Toxinas

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Toxinas prometem matar HIV dormente

Por Geoffrey Mohan, em 9 de Janeiro de 2014, para o Los Angeles Times.

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Uma mistura de anticorpo e toxina foi capaz de detectar e matar com sucesso as células infectadas pelo HIV ocultas em órgãos e na medula óssea de ratos de laboratório geneticamente modificados para ter um sistema imunológico humano.

Os resultados, publicados quinta-feira no jornal online PLOS Pathogens, oferecem a prova conceitual de que um reservatório de células infectadas pelo HIV em órgãos pode ser encontrado e destruído, num cenário que, potencialmente, pode acabar com o embate entre o vírus e as terapias com drogas antirretrovirais.

Os ratos modificados geneticamente, desenvolvidos há cerca de oito anos, podem ser infectados pelo vírus da imunodeficiência humana de forma idêntica aos seres humanos; eles apresentam a mesma viremia e respondem da mesma forma à terapia antirretroviral atual, embora não adoeçam de aids, de acordo com o estudo.

Estudos dos órgãos destes ratos — um processo que não pode ser facilmente feito em seres humanos — mostrou que a carga viral e o número de células infectadas na medula óssea e no tecido dos órgãos foi reduzido na ordem de 10 a 1000 em ratos tratados com o anticorpo-toxina, de acordo com o estudo. Isto sugere que a mistura pode ser uma promissora candidata na estratégia de “chutar e matar”, a fim de despertar o HIV “dormente” para que os anticorpos possam encontrá-lo, ligando-se às célula infectadas e despejando nelas uma carga letal.

Os atuais coquetéis de drogas antirretrovirais, que devem ser tomados diariamente, são bem sucedidos em frustrar o vírus o suficiente para trazer a carga viral detectável no sangue para próxima de zero. Essa vantagem terapêutica sobre o vírus é considerada como um marco importante na luta contra a aids, mas deixa em aberto um caminho para o HIV evoluir suas defesas contra estas drogas.

“Nos órgãos, o vírus continua a produzir RNA e a terapia não está fazendo nada contra isso”, disse o virologista J. Victor Garcia da University of North Carolina, principal autor do estudo. “A ideia foi: podemos matar as células residuais que se encontram nos tecidos, responsáveis pela manutenção da presença do vírus no paciente?”

Garcia, que faz parte da equipe que desenvolveu o rato geneticamente modificado em 2006, acredita que a resposta é sim — ele funciona em ratos parcialmente “humanizados”, embora ainda não tenha sido testado em seres humanos reais. Ele compara sua técnica a um disparo de míssil teleguiado por calor cujo alvo é obscuro.

“Levamos um anticorpo que reconhece uma pequena proteína do vírus que surge quando ele é expresso na superfície de uma célula infectada”, disse ele. “Assim, quando a célula expressa esta proteína, este anticorpo pode ligar-se a ela. Entretanto, o anticorpo por si só não pode matar a célula. Ele precisa ter uma carga eficiente. E, neste caso particular, a carga é uma toxina bacteriana altamente eficaz.”

Embora o experimento de Garcia tenha como alvo células que expressam esta proteína — e, portanto, fazem parte do reservatório ativo de HIV —, em última análise, a técnica está voltada para o chamado HIV dormente, que não pode ser facilmente detectado por anticorpos. Pesquisadores estão buscando estratégias que induzam este reservatório latente a revelar sua localização e permitir que os anticorpos possam atracar e despejar as toxinas.

Garcia usou uma versão truncada de uma endotoxina bacteriana como carga, transportada por um anticorpo relativamente bem testado e que tem como alvo a proteína GP120 do invólucro do HIV, que o ajuda a entrar nas células imunitárias humanas.

Em comparação com os tratados apenas com o coquetel de antirretrovirais, os ratos que também receberam o composto de anticorpo-toxina viram uma diminuição de mil vezes no RNA viral na medula óssea. Diminuições também foram evidentes em diversos outros tecidos dos ratos, como timo, baço, nódulos linfáticos, fígado, pulmão, intestinos e células sanguíneas. A diminuição em todos estes tecidos foi, de acordo com o estudo, de aproximadamente dez vezes.

Houve também, de acordo com o estudo, um decréscimo de quase cem vezes no número de células produtoras de RNA viral — sugerindo que a morte das células teve um efeito direto sobre a carga viral.

