Euphorbia tirucalli


Reservatórios latentes de HIV parecem ser reativados por composto encontrado em planta

Por Richard Jefferys do

Diversos grupos de pesquisa independentes identificaram ésteres de ingenol, compostos derivados do arbusto tropical Euphorbia tirucalli, como potentes ativadores do HIV latente. Artigos publicados nas revistas Virology e Aids reportam que um éster semi-sintético específico de ingenol, denominado 3-caproil-ingenol (ING B) traz a maior promessa e pode ser um candidato para estudos clínicos. O composto parece funcionar ao direcionar a proteína quinase C (PKC), semelhante ao que outro conhecido candidato inversor de latência pode fazer, mas com menos efeitos tóxicos. No Workshop Internacional sobre Persistência do HIV, em dezembro passado, Lucio Gama da Universidade Johns Hopkins apresentou os resultados de estudos sobre o ING B em macacos infectados com SIV, indicando que a droga era segura para ser administrada e mostrou atividade contra o vírus latente. Gama também apresentou um pouco sobre os dados preliminares do laboratório de Robert Siliciano, sugerindo que o ING B potencialmente ativou o HIV latente em células T CD4 isoladas de indivíduos soropositivos em tratamento antirretroviral. Análises adicionais estão em andamento com objetivo de avaliar se o ING B pode seguramente seguir para testes clínicos em humanose se modificações adicionais no composto podem aumentar sua segurança e atividade.


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.hiv


O domínio .hiv é uma fita vermelha digital: ajuda a levantar fundos para apoiar projetos relacionados ao HIV e promove a conscientização sobre a causa. E tem um toque especial: o programa único de micro-doação .hiv. Para cada visita em seu site .hiv, será doada uma pequena quantia de dinheiro para projetos relacionados ao HIV. Assim, navegar em websites .hiv torna-se uma maneira fácil e divertida de fazer o bem.

Um nome de domínio .hiv faz parte de um portfólio mais amplo. Você é livre para usá-lo como quiser, mas recomendamos simplesmente redirecionar à sua página inicial padrão. Com este princípio básico, o nome de domínio .hiv fornece uma segunda porta de entrada para o conteúdo web que habitualmente seus usuários acessam, mas melhora a experiência de navegação através da micro-doação.


Ajuda do Peito


Em evento de caridade da luta contra a aids, atrizes pornô japonesas vão deixar seus seios serem apertados por um dia

Por em 25 de agosto de 2014 para IBTimes

Pelo menos 10 atrizes pornô japonesas devem participar por um dia de um evento de conscientização da aids, em que deixarão que seus seios sejam apertados. O evento será transmitido ao vivo por canal de televisão adulto.

O evento anual de caridade, traduzido como “Ajuda do Peito”, acontece todos os anos há 11 anos. Quem quiser apertar os seios das atrizes deve doar para uma organização de caridade que luta contra a aids. As atrizes, no entanto, pediram que os espremedores de seios sejam gentis.

Eu estou muito ansiosa para que várias pessoas acariciem meus seios. Mas ficaria muito feliz se apartarem com delicadeza”, disse Rina Serina, uma das atrizes que se voluntariou para participar do evento, ao jornal Tokyo Sports, de acordo com a AFP. Outras atrizes também estão entusiasmadas com o evento. “É para caridade! Aparte, doe dinheiro e vamos ser felizes!”, disse Iku Sakuragi, de 21 anos.

O programa está sendo apoiado pela Japan Foundation for Aids Prevention. Em eventos anteriores, foram implementadas regras, tais como a esterilização das mãos antes do aperto e apenas dois apertos por pessoa. No evento deste ano é provável que haja orientações semelhantes.


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Positivo e indetectável: o que isso quer dizer?


Sou soropositivo, faço tratamento e estou indetectável. Então, sai do meu pé!

Por Dave. R. para o PositiveLite.com em 22 de agosto de 2014

Dave R. pergunta: “Você não faria sexo comigo porque eu tenho HIV? Eu ofereço menos risco do que você, meu amigo. Vá em frente, tente provar que estou errado!”

