Sorodiscordantes

“— Você sabe, né? Isso que vocês vivenciaram foi um milagre.”

Foi o que disse meu pai, quando almoçamos juntos dias depois do resultado do exame mais preciso de detecção do HIV que minha namorada fez. Resultado negativo. A srta. J. não contraiu HIV.

O resultado dela chegou num momento de curiosa descontração. Era uma noite de sexta-feira e estávamos em seu apartamento. Faziam tantos dias que vivíamos diante de tamanho estresse, certos do resultado positivo também para ela, que eu já não dormia há algumas noites, mesmo sob o efeito de dois diferentes fortes medicamentos de tarja preta receitados pelos médicos.

Mas naquela noite resolvemos esquecer o assunto. R., um querido amigo, muito próximo da srta. J. veio nos visitar. Ele sabia do meu diagnóstico recente e fazia de tudo para consolar e distrair a srta. J. e a mim. R. e eu conversávamos quando o e-mail do laboratório chegou.

“— Gente, saiu o resultado”, disse a srta. J., na mais surpreendente calma. “Mas eu não consigo entender o que ele diz.”

Num pulo, grudamos todos na tela do computador. Brigamos os três pelo controle do mouse. Lá estava o resultado e, de fato, era impossível compreendê-lo. Saquei o celular e imediatamente comecei a ligar para os médicos. Primeiro o infectologista, Dr. O., que não atendeu. Nem Dr. N., o clínico geral. Com o coração já pulsando na mandíbula liguei para a Dra. L., médica de minha mãe que indicou o infectologista.

“— Doutora, desculpe o incômodo”, disse eu, ofegante. “O resultado saiu e é impossível decifrá-lo.”

“— Leia ele para mim”, disse a médica.

Comecei a lê-lo, tentando equilibrar rapidez com clareza. Não sei se consegui. E talvez tenha falado com a voz em tom alto demais, pois, em algum momento, a Dra. L. chamou meu nome por três vezes, interrompendo a minha leitura que prosseguia no automático.

“— Jovem… Jovem… Jovem!”, falou a médica. “Ela não tem HIV. O que está escrito no exame é que ela não tem HIV.”

Saltamos os três, num grito só, enquanto ouvia felizes gargalhadas do outro lado da linha. Depois de me despedir da médica, abracei a srta. J., que não esboçava muita reação, aparentemente num estado de choque. R. correu para a geladeira onde pegou três cervejas. Aumentamos a música. Brindamos, enquanto algumas lágrimas corriam pelo meu rosto.

A srta J. não tem HIV. Eu mal acreditava no que acabava de ouvir. Talvez, por isso, a frase da médica continuava a se repetir em minha mente, de maneira quase realmente audível e de maneira incessante. Ela não tem HIV. Depois de tomar o copo de cerveja, uma única outra lembrança ecoou em minha cabeça. Era a instrução do médico, no que diz respeito aos remédios de tarja preta que receitara:

“— Apenas não os misture com álcool”, disse ele, em algum momento da última semana.

Tarde demais. Minha visão já se turvava. E achei melhor seguir para a cama, onde desmaiei.

Acordei no dia seguinte por volta das 13 horas. Demorei um pocado para recordar da noite anterior mas, quando o fiz, me veio um enorme sorriso no rosto. Olhei para o lado e vi a srta. J. Ela se aproximou de mim e perguntou como eu estava, me dando um delicioso beijo. Sim, nós continuamos juntos — até hoje, cinco meses depois do meu diagnóstico positivo. Nesse tempo, por algumas vezes ouvi a frase “ela continuou com você”.

Desde o meu diagnóstico, claro, passamos a usar preservativos. Antes, no entanto, foram mais de quatro anos de sexo desprotegido. Durante esse tempo todo anos a srta. J. manteve relações sexuais comigo, um soropositivo, sem camisinha. Parece mesmo um milagre que não tenha contraído o vírus. Mas não tente isso em casa, caro leitor. É possível contrair o HIV em apenas uma relação desprotegida um soropositivo. Que dirá as tantas que srta J. e eu tivemos ao longo dos anos. Nesse sentido, parecia mesmo ser mesmo muita sorte. A exceção da exceção.

“— Glória a Deus!”, disse Dr. N., o clínico geral, ao ouvir o resultado negativo dela.