“Para onde quer que olhemos”, disse Garcia, “o anticorpo é capaz de matar as células infectadas.”

Garcia disse que seus experimentos sugerem que a utilização do modelo de rato humanizado, conhecido como o “rato BLT”, pode acelerar o desenvolvimento de um elemento letal de três partes contra o HIV.

“Nós sabemos como tratar os pacientes e sabemos muito bem como fazer a terapia”, disse Garcia. “Estamos aprendendo a fazer a indução, mas estamos um pouco atrasados em como matar o vírus. Agora, se algo melhor vier por aí, seremos capazes de testá-lo de uma maneira relativamente rápida e, em seguida, traduzi-lo em aplicações clínicas em um período de tempo mais curto.”

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40 Comentários em “Toxinas”

  1. Luz
    21/01/2014 at 23:07 #

    Que Deus ilumine essa galera pra que venha logo essa bendita cura!vamos chutar e matar logo esse traste!

  2. Rapaz
    22/01/2014 at 02:49 #

    Fico muito feliz em ler notícia boa!!! hehehe
    quem não fica neh?
    =)

  3. sendopositivo
    22/01/2014 at 11:36 #

    Estou a menos de 1 ano com o vírus, e é quase impossível conter a alegria com essa notícia! Obrigado por compartilhar. Agora parece que não é uma questão de “se” vamos encontrar a cura… mas sim de “quando” :D

  4. sendopositivo
    22/01/2014 at 11:46 #

    Reblogged this on Sendo Positivo and commented:
    Estou a menos de 1 ano com o vírus, e é quase impossível conter a alegria com essa notícia! Obrigado por compartilhar. Agora parece que não é uma questão de “se” vamos encontrar a cura… mas sim de “quando” :D

  5. Soro+FELIZ
    22/01/2014 at 16:10 #

    Galera, saiu mais essa boa noticia no blog do Alexandre.

    http://prazeralexandre.blogspot.com.br/2014/01/vacina-terapeutica-at20-contra-o-hiv.html

    Vamos continuar nos cuidando que muito em breve, teremos boas noticias a nosso favor!

  6. Rapaz
    22/01/2014 at 20:57 #

    aeeeeeeeeeee!!!!! #felizzzzz

  7. Sorointerrogativo
    24/01/2014 at 11:03 #

    Jovem Soropositivo,
    sou um sorointerrogativo e como sei que é incômodo, farei uma pergunta direta e meu único objetivo aqui é obter sua resposta. Prometo que não perguntarei duas vezes nem insistirei em relação a nada. Envolvi-me em duas situações distintas:

    -Fiz sexo anal insertivo (ativo) sem camisinha com um cara que não é muito provável de ter hiv, tanto devido à idade (15 anos) quanto ao fato de não fazer sexo com outros homens, e nem com mulheres, como ele disse que era virgem até então. Como não acreditei muito (mas tenho certeza que, se não for virgem, no máximo fez sexo com pessoas da mesma faixa-etária), fiquei um pouco inseguro. Fui a um CTA e fiz minha sorologia para HIV e outras doenças depois de 56 dias (oito semanas). Deu tudo negativo.

    -Recebi sexo oral por no máximo um minuto de uma pessoa que também não tem altas chances de ter hiv. Não fiz exames depois disso.

    Você acha que preciso de mais algum exame? O que me deixa confusa é que alguns médicos dizem que sim, como os do The Body, e outros dizem que não, como o Dr. Ésper Kallas provavelmente diria. Não queria fazer mais exames, mas farei se necessários.

    • JCS
      25/01/2014 at 11:11 #

      Caro Sorointerrogativo,

      Não fique calculando risco, criando cenários ou pesquisando situações análogas no google. Isso não é bom. Tem dúvida? Então apenas faça o exame. E evite se expor novamente.

      Boa sorte!

      • Sorointerrogativo
        25/01/2014 at 18:35 #

        Preciso saber se o exame que fiz pode ser considerado conclusivo. Seria complicado ter que fazer outro exame…

        • estudiosodemais
          25/01/2014 at 19:32 #

          Cara você foi em site americano procurar sobre o vírus???? Faz o teste, você ta encanado demais meu irmão!!!