Estou oficialmente cansado de ser tratado como um pária (que no dicionário é definido como: “um termo de censura e abuso: uma pessoa inútil ou desprezível; um miserável, um vira-lata.”)!

De onde vem isso? Sou soropositivo, estou em tratamento e o vírus é indetectável no meu corpo. Ainda assim, sou visto como impuro, indigno de toque e pouco atraente. Por que isso? Porque é que o mundo, em geral, e, sim, os meus companheiros homossexuais, sempre empáticos, acham isso? Você sabe me explicar?

Apesar das últimas pesquisas e do fato de praticamente não haver casos conhecidos de uma pessoa como eu, com carga viral indetectável, infectar outra pessoa, por que eu não entro para o grupo de pessoas consideradas como parceiros sexuais seguros? Rejeições recentes, sutis e rudes, confirmaram o meu status como um pária social, mesmo dentro da minha própria comunidade.

Estou generalizando, é claro. Existem centenas de razões pelas quais as pessoas não me acham atraente, para não falar da minha idade cronológica. Tudo bem, não há problema quanto a isso. Está no olho de quem vê. No entanto, quando sou rejeitado por causa da sigla mais carregada de conotações e histórias antiquadas de todas, o HIV, isso me irrita.

Pessoas que vivem com HIV já passaram por 30 anos de infecção, sobrevivência, tratamento, melhora do tratamento, até tornarem-se saudáveis e indetectáveis, provando-se opções sexuais mais seguras do que alguém que não faz o teste. Ainda assim, somos vistos como “impuros”, que devem evitados e humilhados a todo custo.

Eu aceito que demore algum tempo para que a população em geral acompanhe as notícias e entenda que as pessoas indetectáveis ​​não transmitem o vírus. Mas me aborreço diante do fato de que ninguém está interessado em divulgar esta notícia. Também me irrito diante da covardia das organizações em prol dos soropositivos e dos meios de comunicação LGBT, que também são relutantes em publicar quaisquer descobertas que possam danificar a mensagem de sexo seguro, sempre qualificando qualquer declaração com ressalvas. Quem é que não está farto de ler “A pesquisa sugere …”?

Qual é o problema destas organizações? O problema delas está em recusar a aceitar que o Tratamento como Prevenção [TasP, do inglês Treatment as Prevention] vai derrubar a transmissão do HIV. Ao invés disso, gritam como se a liberdade pessoal estivesse sob ataque, sempre que se sugere que todo mundo deveria ser testado e, se necessário, tratado para o HIV. Não há lógica por trás disso e, ainda assim, as organizações LGBT em todo o mundo estão enterrando a cabeça na areia, se recusando a encarar os fatos.

Aquele idiota, [diretor da Aids Healthcare Foundation, Michael] Weinstein, que disse que o Truvada não é nada mais do que uma droga para festas capaz de nos levar às orgias em uma escala romana, tipifica este grupo de pessoas que, devemos concordar, estão desgostosas com a ideia de um pênis sem camisinha entrar num ânus. São tão arrogantes que não podem confiar que existem pessoas capazes de fazer escolhas sensatas e assumir a responsabilidade pela sua própria saúde. Ainda assim, este homem é chamado de líder dos soropositivos! Porém, não é disso o que precisamos mais. Temos os meios para reduzir o estigma do HIV, mas, mesmo assim, julgamentos morais ainda governam o dia.

Recentemente, tive a experiência pessoal de ser categorizado e rotulado a ponto de humilhação e desprezo. Depois de ter perdido uma relação de amizade, decidi me reerguer voltar ao mundo dos relacionamentos. No entanto, há muito tempo desisti da ideia de esconder o meu status sorológico e minha história — é tanto parte de quem sou, que é inútil tentar escondê-lo. Diferentemente de como fazia antes, em vez de ser passivo e esperar que as pessoas entrassem em contato comigo, decidi enviar mensagens exploratórias para aqueles com quem senti que poderia estar interessado. Não entrei em contato com jovens, ou mesmo com pessoas com menos de 40, pois me sinto atraído por pessoas maduras que já viram um pouco da vida. Minha ideia era falar abertamente da minha condição e não esconder os fatos.