Eu, por outro lado, nunca acreditei que milagre fosse uma intervenção divina sobre o mecanismo de funcionamento do mundo real. Afinal, se Deus criou o mundo com as regras que criou, as quais o homem decifra por meio das ciências, por que razão ele violaria o jogo que ele mesmo inventou? Nesse sentido, se algo estranho acontece, entendo que A) trata-se de uma lei que o homem ainda não descobriu, ou B) trata-se de um evento muito raro, mas dentro das possibilidades previstas no mundo real. E assinalo B para o meu caso. Ainda assim, chamo a isso de milagre porque entendo que foi o que aconteceu na minha vida: um presente do Universo. Uma dádiva que vou lembrar por toda minha vida.

Também não deixei de sentir enorme gratidão por aqueles para quem pedi oração, reza e energia positiva. Afinal, encarar o milagre como parte da realidade, de forma alguma diminui seu valor. Assim, com o coração aliviado, fui agradecer àqueles que me apoiaram. Agradeci meus pais. Ao Dr. N. Tentei encontrar à médica do laboratório de diagnóstico, que deixou comigo um santinho católico e prometeu rezar por mim. Voltei à igreja evangélica, para agradecer ao pastor. Agradeci meu amigo A., que foi quem consolou a srta. J. durante a semana de espera do resultado, usando argumentos científicos sobre a possibilidade dela não ter contraído o HIV.

“— Não acredito!”, me disse A. ao telefone, quando contei que a srta J. não tinha HIV.

Mesmo com todo o discurso científico sobre as chances do resultado vir negativo, os resultados surpreenderam o interlocutor.

Ela, soronegativa. Eu, soropositivo. Nós, sorodiscordantes. Foi com essa simplicidade que meu infectologista deu o veredito. Diferentemente de todos os outros que souberam dos dois diagnósticos — do meu e o da srta. J. — o Dr. O. não expressou muita emoção. Milagre nenhum, na visão dele. Em sua mente matemática, parece que o resultado negativo não foi de todo surpreendente. Afinal, essa era uma possibilidade real, apenas parecia ser a menos provável.

“— Muito bom”, disse o infectologista.

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19 Comentários em “Sorodiscordantes”

  1. Rafa
    29/03/2011 às 10:43 #

    Que bem que você escreve, obrigada por partilhar o que vai sentindo e aprendendo ao longo desta fase. Eu aprendo sempre que leio.Beijo e grande e continue a encarar a vida assim.

    • jovemsoropositivo
      29/03/2011 às 18:15 #

      Obrigado, Rafa! ;)

      • jst
        20/11/2012 às 20:39 #

        ainda não tive coraqgem de contar a ninguem nem a minha mãe….poderia me dar dicas?

        • aline lima
          06/01/2014 às 12:23 #

          oi não sei nem como começar ,mais preciso desabafar com alguem.
          perdi a minha mãe a 4 anos atras e quando a enterrei descobri que o meu marido era soropositivo não tive nem tempo de chorar a minha dor de la pra cá só o que tenho feito e ficar do lado dele, o meu resultado deu negativo mais mesmo assim continuei e continuo amando ele dia a pois dia.
          Vi ele triste e feliz varias vezes e perguntei a deus por muitas vezes porque ele e não eu pois ele sempre foi mais fraco do que eu, dia de ir ao medico ele se sente mal e ate hoje não aceita a sua situação me doi tanto velo assim, a familha dele tenta de todas as formas nos separar.
          E muito triste ver que deus da uma chance de recomeçarmos e muitas pessoas não aceita, quero ter filhos com ele mais ele quando esta triste me maltrata o que posso fazer eu briguei com a minha familha toda para que aceitem a minha decisão.
          Toda vez que refaço os meus exames e lele dão negativo ele me olha com tristeza sei que ele me ama mais não se aceita, adimiro a sua coragem por ter se aceitado por mais que seja dificil.

    • HP
      14/05/2011 às 11:37 #

      Cara, to vivendo a mesma coisa nesses dias..
      e tem sido mto bom ler teus posts.. descobri na quinta feira passada a minha sorologia, um dia antes de fazer a cirurgia para retirada de um tumor q surgiu na minha cabeça, que por causa do diagnóstico da sorologia, foi descartada a possibilidade de cancer e passou a ser tratado a neurotoxoplasmose.

      Sou casado, e minha esposa havia feito o teste agora em fevereiro (ou março, nao lembro) pois está grávida, e tinha dado negativo.. estive em situações de risco mas isso antes de casar.. agora to aprendendo a conviver cm isso..