        • JCS
          26/01/2014 at 00:47 #

          Sorointerrogativo,

          Cara, não me leve a mal, mas o que ocorre com você é um fenômeno que ocorre com milhares de pessoas que consideram ter se exposto a risco de infecção pelo HIV. Pessoas que, sabe-se lá por quê, não acreditam no resultado de seus exames. Você não é o primeiro que aparece por aqui. Isso se não for um dos antigos reavivando a angustia. Seu problema é de cunho psicológico.

          Essa pergunta que você fez, você já sabe a resposta. Já sabe porque já foi num CTA e certamente foi orientado. Além de já ter pesquisado exaustivamente na internet. E agora você vem aqui pra alguém te dizer (mais uma vez) o que você quer ouvir (no caso, ler): Que o resultado é definitivo e você não tem HIV. Mas, acredite, isso não vai te acalmar.

          Procure uma assistência psicológica para se livrar desse sofrimento desnecessário.

          sds.

          • Sorointerrogativo
            26/01/2014 at 01:55 #

            No CTA da minha cidade eles ainda falam em três meses, infelizmente. Precisamos de unanimidade, porque isso só serve pra criar paranoicos.

            • JCS
              26/01/2014 at 11:49 #

              Meu caro sorointerrogativo,

              Eu conheço o serviço dos CTAs. É de excelência e referência. Eles seguem normas, regulamentos e protocolos do Ministério da Saúde. Estão sempre atualizados.

              Não sei porquê te estabeleceram a janela de 03 meses, mas se estabeleceram é porque é. Então minha dica: siga o CTA.

              E, sem riscos de agora pra frente, né? Chega de emoção.

              Abraço!

              • estudiosodemais
                26/01/2014 at 12:08 #

                JCS ,mas no site do MS fala-se em :a sorologia positiva é constatada de 30 a 60 dias após a exposição ao HIV. Porém, existem casos em que esse tempo é maior: o teste realizado 120 dias após a relação de risco serve apenas para detectar os casos raros de soroconversão – quando há mudança no resultado. Sabemos que casos em com mais de 60 dias são poucos, relacionados a doenças e remédio imunossupressores em geral (e nem sempre isso ocorre) , não existe soroconversão com mais de 120 dias na literatura médica. O que eu notei é que médicos não especializados falam nessa janela absurda, levando-se em consideração a altíssima sensibilidade dos testes atuais. Qualquer infectologista atualizado crava 30 dias. Mas concordo contigo ,se tá encucado faça o exame pra ter uma marem de segurança maior!!!

    • estudiosodemais
      25/01/2014 at 19:35 #

      The Body esta desatualizado, Dr. Esper Kallas crava em 30 dias em exames de 3ª geração cara (que foi oque vc fez) ,sem contar que existem pouquíssimos e raríssimos casos de soroconversão tardia, nem na net(onde teoricamente se acha tudo, se encontra isso), ocorriam coisas assim na década de 9 onde os exames não tinham grande sensibilidade,,,desencana, faz o teste e viva a vida!!!

      • Sorointerrogativo
        26/01/2014 at 01:46 #

        O exame é de quarta geração, é um ag/ab, que eles dizem

    • Jovem Soropositivo
      26/01/2014 at 19:57 #

      Seus exames indicam que você não tem HIV.

      • Sorointerrogativo
        26/01/2014 at 22:01 #

        Muito obrigado, JS. Você não sabe o tamanho da minha admiração por você e todos os que me ajudaram aqui. Vou lutar para esquecer essa história, e foi muito especial ter tido a ajuda de vocês para tal. Se não for muita insistência, você concorda que o risco de sexo oral passivo é desprezível e eu não devo me preocupar com isso?

  8. estudiosodemais
    25/01/2014 at 19:29 #

    Amigo, a janela é extremamente confiável com os testes modernos que temos hoje. O sexo oral passivo segundo especialistas tem chances muito pequenas de ocorrer contagio, voce seria o “Sorteado” se isso ocorresse. Você também não tem Doenças autoimunes, doenças inflamatórias crônicas, , leucemia, pois são alguns casos que podem interferir na produção de anticorpos, mas se você tivesse saberia. Mais um descarte. Cara, se você tá na duvida FAÇA O TESTE NOVAMENTE!! Mas pelo que vemos na atualidade, um teste negativo com essa janela é definitivo!!!
    E em tempo, porque é complicado???Complicado é você ter uma doença grave quando não é tratada corretamente!!! Espere dar 30 dias dessa relação oral e faça cara!!Não devemos ter vergonha!!Se tiver medo de ir no CTA(não vejo motivos pra isso) faz um particular, é na faixa de R$ 40,00 de 4ª geração!! Mas não fique se remoendo nem procurando sintomas na net, porque é pior!!! Abraço e força!!!