Algumas reações foram francamente horripilantes. Demonstraram negação completa da minha existência e silêncio total a partir da minha revelação, ou até investidas contra minha moral, duvidando e sugerindo que eu tivesse praticado atos de depravação, me acusando de querer espalhar a minha “doença” entre os “inocentes”. Felizmente, nem todo mundo reagiu dessa forma. Houve aqueles que educadamente me disseram que não iriam nunca considerar ter relações sexuais com um cara positivo (o que não é bom para o ego, mas aceitável em nome da liberdade de escolha) e aqueles que francamente admitiram que estavam com medo de serem infectados. Ao meu ver, honestidade nunca é insulto.

Para muitas pessoas, é simplesmente impossível tentar apresentar os fatos. As campanhas de saúde pública dos anos 80 fizeram o seu trabalho muito bem, fazendo todos pensarem que estávamos morrendo — e, de fato, muitos morreram. Porém, agora já se passaram mais de 20 anos. Ainda assim, informar as pessoas sobre as últimas descobertas científicas não vem como crível: elas não estão lendo isso como prova científica e nos meios de comunicação adequados.

Informar as pessoas que soropositivos indetectáveis ​​e em tratamento são sexualmente mais seguros do que a maioria das pessoas seria uma boa notícia, digna de alarde por todos os meios. No entanto, há uma relutância tangível em dar às pessoas os fatos. Provavelmente, porque muito poucos escritores de manchete são capazes de resistir a frase que vem depois dela, como “… orgias sexuais ilimitadas inevitáveis!” Nós já estamos enfrentando o tsunami do uso do Truvada na prostituição, pois a prevenção também é vista como uma porta de entrada para a depravação.

O problema é que, para muita gente, a palavra “indetectável” significa muito pouco. A palavra não representa o que deveria: risco quase nulo de infecção. A palavra não está sendo usada lá fora e eu quero saber o porquê. Precisamos driblar os sites de organizações gays com um pensamento mais liberal e também precisamos — eu odeio dizer isso — que os meios de comunicação heterossexuais façam algum jornalismo sério, educando as pessoas.

Os detratores mais racionais dizem que é muito cedo e que as chances de erro, com todas suas possíveis consequências, são muito grandes. OK. Mas prove para mim que as pessoas indetectáveis ​​são, de algum modo, um perigo para os outros. E traga os fatos: quantas pessoas em tratamento, com um sistema imunológico forte e níveis indetectáveis ​​de HIV no sangue infectaram alguém? Você não pode dizer, porque não existe ninguém.

O argumento contra é o de que o HIV pode permanecer detectável em outros fluídos e órgãos do corpo e que ele é indetectável apenas nos métodos de ensaio atuais. Mesmo supondo que seja assim mesmo, os níveis “invisíveis” pelos exames atuais devem ser minúsculos, dado que a infecção cruzada simplesmente não está acontecendo. Caso contrário, haveria estatísticas de todo o mundo, com pessoas indetectáveis ainda infectando outras pessoas. Se você tem argumentos contra, eu imploro, refute o meu ponto de vista.

Só podemos concluir que, para além do sempre presente perigo de outras DSTs (sempre presente também para o resto da população, gostaria de lembrar), o meu estado presente significa que ninguém pode pegar HIV de mim, se eu fizer sexo seguro ou não. Não fosse verdade, os aumentos de infecção pelo HIV teriam sido inundados por milhões de novos casos, se espalhando como incêndios florestais em todo o mundo.

O ressurgimento do barebacking [sexo anal sem camisinha] (se é que já foi embora um dia) teria visto muitas infecções deste tipo. A cepa mais comum de HIV começou em um lugar e se espalhou em 10 anos por todo o mundo. Algo está impedindo que isso aconteça novamente e este algo é o tratamento antirretroviral eficaz. Sim, casos de novas infecções ainda estão acontecendo, mas eles são em sua maioria de pessoas que não sabem que estão infectadas porque ainda não fizeram o teste. Assim, agora que o pânico do HIV está mais brando, considerando o número de jovens (e idosos) que descartam os preservativos, por que é que não vemos o HIV fora de controle novamente? Porque o tratamento é danado de eficaz.