      Nao sei ainda ao certo quais remédios eu to tomando, o médico falou mas eu nao anotei ainda.. estou aqui na UNESP de Botucatu, no Hospital das Clinicas esperando pra o tratamento da toxo fazer efeito e fazer uma nova tomografia pra ver se a lesão diminuiu.

      tomara Deus q tenha a mesma sorte que vocês de sermos sorodiscordantes também..

      bom, meu email está no comentário.. caso queira entrar em contato, tamos ae..

      abraço!

  2. Ana
    07/12/2012 às 17:38 #

    Oi,
    eu ha 6 anos atras, conheci uma pessoa e começamos a nos relacionar, transamos sem proteção, alguns meses depois , ele é procurado por uma ex que descobriu ser soropositiva, ele fez o exame e deu positivo, eu fiz o meu e deu negativo.
    A primeira reação dele, foi afastar-me dele, tentei de todos os modos estar a seu lado, mas ele não quis, respeitei seu momento,o que durou 1 ano e meio, e eu sempre pensando nele, como estaria, se me atenderia..enfim, passado esse tempo, liguei p/ ele, e começamos então a nos ver-mos novamente, ficamos juntos por 2 anos, e de repente ele me diz que esta indo embora para os EUA, meu mundo simplesmente caiu de novo…despedida,lágrimas, promessas de emails, telefones, enfim..passado 2 anos dele nos EUA, um belo dia, ele me liga e diz que sentia minha falta, que queria me ver…larguei tudo, casa, familia, filhos, trabalho, e fui ao seu encontro…percebi que o amor que tenho por ele,não havia diminuido em nada, pelo contrário, aumentou ainda mais…mas para minha decepção, descobri que ele havia reatado com a ex namorada que era tb soropositiva e ele me disse que ama as duas..aceitei-o com suas condições, pois não queria e não quero perde-lo, não tenho ciumes dela, nem pena, o que sinto é como se eu também fosse responsável por ela, por ela ter sido contaminada e eu não..recentemente voltei d ela, onde passei 1 mes com ele, e criei coragem e perguntei a ele, se ele realmente a ama, ou se sente-se responsável por te-la contaminado e ela também achar que sendo soropositiva, não tem o direito em terem um relacionamento com sorodiscordantes…
    Eu gostaria de uma opinião, porque tenho o sentido tão confuso ultimamente, ele diz que não quer me perder..que me ama, mas que não acha justo..vive com medo de que eu me contamine( sempre tomamos todas as precauções)..
    Apesar de eu ter dito a ele que toda x que que busco meus resultados, já cheguei a desejar que desse positivo , a fim de poder “partilhar” da sua dor…sei que é um absurdo ter pensado nisso, mas me dói muito ve-lo desse modo, e o que me preocupa é que ele insiste em não buscar ajuda terapeutica, ele não contou a seus familiares, diz que de nada iria adiantar, e eu sei o quão importante é termos a familia ao nosso lado em momentos dificeis de nossas vidas…é um peso imenso para se carregar sozinho..
    Por favor, desculpe-me pelo desabafo, mas preciso de uma opinião, de uma palavra amiga..

    • Jovem Soropositivo
      07/12/2012 às 22:05 #

      Ana,
      Uma mesma cepa de HIV não se comporta da mesma maneira em dois organismos diferentes. A mesma coisa acontece com os remédios: enquanto um pode não sentir nada…
      Sobre contrair o HIV por ele, lembre-se que isso nunca vai ser “garantia” de nada.
      Ele aparenta estar transtornado pelo diagnóstico, e isso é normal. Mas a tendência é melhorar com o tempo. Por que não sugere uma ajuda psicológica em que vocês dois vão juntos?