    Em tempo,,quem é THE BODY???estudo muito sobre HIV(na verdade to começando a estuar) e nunca vi isso, já o DR. Esper Kallas é uma das maiores autoridades no mundo sobre o assunto…..e veja se cuida man!!

    • Sorointerrogativo
      26/01/2014 at 01:52 #

      O The Body é um bom site, um dos maiores foruns sobre hiv que se tem no mundo. O próprio Jovem tira algumas informações de lá e posta aqui. Concordo que esteja desatualizado quanto a janelas imunológicas, mas é que eles seguem as instruções da CDC. Não tenho medo nem vergonha de exames e CTAs, tanto que já fiz um exame em um CTA, mas seria difícil fazer por outras razões que não vêm ao caso. Agradeço a atenção dos dois e peço desculpas caso tenha incomodado alguém, mas é que a nossa carga também é difícil. Ainda espero a opinião do JS.

      • estudiosodemais
        26/01/2014 at 12:03 #

        Não é incomodo não, nos Estados Unidos cada estado segue uma janela…mas se você pegar os países escandinavos que são referencia mundial em saúde, são 8 semanas….mas não vem ao caso…o seu problema é sexo oral né que a mulher fez em você? Posso arriscar te falar que na literatura médica não existe um caso de contagio via sexo passivo, mas uma hora alguém pode ser sorteado. Conselho de amigo,enfrente a dificuldade e faz o teste quando dar a janela de 30 dias e tira o peso!!Ou melhor faça um exame de 4ª geração com janela de 22 dias e desencana de vez!!!!

        • Sorointerrogativo
          26/01/2014 at 14:55 #

          Quanto a ter recebido sexo oral, eu não estou muito preocupado. Não é que existe um risco baixo ou uma hora alguém será sorteado. O que temos que considerar são os líquidos corporais que transmitem hiv. A saliva não transmite. Portanto, a única forma de transmissão nesse caso seria se houvesse sangue. Se não houver, não há risco algum. Eu gostaria de saber se um exame de quarta geração (que foi o que eu fiz) pode ser considerado definitivo, apenas por questões médicas, não emocionais. Eu não vou mais fazer exames se não houver necessidade, pois ninguém garante que depois de mais um exame, eu não pararei com a neura. Talvez até aumente e eu nunca pare de fazer exames. Portanto, se a minha janela é confiável, eu vou encerrar agora antes que fique completamente louco, como muitos que tenho visto pela net.

          • estudiosodemais
            26/01/2014 at 21:25 #

            Amigo, são 56 dias de janela né?Então esqueça e encerre o causo :) …..abraço

            • estudiosodemais
              26/01/2014 at 21:28 #

              *caso :)

  9. Junior
    26/01/2014 at 10:41 #

    Sorointerrogativo.

    Só 1 coisa: se vc não quer mais ficar nessa nóia nunca mais (eu sei o que é isso), caso vc esteja negativo, vc tem 2 escolhas daqui pra frente:
    1. abstinência sexual e masturbação a vontade;
    2. sexo SOMENTE com camisinha, lembrando que ainda existe de 1% a 10% de probabilidade de rompimento se não for colocado corretamente e com APENAS 1 parceiro (a) e não vários (as).

    O gde problema é a promiscuidade e o não uso do preservativo.

    Sexo oral, se existe risco, pra quê corrê-lo.

    Faça a sua escolha.

    • Jovem Soropositivo
      26/01/2014 at 20:02 #

      Discordo. Com preservativo colocado da maneira certa, ter mais de um parceiro(a) não traz problema algum.

      • estudiosodemais
        26/01/2014 at 21:25 #

        ConcordoJS!!!