Pessoas com HIV e indetectáveis são parceiros sexuais seguros. Se você sabe de algo que eu não sei e tem evidência para sustentá-lo, prometo engolir minhas palavras. Enquanto isso, não há razão para não dizer ao mundo os fatos e definir as pessoas indetectáveis longe das algemas do estigma. O problema que temos é um problema de imagem. Nós já estamos contaminados; já estamos sujos demais para deixar esse conhecimento solto no mundo novamente.

Na busca por aceitação entre a sociedade cética, nossas próprias organizações se esqueceram de que o sexo é uma parte integrante da nossa identidade e preferem que não falemos sobre isso. Atrevo-me a dizer que a razão disso é para evitar que os patrocinadores não cortem seu apoio! Estão esperando que toda a primeira e segunda geração de soropositivos morra (de causas naturais) para, em seguida, com um novo tom rosado, as comunidades LGBT ilibadas tomarem o seu lugar na sociedade, imaculadas pela insinuação sexual do HIV.

Os homossexuais continuam a fazer sexo pela bunda — e sempre o farão — e a população hetero nunca vai se esquecer disso, não importa quantos buquês de noiva e casas com cercas brancas em volta apareçam por aí.


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Por um regime melhor


Estudo conclui que a maioria dos pacientes poderia mudar para um regime antirretroviral mais bem tolerável

Por Barbara Jungwirth, do

Uma análise de 120 australianos que fazem uso de quatro antirretrovirais mais antigos — apelidados de medicamentos RATE por incluir Ritonavir (parte do Kaletra), Abacavir, Tenofovir e Efavirenz — concluiu que a grande maioria poderia mudar para novas medicações que são mais bem toleradas.

O estudo, publicado na PLOS ONE, observou o histórico de tratamento e o perfil de resistência a medicamentos dos participantes, bem como testes de tropismo para o Maraviroc, sempre que possível (feito em 38% das pessoas estudadas). Os medicamentos RATE são prescritos para a maioria dos pacientes em terapia antirretroviral. Os efeitos colaterais que podem ser evitados com outros coquetéis incluem interações medicamentosas, reações alérgicas, menor eficácia quando a carga viral é alta, maior risco de doença cardiovascular, redução da densidade óssea, disfunção renal, distúrbios neuropsiquiátricos e aumento dos níveis de lipídios.

Novos regimes de medicamentos considerados pelos pesquisadores foram Rilpivirina, Etravirina, Atazanavir, Raltegravir e Maraviroc, bem como a antiga Lamivudina (3TC). Dependendo da susceptibilidade ao Maraviroc, 98% dos participantes do estudo (se todos forem suscetíveis ao Maraviroc, 94% dada a suscetibilidade desconhecida) poderiam mudar para um regime com pelos menos duas drogas ativas e mais seguras e 89% (se todos forem suscetíveis ao Maraviroc, 87% dada a suscetibilidade desconhecida) poderiam mudar para uma com três medicações mais seguras.

O estudo também descobriu que 57% dos australianos que fazem uso de medicamentos antirretrovirais estão usando dois ou mais medicamentos RATE e podem se beneficiar da troca para novos regimes. Os autores do estudo preveniram, no entanto, que “a maioria dos regimes considerados ‘viáveis’ no estudo não foram ainda rigorosamente testados em estudos clínicos e podem ser considerados não-convencionais.” Os autores concluíram que estudos randomizados controlados podem ser necessários para determinar as vantagens e desvantagens de mudar o regime de pacientes estáveis para novos regimes que não incluam medicamentos RATE.


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Quer fazer estágio na UNAIDS?

A UNAIDS prorrogou as inscrições de estágio até 22 de agosto de 2014. São quatro vagas para alunos dos cursos de Relações Internacionais, Comunicação, Jornalismo, Administração, Publicidade e Propaganda, Marketing, Ciências Sociais, Ciências Políticas ou Antropologia para apoiar as ações do escritório em Brasília, DF. A UNAIDS irá selecionar três estagiários para a área técnica e um para a administrativa. Saiba como se candidatar clicando aqui.

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