extensão. “Todos os pacientes disseram ter experimentado uma melhora na qualidade de vida.” O …

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Drogas com antirretrovirais

Por Roger Pebody em 24 de agosto de 2015 para o Aidsmap Os dois medicamentos envolvidos no tratamento do HIV que têm mais chances de apresentar interação com drogas recreativas e estimulantes sexuais não têm diretamente efeito anti-HIV: são os medicamentos de reforço, usados para impulsionar os antirretrovirais — Ritonavir e Cobicistat. [Segundo o Dr. Esper Kallás, professor associado da Disciplina de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da USP, os medicamentos de reforço inibem a enzima do sistema citocromo P450, ou CYP3A4, e podem aumentar o nível de toxicidade com outras drogas.] O Cobicistat é um dos componentes do Stribild (com Elvitegravir, Tenofovir e Emtricitabina), Darunavir e Atazanavir. Em geral, o Ritonavir é prescrito junto com inibidores de protease. É parte do Kaletra, junto com Lopinavir, e do tratamento para hepatite C, Viekira Pak. As chances de interação entre os medicamentos de ação direta anti-HIV com drogas recreativas também pode potencialmente existir, mas não é objeto de tanta preocupação, se comparado aos medicamentos de reforço. Além disso, nem todas as drogas têm …

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