        • Sorointerrogativo
          26/01/2014 at 22:04 #

          Exatamente JS, também concordo. Com o preservativo usado de maneira correta, não há risco de infecção. Isso soa mais como uma questão de conservadorismo do que de saúde.

      • JCS
        27/01/2014 at 00:13 #

        Correto JS. Com o uso correto, a camisinha é 100%. Mas uma relação sexual envolve outros contatos íntimos, além da penetração, onde o preservativo geralmente não é adotado. E isso traz riscos. Se a pessoa for promiscua, mais riscos. Acho que o raciocínio é por aí.

        • Jovem Soropositivo
          27/01/2014 at 13:03 #

          JCS,

          “Outros contatos íntimos” diferentes da penetração não oferecem risco de transmissão do HIV.

          Se você se refere ao sexo oral sem camisinha, o risco é teórico e baixo.

          Nesse sentido, o risco de transmissão por sexo oral só vai se tornar matematicamente maior se um mesmo parceiro fosse “exposto” repetidas vezes. Nesse raciocínio, ter diversos parceiros com quem se pratica sexo oral desprotegido ao invés de um único, dilui o risco de transmissão.

          Ainda assim, se o parceiro soropositivo está em tratamento, com carga viral indetectável há mais de 6 meses e sem outras DSTs, o risco por sexo oral desprotegido sem ejaculação é praticamente negligenciável com um único ou diversos parceiros.

  10. estudiosodemais
    26/01/2014 at 12:10 #

    Junior, sexo oral existe risco sim, mas pro ativo, pro passivo é muito menor(não que não exista), mas a própria Maysa fala que pra “quem recebe” o risco é praticamente zero…mas voce ta certo, pra que se arriscar se tem preservativo !!!!

    • Sorointerrogativo
      26/01/2014 at 22:05 #

      uma mera perguntinha, quem é Maysa?

      • estudiosodemais
        27/01/2014 at 15:23 #

        Maysa é uma Doutora/pesquisadora da USP que faz pesquisas sobre o vírus e tem um canal legal sobre o assunto no Orkut…..

    • JCS
      27/01/2014 at 00:03 #

      Exatamente, Junior.

      Esse negócio de calcular risco é um negócio perigoso. Estatística burra. Risco é risco.

      Já vi infectologista dizer que é muito improvável pegar HIV numa relação boca/vagina ou boca/pênis sem ejaculação. “Muito improvável” é um negócio complicado.

      Sexo oral pega sim, porque foi assim que me contaminei. Aliás, eu me infectei numa relação onde só houve beijos e sexo oral mútuo. Sem penetração nem “reladinha”. De modo que considero que a hipótese mais plausível é de que tenha sido pelo sexo oral ativo. E não me lembro de estar na ocasião com lesões orais perceptíveis ou sangramento.

      • Jovem Soropositivo
        27/01/2014 at 13:12 #

        O risco é sim matematicamente previsto. Muitos médicos dizem que ele é baixo em virtude de nunca ter havido um caso de transmissão de HIV por sexo oral documentado e comprovado pela Medicina.

        • estudiosodemais
          27/01/2014 at 15:25 #

          Realmente JS , a literatura médica oficial não constata nenhuma caso de infecção por sexo oral….

        • JCS
          30/01/2014 at 19:26 #

          JotaS,

          Não documentaram o meu, pois foi exatamente assim que aconteceu. Sexo oral. Não tenho dúvidas. E, sinceramente, acho esses números discutíveis. Aí aponta sexo vaginal insertivo como risco ínfimo. Você não acha que muitos homens pegam de mulheres em relação única? Tipo, um individuo que transe com 10 parceiras sem camisinha e contraia o HIV, será classificado como comportamento de risco e vão supor que ele teve múltiplos contatos com o HIV, quando ele pode ter se deparado com o vírus apenas uma vez. Não será sequer cogitado ter contraído por sexo oral pois ele teve riscos superpostos.

          Que o risco do sexo oral é “teórico” (prefiro chamar de “pequeno”) eu concordo, mas ainda assim é bem real. Cabe às pessoas avaliar se vale a pena corrê-lo.

    • Jovem Soropositivo
      27/01/2014 at 13:09 #

      Sendo “ativo” aquele que faz o sexo oral no outro, sim.

    • Jovem Soropositivo
      27/01/2014 at 13:14 #

      estudiosodemais,
      Concordo!

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