      • Ana
        07/12/2012 às 23:06 #

        Oi,
        eu tenho conhecimento de que se por ventura eu viesse a ser “soropositiva”isso não seria garantia de nada, naõ se trata disso, talvez eu não tenha expressado-me direito…
        O que me preocupa bastante é que ultimamente ele vem falado em “desistir”, que todos os que ele ama acabam sempre por se afastar dele, familia, amigos, relacionamentos, mas no fundo ele foi quem se afastou, ou melhor, fugiu…
        Eu imagino que um dia isso vá passar, mas penso que ele buscou o método errado para tentar seguir em frente, NINGUEM consegue isso sozinho…
        Eu faço terapia desde que reatamos, e sei que esse processo é tal como atravessar um túnel..mas até para se atravessar um túnel, precisamos de companhia, de alguem a nosso lado que possa nos ajudar a compreender as mudanças que ocorrem em nossas vidas.
        As vezes ele se mostra extremamente fragil, carente,pedindo colo…mas logo em seguida, volta a ser “auto-suficiente,arrogante, o cara que tudo sabe”…quando na verdade, vejo que esta “transtornado”, e não sabe não só como lidar com esse tipo de transtorno como também com os sentimentos que o assolam..
        Recentemente ele disse incomodar-se com o fato de eu me preocupar com ele, oras…independentemente dele ser soropositivo, é comum você se preocupar com a pessoa a qual você ama, eu sou assim com todos os que amo, sejam eles, namorado, amigos, família, eu sempre fui de cuidar de todos e de tudo, acho que não sei fazer diferente.
        Hoje ele tinha médico e insisti que ele pedisse indicação de um profissional ao médico, porém, conhecendo-o como o conheço, sei que ele não o fez…e isso me preocupa, porque sinto-o cada vez mais deprimido, infeliz e solitário.
        E eu tenho medo de não estar lá para apoia-lo..
        Eu tenho medo de perde-lo.
        É isso.

        • Jovem Soropositivo
          07/12/2012 às 23:51 #

          Agora entendi melhor, Ana…
          Minha opinião é que a ajuda, no fim das contas, tem que ser pedida e não imposta. Se ele sabe que tem a você para pedir ajuda, isso já é muito, já é o bastante. O diagnóstico pode ser sim muito devastador para alguns, mas é só o próprio indivíduo que pode sair desse buraco. Continue deixando claro que se ele precisar de ajuda, você estará do lado dele. Caso contrário, ao meu ver, não há nada o que você possa fazer.

  3. Ana
    08/12/2012 às 00:09 #

    Jovem,
    eu sempre digo a ele que não gosto e não quero me impor…já deixei isso claro .
    A principio eu julgava que ele tivesse saido desse “buraco”, porém estou percebendo que a cada ano que se passa, ele esta indo para cada vez mais para o fundo de um poço, onde as paredes são extremamentes escorregadias .Eu há 6 anos atras, quando ele recebeu seu diagnóstico, respeitei seu momento, sua dor, sua raiva, sua negação e o deixei só..
    Mas jovem, ele me “buscou” ele indiretamente me pediu ajuda, quando me ligou, dizendo-me amar, que visualizava um futuro nosso..
    Ele diz que cada passo que ele dá, parece não sair do lugar, esta insatisfeito com o trabalho, brigou com a mãe,( cortou relações ) sente-se “cansado”, não consegue administrar seu tempo, e não colhe o que planta, pois ao meu ver, ele não esta “adubando” corretamente..e isso o deprime, pois ele tem medo, o que ao meu ver é normal, mas ele não pensa assim.
    Eu não posso, não quero e não vou permitir que ele desista.
    Eu nunca desisto de nenhuma batalha.Não vou desistir do homem que eu amo, do meu amigo.
    É isso, obrigada por me “ouvir”, obrigada por permitir-me partilhar com você minhas dúvidas, meus anseios..minhas lágrimas, é, eu sou chorona demais, rss…
    Obrigada.

  4. Elizabeth Vieira
    03/01/2013 às 21:00 #

    Recebi seu link por uma amiga…e Gostei bastante do seu blog…tantas questões em comum….

    Tenho o meu também, conto de mim, mais do que da ciência ou das informações disponíveis. O lance da sorodiscordancia é um fantasma na minha vida (ainda ou por enquanto) … ainda fica difícil contar no início de uma relação ou depois que ela engata… pode ainda ser pior…
    Acho que deveria existir um chat para paquera de soropositivos…rsrsr

    Se você quiser conhecer.. este é meu blog
    http://mulhersoropositiva.blogspot.com.br/

    FELIZ 2013!

  5. C
    06/02/2013 às 19:53 #

    oi !

    Minha estoria infelizmente não teve um Final Feliz…no que diz a respeito de romance.

    Eu descobri q sou soro positivo em março de 2012 quando realizei exames de pré-natal, foi um choque eu estava em relacionamento a dois anos e meio e durante esse período também praticamente não utilizei preservativo somente no inicio quando ainda não tomava anticoncepcional, quando o pai da minha bebe fez o teste constou negativo, foi ai que tudo se perdeu eu fiquei muito feliz por ele não ter mais quis me afastar dele por medo do desconhecido por não desejar esse mal para ninguém principalmente para ele que eu tanto amo! e toda aquela preocupação com ele e com a neném q ainda estava por vir e que não sabia ao certo se ela iria contrair o vírus ou não com tudo isso fiquei em depressão não comia direito os efeitos dos antirretrovirais me deixava mais enjoada e o pouco q conseguia comer vomitava, perdi 7kg ao invés de ganhar peso na gestação, com o meu afastamento o pai da minha bebe começou a se envolver com outra mulher e quando eu comecei a pesquisar e ver q não ofereceria mal a ele usando preservativo e q fazendo o tratamento a possibilidade da minha bebe contrair o vírus era minima, eu decidi voltar a vida mais ai de uma certa forma já era tarde ele não quis mais saber de mim desistiu da nossa família, e quando estava de 7 meses nos separamos por que descobri esse envolvimento dele com outra mulher, meu mundo desabou outra vez me esforcei ao máximo pra aguentar tudo sem fazer nenhuma das besteiras que passava na minha cabeça , ele diz que não soube lidar com essa situação que tinha medo que eu morresse que preferia ter também o vírus, mais enfim eu ate entenderia ele não querer estar comigo por medo ou qualquer coisa do tipo mais jamais que lele me viraria as costas no momento em que eu mais precisava gravida e ainda por cima ter a capacidade de buscar outra mulher com tudo isso acontecendo, minha filha nasceu em setembro ocorreu tudo bem quanto aos procedimentos do parto mais um dia antes de ter alta ela teve uma apneia e ficou 15 dias na UTI neonatal o que fez o HIV se tornar pequeno em meio a possibilidade dela não sobreviver, mas hoje ela esta aqui forte e feliz prestes a fazer 5 meses ainda não tenho o resultado negativo dela por que isso ocorre ate os 2 anos é ruim essa angustia mais confio em Deus e creio que nada de mau vai ocorrer a minha pequena.

    • Lua
      07/02/2013 às 22:15 #

      oi C. que bom que você e a bebê estão bem. Mas você pode me tirar algumas duvidas se não for incomodo tocar neste assunto? Quando a criança nasceu, ela teve que tomar algum medicamento? como foi feito esse acompanhamento?
      Agradeço desde já,
      Abraços.

  6. Fernando
    17/03/2013 às 20:23 #

    Eu sou soropositivo, e minha namorada não.

    Se o preservativo romper, tenho que leva-la para tomar o coquetel no prazo máximo de 72 horas após o risco..
    Digamos que ela não se infecte, mas fique grávida, o que fazer ?, quais são os riscos que o feto corre ?.

    • Giselle
      17/04/2013 às 19:14 #

      Se ela engravidar mas testar negativo no teste de HIV, o feto não corre risco nenhum. E mesmo se ela testasse positivo, há métodos para evitar que o bebe seja contaminado com o HIV.

      Sei disso porque meu esposo é soropositivo, e nossa filha fará seis meses semana que vem. :)

      Somos uma família sorodiscordante vivendo positivamente!

      Faça sua parte de prevenir a contaminação. Tome seus remédios. E descanse em Deus com as outras preocupações.

  7. João
    03/06/2013 às 09:44 #

    Tudo bem, garoto? Estou escrevendo uma matéria para o Jornal Zero, da Universidade Federal de Santa Catarina. Já tenho uma entrevista com foto de um casal de Porto Algre. Mas estou à procura de mais um casal, sem necessidade de foto ou identificação. Topa me conceder uma entrevista por e-mail? De qualquer forma? Aguardo seu contato: joaaoschmitz@gmail.com.

    Um grande abraço!

  8. Lucas Severo Abad
    18/12/2013 às 22:33 #

    Olá, muito bom seu texto, esclarecedor em alguns aspectos, em outros um tanto confuso. Mas é isso mesmo, ou vivemos acreditando que não existe milagre, ou acreditamos que tudo nessa vida é um milagre. O fato é que existe sim a possibilidade de relacionamento entre sorodiscordantes, inclusive com fruto desse relacionamento (filhos), de maneira segura, DESDE QUE se conheça e se tenha o acompanhamento médico estritamente necessário para a monitoração da carga viral desse paciente soro+. É o meu caso, inclusive hoje postei no meu blog, que não tem a ver com HIV, mas sobre gestação, sobre a gravidez da minha esposa que não tem HIV, comigo que tenho HIV.

    Segue o link: http://diariodeumtentante.blogspot.com.br/2013/12/um-capitulo-oculto-da-minha-vida.html

    Grande abraço.

    Lucas Abad

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